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Arquivo da Categoria Tênis Masculino

quarta-feira, 9 de maio de 2012 Masters 1000, Tênis Masculino | 19:24

Mestre Jedi

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Que belíssimo jogo de tênis entre Roger Jedi Federer e o Milos Smurf Raonic. A partida teve de quase tudo um pouco. De mais inusitado tivemos Roger Federer sacando e voleando como se tivesse entrado na máquina do tempo.

O Raonic que tem um canhão na mão e quase 2m de altura não ia à rede atrás do saque – só atrás de alguma bola curta do adversário. A teimosia de Federer em sacar e volear quase coloca o adversário na próxima rodada. Milos teve oito break-points na partida e só conseguiu cacifar um único. Perdeu nessa estatística. A maior parte desses BP nem o suíço sabe como escapou.

Mas o que valeu foi o espetáculo que a quadra de terra azul proporcionou. Não é saibro, não é dura e muito menos grama. É terra, é azul, escorregadia e joga rápido, até pela altitude de Madrid.

E essa a grande curiosidade. É uma dureza esse circuito de saibro europeu – mais por conta da altura das cidades do que pelo piso. Vejamos; Madrid é considerado um torneio aparte, por conta da altitude, que também não é lá essas coisas. São 655 m, menos do que São Paulo. Já os outros principais torneios, Monte Carlo, Roma, Hamburgo, Lisboa são todos jogados na altura do mar, o que é uma dureza enorme para o estilo Federer. Paris está a menos de 100m, o que dá quase igual ao mar. Ou seja, além de ser jogado na terra, é jogado a uma altura que impede muita outra arte a não ser dos mestres do fundo de quadra.

Por isso o jogo de hoje foi um espetáculo à parte. Dois tenistas extremamente agressivos brigando em uma rodada inicial em um cenário diferente. Raonic jogou muito e o bastante para confirmar que chegou para ficar e ainda dará muito que falar. Perdeu o medo de dar na bola no fundo da quadra, o backhand melhorou muito, inclusive mudando de direção como se fosse ele um cachorrão. Em breve vai aprontar uma cachorrada daquelas.

Federer mostrou, mais uma vez, que a força está ao seu lado. Escapou de situações que só um Jedi conhece os caminhos. E ainda chegou na hora da onça, ajeitou as mechas e enfiou a mão sem perdão, sem contar o show junto à rede, uma arte cada vez mais rara entre os empurradores de bola. É lógico que Milos vai perder umas noites de sono por conta daquela bola que errou no 4×5 do TB. Mas essas coisas acontecem – perguntem ao Bellucci – e o canadense chegará a Wimbledon jogando barbaridades, se não se contundir. Quem viver lembrará minhas palavras.

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Roger voleando e trocando a direção da bola. Olhem bem, o golpe está mais raro do que  uma balzaquiana virgem.

Notas relacionadas:

  1. Blasé
  2. Alarme
  3. 2a semifinal em Dubai
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terça-feira, 8 de maio de 2012 Masters 1000, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:46

Fácil não é

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Não vou dizer que é fácil, porque não é, mas um detalhe, até mais do que um detalhe, que ajudaria Thomaz Bellucci, seria ele conseguir jogar no mesmo alto padrão de qualidade durante toda a partida.

Já escrevi, e insisto, para o terror de sofasistas e pessimistas, que Bellucci tem jogo perigosíssimo. No entanto, ele não consegue manter o nível durante o jogo. Não que assim queira ou simplesmente perca a concentração.

Thomaz não conseguiu ainda encontrar o ponto de equilíbrio entre o jogar em um nível conservador e um nível arrojado. Ele é mais perigoso e eficaz quando arrojado, até pelos penetrantes golpes que possui. Só que ninguém pode jogar só “lá em cima”. A maior parte do tempo há que se administrar os pontos, as circunstâncias, a vantagem etc. E aí ele sofre, oscila, cai de padrão.

Hoje, contra Richard Gasquet, não foi diferente de outras ocasiões que já acompanhamos. O placar – tie-break no 3º set, após estar 2×5 abaixo e salvar 6 match-points – mostra que não lhe faltou luta. Faltou foi manter a qualidade apresentada no 1º set quando varreu o francês da quadra. A partir do 2º set, e quantas vezes já vimos esse filme, ele tentou “administrar” e lidar com a inevitável subida do jogo do oponente. Não deu.

