Andre Agassi | Paulo Cleto

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Posts com a Tag andre agassi

sexta-feira, 4 de novembro de 2011 Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:53

Halloween

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O dia das bruxas, mais conhecido por Halloween, é uma festa para crianças que os adultos adotaram para si. Para os americanos é uma oportunidade de se fantasiarem, algo que sempre mexeu com a criatividade e o subconsciente das pessoas.

Como o Blog é de tênis, pelo menos teoricamente, coloco abaixo duas fotos de tenistas brincando com suas fantasias. Uma delas é ubber-campeã Steffi Graff com uma fantasia de Smurf – agora, fala sério, o que é aquilo na cabeça da moça??

Uma cocada para quem matar de cara que é na outra foto. A fantasia é de Mr. T, vocês lembram dele? A escolha da fantasia fez algum sucesso mesmo onde não se esperava, já que causou polêmica a divulgação da foto. Tem muito jornalista nos EUA que acha ser “ignorante” e de “mau gosto” usar pintura preta no corpo – e viva os tempos do “politicamente correto” e da ignorância desvairada.

Notas relacionadas:

  1. Nostradamus de Las Vegas
  2. Queda de braço
  3. O bicho pegou
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:16

Sentença

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Assim como havia acontecido na vez anterior, rumores de que Justine Henin teria abandonado a carreira, por uma segunda vez, por conta de dopagem, correram mundo afora, iniciados em seu país.

Como resposta, Justine reuniu a imprensa na Bélgica para declarações. Consta que teria pedido para que alguns jornalistas que divulgaram os rumores abandonassem a sala.

A belga negou qualquer veracidade nos rumores, que, como escrevi, já haviam surgido como razão de seu primeiro e surpreendente abandono. Houve até antigos tenistas insinuando que essa seria a real razão de sua primeira desistência do circuito.

Justine disse que vê o fim da carreira mais como uma sentença que lhe foi imposta do que uma decisão sua. Insistiu que foram perenes inflamações nos ligamentos do cotovelo que a impediam de jogar no ritmo exigido pelas adversárias. A moça disse que demorava 10 minutos pela manhã para fazer o cotovelo “funcionar”.

Não sei como esses rumores começam e nem por que. Também não sou eu que colocarei minha mão no fogo por alguém. Mas seria bem mais certo e justo que essas acusações só viessem a publico apoiadas em fatos e documentos.

Essa seria a realidade que eu e o resto do mundo gostaria de viver, mas que o careca Agassi e os antigos gerentes da ATP trataram de enterrar para sempre. E ainda tem gente que acha o cara bonitinho e um exemplo.

Justine fala.

Notas relacionadas:

  1. A baixinha voltou
  2. U$29,99
  3. Novas saudades
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sábado, 11 de dezembro de 2010 Light, Tênis Brasileiro | 10:31

No Rio relembrando Lisboa

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Acontece hoje no Rio de Janeiro a partida exibição entre Gustavo Kuerten e Andre Agassi. O evento fecha, com uma chave de ouro, a temporada brasileira de tênis, enquanto abre uma longa temporada de eventos de uma empresa que veio para imprimir sua marca nos muitos eventos que o país deve receber até as Olimpíadas do Rio de Janeiro.

Gustavo Kuerten e Andre Agassi não chegaram a construir uma rivalidade marcante em quadra, até porque são de gerações diferentes. São seis anos de diferença. O bastante para Kuerten crescer sob a sombra do sucesso de Agassi, que ganhou seu primeiro torneio, logo na Bahia, quando o brasileiro tinha 11 anos.

Mesmo assim, se enfrentaram onze vezes, o que é uma rivalidade de bom tamanho. O saldo final favorece Agassi, com sete vitórias. Uma curiosidade é que o primeiro confronto, em Memphis 97, antes mesmo de sua primeira vitória em Paris, a vitória foi de Kuerten. E a segunda também, meses depois, em Cincinnati, já após a conquista de Roland Garros. Vale lembrar que, naquele ano, Agassi sofreria oito derrotas em primeiras rodadas, fazendo o nome e a confiança de vários. Coisas do Agassi. Dessas onze, somente uma foi em um Grand Slam – Wimbledon 99 – com vitória em três sets do americano.

