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Arquivo da Categoria Tênis Masculino

quinta-feira, 19 de abril de 2012 Masters 1000, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:34

Penoso

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Não chega a ser uma surpresa a derrota de Thomaz Bellucci para o holandês Haase, #55 do ranking, após a belíssima vitória de ontem sobre o espanhol David Ferrer, #6.

Primeiro porque as condições da partida de hoje não favoreciam o estilo do brasileiro e favoreciam o do adversário. Thomaz é um tenista que gosta do saibro, desde que saibro do seu jeito. O saibro pesado e lento, como estava hoje em Monte Carlo, após as chuvas, inclusive durante a partida, não á praia do brasileiro. Já o holandês é um tenista sem nenhum golpe de definição, mas com golpes sólidos de ambos os lados e que pode manter a bola em jogo sem problemas.  O revés de Bellucci segue sendo inconstante, só funcionando em um cenário onde ele possa bater poucos deles e indo para as bolas sem receio – se é para alongar os pontos o bicho pega. O placar de 6/2 6/3 e os 40 erros não forçados de Thomaz completam a história.

O importuno da chuva e interrupções, as condições climáticas e do piso, são circunstâncias que afetam todo tenistas e que fazem parte da obrigação de cada um deles saber fazer os ajustes necessários para sobreviver e progredir no circuito. Infelizmente Bellucci não mostrou disposição para administrar o que pedia para ser administrado, modificado, durante a partida. A administração de problemas, crises e circunstâncias é a característica #1 de um tenista profissional.

O que nos leva ao que já sabemos e continua sendo tanto uma verdade, como o calcanhar de Aquiles de nosso principal tenista. Bellucci é um tenista quando entra em quadra e não sente a obrigação e a pressão pela vitória, vindo dos outros ou dele mesmo, e um outro tenista quando sente a obrigação de performar bem e vencer. É um tenista quando pode simplesmente soltar seus poderosos golpes como se não houvesse amanhã, castigando e intimidando quem quer que seja, e um outro jogador quando tem que trabalhar uma vitória, no ponto a ponto, na marra, na estratégia. Isso muda tanto de jogo para jogo, como vimos de Ferrer para Haase, como dentro de uma partida, conforme o momento desta, como tantas vezes vimos.

Como disse antes, e morrerei dizendo, o tênis é um jogo mental, onde o emocional tem uma importância difícil de ser avaliada para quem não está lá dentro. Thomaz Bellucci ainda é um tenista em busca de sua melhor moldura emocional dentro de uma quadra de tênis enfrentando os melhores do mundo. Enquanto estiver nessa busca, muitas vezes penosa, para ele e seus fãs, é natural que oscile, causando ainda mais inseguranças e mantendo um circulo vicioso.

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Notas relacionadas:

  1. Pegada.
  2. Jack
  3. E agora?
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Curtinhas, Masters 1000, Tênis Masculino | 11:19

Luto

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Vai ser interessante acompanhar a partida entre Djokovc e Dolgopolov. Primeiro porque o sérvio perdeu esta manhã o seu avô, que já vinha doente, sendo inclusive homenageado pelo tenista após a vitória no Torneio de Miami. Mesmo sabendo da possibilidade do avô falecer não é fácil entrar em quadra e jogar horas após o acontecimento. A concentração vai ficar difícil e a cabeça vai “fugir”.

Além disso, Dog deu uma tremendo trabalho e uma tremenda “atrofiada” no sérvio quando se enfrentaram no US Open último. Resta a ver se o ucraniano não vai ficar constrangido com a situação, não é totalmente improvável esse constrangimento alheio, e apelar para aquele jogo de slices e bolas sem peso que quase levaram o sérvio à loucura. A ver….

Notas relacionadas:

  1. Alma e ritmo
  2. Sem volta
  3. Final de Cincinnati
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quarta-feira, 18 de abril de 2012 Masters 1000, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:45

Clint

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Como fico feliz em escrever um Post deste. Liguei a TV, ainda com o jogo do Nadal rolando e o Nieminen tentando fazer o seu melhor jogo já que o melhor resultado não estava nos seus planos. O jogo? Chaatooo! A partida do Thomaz Bellucci contra o operário Ferrer foi mais interessante. Beeeem mais.