Gasquet até tentou dar uma de Gasquet, achando que já tinha vencido antes de fechar, chegou a perder 8 em 9 pontos naquela hora decisiva, o que permitiu a espetacular volta do brasileiro à partida. Mas a partida ficou para ser decidida no TB e aí não dá nem para dizer que esse ou aquele mostrou maior merecimento. Thomaz vai sonhar com o ponto de 3×2 e seu saque, quando errou um revés na cruzada – ali o jogo poderia ter ido em outra direção. Insisto, a diferença estaria bem mais em manter o padrão do 1º set e se impor através de toda a partida pela qualidade que pode ter. Mas isso é bem mais fácil dito do que feito.

Notas relacionadas:

  1. Pegada.
  2. Rugiu
  3. Manso
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Masters 1000, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 10:39

Daltonico?

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Ainda é muito cedo para um diagnóstico defenitivo, mas a quadra azul de Madrid é um tanto lúgubre durante o televisionamento para o meu gosto – pelo menos no impacto inicial. Piso azul e faixas de fundo azul é muito frio.

O  visual lembra o de uma quadra dura, ao qual os tenistas devem estar acostumados, mas dá para entender a revolta dos mais tradicionalistas. Para o “jogar” vamos aguardar a reação dos tenistas. Quanto mais longe eles forem mais devem se acostumar e, de repente, gostarem. Mas o escorregar e o quicar não me parecem comprometidos. Na verdade parece que a quadra está escorregando um pouco demais e ninguém está abusando de slices porque esses quicam “mal”, ressalte-se que quadras estão aparentemente um “tapete”, pelo menos para assistir, já que por vezes dá para ver o tenista tendo que corrigir na última hora.

O que achei positivo é que a marca da bola fica bem mais evidente do que no saibro vermelho, o que é pouco para desculpar a mudança. Mas o estranho é que, ou estou ficando ainda mais daltônico ou o amarelo da bola não ressalta tanto como eu esperava. Aliás, será que não era mais uma questão de mudar a cor da bolinha? Antes eram branquinhas e todo mundo tremeu e reclamou quando surgiram, aos poucos, as amarelas. Com as tais cores cítricas e tudo quanto é pesquisa e inovações de tintas e cores, podiam conseguir o mesmo, ou melhor, efeito do que o azulão na terra.

Ainda me reservo aguardar e assistir mais alguns dias antes de um parecer mais definitivo, ao contrário de alguns que não testaram e já caíram matando, o que me faz suspeitar que algumas críticas passarão um pouco à margem da sobriedade e invadirão a área da política e, pior, do interesse pessoal, o que não foi o caso de Serena que disse que tanto faz como tanto fez vermelha ou azul e até prefere esta porque não suja a roupa. Mas, por enquanto, as famosas pegadoras de bola de Madrid me pareceram uma idéia melhor.

Serena Williams – quadra azul não suja a meia…

Notas relacionadas:

  1. O leitor em Madrid
  2. Sacador
  3. Tudo azul
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segunda-feira, 7 de maio de 2012 Juvenis, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 17:09

Sul americano

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O Brasil venceu pelo 2o ano consecutivo o Sul-Americano feminino de 16 anos, uma ótima notícia para nosso sofrido tênis feminino. As duas titulares são a já conhecida Bia Maia, o maior talento recente do tênis feminino nacional e Carolina Meligeni Alves, sobrinha de Fernando, um talento de voz própria. O time tem ainda Suellen Abel.

O evento aconteceu em Valencia, Venezuela, onde o time masculino também chegou à final, contra a Argentina. Só que como não para de chover na cidade, a final não acabou. Acabou a feminina, pela facilidade do marcador. Bia bateu a adversária paraguaia 6/3 6/2 enquanto que Carol resolveu rapidinho por 6/1 6/1. Nem jogaram a dupla.

