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Posts com a Tag andy roddick

quinta-feira, 8 de setembro de 2011 Grand Slam, Tênis Feminino | 14:25

Protestos

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Todas revoluções feitas pelos tenistas começaram com alguma insatisfação pontual dos mesmos com dirigentes. Isso porque a insatisfação é perene, agravada por conta de algum detalhe.

Não vou dar uma prelação histórica porque não há tempo nem é hora. Basta lembrar que o Tenis Aberto começou em 1968 por conta da Federação Internacional suspender Nick Pilic por este não querer jogar Copa Davis e os tenistas em sua maioria (os da cortina de ferro não) aderiram ao boicote a Wimbledon. Do boicote caiu a hipocrisia do “tênis marrom” e o tênis se profissionalizou.

A mudança de 1989/90 também foi na mesma linha, com os tenistas cheios das intransigências dos cartolas. Surgiu a ATP Tour, com muito mais força à ATP.

Atualmente existe uma série de descontentamentos pontuais e conceituais que vem sendo empurrados para debaixo do tapete. Uma panela de pressão esperando uma pequena ruptura.

A revolta de Rafael Nadal com a maneira como foi administrada a sua entrada à quadra ontem teve enorme repercussão no torneio – entre tenistas, mídia e organizadores. Em parte ele tinha razão, em parte não. A quadra tem que estar em ordem. Ele tem que estar pronto para jogar, assim como estava seu oponente, que o esperou por quase 10 minutos. O assunto é complexo.

A reação de Nadal gerou uma série de reações, especialmente por conta de ex-tenistas com microfones à disposição nas TVs. John McEnroe e Brad Gilbert estão deitando e rolando, o que não é nenhuma novidade. Cahill e Clif Drysdale, comentarista na ESPN e um dos fundadores da ATP apóiam, com bem maiores parcimônias. Patrick McEnroe, o super poderoso ex Capitão da Davis e Treinador Chefe da USTA, foi mais comedido. Disse que em vários casos os tenistas têm até poderes demais, mas nesta caso, o da quadra úmida, ele fechava com os tenistas.

Andy Roddick começou bem morno em seus protestos, tanto com a organização como à TV, mas com a pressão dos antigos e as novas contingências, chutou o pau da barraca quando seu jogo foi interrompido por conta de uma água que subia à superfície da quadra e chegou a destratar o Diretor do Torneio quando foi chamado novamente à quadra e o problema não estava resolvido. Ficou claro que falava tanto para as câmeras e os microfones abertos como para o Diretor.

Até Serena Williams – que ontem não se juntou às três tenistas, Penetta, Zvonareva e Wozniacki, que invadiram o escritório do Diretor do Torneio para definir a suspensão das partidas, tuitou uma força para Nadal por seus protestos.

Independente do que venha acontecer nos próximos dias, e ainda vai acontecer bastante, muita água vai rolar por debaixo dessa ponte. Cada pessoa envolvida, e especialmente aquelas que estão na periferia do assunto, mas tem grandes interesses no esporte, vão abrir suas próprias agendas e agitar o pedaço.

Mesmo completando as partidas de hoje, esses tenistas terão que jogar quatro partidas de cinco sets, algo inviável – pelo menos em termos de qualidade nas ultimas partidas. Os maiores favorecidos nesse ambiente são Djokovic, pela partida a menos, os dias a mais de descanso e melhor físico. Murray e Federer também não ficam tão mal na foto. Federer tem um jogo a menos, Murray foi rapidinho, tem ótimo físico e se move sem maiores traumas na quadra dura, ao contrário de Nadal.

Para os que tiverem interesse, abaixo um video de uma conferencia com vários tenistas frente às cameras de TV. John McEnroe solta o verbo, Gilbert tenta soltar o seu, Cahill e Drysdale amenizam e Patrick McEnroe se equilibra. BigMac oferece uma boa perspectiva histórica, antes de ser interrompido, e fica claro que o clima está pesado por lá.

Notas relacionadas:

  1. No gringos
  2. Os campeões do mundo
  3. Presente.
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segunda-feira, 11 de julho de 2011 Copa Davis, Tênis Masculino | 00:02

Em casa não

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Se não houve muitas emoções em Montevidéu ou Bucareste, elas não faltaram em Austin, cidade do coração de Andy Roddick, que abraçou o evento na cidade e, mais uma vez, fez questão de defender o time. Os americanos, que tinham dois top 10 no time, além da melhor dupla do mundo, tentaram armar para cima dos espanhóis, escolhendo uma quadra que os ibéricos contestaram, foram à FIT tentar barrar o piso e fracassaram, o que os deixou bravissimos. O piso era rápido, o que, teoricamente, favorecia Roddick e, talvez, outros americanos.

