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domingo, 13 de maio de 2012 Tênis Masculino | 23:30

Campões Sul Americanos 14 anos

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Completando o fim de semana de boas notícias do tênis brasileiro, a equipe masculina até 14 anos conquistou o título no sul-americano disputado em Santiago do Chile, batendo a equipe argentina na final.

A primeira partida foi uma maratona entre Antonioni Fasano e Santiago Solari, vencida pelo ultimo por 6/3 2/6 12/10 em 3h de jogo. Em seguida o #1 do Brasil, Orlando Luz, mandou o adversário argentino, Nicolas Bacela, para o vestiário de bicicleta com um duplo 6/0. Isso parece ter sido uma tática para cansar Antonioni e preservar Genaro Olivieri, já que o brasileiro voltaria para a quadra para as duplas enquanto Genaro entrou descansado.

Mas os brasileiros venceram as duplas por 7/5 6/0 e confirmaram o Brasil no mundial que acontece na Rep. Tcheca em Setembro. O paulistano Fasano foi formado e treina no Clube Pinheiros enquanto o gaúcho Luz treina em St. Catarina na academia de Larri Passos. Ambos estarão na equipe sul americana que disputará a gira europeia.

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Flávio Tonon, Orlando Luz, Tom Fasano e o técnico José L. Alves.

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Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 21:57

Transição

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Tremendo fim de semana para o tênis brasileiro, se o leitor esquecer por instantes que existe vida além do mundo dos cachorrões, já que Thomaz Bellucci enfrentou o casca de ferida Youzhny na 1ª rodada de Roma e já está fora do torneio mesmo antes da semana começar.

Mas vamos às boas notícias. A paranaense Teliana Pereira, que há tempos vem batendo na trave em sua aventura profissional, venceu o Challenger de Rosário, Argentina. Bateu na final a hermana, o que é ainda mais gostoso, Malien Auroux por 7/5 7/6, uma vitória de oração. Teliana, que deve agoraficar entre as 200 melhores do ranking, é a nossa tenista mais bem classificada.

Talvez mais marcante foi a conquista do gaúcho Guilherme Clezar em Goiás, batendo o experiente chileno Paul Capdeville na final. Clezar é um talento, com ótimos resultados entre os juvenis, que vem lutando para fazer a transição para o profissionalismo com sucesso. O gaúcho, de ainda 19 anos e treinado pelo capitão da Copa Davis João Zwetsch, abriu o evento batendo Ricardo Melo, o que lhe deu confiança para ir até o fim.

Para se ter uma dimensão do tênis apresentado pelo Guilherme, após a derrota, o chileno, ao contrário de muito cachorrão, não só não deu desculpas, como afirmou ter jogado o seu melhor tênis e assim mesmo ter sido superado. Uma boa conquista que, espero lhe traga confiança e motivação para continuar trabalhando duro e atingir novas metas.

Clezar e o troféu conquistado em Águas Quentes.

Teliana, quase 24 anos, melhorando seu tênis e seu ranking.

Notas relacionadas:

  1. Final brasileira
  2. Adeus tabu?
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Tênis Masculino | 21:14

Constrangimento

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A cerimônia de entrega de prêmios do Torneio de Madrid foi um tanto quanto constrangedora. Apesar de contar com a Infanta, repesentante da realeza espanhola, e do sorridente Will Smith, entre outros, a cerimônia foi marcada pelo malabarismo dos tenistas entre a cruz e a espada, entre seus colegas tenistas e os organizadores do evento, entre as declarações de Nadal e Djokovic, afirmando que se a quadra azul permanece eles não voltam e as declarações do dono do toneio dizendo que o azul permanece.

No fim das contas, duas mensagens falaram alto. A de Berdich, o primeiro a falar, sendo ecoado por Federer – ambos deixaram claro que estarão de volta no próximo ano, o que fala bem alto dentro das circunstâncias. Porém, não menos altas foram as vaias das arquibancadas para Ion Tiriac, tanto no início da cerimônia como no final dela. Imagino que elas falavam por Rafa. Como isso tudo ficará será uma das coisas interessantes a ser decididas pela nova gestão da ATP.

