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quinta-feira, 15 de março de 2012 Masters 1000, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:22

Sarna

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Interessante partida entre Federer e Bellucci. Dá para tirar algumas rápidas considerações.

Não é novidade que Federer sempre foi um tenista que joga para o gasto. Sua exibição acompanha a do adversário; como é um campeão, quase sempre um grau a mais. Pela dificuldade do placar, dá para considerar que Thomaz fez uma boa apresentação.

Bellucci fez uma partida sem pressões emocionais, o que fica mais fácil, para ele e para a torcida do mengão. O brasileiro mostrou, mais uma vez, que tem técnica para incomodar muita gente – na verdade incomoda menos do que deveria e poderia, mas, por outro departamento, não o técnico, que também precisa de melhoras.

Uma melhora técnica necessária, imperativa contra os cachorrões, é o revés na paralela. Nem em uma partida “fácil” emocionalmente, como ontem, ele consegue colocar essa bola com a frequência necessária.

Por que, ouço lá do sofá? Além do óbvio, contra o Federer, cuja esquerda é mil vezes mais frágil do que a direita, Bellucci tem a sua grande arma no seu próprio forehand. E para jogar com seu forehand (a direita), precisa jogar bolas no backhand adversário, que seria então induzido a jogar na sua direita ( cruzada é a bola padrão). Sem a paralela, jogando na cruzada ou mesmo no meio, Federer, quando quis, só bateu de direita, especialmente a partir do 2º set. Aí ele manda.

Além disso, tem a tal da disciplina tática, da qual Thomaz só fez uso na 1º set. Depois, quando ficou mais difícil, arquivou. Vocês já viram quantas bolas o Nadal, também canhoto, dá na direita do Federer?

Eu até virei para minha mulher, enquanto fuçava algo no Ipad, e sentenciei – “não precisa nem torcer enquanto ele não decidir colar no revés do Federer que nem sarna. Se não o fizer, dança!”. Dito e feito.

O jogo foi parelho? Sim, foi. Como já disse, Thomaz é um excelente tenista tecnicamente e quando está com seu emocional em ordem.

Outra coisa ficou clara, que é o que sempre e continua separando os bons tenistas dos campeões. Na hora da onça beber água, os outros dão um passinho para o lado e deixam a bicha saciar sua sede.

Primeiro set no saco e início do segundo. Como alguém aqui nos Coments escreveu, o Nadal, por exemplo, nunca vai deixar um adversário da periculosidade do Federer quebrar seu serviço naquele instante, que é uma armadilha super manjada e um divisor de águas. O Bellucci deixou.

Fim do segundo set e Federer fez questão de quebrar ali para sacar na frente na negra. Lembram do ultimo ponto?

Terceiro set, 4×4, 0×30 Federer sacando depois de enfiar duas esquerdas no pé da rede. O homem tomou Gelol e Confiatrix ao mesmo tempo e enfiou quatro saques-barbaride! E ainda fez os dois pontos seguintes no saque do adversário, que estava na bacia das almas.

Uma coisa é jogar bem. Outra é jogar para ganhar. Graaaaande diferença. E isso ficou claro ontem. Mais uma partida para Thomaz Bellucci tirar suas conclusões. E, convenhamos, aproveitar a sorte, que lhe sorriu mais uma vez e lhe deu um novo impulso antes da temporada de saibro europeia, crucial para sua temporada.

Notas relacionadas:

  1. A idade
  2. Progresso
  3. Manso
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O leitor escreve, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 10:37

Direto de IW

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Mais uma vez o Gabriel nos envia suas aventuras direto da sala de imprensa de Indian Wells. É bom lembrar que o rapaz escreve em computador sem a nossa acentuação. Divirtam-se.

Oi pessoal,

Estou eu aqui em Indian Wells mais uma vez. Estou em aula normal, mas resolvi tirar essa semana de férias por conta própria. Já falei com meus professores e ta tudo tranquilo para eu curti o resto dessa semana aqui em Palm Springs.

Hoje o dia comecou bem, acabei de ver o Djokovic ganhar do Andujar. O jogo foi ótimo, especialmente porque o Andujar ganhou no tiebreak o segundo set para colocar um pouco mais de adrenalina nos fãns e um ‘‘Será?’’ na mente do público. Longe disso, terceiro set o Djokovic despachou mais um para Miami.

Esta quarta-feira é bem diferente de sexta, sabado e domingo passados. Menos pessoas na grama, nos bares e lojinhas. No restaurante dos jogadores nem fila tem mais. Uma boa parte do pessoal do torneio ja foi embora. Mas nao pensem que o lugar ta vazio nao, tem gente que nao acaba mais aqui. So que comparando com o ultimo final de semana, é visivel o menor numero de pessoas que tem aqui em Indian Wells. Ate porque estamos no meio da semana e muitos trabalham. Porem, os organizadores esperam um aumento de publico significativo amanha e no resto do final de semana.

