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Posts com a Tag aberto do brasil

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 10:46

WC

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Ronda uma certa polêmica em torno das escolhas dos convidados do Aberto do Brasil que começa este fim de semana. Alguns sites levantam a questão – do porque Rogério Silva não foi convidado – assim como alguns dos meus leitores pedem um Post a respeito. Bem, nada como uma pauta sugerida e oportuna.

Os “wild cards” foram “inventados” para “proteger” e “ajudar” os eventos nas contingências do circuito. Uma, que nem todos os tenistas “obedecem” a regra da ATP de se comprometer com o evento 42 dias antes do início. 95% deles o fazem, mas tem sempre uma mala que gosta de maltratar.

Um dos convites do Brasil Open vai para o atual campeão do torneio, Nicolas Almagro, que não se inscreveu na data. Por que? Só perguntando para o rapaz. Pode ter sido porque esqueceu, porque estava em duvida se viria ao Brasil, onde conquistou dois de seus dez títulos, o que explicaria a dúvida, ou, talvez, porque essa é uma maneira de blefar e conseguir uma “garantia” mais polpuda dos organizadores, que não gostam de ficar sem seu campeão.

Outra contingência é trazer tenistas que realmente não estavam decididos jogar o evento e que podem mudar de ideia com um agrado e um WC. Outra ainda é poder convidar um tenista de nome que esteja fora da lista final – o caso do chileno Fernando Gonzalez, que viu seu ranking despencar por conta das contusões que o afastaram da quadra. Ex-top 10 e finalista de Grand Slam, e um dos grandes nomes do tênis sul-americano da década, Fernando e sua direitaça farão uma diferença para o espetáculo.

Não podemos esquecer que a preocupação maior dos organizadores é com o publico que ajuda a pagar o evento. Com a saída do torneio do Sauípe não precisa ser um gênio para entender que a bilheteria passar a ser um fator importante para pagar as contas e satisfazer os patrocinadores, além de agradar os fãs. As vendas dos ingressos provam isso – talvez até para a surpresa dos organizadores que, talvez, se perguntem por que não o fizeram antes. Já imaginaram esse evento em São Paulo com Gustavo Kuerten?

Uma outra preocupação dos eventos é com a nova geração de tenistas, que sempre pode fazer bom uso de convites para tais eventos. Não que sempre o façam quando os recebem e jogam. Tiago Fernandes foi oferecido um convite logo após vencer na Austrália e assim mesmo seu técnico recusou, preferindo que ele fosse para o qualy. Talvez uma oportunidade mais lógica.

Mais um critério dos organizadores é com os seus inúmeros compromissos para com o sucesso do torneio. Para se realizar tal evento, que custa muitos milhões, é necessário muito mais do que a inocência e desinformação da maioria imagina e muitos acordos devem ser feitos pelo caminho.

Não sei quem receberá o terceiro e ultimo convite do Aberto do Brasil. Devem segurar até o ultimo instante para ver se aparece um daqueles casos acima mencionado. Se não, vão para seu próximo critério de escolha.

Quanto a Rogério, um tenista de 28 anos, dificilmente se encaixa no critério de novos valores. Se encaixa como o primeiro brasileiro fora da chave, cuja presença também seria interessante para a torcida, assim como a de outros brasileiros. Mas os organizadores devem ter a sua ordem de prioridades e critérios e, é bom lembrar, o qualy do torneio não é nenhum bicho de 7 cabeças – mas a melhor oportunidade para os tenistas locais medirem suas forças com adversários, por um lugar ao sol, e com a ajuda de sua torcida. E, pelo que sei, Rogério está acostumado a dificuldades e não é de fugir da luta.

Notas relacionadas:

  1. O Aberto do Brasil
  2. Gregos e troianos
  3. Cobras no Ibirapuera
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:02

Cobras no Ibirapuera

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A organização do Aberto do Brasil, que este ano será realizado em quadras de saibro construídas no complexo Ibirapuera em São Paulo, para a alegria de muitos e a tristeza de alguns, divulgou a lista do inscritos no evento.

Essa lista fecha 42 dias antes do início dos jogos. São os tenistas que fazem a inscrição – a maioria usa seus agentes para realizá-la. A ATP coleciona as inscrições e divulga a lista. Ela deixa espaço para convidados do evento e para os tenistas que veem da qualificação, que é um evento per si.

