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Posts com a Tag andy murray

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 Grand Slam, Tênis Masculino | 22:56

Por que?

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Uma grande partida deve ser jogada em um grande cenário, sob circunstâncias excepcionais, com participantes de qualidade, ser repleta de drama, emoção, entrega, técnica, um publico participativo e interessado e ter consequências de toda espécie. Essa foi a partida entre Djokovic e Murray, a melhor de todas no atual Aberto da Austrália.

A presença de Lendl no camarote de Murray fez uma diferença? Fez. Murray lutou, como muitas vezes fez, mas deixou de lado o negativismo e a choradeira, que eram seu maior calcanhar de Aquiles. Teve uma ou outra vez que quis escorregar, mas logo se recompôs e voltou a focar na tarefa. Seu técnico era um verdadeiro “poker face”.

Murray bobeou? Sim, e não foi pouco. Mas uma partida de quase 5h exige um esforço mental impossível de manter o foco em tempo integral. Até mesmo esse leão Djokovic deus suas escorregadas e quase virou a vaquinha do brejo. Mas deu um jeito de ganhar!

Quem viu, viu, e eu não vou dissecar tudo o que aconteceu, especialmente com quase 700 comentários, mesmo que a maioria não sirva para nada. Se alguém for esperto, pesque o que presta.

Se até gente que, teoricamente, deveria entender do assunto e senta no sofá, porque não meus caros e queridos leitores?!

Bate-Prontos

O Murray e o Djoko vão sonhar com aquela direita paralela no BP do 5×5 no 5º set. Só que o Murray vai acordar e pular da cama. O Djoko vai virar de lado e continuar a dormir o sono da paz.

Por que Murray não saca bem do começo ao fim jogo? Por que só na hora que está com o pé na jaca?

Onde o sérvio vai buscar aquela força interior? Até onde a sua confiança vai seguir lhe tirando de apertos e lhe dando vitórias quase impossíveis?

Por que o Murray faz só uma coisa ou outra? Se movimentar muito bem ou soltar o braço e ir para as bolas vencedoras. Não dá para fazer as duas ao mesmo tempo e ganhar o jogo?!

O Djoko é um dos tenistas que melhor troca a direção da bola que já vi jogar, Graças à qualidade técnica de seus golpes e a disposição para aceitar a correria que tal estratégia exige.

Por que Murray sacou o serviço mais rápido a 215km/h, e Djoko e 195, enquanto a média de 1º serviço do escocês foi 184(2º=139) e do sérvio 190(157)?

Vamos explicar para quem não entendeu: o numero, teoricamente anormal de “erros não forçados” dos dois tenistas tem uma razão e uma explicação muito clara – (Murray 86, Novak 69). E não é por conta de deficiência técnica dos dois tenistas.

Segundo os parâmetros utilizados, mesmo que os caras troquem 20 bolas, se a 21ª for um erro será contabilizado como não forçado. Quem não passou a vida no sofá não sabe que após umas 10 trocas de bola o negócio vira um martírio, físico e mental indescritível. E isso foi um padrão nessa partida. Considerar tais erros como “não forçados” é dar às estatísticas uma leitura que elas não têm. Isso sem falar que ficaram quase 5h em quadra disputando pontos longos.

Sabem quantas vezes foi executado um “saque/voleio” na partida? Uma única, em quase 5h. Não é a toa que o Djoko se desculpou com o mestre Laver. Este só sorriu. E não chorou.

Notas relacionadas:

  1. As semifinais.
  2. Chave de Miami
  3. Final de Cincinnati
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012 Grand Slam, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:27

1000!! e sem surpresas

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Os meus leitores são um capítulo à parte no meu Blog. Logo que resumo meu trabalho na ESPN e ligo para minha mulher, ela me avisa que o Blog está bombando e que o pessoal está excitado com a aproximação dos 1000 comentários.

