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terça-feira, 5 de fevereiro de 2008 Sem uma categoria | 17:15

pela pátria ou pela grana?

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No próximo fim de semana acontece a primeira rodada da Copa Davis na temporada 2008. E, para minha tristeza, cada vez mais, o “profissionalismo” do tênis ameaça essa competição única. Podem argumentar o que for, nenhum evento, nem mesmo os Grand Slams, atinge a eletricidade emocional de um confronto da Copa Davis. E os tenistas são os primeiros a admitir isso. Quase todos – alguns preferem eleger outras prioridades em suas carreiras. Afinal, a grana fala alto em qualquer canto do planeta.

Assim sendo, nesta 1ª rodada, os dois melhores do mundo, Roger Federer e Rafael Nadal, deixaram suas federações saberem que terão que conseguir reforços em outras freguesias. Os dois antevêem uma temporada repleta de dificuldades e emoções, mas em outras competições, que demandam menos emocionalmente e paguem mais.

Além dos dois, Andy Murray achou melhor não fazer uma viagem a Buenos Aires, já que Tim Henman também avisou que não quer saber. Murray alegou problemas com o joelho. Henman já tem muito dinheiro no banco. Se a partida acontecesse nas quadras de grama de Wimbledom, talvez. Enfrentar Nalbandian e seus colegas no saibro de BA não é um bom programa para os britânicos. Tem o seguinte também — Murray, que é escocês, tem que jogar pela Grã Bretanha. E os escoceses nunca foram muito amigos desse negócio de serem britânicos. Assim, esses tenistas perpetuam a postura de Sampras e Agassi, que afirmavam que Copa Davis só esporadicamente. E olhem lá.

Se nesses países jogar pela pátria não é tão mandatório, sérvios e russos continuam acreditando ser um orgulho defender a bandeira. Por isso, e pela qualidade dos envolvidos, creio que Rússia x Sérvia farão o melhor confronto deste fim de semana. Com a experiência adquirida nos últimos anos, e o fato de jogarem em casa, os russos são os favoritos. Além de que um time com Davydenko, Youzhni, Safin e Tursonov não pode ser desconsiderado. O time visitante vai a Moscou com Novak Djokovic, cheio de amor para dar após o título em Moscou, e por isso mais visado, e Jarko “Gatuso” Tpisarovic, um esforçado tenista que deve ser interessante de se acompanhar na Copa Davis. Além do excelente duplista Zimonjic.



A Taça

Outros confrontos pelo Grupo Mundial: Rep. Tcheca x Bélgica, Argentina x G. Bretanha, Israel x Suécia, Alemanha x Coréia, França x Romênia, EUA x Áustria e, acreditem se quiser, Peru x Espanha. Ah, os espanhóis sem Nadal, Ferrero e Ferrer. Quem terá que agüentar o rojão será Tommy Robredo. O primeiro tenista do Peru é Luiz Horna. O segundo, pode apostar, você nunca ouviu falar.

Ah, o Brasil?! Estamos em um grupo secundário — o Grupo das Américas, e aguardamos o grande confronto entre Uruguai x Colômbia. Não se preocupem, há muitas pessoas para vocês agradecerem pela nossa ausência.

Autor: paulocleto Tags:

domingo, 3 de fevereiro de 2008 Sem uma categoria | 14:06

carnaval alemão

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No Brasil os torneios de tênis sempre buscaram uma distância do Carnaval. Um evento desses quase sempre acontece em um local de alguma maneira movimentado pelo turismo — como resorts e hotéis. Por isso, é sempre difícil conseguir parceiros, e mesmo público, durante o Carnaval. O Brasil Open é um exemplo dessa dificuldade.

Os organizadores lutam há anos com a ATP para que o torneio não aconteça durante o Carnaval. A ATP não faz nenhum esforço para que seja diferente, já que para eles a prioridade é o “calendário”, e simplesmente deixa os dados rolarem.

Assim, às vezes o Brasil Open cai no Carnaval, e às vezes escapa por uma semana, como este ano. Mas, quando cai durante o Carnaval, é um estresse total, com o resort ameaçando não hospedar o torneio — afinal, nesses eventos, os anfitriões sempre têm que oferecer preços diferenciados aos organizadores, exatamente numa época quando eles poderiam cobrar mais. O conflito e o estresse são inevitáveis.

Eu, e boa parte dos paulistanos, aproveitamos o Carnaval para sair da cidade. Nos últimos anos esta tem sido minha decisão, após duas décadas trabalhando durante a maior festa brasileira. Como o circuito internacional de tênis ignora o Carnaval, estávamos sempre em algum lugar do planeta competindo. O único contacto que tínhamos com a festa eram, na nossa volta, as revistas semi-pornô que expunham bem mais do que a realidade cultural da gandaia nacional. O que nos deixava ainda mais frustrados.