A vinda do evento coloca de volta a cidade de São Paulo no mapa do tênis oficial mundial, e que frequentou com galhardia nos anos setenta, com o WCT, no mesmo Ibirapuera, nos anos oitenta, com o evento na CPT (o qual fui o promotor junto com meu sócio Paulo Ferreira) e nos anos 90 com eventos nos jardins do Parque do Ibirapuera, no Hotel Transamérica e no Clube Pinheiros. Fico imaginando quantos dos meus leitores frequentaram parte ou todos esses?

A lista é a mais forte do evento desde os tempos áureos de Gustavo Kuerten. Têm Nalbandian, sempre uma força e um talento, Simon, o “king paparra” e o melhor rankeado (#12), Verdasco, que viu seu ranking despencar para #24 em dois meses, a farra deve estar grossa, o elegante dorminhoco Chela, o operático e por vezes quase aposentado Tommy Robredo, o ex- #1 e melhor direita do circuito, e eterno quase aposentado JC Ferreiro, e outros não tão estrelas como Potito Starace, Montanes, o interessante Giraldo e outros. Isso sem mencionar os dois brasileiros direto na chave, Ricardo Mello e Thomaz Bellucci, que alguns já afirmam ser o favorito. Até poderia ser, se imbuído do espírito correto e necessário para se vencer em casa. Tênis para tal ele tem, veremos o resto. Torcida ele terá, inclusive a minha, para o desespero de alguns que frequentam este Blog.

A presença dessas estrelas deve ter custado alguma$ coisas para os organizadores. Só espero que com a proximidade do torneio não aconteçam desistências. Os convites (4) devem ser distribuídos entre tenistas brasileiros – mas a organização deverá esperar para anunciar os últimos na bacia das almas, na esperança de que algum não inscrito arrependido peça um convite, e que poderá ser atendido, desde que seja um nome relevante.

Conhecendo a organização da Koch-Tavares, o torneio deverá ter um bom padrão no quesito de organização e atendimento ao público, até porque, com Copa do Mundo e Olimpíadas, o padrão dos nossos eventos deverá ser de acordo com o que já acontece nos melhores eventos internacionais.

Notas relacionadas:

  1. Lista baiana
  2. E agora?
  3. Duvida
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011 Copa Davis, Minhas aventuras, Tênis Brasileiro | 19:10

Paixões

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Antonio Torello era um italiano de Genova mais paulistano do que a maioria dos nascidos em São Paulo. Mais do que uma coisa ou outra era um apaixonado. Apaixonado por tênis, por motos, por gadgets, por golfe, por negócios. Mais do que por qualquer dessas coisas, era apaixonado por pessoas. E por isso era apaixonado pela vida.

Leio o parágrafo acima e a única coisa errada que encontro é o tempo do primeiro verbo.

Meu relacionamento com ele não tem mais data. O Torello sempre esteve presente. Tivemos inúmeras aventuras juntos. Negócios que rolaram, negócios que não rolaram. Almoços e jantares regados a muita conversa, muita conversa sem jantares e muitos jantares e conversas que não aconteceram e deveriam ter acontecido.

Lembro do Torello na cadeira de juiz, e eu na de técnico, no Clube Sírio, em 1978, no confronto Brasil x Argentina pela Copa Davis, assim como no confronto Brasil x Chile no mesmo local e ano. Ele tinha uma ótima foto, que eu também tenho, do fim deste confronto, onde ele está do alto da cadeira de juiz, atento, enquanto um pegador de bola celebra nossa vitoria dando um pulo como se tivesse molas nos pés.

Ele gostava da Davis. Fez questão de ser o homem da CBT na nossa histórica vitória contra o Uruguai, em Montevidéu, em 1987, quando derrotamos os adversários por 3×2. Pela primeira vez tivemos um “cartola” que era, acima de tudo, nosso companheiro.

Como gostava também de carros, lembro dele jogando tênis com o Airton Senna na quadra central do Harmonia. Lembro dele andando com aquelas motos enormes, sua grande paixão – que eu sempre brincava do porque elas tinham que ser tão grandes?

Estive também no Chile e na Argentina com ele. À Ilhabela, que ele tanto gostava, e à Praia Preta. No Harmonia e no Sauípe. Vi o filho dele, o Rodolfo, crescer, mesmo à distância. Tornou-se um homem e o Torello vivia babando ao contar as histórias e os feitos dele, assim como da filha Isabel.

