Andy Murray | Paulo Cleto - Part 6

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domingo, 30 de janeiro de 2011 Tênis Masculino | 11:06

Diploma

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Eu ficaria feliz com um novo campeão, assim como fiquei contente em ver uma final inédita. A variedade sempre faz bem para o coração arejado. Mas ficou faltando alguém do outro lado da rede na conquista de Novak Djokovic.

Andy Murray deixou evidente que ainda não tem o espírito e o perfil de um campeão de Grand Slam, momento maior no circuito. Novak Djokovic deixou claro que está mais preparado do que quando conquistou o seu 1º título, também em Melbourne.

Murray sofre demais em quadra. Todo dia. O equilíbrio faz parte de qualquer combinação vencedora na vida do ser humano, independente da atividade. Murray oscila demais, dentro de uma partida, de um set, de um game e mesmo de um ponto. É muita montanha russa para administrar emocionalmente.

Djokovic é uma rocha mental e cada dia mais forte emocionalmente, duas coisas distintas. A primeira foi um presente de Deus ao sérvio. A segunda ele vem buscando há anos.

Novak conseguiu dar um pulo de qualidade no seu tênis ao melhorar o serviço, não muito, mas o bastante, e dar um gigantesco avanço com a direita vencedora, uma bola decisiva que ele não tinha até a temporada passada. O que um título de Copa Davis faz para o coração e a confiança de um tenista.

Murray, ao contrário, ainda não conseguiu passar para o próximo nível de seu talentoso tênis, insistindo em restringir seu estilo em minar os adversários, o que faz com maestria. Finais de Grand Slam é outra história. Quem chega ali são os dois melhores jogadores do tênis momentaneamente. A agressividade, a determinação, a confiança são qualidades que não podem ficar de fora do portfólio de um campeão. Este tem que ser capaz de vencer os pontos decisivos se impondo e não só contando com os erros alheios.

Mas, que fique claro. Se faltou alguém na final, no evento estiveram todos e Novak saiu vencedor. Olhando para trás, ele soube lidar com a zebra e os maus espíritos, ao bater um desconhecido croata em quatro sets, ainda na 2ª rodada, único jogo quando perdeu um set.

Seu diploma de campeão foi merecido e conquistado na semifinal ao bater, de modo incontestável, Roger Federer, o que não é pouco. Se um dia o suíço pode sair da quadra e dizer que alguém lhe bateu, do começo ao fim, foi naquela semifinal. Se não tivemos um novo campeão, temos um campeão novo – o que também está de ótimo tamanho.

Murray e Djokovic – uma questão de atitude.

Notas relacionadas:

  1. A chave de Cincinnati
  2. Ofertas
  3. Chove chuva.
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terça-feira, 23 de novembro de 2010 Masters, Tênis Masculino | 15:23

Aulinha

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Andy Murray foi visto no vestiário, logo após sua derrota de hoje para Roger Federer, por 6/4 6/2, passando, sutil e sorreteiramente, uma nota de 100 libras ao suíço. Extra-oficialmente foi por conta de emprétimo recente para pagamento do taxi. Pessoas com acesso ao local garantem ter ouvido o escocês murmurar algo como ”bloody class”.

Murray – cenzinho?! Até que foi barato!

Notas relacionadas:

  1. State of the art.
  2. Impeto cancelado
  3. Começa em Londres
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domingo, 21 de novembro de 2010 Tênis Masculino | 00:16

Começa em Londres

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Começa hoje, Domingo, o ATP Finals em Londres. A partir das 12h entram em quadra o favorito local, o britânico Andy Murray, e o sueco Robin Soderling. Uma partida crucial para os dois, pois pode decidir quem será um dos semifinalistas do Grupo B.

 Isso porque,não antes das 18h, Roger Federer enfrenta o operário David Ferrer que não é um outsider só porque usa terno claro enquanto os outros usam escuro.

A partida inicial tem tudo para ser uma das mais interessantes do evento. Não só Murray carrega todas as expectativas locais, o que deve deixar o público excitado e Murray, só Deus sabe.