Ion Tiriac – mesmo não querendo chamar a atenção foi vaiado. O mesmo público, e Federer, adoraram o presente de Smith para campeão – o terno usado no filme Men in Black.

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Tênis Masculino | 14:01

Baile

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Imagino como fica a cabeça das loiras com essa história da Serena Williams. A moça decide se afastar das quadras, investir nas noites de N. York e Los Angeles, achar que vai ser atriz ou desenhista de moda, curtir um namoradinho, ve seu ranking despencar por pura falta de competir e assim as loiras deitam e rolam pelas quadras do mundo.

Até aí tudo certo, até porque esses períodos sabáticos da americana demonstram uma falta de compromisso da moça com o esporte e a profissão – e eu não sou exatamente um fã dessa atitude.

Mas quando ela volta, mesmo que aos poucos, e aos trancos e barrancos, ele uma hora encontra uma maneira de pegar o chicote e aplicar umas doloridas chibatadas nas adversárias, mostrando que mesmo como balzaqueana é uma favorita em qualquer piso e qualquer torneio. Maria levou um baile, 6/1 6/3 nas quartas de final, Azareanka, para não ficar atrás, apanhou pelo mesmo placar na final. Como é que fica a cabecinha delas?

Notas relacionadas:

  1. A final feminina
  2. Saco de gatas
  3. Domingo de oportunidades
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sexta-feira, 11 de maio de 2012 Bolão Não Autorizado, Tênis Masculino | 23:20

Torneio de Roma

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Caros leitores. Aqui está o espaço para o Bolão Não Autorizado e Não Oficial do Blog. Como o torneio é tradicional, importante único, abaixo a lista de campeões, que inicia com o genial Bill Tilden em 1930.