O Torello vendeu bolinhas de tênis, a PZM, e raquetes de tênis – a Kneissel, que eu arrumei na Áustria, junto com o amigo Kirmayr, para ele fabricar aqui. Vendeu gadgets e brindes também e sabe Deus o que mais. Não aguentou e voltou a trabalhar com o tênis, na Koch-Tavares, onde estava há alguns anos, fazendo algo que adorava. Usando seu charme e conhecimentos para tornar negócios e sonhos realidade.

Antonio Torello se foi. Se pudesse escolher acho que teria escolhido como foi. Vivendo uma paixão. Um dia após o anuncio da transferência do Brasil Open para São Paulo subiu em cima de uma moto e, junto com o irmão e amigos, invadiu a Argentina. A chuva, uma estrada ruim, um buraco sorrateiro e em um instante o Torello se foi.  Paixões podem ser perigosas. Mas ele sempre acreditou que há que vivê-las.

Antonio Torello, terceiro à esquerda, e amigos invadindo a Argentina.

Notas relacionadas:

  1. Lista baiana
  2. Gostei
  3. O sono dos justos
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quinta-feira, 24 de março de 2011 Tênis Masculino | 00:55

No saibro

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Após o jantar à beira mar, onde a vista e a temperatura estavam ainda melhor do que a minha pasta, caminho em direção ao som da música vindo do outro lado da marina, quando ouço o chamado de um velho amigo. Alvaro Fillol jogou tênis na época do Carlos Kirmayr, esteve em São Paulo jogando duplas pelo Chile em 1980, em um célebre confronto de Copa Davis realizado no estádio do Clube Sírio com vitória brasileira e time liderado por Thomas Koch e Kirmayr.

Atualmente Alvaro, e seu irmão Jaime, que foi top 10 durante anos e um dos primeiros presidentes da ATP, são donos do ATP Tour do Chile, realizado em Santiago e vencido pelo Thomaz Bellucci em 2010.

Alvaro está em Miami para uma das reuniões anuais de donos de torneio, onde são conversado os mais diversos assuntos referentes ao circuito. Segundo o chileno, a ATP vetou qualquer mudança de piso no circuito da América Latina, conforme era o desejo da vários deles, inclusive Brasil e Chile.

O espanhol Rafael Nadal, vice-presidente da ATP, veta qualquer conversa de mudança de piso no circuito, pelo menos de saibro para qualquer outro piso. Apesar de não jogar o circuito, Nadal usa de sua musculatura, com certeza ouvindo conterrâneos, para conter o progresso de qualquer conversa sobre o assunto.

É bom lembrar dois episódios de alguma maneira coligados a este tema.

No fim dos anos setenta, tenistas americanos usaram de sua influencia para acabar com o circuito de saibro dos Estados Unidos. Eles queriam, e conseguiram, que o eventos do verão americano se transformassem em quadras rápidas, o que culminou com a construção do novo complexo em New York, já que as quadras do complexo anterior, em Forest Hills, haviam sido trocadas para saibro. Os americanos se rebelaram porque tenistas como o argentino Vilas e o espanhol Orantes começavam a fazer a festa em solo americano.

Quinze anos atrás os europeus, liderados pelo então presidente da ATP e um dos melhores tenistas do mundo, Alex Corretja, conseguiram, após muita dificuldades, se reunir, se rebelaram e começaram a acabar com as quadras rápidas, especialmente os carpetes indoors. O saibro e, principalmente, as quadras duras lentas, tomaram conta do circuito.

Por toda a luta envolvida – ela foi enorme e na base do mano a mano nos vestiários mundo afora – para se realizar as mudanças, há uma enorme pressão em não se abrir mão do território conquistado.

Por isso, agora é oficial. O circuito da América Latina continuará no saibro. Pelo menos nos próximos dois anos. Depois disso, só Deus sabe.

Alvaro Fillol, ao centro, com Ricardo Cano e Jaime Fillol em uma quadra de saibro.

Notas relacionadas:

  1. O sono dos justos
  2. O Aberto do Brasil
  3. Gregos e troianos
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:35

Gregos e troianos

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Os torneios da América Latina estão, mais uma vez, em crise de identidade. É duro viver fora do eixo das coisas do mundo.