Logo de cara o brasileiro foi chutando o pau da barraca, sacando alguns mísseis indefensáveis, mantendo o seu e quebrando serviços como se fossem coisas simples. O que Thomaz jogou nos primeiros quatro ou cinco games da partida eu nunca havia visto ele jogar. Eu ficava ali pensando – “noooosa, o que esse cara está jogando! Será que aqueles céticos estão assistindo o que esse cara é capaz de fazer? Será que alguém ainda vai duvidar do potencial dos golpes dele? E, mais importante, será que ele vai assim até o fim?” Foi!

O brasileiro esbanjou tranquilidade, autoridade, confiança, execução. Parecia outro tenista. Parecia o Thomaz Bellucci de nossos sonhos.

Não preciso me alongar sobre sua vitória, por 6/3 6/2, sobre o atual #6 do mundo e vice-campeão de Monte Carlo – o placar fala por si. Belo jogou como nunca e venceu como poucas vezes, especialmente por ter do outro lado da rede um tremendo casca de ferida que poderia virar a mesa a qualquer instante. Ferrer bem que tentou, mas a cada tentativa levou um chega pra lá do brasileiro, que usou e abusou de seu arsenal e tratou o adversário como menininha. Aquilo não foi uma vitória qualquer, aquilo foi um massacre, e o massacrado era o Ferrer!

Pela primeira vez quem eu vi em quadra não foi o semi-apático e indeciso Sid, como muitos fãs, e amigos, o chamam. Hoje a postura, o olhar, o andar, a execução era mais para Clint. Sim, é isso mesmo. Quem jogou na Quadra Central do MCCC, e acabou com o encardido espanhol, foi o Clint, disparando seus bullets, só faltou o poncho, e que no meio de 2º set foi visto virando para o espanhol e murmurando algo como: “bamos, make my day!

Clint Thomaz botou o encardido pra correr…


Notas relacionadas:

  1. Pegada.
  2. Agora é briga
  3. Os degraus
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terça-feira, 17 de abril de 2012 Masters 1000, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 19:49

O que sabe e mais….

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Bater Kevin Anderson na quadra lenta de Monte Carlo não chega a ser um feito para Thomaz Bellucci, como não deixa de ser uma boa vitória. O cara depende de seu saque e é bem fraco no fundo da quadra, o que não funciona bem no saibro à altura do mar, mas forte o bastante para bater João Feijão e Sam Querry no saibro de Houston na semana passada.

Feito mesmo seria Thomaz bater David Ferrer, o encardido espanhol que ele enfrenta nesta quarta-feira lá pelas 10h no nosso horário. Existe boa chance que possamos acompanhar o jogo pela SporTv, já que a partida acontece na Quadra Central do MCCC, após a partida de Djoko (Seppi) e Nadal (Nieminem).

Para sair com a vitória Thomaz terá que jogar o que sabe, não sabe e mais um pouco. Na verdade, terá também que buscar no fundo de sua alma uma vontade enorme, abismal eu diria, de lutar e bater um dos maiores brigadores do tênis mundial no mesmo saibro. Esta sim uma tarefa titânica. Uma vitória dessas dará não só o direito de mergulhar no Mediterrâneo para celebrar, como exigira de cada um de nós que o aplaudamos de pé, assim como de todos os lá presentes. Como já escrevi, golpes ele tem, mas tênis é beeem mais do que isso.

O intenso David Ferrer

Notas relacionadas:

  1. Parâmetro
  2. Agora é briga
  3. Os degraus
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segunda-feira, 16 de abril de 2012 Porque o Tênis., Tênis Masculino | 00:09

27 anos

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Se o Torneio de Houston não era lá grande coisa, serviu para acertar uma coisa aqui outra ali e nos brindar com as sempre bem vindas boas novidades. Dois tenistas que amadureceram mais tarde do que tem sido o normal fizeram a final e se confirmam entre os melhores do mundo.

O vencedor, o argentino Juan Monaco, que completou 28 anos em Março, durante anos deixou a dúvida se conseguiria deslanchar e se enfiar entre os melhores, provou, mais uma vez, que o trabalho duro e a persistência fazem uma diferença na carreira de um atleta. Com a vitória em três sets sobre Isner, que aos olhos de muitos era o favorito, até por jogar em casa, Monaco chega ao seu melhor ranking na carreira – #14 – o que é um feito para um tenista com certas limitações, mas sem limitações no quesito determinação.

