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Arquivo da Categoria Tênis Masculino

quarta-feira, 4 de maio de 2011 Masters 1000, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:59

Sacador

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Ainda é cedo para avaliar se Thomaz Bellucci vem fazendo bom uso do ambiente mais rápido das quadras de Madrid, um cenário idílico para seu tênis, por conta da força e excelência de seu serviço (é só lembrar do sucesso em Gstaad), ou se já adentrou o ambiente procurado por conta de sua parceria com Larri Passos. Até agora tem sido mais sofrimentos do que alegrias, o que não é tão estranho em momentos de mudança nem tão bom quanto os envolvidos gostariam. Mas, como escrevi em recente Post, nunca se sabe o que apertará aquele botão da Confiatrix que pode mudar o curso de uma carreira.

Não foi uma vitória retumbante ou acachapante. Mas uma boa vitória. O alemão Florian Mayer é um tenista que cresceu nas quadras de terra e sabe tirar o melhor delas com o tênis habilidoso que tem. Por conta disso, venceu o 1º set na bacia das almas e caminhava para uma vitória em dois sets. Bellucci conseguiu reverter essa trajetória, o que sempre é interessante e importante. Como, não sei por que não acompanhei. O fato é que o fez e isso fala por si.

Não sabemos, ainda, o que levou o alemão a abandonar no meio do terceiro set. Provavelmente uma contusão, pois já estava com dois breaks abaixo e o seu tênis despencando. O placar foi 6/7 6/3 3/0 e abandono.

Os números mostram que o brasileiro sacou bem, como esperado. Foram 11 aces (2 do adversário), 73% de pontos vencidos com o 1º saque (53% do Mayer) e 71% de pontos ganhos em serviço (52% do Mayer). Ou seja, o seu saque falou alto na conquista de hoje, algo com que o brasileiro sempre conta e se frustra quando não acontece, especialmente nas horas da onça beber água.

Na próxima rodada, Thomaz enfrenta o vencedor de Gilles Simon e Andy Murray, dois tenistas que ele prefere ver à distância que do outro lado da rede. São dois excelentes devolvedores, dois grandes contra-atacadores, dos que adoram pontos longos, ao contrário de Bellucci.

Primeiro, eles que se resolvam. Quem sobrar estará do outro lado da rede para enfrentar Thomaz. E nesse dia, mais do que hoje, o saque será a diferença, ou não, para o brasileiro.

Sacando nas alturas.

Notas relacionadas:

  1. Coelhos
  2. Gstaad na ESPN
  3. Progresso
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terça-feira, 3 de maio de 2011 Light, Masters 1000, Tênis Masculino | 14:10

Sei lá!

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Aos 28 nos, eu não diria que Andy Roddick é um candidato à aposentadoria. Ele tem tido uma carreira bem consistente, como seu ranking entre os 10 melhores nos últimos 10 anos demonstra. Só bem recente ele saiu desse clube de elite.

Esta não tem sido uma boa temporada para o americano e por isso caiu fora dos Top 10. A derrota para o qualy Flavio Cipolla em Madrid foi mais uma amostra que as coisas não andam bem para o rapaz – até porque Madrid, apesar de ser jogada na terra, é rápida, por conta da altitude de 650 metros e de ser indoors. É mais alto do que outros eventos europeus, mas nem tanto – praticamente a altura de São Paulo e menos que Gstaad ou Kitzbuhl.

Espero que o declínio do americano seja temporário, já que é um atleta a quem admiro pela personalidade – é um dos raríssimos tenistas que tem algo a falar e não segue um script pré-determinado pelo tamanho do vazio entre as orelhas. E nunca dá desculpas quando perde o que, por si, já é um belo diferencial.

De longe é impossível avaliar a razão do declínio de Andy. Só posso dizer que seu preparo físico atual não é aquele de um ano atrás quando ela andava tinindo. Se é para especular, o que não é feito em cima de nenhum fundamento concreto, coloco dois fatos na roda.

Primeiro, pelo que lembro, desde que Roddick deixou seu boné cair em partida recente – será que na Austrália? – deixando sua cabeça praticamente careca à vista, esta a razão real pelo eterno boné, dentro e fora das quadras, pode ser que sua auto-estima tenha sido abalada.

Segundo, ainda mais especulativo, um homem casado com uma mulher daquelas, alguma hora pode ter algum problema paralelo em sua vida. O que definitivamente pode afetar sua auto-estima e seu desempenho. Ou, por último, o inverso desta verdade, com uma mulher daquela o cara pode ficar contente a ponto de não brigar mais pelo o que tem que lutar. Sei lá!!