Somente uma única vez tive a oportunidade de curtir um grito de Carnaval e, mesmo assim, de maneira inusitada e longe daqui. No início dos anos oitenta eu organizava, com meu sócio Paulo Ferreira, alguns torneios. Um deles foi realizado no Centro Paulista de Tênis e terminava no sábado de Carnaval, quando a equipe brasileira embarcaria rumo à Romênia para competir. Após a final à tarde, à noite embarcamos para Frankfurt. Lá tínhamos que pernoitar em um hotel no aeroporto para pegar a conexão para Bucarest na manhã seguinte.

Os jogos aconteciam somente no próximo final de semana, o que nos deixava tranqüilo quanto ao nosso “schedule”. Após horas de trabalho físico e fisioterapia na academia e na piscina de água quente do hotel, jantamos e saímos para um passeio pelo aeroporto, um dos maiores do mundo e local de, entre outras coisas, um belo night-club chamado Dorian Grey. Nossa atenção foi atraída pelas dezenas de pessoas que vestidas com fantasias entravam na boite.

A festa começava cedo e o local estava fervendo às 22hs. Olhando aquela alegria contagiante, uma fila de loiras nada falsas dando mole, música de Carnaval, misturada com rock, vazando pelas paredes, olhamos uns para os outros e decidimos investir em um pouco de recreação social. A festa era particular e fechada, o convite imperativo e a fantasia mandatória.

Após breve negociação com os responsáveis — ou irresponsáveis — conseguimos convencê-los da importância de nossa presença em festa tão típica de nossa cultura. O local era sofisticado, com diferentes ambientes — restaurante, bar, jardim de inverno e local de dança. Apesar de alemães, a cerveja era rara e o champagne padrão. O confete era jogado por um canhão à beira da pista de dança e se misturava com a fumaça que vazava do chão. Mesmo com a ausência da ginga brasileira, as pessoas captaram perfeitamente que a farra e a entrega ditavam o clima ideal. Se a dança não refletia a tradução tropical do samba, o ambiente traduzia integralmente o clima carnavalesco.

Colocamos meia-noite como hora limite para nossa permanência e fomos à luta. Todos obedeceram ao horário com a disciplina que pontuava as equipes da Davis. Apesar da ausência do requebrado das loiras nada falsas, outras qualidades nos foram apresentadas e, garanto, todos marcharam à cama um pouco mais contente e, apesar da distância das brejeirices brasileiras, com um sorriso nos lábios.

Na manhã seguinte, limpamos os bolsos do restante dos confetes e embarcamos para a escuridão da Romênia de então. Mas isso já é uma outra história, bem longe do espírito e da alegria carnavalesca.

Autor: paulocleto Tags:

Sem uma categoria | 14:06

carnaval alemão

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No Brasil os torneios de tênis sempre buscaram uma distância do Carnaval. Um evento desses quase sempre acontece em um local de alguma maneira movimentado pelo turismo — como resorts e hotéis. Por isso, é sempre difícil conseguir parceiros, e mesmo público, durante o Carnaval. O Brasil Open é um exemplo dessa dificuldade.

Os organizadores lutam há anos com a ATP para que o torneio não aconteça durante o Carnaval. A ATP não faz nenhum esforço para que seja diferente, já que para eles a prioridade é o “calendário”, e simplesmente deixa os dados rolarem.

Assim, às vezes o Brasil Open cai no Carnaval, e às vezes escapa por uma semana, como este ano. Mas, quando cai durante o Carnaval, é um estresse total, com o resort ameaçando não hospedar o torneio — afinal, nesses eventos, os anfitriões sempre têm que oferecer preços diferenciados aos organizadores, exatamente numa época quando eles poderiam cobrar mais. O conflito e o estresse são inevitáveis.

Eu, e boa parte dos paulistanos, aproveitamos o Carnaval para sair da cidade. Nos últimos anos esta tem sido minha decisão, após duas décadas trabalhando durante a maior festa brasileira. Como o circuito internacional de tênis ignora o Carnaval, estávamos sempre em algum lugar do planeta competindo. O único contacto que tínhamos com a festa eram, na nossa volta, as revistas semi-pornô que expunham bem mais do que a realidade cultural da gandaia nacional. O que nos deixava ainda mais frustrados.

Somente uma única vez tive a oportunidade de curtir um grito de Carnaval e, mesmo assim, de maneira inusitada e longe daqui. No início dos anos oitenta eu organizava, com meu sócio Paulo Ferreira, alguns torneios. Um deles foi realizado no Centro Paulista de Tênis e terminava no sábado de Carnaval, quando a equipe brasileira embarcaria rumo à Romênia para competir. Após a final à tarde, à noite embarcamos para Frankfurt. Lá tínhamos que pernoitar em um hotel no aeroporto para pegar a conexão para Bucarest na manhã seguinte.