Year Champion Runner-up Score in Final
2011 Novak Djokovic Rafael Nadal 6–4, 6–4
2010 Rafael Nadal David Ferrer 7–5, 6–2
2009 Rafael Nadal Novak Djokovic 7–6(7-2), 6–2
2008 Novak Djokovic Stanislas Wawrinka 4–6, 6–3, 6–3
2007 Rafael Nadal Fernando González 6–2, 6–2
2006 Rafael Nadal Roger Federer 6–7(0-7), 7–6(7-5), 6–4, 2–6, 7–6(7-5)
2005 Rafael Nadal Guillermo Coria 6–4, 3–6, 6–3, 4–6, 7–6(8-6)
2004 Carlos Moyà David Nalbandian 6–3, 6–3, 6–1
2003 Félix Mantilla Roger Federer 7–5, 6–2, 7–6(10-8)
2002 Andre Agassi Tommy Haas 6–3, 6–3, 6–0
2001 Juan Carlos Ferrero Gustavo Kuerten 3–6, 6–1, 2–6, 6–4, 6–2
2000 Magnus Norman Gustavo Kuerten 6–3, 4–6, 6–4, 6–4
1999 Gustavo Kuerten Patrick Rafter 6–4, 7–5, 7–6(8-6)
1998 Marcelo Ríos Albert Costa walkover (injury)
1997 Àlex Corretja Marcelo Ríos 7–5, 7–5, 6–3
1996 Thomas Muster Richard Krajicek 6–2, 6–4, 3–6, 6–3
1995 Thomas Muster Sergi Bruguera 3–6, 7–6(7-5), 6–2, 6–3
1994 Pete Sampras Boris Becker 6–1, 6–2, 6–2
1993 Jim Courier Goran Ivanišević 6–1, 6–2, 6–2
1992 Jim Courier Carlos Costa 7–6, 6–0, 6–4
1991 Emilio Sánchez Alberto Mancini 6–3, 6–1, 3–0 (retired)
1990 Thomas Muster Andrei Chesnokov 6–1, 6–3, 6–1
1989 Alberto Mancini Andre Agassi 6–3, 4–6, 2–6, 7–6, 6–1
1988 Ivan Lendl Guillermo Pérez-Roldán 2–6, 6–4, 6–2, 4–6, 6–4
1987 Mats Wilander Martín Jaite 6–3, 6–4, 6–4
1986 Ivan Lendl Emilio Sánchez 7–5, 4–6, 6–1, 6–1
1985 Yannick Noah Miloslav Mečíř 6–3, 3–6, 6–2, 7–6
1984 Andrés Gómez Aaron Krickstein 2–6, 6–1, 6–2, 6–2
1983 Jimmy Arias José Higueras 6–2, 6–7, 6–1, 6–4
1982 Andrés Gómez Eliot Teltscher 6–2, 6–3, 6–2
1981 José-Luis Clerc Víctor Pecci 6–3, 6–4, 6–0
1980 Guillermo Vilas Yannick Noah 6–0, 6–4, 6–4
1979 Vitas Gerulaitis Guillermo Vilas 6–7, 7–6, 6–7, 6–4, 6–2
1978 Björn Borg Adriano Panatta 1–6, 6–3, 6–1, 4–6, 6–3
1977 Vitas Gerulaitis Antonio Zugarelli 6–2, 7–6, 3–6, 7–6
1976 Adriano Panatta Guillermo Vilas 2–6, 7–6, 6–2, 7–6
1975 Raúl Ramírez Manuel Orantes 7–6, 7–5, 7–5
1974 Björn Borg Ilie Năstase 6–3, 6–4, 6–2
1973 Ilie Năstase Manuel Orantes 6–1, 6–1, 6–1
1972 Manuel Orantes Jan Kodeš 4–6, 6–1, 7–5, 6–2
1971 Rod Laver Jan Kodeš 7–5, 6–3, 6–3
1970 Ilie Năstase Jan Kodeš 6–3, 1–6, 6–3, 8–6
1969 John Newcombe Tony Roche 6–3, 4–6, 6–2, 5–7, 6–3
1968 Tom Okker Bob Hewitt 10–8, 6–8, 6–1, 1–6, 6–0
1967 Marty Mulligan Tony Roche 6–3, 0–6, 6–4, 6–1
1966 Tony Roche Nicola Pietrangeli 11–9, 6–1, 6–3
1965 Marty Mulligan Manuel Santana 1–6, 6–4, 6–3, 6–1
1964 Jan-Erik Lundquist Fred Stolle 1–6, 7–5, 6–3, 6–1
1963 Marty Mulligan Boro Jovanović 6–2, 4–6, 6–3, 8–6
1962 Rod Laver Roy Emerson 6–2, 1–6, 3–6, 6–3, 6–1
1961 Nicola Pietrangeli Rod Laver 6–8, 6–1, 6–1, 6–2
1960 Barry MacKay Luis Ayala 7–5, 7–5, 0–6, 0–6, 6–1
1959 Luis Ayala Neale Fraser 6–3, 3–6, 6–3, 6–3
1958 Mervyn Rose Nicola Pietrangeli 5–7, 8–6, 6–4, 1–6, 6–2
1957 Nicola Pietrangeli Giuseppe Merlo 8–6, 6–2, 6–4
1956 Lew Hoad Sven Davidson 7–5, 6–2, 6–0
1955 Fausto Gardini Giuseppe Merlo 1–6, 6–1, 3–6, 6–6 (retired)
1954 Budge Patty Enrique Morea 11–9, 6–4, 6–4
1953 Jaroslav Drobný Lew Hoad 6–2, 6–1, 6–2
1952 Frank Sedgman Jaroslav Drobný 7–5, 6–3, 1–6, 6–4
1951 Jaroslav Drobný Gianni Cucelli 6–1, 10–8, 6–0
1950 Jaroslav Drobný William Talbert 6–4, 6–3, 7–9, 6–2
1936–1949 Not Held
1935 Wilmer Hines Giovanni Palmieri 6–3, 10–8, 9–7
1934 Giovanni Palmieri Giorgio de’ Stefani 6–3, 6–0, 7–5
1933 Emanuele Sartorio Martin Legeay 6–3, 6–1, 6–3
1932 André Merlin George Patrick Hughes 6–1, 5–7, 6–0, 8–6
1931 George Patrick Hughes Henri Cochet 6–4, 6–3, 6–2
1930 Bill Tilden Uberto de Morpurgo 6–1, 6–1, 6–2

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Masters 1000, Tênis Masculino | 16:42

Piscadinha

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O que eu gostaria de saber é o significado daquela piscadinha do Novak Djokovic para seu amigo, freguês e hoje carrasco, Janko Tipsarevic, imediatamente antes do aperto de mãos após o confronto entre ambos em Madrid.