Nunca vi um grandslam ao vivo, mas a estrutura de Indian Wells é coisa de outro mundo para mim. A quadra central é enorme, 16 mil lugares. As suites sao bastante luxuosas, com banheiros, sala, bar, servico de suite e tudo mais. Os magnatas fazem a festa e estao praticamente em casa aqui, o servico é de primeira. Esse lugar é magico, parece ate um parque tematico de tenis. Um tempo muito bom, varios bares com teloes mostrando os jogos em todos os lugares, quiosques oferecendo bebidas e comidas em todas as partes tambem. E o mais legal e interessante que eu achei foi um telao em que fala o numero da quadra de tenis e quem esta treinando nela. E falando em quadras de treino, quem nao tem os tickets que sentam pertinho das quadras, vale a pena conferir para ver os jogadores de pertinho.

Na suite da imprensa outra estrutura de ficar impressionado. Dezenas de cabines com tomadas para carregar laptops, televisoes de plasma com imagens de todas as quadras individualmente, ou ate mesmo todas na mesma tela. Me impressionou tambem o fato dos jornalistas terem a sua disposicao as estatisticas de todos os jogos e muitas outras informacoes sobre o torneio. Tem tambem frutas, bebidas e os famosos donuts americanos a disposicao tambem.

Hoje o dia tem Nadal logo depois do jogo da Radwanska (minha preferida) contra Azarenka, que estao aquecendo enquanto escrevo para voces. Depois nosso Bellucci contra o recordista de grandslam Mr senhor o cara Federer. No jogo do bellucci é so proucurar uma bandeira do Brasil que la estarei torcendo para o brasileiro.

Outro jogo bom que acontece no Statium 2 é o Tsonga e Nalbandian, mas é no mesmo horario que o Nadal. Acho que fico com o Tsonga e Nalbandian. Ambos que ja estao no aquecimento.

Nas duplas, o melhor jogo vai ser os Bryan, que por sinal fizeram um show com sua banda aqui em indian wells no palco que tem perto dos restaurantes e bares contra os Poloneses duplistas.

Otima semana, bons jogos e lembrando que hoje é o dia da Corona. Ano passado nao pude participar, mas esse ano tenho 21 anos recentemente completados, quem sabe nao degusto de um copo de uma cervejinha gelada assistindo o Tsonga e Nalbandian nas primeiras fileiras. Acho que estou merecendo.

Bom, vou dar mais atencao no jogo da Radwanska com a Azarenka.

Abracos a voces que ficam pois o dia promete aqui para mim.

Gabriel Dias

Ele dentro e os outros fora.

Maria. Vista privilegiada.

Invadindo as malvinas.


Notas relacionadas:

  1. Festa no deserto
  2. O leitor em Indian Wells
  3. As duplas em IW
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quarta-feira, 14 de março de 2012 Tênis Feminino | 12:09

Corcundinha

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Não vi, mas imagino o que foi o jogo entre a cruzadinha Wozniacki e a Aninha Ivanovic. Uma batalha das belas em crise. Se Wosniacki não consegue sequer bater Ivanovic, pior, tomou uma aula em 6/2 6/3, então a crise é séria.

Caroline, que até a Austrália era #1 e está indo escada abaixo, teve a audácia de mexer com sua zona de conforto. Se alguns falam que o Bellucci não soube avaliar seus limites, o que acho uma bobagem, consideremos a dinamarquesa.

Ela também quis ser mais e fracassou. Tentou ter um tênis mais audaz e perdeu. Tentou trazer um novo técnico, só para ver seu pai mandá-lo de volta para a terra de D. Quixote, o ícone dos sonhadores.

Ser a número 1 do mundo não bastou para a viking, ela sonhou com mais. Ser campeã de um Grand Slam. Um que fosse. Estaria redondamente errado Danton com seu “l’audace, toujours de l’audace”? Seria pecado sonhar? Sim, ouvimos o grito do sofasista do alto de seu pedestal adornado com um sofá de ouro e couro, provavelmente conquistado através de suas inúmeras conquistas, grandes o bastante para enciumar qualquer tenista mais audaz que teve seus sonhos frustrados pela curvas perigosas da realidade.

Suspeito que Caroline terá que fazer algumas sérias avaliações no seu tênis, no relacionamento com seu pai, nas suas metas e nos caminhos para conquistá-las. Ter tropeços faz parte, não encontrar soluções acarreta em maiores e mais danosos tropeços. Creditar os infortúnios ao “corcundinha” é confortável demais, não serve para o tenista.

Infelizmente, pelo o que tenho visto, mesmo à distância, é que Caroline tem preferido ser “engraçadinha” enquanto sua casa cai. A frustração que vemos na sua expressão quando compete, ela contra balança sendo “over” quando fora do cenário que a estressa, acreditando que está fazendo o maior sucesso. Como é menina e tolinha – e do bem – ao contrário de algumas de suas adversárias, talvez ainda demore um pouco a entender. A lista das que não entenderam é cada dia mais extensa – Aninha, Jelena, Safina, Kournikova, Hingis para ficar em algumas poucas, famosas e que poderiam ter conquistado mais.

Quem foi que disse que é fácil? Eu, grita o sofasista.

