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07/11/2009 - 13:07

Queda de braço

A Federação Internacional de Tênis comprou a suspensão do Tribunal de Flanders e confirmou a suspensão de um ano aos tenistas belgas Yanina Wickmayer, semifinalista do U.S Open, e em Xavier Malisse.

Como escrevi no post “Rua”, dois dias atrás, isso está me parecendo mais uma mensagem do que qualquer coisa. Os tenistas não foram flagrados em nenhum doping, só não foram encontrados, em três ocasiões, para realizar os testes.
Junto com a mensagem está implícito uma queda de braço entre os atletas e os responsáveis pelo esporte belga.

Suponho que a coisa toda tenha chegado ao ponto de ebulição com a divulgação de Andre Agassi, suas drogas, suas mentiras e suas escapadas. Os belgas são os primeiros a reagir a essa papagaiada do americano, que agora, depois de deitar e rolar, cospe no prato em que se, para que outras se engasguem, emquanto segue seu plano marqueteiro indo à TV, fazendo carinha de coitado e pedindo clemência. Como dissemos antes, o Agassi tem magnífico passado no tênis, que sempre exigiu respeito, mas queria de ter visto ele lavar sua roupa suja, pedir sua clemência, sem necessariamente estar ganhando dinheiro com isso.

Aliás, o espanhol Sergi Brugera já está esperneando que quer a medalha de ouro das Olimpíadas de Atlanta, em 1996, onde foi prata, perdendo na final para o careca embolado. Será que o Fernando Meligeni vai fazer eco e tentar o seu bronze? Com a palavra o Fininho.

Quanto aos belgas, lhes resta apelar, fazer algum tipo de mea culpa, por não terem dado importância às convocações do Tribunal, e deixar clara a mensagem que o mundo mudou e com ele a maneira como os esportistas devem se relacionar com qualquer tipo de droga e a satisfação que devem para o público e, não menos importante, seus adversários.

mulher_musculosa_queda_de_braco Desta vez os tenistas perderam.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Feminino, Tênis Masculino Tags: , , ,
03/11/2009 - 00:32

Panterinhas

Uma das razões pela qual eu sonhava em terminar minha carreira de técnico eram as viagens de avião. E os aeroportos. Dois infernos que pensei me acompanhariam pelo resto dos meus dias.

Cheguei a voar cerca de 80 vôos anuais, o que eu considero acima de qualquer medida de bom senso. E se eu estava voando isso, os tenistas profissionais não estão muito longe. Podem acreditar, essa é a principal razão, ouvida da boca de inúmeros deles, para abreviarem o dia da aposentadoria.

Com os anos, cheguei a estressar de vez a só poder entrar em avião após tomar uma “panterinha”, apelido dado à pílula mágica, por um amigo tenista, pela sua cor rosa. Sorte que não tive que encarar exames antidoping e não passar pela vergonha que o careca deve estar passando, para aliviar a consciência e aumentar a conta no banco. Mas eu, que não sou bobo, louco ou viciado sempre tive a supervisão de um médico.

Aliás, li algumas outras partes do livro da careca de Las Vegas e adianto que serei um dos que irão morrer com os U$29,99, ou o que seja, a não ser que uma alma generosa me ofereça um de presente. O livro promete, e não estou me referindo às partes que falam se suas aventuras com drogas. Deve ter muita coisa interessante por lá.

No entanto, duvido que a minha pastilhinha estivesse na lista negra, já que jogar tênis naquelas condições não é exatamente adequado. Era como se uma mão invisível invadisse minhas entranhas e tirasse aquela ansiedade torturante, amainando a angustia da percepção da mortalidade eminente, ao mesmo tempo que me deixava com zero espírito competitivo, faceta obrigatórias em um jogador.

Conheci vários tenistas que começaram a carreira indo para o aeroporto cheios de energias, sonhos e boas expectativas. Com as infindáveis horas passadas a 10.000m, os intermináveis momentos de ansiedade causados pela incerteza de se conseguiriam vôo para a próxima cidade, já que o tenista não fica um dia sequer na cidade após perder, filas, check-in, turbulências, noites mal dormidas, refeições horríveis, bagagens extraviadas, vôos lotados e sem lugar e um universo de imponderáveis que inferizam a vida, os tenistas literalmente sonham com o dia em que só viajarão a passeio. Isso para não mencionar quartos de hotéis, clubes, e eternidades longe da família e amigos.