Os jogos aconteciam somente no próximo final de semana, o que nos deixava tranqüilo quanto ao nosso “schedule”. Após horas de trabalho físico e fisioterapia na academia e na piscina de água quente do hotel, jantamos e saímos para um passeio pelo aeroporto, um dos maiores do mundo e local de, entre outras coisas, um belo night-club chamado Dorian Grey. Nossa atenção foi atraída pelas dezenas de pessoas que vestidas com fantasias entravam na boite.

A festa começava cedo e o local estava fervendo às 22hs. Olhando aquela alegria contagiante, uma fila de loiras nada falsas dando mole, música de Carnaval, misturada com rock, vazando pelas paredes, olhamos uns para os outros e decidimos investir em um pouco de recreação social. A festa era particular e fechada, o convite imperativo e a fantasia mandatória.

Após breve negociação com os responsáveis — ou irresponsáveis — conseguimos convencê-los da importância de nossa presença em festa tão típica de nossa cultura. O local era sofisticado, com diferentes ambientes — restaurante, bar, jardim de inverno e local de dança. Apesar de alemães, a cerveja era rara e o champagne padrão. O confete era jogado por um canhão à beira da pista de dança e se misturava com a fumaça que vazava do chão. Mesmo com a ausência da ginga brasileira, as pessoas captaram perfeitamente que a farra e a entrega ditavam o clima ideal. Se a dança não refletia a tradução tropical do samba, o ambiente traduzia integralmente o clima carnavalesco.

Colocamos meia-noite como hora limite para nossa permanência e fomos à luta. Todos obedeceram ao horário com a disciplina que pontuava as equipes da Davis. Apesar da ausência do requebrado das loiras nada falsas, outras qualidades nos foram apresentadas e, garanto, todos marcharam à cama um pouco mais contente e, apesar da distância das brejeirices brasileiras, com um sorriso nos lábios.

Na manhã seguinte, limpamos os bolsos do restante dos confetes e embarcamos para a escuridão da Romênia de então. Mas isso já é uma outra história, bem longe do espírito e da alegria carnavalesca.

Autor: paulocleto Tags:

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008 Sem uma categoria | 14:52

espírito ou circunstâncias?

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Maria: exemplo de espirito ou circustâncias?

O que os campeões do Aberto da Austrália têm em comum? Segundo eles mesmos, uma infância de dificuldades pelo momento que os países de origem de ambos passaram. Maria Sharapova deixou a mãe e uma caótica Rússia aos 7 anos para viver com o pai nos EUA. Novak Djokovic deixou a Sérvia e a família para viver na Academia de Niki Pilic — tenista iugoslavo que foi capitão da equipe da Davis da Alemanha e esteve no confronto do Rio de Janeiro — aos 12 anos. O menino já mostrava uma grande vontade de jogar e a Sérvia vivia um momento doloroso. A idéia do mandar o garoto explorar seu talento em um país mais seguro equilibrava a dor do afastamento, e suas dificuldades inerentes, para uma família dona de uma modesta pizzaria. Ana Ivanovic passou por dificuldades semelhantes — treinava em uma piscina vazia e ia até a Hungria e a Suíça em longas viagens de ônibus para competir. Hoje a sérvia mora em Basel, onde nasceu Roger Federer.

Djokovic afirma que é uma questão de “sorte”. “Alguns têm a vida mais fácil. ‘That’s life’. Outros têm que passar por maiores dificuldades. Foi assim comigo, com Maria, Ana, Jelena e as irmãs Williams. Todas grandes batalhadoras. Sabem apreciar o sucesso e a cada vez que entram em quadra vocês podem ver a energia e as emoções. E ninguém brinca com elas. Eu mesmo jogo com muitas emoções — algumas positivas outras negativas. Sei o quanto significa estar ali na quadra, vencendo. E acredito que a nossa força mental, pela nossa vivência, é algo especial”.

Alguns lembram que as irmãs Williams e Sharapova intimidam suas adversárias com suas atitudes em quadra. Maria diz “não me importo se é intimidação ou não. Eu tomo conto do meu pedaço e o importante é o quanto você acredita quando está em quadra. Eu acredito em mim e sei que posso jogar um grande tênis e ainda melhorar”. Parecem palavras de alguém recém-saído de uma palestra de auto-ajuda. Na verdade, são crenças de quem, apesar da idade, viveu momentos difíceis, foi atrás do seu destino, não ficou choramingando pelo caminho, não buscou uma série de desculpas para amparar o fracasso, não teve medo de encarar as dificuldades, sabe apreciar o que conquistou e não tem a menor culpa de conviver com o sucesso e seus benefícios.