Dançaram, porque os espanhóis, mordidos, vieram de Deliciano Lopez, que bateu Mardi Fish, e o incansável David Ferrer, que venceu tanto Roddick, que já confessou sua admiração pelo espanhol, e o Peixe, que vai demorar a se recuperar emocionalmente das duas derrotas.

Os jogos foram no melhor estilo Davis, com o publico participando, e os tenistas tentando apresentar o seu melhor tênis, tropeçando no emocional, mas nunca na garra e na vontade.

Os espanhóis venceram as duas partidas no sábado, o que não estava na conta americana, venceram as duplas, o que estava nas contas de todos, e os espanhóis não deixaram Roddick entrar em quadra para tentar se vingar. Os dois times têm cinco vitórias cada na Davis, mas foi a primeira vê que os espanhóis ganharam na casa dos adversários.

Os espanhóis recebem os franceses em uma das semis, enquanto os sérvios recebem os argentinos.

David Ferrer – barba e cabelo em Austin.

Notas relacionadas:

  1. Os degraus
  2. Começa em Londres
  3. Alma e ritmo
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terça-feira, 3 de maio de 2011 Light, Masters 1000, Tênis Masculino | 14:10

Sei lá!

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Aos 28 nos, eu não diria que Andy Roddick é um candidato à aposentadoria. Ele tem tido uma carreira bem consistente, como seu ranking entre os 10 melhores nos últimos 10 anos demonstra. Só bem recente ele saiu desse clube de elite.

Esta não tem sido uma boa temporada para o americano e por isso caiu fora dos Top 10. A derrota para o qualy Flavio Cipolla em Madrid foi mais uma amostra que as coisas não andam bem para o rapaz – até porque Madrid, apesar de ser jogada na terra, é rápida, por conta da altitude de 650 metros e de ser indoors. É mais alto do que outros eventos europeus, mas nem tanto – praticamente a altura de São Paulo e menos que Gstaad ou Kitzbuhl.

Espero que o declínio do americano seja temporário, já que é um atleta a quem admiro pela personalidade – é um dos raríssimos tenistas que tem algo a falar e não segue um script pré-determinado pelo tamanho do vazio entre as orelhas. E nunca dá desculpas quando perde o que, por si, já é um belo diferencial.

De longe é impossível avaliar a razão do declínio de Andy. Só posso dizer que seu preparo físico atual não é aquele de um ano atrás quando ela andava tinindo. Se é para especular, o que não é feito em cima de nenhum fundamento concreto, coloco dois fatos na roda.

Primeiro, pelo que lembro, desde que Roddick deixou seu boné cair em partida recente – será que na Austrália? – deixando sua cabeça praticamente careca à vista, esta a razão real pelo eterno boné, dentro e fora das quadras, pode ser que sua auto-estima tenha sido abalada.

Segundo, ainda mais especulativo, um homem casado com uma mulher daquelas, alguma hora pode ter algum problema paralelo em sua vida. O que definitivamente pode afetar sua auto-estima e seu desempenho. Ou, por último, o inverso desta verdade, com uma mulher daquela o cara pode ficar contente a ponto de não brigar mais pelo o que tem que lutar. Sei lá!!

Andy – sua careca e sua mulher.


Notas relacionadas:

  1. Andys
  2. Classe
  3. A bola
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011 Tênis Masculino | 12:39

Reconhecimento

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Como muitos, assisti finalmente uma partida completa do canadense Milos Raonic. E que partida. Em uma daquelas viagens de confiança, o rapaz, de 20 anos, jogou sua segunda final em duas semanas consecutivas. Venceu a primeira, batendo Verdasco em San Jose, Califórnia, e perdeu a segunda, na bacia das almas, para Andy Roddick.