Já o americano, que completa 27 anos em poucos dias, se enfia entre os big dogs, passa Roddick e Fish, e agora é o #1 dos americanos – curto reinado do peixe! Já tive até jornalista me perguntando se ele é um dos favoritos ao título de Roland Garros, o que mostra que sempre haverá pessoas que se contentam com pouco para fazer suas lógicas tenisticas. A quadra estava pesada, o que ajudou o hermano, mas Isner ainda terá certas dificuldades sobre o saibro. É difícil, porém nada é impossível, vencer um Grand Slam através de tie-breakers, que é sua principal estratégia. Mesmo assim, o americano é um dos tenistas que mais se aprimorou nos últimos meses, talvez O tenista, e aos poucos vai trazendo duvidas à cabeça dos adversários em quadra, que é um bom passo para uma vitória.

Acho extremamente interessante o perfil do tenista que progride com o tempo, a experiência e o acumulo do trabalho. Não são todos que nascem com um dom ou talento que os separe do resto ainda em tenra idade. Os dois finalistas são tenistas que tiveram vários tipos de adversidade pela frente, como todos, conquistaram um bom sucesso nas respectivas carreiras, mas, e isso é sua principal qualidade, não se acomodaram. Procuraram alternativas em seu trabalho, investiram, lutaram, tiveram seus momentos de dúvidas e desanimo, seguiram em frente, melhoraram, e agora chegam ao seu ápice, momentâneo, porque ainda podem, e devem, melhorar. É a volta aos tempos em que um tenista chegava ao amadurecimento e seu melhor aos 27 anos, que era uma data clássica para tal. Completando a curiosidade, dois tenistas com perfis, estilo e história completamente distintos, no entanto, mantendo a cultura de cavalheirismo do tênis. Após a partida, Isner publicou em sua página no Face: Meu amigo Pico hoje foi melhor do que eu. Parabens a ele, um campeão de classe.

Mais sobre tênis no: https://www.facebook.com/BlogDoPauloCletoTenisnet

Monaco em Houston

Notas relacionadas:

  1. 68 dragões e um vencedor.
  2. Sacadores. Devolvedores?
  3. Desafio
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domingo, 15 de abril de 2012 Masters 1000, Tênis Masculino | 18:30

Monte Carlo

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Como disse antes, bolão e afins somente neste espaço. Sugiro que o Cavalcanti me relembre antes dos Masters 1000 e GS de fazer o Post específico, já que não é algo que esteja na minha agenda. Se ainda quiserem faze-lo para Monte Carlo, aqui está.

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sexta-feira, 13 de abril de 2012 História, Light, Tênis Masculino | 14:11

Princesa do Mônaco

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O Torneio de Monte Carlo, que começa este fim de semana, um dos mais tradicionais do circuito, foi jogado pela primeira vez 115 anos atrás, o que o coloca ali com Wimbledon, Roland Garros, US Open e o Aberto da Alemanha em Hamburgo. O local é repleto de histórias desde 1297, quando o primeiro dos Grimaldis veio de Genova para tomar aquela encosta rochosa à beira mar e nunca mais abrirem mão dela.

No meio do século passado o principado estava um tanto caído, quando o Principe Ranier decidiu que luxo, glamour, muita grana, pouco imposto, praia e sol são eternos e universais atrativos. A sua estratégia culminou com seu casamento com uma atriz americana, com a fama de ser tão sapeca quanto ter um rosto perfeito. Grace Kelly foi ao Mônaco em 1955 filmar Ladrão de Casaca – um filme para lá de gostoso, onde ela faz o papel de uma espertíssima (no bom sentido) jovem milionária, com uma mãe mais ainda, que se apaixona por ex gatuno ainda mais esperto – foi apresentado a Ranier, que viu nela a personificação de tudo que ele e o Mônaco precisavam.

Grace Kelly voltará às telas, desta vez como personagem e não mais como uma das atrizes mais lindas que Hollywood nos brindou, em um filme que começará a ser rodado daqui a dois anos, se tudo der certo, com Nicole Kidman no seu papel e Olivier Dahan, de “Piaf”, na direção. O filme conta a história do confronto de 1962 entre De Gaulle, então presidente da França, e o Príncipe Ranier, marido de Grace.