Outras tenistas russas têm histórias semelhantes. O croata Ljubicic teve que rastejar pelas florestas para escapar da guerra e foi morar na Itália. Ljubicic, por um tempo, dividiu o técnico com o sérvio Djokovic, cujo pai é sérvio e a mãe croata, um casamento inflamável nos tempos atuais. Marat Safin foi viver na Espanha aos 12 anos, enviado pela mãe, uma das técnicas de tênis mais conhecidas na Rússia. A quarta semifinalista do AO, a eslovaca Hantuchova, também veio de um país dividido e uma história de dificuldades. m pouco diferente, mas não muito, David Farrer, 6º do mundo, abandonou a carreira quando levou algumas duras a mais do técnico e foi ser pedreiro. Voltou humilde e lutando como poucos após “conhecer” o outro lado.

Abaixo do equador a história, de alguma maneira, se repete. Os argentinos desta geração cresceram em um país empobrecido, onde era difícil arrumar um emprego e, com o “curralito”, dinheiro. Viraram arrimo da família e sabiam bem as dificuldades dos que ficavam na Argentina e não tinham a oportunidade de ganhar em dólares. Além do que, argentino sempre foi brigador, em quadra ou em campo.

Antes que o leitor tire conclusões precipitadas, menciono a brincadeira favorita de Michael Joyce, rebatedor oficial de Maria e cuja mãe a tenista mencionou a morte na entrega do prêmio na Austrália. Ele gosta de brincar com Maria e Yuri que eles, e sua história, ainda arruinarão a vida de muitas famílias que possam acreditar que suas histórias de sucesso é algo fácil de reproduzir. Além disso, Roger Federer e Rafael Nadal são de famílias bem de vida. Luiz Mattar, Cássio Motta, Thomas Koch, Jaime Oncins, Carlos Kirmayr, Fernando Meligeni e Gustavo Kuerten também vieram de famílias e passados equilibrados. Às vezes modestos, mas nunca com dramas.

São histórias, realidades, circunstâncias e personalidades diferentes. Não sei se um formato tem mais chances do que outro. A adversidade sempre foi um bom fertilizante de caráter. Mas, acima de todas as circunstâncias, impera a personalidade e o espírito humano. Como a ambigüidade parece pairar acima de todas as coisas, lembro uma frase do refinado burguês Marcel Proust, um dos maiores escritores da história, apesar da infância abastada e protegida —”A felicidade é benéfica ao corpo, mas é a aflição que desenvolve os poderes do espírito”. Outras avaliações e comentários eu deixo aos leitores.


o autor de ‘Em busca do tempo perdido’

Autor: paulocleto Tags:

Sem uma categoria | 14:52

espírito ou circunstâncias?

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Maria: exemplo de espirito ou circustâncias?

O que os campeões do Aberto da Austrália têm em comum? Segundo eles mesmos, uma infância de dificuldades pelo momento que os países de origem de ambos passaram. Maria Sharapova deixou a mãe e uma caótica Rússia aos 7 anos para viver com o pai nos EUA. Novak Djokovic deixou a Sérvia e a família para viver na Academia de Niki Pilic — tenista iugoslavo que foi capitão da equipe da Davis da Alemanha e esteve no confronto do Rio de Janeiro — aos 12 anos. O menino já mostrava uma grande vontade de jogar e a Sérvia vivia um momento doloroso. A idéia do mandar o garoto explorar seu talento em um país mais seguro equilibrava a dor do afastamento, e suas dificuldades inerentes, para uma família dona de uma modesta pizzaria. Ana Ivanovic passou por dificuldades semelhantes — treinava em uma piscina vazia e ia até a Hungria e a Suíça em longas viagens de ônibus para competir. Hoje a sérvia mora em Basel, onde nasceu Roger Federer.

Djokovic afirma que é uma questão de “sorte”. “Alguns têm a vida mais fácil. ‘That’s life’. Outros têm que passar por maiores dificuldades. Foi assim comigo, com Maria, Ana, Jelena e as irmãs Williams. Todas grandes batalhadoras. Sabem apreciar o sucesso e a cada vez que entram em quadra vocês podem ver a energia e as emoções. E ninguém brinca com elas. Eu mesmo jogo com muitas emoções — algumas positivas outras negativas. Sei o quanto significa estar ali na quadra, vencendo. E acredito que a nossa força mental, pela nossa vivência, é algo especial”.

Alguns lembram que as irmãs Williams e Sharapova intimidam suas adversárias com suas atitudes em quadra. Maria diz “não me importo se é intimidação ou não. Eu tomo conto do meu pedaço e o importante é o quanto você acredita quando está em quadra. Eu acredito em mim e sei que posso jogar um grande tênis e ainda melhorar”. Parecem palavras de alguém recém-saído de uma palestra de auto-ajuda. Na verdade, são crenças de quem, apesar da idade, viveu momentos difíceis, foi atrás do seu destino, não ficou choramingando pelo caminho, não buscou uma série de desculpas para amparar o fracasso, não teve medo de encarar as dificuldades, sabe apreciar o que conquistou e não tem a menor culpa de conviver com o sucesso e seus benefícios.