Notas relacionadas:

  1. Perfume
  2. Foram-se
  3. Maldição?
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terça-feira, 13 de março de 2012 Juvenis, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 11:50

Vencedores do Banana

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Enquanto a bola apanha na Califórnia de gente grande, lá pelos lados de Sta Catarina ela apanha de gente não tão grande, ainda.

O Banana Bowl, que um dia foi um dos maiores torneios juvenis do mundo, já não o é há alguns anos, começa a ser disputado pelos melhores do Brasil e alguns dos melhores do exterior.

Já escrevi inúmeras vezes sobre o torneio, um evento que merece a maior das atenções dos dirigentes, como parece estar sendo novamente o caso após anos de desleixo que custaram seu status. Hoje vou aproveitar o gancho de um dos leitores, que não parece ser um sofasista e postou uma lista, incompleta, de campeões do Banana e ficou surpreso em não conhecer uma boa parte.

Até 1975 só sul-americanos participavam. Já a partir de 1977 tenistas de todo o mundo estavam presentes. Este foi o ano mágico em que as semifinais, jogadas no Tenis Clube de Santos, reuniram Ivan Lendl, John McEnroe, Yannick Noah e Cássio Motta, que chegou a ser o #2 do mundo juvenil e #3 de duplas profissional, algo que a maioria dos sofasistas desconhece. Quatro meses depois McEnroe passaria o qualy de Wimbledon e ira à semifinal, perdendo para Connors.

Em 1981 foi a ultima vez que um brasileiro, Eduardo Oncins venceu – na época o evento reunia os melhores do mundo e era comparável a um Grand Slam. O técnico de Eduardo era este que lhes escreve.

Vou comentar a lista, a partir de 1976, focando naqueles que devem estar fora do radar dos meus leitores e foram vencedores das chaves de 18 anos, feminina e masculina. Estou tendoa esperança que os leitores conheçam os mais óbvios, esqueçam os que foram irrelevantes e perdoem que alguns eu não tenho ideia do que lhes aconteceu.

1969 – Roberto Graentz (ARG) e Marlene Flues (BRA)
1970 – Joaquim R. Filho (BRA) e Beatrice Chrystman (BRA)
1971 – Roger Guedes (BRA) e Andrea C. Menezes (BRA)
1972 – Victor Pecci (PAR) e Elza Rodrigues (COL)
1973 – Flávio Arezon (BRA) e Patrícia Medrado (BRA)
1974 – Eddie Pinto (BRA) e Adriana Villagran (ARG)
1975 – Fernando D. Fontana (ARG) e Emilse Raponi (ARG)
1976 – Jose Luis Clerc (ARG) e Viviane Locicero (ARG)
1977 – John McEnroe (EUA) e Claudia Casablanca (ARG)
1978 – Alexandro Gonzabal (ARG) e Claudia Casablanca (ARG)
1979 – Raul Viver (EQU) e Claudia Monteiro (BRA)

1980 – Roberto Arguello (ARG) e Graziela Perez (ARG)
1981 – Eduardo Oncins (BRA) e Helena Sukova (TCH)
1982 – Martin Jaite (ARG) e Helena Olsson (SUE)
1983 – Bill Stanley (EUA) e Silvana Campos (BRA)
1985 – Franco Davin (ARG) e Patricia Tarabini (ARG)
1986 – Gilbert Schaller (AUT) e Gisele Miró (BRA)
1987 – Alejandro Aramburu (PER) e Maren Kemper (ALE)
1988 – Patricio Arnold (ARG) e Andréa Vieira (BRA)
1989 – Fernando Meligeni (ARG) e Florencia Labat (ARG)
1990 – David Witt (EUA) e P. Kukov (TCH)
1991 – Johannes Unterberger (AUT) e Roberta Burzagli (BRA)
1992 – Erik Casa (MEX) e Larissa Schaerer (PAR)
1994 – Federico Browne (ARG) e Meilen Tu (EUA)
1995 – Mariano Zabaleta (ARG) e Lilia Osterloch (EUA)
1996 – Petr Kralert (TCH) e Lilia Osterloch (EUA)
1997 – Luis Horna (PER) e Sarah Taylor (EUA)
1998 – Fernando Gonzalez (CHI) e Milagros Sequera (VEN)
1999 – Paul Henri Mathieu (FRA) e Aniko Kapros (HUN)
2000 – Andy Roddick (EUA) e Maria Emilia Salerni (ARG)
2001 – Gilles Muller (LUX) e Svetlana Kuznetsova (RUS)
2002 – Marcos Baghdatis (CHP) e Myirian Casanova (SUI)
2003 – David Brewer (ING) e Alisa Kleybanova (RUS)
2004 – Eduardo Schwank (ARG) e Alisa Kleybanova (RUS)
2005 – Leonardo Mayer(ARG) e Sharon Fichman (CAN)
2006 – Albert Ramos (ESP) e Alize Cornet (FRA)
2007 – Ricardo Urzua-Rivera (CHI) e Tamaryn Hendler (BEL)
2008 – Juan Vasquez Valenzuela (ARG) e Ana Bogdan (ROM)
2009 – Yannik Reuter (BEL) e Camila Silva (CHI)
2010 – Juan Sebastian Gomez (COL) e Beatrice Capra (EUA)
2011 – Mathias Bourgue (FRA) e Yuliana Lizarazo (COL)

Rasgado foi estudar nos EUA e ficou por lá, trabalhando inclusive da federação local.