O circuito latino-americano inclui torneios em Buenos Aires, Santiago, Sauípe e Acapulco, todos realizados sobre quadras de terra. Terra porque é a tradição local e por isso a ATP aprovou o circuito. A idéia original era os tenistas do saibro terem uma alternativa ao circuito indoors, sempre de quadras rápidas.

O duro tem sido convencer os caras virem para cá. Vêm um ou outro, que querem focar no saibro. Na maioria das vezes são os mesmos.

A real razão para não virem mais tenistas é outra. O circuito mudou. Mudaram os pisos, especialmente os pisos indoors que competem com o nosso saibro. Antigamente as quadras indoors eram, na esmagadora maioria, de carpete, de várias marcas e velocidades, mas sempre rapidísssimas, o que causava ojeriza aos surfistas do saibro, quase todos latinos e europeus.

Nos últimos anos essa realidade caducou. Agora as quadras indoors são quase padronizadas. E se ainda não o são, ficaram mais democráticas, ou seja, mais lentas. O que não causa mais arrepios para os tenistas europeus. Pior, as estrelas latinos-americanas – tipo Del Potro e Nalbandian – também não fazem lá muita questão de jogarem o circuito.

Agora os organizadores conversam nos corredores de seus eventos sobre a vontade de trocar seus pisos para quadras duras. Em seu raciocínio, os tenistas não querem vir jogar no saibro porque, após o circuito latino, ainda tem Indian Wells e, especialmente, Miami, com status de quase Grand Slam. Só depois começa o saibro europeu. E cerca de 65% dos torneios são sobre quadras duras.

O que vai fazer com que compitam com torneios nos EUA, na Europa e até na África, sem assegurar que os tenistas saiam do eixo Europa/EUA para virem jogar por aqui. Além de irem contra a cultura local.

É uma decisão delicada. Se realizarem a mudança, quiçá fruto de um diagnóstico errôneo, o custo e o dano podem ser ainda maiores. Quem abrirá mão de jogar em seus respectivos continentes me quadras semelhantes? Quem serão os tenistas que pegarão o avião por 12 hs para jogar em outro continente que não é exatamente o favorito da maioria? Por conta de uma natural frustração, os organizadores podem vir a não conquistar gregos e troianos.

Notas relacionadas:

  1. Holanda, Califórnia ou Bahia
  2. Gostei
  3. A primeira ninguem esquece
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010 Porque o Tênis., Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:19

O Aberto do Brasil

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Antes que esfrie, assumo uma das pautas prometidas. De vez em quando leio algumas críticas ao Aberto do Brasil, a maior parte sobre o local, distante das capitais tradicionais para esse tipo de evento.

Se vale a crítica acima, vale também a crítica de que a visita de um fã do tênis ao complexo da Costa do Sauípe também seria um programão que a muitos prefere ignorar.

Afinal, e isso é um fato, é um belo programa passar uns dias na Bahia, misturando tênis – jogando e assistindo partidas que por aqui só mesmo na TV – praia e mar, ótimo clima, bons passeios, golfe, pessoas com interesses comuns etc. Se o pessoal prefere ignorar o evento, fica um pouco mais difícil de entender a crítica, afinal essa é a realidade de boa parte dos eventos mundo afora.

Tenho certeza que os organizadores, no caso a Koch Tavares Promoções, realizariam o evento em São Paulo, ou mesmo no Rio, se houvesse condições necessárias. São precárias e, quando existentes, não cobrem todos os requisitos.

Como acontece na maior parte dos casos, o público só conhece uma ínfima parte do necessário para se realizar um projeto desses, e não tem lá muita curiosidade em saber os detalhes. Quer a comodidade e quem não oferece da maneira esperada é criticado. Bem, não dá para dizer que não tenham razão, já que o conforto, o atendimento e a qualidade do espetáculo oferecido devem ser a prioridade de qualquer evento. Mas, tirando a distância das capitais do sudeste, não dá para dizer que as outras prioridades não estejam presentes. Se existe o custo da viagem/estadia, atualmente não dá para dizer que a Costa do Sauípe seja uma viagem cara, considerando os benefícios.

Só que alguém tem que pagar a conta, que não é pequena. Quem a pagava antes era o Banco do Brasil, que foi parceiro do tênis por alguns anos – no auge da era Kuerten. Este ano o BB decidiu ficar fora do evento e isso de última hora.