Como marquei hora com meu colega Romeu para bater umas bolinhas no Clube, mesmo debaixo do sol que ferve São Paulo, mesmo que só para tirar a inhaca, não vou poder postergar muito este meu post, que não será o definitivo do dia – adivinhem qual será o tema deste!? Será que será antes do milésimo – eu e o Federer flertando com esse numero redondo!

O fato é que o tema de outro recente post – “Fabulous Four” – acabou sendo profético sobre o Aberto da Austrália. Os quatro melhores do mundo chegam às semifinais, provando que eles estão um degrau acima do resto.

Um colega meu de ESPN me pergunta se isso não mostra um momento menor do circuito. É a história do meio copo d´água. Eu vejo como um momento diferenciado, só que pelo melhor. São quatro excelentes tenistas e qualquer um deles pode ficar com o título que não seria nenhuma surpresa.

Desses quatro, Djoko, Nadal, Federer e Murray, só este não tem um título. Por isso, e só por isso, a minha “torcida” pelo Mala. Aí nos próximos, incluindo as Olimpíadas, teríamos realmente quatro tenistas em igualdade de condições. MalaMurray precisa de um título para tirar esse urubu dos ombros e poder explorar seus limites.

Na chave das mulheres uma interessante ambiguidade. Três tenistas – Kvitova, Sharapova e Azarenka – com chances de terminar a quinzena como #1 do mundo, algo muito difícil de acontecer e que acrescenta no drama do torneio – CruzadinhaWozniacki não poderá, pelo menos por enquanto, levantar seu dedinho indicador mundo afora.

No entanto, a favorita ao título, o que também não quer dizer muito, ainda é Kim Clijsters, que, e aí a ambiguidade, está fora dessa corrida. Ela tem jogado menos e seus pontos não são o suficiente para a colocar na “briga”. A belga de 28 anos tem mais experiência do que todas e quatro títulos de GS. Ela e Sharapova já foram #1 do mundo e ambas já venceram em Melbourne. Kvitova nunca foi #1, mas ganhou Wimbledon. Por fora, a intensa Azarenka, que nunca foi #1 nem ganhou um GS. Mas aí também a vitória de qualquer uma delas não será uma surpresa.

Uma homenagem aos leitores deste Blog. Abss

Notas relacionadas:

  1. Clareza
  2. As semifinais.
  3. Surpresas
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domingo, 22 de janeiro de 2012 Grand Slam, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:49

Campanha

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O meu colega de transmissões, Ari Aguiar, lança a campanha, “Dá um slice, Wozniacki!”, campanha que só teria menos resultados do que seu eu lançasse a campanha “Um saque e voleio, please, Caroline”.

A moça, dona de um tênis unidimensional, seria um porre de assistir se não fosse por um quesito. Ela é extremamente disciplinada, o que é, e sempre será, uma qualidade, dentro e fora das quadras. Imagino que os fãs da escandinava sejam os mesmos do ibérico Nadal. Será que a minha mulher também acha ela uma “fofa”?

Após as partidas de hoje, Ari me perguntou se eu não acho que o arsenal de habilidades de um tenista como o do australiano “Neymar Atômico” não lhe confunde a cabeça. Um bom ponto e uma pena que ele não tenha perguntado durante a partida – eu adoro essas pautas durante a transmissão.

É um fato que, especialmente no início das carreiras, os mais talentosos e habilidosos se confundam com a variedade até estabelecer o seu “modus operandis” e mesmo assim há controversas – Murray acha que estabeleceu o seu MO, enquanto seus críticos acham que deveria continuar procurando. Até mesmo o Federer passou por esse momento, não vejo porque com o australiano seria diferente. Que ele vai jogar muito é um fato – ele tem o espírito competidor, além da “mão”. Resta ver o quanto de espírito estamos falando.

