A primeira ninguem esquece
Daqui a pouco Thomaz Bellucci joga sua primeira final de ATP Tour, contra um tenista que gosta e entende as quadras de saibro, tem muita experiência, já foi top 10, tem golpes sólidos e variados do fundo da quadra e é muito rápido.
Será que o brasileiro tem arsenal para batê-lo? O interessante do tênis é que ninguém morre na véspera e o espanhol, favorito, terá que fazer tudo muito direitinho para bater o brasileiro ajudado por sua participante torcida.
Robredo é completo do fundo da quadra e cobre muito bem todos os cantos com sua velocidade. Uma pergunta é se o poderoso saque e a penetrante direita do paulista poderão minar a vontade e a estabilidade ibérica. Outra questão, técnica, é se o espanhol conseguirá, regularmente, “encontrar” a esquerda de Bellucci, que continua muito errática para o nível que ele pretende e que sua torcida ansiosamente aguarda.
Bellucci terá que imprimir muita velocidade e força ao jogo, porque nas trocas mais longas de bola o espanhol o induzirá ao erro com suas corridas e variações de bolas. Para tal, o paulista terá que jogar depreendido, algo ainda mais difícil para uma final.
É difícil esperar que Robredo entregue o ouro, a não ser que algo fora do normal aconteça – tipo participação da torcida ou outro incidente. O mais provável é que ele tente fazer o jogo render e oferecer corda para o brasileiro se amarrar emocionalmente.
Como dizem, A Final é sempre uma partida totalmente diferente das outras do torneio, onde o emocional conta ainda mais. Bellucci é um tenista tranqüilo, porem, dito isso, hoje, momento máximo de sua breve carreira, ele terá que trazer algo mais à quadra emocionalmente para conquistar seu primeiro título. E é exatamente isso que nós, seus torcedores, vamos torcer para que aconteça.
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Autor: paulocleto Tags: aberto do brasil, bellucci, robredo