Isso aconteceu depois de passar o jogo fazendo um belo esforço em aparentar que não estava fazendo nenhum esforço em vencer a partida.

Parece que Djokovic decidiu que era mais importante em fazer uma “declaração política” do que focar em administrar uma circunstância claramente e inquestionavelmente difícil – a quadra escorregadia -, como outros estão fazendo. Janko foi à semifinal, Novak deve para o Monaco e depois Roma.

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Masters 1000, Tênis Masculino | 01:14

E agora, Ion?

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Quando Rafa Nadal venceu o 2º set levantei e fui ao clube fazer minha ginástica. O sentimento era que já tinha visto aquele filme antes. Quando comecei a fazer minha bicicleta, Rafa parecia ter a partida sob controle. Quando cheguei ao transport, ele sacava para fechar a partida pela primeira vez. No fim das contas tive que alongar o exercício porque para o caldo engrossou e aonde eu iria, na área dos pesos, não tem TV.

Nos últimos dois games o pessoal se aglomerava debaixo da TV. Eu pensava com meus botões; não me falta ver mais nada. Assistir o Animal Nadal perder, de forma bisonha, cinco games seguidos, na hora da onça beber água, para um de seus maiores fregueses, é mais do que uma cena rara – é bizarra.

A quadra azul tem sim algo a ver com a história. Mas não como uma desculpa. Essa cova o senhor Nadal cavou para si. Ficar alimentando essa polêmica toda em um torneio no quintal de sua casa não é a melhor preparação para um evento.

A quadra está escorregadia. Talvez mais do que devesse. Isso traz um componente a mais que os jogadores não estão acostumados. Reclamam os que perdem – será que Bellucci falou mesmo que ira levar chuteiras? – reclamam os que querem manter o status quo. Os que vencem agradecem e beijam a quadra. Ou seja; “quero a quadra exatamente do jeito que eu sempre ganho. Se fizerem algo diferente, eu pego a raquete e vou para casa”.

Aonde eu quero chegar é que algum curto circuito deu no Animal para ele simplesmente brochar daquela maneira na hora de fechar. Até ali, Verdasco tinha jogado muito bem, especialmente no 1º set, colocando o espanhol na defensiva. Nadal tinha dificuldades em chegar nas bolas, até porque a bola está andando bastante, como deve andar quando não se está na altura do mar. Eu queria só ver se esse circuito fosse jogado em outras cidades não a altura do mar como seriam diferentes as partidas e os estilos.

De qualquer maneira, Verdasco conseguiu acabar com a série de 13 derrotas – isso é que é freguesia – porque estava determinado a acabar com ela. E quando viu Nadal começar a vacilada ficou ainda mais confiante a começou a limpar as linhas. No fim das contas é isso – Verdasco ganhou porque jogou melhor na hora da onça beber água, o que, até hoje, era a marca registrada de seu oponente.

O fato é que essa derrota botou fogo de vez na polêmica. Ion Tiriac apostou e dessa vez parece que não vai levar. Ele conseguiu colocar praticamente todos os tenistas do outro lado da balança e deu a eles, que já vem buscando uma razão para se rebelarem, uma causa mútua.

É um fato que as quadras da Caixa Mágica sempre deixaram a desejar. Elas são construídas especialmente para o evento – o local abriga uma série de outros espetáculos durante o resto do ano. Essa transitoriedade não permite que as quadras se acomodem e atinjam sua maioridade. O piso escorregadio já era uma questão no ano passado e não foi acertado para este ano. O pessoal da manutenção parece perdido a respeito, chegando ao ponto de molhar a quadra durante o set, algo que nunca acontece – geralmente é no final dos sets.