Hoje, Tomic tentou enrolar o suíço Federer com seus slices. Federer não se apertou – não lhe falta arsenal para enfrentar quem quer que seja. Mas, depois de uma dupla falta no 30×30, 4×4, 1º set, Tomic abriu as pernas. É verdade que houveram também várias bolas espetaculares do campeão para lhe ajudar na decisão – mas isso não é novidade, especialmente quando o suíço começa a viajar na confiança. Aliás, até com ele se pode lançar uma campanha – “Aposentar pra que, Federer?”.

Caroline – tentando sair da caixa.

Roger – já fora da caixa.

Notas relacionadas:

  1. As portas do inferno
  2. E a chuva chegou
  3. Turkish delights
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domingo, 15 de janeiro de 2012 Grand Slam, Tênis Masculino | 15:56

Pimenta

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Parece que o “namoro” entre Rafael Nadal e Roger Federer pode estar perto do fim. Os dois sempre mantiveram um cavalheirismo impar para um esporte tão competitivo e individual. Duvido que isso vá abalar o cavalheirismo reinante, mas agora é que não vão passar um fim de semana junto jogando truco, falando de futebol, música e crianças.

A questão que os separa não é de hoje, mas ficou mais visível. A questão são mudanças, ou não, na organização do circuito. E parece que desde a recente eleição do Presidente da ATP, a quem Federer endossou e Nadal não, a coisa ficou pior e mais óbvia. E se não era óbvia o bastante Nadal fez questão de deixar.

Dois dias antes do inicio do Aberto da Austrália o espanhol chuta o balde, põe a boca no trombone e coloca o gato no telhado. Quando perguntado, até que maneirou quando as perguntas eram em inglês, mas mandou ver no espanhol. Essa é uma tendência, e muitas vezes um tropeço dos tenistas. Em inglês, que é a entrevista para todo mundo, eles maneiram. Na língua nativa, para os jornalistas de sua casa, eles são bem mais abertos e francos. Só que vivemos em um mundo global.

Rafael disse, entre outras coisas: “é muito fácil para ele (Federer) ficar calado enquanto outros (no caso ele mesmo) se queimam externando suas posições. Ele passa por “gentleman” e nós não”. “Acontece que a maioria pensa como eu e ele, como presidente dos tenistas, não fala nada”. “Talvez ele tenha um super corpo e termine a carreira como uma flor. Djokovic, Murray e eu temos que dar duro em quadra e isso tem um preço no corpo”. “Eu não acho certo acabar a carreira com o meu corpo destruído”

A briga toda está parece estar no “approach” à questão. Parece-me que mesmo Federer é a favor de mudar o Calendário e diminuir as semanas. A grande diferença é que Federer é contra chutar o balde e levar a questão ao publico – o que ele acha que faz mal ao esporte. Já Nadal, e seu tio, sempre foram bem verbais sobre o assunto, culpando inclusive pelas dificuldades do espanhol. Murray, quando falou, como descendente do Wallace, foi logo falando em boicote – aí falaram para ele calar-se, e não foi o Juan Carlos.

Neste sábado houve mais uma reunião fechada dos tenistas, onde cada um fala o que quer – na verdade uma minoria fala e uma maioria escuta. Nela se sabe que o assunto “boicote” foi mais uma vez levantado, apesar de que isso é uma atitude extrema e a ultima delas.

Os tenistas ainda não estão se manifestando sobre o que se falou às portas fechadas, até porque a maioria prefere focar no torneio – o que sempre é um paradoxo, já que essas reuniões acontecem nos Slams porque é onde a maioria dos tenistas se encontra. Mas devemos ter alguns sinais de fumaça nas próximas semanas e em Miami eles devem voltar a se reunir e decidir o quanto vão ser enfáticos.

Por enquanto, a mudança mais visível pode acontecer quando alguns desses novos cachorrões, especialmente Nadal, se encontrar com Federer pelos corredores dos vestiários ou mesmo pelas quadras. Nada como uma pimetinha às portas de um Grand Slam.