O resultado é que os organizadores ficaram com uma conta de cerca de 3 a 4 milhões de reais na mão. Após algum estresse e muita correria – e assumindo a realização do torneio, mesmo não sabendo de onde viria o dinheiro – encontraram na Gillete um parceiro. E um dos fatores decisivos para a empresa entrar como patrocinador principal foi a possibilidade de realizar o seu congresso anual no hotel durante a semana do torneio.

Para ilustrar, só um pouco, as necessidades de um torneio destes, mostro alguns números abaixo:

442.500,00 de dólares americanos foi a premiação -
71 jogadores (quali, simples e dupla) participaram
3.500 pessoas era a capacidade da arena
6.300 bolas foram usadas para treinos e jogos
900 toalhas brancas foram usadas pelos tenistas
14.220 litros de água em 57,6 mil copinhos (200ml) e 5,4 mil garrafas (500ml)
2.100 garrafas de 500ml de isotônicos bebidos pelos jogadores
55h de transmissão de TV para o Brasil – 30h para o exterior
46 pessoas para a equipe de arbitragem
12 pessoas para a equipe de quadra
25 pessoas para a equipe de manutenção de quadra
15,2 toneladas de pó de telha jogadas sobre a quadra durante a semana.
Fora um sem número de pessoas e de outras necessidades de infra estrutura, obrigatórias e necessárias, para receber tenistas, público, imprensa e patrocinadores.

costa


Praia na Costa do Sauípe – alternativas.

Notas relacionadas:

  1. Holanda, Califórnia ou Bahia
  2. Durante a chuva
  3. O sono dos justos
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sábado, 13 de fevereiro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:47

O sono dos justos

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Já que um dos leitores colocou o fato na roda, acrescento uma foto para ilustrar e um breve texto para explicar.

Ontem fui para as quadras procurando um parceiro para bater umas bolinhas quando apareceram Marcos Daniel e André Sá para fazer o seu treino de fim de tarde. Como cometeram a bobeira de convidar eu não hesitei em aceitar. Resultado, passei quase duas horas fazendo drills e me divertindo com os dois e tambem com o Daniel Melo, que entrou em quadra para coordenar e ajudar nos drills.

Foi um belo treino/diversão, com empenho e compenetração dos garotos. Como disse o Daniel, é ótimo fazer uns treinos “out of the box” para fazer coisas diferentes. Variedade é bom até numa quadra de tênis.

Sá fez seu último treino no Sauípe – hoje ele embarcou para Buenos Aires – enquanto que Daniel ainda está nas duplas, com Bellucci. Tambem vai a Buenos Aires e depois para casa, acompanhar o nascimento da filha, que completa o casal do casal.

Quanto a mim, aproveitei a cortêsia, matei as saudades e ganhei o dia. E, para coroar, como adiantou o André à minha mulher ainda em quadra, dormi como uma pedra o sono dos justos.

DSC03099 BDaniel, o blogueiro e Sá. Treino e diversão.

Notas relacionadas:

  1. PEGADINHA?
  2. Nas alturas
  3. Emocionado
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:30

Durante a chuva

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Um pouco antes de chegarmos a Salvador o piloto do jato pendeu o avião para a direita, afastando-se um pouco da costa, o que nos proporcionou uma belíssima vista do litoral. À esquerda, disse ele, o Morro São Paulo, onde mais me saltou aos olhos o braço de mar que invadia a terra do que o tal morro. Mas foi alguns instantes mais tarde que a vista mais impressionante me atingiu. A Ilha de Itaparica e a Bahia do Todos os Santos totalmente encobertas por nuvens baixas e escuras e as evidentes colunas de chuvas que caiam ao chão. É uma vista exuberante lá de cima.

Fiquei com certo receio, mas quando chegamos ao aeroporto o sol brilhava. Entre pegar as malas, subir no ônibus, fazer o translado de uma hora, subir ao quarto para trocar de roupa e baixar para o hall do hotel foi o tempo certo para a chuva percorrer o caminho em nossa direção e despejar sua água. Era também a hora exata que começaria o jogo do Ricardo Melo, o que causou frustração entre todos no Sauípe.
 
