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quarta-feira, 23 de maio de 2012 Grand Slam, Masters 1000, Minhas aventuras | 12:01

Círculos

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Aproveitando a pergunta de alguns leitores e amigos, informo que minha parceria com a ESPN terminou após o Aberto da Austrália. Foram 15 anos como representante do Tênis dentro de um canal que começou como uma grande aventura e da maneira mais modesta. Fui convidado por José Trajano, com quem tinha trabalhado anteriormente e que saiu da direção do canal no fim do ano passado. Foi uma excelente experiência e um belo aprendizado.

Logo no início ajudei a produzir o Jornal do Tênis, onde eu tinha a minha “coluna”, um programa semanal que foi ao ar quando assumi os custos totais da produção, custo que corri atrás vendendo cotas do programa. Felizmente, mesmo sendo na infância da TV a cabo, nunca perdi dinheiro, pelo contrário, algo do qual me orgulho.

Naquela época – pré Gustavo Kuerten – a ESPN ainda tinha os direitos dos Master Series, que veio a perder para a SporTV. Durante alguns anos, editei e comentei os jogos dos MS, que eram passados em tape e não tinham a mesma audiência e a repercussão atual.

Após sete anos de JT, surgiram conflitos sobre o comercial, decidi não arcar mais com os custos e o programa JT eventualmente saiu do ar. Voltou há uns dois anos, acredito.

Após anos viajando – como treinador e depois como colunista do Jornal da Tarde e Estadão, para onde fui graças ao convite do amigo e jornalista Edu Carvalho – em 2005, decidi viajar menos e passei a comentar os Grand Slams no canal, sempre dos estúdios no Sumaré, bairro paulistano. Nesse período encarei também Olimpíadas, torneios menores, exibições e comentários na internet. Abracei todos com gusto e dedicação. Essa foi a realidade até o Aberto da Austrália deste ano.

Agora, com alegria e uma pitada de ansiedade, vou mergulhar nas infindáveis alternativas que a vida oferece, escolhendo as que me trarão maiores felicidade, que é meu motto de vida para o resto dos meus dias.

Sobre o assunto, o Paulo Coelho, entre outros, tem uma colocação mais óbvia. Mas fico com a de Rainer Rilke:

Vivo minha vida em círculos cada vez maiores

Que se estendem sobre as coisas

Talvez não possa acabar o último

Mas quero tentar.

Autor: paulocleto Tags:

terça-feira, 22 de maio de 2012 Grand Slam, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 14:05

Qrg

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Começou hoje a Qualificação de Roland Garros que, desde o ano passado, os franceses caracterizam como um evento per si – o “Qrg”. Vários jogos já aconteceram esta manhã, pela graça de São Pedro que, após o papelão de Roma, interrompeu hoje uma semana de chuvas intermitentes em Paris.

O evento reúne 112 tenistas, homens e mulheres, de acordo com seus rankings, e 16 convidados da organização, para disputarem as ultimas 16 vagas na chave principal, também de 128.

Até poucos anos atrás o evento era realizado no Jean Bouin, clube a quatro quadras de Roland Garros. Após a construção da Suzanne Lenglen e das outras quadras veio para Roland Garros, fazendo parte do evento como um todo.

A Federação aproveitou para também começar a cobrar o ingresso. Sim, o que antes era grátis, hoje custa. Bem, os tenistas também não ganhavam para jogar o qualy – hoje ganham.

Qrg terá, entre muitos outros, a presença de Tommy Haas, que já foi #2 do mundo. Também Gicquel, Zeballos, Serra, Golubev (que já era), Ginepri, Michael Russel (aquele!), Sergei Bubka (que já foi), Schwank, Minar e uma leva de jovens tentando subir na vida, que são os mais interessantes e desconhecidos.

Na chave principal de simples, já estão assegurados os brasileiros Thomaz Bellucci e João Souza. Nas duplas, Marcelo Mello e Bruno Soares. Outros brasileiros foram a Paris tentando passar pelo Qrg.