Mas a grande e inesquecível vitória do brasileiro aconteceria no Masters de Lisboa em 2000. Os dois se enfrentaram na primeira rodada, com vitória americana. Mas o destino, e o sistema de grupos, quiseram que os dois se enfrentassem novamente na final – veja o Post de dias atrás aqui no Blog.

A vitória brasileira foi a que ficou na história e na lembrança dos fãs do brasileiro. Por ter sido a final de um Masters, dado o ranking de numero 1 para o brasileiro pela primeira vez, e sacramentado o fato de Kuerten bater os dois nomes sagrados – Sampras e Agassi – em um mesmo evento. O torneio foi, segundo escrevi várias vezes através dos anos e a recente declaração do brasileiro, o momento máximo de sua carreira em termos técnicos.

Hoje eles se enfrentam no Ginásio do Maracananzinho, o que vai nos deixar com saudades da Arena O2. Aos 40 anos, Agassi está longe de seu melhor tênis, assim como Kuerten com suas limitações físicas. A partida de hoje é mais uma celebração do que qualquer outra coisa, com algumas ações paralelas, como um evento desses possibilita e uma empresa do porte que a GEO Eventos promete ser pode entregar.

Quem sair de casa para assistir dois ídolos e expoentes do nosso esporte, e ainda curtir uma divertida partida de tênis, deve se sentir plenamente satisfeito – só não tenha a expectativa que será um confronto altamente competitivo.

Os ingressos estão quase todos vendidos – leio que só mais caros não estão vendidos. Afinal, o tênis é um esporte de elite (ou burguês, como diz o Presidente), ou não?

Agassi e Kuerten – o careca e o cabeludo.

Notas relacionadas:

  1. A volta da Era Guga?
  2. Agassi conta
  3. Expandindo 2
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terça-feira, 5 de outubro de 2010 Light, Tênis Masculino | 23:05

Expandindo 2

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Para quem ainda não sabe ou adivinhou, o que Gustavo Kuerten divulgará na quinta-feira no Clube Caiçara na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, é a sua partida-exibição contra o escritor Andre Agassi na quadra coberta do Maracananzinho no dia 11 de Dezembro.

Para quem esqueceu, neste fim de ano celebra-se 10 anos da conquista de Gustavo Kuerten do Masters de Lisboa, onde ele conquistou também a primeira colocação no ranking da ATP. Seu adversário na final de então: Andre Agassi.

Kuerten x Agassi – Premiação em Lisboa.

Notas relacionadas:

  1. Em Las Vegas
  2. U$29,99
  3. Expandindo
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sexta-feira, 14 de maio de 2010 Minhas aventuras | 21:25

Turner, Agassi e a diferença.

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É uma dureza chegar em casa e escrever, após andar a pé e de bicicleta por quase 7 horas. Essa é a maravilha de Paris. A segunda parte, não exatamente a primeira.

Hoje tive o privilégio, que eu ansiosamente esperava por, de ir ver a exposição do J.W. Turner no Grand Palais. Para aqueles que não conhecem o pintor inglês, um dos meus favoritos, sugiro o suicídio ou, pelo menos, um pouco mais de informação cultural.

Há pouco tempo atrás escrevi um post o mencionando e coloquei a foto (posso imaginar o Producer indo atrás) de uma de minhas suas pinturas favoritas. Hoje, após ter que dar uma carteirada no mano da porta do museu, ao descobrir que a fila da entrada demoraria três horas, tive a oportunidade de ver a maior exposição do pintor inglês fora da Inglaterra.

Durante minha caminhada pelas salas pensei nas analogias entre Turner e Agassi, já que algo teria que escrever por aqui. Ambos descobriram, aprenderam e aperfeiçoaram suas respectivas artes extremamente cedo na vida.

