Aumento nos prêmios
Todos lembram que no fim da temporada passada surgiram rumores sobre uma greve dos tenistas profissionais. As razões alegadas eram uma falta de comunicação dos torneios, especialmente os Grand Slams, com os tenistas, em assuntos que estes achavam que deveriam ser consultados, e sobre uma melhor distribuição de valores através dos prêmios, que os tenistas afirmavam não refletir os lucros que os eventos arrecadavam. Andy Murray chegou a falar sobre reuniões dos tenistas sobre o assunto do boicote, enquanto Roger Federer colocava panos quentes no assunto. Com o tempo os rumores sumiram.
O fato é que houve muita conversa nos bastidores, tanto sobre uma como a outra questão. A última delas em Indian Wells, entre os Fab4 e os senhores Philp Brock e Mick Desdmond, o diretor e o homem da grana de Wimbledon.
Da conversa saiu a decisão que os GS aumentariam em cerca de 20% o total dos prêmios, focando em aumentar o ganho dos tenistas que perdem na 1ª rodada, sem esquecer um carinho àqueles que atingem o paraíso financeiro nos GS.
Este semana, Wimbledon e Roland Garros divulgaram essas mudanças que, pelo o que se sabe, foram bem recebidas pelos envolvidos. É mais uma vitória dos tenistas, conseguida pela pressão daqueles que estão no topo do ranking, o que deve transformar o Torneio de Madrid em um interessante cabo de guerra por conta do piso azul.
O total de prêmios em Wimbledon ficará este ano em aproximadamente U$26 milhões, dependendo do cambio US/Libra, sendo U$1.863m para os campeões, um aumento de 4.5%. Os perdedores de 1ª rodada, metade dos tenistas envolvidos, receberão U$23.500, um aumento de 26%. Um aumento de 21% para todas s rodadas dos qualy (sim, eles também ganham), assim como um aumento de 17% na diária dos tenistas, que passam a receber U$324 por dia para cobrir as despesas de hospedagem enquanto estiverem nas chaves, sendo que a organização já consegue descontos de mais de 50% nas tarifas de hotéis parceiros e subsidia as refeições no local do evento.
Os franceses divulgaram um aumento de 7% no total, que passa a ser de U$24.6m. Os vencedores ficam com U$1.64m, um aumento de 5%, enquanto os perdedores de 1ª rodada tem uma majoração de 20%, para um total de U$23.670,00.
Mesmo com esses valores, que devem, suponho, acalmar os ânimos por algum tempo, os GS lucram valores bem encorpados, valores que são repassados para as federações locais. Só em Wimbledon o lucro é dividido entre a federação e o clube. Nos outros é tudo da federação, o que faz com que esses países vivam em uma realidade sem paralelo em termos de valores que são – teoricamente, há divergências – na formação de novos valores. Mesmo com os espanhóis provando que isso não é a solução de todos os problemas, pode-se ter uma ideia de quanto atrás saem os tenistas brasileiros para enfrentar as agruras do circuito, e por isso é bem vinda a participação da CBT na realização de um evento, como deve ser o caso do torneio da WTA no próximo ano.
Os dirigentes de Wimbledon fazem o anuncio do aumentos dos prêmios. Cade o sorriso?
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Autor: paulocleto Tags: roland garros, wimbledon