A Bea Chrystman continua faturando todos os eventos veteranos Brasil e mundo afora e ainda ontem a vi batendo um paredão no Pinheiros com um fone de ouvido.

Roger Guedes, que foi pro durante anos, segue em Bauru e ganhando todos os torneios de veteranos que joga. A carioca Andrea Menezes, que não foi pro e tinha um lindo par de pernas eu nunca mais vi.

Será que alguém aqui não conhece o Victor Pecci – o pior é que não. O paraguaio, dono de um tênis vistoso foi top 10 durante anos e finalista de RG contra Borg. Grande figura.

O Flávio Arenzon eu vi no Aberto de São Paulo e ainda joga tênis no Clube Paulistano. A Medrado todos conhecem.

O Eddie Pinto foi o ultimo grande tenista de Pernambuco. O canhoto tinha uma bomba na mão esquerda, muita habilidade e bolas venenosas. Não foi ao profissionalismo.

Clerc foi #3 do mundo, semifinalista em RG e um dos melhores jogador de saibro de sua época, hoje comenta para a ESPN.

Claudia Casablanca foi uma das melhores juvenis da história e não conseguiu decolar a carreira profissional.

Raul Viver ganhou o Orange Bowl, jogou muitos anos como profissional na zona mediana e hoje é capitão da Davis de seu país. Claudinha Monteiro, contemporânea de Patricia Medrado, vive há muitos anos nos EUA.

Roberto Arguello, foi #1 do mundo como juvenil, ganhou também o Orange e teve a carreira interrompida pela Guerra das Malvinas, quando foi convocado. Morou até poucos anos atrás aqui no Brasil sem ninguém saber. Um verdadeiro gentleman argentino.

Eduardo, irmão de Jaime, teve até pouco tempo uma academia em São Paulo junto com os irmãos. Helena Sukova foi uma das melhores tchecas da história, com vários títulos de duplas em GS. Sua mãe é um ícone como técnica na Rep. Tcheca.

Jaite foi top 10 durante anos e jogou bastante no Brasil em uma época que o país tinha muitos bons torneios. Um tenista que tirava leite de pedra com seu tênis.

Silvana Campos foi a melhor brasileira de sua época, como infanto-juvenil, mas não decolou como pro. Foi casada com o saudoso Sócrates e é irmã do atual presidente da FPT, Paulo Campos.

Franco Davin, tenista canhoto, rápido e brigador, teve uma boa carreira como pro e é o técnico de Del Potro.

Aramburu, peruano com uma direita monstro e uma esquerda nula, arrasou como juvenil e sucesso bem restrito com pro.

Patricio Arnold, argentino, e Andrea Vieira ganharam no mesmo ano – 88. Casaram, tiveram uma menina e se separaram. Ela trabalha com tênis em São Paulo e ele coordena o infanto-juvenil da CBT.

David Witt chegou a ter algum sucesso como duplista no circuito.

Robertinha Burzagli foi a última brasileira a vencer o torneio – em 91 – e trabalha com tênis no Brasil. Às vezes viaja acompanhando jovens pela FIT.

Federico Browne foi uma grande promessa argentina com carreira bem mediana nos pros.

Zabaleta jogou até pouco tempo, incomodou bastante no saibro e na 2ª parte de sua carreira perdeu a motivação. Foi contemporâneo de Kuerten.

Luiz Horna foi um dos caras que mais deu na bolinha que já apareceu nas quadras. Nem sempre sabia onde elas iam. Teve algum sucesso como pro. Quando Federer estreou em RG foi derrotado pelo peruano.

Os mais recentes, a partir de 1999, qualquer sofasista que acompanha o tênis conhece. Tirando aqueles que não conseguiram nenhum sucesso como pros e/ou abandonaram a carreira. Ex: Casanova, Brewer, Fichman, Urzua Rivera, Hendler, Valenzuela, Reuter etc, provando que sucesso como juvenil não é garantia de sucesso como pro, ao contrário do que muitos, especialmente os pais, acreditam.

Roberta Burzagli

Notas relacionadas:

  1. Sandálias da humildade
  2. Adeus tabu?
  3. Os campeões do Banana Bowl
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segunda-feira, 12 de março de 2012 Curtinhas, Light, Masters 1000, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:29

Surpresas

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Como qualquer um, adoro boas surpresas. Uma vitória de Thomas Bellucci sobre Jurgen Melzer na quadra dura tem que ser considerada uma. Pelo menos pelo o que o brasileiro vinha apresentando em geral desde São Paulo e sua renegação às quadras duras. Como eu já disse antes que ele pode se dar bem nesse piso, pelo arsenal que tem, fico surpreso com a vitória, mas não com o resultado.