Nestas duas semanas o rapaz mostrou que veio para ficar. Não é, como insinuou o mau perdedor Verdasco, um samba de uma nota só. O rapaz é um dos melhores sacadores do circuito; seus feitos no Aberto da Austrália e nas ultimas duas semanas o provam, mas também é perigosíssimo tanto no fundo da quadra como junto à rede. Na ocasião pensei em fazer um Post sobre a infeliz declaração de Verdasco após a segunda derrota, já em Memphis (que Milos é um jogador de um único golpe e que iria lhe ensinar como se joga tênis quando se enfrentassem no saibro), mas a achei tão medíocre que deixei passar.

O mais incrível, ou talvez explique, é o fato de que desde Outubro Raonic treina na Espanha com seu novo técnico, o espanhol Galo Branco, o que em si é também é uma surpresa. Galo foi um tenista que deve ter batido duas ou três esquerdas em sua carreira e duvido que tenha dado um ace sequer. Seu companheiro de treinos em Barcelona e melhor amigo no circuito é Nicolas Almagro. Verdasco é de Madrid.

Talvez a escolha pela Espanha venha do óbvio fato que ninguém terá que ensinar o rapaz a sacar e já pode se dizer que é um bom voleador. Seus golpes do fundo são melhores do que se dá crédito, sendo capaz de definir com sua direita de qualquer lugar da quadra e sua esquerda capaz de fazer um estrago quando batida de dentro da quadra.

Há detalhes que só o tempo acrescentará e outros que boas instruções farão a diferença. Três ou quatro bolas mal jogadas causaram sua derrota ontem. Um primeiro saque empurradinho na hora de vencer o 1º set foi um deles. Bizarras esquerdas slices na paralela foram outras. O abandono do ataque em momentos cruciais mais um. O reconhecimento de que não é necessário ir para bolas vencedoras a toda hora mais um. Tudo isso se aprende.

Mas o rapaz é tambem brigador e tem personalidade, qualidades exigidas de um campeão. Mandou o técnico calar a boca após levar uma dura depois perder o TB do 1º set. Seu temperamento explosivo é conhecido e algo que Galo Branco vem trabalhando. A hora que o tenista deixa de ter faniquitos e passa a canalizar suas emoções e energias para vencer partidas e torneios se torna muito mais perigoso.

O maior reconhecimento de sua periculosidade veio por parte de seu adversário de ontem, Andy Roddick. A partida, vencida por 7/6 6/7 7/5, se aproximava de mais um TB. Com um match point a favor, o americano deu sua melhor devolução na paralela, o canadense apresentou o seu melhor voleio, já no limite da quadra, e Roddick, sabendo que a perda da oportunidade poderia levar ambos à roleta russa que é um TB no set final contra um adversário perigosíssimo, não hesitou em se lançar para vencer o torneio, em dos melhores match-points que já vi. Veja abaixo.



Será que o garoto tambem poderia ter pulado?

Notas relacionadas:

  1. A final
  2. O careca
  3. Alma e ritmo
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domingo, 19 de dezembro de 2010 Light, Tênis Masculino | 20:59

Artistas

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Esse pessoal de marketing em sua boa parte mais são experts em longos almoços para entreter clientes – estes acham a coisa mais legal do mundo dar dinheiro, que na maior parte não é deles, para um pessoal de gravatas coloridas que os levam para almoçar nos melhores restaurantes e depois arrancam os olhos da cara de quem realmente paga a conta – e que a maior parte do tempo fica elucubrando as mais diversas bobagens como se fossem as próximas da invenção da roda, do que realmente nos surpreender com alguma coisa que nos faça vibrar.

O pessoal da ATP e WTA continuam investindo na divulgação dos respectivos circuitos com ações que na maior parte das vezes dão vontade de sentar e chorar. Porém, de tanto tentar, algumas delas até que demonstra um pouco, atenção, não muita, criatividade.

Uma delas, que descrevo abaixo, apesar de ser algo, do começo ao fim, tão velho quanto distribuir amostras grátis, até deu para curtir. E mais daria se eles fossem um pouco mais longe com a idéia.

A ATP começou a pedir a todos os classificados para o Masters de Londres fazerem sua “arte” ainda em Concinnati, quando Nadal e Federer garantiram suas classificações. Cada um que assegurava a classificação recebia o mesmo pedido.

A idéia era criar oito obras únicas por parte de cada um dos tenistas classificados para o “Masters”, vende-las no site e-Bay e rachar os fundos arrecadados. Metade para uma fundação do torneio e a outra metade para uma fundação escolhida pelo “artista”.