Outras tenistas russas têm histórias semelhantes. O croata Ljubicic teve que rastejar pelas florestas para escapar da guerra e foi morar na Itália. Ljubicic, por um tempo, dividiu o técnico com o sérvio Djokovic, cujo pai é sérvio e a mãe croata, um casamento inflamável nos tempos atuais. Marat Safin foi viver na Espanha aos 12 anos, enviado pela mãe, uma das técnicas de tênis mais conhecidas na Rússia. A quarta semifinalista do AO, a eslovaca Hantuchova, também veio de um país dividido e uma história de dificuldades. m pouco diferente, mas não muito, David Farrer, 6º do mundo, abandonou a carreira quando levou algumas duras a mais do técnico e foi ser pedreiro. Voltou humilde e lutando como poucos após “conhecer” o outro lado.

Abaixo do equador a história, de alguma maneira, se repete. Os argentinos desta geração cresceram em um país empobrecido, onde era difícil arrumar um emprego e, com o “curralito”, dinheiro. Viraram arrimo da família e sabiam bem as dificuldades dos que ficavam na Argentina e não tinham a oportunidade de ganhar em dólares. Além do que, argentino sempre foi brigador, em quadra ou em campo.

Antes que o leitor tire conclusões precipitadas, menciono a brincadeira favorita de Michael Joyce, rebatedor oficial de Maria e cuja mãe a tenista mencionou a morte na entrega do prêmio na Austrália. Ele gosta de brincar com Maria e Yuri que eles, e sua história, ainda arruinarão a vida de muitas famílias que possam acreditar que suas histórias de sucesso é algo fácil de reproduzir. Além disso, Roger Federer e Rafael Nadal são de famílias bem de vida. Luiz Mattar, Cássio Motta, Thomas Koch, Jaime Oncins, Carlos Kirmayr, Fernando Meligeni e Gustavo Kuerten também vieram de famílias e passados equilibrados. Às vezes modestos, mas nunca com dramas.

São histórias, realidades, circunstâncias e personalidades diferentes. Não sei se um formato tem mais chances do que outro. A adversidade sempre foi um bom fertilizante de caráter. Mas, acima de todas as circunstâncias, impera a personalidade e o espírito humano. Como a ambigüidade parece pairar acima de todas as coisas, lembro uma frase do refinado burguês Marcel Proust, um dos maiores escritores da história, apesar da infância abastada e protegida —”A felicidade é benéfica ao corpo, mas é a aflição que desenvolve os poderes do espírito”. Outras avaliações e comentários eu deixo aos leitores.



o autor de ‘Em busca do tempo perdido’

Autor: paulocleto Tags:

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008 Sem uma categoria | 20:13

Juiz #@$%**

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Já vi algumas sem-vergonhices por parte de alguns juízes de cadeira – bem poucas, considerando o que já assisti de partidas de tênis. As maiores barbaridades acontecem por inexperiência ou por algum problema pessoal do juiz com o tenista, algo que existe, apesar de todos os juízes jurarem de pés juntos que não. Tá bom.

Não vou contar muitos casos porque não é hora. Mas algo que vi hoje me lembrou de algo que me aconteceu, como capitão da Equipe Brasileira na Copa Davis, cerca de 25 anos atrás. Parece muito tempo – o leitor considere como História. O que vi hoje, e está documentado no site do torneio de Dallas, é o tenista mexicano Bruno Echegaray ser “garfado” por uma juizinha americana muito da sem-vergonha. Considerem o cenário: o rapaz sacava 5×6 no tie break do terceiro set.

Errou o primeiro, e o vídeo, se não dá a certeza que ele não encostou na linha, dá a certeza que não pisou. De qualquer maneira, nada para se chamar um foot-fault no segundo saque e match-point. Algo que nunca vi, ou ouvi falar, na minha vida. O rapaz foi à loucura. Sai do campo da câmera com a raquete na mão e, quando eu pensava que ia abrir a cabeça da juizinha no meio, decide estraçalhar a raquete no chão.

Dá meia volta, manda a raquete para o outro lado da quadra, cumprimenta o adversário com toda a educação, até porque ele não tem nada a ver com a sem-vergonhice, e vai para sua mesa terminar o trabalho para cima da mesa e da cadeira. Após extravasar um “poquito” pegou suas coisas e saiu da quadra. No final do vídeo, dá para ver a sem-vergonha recolhendo pedaços da raquete do coitado. Provavelmente vai pendurar na parede e colocar embaixo. “O dia em que eu roubei um mexicano na frente das câmeras e ninguém fez nada”.