Não vi, mas o fato do Melzer não ter cumprimentado direito o brasileiro não é surpresa, ou vocês acham que ele é o MalaMelzer à toa? Talento ele tem de sobra, chatice idem. Mas sua aversão pode ter outra razão.

Vários tenistas tiveram que abandonar o torneio por conta de um vírus que está atacando Coachella Valley, a área de Indian Wells. Os tenistas têm dito que o problema é um vírus estomacal. A organização e as autoridades médicas locais insistem que é um vírus que se autoconsome no período de 24 a 48h é transmitido pelo ar e por contato e não por comida.

Os oito tenistas que abandonaram o evento por conta disso até agora são Zvonareva, Seppi, Kohlschreiber, Rybarikova, Mattek-Sands, Vania King, Monfils e Melzer, que abandonou as duplas após as simples. Federer também reclamou de febre, mas não passou disso. As autoridades dizem que há uma alastro por todo o estado da Califórnia e que muitos jovens têm faltado à escola por conta. Além de tenistas, pegadores de bola, juizes de linha e jornalistas foram atendidos e alguns hospitalizados. A ver se haverá novas baixas no torneio.

Outra surpresa foi a derrota de Murray, que não reclamou de febre ou mal estar. Só sentiu o golpe e que vai avaliar as razões da derrota. O fato é que o espanhol Garcia-Lopez jogou muito tênis e mereceu a vitória, algo que alguns fãs sofasistas tem dificuldades de entender. Para estes o esporte só tem graça se desenvolvido dentro de suas (deles) expectativas. Na verdade, a graça do esporte está justamente na competição e mais no improvável do que no esperado. Mas é mais fácil torcer do que entender.

Uma surpresa final foi o incidente que passou despercebido por muitos, mas não por um jornalista canadense, Tom Tebutt, um dos mais veteranos e respeitados do circuito.

Ele acompanhava o jogo de Llodra e Gulbis quando o francês usou o idioma de Montaigne para ofender uma chinesa que torcia pelo adversário, fato que o jornalista reportou em seu tuiter. O fato, junto com outro – Llodra ofendeu uma pegadora de bola e o supervisor desta durante a partida – levaram o torneio a multá-lo em U$2.500,00.

Não sei o que levou Llodra a tais indesculpáveis baixarias, mas o cara devia estar de mal com a vida para arrumar tanta confusão junta. No entanto, dois pequenos adendos que se não explicam talvez elucidem.

Não sei se é o caso, mas certos torcedores parece que fazem questão de “entrar na cabeça” de um tenista na maneira como torcem. Às vezes um único chato atrapalha mais do que 5 mil torcedores contra. Isso acontece muito em torneio juvenil e eventos menores.

Dá para perceber que quase todas as pegadoras em Indian Wells são bonitinhas, mas nem todas eficientes. Algumas não conseguem lançar uma bola e muito menos pegá-las quando elas chegam mais fortes. Vai ver as prioridades do francês não são as mesmas dos organizadores. Mas educação cabe em todo lugar. O assunto parece ter trazido mais incovenientes do que foi divulgado, até pela derrota de Llodra nas duplas, em parceria com Zimonic, perdendo para Nadal e Lopez, o que é uma surpresa sem tamanho.

Uma pegadora, uma toalha e Roddick

Notas relacionadas:

  1. A quarta.
  2. Surpresas
  3. 1000!! e sem surpresas
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O leitor escreve | 00:40

Direto de IW

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Mais uma vez o leitor Gabriel Dias nos brinda com sua participação, enviando notícias e fotos direto de Indian Wells. Como já é tarde e cheguei de minha viagem agora, vou postar o Gabriel, dormir e amanhã estarei de volta. Divirtam-se

Bom dia pessoal do Blog,

Bom, para voces que ja acompanham o blog do paulo cleto há um bom tempo, ja devem me conhecer. Moro nos Estados Unidos, California desde agosto de 2009 e venho acompanhando Indian Wells desde entao. E sempre mandando minhas aventuras aqui no torneio de Indian wells, e sempre me divirto ao compartilhar minhas emocoes com voces.

Para voces que nao conhecem bem, Indian Wells é basicamente o destino certo para os milionarios americanos quando aposentam. Um lugar onde o clima é super favoravel, ceu aberto, muito luxo e nunca neve. Um paraiso assim, entítulamos.

Hoje o dia foi super produtivo e interessante. Assiti varios jogos na companhia de mais seis brasileiros amigos meus. Nesta sexta feira assistimos o jogo do Baghdatis, do Nalbandian, Bellucci e Azarenka de simples. Nas duplas eu vi o Fish/Roddick contra o Gronollers/Mayer e o Nadal/Lopez contra o Zimonic/Llodra.