Dizem que a princesa foi fundamental para que o incidente, que foi bem para cá de diplomático, tivesse um final sem piores repercussões. De Gaulle achou que era hora de acabar com a mamata que Ranier e a plutocracia francesa tinham armado, com que os ricos e bandidos da França em geral levando dinheiro para o Mônaco para fugir do leão francês. A França chegou a fechar a fronteira com o principado durante seis meses, revistar todos que lá quisessem entrar e sair, dificultando todo tipo de transito entre os dois países. No final, tiveram que chegar a um acordo, supostamente com o auxílio da encantadora loira gelada.

Infelizmente Nicole Kidman aos 47 anos não é mais a mesma de Terror a Bordo, nem mesmo a de Olhos bem Fechados e até mesmo a Isca Perfeita, um dos últimos filmes, onde ainda não tinha enfrentado os bisturis que tiraram o frescor e a beleza que o papel da Princesa do Mônaco aos 33 anos exigirá.

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Grace em cena de Ladrão de Casaca nas encostas do Mônaco – “Você prefere um peito ou uma perna?”

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quinta-feira, 12 de abril de 2012 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:36

Terra à vista

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Mais uma vez os tenistas mudam sua rotina por conta do final da temporada de quadras cobertas e das quadras duras. A partir desta semana as competições acontecem sobre a terra.

Os tenistas trocarão os seus sapatos com losangos na sola, que ajudam a agarrar mais do que aqueles usados nas quadras duras, que permitem um certo escorregar. Os americanos nunca gostaram, continuam não gostando, enquanto que os europeus amam sentir as bilhões de partículas de telhas quebradas por debaixo de seus pés facilitando a arte do escorregar. O gostar, ou não, é mais pelo estilo do que pela disponibilidade das quadras. Vale lembrar que Roddick e Fish, por exemplo, são tenistas que cresceram em quadras de terra, mas com um jogo de quadra dura, uma tradição que o Patrick McEnroe, Diretor Técnico da USTA, quer mudar, fazendo com que eles joguem mais sobre a terra e construam seu estilo de acordo – boa sorte!

Os americanos terão um único evento sobre terra este ano, em Houston, onde reuniram um evento quase centenário, que já andou por todo o pais, com um clube de primeiríssima linha. A cidade e o clube são dos mais ricos e tradicionais do país, sendo que a vizinhança é maravilhosa e habitada por milionários.

Para um país onde o órgão máximo diz querer os tenistas jogando sobre a terra, ter um único evento sobre o piso, enquanto que muitos sobre as quadras duras, a ambiguidade é um sinal de que as coisas estão longe de se acertar. Como o evento é único e quer sobreviver, abriram as comportas e convenceram, e só existe uma maneira de convencer, tenistas como Isner e Fish e alguns pouquíssimos europeus para fecharem a chave. Por lá estão também Monaco, que ganhou um convite, e muito dimdim, após bater Fish e chegar à semi de Miami, Feliciano Lopez, e até o sul-africano Kevin Anderson, que é um peixe fora d’água na terra, mas bateu Feijão na 1ª rodada, e Karlovic, que deve ter pegado o avião errado.

O 2º torneio da semana acontece em Casablanca, sem Bogart ou Bergman, mas com o Rei Mohammed VI, que banca toda a conta e conseguiu, por um período, colocar o país no mapa do tênis, e com um belíssimo estádio só para tênis, algo que o país de Lula e sua ojeriza pelo esporte burguês não tem. Quem não se lembra de El Aynaoui, Alami e Arazi? Mas o país não conseguiu repor e hoje a chave não tem nenhum marroquino que entrou por mérito, mas está repleta de espanhóis que só tem que atravessar uma pequena extensão do Mediterrâneo para lá jogar. Aliás, se este torneio não tem estrelas como Isner e Fish, tem uma chave mais encorpada e equilibrada do que Houston. Na semana que vem todos atravessam o Atlântico e o Mediterrâneo de volta para o velho continente, porque aí a bolinha vai quicar na Europa até o fim de Julho. E que temporada será esta, uma das mais interessantes das ultimas décadas.

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Casablanca, pra lá de Marrakesh, tem estádio de tênis.

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quarta-feira, 11 de abril de 2012 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:12

A cavalo, lá das estepes.

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É provérbio popular que a vingança vem a cavalo. No caso do confronto, sorteado esta manhã na sede da FIT, veio mais rápido ainda. Os russos bateram o Brasil o ano passado lá nos cafundós da Rússia, agora vão ver com quantos paus se faz uma jangada por aqui.