 Além disso, e mais interessante, os dois começam a construir uma séria rivalidade. Em quatro confrontos, duas vitórias para cada. Melhor, para nós, pior para o Murray, a semana passada Soderling roubou o quarto lugar no ranking mundial do escocês, o que não deve ter descido bem com o irascível rapaz. Aja Wii para acalmá-lo.

Os dois entram em quadra sabendo que podem estar jogando a ultima cartada da temporada nessa partida. Em caso de uma derrota, alguém terá que bater Federer para continuar na brincadeira, nunca uma tarefa agradável. É lógico que nesse departamento o Murray leva vantagem. Quando enfrenta Federer, Soderling tem o hábito de ligar para a companhia aérea antes da partida, Já Murray, acha que o suíço está mais para freguês do que para amigão. Mas…

 No fim da tarde – há partidas de duplas no hiato – Ferrer vai tentar quebrar a longa freguesia com o suíço. Em 10 partidas, o espanhol ainda está por ganhar uma. Federer sabe que tem que encarar um desafio de cada vez, mas no fundo do peito deve estar mais preocupado com a próxima rodada.

Murray joga em casa. Bom?

Notas relacionadas:

  1. Alfredo di Roma
  2. A chave de Wimbledon
  3. Praga de torcedor
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010 Tênis Masculino | 15:31

Exigências, contusões e medos

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O inferno do tenista são as contusões. Eu, entre outros, que o diga. Ontem estava em quadra, já para o fim da tarde, aproveitando o belíssimo dia e o horário de verão, enfrentando um dos meus mais tradicionais e valorosos oponentes.

Primeiro game e o filho da mãe já estava me aplicando uma segunda curtinha. Cheguei nela, com certa folga, e fui para a contra-curta, até porque na primeira eu havia ido longa na paralela para vencer o ponto.

Conforme executava o golpe, ouvi/senti aquele maldito “crack” no joelho. Na hora senti que boa coisa não era. Pedi para o pegador correr ao bar e pegar um pacote de gelo, padrão lá pelas bandas do tênis.

Como o Clube Pinheiros é um dos melhores, senão o melhor, clube do Brasil, em minutos uma ambulância me levou ao Dept. Médico, onde o Dr. Marcelo fez o exame clínico, deu seu parecer e pediu a ressonância. Já armado de muletas, passei pela sala ao lado e avisei a fisioterapeuta Fernanda que nosso namoro vai ser retomado.

Hoje de manhã já estava no excelente Centro Brasileiro de Diagnóstico, onde o cliente/paciente não se sente intimidado e sim muito bem vindo. Fui recebido pelo Dr. Juan Cevasco, que sabe das coisas e tem um carinho especial com seus pacientes, e entrei no tubo para fazer a ressonância. As notícias podiam ser melhores, mas também podiam ser piores.

Chego em casa, falo pelo telefone com minha mulher, que reclama estar com dor de garganta e sintomas gripe. Pergunta o que eu acho melhor ela tomar, já que seu perfil é o oposto da hipocondríaca e tem pouco contato com remédios. Ela está preocupada porque tem que trabalhar, além de jogar ranking amanhã e interclubes no Domingo.

Onde quero chegar com esse relatório médico familiar? Imagino que os tenistas do pedaço saibam do que estou falando. No entanto, os do sofá também têm suas agruras normais com a saúde.

Mas o fato é que me lembrei de algo que me chamou a atenção. No inicio da semana passada, em Xangai, Andy Murray confessou em uma entrevista, após dizer estar brigando com uma gripe: “eu prefiro me sentir miseravelmente ruim por mais alguns dias do que correr risco em um exame antidoping”. Murray tinha dor de garganta e de cabeça há dias, antes de estrear na China, quando seu a entrevista acima.

Os fisios da ATP estão proibidos de entregar sequer uma aspirina aos tenistas. Os médicos dos torneios podem fazê-lo e espera-se que eles saibam exatamente o que pode ser usado ou não – mas é bom lembrar o caso do Guillermo Canas e o médico do Torneio de Acapulco, que sumiu do mapa. Imagine tentar se auto-medicar na China. Você pede um antinflamatório e aparece um china com agulhas na mão.