Só que com essa conversa toda de “saibro azul” e a ausência de uma anuência dos “donos do circuito” – os líderes do ranking -, a polêmica deixou de ser o piso escorregadio, que é a questão, para a cor do piso, que não é a questão mas que chama, ou desvia, a atenção.

Com tudo isso, resta saber o que o Brad Drewet, o Presidente que Roger Federer bancou a colocou na ATP que chegoua Madrid na 3ª feira, vai fazer sobre a chiadeira de Rafael Nadal, que tornou toda a polêmica em uma questão política, que é o que queria, ao anunciar aos quatro ventos que no azul ele não joga mais. E agora, Ion?

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Fernandao gostou tanto do azul que até beijou…

Rafa não parece ter gostado nem da derrota nem do beijo….

Horas depois publicou essa foto na Face dizendo que já chegara a Mallorca..

Notas relacionadas:

  1. Respeito
  2. Larga!
  3. Amizades à parte
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quarta-feira, 9 de maio de 2012 Masters 1000, Tênis Masculino | 19:24

Mestre Jedi

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Que belíssimo jogo de tênis entre Roger Jedi Federer e o Milos Smurf Raonic. A partida teve de quase tudo um pouco. De mais inusitado tivemos Roger Federer sacando e voleando como se tivesse entrado na máquina do tempo.

O Raonic que tem um canhão na mão e quase 2m de altura não ia à rede atrás do saque – só atrás de alguma bola curta do adversário. A teimosia de Federer em sacar e volear quase coloca o adversário na próxima rodada. Milos teve oito break-points na partida e só conseguiu cacifar um único. Perdeu nessa estatística. A maior parte desses BP nem o suíço sabe como escapou.

Mas o que valeu foi o espetáculo que a quadra de terra azul proporcionou. Não é saibro, não é dura e muito menos grama. É terra, é azul, escorregadia e joga rápido, até pela altitude de Madrid.

E essa a grande curiosidade. É uma dureza esse circuito de saibro europeu – mais por conta da altura das cidades do que pelo piso. Vejamos; Madrid é considerado um torneio aparte, por conta da altitude, que também não é lá essas coisas. São 655 m, menos do que São Paulo. Já os outros principais torneios, Monte Carlo, Roma, Hamburgo, Lisboa são todos jogados na altura do mar, o que é uma dureza enorme para o estilo Federer. Paris está a menos de 100m, o que dá quase igual ao mar. Ou seja, além de ser jogado na terra, é jogado a uma altura que impede muita outra arte a não ser dos mestres do fundo de quadra.

Por isso o jogo de hoje foi um espetáculo à parte. Dois tenistas extremamente agressivos brigando em uma rodada inicial em um cenário diferente. Raonic jogou muito e o bastante para confirmar que chegou para ficar e ainda dará muito que falar. Perdeu o medo de dar na bola no fundo da quadra, o backhand melhorou muito, inclusive mudando de direção como se fosse ele um cachorrão. Em breve vai aprontar uma cachorrada daquelas.

Federer mostrou, mais uma vez, que a força está ao seu lado. Escapou de situações que só um Jedi conhece os caminhos. E ainda chegou na hora da onça, ajeitou as mechas e enfiou a mão sem perdão, sem contar o show junto à rede, uma arte cada vez mais rara entre os empurradores de bola. É lógico que Milos vai perder umas noites de sono por conta daquela bola que errou no 4×5 do TB. Mas essas coisas acontecem – perguntem ao Bellucci – e o canadense chegará a Wimbledon jogando barbaridades, se não se contundir. Quem viver lembrará minhas palavras.

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Roger voleando e trocando a direção da bola. Olhem bem, o golpe está mais raro do que  uma balzaquiana virgem.

Notas relacionadas:

  1. Blasé
  2. Alarme
  3. 2a semifinal em Dubai
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terça-feira, 8 de maio de 2012 Masters 1000, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:46

Fácil não é

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Não vou dizer que é fácil, porque não é, mas um detalhe, até mais do que um detalhe, que ajudaria Thomaz Bellucci, seria ele conseguir jogar no mesmo alto padrão de qualidade durante toda a partida.