Andy – sua careca e sua mulher.


Notas relacionadas:

  1. Andys
  2. Classe
  3. A bola
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segunda-feira, 2 de maio de 2011 Light, Tênis Masculino | 16:34

Caos

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Não tem nada a ver com tênis, mas não podia deixa passar. A cidade de São Paulo amanheceu um caos dos mais horríveis. Por que?

Porque a Prefeitura concordou com que a corrida de rua agendada para ontem, Domingo, às 17h fosse adiada para hoje às 9h porque a chuva caiu, o piso não secava e a corrida seria um perigo.

Só mesmo um pirado, que não acredito ser o caso do prefeito da cidade, poderia aprovar essa mudança. Ou então, alguém que coloca os interesses de poucos acima dos interesses da coletividade. Dá para aprovar uma corrida de carros na Marginal do Tiete, a mais trafegada via da maior cidade da América Latina em plena segunda-feira? Será que esse pessoal achou que a cidade iria parar por conta do assunto, os trabalhadores ficariam em casa enquanto os pilotos pilotavam, o público iria sentar nos capôs de seus carros e aplaudir a cidade parada para ver a “banda” passar?

 Em rápida matéria em dos canais da TV Globo, deu para ter um mínimo de contato com os transtornos e os dramas que um caos desses causa nas vidas de milhares pessoas. Como político anda de helicóptero ou com batedores, dane-se o povo.

É lógico que a Globo não iria aplaudir, já que o evento foi promovido pela TV Bandeirantes – mas eles não inventaram histórias.

São centenas de milhares de vidas afetadas.

Da próxima vez, se é que haverá uma próxima vez, e neste país eu não duvido de nada, só espero que façam a coisa direito, ao invés de fazerem nas coxas e nos deixar pagar o pato. Fazer corrida de rua, em um piso que não assimila a chuva, em uma cidade como São Paulo, onde chove barbaridades, sem um Plano B e em um horário e dia que não deixa alternativa, a não ser jogar para o dia seguinte, uma segunda-feira, é uma irresponsabilidade. Dos envolvidos e dos que disseram amém.

Ontem, no mesmo horário, Santos e Corinthians jogaram no Estádio do Pacaembu, que é onde esses eventos devem acontecer. Imaginem se hoje tivesse chovido, o que inevitavelmente já pararia a cidade. Como é que iria ficar?

Segunda-Feira – arquibancadas vazias, já a Marginal……

Notas relacionadas:

  1. Louca imaginação
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domingo, 1 de maio de 2011 Masters, Tênis Masculino | 18:48

Três em um

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Novak Djokovic segue com seu ano perfeito. Sua auto estima deve estar nas nuvens. Esta semana foi especial, por jogar em casa e por fechar o circulo iniciado com a conquista da Copa Davis na mesma Belgrado. Se o rapaz abandonasse a carreira tenistica esta semana, se elegia presidente da Sérvia na semana seguinte.
 
Imagino que o nosso amigo Marin A esteja tomando um Malbec antes de vir comemorar no Blog a vitória de Juan Del Potro. Se eu estou feliz por ele Delpo, imaginem a torcida argentina. Aos poucos, o rapaz vai readquirindo sua forma, seu físico, seus calos, sua confiança. A vitória, contundente, sobre um saibrista da categoria de Verdasco, que estava super motivado, por conta dos incidentes de Barcelona e pelos pontos a defender, deixa claro a sua volta aos ranking dos melhores. Nesta toada, Delpo estará pronto a fazer estragos nas quadras duras dos EUA, onde tem se dado melhor.
 
Um número surpreendente: Davydenko conseguiu, com a conquista de Munique, ultrapassar o numero de títulos de Gustavo Kuerten. A diferença é que Kuerten conseguiu brilhar em dois grandes palcos. O brasileiro dorme com três taças de Roland Garros em sua casa, além daquele belíssimo troféu de cristal que ergueu em Lisboa. Além de poder contar para seus netos que foi numero 1 do mundo. Davydenko venceu o Masters em 2009, mas o mais longe que chegou em GS foi à semifinal. São excelentes números, o bastante para orgulhar qualquer um. Mas é um detalhe interessante, e inesperado, ele ter passado Kuerten em títulos.
 

 

Davydenko no seu melhor momento.