Os meninos Gabriel Hocevar, filho do nosso campeão e amigão Marcão Hocevar, Marcelo Zormann e Rafael Matos não sabem quando vão tirar as coisas a limpo com os hermanos. Até porque, hoje em dia, o importante no sul-americano é que ambos finalistas se classificam para o Mundial, que acontecem em Setembro, em Barcelona. Parabens a todos os envolvidos.

No sábado viajou a equipe de 14 anos que vai para a mesma batalha em Santiago do Chile. O time masculino conta com Antonioni Fasano, Orlando Luz e Flávio Tonon. O time tem como adversários em seu grupo a Venezuela, Uruguai, Bolívia e Chile. A Argentina está no outro grupo.

As meninas Thaisa Pedretti, Gabriela Rezende e Ana Farinha enfrentam a Argentina logo de cara para deixar as coisas claras. Peru, Venezuela e Bolívia também estão no grupo. Assim como os de 16 anos, os finalistas vão para o Mundial na Rep. Tcheca. Boa sorte à garotada.

O time de 16 que ganhou…

e a garotada que foi ao Chile para ganhar.

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Tênis Masculino | 13:29

3 em 1

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Uma semana com três torneios não é tão frequente e é uma ótima oportunidade de se fazer um impacto no circuito. Até pela simples aritmética de que mais chaves dilui a dificuldade. E também porque nessas semanas, a não ser que aja grana sobrando, os big dogs ficam em casa treinando para torneios maiores.

Com esse cenário, tenistas que estão fora do radar da maioria dos fãs fazem sua festa – nada mais justo. É preciso saber aproveitar as oportunidades quando elas surgem.

Com os três eventos acontecendo na Europa a concentração fica ainda maior; os americanos continuam se encolhendo na hora de sujar os sapatos na terra.

No Estoril, o hermano Del Potro colocou mais uma taça na estante, batendo Richard Gaquet na final. Um bom resultado para Thomaz Bellucci – Gaquet jogou bastante até Domingo e não levou a final. Não é raro o tenista sentir no início da semana seguinte. Mas o brasileiro estará pressionado em defender os pontos que já foram e o jogaram na 69ª colocação do ranking, o seu pior em mais de três anos.

Em Munique, um torneio que tradicionalmente atrai os tenistas da Europa Oriental e é jogado em condições pesadas, o dono da casa, Kohlschreiber, aproveitou para vencer pela segunda vez o torneio – o 1º foi em 2007, 1º título do alemão. É sempre legal vencer em casa e, no meu caderno, mostra personalidade.

Em Belgrado fica a curiosidade da ausência de Djokovic (Marko jogou, mas isso definitivamente não conta e se conta é de maneira negativa) e seus amigos Janko, Viktor e Nenand – amigos, amigos, negócios à parte. Como será que a imprensa local lidou com o fato? A chave estava uma baba bem doce, pelo menos para o padrão que os sofasistas estão acostumados a acompanhar na TV. O italiano Andreas Seppi, de 28 anos, havia vencido um único torneio na carreira; e na grama de Eastbourne, o que tem que ser a zebra mais listrada que já vi. Aproveitou o fato de ser cabeça de chave #2 para melhorar o currículo.

São três torneios da Série ATP 250, o que não é nenhuma Brastemp, mas os pontos contam iguais, independente das presenças e ausências. Os vencedores aproveitaram a oportunidade, merecem o prêmio e as láureas, além de que os pontos vão ficar no computador nos próximos 12 meses.

Achei bom colocar uma foto do Andreas Seppi, porque não sei quando terei outra oportunidade.

Notas relacionadas:

  1. A final masculina
  2. Confiatrix
  3. Tudo azul
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sexta-feira, 4 de maio de 2012 Tênis Masculino | 15:11

Aberto de Madrid

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Este é um espaço só para o uso dos fãs do bolão, que, mais uma vez, não é endossado pelo Blog

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Grand Slam, História, Masters 1000, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:09

Saibro Smurf

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Receio que a quadra azul do Aberto de Madrid, que começa este fim de semana, está se tornando mais importante do que o evento em si. Não duvido que isso seja bem vindo pelo dono do torneio, o romeno Ion “o Ogro” Tiriac, que, entre outras novidades, trouxe modelos para pegarem bolas, algo que muitos também reclamaram no início e para o que alguns ainda fazem cara feia. A única duvida que tenho a respeito é se algum tenista já perdeu a concentração durante o jogo com aqueles excessos femininos lhes dando bola. Mas, lembro que a maioria também achou um absurdo quando começaram a usar camisas coloridas em quadra e mais ainda quando Andre Agassi começou a usar as camisas espalhafatosas com desenhos horríveis que a Nike fazia para encaixar a sua personalidade.