“Ô suíço, chega desse papinho de gentleman e vamos botar uma pimentinha no relacionamento”

Notas relacionadas:

  1. A raposa
  2. O acaso
  3. Federer x Nadal
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sábado, 14 de janeiro de 2012 Grand Slam, Tênis Masculino | 22:00

A chave masculina

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Melhor do que os confrontos de Djokovic, que não tem grandes adversários nas primeiras rodadas, serão, na mesma chave, os jogos do Roddick e do Raonic, que, se vencerem, podem se enfrentar na 3ª rodada. Ah, o Hewitt está perdido por ali.

Nas quartas o sérvio poderá encontrar o “operário” Ferrer, que só deve ter problemas na quarta rodada, com o Tipsarevic, o Gasquet ou o Youzhni.

Mais em baixo, ainda na chave de cima, os dois principais cabeças são o malaMurray muhamedTsonga. O escocês enfrenta de cara a nova esperança americana Harrison. Por ali Bogomolov e o playboyGulbis. Aliás, a chave do escocês deve estar deixando o Lendl de cabelos em pé. Monfils, Troicki e Bellucci, que tem mais uma oportunidade de se vingar do israelense Sela – uma hora aprende. Um deles enfrenta o escocês na quarta rodada – o bicho pega por ali.

Por baixo, ainda por cima, Tsonga pega o Istomin logo de cara e se ganhar pode pegar o Ricardo Melo, que enfrenta o quali espanhol Roberto Bautista, uma bela 1ª rodada. Na chave do francês estão ainda o Granollers, Dodig, Nishikori, o Simon e o Feijão, que enfrenta o da casa Mathew Ebden. Um grandalhão perigoso, que gosta de ir à rede, mas que nunca deslanchou.

Na chave de baixo, começando por cima, tem os cabeças Fish, Delpo, Monaco, Mayer, além de outros como Falla, Kohlschreiber, Muller e outros – pode sair qualquer coisa dalí, especialmente o Delpo.

Na próxima, tem Federer – que 2ª feira às 6h joga, e eu comento na ESPN, contra o russo Kudryavtsev, Dolgolopov e Melzer. Perdido ali o corta-físico Karlovic e o habilidoso Tomic, que está na hora de começar a apresentar serviço contra os big dogs – ele enfrenta o Verdasco na 1ª rodada, provavelmente a mais interessante delas.

Na 2ª chave de baixo, Berdich na área do sacador Anderson, Wawrinka na chave do Baghdatis, Chardy e do talentoso Dimitrov, que também está na hora de mostrar mais serviço, e do Almagro – chavinha encardida.

Mais embaixo, outra chavinha travada: O giganteamaral Isner, Niemenem, que foi à final esta semana, Nalbandian, que pode decidir jogar, Davydenko, que deve estar considerando a aposentadoria, mas é imprevisível, e o Deliciano Lopez que melhorou bem na temporada passada.

Na ultima chave de baixo Nadal é o cara e um cara de sorte. Por ali só Haas e Ljubicic, dois super vets. Podemos ter Nadal x Isner na 4ª rodada. Berdich, se não inventar, deve encontrá-los nas quartas.

Para os sofasistas; Nadal x Federer e Djoko x Murray nas semis. Para os que gostam de tênis, mais uma chance de assistir muitos jogos de primeiríssima linha, a partir de Domingo à noite nos canais ESPN. Serão três canais envolvidos, com os principais jogos na ESPN, ESPNHD e alguns tapes na ESPN-BRASIL. Eu estarei com vocês a partir de 2ª feira às 6h da manhã. Bons sonhos.

A CHAVE.