Ainda no berço, Agassi dava suas raquetadas em uma bolinha pendurada como um móbile e aos quatro devolvia centenas de bola lançadas pelo “dragão” construído por seu pai.

Turner cresceu nas ruas, seu pai era barbeiro e a família quase miserável. Muito cedo descobriu o dom, assim como Agassi, e passou a desenhar com pedaços de carvão nas ruelas de Covent Garden, antiga zona do mercado em Londres.

Logo tornou-se arrimo da família, ao pintar também rápidas aquarelas que impressionavam pela qualidade e pela idade do menino. Não muito diferente de Agassi que cedo já impressionava pela habilidade e talento para bater na bolinha.

Ambos cresceram para se tornar reconhecidos mestres de suas habilidades e talento.

No entanto, uma grande diferença entre eles. Agassi sempre odiou o que fazia e Turner sempre foi apaixonado pelo seu dom e pela sua arte. Agassi escreveu um livro renegando seu amor pelo tênis, com o qual aprendeu a lidar, ganhar jogos e muito dinheiro porque sempre soube, como sempre diz, que não faria nada tão bem em sua vida. O que não deixa de ser uma razão, mas criou uma profunda ambiguidade em sua personalidade.

Turner, que viveu 76 anos, entre 1775 e 1851, uma época onde não se vivia tanto, honrou e homenageou seu dom cada dia de sua vida. Ainda jovem foi reconhecido e começou a fazer fortuna, a qual não tinha vergonhas e culpas em acumular. Mas nunca se acomodou em um estilo, sempre arrojando, buscando inovar e quebrar as barreiras que os artistas e pessoas construíam em suas vidas e épocas, inclusive na pintura.

Sua pintura, sempre criativa, na verdadeira concepção da palavra, pode ser considerada percussora não só dos impressionistas como também da arte abstrata. Seus últimos anos foram profícuos, se tornando exatamente a minha fase favorita de seu trabalho, se é que posso singular uma única.

Hoje, ao me deparar com seu quadro “Calais Sands” quase desmoronei e caí para trás. O impacto emocional foi tão forte que tive que desviar os olhos e me retirar do recinto, demorando alguns minutos para me recompor. Foram poucas e especiais as partidas de tênis que me emocionaram dessa maneira, constatando o meu amor e paixão pelo nosso esporte. Não me lembro de nenhuma envolvendo Agassi.

Turner, “Calais Sands”, se alguem descobrir uma imagem melhor do quadro na internet me comunique.

Notas relacionadas:

  1. Panterinhas
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sábado, 13 de março de 2010 História, Light, Tênis Masculino | 22:03

O bicho pegou

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Já tive a oportunidade de escrever aqui que enquanto prevaleceu a cultura americana, o circuito profissional era um lugar um tanto inóspito e nada agradável. É uma realidade um tanto diferente nos dias de hoje e temos muito a agradecer ao fato de termos, ao mesmo tempo, dois campeões do gabarito e da categoria de Federer e Nadal. Até porque se fossemos ter Djokovic e Murray como parâmetros a realidade seria outra.

Abaixo publico os minutos onde o bicho pegou, na partida exibição entre Sampras e Agassi, tendo como parceiros Federer e Nadal, realizada ontem em Indian Wells. Os dois rivais americanos trocaram alguns sérios e nada civilizados cutucões, o que mostrou que em termos de finesse e cavalheirismo eles estão em uma linha bem abaixo de seus companheiros de exibição.

Para quem não sabe, Agassi sempre foi um tanto falastrão, soberbo e auto-indulgente, enquanto que Sampras era mais reservado, porém sarcástico e pedante. Mas não se enganem, os dois nunca se gostaram, quando muito se respeitavam, à distância, e sempre se consideraram acima do bem e do mal no que dizia respeito seus colegas de profissão.