A partida será em Setembro, logo após o U.S. Open e a temporada americana em quadras duras , e duvido que até lá Thomaz Bellucci se sinta mais confortável em quadras duras do que no saibro, o que praticamente assegura que os camaradas vão ter que sujar o tênis por aqui. Só espero que até lá João Feijão tenha encorpado seu prato, porque vamos precisar de uma forcinha do nosso segundo tenista. Os russos não são o melhor time, até porque o pessoal por lá não vem fazendo tanta questão de jogar a Davis, provavelmente porque se acostumaram com grandes resultados, algo que ficou mais difícil de acontecer.

Mas eles podem, teoricamente, contar com Davydenko (38), Youzhny (35), Bogomolov (40), Kunitsyn (91), Tursonov (75), Andreev (100), jogadores com ótimo tênis e que bem motivados podem encarar muitos times. O técnico Tarpischev desconhece a palavra substituto, sendo o capitão do time desde 1974 (com intervalo entre 93-95), de longe o mais longevo dos capitães.

O capitão e sua capacidade de motivar os tenistas será o diferencial no confronto. Nós jogamos em casa e podemos ditar o que a regra permite. Eles vão ter que formar um time com tenistas que não estão mais em ascensão na carreira, o que pode causar certa acomodação e até mesmo preguiça. De todos, os mais jovens são Bogomolov, com 29 anos e que não deve ter sonhos de fazer muito melhor do que fez até hoje, e Andreev, com a mesma idade e que já esteve algumas vezes por aqui, o que talvez faça uma diferença na escolha do time.

A cada confronto o técnico tem que laçar jogadores e colocá-los em quadra. Mas é bom lembrar aquele final de jogo entre Bellucci e Youzhny, quando o russo esqueceu a preguiça, levou o negócio para o pessoal e achou uma maneira de ganhar a partida que parecia perdida na bacia das almas.

Eles têm tenistas, mas, atualmente, não têm time. Como o tempo não para, nem vai para trás, os meses que faltam tendem ajudar o time brasileiro, que tem tenistas em crescimento. Eles, e o fato de jogarmos em casa e podermos planejar os mínimos detalhes, são os diferenciais que podem nos colocar no Grupo Mundial em 2013.

Juntando o time russo.

Notas relacionadas:

  1. Mais equilibrado
  2. Bauru
  3. Brasil x Colômbia
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Light, Tênis Masculino | 00:48

Quem se importa?

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Ouvi dizer que Rafa Nadal convidou seu amigo e freguês Roger Federer para um joguinho e este recusou. Me pergunto por que, mas quem se importa?

Como Rafa acredita que o jogo deve ser importante, apesar de não ser em Nova York, ligou para o seu outro amigo e maior algoz para o mesmo joguinho e este, lógico, aceitou.

Estes dois amigos vão jogar aquilo que o espanhol espera que seja um novo recorde de público para uma partida de tênis – o recorde atual é da partida entre Billie J. King e Bobby Riggs, que se você não sabe o que foi, cuidado para não cair do sofá. Na verdade, o recorde acima foi quebrado em 2010 em uma partida entre Kim Clijsters e Serena Williams e na Bélgica, mas quem se importa?

A partida será jogada no Santiago Bernabeu, estádio do Real Madrid, time do coração de Rafa Nadal, no dia 14 de julho, 223º aniversário da Queda da Bastilhauma data relevante para a humanidade e dos 110 anos do Real Madrid, data importante para os madrilenhos. Não escrevo espanhóis porque os catalões são capazes de discordar. A data é durante entre quatro ATP Tour menores, que não devem ter cativado os dois tenistas – será que Federer jogará um deles – e Wimbledon e Olimpíadas. Não sei se já escolheram o piso, mas quem se importa?

As notícias são que o valor arrecadado irá para o clube e fundações escolhidas por Nadal. Imagino se Djoko não tem também alguma Fundação na Sérvia para colocar na roda ou se Rafa irá retribuir a gentileza lá pelos lados dos Bálcãs, mas quem se importa?

Notas relacionadas:

  1. Fala e faz
  2. O rival
  3. Final do AO – Nadal x Djokovic
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  1. Primeira
  2. 3
  3. 4
  4. 5
  5. 6
  6. 7
  7. 10
  8. 20
  9. 30
  10. Última