O jeito foi encontrar uma mesa no hall do hotel, pedir um refrigerante e assistir a banda passar. E ela passou. Os tenistas e seus técnicos ocasionalmente saiam de seus castigos nos quartos, mas preferiam lá se isolar. No hall encontrei João Swetsch, técnico de Bellucci e recém empossado capitão da Copa Davis, Jorge Rosa, presidente da CBT, que recém voltou no frio novaiorquino, acompanhado de Emilio Sanchez, sim ele está aqui e conversando bastante, a simpática família Sá, escapando da fazenda no interior mineiro, o educado Marcos Daniel, ansioso por voltar a vencer e contar o incidente australiano, o gentil mineiro Bruno Soares, o sempre falante e “rápido” comentarista Dácio Campos, o radialista Fernando “Calega” Sampaio, sempre dividido entre as paixões pelo futebol e o tênis, o técnico Daniel Melo, que vai auxiliar Swetsch nas duplas da Davis, o afável Daniel Orsanic, técnico argentino de Cuevas, De Miguel, técnico espanhol, contemporaneo de Emilio, todos eles, e muitos outros, estiveram por ali cumprimentando e conversando enquanto a chuva caia.

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  1. Lista baiana
  2. Arcaico
  3. Nas alturas
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sábado, 14 de fevereiro de 2009 Tênis Brasileiro | 17:32

A primeira ninguem esquece

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Daqui a pouco Thomaz Bellucci joga sua primeira final de ATP Tour, contra um tenista que gosta e entende as quadras de saibro, tem muita experiência, já foi top 10, tem golpes sólidos e variados do fundo da quadra e é muito rápido.

Será que o brasileiro tem arsenal para batê-lo? O interessante do tênis é que ninguém morre na véspera e o espanhol, favorito, terá que fazer tudo muito direitinho para bater o brasileiro ajudado por sua participante torcida.

Robredo é completo do fundo da quadra e cobre muito bem todos os cantos com sua velocidade. Uma pergunta é se o poderoso saque e a penetrante direita do paulista poderão minar a vontade e a estabilidade ibérica. Outra questão, técnica, é se o espanhol conseguirá, regularmente, “encontrar” a esquerda de Bellucci, que continua muito errática para o nível que ele pretende e que sua torcida ansiosamente aguarda.

Bellucci terá que imprimir muita velocidade e força ao jogo, porque nas trocas mais longas de bola o espanhol o induzirá ao erro com suas corridas e variações de bolas. Para tal, o paulista terá que jogar depreendido, algo ainda mais difícil para uma final.

É difícil esperar que Robredo entregue o ouro, a não ser que algo fora do normal aconteça – tipo participação da torcida ou outro incidente. O mais provável é que ele tente fazer o jogo render e oferecer corda para o brasileiro se amarrar emocionalmente.

Como dizem, A Final é sempre uma partida totalmente diferente das outras do torneio, onde o emocional conta ainda mais. Bellucci é um tenista tranqüilo, porem, dito isso, hoje, momento máximo de sua breve carreira, ele terá que trazer algo mais à quadra emocionalmente para conquistar seu primeiro título. E é exatamente isso que nós, seus torcedores, vamos torcer para que aconteça.

 

Notas relacionadas:

  1. Brasileiros fora do AA
  2. MC se despede
  3. Gostei
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009 Tênis Brasileiro | 23:32

Gostei

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Bela vitória do Thomaz Bellucci na Bahia. Pelo menos imagino que tenha sido, pois aqui na minha TV a Sportv largou o tênis e foi para o futebol no início do terceiro set?! No entanto, para bater o Ferrero, que claramente estava a fins de jogo, o rapaz tem que ter jogado bem – como já havia feito no 1º set e vacilado no 2º.

Esse tipo de vitória é o que o tenista precisa para adquirir o ritmo e a confiança necessários para crescer no torneio e no circuito. Com a vitória do português Frederico Gil sobre Almagro fica ainda melhor a chave do brasileiro. É mais confortável ir dormir pensando em enfrentar um jogador ainda em formação e sem nenhum título no circuito, do que enfrentar o atual campeão do torneio.

Gostei também do Thomaz declarar que não vai se acomodar com o resultado, o que deixa claro que está ciente do perigo de rir antes da hora. Gostei também de como está utilizando seu saque mesmo no saibro lento e como não se abalou após perder o foco e o segundo set. Não muito tempo atrás o brasileiro se perdia um pouco nessa situação. Agora é aguardarmos o português, que é regular, tem boa esquerda e uma direita sujeita a ataques. É por lá que a fera deve entrar. 

 

Notas relacionadas:

  1. Brasileiros fora do AA
  2. Holanda, Califórnia ou Bahia
  3. Cenário
Autor: paulocleto Tags: ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última