Já escrevi, e insisto, para o terror de sofasistas e pessimistas, que Bellucci tem jogo perigosíssimo. No entanto, ele não consegue manter o nível durante o jogo. Não que assim queira ou simplesmente perca a concentração.

Thomaz não conseguiu ainda encontrar o ponto de equilíbrio entre o jogar em um nível conservador e um nível arrojado. Ele é mais perigoso e eficaz quando arrojado, até pelos penetrantes golpes que possui. Só que ninguém pode jogar só “lá em cima”. A maior parte do tempo há que se administrar os pontos, as circunstâncias, a vantagem etc. E aí ele sofre, oscila, cai de padrão.

Hoje, contra Richard Gasquet, não foi diferente de outras ocasiões que já acompanhamos. O placar – tie-break no 3º set, após estar 2×5 abaixo e salvar 6 match-points – mostra que não lhe faltou luta. Faltou foi manter a qualidade apresentada no 1º set quando varreu o francês da quadra. A partir do 2º set, e quantas vezes já vimos esse filme, ele tentou “administrar” e lidar com a inevitável subida do jogo do oponente. Não deu.

Gasquet até tentou dar uma de Gasquet, achando que já tinha vencido antes de fechar, chegou a perder 8 em 9 pontos naquela hora decisiva, o que permitiu a espetacular volta do brasileiro à partida. Mas a partida ficou para ser decidida no TB e aí não dá nem para dizer que esse ou aquele mostrou maior merecimento. Thomaz vai sonhar com o ponto de 3×2 e seu saque, quando errou um revés na cruzada – ali o jogo poderia ter ido em outra direção. Insisto, a diferença estaria bem mais em manter o padrão do 1º set e se impor através de toda a partida pela qualidade que pode ter. Mas isso é bem mais fácil dito do que feito.

Notas relacionadas:

  1. Pegada.
  2. Rugiu
  3. Manso
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Masters 1000, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 10:39

Daltonico?

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Ainda é muito cedo para um diagnóstico defenitivo, mas a quadra azul de Madrid é um tanto lúgubre durante o televisionamento para o meu gosto – pelo menos no impacto inicial. Piso azul e faixas de fundo azul é muito frio.

O  visual lembra o de uma quadra dura, ao qual os tenistas devem estar acostumados, mas dá para entender a revolta dos mais tradicionalistas. Para o “jogar” vamos aguardar a reação dos tenistas. Quanto mais longe eles forem mais devem se acostumar e, de repente, gostarem. Mas o escorregar e o quicar não me parecem comprometidos. Na verdade parece que a quadra está escorregando um pouco demais e ninguém está abusando de slices porque esses quicam “mal”, ressalte-se que quadras estão aparentemente um “tapete”, pelo menos para assistir, já que por vezes dá para ver o tenista tendo que corrigir na última hora.

O que achei positivo é que a marca da bola fica bem mais evidente do que no saibro vermelho, o que é pouco para desculpar a mudança. Mas o estranho é que, ou estou ficando ainda mais daltônico ou o amarelo da bola não ressalta tanto como eu esperava. Aliás, será que não era mais uma questão de mudar a cor da bolinha? Antes eram branquinhas e todo mundo tremeu e reclamou quando surgiram, aos poucos, as amarelas. Com as tais cores cítricas e tudo quanto é pesquisa e inovações de tintas e cores, podiam conseguir o mesmo, ou melhor, efeito do que o azulão na terra.

Ainda me reservo aguardar e assistir mais alguns dias antes de um parecer mais definitivo, ao contrário de alguns que não testaram e já caíram matando, o que me faz suspeitar que algumas críticas passarão um pouco à margem da sobriedade e invadirão a área da política e, pior, do interesse pessoal, o que não foi o caso de Serena que disse que tanto faz como tanto fez vermelha ou azul e até prefere esta porque não suja a roupa. Mas, por enquanto, as famosas pegadoras de bola de Madrid me pareceram uma idéia melhor.

Serena Williams – quadra azul não suja a meia…

Notas relacionadas:

  1. O leitor em Madrid
  2. Sacador
  3. Tudo azul
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  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. 10
  8. 20
  9. 30
  10. Última