Rogério Silva já venceu sua 1ª rodada, hoje pela manhã, batendo o alemão Dustin Brown e agora enfrenta o francês Rochette. Julio Silva já foi eliminado pelo espanhol Daniel de La Nava. Thiago Alves enfrenta o holandês Isak Van der Merwe.

Qrg é só o começo da festa tenistica na Cidade Luz.

Os Portões Sul de Roland Garros.

Notas relacionadas:

  1. Brazucas em Paris
  2. Alma
  3. Emoção
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segunda-feira, 21 de maio de 2012 Grand Slam, Masters 1000, Tênis Masculino | 12:54

Monday, monday

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“Monday Monday, can’t trust that day

Monday, Monday, sometimes it just turns out that way”

Talvez tenha sido pela segunda-feira, que é dia de primeira rodada e não de final, mas o fato é que a final foi anticlimática, mais do que nada pelo desempenho abaixo do par de Novak Djokovic.

A característica mais marcante da subida de Novak na sua dominância da temporada de 2011 foi a sua capacidade de fechar as portas para os adversários com uma segurança e frequência absurdas.

Hoje, o Djoko não lembrava o dominador de então nem de longe. As partidas entre ambos sempre foram longas, disputadas, renhidas. O sérvio não parecia estar com sua cabeça e mente no patamar exigido para uma vitória sobre Rafa Nadal no saibro lento. Se é um fato, como alguns leitores mencionam, que ele prdeu a concentração por conta de um erro crasso de um juiz de linha, isso só confirma o que digo.

Nadal jogou bem, cortando os erros, especialmente no revés. Mais do que mudar a técnica ele mudou o “approach” mental. Ao invés de forçar, como andou fazendo, escolheu colocar mais uma bola em quadra, sem tanto peso, e de preferência, quando possível, no revés adversário, não só na cruzada, como insistia.

O revés de Novak é excelente, mas é mais para abrir ângulos e buracos na armadura adversária. O golpe de misericórdia é seu forehand, que não estava andando como eu já vi antes. Nadal diminuiu a alimentação do monstro.

Além disso, por alguma razão, o saque de Djokovic estava naquele padrão antigo, sem incomodar tanto – especialmente na hora de sair do buraco. Ou teria sido o fato de Nadal ter se posicionado lá atrás, ter mais tempo para reagir e afundar a devolução.

O fato é que se a partida foi atípica para Djokovic não foi para Nadal. Primeiro porque para Nadal siginificava chegar a Paris como #2 do ranking, o que o tirou da chave do algoz. Mais do que nada porque o espanhol continua sendo capaz de focar como ninguém quando entra em quadra, o que é um martírio para qualquer humano normal – e até um anormal como Djokovic. Ainda mais se enxergar tudo vermelho à sua frente – com o azul já nem tanto. Mesmo na segunda-feira.

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Um Nadal focado como sempre…

Um Djokovic mais dispersivo…

Notas relacionadas:

  1. Nem o pão-com-manteiga?
  2. quo vadis?
  3. Touro
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domingo, 20 de maio de 2012 Masters 1000, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 20:03

Piazza San Pietro

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Após um daqueles não tão raros jogos do circuito feminino, onde as moças não conseguem decidir quem fica com o troféu, a chuva tomou conta e impediu a final masculina entre Rafa e Djoko.

Sharapova e Na Li entraram em quadra debaixo de trovoadas e terminaram debaixo de chuva. Antes disso, a chinesa teve a cortesia de entregar a rapadura para a russa. Vencia por 1 set a 0, e 4×0 no 2º set, quando começou a viagem. Deixou a moça virar, mesmo que aos trancos e barrancos, e foram decidir na negra.

O 3º set foi pior do que novela de sucesso. Muitas voltas, não terminava mais e boa parte debaixo de forte garoa. Como nenhuma das duas queria levar a taça, foram até o tie-breaker, quando apesar da vontade de terminar o jogo ali e agora, foram obrigadas a parar por conta da chuva.

Ficaram duas horas nos vestiários e voltaram para jogar o tal do TB. Na LI, que aquela hora poderia estar no avião para Paris, com o melhor checão no bolso e o troféu e lambuja no colo do maridão, teve que achar alguma graça na vitória da adversária que era a que menos acreditava na virada.