Notas relacionadas:

  1. A chave de Cincinnati
  2. A chave de Wimbledon
  3. Chave de Miami
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terça-feira, 3 de janeiro de 2012 Tênis Masculino | 14:47

O escocês e o tcheco

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A parceria entre tenista e técnico sempre foi e será um casamento com as mesmas imprecisões de um casamento normal, frutos de um relacionamento que envolve duas pessoas e que, no entanto, assim como o outro, às vezes tem suas terceiras ou mais pontas que tanto podem equilibrar como degringolar. Isso sem contar que o diabo desse relacionamento exige que o que paga obedeça, o que é um conflito logo de cara.

Já faz algum tempo que rolavam os rumores sobre a contratação de Ivan Lendl por parte de Andy Murray. Com o inicio do ano veio a confirmação. Inesperada por certos aspectos, por outros tem a sua lógica.

Tentar adivinhar por que o escocês foi buscar o tcheco/americano é um exercício de teorização assim como um Stephen Hawkins o faz quando aponta seus quatro olhos e sua mente privilegiada em direção ao universo e chega à conclusão de como a coisa toda começou. Mas como essa é a minha diversão…

Lendl decidiu, por razões pessoais, e sobre as quais nunca se importou em se alongar, ficar longe do tênis desde sua aposentadoria em 1994. Fazia suas visitas ao US Open, onde jogou oito finais finais e era bem recebido, mas nunca conseguiu ter o reconhecimento que gostaria doa americanos, o que provavelmente o frustrava. E nunca se importou como seria visto na Tchecoslováquia e suas desmembrações. Focou sua vida em melhorar o seu golfe, cuidar da mulher e criar suas seis filhas, o que deve exigir tempo e dinheiro.

Há dois ou três anos se juntou a um advogado de New York para realizar alguns eventos: promoveu as célebres exibições de Sampras x Federer. Isso o levou a uma proximidade maior com o circo do tênis. De repente, começaram os rumores, e onde há fumaça há fogo, de que estava conversando com Murray, que insistia em dizer que o seu técnico viria na hora certa.

Ivan foi o jogador que levou a preparação física a um novo patamar – ele dava um show em seus adversários em termos de físico. Esse aspecto deve ter sido a primeira coisa a cativar Murray, um apaixonado pela academia e o trabalho físico.

Lendl, até para conquistar o item acima, foi extremamente disciplinado, focado, detalhista ao ponto ser chato, e um estudioso do jogo. Esse conjunto foi também importante na escolha.

Talvez a diferença para a escolha tenha sido a personalidade de Ivan, um mala sem alça, em alguns sentidos, algo que o Murray deve reconhecer se não admirar. Lendl nunca fez muita questão de ser agradável, apesar de que o era a sua própria maneira. Ele adorava tomar conta dos vestiários com suas piadas e pegadinhas, vivia às turras com outros tenistas, fazia a vida dos envolvidos em geral um inferno, tudo visando a sua melhor performance no tênis. Tudo isso com zero de carisma e sem o amor do publico, se bem que sempre com o seu respeito.

Murray já declarou que da cara apreciou a transparência do técnico – sorte dele porque Lendl sofre de transparência crônica – dizendo que o tcheco foi na lata e não ficou muito dançando bolero para falar sobre o tênis do pupilo.

Lendl trará para a relação um otimismo que parece faltar a Murray, além de ser um cara super ligado – não dará mole para o garoto. Traz também uma experiência impar em termos de conquistas, trabalho e lida com o circuito em geral.

Um detalhe interessante que, imagino, tenha tocado o intimo do escocês. Assim como Murray, que perdeu as três finais de Grand Slam que jogou até hoje, Lendl também sofreu com finais de GS; perdeu as suas quatro primeiras, antes de vencer oito das dezessete finais que disputou. O resto vamos esperar para não ficar na adivinhação.

No detalhe técnico, Ivan tinha uma excelente esquerda, que fala que Kuerten tinha a melhor que existiu não conhece tênis ou não viu o tcheco jogar, mas era sua direita que o fez ficar 270 semana como #1 e vencer 94 torneios. Duvido que ele vai aceitar aquela “empurração” de direita por parte do pupilo.