Como técnico, passei quase duas décadas nesse turismo forçado. Por conta disso, atualmente só me comprometo com viagens onde o passeio e a descobertas de novos lugares sejam as prioridades. Podem até ser lugares já conhecidos, só que agora apreciados sob um novo ponto de vista.

Este fim-de-semana subi em um avião em Guarulhos sem sequer saber se ainda tenho alguma “panterinha” na gaveta do banheiro. O vôo longo foi longo o bastante para assistir The taking of Pelham 123 – um filme que adorei ver o original no início dos anos 70 e me deixou então na beirada do assento, algo que o atual, mais fraco, não conseguiu fazer.

O destino, Buenos Aires, onde, como não poderia deixar de ser, tive inúmeras experiências dentro e fora do tênis. Isso fica para outra hora. O foco hoje é outro, apesar de que pretendo bater minhas bolinhas em um clube no Parque de Palermo. Enquanto isso, se os leitores tiverem algumas dicas da hora, o espaço dos comentários está aí para isso.

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O filme melhor então, os vôos melhor agora.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Minhas aventuras Tags: , , ,
30/10/2009 - 14:00

U$29,99

Os jornais começam a publicar as reações dos tenistas sobre a declaração de Andre Agassi e suas “bolinhas” da alegria.

Federer diz estar surpreso e decepcionado e que espera que casos como esse não se repitam. Fiquei na dúvida se não quer que neguinho fique doidão ou se neguinho conte a verdade muito tempo depois. Federer prefere dar ênfase em tudo que Agassi fez de positivo para o tênis, o que é um fato incontestável.

Nadal foi mais claro. Que história é essa de cuspir no prato? Não falou então e agora vem falar e danificar o esporte/tênis? E coloca o dedo na ferida ao apontar que a ATP pisou na bola total acobertando para o americano e que isso é um desrespeito com o resto dos esportistas. Aquelas conversas do Agassi ficar cutucando o espanhol teve volta.

Roddick insiste em dizer que Andre é seu maior ídolo e nada muda isso. Ele diz que só o julga por como ele sempre o tratou e como Agassi mudou o mundo para melhor. Gosto da transparência do Andy.

Boris Becker, que está ali com o Caetano, que tem uma opinião sobre tudo, diz que ainda está tentando descobrir qual a razão por detrás das revelações do rival. Atente que a dúvida não é sobre a razão do cara tomar drogas. Ele concorda que ajudará o americano vender livros. Mas pergunta por que, já que Andre é um homem rico.

Serena diz que sequer sabe o que é “crystal meth” e não tem nada a declarar, a não ser que ela também está lançando um livro. Será que ela vai contar sobre o relacionamento familiar, questões com racismo e o que ela disse para juíza de linha, ou vai falar sobre moda?

Martina Navratilova, a rainha do politicamente correto – ela andava pelo circuito e nas entrevistas com um cachorro de três pernas, coitadinho, para deixar isso bem claro – diz que Agassi é um mentiroso que se livrou da punição. Ele bateu alguns tenistas enquanto deveria estar suspenso – como fica isso? Arrancam os títulos dele? A senhora não alisou.

Até agora não há repercussões de Pete Sampras, o seu maior rival e sempre low profile, e de John McEnroe, o homem que tem a boca do tamanho do mundo. Os dois devem estar pensando bem o que falar.

O comentário mais crú veio de um jornalista; aprecia a honestidade, mesmo que tardia, mas preferia que ela não viesse com a etiqueta de U$29,99, o preço do livro.

andre-agassi-open

Autor: paulocleto - Categoria(s): História, Tênis Masculino Tags: , , , , ,
16/10/2009 - 20:30

Nostradamus de Las Vegas

Enquanto tenista, Andre Agassi sempre foi um dos mais articulados nas entrevistas. Era capaz de expor um raciocínio com mais claridade do que a maioria, até porque esta, praticamente em qualquer área, é feita de pessoas que ou não tem muito a dizer ou tem dificuldades em fazê-lo.

Nunca ouvi um tenista se alongar nas táticas e estratégias do jogo com a mesma clareza do americano. Até por conta dessa capacidade, foi o maior marqueteiro da história do tênis.

Agassi afastou-se do mundo do tênis após encerrar a carreira e tentou aumentar a sua fortuna – possivelmente a maior entre os tenistas, especialmente se somada à de fraulein – tentando uma grande tacada imobiliária que foi para a cucuia.