A “arte” consistia em bater bolas de tênis manchadas de tinta sobre uma parede onde era colocado um “stencil” com a silueta do próprio tenista, retirada de uma foto “criteriosamente” escolhida pela ATP. Quem quer que seja que escolheu as fotos poderia ser despedido de imediato, pela falta de visão e de um mínimo de percepção artística.

Tanto é fato que, ao contrário do que se poderia prever, as melhores vendidas não foram as de Nadal e Federer e sim a de Andy Roddick. A do americano era a mais plástica, por retratar o movimento do serviço, o mais delicioso dos movimentos do tênis. Quando fundei minha academia de tênis, a primeira do Brasil, em 1973, usei como logo uma foto semelhante a de Roddick – uma que eu mesmo tirei do iugoslavo Zeljko Franulovic, um tenista de estilo vistoso. Quando a ATP escolheu o logo da instituição, o fez na mesma fonte.

Só para lhes dar uma idéia, abaixo os preços alcançados pelos quadros dos tenistas:

1. Andy Roddick U$33.100

2. Roger Federer – U$27.300
3. Rafael Nadal – U$26.500
4. Novak Djokovic – U$22.103
5. Andy Murray – U$7.301
6. Robin Soderling – U$5.100
7. David Ferrer – U$3.350
8. Tomas Berdych – U$3.001
 
 

 

E eu, se fosse o Berdych, comprava a minha só para não ser a última. Mas aí o cara teria que colocar a mão no bolso. E aí o bicho pega.

Quem quiser ver um pouco mais sobre a “ação” da ATP, pode fazê-lo no link: http://www.barclaysatpworldtourfinals.com/Players/Art-of-Tennis.aspx

 

 

 

 

 

 

 

 A vencedora, as não tão vencedoras, Andy pintando o set, o logo da ATP e o Rafa original.

Notas relacionadas:

  1. Classe
  2. Ο Θεός να μας σώσει
  3. Aulinha
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010 Masters, Tênis Masculino | 15:12

Nebuloso

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A vitória do checo Tomas Berdich sobre o americano Andy Roddick foi a vitória do tenista mais encorpado técnicamente, uma verdade perene entre os dois, e o do tenista mais confiante, uma verdade momentânea.

Berdych sempre foi perigoso. Mas só esta temporada mostrou o que é capaz, e acho que é capaz de ainda mais, dependendo exatamente do quesito “confiança”. A sua temporada 2011 será interessante de acompanhar.

Roddick, que se abateu bastante após perder o 1º set e sofrer uma quebra prematura, fato que só ilustra ainda melhor meu post anterior sobre a força mental de Nadal. E, ressaltando, Roddick tem que ser considerado um tenista muito forte mentalmente. E foi por deixar escapar uma importante vitória sobre Nadal dois dias atrás que perdeu a fé na partida de hoje.

O futuro do americano no Masters de Londres ficou, na melhor das hipóteses, nebuloso, mas é na temporada de 2011 que ele e as pessoas próximas devem estar pensando neste momento.

Andy Roddick – sem confiança.

Notas relacionadas:

  1. Andys
  2. Jet lag
  3. Alma e ritmo
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segunda-feira, 22 de novembro de 2010 Masters, Tênis Masculino | 23:05

Ο Θεός να μας σώσει

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Eu escrevo que esse jogo não dá para entender do sofá e o pessoal não me acredita. Fico imaginando quantos conhecem a frustração como o americano Andy Roddick a conheceu, mais uma vez, hoje.

Após jogar bem, se impor e vencer o primeiro set,  Andy começou bem o segundo, enquanto o Rafael Nadal não se encontrava. Roddick conseguiu uma quebra logo no início deste set, o que lhe permitiu vislumbrar as luzes da vitória.

Eu acompanhava o jogo na TV, no restaurante do tênis em meu clube, com alguns amigos que se viram condenados ao sofá enquanto o barulho da chuva em São Paulo abafava o som da quadra em Londres.

Logo após aquela quebra prematura, virei para os amigos e sentenciei – agora nós vamos ver esse cara virar o demônio, sem sombra de dúvida me referindo ao espanhol.

A quebra de volta veio imediata, com o início da temível energia ibérica enviando uma massa de más vibrações em direção do serviço americano.

O resto do set foi em banho-maria, um termo extremamente inadequado para refletir a ausência de quebras de serviço.

