Coréia
Pouco tempo atrás li um artigo extenso sobre a Coréia do Sul. Duas coisas, entre várias interessantes, me chamaram a atenção no calhamaço.
A determinação e a importância dos estudos no país. Aquela velha história. Enquanto em muitos países o pessoal se dedica às baladas, eles se dedicam aos estudos de uma maneira quase inimaginável para nossos jovens.
A segunda tem mais a ver com o assunto do Post.
A maioria dos coreanos não tem ambições empreendedoras, o que me pareceu surpreendente pela primeira. Eles querem mesmo é arrumar um bom emprego, com salário decente, e deixar a vida passar. Isso se nenhum maluco mais ao norte não decidir acabar com seus planos. O que talvez explique a segunda – lembrando, 50 anos atrás, após a Guerra da Coréia, o país era um dos mais miseráveis do planeta.
E o que isso tem a ver com o que? Essa discussão, que já encheu os tamancos, sobre o calendário do Sr. Bellucci em 2011.
Quem critica o calendário ou não entende patavina do assunto, o que nem sempre é o caso, mas tem certeza que entende, o que não é nenhuma novidade, ou tem um pezinho na Coréia.
Para acabar com o assunto, pelo menos da minha parte:
O Bello fez as escolhas corretas para quem traçou os objetivos que traçou.
Poderia sim, como querem os coreanos, e pelo jeito alguns leitores, manter seu “empreguinho”, garantir seu “salário”, jogar no vermelho ou no preto.
No entanto, ele tentou “empreender”, “crescer”, talvez até fazer um IPO, quebrar a banca jogando seco no 32; só que não deu certo. Talvez ele não tenha o cacife para isso, o que é totalmente outro assunto. Eu pessoalmente até acho que tem. Mas que lhe falta algo, tremendamente importante, e parece que ele ainda não descobriu, isso falta.
Então, agora, como se vocês fossem todos ginasiais > uma coisa é fazer a estratégia correta ou não, que no caso foi apostar no seu próprio taco e tentar “arrebentar” no grandes torneios, com a ajuda de um técnico de um ex #1 do mundo, dando seus pitacos nos menores.
Outra coisa é fracassar na hora de realizar a estratégia, pelas inúmeras variáveis possíveis que não são o assunto aqui.
Sim, o Bellucci fracassou em sua tentativa de sair de top 20 para top 10 e acabou como top 50. Espero, para o bem dele, e nossa torcida, que tenha apreendido algumas lições, a principal delas que o problema é interno e não externo, e que no futuro consiga realizar seus planos e ambições, no que faz muito bem em ter. Senão, mais triste ainda, que aceite “Coréia” tenistica, como vários antes dele. Alias, pessoalmente, acho mais digno, mil vezes, ainda mais para um jovem atleta, fracassar tentando explorar limites do que “vencer” jogando no seguro, no que tem que se tirar o chapéu para o rapaz.
O resto é sofá!
Jovens coreanos. Estudar muito para a ambição de ter um bom emprego – nada errado também.
Notas relacionadas:
Autor: paulocleto Tags: coréia, thomaz bellucci