Coincidência ou não, após a bancarrota, que começou a tomar forma no ano passado (fiz um post a respeito), o rapaz faz um estratégico e pensado retorno ao mundo do tênis: inauguração da quadra coberta em Wimbledon, presença ostensiva em Wimbledon e U.S. Open (onde recebeu convidados pagantes em um mega-camarote), estréia em torneios Masters (derrotado na final na semana passada) e agora declarações bombásticas sobre o futuro do tênis, mais especificamente sobre tenistas.

O Nostradamos de Las Vegas anunciou que a carreira de Federer e Nadal está perto do fim. Bem, dito dessa maneira até a D. Ruth acerta,apesar de que a contragosto. A mãe do suíço, quando de visita a São Paulo também já falou que o filho não jogará para sempre (outro post meu sobre o assunto).

Quanto ao Nadal, também nenhuma novidade. Todos sabem, até seus maiores fãs e defensores, que o espanhol sofre de sérios problemas no joelho, razão alegada pelo americano para encurtar a carreira do Animal. Até ai morreu Dolores. Os fãs podem falar o que quiser. Um comentarista também pode arriscar seus pitacos. Pelo jeito um ex-tenista também pode fazer suas previsões, mesmo sabendo da repercussão da declaração, até por ter sido um dos maiores ídolos do esporte e contemporâneo de todos esses que estão aí. Mas ficar secando um cara que até há pouco era #1 do mundo, já mostrou que é capaz de vencer GS na terra e na grama (desdizendo o que o careca declarou também publicamente) talvez seja um pouco demais.

Suas declarações não exigiram muita pesquisa, raciocínio ou insight. Dizer, nas atuais circunstâncias, que os sucessores devem ser Murray, Djokovic e Del Potro não exige mais do que uma simples conferida no site da ATP na seção de ranking.

Para um atleta com o gabarito, e a tal capacidade de articulação mencionada no início deste post, eu esperava algo mais rebuscado, audaz e inovador, e talvez um pouco mais de cortesia e respeito com os tenistas que estão, com tanta propriedade, comandando o circuito. Será que ele esqueceu o quanto ele mesmo alongou sua carreira, até com razoável sucesso.

Ou será que Agassi, que perpetuou o moto “Image is everything” no cenário esportivo está, por alguma razão ainda desconhecida e anunciada, tão necessitado de ganhar algum destaque na imprensa internacional?

Agassi na cermônia de abertura do US Open 2009

Agassi na cermônia de abertura do US Open 2009

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino Tags: , , , , ,
28/09/2009 - 10:35

Em Las Vegas

Gustavo Kuerten saiu de Porto Alegre e foi para Las Vegas. Foi convidado pelo colega Andre Agassi para participar de seu evento anual em pró de sua fundação, uma de maior sucesso no mundo esportivo, que mantem uma escola de ensino médio em Las Vegas para alunos da periferia da cidade.

Para a festa, que aconteceu no sábado no Hotel e Cassino Wynn, o tenista teve que inaugurar um tuxedo em sua vida. Lembro que em uma cerimonia de Copa Davis no Chile tive que fazer o nó de sua gravata, já que ele nunca havia usado uma. Tudo tem sua primeira vez.

Kuerten estava acompanhado da namorada Mariana Soncini. O evento teve ainda show de Lionel Richie, Tim McGraw, Chris Daughtry, Dane Cook. Entre as várias celebridades, o pintor brasileiro Romero Brito.

Abaixo; Kuerten e Mariana e Agassi e Graf.

Agassi Grand Slam

andre stefi

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino Tags: ,
24/08/2009 - 17:39

Agassi conta

Para aqueles que adoram um momento Candinha, aviso que em Novembro chegará às livrarias americanas a auto-biografia de Andre Agassi. Ele promete escrever sobre seus problemas com o pai e sobre o fracasso do casamento com Brookes Shields e muito mais. Será que ele vai contar tudo? Será que ela vai contar a verdade?

Agassi sempre foi tanto o maior marqueteiro que o tênis já teve, como um dos jogadores mais articulados, desde nas entrevistas como em suas declarações. Suas availiações de partidas e acontecimentos próximos do tênis sempre foram mais ilustrativas, interessantes e muitas vezes inteligentes da maioria, que só consegue falar o óbvio e mal.

Como em uma autobiografia o sujeito tem a faca e o queijo na mão podemos tanto acabar com um belo banquete um com capenga sanduba de padaria. Quando o cara conta tudo, pisa em muitos calos e arrumas desafetos. Agassi sempre escolheu suas brigas com muito cuidado. Vamos ver.

Agassi e Brooks – vai contar toda a verdade?

Autor: paulocleto - Categoria(s): Light, Tênis Masculino Tags:
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