Para assistir o assalto ao mexicano, copie e cole o link abaixo, e então clique em “Witten def Echegaray”. Como ali está a partida inteira, leve o comando do vídeo-player até quase o fim para assistir o tie break e a palhaçada.

http://braingame.dartfishnet.com/pages.cfm?gpt=3&g=438&id=436

O incidente me lembrou da Copa Davis contra a Alemanha, no início dos anos 80 no ginásio menor do Ibirapuera em São Paulo. Os dois países estavam empatados após o primeiro dia de confronto. Jogavam as duplas pelo Brasil, Carlos Kirmayr e Marcos Hocevar. Pela Alemanha, dois tenistas que deletei os nomes. A Alemanha vencia por 2×1 em sets e Kirmayr sacava em 8×8 no 4º set. Vantagem contra.

Segundo saque. Na linha de fundo um japonês. Atrás dele, um conhecido promotor de torneios aqui no país, que organizava o confronto e tinha problemas com membros da equipe brasileira, como sempre teve com outros tenistas. Kirmayr jogou a bola, sacou e o estádio inteiro ouviu o berro do japonês – FOOT FAULT. O serviço do Brasil foi quebrado e os alemães sacaram, em um tapete rapidíssimo, para fechar em cima dos tenistas brasileiros completamente ensandecidos. Roubados no próprio país.

Inexperiência ou pessoal?

Autor: paulocleto Tags:

Sem uma categoria | 20:13

Juiz #@$%**

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Já vi algumas sem-vergonhices por parte de alguns juízes de cadeira – bem poucas, considerando o que já assisti de partidas de tênis. As maiores barbaridades acontecem por inexperiência ou por algum problema pessoal do juiz com o tenista, algo que existe, apesar de todos os juízes jurarem de pés juntos que não. Tá bom.

Não vou contar muitos casos porque não é hora. Mas algo que vi hoje me lembrou de algo que me aconteceu, como capitão da Equipe Brasileira na Copa Davis, cerca de 25 anos atrás. Parece muito tempo – o leitor considere como História. O que vi hoje, e está documentado no site do torneio de Dallas, é o tenista mexicano Bruno Echegaray ser “garfado” por uma juizinha americana muito da sem-vergonha. Considerem o cenário: o rapaz sacava 5×6 no tie break do terceiro set.

Errou o primeiro, e o vídeo, se não dá a certeza que ele não encostou na linha, dá a certeza que não pisou. De qualquer maneira, nada para se chamar um foot-fault no segundo saque e match-point. Algo que nunca vi, ou ouvi falar, na minha vida. O rapaz foi à loucura. Sai do campo da câmera com a raquete na mão e, quando eu pensava que ia abrir a cabeça da juizinha no meio, decide estraçalhar a raquete no chão.

Dá meia volta, manda a raquete para o outro lado da quadra, cumprimenta o adversário com toda a educação, até porque ele não tem nada a ver com a sem-vergonhice, e vai para sua mesa terminar o trabalho para cima da mesa e da cadeira. Após extravasar um “poquito” pegou suas coisas e saiu da quadra. No final do vídeo, dá para ver a sem-vergonha recolhendo pedaços da raquete do coitado. Provavelmente vai pendurar na parede e colocar embaixo. “O dia em que eu roubei um mexicano na frente das câmeras e ninguém fez nada”.

Para assistir o assalto ao mexicano, copie e cole o link abaixo, e então clique em “Witten def Echegaray”. Como ali está a partida inteira, leve o comando do vídeo-player até quase o fim para assistir o tie break e a palhaçada.

http://braingame.dartfishnet.com/pages.cfm?gpt=3&g=438&id=436

O incidente me lembrou da Copa Davis contra a Alemanha, no início dos anos 80 no ginásio menor do Ibirapuera em São Paulo. Os dois países estavam empatados após o primeiro dia de confronto. Jogavam as duplas pelo Brasil, Carlos Kirmayr e Marcos Hocevar. Pela Alemanha, dois tenistas que deletei os nomes. A Alemanha vencia por 2×1 em sets e Kirmayr sacava em 8×8 no 4º set. Vantagem contra.

Segundo saque. Na linha de fundo um japonês. Atrás dele, um conhecido promotor de torneios aqui no país, que organizava o confronto e tinha problemas com membros da equipe brasileira, como sempre teve com outros tenistas. Kirmayr jogou a bola, sacou e o estádio inteiro ouviu o berro do japonês – FOOT FAULT. O serviço do Brasil foi quebrado e os alemães sacaram, em um tapete rapidíssimo, para fechar em cima dos tenistas brasileiros completamente ensandecidos. Roubados no próprio país.

Inexperiência ou pessoal?