Se Sampras testou as águas imitando – muito bem alías e deve ter treinado aquilo durante anos – os passinhos de pombo do adversário, e até mesmo o enfiar da camisa dentro do calção, Agassi levou a brincadeira ao limite ao lembrar uma passagem de seu livro onde conta uma história que seu super milionário adversário é um tremendo mão de vaca. Sampras acusou o golpe, desta vez em público e na cara dura, sacando em cima do corpo do rival, o que totalmente chutou o balde, já que isso é em uma quadra é considerado uma declaração de guerra.

O incidente, que constrangeu Federer e Nadal, deixou claro que esses são dois ídolos com pés de barro, algo não tão raro nesta vida. Por pouco ambos não lavaram as cuecas em público, mas o que lavaram deixou claro a rivalidade, o pedantismo e a falta de civilidade.

Notas relacionadas:

  1. O bicho pega
  2. Agassi conta
  3. U$29,99
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009 História, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 19:09

Capitão Kuerten

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Já que não devemos rasgar dinheiro não podemos perder as pautas que nos dá Gustavo Kuerten em uma de suas raras entrevistas.

O Mané sempre dominou intuitivamente a arte do marketing e, ao contrário dos tolos, tem uma boa idéia da ressonância de suas declarações. Até por isso, como tenista não saia muito da esfera das declarações óbvias e positivas. Esta semana deu um passo à frente.

Posso lhes assegurar que o catarinense não é nenhum tolo – muito distante disso. É uma das pessoas mais inteligentes intuitiva e emocionalmente que conheci. À parte de uma capacidade de assimilação e raciocínio excelentes, e muito acima do padão, que utilizou nos limites de uma quadra de tênis, poderia, se quisesse – como sugeriu ao hesitar entre estudar matemática e artes cênicas – investir em outras paragens. Boa parte da razão de seu sucesso provém dessa rara convivência de inteligência emocional, inteligência intuitiva e inteligência para exatas.

Por isso não se deve tomar suas declarações como a de outros que estão por aí, implorando por atenção, gesticulando como birutas e falando muito porque é de graça e sempre há tolos que babam com asneiras.

Acho que Gustavo está, aos poucos, chegando a termos com uma nova fase de sua vida e que, aparentemente, não está ainda claro qual, quando e como será esse novo ato.

O que começa a ficar claro é que hoje ele se vê, eventualmente, atuando dentro do tênis. Sua recente presença na festa da Fundação Agassi, a quem criticou duramente pelo livro publicado, na comitiva do Brasil que brigava pela sede olímpica, na exibição da Sharapova e as entrevistas à Globo e ao Correio Braziliense dizem que ele está pronto para uma exposição maior. Como será sua participação de fato o tempo dirá ou, mais provável, ele decidirá.

Na entrevista ao Correio ele diz, de uma forma não muito clara, que se vê um dia fazendo mais parte da Copa Davis. Afirma não se ver como técnico de tenistas e sua participação na equipe será “de qualquer forma, até mesmo como capitão”. Kuerten completa o assunto dizendo que ainda “não é o momento, pois não tenho a capacidade, maturidade e disponibilidade para isso”.

Pode ser; eu pensaria ser a terceira alternativa a mais forte em seu raciocínio. Suspeito que a provável momento do Capitão Kuerten na equipe chegará com a maturidade tenística de Thomaz Bellucci e o despontamento de jogadores como os juvenis Guilherme Clezar e Thiago Fernandes, este treinado por seu ex-técnico Larri Passos, ambos com futuros promissores e, talvez, os potencialmente melhores profissionais que surgiram nos últimos tempos. A cabeça de Gustavo Kuerten, o pragmático, nunca foi só para usar boné.

gugamao Kuerten e suas opções.

Notas relacionadas:

  1. A volta da Era Guga?
  2. Em Las Vegas
  3. Manézinho em Brasília
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segunda-feira, 30 de novembro de 2009 Tênis Feminino | 20:48

FALANDO ALTO EM MURMURIOS

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A FIT finalmente vestiu as calças e divulgou a punição a Serena Williams pelas ofensas e ameaças à juíza de linha que lhe aplicou um foot fault em momento crucial da partida pelas semifinais do U.S. Open contra Kim Cljisters.