Para terminar, o assunto sobre o casamento. Duvido que Lendl será um treinador que permitirá as constantes intervenções da Sra. Murray na carreira do filhote – ou que algum dia  Judy irá lhe apontar o dedinho para se levantar para aplaudir o filho como já fez no passado – assim como irá querer gerir aqueles três ou quatro marmanjos que trabalham com o físico do pupilo e que vivem pra cima e pra baixo com o chefe. Como isso irá se acomodar, ou não, é algo que as conquistas, as derrotas e, especialmente, os eternos interelacionamentos determinarão. Mas, com certeza, é uma parceria que pode mudar o equilíbrio do atual tênis mundial.

Ivan e alguma de suas mulheres. Ele tentou até o fim ter um garoto..

Notas relacionadas:

  1. Choro
  2. Lendl
  3. Oito em nove
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segunda-feira, 28 de novembro de 2011 Curtinhas, Light, O leitor escreve, Tênis Masculino | 20:03

Encore

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Uma leitora, Maria Helena, envia a caricatura abaixo, de um jornal canadense. Infelizmente não envia maiores informações, mas o assunto tem a ver com o Post anterior, o assunto do momento. Quem tiver mais infos a respeito nos envie.

O título é algo como: Federer mais uma dá a volta por cima.

Diz o Djoko: é pelo menos a 3a vez que cavo sua tumba

Diz o Murray: e ele nos enterra a todos.

Diz o Nadal: …….

Notas relacionadas:

  1. Delírio
  2. Mudanças
  3. A sexta-feira em Paris
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011 Copa Davis, Masters, Tênis Masculino | 00:56

quemquantas

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Quem quiser entender o valor e o porquê daquele 6/0 do Federer sobre o Nadal é só ter assistido o 2º set da vitória sobre o Mardy Peixe. Aliás, brincando com minha mulher, sobre o assombro de alguém carregar o nome “peixe” no sobrenome. Aí eu lembrei do pinto, do coelho, lobo, aranha, leão, bezerra, leitão, mas não porcão, e até barata. Aí não achei o “peixe” nada demais.

O Nadal sem a disposição, a entrega, a loucura, a marra, a obstinação não é Nadal – é Normal. E normal não é nadal. Alguém aí escreveu que ele se encheu de ser Nadal. E aí vai ser o que? Menininha de cachorrão? Não vai não. Não sei como vai ser a Davis, mas acho que nalba, delpo e capitão vasquez estão se regozijando com a janela que se abriu. Nada que umas semanas de pescaria e um trato de xiscagem não resolva. Enquanto isso, o Operário quer virar Engenheiro.

E alguém aí disse que o Djoko era um gentleman por cumprimentar a Peixe após a derrota na frente de 15 mil pessoas. Aí tomou seu banho, fez sua massagem e foi para a entrevista coletiva e obrigatória rezar o seu rosário de desculpas. Pelo menos ficou quase um ano sem precisar delas.

Será que o Tsonga perguntou para o Nadal, antes de entrarem em quadra, se o espanhol estava se sentindo bem e melhor?  E será que perguntou depois do jogo?

Quantas declarações e quantas desculpas você já leu do Operário Ferrer?

O Murray não tem técnico, nem mesmo o Lendl, que formaria com ele a dupla “pelo amor de deus”, mas tem uma matilha de preparadores físicos, fisioterapeutas, massagistas e a escambau. Aí, no fim da temporada, ele ganha três torneios seguidos, sendo dois sem maior importância, perde nas quartas de Paris e estoura a virilha no 1º jogo do Masters dentro da sua casa. Quem ele vai despedir??

Notas relacionadas:

  1. Leituras perigosas
  2. O meu chapéu
  3. Federer x Nadal
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011 Masters, Masters 1000, Tênis Masculino | 00:58

A sexta-feira em Paris

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A sexta-feira parisiense promete ser um prato cheio para os fãs do tênis, o que me faz pensar onde eu iria jantar se lá estivesse. Seis dos oito melhores tenistas da temporada estarão em ação. É tênis para todos os gostos.