O jogo do Bellucci foi o mais legal. Acho que pelo fato de termos a mesma nacionalidade sobe um pouco a adrenalina e acabamos nos envolvendo um pouco mais na partida. O bellucci dominou o jogo o tempo inteiro. Sacando bem e colocou o grandao do tcheco pra correr. Quando o Rosol nao encaixava um servico eficiente pra comandar os pontos, ele nao aguentava o tranco. Bellucci tava focado e vibrando nos pontos, sempre ali no vamos. Na verdade, ele poderia ter fechado o segundo set mais facilmente mas o tcheco tava ligado quando ele deu umas titubiadas boas ali e aqui. No tiebreak ele nao quis saber de nhe nhe nhem, game, set and match bellucci cantou o arbitro. Estamos sempre torcendo pra ele, e gritando palavras de apoio; e como estavamos sentados na segunda fileira atras da cadeira do Bellucci, logo que acabou o jogo, eu vi ele guardando as munhequeiras e bandana. E como um fã e admirador do nosso representante brasileiro e numero 1, gritei, Ohhhh Thomaz… Joga a bandana ai pow!!! Repeti umas 3 vezes ai ele olhou pra mim e falou – A bandana nao porque eu só tenho essa, pega a munhequeira. Ai eu gritei – Nao, pera ae, esse cara vai pegar (me referindo ao gringo ligado querendo a munhequeira do brasileiro). Ai ele deu risada e jogou mais alto a munhequeira e eu peguei. Super gente fina.

E eu que achava, inocentemente, que só jogando torneios brasileiros da CBT que isso acontecia. Pelo Brasil afora a gente costumava a chegar no hotel depois de um dia inteiro no clube e lavava a bandana no hotel e pendurava pra secar para poder usar no dia seguinte. Mas pelo jeito, acho que essas coisas acontecem nos Masters 1000 tambem. Engracado demais, com certeza a Adidas deve ta economizando ou ele miguelando a bandana. O Thomaz mandou muito, jogou focado e representou super bem o Brasil despachando o tcheco para miami em dois sets.

Outro jogo bom que voces paulistas devem conhecer e apreciar, é o Nalbandian jogando. O talento que o argentino tem é de se admirar. Muda a direcao da bola com tanta facilidade quanto eu para errar bola facil. Ganhou decentemente do italiano Starace. Muito controle os dois tinham. Sem muita potencia, mas muita colocacao e spin no fundo. Realmente o cara tem condicoes para voltar a elite apesar da idade.

Outro jogo tensissimo de ver foi o jogo da cabeca 1, azarenka contra a Mona, uma alema que ate entao desconhecida por mim. Ganhou a azarenka no tiebreak da negra para a alegria dos organizadores do evento. Mas a alema mostrou a que veio. Fez bonito e foi muito bem aplaudida por todos, inclusive aplausos de todos de pé, uma maneira que o publico achou para agradece-la pelo espetaculo que ela nos forneceu, realmente exigiu bastante da azarenka. E um detalhe interessante que eu achei foi o alivio quando a Mona mandou a bola pra fora no match point, ela olhou pro tecnico e deu aquela respirada de alivio. Foi por pouco que a alema nao faz historia, vai demorar um poucquinho pra durmir hoje a noite.

Fish com o Roddick foi outro jogo de duplas legal de assistir. Eu particulamente adoro jogar e assistir duplas. Muita tatica, rapidez e divertimento envolvidos. O jogo foi decidido no tiebreakão. O Mayer/Gronollers ganharam de 10-8 no tiebreak. Depois do jogo, na sala de entrevistas depois do jogo de duplas, o Roddick tava tranquilo e rindo e fazendo piadas com as perguntas ‘‘bobas’’ dos jornalistas que la estavam. Muito extrovertido e educado o americano que contou com a torcida o jogo inteiro.

O jogo do Nadal com o Lopez de duplas foi bom tambem, mas só vi o comeco, e nem sei quem ganhou na verdade. O dia foi cansativo e com muitas emocoes. Amanha promete demais.

Sao 11 e meia da noite aqui. Amanha vou cedo para Indian Wells. Tirarei bem mais fotos e se possivel com jogadores tambem.

Lembrando que no ano anterior antes das semi-finais do ano passado eu tentei tirar foto com varios jogadores que ali ainda estavam, pois ja era quase no final do torneio, dai consegui tirar foto com o Djokovic que depois ganhou do federer na semi-final, e depois o torneio. O mesmo aconteceu com a Wozniack, que por sua sorte tirou foto comigo e ganhou da Sharapova na semi-final e o torneio depois.

Vamos ver quem sera o sortudo de tirar foto comigo esse ano. Ate porque, tirou foto comigo, é garantia de trofeu na mao!

Vai que amanha eu acho o Bellucci. Vamos ver né…

Bom entao vou nessa que ta tarde e amanha eu mando mais noticias pela parte da tarde na sala de imprensa. Que tambem darei mais datalhes sobre tamanha estrutura que Indian Wells fornece, nao so para os jogadores e fans de tenis, mas tambem para a imprensa que nao é nem perto de ser menos importante.

Grande Abraco e fiquem a vontade para mandar dicas, perguntas e criticas construtivas. Amanha irei tirar bem mais fotos e testemunhar maiores emocoes.