Autor: paulocleto Tags:

terça-feira, 29 de janeiro de 2008 Sem uma categoria | 14:43

tenistas e aeroportos

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Já escrevi mais de uma vez que a maior razão para o tenista abandonar a carreira não é a falta de condição física e sim que ele simplesmente não suporta mais o estresse de viver em aeroportos e aviões. Aos 30 anos o corpo ainda tem muito a oferecer – é só lembrarmos Rosewall, Connors, Agassi e Bjorkman, entre outros. Mas o constante martírio das viagens vai minando a vontade. Especialmente atualmente, onde as viagens internacionais se tornaram aventuras radicais, com inspeções sem fim, atrasos, mudanças, péssimos serviços e mau humor generalizado. E não estou falando dos aeroportos brasileiros.

Um agravante para os tenistas é o fato de não poder fazer reservas para a saída do torneio. Eles não sabem quando vão perder. E como quem perde não quer passar outro dia sequer na cidade, correm para o aeroporto na esperança de conseguir um lugar que não seja na asa. Que o diga o espanhol Rafael Nadal, que viaja sempre na Bussiness Class – parece que a 1ª classe é mesmo para VIPs corporativos que passam a conta para a empresa e novos ricos com necessidade de auto-afirmação. Tenistas são conhecidos como mãos-de-vaca. Após perder, prematuramente, para Tsonga, Nadal foi para o aeroporto e teve que embarcar para Barcelona, via Singapura. Na primeira parte da viagem embarcou na Bussiness Class. Para o resto da viagem teve que se contentar com o fundo do busão. Deve ter sido uma longa viagem. Muito tempo para pensar na perda da oportunidade de se tornar o 1º do ranking e de levar uma surra de um então desconhecido enquanto brigava com a perninha de um franguinho sem-vergonha na econômica. É o bastante para mexer com a cabeça e a auto-estima de quem já tem um montão no banco. Aos 20 anos de idade, o rapaz deve tirar de letra. Aos 30 já fica mais difícil.

Enquanto isso, Roger Federer usa o seu próprio avião, algo que Sampras e Agassi faziam, conseqüência de um contrato de publicidade. Até nisso o suíço aparenta ter mais categoria que seu rival. É a velha história. Ele é bom e por isso tem avião, e tendo avião fica mais fácil manter-se como o melhor. Enquanto imaginamos o Rafa comendo com talheres de plástico, carregando sua sacolona de raquetes, respondendo a demandas dos 200 colegas da Econômica, sofrendo o martírio dos check-in e a angustia da espera pela bagagem, dêem uma olhadinha na pinta do Federer. A foto é de um avião igual ao dele. O link abaixo leva a uma entrevista do Federer, dentro do avião.

VEJAM FEDERER NO AVIÃOZINHO DELE: Federer à jato!


O FALCON 2000EX DE FEDERER

Autor: paulocleto Tags:

Sem uma categoria | 14:43

tenistas e aeroportos

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Já escrevi mais de uma vez que a maior razão para o tenista abandonar a carreira não é a falta de condição física e sim que ele simplesmente não suporta mais o estresse de viver em aeroportos e aviões. Aos 30 anos o corpo ainda tem muito a oferecer – é só lembrarmos Rosewall, Connors, Agassi e Bjorkman, entre outros. Mas o constante martírio das viagens vai minando a vontade. Especialmente atualmente, onde as viagens internacionais se tornaram aventuras radicais, com inspeções sem fim, atrasos, mudanças, péssimos serviços e mau humor generalizado. E não estou falando dos aeroportos brasileiros.

Um agravante para os tenistas é o fato de não poder fazer reservas para a saída do torneio. Eles não sabem quando vão perder. E como quem perde não quer passar outro dia sequer na cidade, correm para o aeroporto na esperança de conseguir um lugar que não seja na asa. Que o diga o espanhol Rafael Nadal, que viaja sempre na Bussiness Class – parece que a 1ª classe é mesmo para VIPs corporativos que passam a conta para a empresa e novos ricos com necessidade de auto-afirmação. Tenistas são conhecidos como mãos-de-vaca. Após perder, prematuramente, para Tsonga, Nadal foi para o aeroporto e teve que embarcar para Barcelona, via Singapura. Na primeira parte da viagem embarcou na Bussiness Class. Para o resto da viagem teve que se contentar com o fundo do busão. Deve ter sido uma longa viagem. Muito tempo para pensar na perda da oportunidade de se tornar o 1º do ranking e de levar uma surra de um então desconhecido enquanto brigava com a perninha de um franguinho sem-vergonha na econômica. É o bastante para mexer com a cabeça e a auto-estima de quem já tem um montão no banco. Aos 20 anos de idade, o rapaz deve tirar de letra. Aos 30 já fica mais difícil.

Enquanto isso, Roger Federer usa o seu próprio avião, algo que Sampras e Agassi faziam, conseqüência de um contrato de publicidade. Até nisso o suíço aparenta ter mais categoria que seu rival. É a velha história. Ele é bom e por isso tem avião, e tendo avião fica mais fácil manter-se como o melhor. Enquanto imaginamos o Rafa comendo com talheres de plástico, carregando sua sacolona de raquetes, respondendo a demandas dos 200 colegas da Econômica, sofrendo o martírio dos check-in e a angustia da espera pela bagagem, dêem uma olhadinha na pinta do Federer. A foto é de um avião igual ao dele. O link abaixo leva a uma entrevista do Federer, dentro do avião.