No TB, Nadal conseguiu um mini-break de imediato. O americano brigou, quebrou de volta, quebrou de novo e abriu a vantagem que poderia, mais uma vez, se tornar fatal. Como um corvo agourento, retruquei ao já impaciente  amigo – agora nós vamos ver o quanto é difícil bater o espanhol.

Dito e feito.

Andy perdeu os dois pontos seguintes, por razões que me fogem, assim como escapam as explanações lógicas, e com eles o controle momentâneo do emocional, do tie-break e, no fim das contas, o da partida.

Eu escrevo, e não é de hoje, que não tem outro tenista no circuito com a força mental de Nadal. Essa força, que não pode ser descrita em linhas e cores, é mais real do que se viesse vestida de vermelha com uma coroa de fogo na cabeça. A cada vez que tem seu serviço intimidado, um set ameaçado, uma partida comprometida, Nadal abre as portas do inferno e cavalgando como uma horda de hunos embestados vem em busca de adversários intimidados e abestalhados.

Nadal – 3/6 7/6(7×5) 6/4. Ο Θεός να μας σώσει

Nadal – abrem-se as portas.

 

Notas relacionadas:

  1. A bola
  2. O Robô campeão.
  3. Apagão
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Masters, Tênis Masculino | 00:28

Alma e ritmo

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Primeiro dia em Londres e nenhuma surpresa. Federer ampliou a caderneta que tem o nome de David Ferrer escrito nela. No primeiro set – 6/1 – Ferrer esteve abaixo do padrão. No 2º set – 6/4 – o espanhol melhorou, chegou a dar trabalho, mas àquela altura já tinha alimentado a confiança do adversário. E Federer, desta vez, não mostrou sinais de querer ficar em quadra mais do que o necessário.

O confronto esperado entre Murray e Soderling ficou na promessa – 6/2 6/4. O escocês lidou bem com a pressão, soube manter o adversário sob controle e dominou o jogo do fundo da quadra, onde foi decidido. A quadra está lenta, o que se não necessariamente ajuda Murray, não ajudou o sueco, que gosta de apurar os adversários com suas patadas.

Em sua entrevista pós-jogo, Federer endossou meu pensamento sobre o evento ser realizado em Londres – algo que alguns críticos menores do blog tentaram transformar em exame do ENEM, tentando me dar um puxão de orelhas pelo fato do evento do ano passado não ter sido realizado na China, enquanto que o ponto do argumento era totalmente outro. Enfim, cada um contribui da maneira que é capaz.

Federer declarou que não pode imaginar melhor lugar para realizar o Masters, já que é jogado perante um público que aprecia e entende o tênis. Interessantes e sinceras palavras; duvido que o bastante para fazer o público torcer por ele, provavelmente o bastante para o público não torcer contra, no confronto de 3ª feira contra Murray.

Amanhã, a partir das 12h, Djokovic enfrenta Berdich. O sérvio lidera 3-1, mas amarga a derrota da semi em Wimbledon 2010. A participação do sérvio é ainda uma incógnita, já que o ponto alto de sua temporada acontece em duas semanas com a final da Copa Davis contra a França, que não tem nenhum tenista em Londres. Será que sua alma vai estar em Londres, o que é totalmente necessário para que o jogo do sérvio desabroche?

Mais tarde, a estréia de Nadal e Roddick, que se enfrentaram seis vezes e uma única vitória do americano, justamente esta temporada em Miami. A quadra está mais ao feitio do espanhol, mas este nunca começa um evento com seu melhor tênis, enquanto que o americano e seu serviço vão tentar não lhe dar ritmo. A ver.

Federer – olha na bola e no título.

Notas relacionadas:

  1. Danton Djokovic
  2. State of the art.
  3. Começa em Londres
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terça-feira, 10 de agosto de 2010 Porque o Tênis., Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:48

No gringos

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Parece que passou desapercebido e ninguém fala no assunto. Pelo menos não aqui, nem nos EUA. Mas com a derrota de Andy Roddick em Washington, na semana passada, para o francês Giles “O Magro” Simon, termina uma era no tênis norte-americano. Pela primeira vez, em não sei quantos anos, pelo menos desde 1973, quando a ATP começou a divulgar o seu ranking, não há um gringo entre os 10 melhores do mundo.