Em 2009 a FIT realizou um total de 2126 testes, em homens e mulheres, a um custo de U$1.5 milhão. Federer foi testado 17 vezes, praticamente a cada torneio, sendo uma delas fora de um evento.

Hoje os tenistas têm um receio enorme de tomar qualquer remédio – receio totalmente fundamentado. Parte dos atletas que tiveram problemas com antidoping ingeriu substâncias encontradas nos mais variáveis remédios que se vende em farmácias.

Tenistas são super atletas com um físico privilegiado e que exige os maiores cuidados. Ao mesmo tempo, são obrigados a viajar o mundo, mudando de habitat, alimentação, fusos horários, desgastes nos limites da resistência física, tanto pelo ritmo de vida que levam como pelo o que fazem em quadra, o que é massacrante no organismo.

Viver sob o receio de se contundir já é um incomodo emocional dos grandes. Viver com o receio de se cuidar medicamente e o risco de ser penalizado não deve ser um cenário confortável. Sinais dos novos tempos e novas nem sempre bem vindas tecnologias – estou falando de doping e não antidoping.

Para um amador, com limites físicos, e sem os limites dos exames antidoping, a vida já pode ser cruel. Imagine-se eles. Estou angustiado pela minha contusão e mais ainda pelas suas consequências. Só posso imaginar o que se passa no âmago de um atleta, com suas exigências e medos.

Murray – não tão forte e dodói.

Notas relacionadas:

  1. On line, email ou SMS 2
  2. On line, email ou SMS 3
  3. BOQUINHA BATIZADA
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domingo, 17 de outubro de 2010 Tênis Masculino | 23:22

Subestimado

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Eu fico esperando. Espero, mas não vejo as pitonisas de ontem aparecerem para realizar uma autocrítica. Aliás, um deles, o meu caro Rodrigo, confessou o atrevimento, em momento de grandeza.

Na verdade, nada demais, mas serve para evidenciar o quanto Andy Murray ainda é subestimado. Não dá para matar esse peru escocês na véspera, contra quem quer que seja. Em qualquer dia, em qualquer torneio o rapaz é um perigo – confesso que no saibro é bem menos perigoso e mais vulnerável. Mas, nos outros pisos, é uma encrenca federal.

Murray parece destinado a ser o Judas Malhado do circuito do tênis profissional, pelo menos enquanto mantiver essa postura desagradável que parece fazer questão de nos brindar. Fico imaginando um tênis daqueles em uma personalidade agradável. Primeiro ganharia mais torneios, depois mais fãs e por último os benefícios dos dois primeiros. Um preço caro para esbanjar mau humor.

A final de Xangai nos mostrou uma vitória contundente de Murray. Qualquer tenista que despache Federer “2 e 3″ em uma final tem que jogar muito tênis. Jogar bem só não resolve.

Se Federer cooperou, dando suas piradinhas e fazendo seus erros mentais, o crédito deve ser dado ao oponente. Um campeão da estatura do suíço não pira e desperdiça uma final por conta de um erro de juiz de linha ou qualquer outra desculpa. Andy mexe com sua cabeça antes mesmo de entrarem em quadra. Quando joga no padrão deste final incomoda ainda mais, o que acaba minando a confiança de Federer, que é tenista que gosta de ir para as linhas.

Federer é um atacador e estes não gostam de ver a quadra adversária encolher por conta da velocidade do oponente. Murray é um dos tenistas mais rápidos do circuito e quando chega nas bolas tem os golpes para contra atacar com qualidade. Além disso, vem sacando melhor, se não tanto o primeiro, com certeza os segundos serviços, mais penetrantes.

Para quem teve uma temporada frustrante, considerando seu ranking e suas expectativas, vencer o penúltimo Masters 1000 da temporada cai muito bem para alimentar a confiança necessária, para continuar sonhando com resultados que o levariam a outro nível em tempos de Federer e Nadal.

Murray – excesso de talento e falta de carisma

Notas relacionadas:

  1. A chave de Cincinnati
  2. Pinóquio
  3. Matinê
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sábado, 16 de outubro de 2010 Tênis Masculino | 14:36

O cool e o ranzinza na China.