Não deixa de ser interessante o fato de que a cor azul, em um tom bem semelhante, é a cor do principal patrocinador do evento, o que fica difícil de ignorar na questão. Os organizadores lembram que vários torneios usam cores diferentes durante a temporada e Slams como o U.S. Open o fez no passado e recentemente o Aberto da Austrália, também mudaram a cor do piso. Quanto à questão do contraste do amarelo da bola com o azul da quadra, a razão alegada para a mudança, nós vamos ver o quanto Tiriac tem razão assim que o televisionamento começar.

Rafa Nadal lidera o bloco dos que odeiam mesmo sem experimentar, algo que crianças fazem quando se veem à frente de um prato de miúdos. Em um malabarismo lógico, Nadal diz que entende e não culpa os organizadores e sim a ATP por permitir – algo na linha de não culpar o bandido que o assalta e recriminar a polícia que permitiu. Com isso, ele quer, como se fosse possível, preservar o evento espanhol e ao mesmo tempo seguir na sua cruzada de criticar a ATP por tudo e mais um pouco por não fazer as coisas exatamente como ele quer. A postura não é de hoje, piorou quando não conseguiu que as coisas fossem como queria, quando vice-presidente do Conselho da ATP, e a única coisa que mudou de anos atrás é que antes seu tio era o porta-voz de todas as reclamações. Em suas declarações Nadal diz que não há vantagens para os tenistas e para mais ninguém – só para o dono do torneio, se referindo a Tiriac, sem mencionar seu nome.

Deve ser um pouco constrangedor para ambos que um dos que defende a quadra azul é seu amigo, vizinho e mentor Carlos Moya. Este diz que não há nada errado com a quadra e que acha tudo muito bom com ela. Não sei se seria exatamente essa sua posição se ainda competisse no circuito profissional, mas não acredito que dissesse se não acreditasse. Além dele, o ex-número 1 do mundo e maior ícone do tênis espanhol, Manuel Santana, é o diretor do torneio, avalista do piso e tem recebido os principais tenistas na Quadra Central.

Novak Djokovic não gostou que mudassem a quadra sem o aval dos tenistas, uma questão atualmente nos vestiários. Ele diz que uma decisão como essa não pode ficar nas mãos de um executivo, no caso o presidente da ATP, e não passar pelos tenistas. Após seu primeiro bate bola, disse o quique da bola é um pouco diferente, especialmente no slice.

Andy Murray, antes de abandonar o torneio por conta de uma contusão nas costas, afirmou não ter maiores restrições à quadra azul, antes de jogar nela, do que o fato de o evento ser tão próximo a Roland Garros. Ele concorda que às vezes é difícil assistir jogos no saibro na TV e que entende a mudança.

A posição do diplomata Federer é expressa em poucas palavras. “É uma história bem longa, mas acho triste que o evento seja disputado em uma quadra que os tenistas não aceitam e que Nadal seja obrigado a jogar em uma quadra que não aceita em seu próprio país.”

Fernando Verdasco disse que gostou da quadra, o “deslizar” e que permite ótima movimentação. As marcas deixadas pelas bolas são bem claras Ele salienta que Madrid é sempre complicada pela altitude.

Milos Raonic deixou a coisa mais simples e cômica ao chamar a quadra de “saibro smurf”, lembrando os personagens azuis das histórias em quadrinhos e filmes.

O atual presidente da ATP, no cargo desde Novembro último, não foi o que aprovou o piso, mas decidiu manter a decisão, pelo menos para este evento. Após o torneio a ATP fará uma revisão do assunto e decidirá se a quadra continua azul ou voltará à cor laranja/vermelho, o que deixará a questão em aberto mesmo após o torneio.

Lembrando que o evento reúne homens e mulheres na mesma semana e estas tiveram ainda menos input sobre o assunto do que os homens. No entanto as moças tem mantido um “low profile” sobre o assunto.