São U$82.500,00 de multa, que pode ser dobrada se nos próximos dois anos ela cometer alguma falta grave em torneios de Grand Slam. Além da multa, ela seria suspensa do U.S. Open se cometesse tal falta. Não me perguntem o que é uma falta grave, já que nem a FIT sabe determinar. A pessoa que determinou a punição chegou ao nirvana da lógica ao afirmar que uma “falta grave” é algo que possa ser caracterizado como uma falta greve. Ahh, sim! Acho que, se ela realmente tentasse enfiar uma bola garganta abaixo de uma juíza de linha, a tal falta seria caracterizada.

Trocando em miúdos, ela paga a multa e não apronta nenhuma grande baixaria, o que até hoje eu não lembro de ela tê-lo feito anteriormente, e estamos conversados.

A multa é a campeã desde de que a mulher de Jeff Tarango enfiou a mão na cara do juiz francês que trabalhou em uma partida sua em Wimbledon, há mais de 20 anos atrás. Vale lembrar que a mulher do Tarango, um dos maiores malas que o circuito já teve que aguentar,era francesa e conhecia um juiz de outros carnavais.

Uma coisa é o tenista reclamar, ser chato, desagradável, tentar garfar, e até mesmo fazer uma reclamação mais incisiva. Outra é aquilo que Serena fez em quadra e naquela circunstância. Nos EUA aquilo dá cana. No entanto, no passado já vimos a ATP, aquela do Agassi, se omitir até em casos como o do Marcelo Rios ofendendo o juiz brasileiro Carlos Bernardes de coisas pior do que a Serena falou e ficar por isso mesmo.

A multa falou alto, a punição foi um murmúrio. Se o pessoal tivesse mesmo coragem e Serena não fosse a #1 do ranking ela ia ficar em casa um bom tempo assistindo tênis pela TV. Mas então os australianos seriam penalizados e por isso chiaram. A Federação Americana, que deveria ter agido, ficou o tempo todo fingindo que não era com ela. A punição de hoje é o resultado de centenas de horas de conversas entre todos os envolvidos. Muito mais um meio termo do que uma punição.

Clique aqui e assista ao vídeo

Notas relacionadas:

  1. A final feminina
  2. Chega.
  3. Culpa
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sábado, 7 de novembro de 2009 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:07

Queda de braço

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A Federação Internacional de Tênis comprou a suspensão do Tribunal de Flanders e confirmou a suspensão de um ano aos tenistas belgas Yanina Wickmayer, semifinalista do U.S Open, e em Xavier Malisse.

Como escrevi no post “Rua”, dois dias atrás, isso está me parecendo mais uma mensagem do que qualquer coisa. Os tenistas não foram flagrados em nenhum doping, só não foram encontrados, em três ocasiões, para realizar os testes.
Junto com a mensagem está implícito uma queda de braço entre os atletas e os responsáveis pelo esporte belga.

Suponho que a coisa toda tenha chegado ao ponto de ebulição com a divulgação de Andre Agassi, suas drogas, suas mentiras e suas escapadas. Os belgas são os primeiros a reagir a essa papagaiada do americano, que agora, depois de deitar e rolar, cospe no prato em que se, para que outras se engasguem, emquanto segue seu plano marqueteiro indo à TV, fazendo carinha de coitado e pedindo clemência. Como dissemos antes, o Agassi tem magnífico passado no tênis, que sempre exigiu respeito, mas queria de ter visto ele lavar sua roupa suja, pedir sua clemência, sem necessariamente estar ganhando dinheiro com isso.

Aliás, o espanhol Sergi Brugera já está esperneando que quer a medalha de ouro das Olimpíadas de Atlanta, em 1996, onde foi prata, perdendo na final para o careca embolado. Será que o Fernando Meligeni vai fazer eco e tentar o seu bronze? Com a palavra o Fininho.