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Seis e meia da manhã de Domingo?! Isso é sacanagem. Mas é isso - quem quiser acompanhar a final de Xangai vai ter que acordar cedo. Atenção, não escrevi levantar. Acordar, virar para o lado, ainda na penumbra, ou será ainda escuro com a mudança do fuso horário, pegar o santo controle remoto, que é bom ter pilhas novas, e ligar a TV.

Se for bem cara de pau, e corajoso, pode tentar pedir à formosa ao lado fazer um cafezinho e um lanchinho. Mas se não for acompanhado de muitos carinhos, asseguro, não vai funcionar.

A final na China promete. Roger Federer parece ter acordado para a realidade e voltou a sentir tesão em entrar em quadra e mostrar um tênis digno dos mais exigentes estetas. Não anda dando milho para bode nem quer ver o seu circo pegar fogo. Está jogando muito em termos de garra, com uma consitência como há tempos não fazia, e com a qualidade e beleza que nunca deixou de fazer.

Um detalhe, mero detalhe, entra em quadra já como numero dois do ranking, após derrotar o sempre esforçado Djokovic, que aparenta, às vezes, para seu camuflado e compreensível desespero, estar resignado com o papel de coadjuvante de dois dos maiores tenistas da história.

Do outro lado da rede estará o habilidoso e ranzinza Andy Murray, o que assegura um confronto equilibrado, difícil para ambos, e repleto de talento. É sempre interessante o confronto de dois estilos contrastantes; um Federer atacador e um Murray contra-atacador, mas repleto de qualidade e habilidades.

Não custa lembrar que Murray tem vantagens nos confrontos diretos: 7 x5. Todos eles em quadras duras, como em Xangai. É um verdadeiro confronto, quase uma guerra, pois os dois, apesar do respito, não são grandes amigos.

Se você gosta de tênis, mesmo que seja só para torcer, sempre um quase insosso aperitivo para a imensidão de emoções que um grande jogo de tênis pode oferecer, eu sugiro deixar a preguiça de lado e se deleitar com uma das vantagens que o mundo atual da technologia oferece. E após o espetáculo pode, se o sono bater, voltar a dormir, se a inspiração for maior, sair da cama, ou do sofá, pegar a raquete e ir para a quadra.

Notas relacionadas:

  1. Andys
  2. Pinóquio
  3. Matinê
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quarta-feira, 18 de agosto de 2010 Light, Tênis Masculino | 01:19

FXs?

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Hoje dois dos meus leitores colocaram links dos vídeos abaixo, além disso, recebi uma mensagem do pessoal de Esportes do IG para dar uma olhada no primeiro vídeo, o do Federer. É interessante que ambos caiam na internet razoavelmente na mesma época, ambos com o mesmo tema, e ambos, pelo menos eu suponho, usando FXs.

Os vídeos são produzidos por patrocinadores dos tenistas e fico imaginando se agencias de publicidade também infiltram “agentes” nas rivais – como sempre imaginei que acontece em revistas como Veja, Época, Isto É, que aparecem com os mesmos temas em capas com uma frequência impressionante.

De qualquer maneira, é uma maneira interessante de divulgar tenistas e produtos em uma mídia que cresce a cada semestre e que possibilita bem boladas “escapadas” do padrão, mais do que digerido, produzido para TVs, fechadas e abertas, onde as agencias continuam assumindo que o público é mais para o “conservador”, para não usar outro adjetivo, do que para qualquer direção de vanguarda.

Um dos primeiros que vi nessa linha, no tênis, foi aquele do Roddick, que muitos ficaram na dúvida de era real ou não. Assim como é o caso destes dois.

Notas relacionadas:

  1. Pinóquio
  2. Tezenis
  3. Recordes e estratégias
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terça-feira, 17 de agosto de 2010 Tênis Masculino | 14:23

Mensagem?

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Será que o Andy Murray quis fazer algum “statement”, enviar uma mensagem, vencendo Toronto sem a presença de seu antigo técnico? E para quem seria essa mensagem? Para o antigo técnico, recém despedido, para Darren Cahill que o renegou como técnico ou simplesmente para seus adversários?