Notas relacionadas:

  1. Expandindo 2
  2. 10 anos
  3. A semana
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sexta-feira, 29 de abril de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 00:53

Passo Fundo

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Soube durante o dia da intenção do gaucho Marcos Daniel, de 32 anos, de abandonar a carreira. Não chega a ser uma surpresa, mas não deixa de ser uma perda para o tênis nacional.
 
Acompanhei a carreira de Marcos, quase sempre à distância, desde os seus tempos de juvenil. Como chegamos a dividir o espaço do tênis durante algum tempo, dividimos algumas histórias que talvez um dia eu me anime a contar.
 
Importante é dizer que após tanto tempo de carreira, ou carreiras, junto ao tênis, vejo minha trajetória mais como o exercício de uma paixão do que um trabalho. Com isso, aprendi, graças a Deus, a avaliar a carreira de outros por uma luz distinta do torcedor, do praticante ou mesmo do diletante.
 
O que torna uma carreira um sucesso? É simples e simplista dizer que é o numero de títulos e recordes conquistados. É, mas não só. Sob a luz que mencionei, o homem por detrás da carreira tem tanta importância como seus números. E nesse quesito Marcos Daniel leva vantagem sobre muito tenista famoso que fez do marketing pessoal o principal quesito de sua carreira. E tambem por esse quesito, aprendi, sem esforço, a gostar do jovem e, no devido tempo, admirar o homem por trás da raquete.
 
Com certeza, Marcos Daniel gostaria de mais taças em suas estantes e mais reais em suas contas. Mas, até que em termos de torneios Challengers ele foi bem – foram 22 finais e 14 títulos, o ultimo conquistado em São Paulo sobre Thomas Bellucci em belíssima final. Melhor ainda se pensarmos em termos de seu palco favorito, as quadras de terra da Colômbia, onde conquistou oito títulos em Challengers e chegou a ficar 22 partidas invicto, sem pensar em mudar seu passaporte.
 
Conversando com ele há cerca de um ano ele me confessou que pretendia permanecer dentro do tênis após encerrar a carreira de tenista profissional. Isso me pareceu bem claro em sua mente e planos não lhe faltavam. Na época, me assegurou que ainda não tinha data marcada para o abandono, mas que não demoraria muito.
 
É sempre difícil para o tenista fazer a decisão final. Geralmente passam da hora, muitas vezes antecipam e não raro permitem que as circunstâncias determinem. Marcos vinha ruminando a aposentadoria há algum tempo, pensava e falava sobre ela, mas foi só quando o corpo cansou de enviar sinais negativos, que o impediam de exercer sua paixão, que tomou a decisão.
 
Mesmo com todas as dores – o homem é uma aula de anatomia ambulante – Marcos tentará jogar um ultimo torneio; significativamente, Roland Garros, daqui a um mês. Para realizar seu ultimo sonho, dependerá, mais uma vez, das circunstâncias, já que precisará da desistência de três tenistas antes do início do evento de qualificação. Se entrar e realizar seu sonho, conto uma história, gozada a beça, envolvendo o garoto de Passo Fundo e o torneio parisiense. 
 

 

Marcos Daniel e Paulo Cleto há pouco tempo.

Notas relacionadas:

  1. Nas alturas
  2. O sono dos justos
  3. Chato
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quarta-feira, 27 de abril de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 14:37

Injeção

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A confiança do tenista é algo tão tênue e misterioso que não existe uma regra única para como conquistá-la ou perde-la. No entanto, uma das variáveis mais conhecida para ela chegar é a vitória apertada – aquela conquistada na hora da onça beber água.

Foi isso que Thomaz Bellucci conquistou hoje, mais uma vez, ao bater o francês Roger Vasselin em Portugal em quase três horas de jogo e salvar dois match-points. O adversário em si não é nada em especial. Mas a vitória, repleta de dificuldades, alternâncias (Thomaz sacou para fechar no 2º set) , catimbas, pode dar uma injeção na veia do brasileiro.

Como ele vem batendo na trave a alguns jogos e agora está nas quadras onde está mais confortável, talvez o conjunto faça a diferença que ele e o técnico Passos estão esperando.

Enquanto isso, Ricardo Melo conseguiu uma boa vitória, sobre John Isner, sempre mais vulnerável no saibro, mas sempre um perigo. Porém não conseguiu se inspirar e vencer um tenista mais frágil, mas sempre perigosos, como o desconhecido Blaz Kavic.