Depois disso, e após muita conversa nos vestiários, onde Nadal e Djokovic passaram boa parte do dia, chegou-se à conclusão que o melhor era deixar o jogo para o dia seguinte, já que o tempo não se firmava e a noite chegava. Aí tiveram que escolher alguém para contar ao público que como bons italianos chiaram barbaridades com a decisão. Depois do que se passou no Aberto dos EUA o ano passado e em Madrid duas semanas atrás, tenho certeza que o adiamento passou pelo crivo dos jogadores.

O jogo está marcado para as 12h locais, 7h de Brasília, assim como a ameaça de mais chuvas e trovoadas. Como o jogo entre os dois são longos e imprevisíveis, pode acontecer qualquer coisa, inclusive acabar.

Maria e Na debaixo de chuva.

Garrafas na quadra, o protesto do público com o adiamento da final masculina.

Notas relacionadas:

  1. Caça e caçador
  2. Chove chuva.
  3. E a chuva chegou
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Grand Slam, Tênis Brasileiro | 12:45

Em Nice

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Imagino que a decisão de Thomaz Bellucci jogar Nice, tendo que passar pela qualificação, tem bastante da influencia do técnico Daniel Orsanic. É a decisão do bom senso, algo que faz uma diferença invisível na carreira de um tenista.

Ao contrário do que pode parecer, o sucesso, ou fracasso, de uma carreira tem muito a ver com o que o tenista faz, ou não faz, fora das quadras. Como eu digo sempre, um tenista faz umas 10 decisões por dia, a maioria fora das quadras, que podem espelhar na sua performance em quadra, de maneira positiva ou negativa. O público não as vê, e pode pensar que por conta disso não são importantes. Infelizmente para alguns tenistas, não tão raro eles também não as vê, ou não sabem reconhecê-las, ou não sabem fazer a melhor decisão.

Bellucci ir à Nice tem tudo a ver com um tenista que foi pego no contra pé pela contusão. Seguindo sua estratégia ele não se inscreveu para não jogar antes de um Grand Slam. Como o técnico diagnosticou que está lhe faltando ritmo, e vitórias, nada mais certo do que enfrentar um qualy, pegar ritmo e se preparar para Paris. Fora que ainda tem o Festival de Cannes por alí, o que deixa a vizinhança uma maravilha.

Na verdade, e isso, óbvio, ele nunca vai dizer ou admitir, a conta para ele bate se jogar até lá pela quinta-feira – vamos dizer uma quarta de final. Depois disso passa a ser contraproducente para Paris, já que isso prejudicaria uma possível série de jogos de cinco sets. E então, sempre ouvindo o técnico, terá que decidir se arrisca e leva adiante o evento de Nice, ou se se poupa para o Grand Slam, que são as horas da onça beber água do circuito. Mas isso ainda está há alguns dias e algumas vitórias de distância.

Nice – um bom détour.

Notas relacionadas:

  1. Jet lag
  2. Decisões
  3. Duas seguidas
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sexta-feira, 18 de maio de 2012 Grand Slam, Masters 1000, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:48

A identidade Berdych

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Algumas dúvidas e curiosidades devem ficar na mente dos fãs do tênis mais do que outras. Uma delas pode ser o do por que Thomas Berdych não tem ainda mais sucesso no circuito. Atentem para o “ainda mais”.

Frequenta o seleto clube dos Top10 há anos e seu melhor ranking é o atual #6. Sua melhor performance em Grand Slam foi a final de Wimbledon 2010, mesmo ano que foi à semis de Paris. Pouco, para o seu tênis.

O checo é dono de um estilo vistoso, agressivo, potente. Não é um paparra que fica rezando pelo erro alheio. Berdych vai para o pau. Se ganhar é obra dele, quando perde também. Neste detalhe reside seu valor e seu pecado.

A maior parte do tempo Thomas é um tenista perigoso, com golpes penetrantes, apurando e acuando oponentes, não os deixando respirar, graças ao seu amplo arsenal. Ótimos serviços, 1º e 2º, forehand e backhand flats que andam barbaridade.