Quanto aos belgas, lhes resta apelar, fazer algum tipo de mea culpa, por não terem dado importância às convocações do Tribunal, e deixar clara a mensagem que o mundo mudou e com ele a maneira como os esportistas devem se relacionar com qualquer tipo de droga e a satisfação que devem para o público e, não menos importante, seus adversários.

mulher_musculosa_queda_de_braco Desta vez os tenistas perderam.

Notas relacionadas:

  1. Agassi conta
  2. Agassi conta
  3. U$29,99
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terça-feira, 3 de novembro de 2009 Minhas aventuras | 00:32

Panterinhas

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Uma das razões pela qual eu sonhava em terminar minha carreira de técnico eram as viagens de avião. E os aeroportos. Dois infernos que pensei me acompanhariam pelo resto dos meus dias.

Cheguei a voar cerca de 80 vôos anuais, o que eu considero acima de qualquer medida de bom senso. E se eu estava voando isso, os tenistas profissionais não estão muito longe. Podem acreditar, essa é a principal razão, ouvida da boca de inúmeros deles, para abreviarem o dia da aposentadoria.

Com os anos, cheguei a estressar de vez a só poder entrar em avião após tomar uma “panterinha”, apelido dado à pílula mágica, por um amigo tenista, pela sua cor rosa. Sorte que não tive que encarar exames antidoping e não passar pela vergonha que o careca deve estar passando, para aliviar a consciência e aumentar a conta no banco. Mas eu, que não sou bobo, louco ou viciado sempre tive a supervisão de um médico.

Aliás, li algumas outras partes do livro da careca de Las Vegas e adianto que serei um dos que irão morrer com os U$29,99, ou o que seja, a não ser que uma alma generosa me ofereça um de presente. O livro promete, e não estou me referindo às partes que falam se suas aventuras com drogas. Deve ter muita coisa interessante por lá.

No entanto, duvido que a minha pastilhinha estivesse na lista negra, já que jogar tênis naquelas condições não é exatamente adequado. Era como se uma mão invisível invadisse minhas entranhas e tirasse aquela ansiedade torturante, amainando a angustia da percepção da mortalidade eminente, ao mesmo tempo que me deixava com zero espírito competitivo, faceta obrigatórias em um jogador.

Conheci vários tenistas que começaram a carreira indo para o aeroporto cheios de energias, sonhos e boas expectativas. Com as infindáveis horas passadas a 10.000m, os intermináveis momentos de ansiedade causados pela incerteza de se conseguiriam vôo para a próxima cidade, já que o tenista não fica um dia sequer na cidade após perder, filas, check-in, turbulências, noites mal dormidas, refeições horríveis, bagagens extraviadas, vôos lotados e sem lugar e um universo de imponderáveis que inferizam a vida, os tenistas literalmente sonham com o dia em que só viajarão a passeio. Isso para não mencionar quartos de hotéis, clubes, e eternidades longe da família e amigos.

Como técnico, passei quase duas décadas nesse turismo forçado. Por conta disso, atualmente só me comprometo com viagens onde o passeio e a descobertas de novos lugares sejam as prioridades. Podem até ser lugares já conhecidos, só que agora apreciados sob um novo ponto de vista.

Este fim-de-semana subi em um avião em Guarulhos sem sequer saber se ainda tenho alguma “panterinha” na gaveta do banheiro. O vôo longo foi longo o bastante para assistir The taking of Pelham 123 – um filme que adorei ver o original no início dos anos 70 e me deixou então na beirada do assento, algo que o atual, mais fraco, não conseguiu fazer.

O destino, Buenos Aires, onde, como não poderia deixar de ser, tive inúmeras experiências dentro e fora do tênis. Isso fica para outra hora. O foco hoje é outro, apesar de que pretendo bater minhas bolinhas em um clube no Parque de Palermo. Enquanto isso, se os leitores tiverem algumas dicas da hora, o espaço dos comentários está aí para isso.

taking_of_pelham_one_two_three_ver3

O filme melhor então, os vôos melhor agora.

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