O evento está totalmente em aberto, apesar de que tenho cá o meu favorito ao título. Deixemos claro; meu favorito tecnicamente, porque favorito emocional não tenho.

Pelo andar da carruagem os tenistas que tem mostrado mais chances de vitória neste ultimo Masters 1000 são Andy Murray, Roger Federer e Jo Tsonga. Desses o meu “favorito” ao título é o mala escocês. O cara está jogando muito, está confiante e tem o foco de se dar bem em Londres, jogado em duas semanas.

Roger adoraria vencer Paris depois de nove tentativas. É curioso que ele nunca tenha passado das semis nas quadras rápidas de Bercy. Bem curioso. Ele diz que está “fresh”, ou seja; está disposto, cheio de energia, com tezão de jogar. E de ganhar um título, imagino, já que não foram muitos esta temporada. E os franceses o adoram – o mesmo não dá para dizer sobre Murray; o cara é britânico, o que não ajuda, além de não ter nadinha do charme que os franceses esperam de quem quer que seja.

Vale lembrar que Federer e Murray, teoricamente, se enfrentam nas semis.

Tsonga joga em casa – isso diz tudo. Os franceses adoram torcer por franceses – uma postura que os tenistas americanos criticam no seu público. Tsonga vem jogando bem, gosta de jogar para o público, e tem um tênis que pode, incomodar qualquer um e, em um bom dia, bater quem quer que seja. Óbvio que para satisfazer seus desejos e de seu publico, Tsonga terá que bater Djokovic hoje, pelas quartas de final, tarefa nem um pouco fácil. Mas o sérvio ainda não jogou bem em Paris – sua vitória sobre o compatriota Viktor foi mais por conta deste do que o inverso. Mas, nesta temporada, você tem que ter um certo desprezo pelo dinheiro para apostar contra Djoko. Veremos.

Notas relacionadas:

  1. Quarta-feira em Roland Garros
  2. Quinta-Feira em Roland Garros
  3. Domingão em Paris
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domingo, 16 de outubro de 2011 Masters 1000, Tênis Masculino | 22:24

Oito em nove

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Quase tudo sobre Andy Murray é diferente e inesperado. Ele venceu quatro de seus últimos cinco torneios, 24 de seus últimos 25 jogos e está viajando na maionese da confiança. O único senão da história é que isso está acontecendo na hora “errada” da temporada que fica agora, para ele, a dois eventos do fim: Paris e Londres.

Entendam; é muito melhor do que nada, mas não há mais Grand Slams para se vencer este ano, a grande questão do escocês.

Eu diria que, muito mais do que vencer em Paris, será vencer em Londres que fará a diferença neste crepúsculo de temporada. Até agora foram ótimas vitórias, mas os cachorrões não estavam todos presentes e ele não tinha lá uma grande pressão.

Como os tops devem estar de volta nos dois últimos eventos, e em Londres ele jogará em casa – apesar de não ser nenhum Wimbledon, que é quando o bicho pega – seria de bom tamanho para sua confiança ele superar a pressão e vencer o torneio na O2.

Na China, onde bateu David Ferrer na final, Andy venceu o seu oitavo ATP 1000 em nove finais, uma percentagem de tirar o chapéu – se alguém mais conseguiu isso foram raros.

Aposto, como já escrevi, que ele trocaria todos por um título de Grand Slam, que é ainda o que separa o joio do trigo. Mas uma coisa ele já conseguiu: a partir de amanhã ele passa Roger Federer no ranking mundial.  Será que tal colar de vitórias começa a lhe dar a idéia de seguir os passos de Novak Djokovic?

Murray na China vence seu oitavo Master 1000

Notas relacionadas:

  1. São Jorge
  2. Nas arquibancadas.
  3. Mudanças
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  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. Última