Gabriel Dias




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sexta-feira, 9 de março de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 10:00

Tênis olímpico em Wimbledon

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Com o lançamento pelo iG de um site das Olimpíadas de Londres, decidi preparar uma lista de fatos sobre este evento que será histórico pelo local e pelos participantes. Duvido que algum dos melhores tenistas fique de fora das Olimpíadas, como acontecia não tanto tempo atrás. Hoje, uma medalha de ouro tem uma importância que só alguns viam há poucas Olimpíadas.

Guardem estas informações, pois elas serão importantes nos próximos meses.

O local do evento será nas quadras de grama no All England Lawn Tennis Club, em Wimbledon, Londres.

Como eles vão arrumar as quadras, tendo só duas semanas após Wimbledon, eu conto depois.

As chaves serão feitas no dia 26/07.

Os jogos começam dia 28/07 e terminam 05/08, um Domingo.

Serão 12 quadras de jogos e 07 de treino, todas no local. Mais quatro para treino serão disponibilizadas no Southlands College, perto do Clube.

A Quadra Central acomoda 15 mil pessoas, a Quadra 1, 11.4 mil, a Quadra 2, 4 mil, e em todas as outras quadras juntas sentam somente 2 mil pessoas.

As chaves de simples terão 64 tenistas, as duplas, 32 duplas, e as mistas, 16 duplas. As chaves de duplas mistas serão feitas no local, após o início do evento.

As partidas serão em 3 sets com TB nos dois primeiros. A final masculina será em 5 sets. A mista terá tiebreakão no ultimo set.

As bolas serão as Slazenger, as mesmas de Wimbledon.

All England Lawn Tennis Club, em Wimbledon, Londres

Todos os tenistas devem estar em “bons termos com suas federações e com a FIT”. Eles devem ter se colocado à disposição para jogar a Copa Davis/Fed Cup em dois dos seguintes anos: 2009, 2010, 2011 e 2012, sendo que um deles tem que ser um dos dois últimos. Agora vocês entendem porque Roger Federer jogou a Davis este ano – não foi nenhum rampante patriótico.

No máximo 6 homens e 6 mulheres por país, dos quais 4 podem ser nas simples e dois nas duplas. Daqueles tenistas que estiverem no local, no máximo duas duplas por país. Será interessante a escolha da CBT e COB para quem jogará nossas duplas. Lembrando, temos três tenistas com ranking bom para as duplas. A acomodação de uma segunda dupla dependerá dos ranking até a data de inscrição, inclusive o de Bellucci, que pode usar o seu de simples. Estresse à vista. Quanto às brasileiras, não dá para dizer agora, mas talvez só por convite, o que dificulta.

O ranking usado para escolher os participantes será o de 11 de Junho, logo após Roland Garros.

As federações têm até 02/04 para fazer as inscrições.

14/06 – FIT informa os tenistas elegíveis.

21/06 – Federações confirmam as inscrições.

28/06 – FIT divulga lista final.

Nas chaves de simples, 56 tenistas se classificam pelo ranking, 06 são convidados da FIT, 02 por uma comissão não especificada!?

24 duplas por ranking – os tenistas podem usar o ranking de simples ou duplas, o que for melhor; 08 são convites da FIT – um absurdo, mas cest la vie!

Nas mistas, 12 por ranking e 04 convites.

Notas relacionadas:

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  2. Wimbledon em 3D
  3. Os cabeças de Wimbledon
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quinta-feira, 8 de março de 2012 Light, Masters 1000, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:16

Amizades à parte

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Parece que os recentes tempos de “amizades” no circuito podem estar chegando ao fim. O que vinha sendo interessante e bem mais civilizado do que os tempos de Connors, McEnroe, Lendl, Agassim, Sampras e outros tantos que imperaram até recente.

Federer e Nadal, os dois maiores rivais da ultima década veem se desentendendo nas sutilezas das declarações à imprensa, mostrando que eles não morrem de rir mais juntos. Durante algum tempo ambos nos fizeram crer que além do respeito óbvio e explícito que existe entre ambos, algo mais existia, na linha de uma amizade.

A cisão começou a ficar evidente quando ambos apoiaram candidatos diferentes para a presidência da ATP, ganhando o do suíço, que é o presidente dos tenistas enquanto Rafael é o vice. Por detrás das escolhas existem pontos de vistas distintos sobre como o circuito deve ser administrado.

Ficou mais aparente quando Nadal declarou, durante o Aberto da Austrália, que Federer se omitia como porta voz dos tenistas e deixava “os tenistas se queimarem enquanto bancava o bom rapaz”. Essa pegou na testa.

Na ocasião Federer assimilou e fez cara de paisagem. Já em Indian Wells, com a sutileza que lembra o seu estilo, tanto de bater nas bolinhas como o de ajeitar o topete, Federer declarou que os árbitros não estão impondo a regra dos 25 segundos entre pontos, o que é um fato, mas tem alvo certo: Nadal e Djoko, dois que abusam da paciência dos adversários e do público, além de afrontarem a regra do tênis.

No entanto, o suíço teve algum cuidado ao fazer a declaração. Ele menciona especificamente Nadal – “eu não sei como em uma partida de quatro sets Rafa não é penalizado uma única vez”. A resposta sobre o tema pode ser vista na maneira em como o espanhol pressiona e reage contra os juízes que ousam dar-lhe uma penalidade por tempo.