A dupla campeã de Blumenau e Santos, Andre Sá e Franco Ferreiro, fizeram uma longa viagem até Belgrado em cima da hora, por conta da final em Santos, e perderam logo de cara, o que não chega a ser uma surpresa. Muito vôo, muito fuso horário, muitos erros.

Bellucci – mais uma injeção de confiança

Notas relacionadas:

  1. Jack
  2. Merecendo
  3. A semana
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terça-feira, 26 de abril de 2011 Juvenis, Tênis Masculino | 13:45

Tuiteiro

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Quem pensa que isso só acontece em países não-desenvolvidos ficará surpreso com a notícia. Eu não fiquei.

O Diretor de Desenvolvimento da USTA, a Federação Americana de Tênis, Patrick McEnroe entrou em lavação de roupa publica com o jovem tenista Donald Young. Isso porque o tenista publicou uma série de ofensas à Federação no Twitter. Coisas do tipo “F… a USTA, eles são cheios de M… Eles me f…. pela última vez” tudo acompanhado pela versão sem censura do sucesso de Cee Lo. Fino o rapaz!

Tudo por conta do convite que a USTA tem para distribuir em Roland Garros. Os americanos têm a tradição de realizar um torneio para determinar o escolhido. Young achou que deveria ter ido para ele, mas aceitou jogar o torneio e, após perder para Tim Smiczek na final o rapaz pirou e foi se expressar na internet.

Donald, #95 no ranking e 21 anos, já recebeu 13 convites para diferentes chaves no Aberto dos EUA, o que deve ser um recorde, além de dinheiro para despesas com viagens e treinamentos patrocinados desde 2005. Mas o rapaz acredita que “eles” só o f…..

A USTA e os pais (sempre os pais!) do rapaz têm uma história de conflitos. Isso é quase padrão em qualquer lugar. Os pais só vêem o próprio umbigo, por mais que sejam ajudados. Imaginou o Donald por aqui?

McEnroe diz que as ofensas no Twitter são só a ponta do iceberg das posições do rapaz e família com a USTA e por isso demanda desculpas publicas do rapaz, o que seria o mínimo. O fato é que se fez uma enorme expectativa em cima de Young – que seria a próxima grande estrela do tênis americano, a família sonhou com a grana, a federação com os títulos, o tenista com todas as benesses do sucesso e por aí afora.

Donald venceu o Aberto da Austrália aos 15 anos, foi #1 do mundo como juvenil, mas não decolou no profissional. Seus melhores resultados são nos Futures e Challengers e não entre os big dogs, onde seu tênis não aparece. Recentemente venceu um torneio menor em Tallahassee, sua especialidade, que, junto com a vitória sobre Murray em Indian Wells o levaram a acreditar que a USTA ignoraria os outros tenistas que disputam o torneio pelo convite. Se deu mal, fora e dentro da quadra.

Abaixo Donald e seu vídeo favorito.


Notas relacionadas:

  1. No gringos
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segunda-feira, 25 de abril de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:39

A semana

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Começa hoje em Belgrado a temporada de Novak Djokovic sobre a terra. O torneio é da família Djokovic o que, em circunstâncias normais, poderia ser considerado um conflito de interesse. Em tempos atuais é visto como um investimento da família no esporte sérvio. O torneio é um evento secundário que consegue arregimentar uma chave bem mais forte do que qualquer torneio latino americano. São sérvios, espanhóis, japoneses, argentinos e até o brasileiro Ricardo Melo que enfrenta na 1ª rodada o americano Isner. A semana em Belgrado serve para a torcida sérvia matar as saudades do melhor tenista do mundo da temporada, e homenagear os atuais campeões da Copa Davis das mais diversas maneiras.

Thomaz Bellucci passa a semana em Lisboa jogando nas quadras do Estoril. O torneio, sempre restrito, são três eventos na Europa na mesma semana, mas sempre arrojado, desta vez levou Soderling, Verdasco, Tsonga, Simon, Raonic, Del Potro entre outros. É uma bela chave para as circunstâncias e uma grana preta em garantias. É um belo lugar, incrustado entre Cascais e Sintra, oferecendo um charme especial aos tenistas. O evento ganhou, em 2010, o Prêmio de Marketing da ATP, o que demonstra os esforços de João Lagos, dono do evento, e ajuda assegurar a participação dos patrocinadores.