Serena segiu na sua linha rebeldo declarando ser ridiculo o saibro azul e que o seu veto à cor foi simplesmente ignorado. Maria Sharapova treinou, achou interessante e “diferente”, sem passar qualquer julgamento negativo. Cirstea, romena como Tiriac, adorou a novidade, que diz ser boa para o tênis. Venus Williams diz que a quadra é uma declaração fashionista, o que faz bem o seu gênero e com o que Maria concorda, ao dizer que “é bem legal para o espetáculo e o entretenimento, dois fatores importantes no esporte”. Pelo menos por enquanto as mulheres parecem ter um olhar mais feminino e de menos conflito sobre o assunto. Mas acredito que muita água ainda vai rolar debaixo dessa ponte nos próximos dias.

Quadra azul e bola amerela – visual melhor?

Saibro Smurf ?



Notas relacionadas:

  1. Charutos não
  2. Tudo azul
  3. Tudo azul
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quinta-feira, 3 de maio de 2012 Tênis Masculino | 14:26

No win

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O leitor Rodrigo P questiona se o convite do torneio de Munique para Tommy Hass foi um “bom” ou “mau” convite, já que o convidado derrotou o principal tenista da chave Jo Tsonga.

É aquilo que em inglês se caracteriza como uma “no win situation” para os organizadores. Pagaram uma nota preta para o francês jogar o evento e convidaram Hass, um belissimo tenista que encara uma aposentadoria precoce por conta de inumeras contusões. Além do fato que Hass é alemão. Até aí tudo certo. Não custa lembrar que o alemão tem 34 anos, chegou a ser #2 do mundo em 2000, foi uma enorme promessa e nunca conseguiu ser o que poderia ter sido tanto por uma certa fraqueza psicológica como por uma série de contusões e um acidente com seu pai que o tirou do circuito por quase uma temporada.

Pois no sorteio, e alguém ali tem uma maozinha venenosa, coloca os dois fernte a frente na 1a rodada. Os organizadores devem ter tido um treco na hora e soltado uma scheiße atrás da outra.

Até algumas décadas atrás, os donos do torneio teriam melado o sorteio na hora. Nos dias de hoje é obrigado a presença do Supervisor e do Representante da ATP para que macaquisses não aconteçam nos torneios. Eu praticamente coloco a mão no fogo que assim é. A única vez que achei que tinha mico no circo foi em uma Copa Davis no exterior, mas isso é outro caso. Sendo assim, os organizadores tiveram que engolir o prejuizo e afogar a mágoa em alguma bierhouse da vizinhança só de ver o sorteio.

Se eles ficaram mais contentes com a vitória de Hass do que da possível, e esperada, vitória do francês já não sei dizer. Só posso garantir que o Angst vai cair como uma nuvem negra na Diretoria se o Haas tomar um cascudo do Baghdatis na próxima rodada.

Quem quiser olhar o quanto plástico é o tênis do alemão, assim para onde o Tênis poderia ter ido e, infelizmente não foi, é só olhar o video abaixo de seu confronto com Federer no AO 2006.

Notas relacionadas:

  1. Duas bolas
  2. Caça e caçador
  3. Desolado
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quarta-feira, 2 de maio de 2012 Grand Slam, Tênis Masculino | 10:58

Pragmático

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Definitivamente a formação cultural de uma pessoa se traduz nas suas ações. Enquanto o espanhol Rafael Nadal pegou suas raquetes e abandonou o Conselho da ATP no início da temporada, deixando claro sua insatisfação em como as coisas caminhavam, Roger Federer declara esta semana que a certa altura também pensou em recolher seus relógios e abandonar o Conselho. Pensou melhor e concluiu que se você desiste aí que as coisas não mudam mesmo. Mais pragmático.

A ATP sempre foi um saco de gato e de interesses. O que acontece hoje não diverge em nada do que já aconteceu no passado. Não tenho receio em dizer que é até bem mais tranquilo.

Hoje se discute muito o calendário, a premiação oferecida, especialmente pelos Grand Slams, e a voz dos tenistas em decisões táticas e técnicas, novamente em especial nestes torneios.