Se conseguisse jogar razoavelmente no mesmo padrão TODOS os pontos, seria praticamente invencível. Não consegue.

E o que acontece, então?

É simples, mas deve ser complicadíssimo em sua cabeça. A maior parte do tempo Berdych é capaz de jogar em um determinado padrão com uma pequena oscilação, o que é totalmente compreensível. Esse padrão que o leva a grandes performances e vitórias.

Porém, contra tenistas perigosos, não necessariamente melhores que ele, mas estes inclusos, em determinados momentos da partida, aqueles momentos “da onça beber água”, Thomas joga em um ou mais degrau abaixo. Nesses momentos, o tenista mais inspirado, garrudo, atento, casca de ferida, pode entrar chutando a porta e roubar a partida do checo, que passou 97% da partida jogando muito bem e o resto não tão bem e às vezes pior.

Foi o que aconteceu, por exemplo, na final de Madrid – seu game de três aces seguidos e duas duplas faltas consecutivas se tornou um clássico inigualável – e hoje na derrota para Nadal. No 2º set, com 4×2 acima e serviço, jogou muito mal dois pontos. No 4×4 repetiu a dose. Poderia ter levado a partida para o 3º set e até ganhar. Mas foi embora mais cedo.

No entanto, para quem é fã do tênis e gosta de assistir boas partidas é um tenista imperdível. Nos faz sonhar com as possibilidades do improvável ao jogar tão reto e tão forte. Joga no constante limite dorisco, alguém que deveria empolgar um público que cresceu assistindo os clips da MTV e filmes como os da série Bourne. Uma ótima e interessante alternativa ao estilo “poupança”, conservador e com o mínimo de risco.

No entanto o tênis, na verdade o esporte, mais verdade ainda a atual sociedade como um todo, adora mesmo o super-vencedor, o que é compreensível mas limitante, sem mencionar a idolatria ao pseudo vencedor, aquele que “vende” uma imagem de sucesso e os idiotas compram sem pensar duas vezes, o que não é o forte deles, anyway.

Thomas Berdych não é nem um nem outro. Não passa de um excelente tenista, com golpes impares, resultados excelentes (para quem discorda pense em um Berdych brasileiro), sem um quilo de carisma, um humor e personalidade um tanto suspeitas, mas com uma namoradinha bonitinha que as câmeras de TV adoram. Ahh, tá de ótimo tamanho.

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Berdych – golpes retos e no limite.

Notas relacionadas:

  1. Ceia
  2. Final de Cincinnati
  3. Contra pé na contra mão
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quarta-feira, 16 de maio de 2012 História, Light, Masters 1000, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:36

Cidade Eterna

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O Torneio de Roma sempre teve um bônus para seus participantes – a Cidade Eterna. Aqueles que já tiveram a oportunidade de passar uns dias passeando pela cidade tem uma dimensão do que escrevo. Os que não tiveram deveriam realizar um esforço em fazê-lo.

No fim da semana passada, um conhecido me ligou perguntando sobre ingressos para o torneio, já que iria a Roma a trabalho e não queria perder a oportunidade de ver um bom tênis. Muito tarde para comprar pelo site, eu disse que a melhor aposta seria, por conforto, pedir ao concierge de seu hotel. Poderia tentar algo no local, tanto na bilheteria, mais barato e mais difícil de encontrar, e nas mãos dos inevitáveis cambistas. A velha estória de sempre.

Além dos passeios, infindáveis, e a ótima comida, Roma oferece a história, algo que encanta, ou deveria encantar, os brasileiros, tanto pela falta de antiguidade do nosso país, como da ausência de manutenção de história do país. Especialmente no que diz respeito à arquitetura. Aqui se destrói com voracidade construções de menos de um século, lá se luta, e se consegue, para preservar construções milenares que caracterizam a cidade.

Além disso, Maio é uma época linda na Europa como um todo, muito semelhante ao nosso Maio de céu azul, sol e um frio gostoso que aparece no fim do dia, aumentando o apetite por uma boa comida regada a um bem escolhido Chianti.