O torneio de Munique é um evento acomodado, que nunca teve ambição de crescer, mas que prossegue sólido como as montanhas próximas à charmosa cidade bávara. O torneio existe desde 1900, o que deve deixar sofasistas de cabelo em pé e é realizado no Clube Iphitos desde 1974. O pessoal que aparece por lá é outro. Davidenko, Youzhni, Wawrinka, Cilic, Kohlschreiber, Stakhovsky. É a turma do lado de lá. As quadras são pesadas para danar, uma característica local, até pelo clima molhado. Só tem um latino americano inscrito e nenhum espanhol, uma raridade no saibro.

Duas boas notícias para o tênis brasileiro na semana passada. A nova conquista de João “Feijão” Sousa. O rapaz venceu o Torneio de Santos, o que o levou ao 148º lugar do ranking. É mais um respiro que os torcedores do tenista paulista dão na expectativa que uma hora o rapaz consiga engrenar, pegar confiança e começar a conquistar as vitórias que seu talento possibilita.

A outra é o fato de que Andre Sá igualou o numero de conquistas de títulos de duplas em torneios Challengers ao vencer Santos com o parceiro Franco Ferreiro. Mas isso é razão para outro Post.

Tenistas sérvios reconhecidos pelo seu país – bando de burgueses e seus passaportes diplomáticos.

Notas relacionadas:

  1. Um bom fim de semana
  2. Próxima semana
  3. Merecendo
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domingo, 24 de abril de 2011 Tênis Masculino | 14:00

Animal que ronda

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Deixando transparecer certa conformação, minha mulher me perguntou logo cedo que hora seria a final de Barcelona, para ver por quanto seria a derrota de Ferrer. Percebi uma certa ironia na pergunta. Só para descobrir, o que me deixou mais contente, que ela deu mais um passo em seu relacionamento com o tênis, ao torcer, sem pudores, pelo Ferrer, o que garantiria um melhor espetáculo. Pouco adiantou.

Ferrer continua respeitando, mais do que a conta, o seu maior adversário. No segundo set chegou abrir 4×2, sacando para ampliar. Não conseguiu. Perdeu quarto games seguidos.

Se engana redondamente quem pensa que Ferrer jogou mal, ali ou em algum outro momento. Ele jogou muito tênis. O tênis mostrado por ambos é quase uma aberração pela qualidade dos golpes e o incrível atleticismo. Porém, Ferrer ainda faz parte dos poucos mortais que jogam muito tênis, mas não conseguem manter o mesmo alto padrão em todas os pontos disputados.

O que pode causar severos danos emocionais a ele Ferrer, e a outros talentosos mortais com uma raquete na mão, é que do outro lado da rede ronda um animal que está em outra dimensão tenistica. Sei que meus leitores precisam se manifestar, o que acho ótimo. Para ajudar a evitar que descarrilem por caminhos menos produtivos, deixo a eles a tarefa de publicar alguns dos números que Nadal consolidou com a conquista do Torneio de Barcelona.

O Animal em Barcelona

Notas relacionadas:

  1. Grã-Duque
  2. Alfredo di Roma
  3. Como é que é?
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Light, Tênis Masculino | 13:08

Como é que é?

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O tênis não anda tão em alta no Jornal Nacional da Globo, desde que eles levaram Gustavo Kuerten para um bate papo ao vivo por ocasião de sua aposentadoria. Mas me causou uma severa surpresa que a moça que apresentava o JN de ontem conseguisse a proeza de errar a pronuncia dos dois nomes de David Ferrer enquanto falava dos feitos Rafael Nadal e a final de hoje em Barcelona.

Isso porque a TV Globo é conhecida pela rigidez de seus padrões e pela preocupação, às vezes até maior do que necessária, com a pronuncia de nomes estrangeiros. De qualquer maneira, a produção comeu bola ao deixar a moça mudar o nome do operário tenista espanhol sem seu conhecimento e autorização.

David foi pronunciado como se fosse inglês, tipo David Beckham, e Ferrer, foi pelo mesmo caminho, ao ser pronunciado como o do ótimo ator porto-riquenho americano Jose Ferrer, que ganhou o Oscar com o narigudo Cyrano e é ainda mais conhecido por ter sadomizado o Laurence da Arábia do que por ser tio de George Clooney e primo da especialista em duplas Gigi Fernandes.

David Ferrer, Jose Ferrer ou David Beckham?

Notas relacionadas:

  1. O meu chapéu
  2. Nos vestiários
  3. Respeito
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  1. Primeira
  2. 10
  3. 20
  4. 28
  5. 29
  6. 30
  7. 31
  8. 32
  9. 40
  10. 50
  11. 60
  12. Última