Nessas horas surgem as dúvidas: será prescindível a presença de um técnico? Será que o tenista motivado por uma desavença consegue se superar? Será que pupilo e mestre divergiam nas áreas técnicas, estratégicas e/ou emocionais?

Na semana passada, deixando claro suas intenções nas quadras duras, o escocês surrou os dois melhores tenistas da atualidade, além de liquidar aquele que vinha surrando todo mundo – Nalbandian.

Pior, venceu jogando um tênis distinto com cada um deles, o que mostra a dimensão de seu repertório, inclusive sendo mais agressivo do que seu padrão, o que dez em dez entendidos de tênis dizem faltar em seu estilo. Sua agressividade aparece mais ao antecipar e tirar o tempo de recuperação do oponente, do que só acelerar, dar porrada ou ganchos atômicos, o que não o impede de fazer ainda outras travessuras.

Murray e Maclagan, seu último coach.

Notas relacionadas:

  1. O cara.
  2. Misturando
  3. Feitiço contra o feiticeiro
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domingo, 15 de agosto de 2010 Tênis Masculino | 19:32

Matinê

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A vitória de Andy Murray em Toronto, perdendo um único set, justamente no jogo de doidos com Gael Monfils, onde levou um 6/0 e ganhou em três, mas batendo Nadal e Federer em sets seguidos, deixou claro, mais uma vez, que o escocês, continua sendo o melhor jogador do mundo atualmente sem um título de Grand Slam, assim como o favorito ao título do U. S Open. Se vai conseguir desta vez é o que nós vamos acompanhar em duas semanas.

Murray mostrou, novamente, que tem um estilo que incomoda mais do que é incomodado, tanto por Federer como Nadal. O estilo que mais o aborrece é o do Monfils, outro papara contra-atacador sem nenhuma pressa de vencer os pontos. A diferença, a seu favor, é que tem mais recursos, porque os dois são imprevisíveis.

Esta semana Murray parecia determinado e extremamente focado, o que não é tão comum, assim como é extremamente perigoso. Em sua mente, sabe que encerrar outra temporada sem um título no GS não é um bom cenário para ele. E nada melhor do que defender o título no Canadá para mandar uma mensagem para seus rivais.

Cincinnati começa amanhã, mas ele já colocou a bandeira na janela e, instável como é, só deve voltar a focar em Nova York. Ou nos surpreende e decide jogar bem duas semanas seguidas.

Mais uma vez, Federer perdeu porque, aos 29 anos, ainda se permite a uma viajadas que parecem subestimar os mais perigosos adversários. Uma das razões porque o escocês tem um recorde positivo contra ele (7×5) é porque mesmo sendo outro viajandão, entra em quadra querendo a garganta do suíço. Já que ele não consegue vencer GSs, a coisa mais próxima que pode fazer é bater quem vence. Quanto a Federer, começar uma final perdendo dois games consecutivos em seu serviço não é um bom sinal. E não dá para dizer que é por falta de experiências em finais.

O jogo foi uma maravilha de assistir pelo aspecto técnico – os dois são talentosos e habilidosos “na úrtima”, mas não foi uma partida tão emocionante como a semi entre o suíço e Djokovic, que me manteve esperto até o final. Mas, mesmo nesta, Federer já havia mostrado o seu estilo “montanha russa”.

No confronto entre dois talentos ímpares venceu aquele que quis mais, mais mordido, mais comprometido com a vitória. Resta saber se esse cenário sinaliza uma troca de guarda também para os grandes torneios, ou se o suíço continuará permitindo a criançada se divertir na matinê, mas tomará conta do show principal.

Andy Murray, beija que é sua.

Notas relacionadas:

  1. São Jorge
  2. A gafe
  3. Tezenis
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segunda-feira, 2 de agosto de 2010 Minhas aventuras, Tênis Masculino | 00:29

Feitiço contra o feiticeiro

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Fiquei um pouco irritado hoje e tenho minhas razões. Mas nada que um pouco de carinho é um gostoso sanduiche feito com pão quentinho da padaria, queijo de Minas e um excelente presunto cru português não resolvesse. Agora, de banho tomado, estou pronto para a caminha, mas antes um pouco de atenção aos meus caros leitores.