Os jogadores reconhecem essas qualidades e tiram vantagem delas, dentro de suas possibilidades. Hoje em dia até mais do que antes, já que agora bem menos singlistas jogam duplas e vice versa. As duplas obrigam o singlista passar mais tempo no clube. Agora, mesmo ainda competindo, o atleta consegue escapar para umas compras e, especialmente, para uma bela refeição. Aqueles que perdem prematuramente não tem aquela ansiedade em abandonar uma cidade como Roma.

O turismo per si é mais raro – nem todos têm a curiosidade. Além disso, em Roma, o trajeto do hotel-clube-restaurante já leva o tenista, sempre levado por motoristas, por tantas belezas que ele já sente que fez seu turismo. O evento também realiza, quase que diariamente, suas festas e assim o tenista é também “arrastado” para conhecer um pouco da vida noturna da cidade. É bom lembrar que a maioria deles frequenta a cidade desde os tempos de juvenis e já fizeram suas incursões pelas escadarias da Piazza de Spagna e vizinhança.

As compras italianas geralmente se resumem a roupas e sapatos lá pelos lados da Via Condotti. Duvido que muitos se aventurem às maravilhas da Via dei Coronari, vizinha à esplendida Piazza Navona, para conhecer as lojas de antiguidade, a não ser que arrastados por mulheres com um pouco mais de informação do que a de as melhores bolsas a serem compradas – o que também é raro.

A comida é a massa – muita pasta. Quando tenista senta à mesa pra comer, podem estar certos que a refeição será longa e com muito carboidrato. Para isso não faltam opções para todos os bolsos, providos pelos prêmios de diferentes rodadas, das trattorias em Trastevere aos restaurantes de Testaccio.

O turismo primário e inevitável é o Colosseo, até porque deve mexer com as emoções de alguém habituado a se apresentar à frente de milhares de torcedores. Fica para cada um dos leitores o que deve passar pela mente dos atletas ao adentrar um lugar onde a derrota era penalizada com a morte – isso é o que se pode chamar de pressão. Tudo isso sem falar do Foro Itálico, o diferenciado local do torneio – mas isso é outra história.

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Federer passeando em Roma, em um double decker, com o Colosseum atrás.

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terça-feira, 15 de maio de 2012 Masters 1000, Tênis Masculino | 16:59

Duas boas partidas

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Duas grandes partidas em Roma para quem ligou a TV. A vitória de Del Potro sobre Llodra – 7/5 3/6 6/4 – com o francês indo à rede no seu saque e no do outro tambem. Alguns pontos maravilhosos para nos lembrar de como é legal pelo menos um dos tenistas indo à rede. Até o fim não dava para saber quem levaria. O argentino teve até que se estrebuchar no chão para vencer – e não era a quadra escorregadia!

O confronto entre Murray e Nalbandian parecia que seria rapidinho após o escocês vencer o primeiro set sem esforço, graças aos mutos erros do hermando, por 6/1.

Mas Nalbandian encontrou uma forma de jogar, sem errar e assim mesmo forçando, e levou a partida para a negra. E esta também não dava para saber que levaria. No 5×5 Nalbandian ficou em 0×40 no seu saque, salvou dois BP, mas Murray mandou uma paralela na fita da rede que choramingou para o outro lado. O ultima game também foi uma correria, mas o escocês não deixou escapar – 6/1 4/6 7/5.

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Notas relacionadas:

  1. Andys
  2. Final de Cincinnati
  3. Cego não
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Curtinhas, Light, Masters 1000, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 01:21

Weenies

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Já disse mais de uma vez que a Serena Williams é uma falastrona. Os exemplos são inúmeros. A moça fala o que vem à cabeça – que pode ser fato ou simplesmente o que ela acha. Geralmente suas afirmações que denigrem alguém são acompanhadas por algum auto-elogio. Mete o pau para fazer o contraponto a seu favor.