VEJAM FEDERER NO AVIÃOZINHO DELE: Federer à jato!



O FALCON 2000EX DE FEDERER

Autor: paulocleto Tags:

Sem uma categoria | 01:28

mais respostas

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Aqui vão mais algumas respostas aos comentários. Outras respostas vão aparecer no local onde foram feitos os comentários. Obrigado e mantenham este Blog ágil.

Valdecy Gusmão – O nome do Federer é com ênfase na 1ª sílaba.

Diego Maseder – Sua pergunta sobre Gustavo Kuerten pede mais do que uma breve resposta. Que virá em breve. Adianto que sua opinião não deve estar distante da minha, tanto no assunto treinos/jogos, como o dos GS.

Alguns leitores – sobre a atitude de alguns jovens tenistas em quadra. As atitudes um tanto agressivas, com encaradas, demora para sacar, punhos levantados – “on your face” como dizem os americanos, e outras deselegantes, são lugar comum nos torneios juvenis. Geralmente desaparecem com o tempo – vejam o Hewitt. Ou não desaparecem, lembrem de Connors e McEnroe. No fundo é uma questão de personalidade e caráter. Nem todos nasceram para ser Borg, Federer ou Graf.

Bessa – Legal o seu post e suas colocações.

Arthur Craft – Se você olhar o tênis por outras perspectivas verá que a vitória de tenistas como Sharapova e Djokovic trazem outras qualidades, recursos e posturas que acrescentam à grandeza de qualquer esporte. Nem que sejam, como você coloca, como contraponto a tenistas como Federer e Henin.

Rodrigo Nicoletto e Aldanir Araujo- Definitivamente o Tsonga demarcou seu território. O rapaz é forte, tem bons golpes, excelente saque, muita habilidade junto à rede e personalidade. Ainda vamos acompanhar grandes jogos dele, que é mais excitante que os outros franceses que estão por aí. Inclusive seu companheiro e bom amigo Gasquet, que já é top ten, tem uma linda esquerda, mas ainda busca o seu melhor tênis. / Existe uma linha entre transparecer o emocional, que enriquece o esporte, especialmente para o público, e flertar com atitudes anti-esportivas que passam impunes pelo receio dos organizadores em confrontar os tops do esporte. A maioria dos jovens tenistas encaixa na 1ª opção. Mas há invasão de limites que um esporte como o tênis exige.

Ivo e Rossini Santiago – Está certo, o Federer vinha de uma virose, não jogou torneios preparatórios, cometeu erros tolos. Talvez sirva de alerta. Talvez seja hora de um técnico. O Nadal é o que mais deve sofrer com os novos talentos. Eles entram mais na faixa dele do que na do Federer. E são da mesma idade. Ele com mais experiência, porém mais exposto a contusões.

Maria Carolina – Gosto de cada um de seus posts. Bem escritos, objetivos e opinativos. Mantenha, please.

Marcosmag – Adorei a frase do Flávio Gikovate sobre o campeão. “O campeão é o que tem menos medo de perder”.

Fabio Arruda – Não vejo problema em iniciar no tênis com uma raquete de madeira. Só acho que você vai perder as vantagens que os avanços tecnológicos oferecem. Como maior potência e controle. Além de lhe dar algo mais próximo do seu estilo, seja ele qual for.

Luiz Victor – Não existe mito, só aritmética. Se Federer tivesse perdido antes da semifinais em Melbourne e Nadal vencido, o espanhol o passaria. Agora, a cada semana caem os pontos de um ano atrás. É uma conta que o computador da ATP faz a cada Domingo à noite e divulga na segunda-feira.

Renato – A melhor maneira de obter informações sobre as diferentes cordas é nas melhores lojas de tênis. Quanto a calibragem dos tenistas, esqueça. Primeiro porque varia muito de tenista, de raquete, da bola utilizada, do piso e da altitude do local do jogo. Além disso, depende mais do seu jogo e estilo. Isso é algo que você vai ter que investir algum tempo e dinheiro para descobrir o melhor para seu tênis. Algo que, infelizmente, não é tão fácil se você for exigente. Eu que o diga.

Antoniel – Talvez o Federer não tenha atacado tanto o serviço alheio pela velocidade do piso e das bolas.

Por que favoritos como Henin, Federer e Nadal perderam em sets seguidos? Um pouco de início da temporada, um pouco da força de novos talentos chegando. Abatidos, mas não mortos!

O próximo Grand Slam na ESPN será Roland Garros, na última semana de Maio.

Autor: paulocleto Tags:

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