WC
Ronda uma certa polêmica em torno das escolhas dos convidados do Aberto do Brasil que começa este fim de semana. Alguns sites levantam a questão – do porque Rogério Silva não foi convidado – assim como alguns dos meus leitores pedem um Post a respeito. Bem, nada como uma pauta sugerida e oportuna.
Os “wild cards” foram “inventados” para “proteger” e “ajudar” os eventos nas contingências do circuito. Uma, que nem todos os tenistas “obedecem” a regra da ATP de se comprometer com o evento 42 dias antes do início. 95% deles o fazem, mas tem sempre uma mala que gosta de maltratar.
Um dos convites do Brasil Open vai para o atual campeão do torneio, Nicolas Almagro, que não se inscreveu na data. Por que? Só perguntando para o rapaz. Pode ter sido porque esqueceu, porque estava em duvida se viria ao Brasil, onde conquistou dois de seus dez títulos, o que explicaria a dúvida, ou, talvez, porque essa é uma maneira de blefar e conseguir uma “garantia” mais polpuda dos organizadores, que não gostam de ficar sem seu campeão.
Outra contingência é trazer tenistas que realmente não estavam decididos jogar o evento e que podem mudar de ideia com um agrado e um WC. Outra ainda é poder convidar um tenista de nome que esteja fora da lista final – o caso do chileno Fernando Gonzalez, que viu seu ranking despencar por conta das contusões que o afastaram da quadra. Ex-top 10 e finalista de Grand Slam, e um dos grandes nomes do tênis sul-americano da década, Fernando e sua direitaça farão uma diferença para o espetáculo.
Não podemos esquecer que a preocupação maior dos organizadores é com o publico que ajuda a pagar o evento. Com a saída do torneio do Sauípe não precisa ser um gênio para entender que a bilheteria passar a ser um fator importante para pagar as contas e satisfazer os patrocinadores, além de agradar os fãs. As vendas dos ingressos provam isso – talvez até para a surpresa dos organizadores que, talvez, se perguntem por que não o fizeram antes. Já imaginaram esse evento em São Paulo com Gustavo Kuerten?
Uma outra preocupação dos eventos é com a nova geração de tenistas, que sempre pode fazer bom uso de convites para tais eventos. Não que sempre o façam quando os recebem e jogam. Tiago Fernandes foi oferecido um convite logo após vencer na Austrália e assim mesmo seu técnico recusou, preferindo que ele fosse para o qualy. Talvez uma oportunidade mais lógica.
Mais um critério dos organizadores é com os seus inúmeros compromissos para com o sucesso do torneio. Para se realizar tal evento, que custa muitos milhões, é necessário muito mais do que a inocência e desinformação da maioria imagina e muitos acordos devem ser feitos pelo caminho.
Não sei quem receberá o terceiro e ultimo convite do Aberto do Brasil. Devem segurar até o ultimo instante para ver se aparece um daqueles casos acima mencionado. Se não, vão para seu próximo critério de escolha.
Quanto a Rogério, um tenista de 28 anos, dificilmente se encaixa no critério de novos valores. Se encaixa como o primeiro brasileiro fora da chave, cuja presença também seria interessante para a torcida, assim como a de outros brasileiros. Mas os organizadores devem ter a sua ordem de prioridades e critérios e, é bom lembrar, o qualy do torneio não é nenhum bicho de 7 cabeças – mas a melhor oportunidade para os tenistas locais medirem suas forças com adversários, por um lugar ao sol, e com a ajuda de sua torcida. E, pelo que sei, Rogério está acostumado a dificuldades e não é de fugir da luta.
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Autor: paulocleto Tags: aberto do brasil, rogerio dutra




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