Desta vez, falou bem da atitude das mulheres perante a quadra azul de Madrid, no que concordo em gênero e grau, e aproveitou para dar uma cutucada nos homens, mais especificamente em Nadal e Djokovic, que reclamaram horrores sobre a quadra e nada fizeram no torneio.

Serena, que não gostou da quadra e assim falou antes do evento, foi lá e ganhou o campeonato. Logo depois de vencer disse: “Mulheres são mais fortes do que os homens. Por isso temos bebes. Nós, ladies, não reclamamos, nós simplesmente fazemos o nosso melhor. Nós da WTA somos as estrelas. Nós não ficamos por aí sendo uns “weenies”. Essa ultima palavra, deixei a expressão original em inglês, que pode ser traduzida por alguém que choramingue, um fracote. Como está falando sobre o #1 e #2 do mundo, alguma repercussão deve ter.

Ainda não vi alguma resposta por parte dos homens, nem sei se alguém vai responder, pelo menos oficialmente – a aguardar. Não é oficial, mas parece que Rafa e Novak já conversaram a respeito.

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Rafa e Novak discutindo sobre serem weenies??

Notas relacionadas:

  1. Dúvidas
  2. Rei da Sérvia
  3. Final do AO – Nadal x Djokovic
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segunda-feira, 14 de maio de 2012 Masters 1000, Tênis Masculino | 00:37

Contra pé na contra mão

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Não foi só alguns leitores que foram traídos pela ansiedade de ler algum comentário sobre a vitória de Roger Federer em Madrid. Até minha mãe, a mãe de todos os fanáticos pelo Federer, me chamou a atenção pela falta, com a elegância e educação de sempre, ao contrário de alguns raros idiotas, ou teria sido somente um?, que acham que ao escreverem aqui estão falando com a mãe deles.

Eu sempre digo que o tenista é, quando bom e acima de tudo, um administrado de crises. Tanto na visão micro como na macro. A conquista de Federer em Madrid deixa isso, mais uma vez, claro.

O suíço deixou de lado as distrações e focou nas soluções. Além disso, utilizou o vasto repertório para poder jogar de maneira variada, buscando alternativas para sua zona de conforto incomodada, como a de todos. Tentou aqui, tentou ali e foi levando até ficar com o título.

Teve sorte? A sorte acompanha os mais bem preparados. Administrou também as situações críticas, como contra Raonic e, especialmente, contra Berdich, na final.

Escorregou como todos, só que buscou o equilíbrio ou mesmo usou e abusou do talento maior para consertar golpes prejudicados pelo desequilíbrio.

Na verdade, essa foi um das benesses que trouxe essa quadra que deu errado pelo fator “escorregar demais”. Ela obrigou o pessoal sair da “caixa do conforto” e entrar na “caixa mágica”. Mostrou quem tem mais e quem tem menos capacidade de adaptação. Quem pratica um tênis agressivo e quem vive de contra ataques, sugando a energia do golpe alheio. Que nos fez ver também que tênis maravilhoso e agressivo tem o Berdich.

Como eu escrevi outro dia, e tão poucos sofasista repercutiram, o circuito europeu seria muuuuito distinto se houvesse mais quadras rápidas de saibro – como um dia Roland Garros foi – e menos “uniformidade”. Pela altitude ou pela maneira de preparar o piso. Não estou defendendo nem um nem outro, pelo contrário. Mas, como muitas coisas na vida, quando se há mais alternativas e contrastes, os que vão se sobressair são aqueles mais dotados – Darwin já explicou bem o assunto.

Madrid foi o torneio que chacoalhou o circuito que estava acomodado com a padronização que trouxe uma série de benefícios ao circuito. No entanto, como quase toda zona de conforto, por vezes é bom balançar o barco para ver quem sobra remando. Esta semana, ele, mais uma vez, mostrou porque é o tenista mais completo das ultimas décadas e quiça de sempre. Esta é para os não sofasistas – viva o contra pé!!

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Federer – um artista sempre criando.

Notas relacionadas:

  1. Subestimado
  2. Federer x Nadal
  3. Encore
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  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. 10
  8. 20
  9. 30
  10. Última