O fato é uma realidade que só confirmou um fato já conhecido. Os EUA deixaram de ser a maior força do tênis mundial masculino e o fundo do poço ainda não foi atingido. E se ainda falam grosso no tênis feminino, não é graças o circuito Country Club e sim graças ao ghetto e as irmãs Williams.

Já prevendo que a casa iria cair, o USTA, a federação de lá, aumentou seus investimentos na formação de tenistas. O encarregado da tarefa é Patrick McEnroe, capitão da Copa Davis e queridinho dos cartolas. O que não evitou que levasse um puxão de orelhas a quatro paredes, após declarar que seu projeto tinha como meta formar campeões.

Os cartolas de lá, já experientes, tiveram com ele uma conversa ao pé de ouvido e McEnroe Jr recentemente corrigiu publicamente a meta: “criar uma filosofia que limpe o caminho para jovens tenistas chegarem ao profissionalismo”. Vá ser politicamente correto lá longe. O que não deixa de ser bem mais realista ao mesmo tempo em que tira o deles da reta. Por aqui alguém faz um projetinho sem vergonha de necessitado e já sai proclamando que a meta é formar campeões.

Para enfrentar o problema, Mc Enroe já colocou na folha de pagamentos da USTA, até agora, 55 pessoas, entre técnicos, fisioterapeutas e preparadores físicos. O número é só para o pessoal de “alta performance” que está alojado, principalmente, na Florida, na Academias Evert, onde há bom clima e podem treinar no saibro, o que Mc Enroe proclama ser uma necessidade para sair do buraco.

Não incluem os inúmeros outros centros de treinamentos da USTA e federações locais, parques públicos, academias para dar com pau, universidades e country clubs que não acabam mais. É essa riquíssima estrutura que o resto do mundo, o Brasil incluído, tem que enfrentar. E zero de top 10. Enquanto isso, no Brasil, na ultima vez que contei, tinham, na mesma situação, deixa-me ver; zero??! O certo mesmo é cair de pau no Bellucci e seus companheiros.

Notas relacionadas:

  1. Curling?!
  2. Aprendendo
  3. Todos em Baurú
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segunda-feira, 28 de junho de 2010 Grand Slam, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 22:38

Desleixo

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Um dia interessante em Wimbledon. Andy Roddick perder para um chinês desconhecido, #82 do mundo, 9/7 no quinto é sempre uma surpresa – em especial na grama, onde seu saque fala alto. O americano pagou o preço pelo desleixo com a carreira nas ultimas semanas. Não jogou absolutamente nada durante a temporada de saibro – só participou de Roland Garros – salvando tudo para a grama. Chegou na hora da onça beber água não tinha nada para mostrar.

Assisti uma parte da partida entre Djoko e Hewitt. Bem interessante. Gosto de ver dois grandes competidores se digladiando. Os dois jogam bem mais do que seus respectivos arsenais normalmente permitem. Se conseguiram o sucesso que conseguiram foi, acima de tudo, pela competitividade. São partidas que, se não enchem os olhos, enchem o coração. Algo que a dupla Federer/Nadal caracteriza bem.

Mais uma vez a confiança absoluta, ou a falta dela, fez a diferença. No 4/4 do quarto set, Hewitt sacou no 30/30 e errou uma esquerda fácil, no centro da quadra, porque não se posicionou – os pés travaram. No ponto seguinte cometeu uma dupla falta e beijou adeus à partida.

Gostei de ver a vitória da checa Petra Kvitova, #62 no ranking, sobre a #3 do mundo Caroline “cruzadinha” Wozniacki. O estilo da dinamarquesa remete aos tempos da “rainha das paparras” Arantxa Sanches. A diferença é aquele par de pernas e os ombros grandes– mas o estilo é a mesma coisa sem graça. Um tempo que não me traz nenhuma saudade. E a checa enfiou a mão na bola, cruzadas e paralelas, com audácia e confiança.

Nesta terça-feira as mulheres tomam conta das quadras principais e os homens descansam. Muitos juvenis em quadra, inclusive os brasileiros, e duplas para ninguém botar defeito. Os cachorrões voltam na quarta-feira.

Andy vacilou e teve que tirar o boné para o adversário. Djoko voltou a dar uma de Huck. Lu surpreendeu até a si próprio. Soderling segue sem cara de muitos amigos. Caroline jogou abaixo das expectativas.

Notas relacionadas:

  1. Só mais um não.
  2. O gigante Amaral
  3. Caça e caçador
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  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última