Na semana passada, Roland Garros e Wimbledon abriram um pouquinho a mão das fabulosas quantias que arrecadam a cada evento. É um passo na direção do que os tenistas pleiteiam, mas não chega lá.

Federer não aprova algumas dessas demandas e menos ainda a maneira que alguns tenistas escolheram verbalizá-las (ouch!). Como bom suíço, ele acha que a paciência é uma virtude que os tenistas devem cultivar. Ele afirma ter conversado com alguns tenistas em Miami e informado como andavam as conversas com os GS – Federer é presidente do Conselho dos Tenistas. Insistiu para que se aguardasse uma manifestação dos mesmos, algo prometido em Indian Wells.

“Bem, eles mudaram algumas coisas”, diz o suíço lembrando sobre o aumento da premiação, em especial na 1ª rodada divulgado na semana passada. Como está fora do circuito desde então, ele diz que não sabe onde está a cabeça dos tenistas, algo que descobrirá em Madrid. Ele sabe que o perigo de uma greve dos tenistas contra os Grand Slams não está totalmente fora de cogitação. “Wimbledon e Roland Garros fizeram as decisões certas, vamos ver o US Open”, diz ele. Se for por conta disso, a paz está no horizonte. Os americanos, apesar de cabeça dura com certas coisas, como aconteceu no US Open do ano passado e que iniciou a revolta dos jogadores, gostam de pensar ser o mais politicamente correto dos GS. Eles seguirão os outros dois e, não duvido, até um pouco mais. Mas suspeito que as demandas dos atletas não acabarão por aí. Só tenho minhas duvidas sobre qual maneira eles optarão por agir. Se a diplomacia suíça, a indignação espanhola ou alguma outra liderança que surja nos vestiários.

O diplomata Federer.

Notas relacionadas:

  1. Escada abaixo
  2. Federer x Nadal
  3. Pimenta
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terça-feira, 1 de maio de 2012 Copa Davis, Tênis Feminino, Tênis Masculino, olimpíadas | 18:47

Sinuca olímpica

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Fortes rumores indicam que a FIT irá mudar uma das regras de elegibilidade para a participação das Olimpíadas do Rio de Janeiro, o que pode complicar um pouco a vida dos tenistas.

Atualmente é obrigatório que um(a) tenista se disponibilize para participar da Copa Davis ou Fed Cup, em duas ocasiões nos dois ultimos anos que precedem os Jogos. Agora a FIT quer que o tenista se disponibilize quatro vezes em quatro anos. É óbvio que a Federação Internacional quer forçar os tenistas a jogar mais os seus principais eventos, e não menos como tem sido a tendência nos últimos anos. Cada vez mais homens e mulheres dizem que estão contundidos na hora de defender seus países ou eclarem que a Copa Davis atrapalha seus calendários individuais. Não é preciso seguir o tênis de muito perto para saber quem é quem no assunto.

Por enquanto só Sharapova – que jogou exatas duas vezes em dois anos, enquanto Kuznetsova e Zvonareva, por exemplo, comparecem a toda hora – chiou, dizendo que advertiu a FIT que a mudança traria problemas e que a FIT decidiu não ouvir suas colocações. Em breve, devemos ouvir mais sobre o assunto, vindo de outros tenistas e dirigentes.

Se for importante para Sharapova jogar as Olimpíadas, assim como para outros tenistas, eles jogarão o que a FIT demanda e ainda o farão afirmando que tem muito orgulho em defender o país. Se não, ciao e bençao – é só ver o recorde de presença deles. São poucos que fazem esse pouco caso, priorizando aonde lhes convem, independente de defender o país ou não.

Aliás, eu não duvidaria que nos anos próximos Sharapova mude de cidadania, defenda algumas vezes o EUA na Fed Cup, assim como Navratilova fez no passado, e desfrute o melhor dos dois mundos. Algo que duvido seriamente passe pela cabeça de, pr exemplo, Roger Federer.

Maria – falta de tempo para defender a Rússia.

Notas relacionadas:

  1. Champagne e flores
  2. 1000!! e sem surpresas
  3. Segura a peruca
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  1. Primeira
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  3. 2
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  7. 10
  8. 20
  9. 30
  10. Última