Acordei um pouco torto porque fui dormir tarde, após ficar na TV até 1:30 h da manhã, comentando o Torneio de Los Angeles, deitar lá 2hs e ser acordado na madrugada com um trote telefônico, algo que não ouvia há anos. Como tinha hora marcada para jogar pela manhã, não ajudou nada a paranóia de novos telefonemas e o sono demorar a voltar. Fui para a quadra na hora marcada, com um adversário perigoso e todo lépido, após provavelmente dormir às 9hs, que não teve a menor cerimônia em tirar proveito de minha momentânea fragilidade para me aplicar um infeliz “chocolate”.

Ainda resmungando fui para a TV, comentei a vitória de Nicolas Almagro sobre um ainda inconstante Richard Gasquet em Gstaad – duas semanas atrás comentei a vitória do espanhol em Bastad – e após um breve intervalo fui comentar Andy Murray x Sam Querrey pela final de L.A.

Me recuso a fazer maiores comentários sobre a derrota de Murray. Aos mais desavisado que insistem em pensar que tenho por ele o mesmo sentimento de torcedor que vejo em outros torcedores no Blog, aviso que estão redondamente enganados.

Não é nenhuma novidade que eu, e todos que conheço que entendem e gostam do tênis, achar que o rapaz é um talento nato aliado a um excelente preparo físico, além de um brigador natural, o que o levou a ser um dos melhores do mundo. O que a inteligência intuitiva de boa parte dos torcedores presentes neste Blog não deixou escapar é que o rapaz é um mala sem alça, para não escrever alguém dono de uma personalidade idiótica.

Hoje ele me deu raiva. Entrou em quadra com cara de sono e pouco caso com se tivesse fazendo um favor a todos. Jogou como se tivesse enfrentando um pobre coitado, provavelmente levando em consideração que nas quatro partidas em que enfrento Querry não perdeu um set sequer.

Mas o que se viu do começo ao fim foi um pouco caso com o oponente e consequentemente com o público presente e os que acompanharam pela TV. Eu sei que seu estilo é aquele de maltratar o adversário com bolas sem peso, curtas, paralelas e cruzadas, slices, balões, acelerações inesperadas e toda um “melange” de golpes milimétricos. No entanto, inúmeras vezes ele perde ponto, games e partidas que poderiam ser suas se fosse um pouco mais contundente na hora de fechar os pontos. Parece que só se decide fazer isso quando se encontra contra a parede.

Como muitas vezes acontece com o feitiço e o feiticeiro, o veneno acaba com quem com ele brinca. Murray teve todas as oportunidades para ganhar partida, inclusive com match-points. Infelizmente, durante toda a partida ficou naquela lenga-lenga que está a um milímetro do descaso e o pouco caso com o oponente. E hoje, como em outras oportunidades, na hora em que quis ganhar, a sua confiança não estava mais lá e a do adversário, que passou toda a partida como coadjuvante, na hora que viu que a lambança do mascarado britânico estava consumada, não teve a menor cerimônia em enfiar a mão na bola que nem homem, algo que Murray se omitiu em fazer, e ficar com a vitória e o título pela segunda vez consecutiva.

Hoje, mais uma vez, me ficou claro porque abandonei a carreira de técnico e fui curtir minha vida. Se fosse o técnico do Murray, hoje eu teria ganas de lhe aplicar bem dados e merecidos tapas em seu bumbum após a partida. Aliás, eu não duvido nada que por aí esteja a razão de tantos técnicos terem sidos despedidos ou abandonados pelo Murray. Ele apronta essas palhaçadas e quando alguém tenta enquadrá-lo, como seria necessário, o mimado tenista o despede ou o cara pega as coisas e vai embora.

Enquanto esse talentoso e instável tenista não acertar a cabeça e suas atitudes em quadra, continuará a ser um tenista aquém de suas habilidades e capacidades. Só espero, como admirador do tênis bem jogado, que ele não se auto destrua antes de encontrar seu caminho.

Murray se expressando e aquela insuportável atitude de não olhar na cara do vencedor.

Notas relacionadas:

  1. Andys
  2. Passeando
  3. Misturando
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  1. Primeira
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  5. 7
  6. 8
  7. Última