Federer chegou a dizer que ele também deve invadir o tempo de vez em quando e que os juízes deveriam adveertí-los de quando isso acontece. Ele diz que o publico não deve gostar muito das demoras, mas que mesmo assim ainda não é a favor de colocar um cronometro em quadra para essa finalidade – o que pelo menos acabaria com o assunto. Quer a gemada mas não quebrar os ovos.

Porque na verdade, não é só o que demoram entre o fim do ponto e o posicionamento para sacar. Tem também o que demoram para sacar, especialmente em pontos importantes.

De qualquer forma, as declarações, nominais e pessoai, assinalam o clima entre ambos, mesmo que não o confirmem. Os dois tenistas podem se encontrar nas semifinais, se ambos chegaram até lá, o que coloca um pouquinho mais de pimenta no tempero que já é bom.

Também entre as mulheres o clima esquenta, aí já nem tanto uma surpreeeeesa. E não por parte de Maria Sharapova, que já avisou que não têm amigas no circuito e que quadra não é lugar de nhenhenhé. Foi entre duas tenista que até a pouco eram amiguinhas: Radwanska e Axarenka.

A polonesa Radwanska comprova a tese que as mulheres guardam mágoas por mais tempo do que necessário ou faça bem à saúde. A moça em Indian Wells voltou ao assunto de Doha, quando acusou Azarenka de milongar além da conta com uma peseudo contusão no calcanhar na partida que, adivinhem, ela perdeu.

Azarenka catimbou? Sim. A mensagem foi devidamente enviada? Sim. Agora, minha filha, segura a peruca e trate de deixar a raquete falar por você e bata na moça em quadra, até porque ela é a #1 e pode ser a sua adversária nas quartas de Indian Wells. Outro joguinho imperdível.

BFFs no more – at least for a day from Stephanie Myles on Vimeo.

Notas relacionadas:

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  3. Federer x Nadal
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quarta-feira, 7 de março de 2012 Copa Davis, Masters 1000, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:35

Paraíso californiano

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Faz alguns anos que eu não vou ao torneio de Indian Wells, mas, à distância, percebo que a intenção deles é brigar pelo título “Quinto Grand Slam” com o Torneio de Miami.

Que fique claro que quinto GS não haverá. Mas a tendência de elevar o padrão dos Masters Series, inclusive os colocando junto com os Tiers 1 das mulheres, é o caminho para um circuito mais forte e compreensível. Na verdade, no meu sonho de consumo, e de outros também, o circuito seria os 4 GS e mais uns cinco a seis super eventos de 10 a 12 dias, reunindo homens e mulheres, que fecharia o circuito filet mignon, temperado com datas de Copa Davis e Fed Cup e os outros eventos preenchendo as lacunas para acomodar todas as qualidades de competidores.

Indian Wells, assim como Miami, estão investindo para tornar isso uma realidade. Os americanos não engolem ter só um GS. Os canadenses também se esforçam na mesma estratégia, com o diferencial de alternarem o local entre Montreal e Toronto, o que é interessante em alguns aspectos e nem tanto em outros.

Todos os torneios passam por apertos, uma hora ou outra. Miami foi vendido pelo seu fundador porque não queria mais saber dos aborrecimentos. Hoje ele é propriedade da IMG. Indian Wells também acabou por ser vendido por seus proprietários, após muitas confusões com a prefeitura local, que bancou a construção do estádio, com credores e a justiça. O dono da Oracle, Larry Ellison, um dos cinco mais ricos do mundo, que é tenista, acabou dando ouvido ao seu professor, o ex-top 10 Sandy Mayer, conversou com os donos, gastou U$100 milhões, ficou com o evento e o complexo e o está profissionalizando.

Indian Wells tem um estádio para 16 mil pessoas, o maior entre os Masters 1000 e comparável com o de Wimbledon e Roland Garros, com a vantagem que naquele lugar não chove. Quem sabe um dia não passam o U.S Open para a Califórnia?

Além disso, é o que distribui mais dinheiro em prêmios entre os Masters 1000 – são U$4.7m só para os homens. Se o local é distante de outras cidades – Indian Wells e as cidades ao redor de Palm Springs são um caso à parte no planeta e literalmente um oásis construído no meio do deserto – o clima é impar e o que o paraíso deve ser.

Com o novo dono e sem as encrencas dos anteriores, o torneio deve perseguir sua ambição, aproveitar o cenário construído com muito esforço e o fato de que os tenistas gostam do lugar e se tornar, cada vez mais, um torneio a se assistir in loco.

Djoko e Murray aproveitam o clima de IW para bater uma bola.

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Tênis Masculino | 10:18

Indian Wells

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Mais uma vez crio o espaço onde os fanáticos do bolão podem colocar seus palpites e comentários sobre o Torneio de Indian Wells. Insisto que não tenho nada com isso e muito menos endosso bolões. Crio este espaço para segregar mesmo. Assim o espaço dos Comentários fica somente para Comentários. Qualquer coisa nessa linha nos Comentários será deletado.

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