Arquivo da Categoria Tênis Masculino
24/11/2009 - 12:50
Qual dos elementos abaixo está mais, e o que está menos, confortável, e o mais, e o menos, elegante, com a vestimenta formal que os organizadores acharam por bem colocar nos tenistas, por conta do evento ser jogado em Londres? Os dois elementos mais atrás, de chapéu coco, não contam.
Adianto, não por ter “inside information”, mas por utilizar simples métodos utilizados por famoso residente da Baker Street, próxima do local da foto, que as vestimentas não pertencem aos jogadores e sim foram cedidas pela produção local – atentem para o detalhe dos bolsos duplos em quatro deles, dois com bolsos altos e o mesmo corte do bolso em mais dois – o que prejudica, ou pensando bem, ajuda os tenistas.
Vejamos a avaliação fashion de nossos leitores. Opiniões femininas valem dobrado.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Light, Masters, Tênis Masculino
Tags: Del Potro, Federer, Murray, Nadal, soderling, verdasco
23/11/2009 - 16:20
Até o fim do primeiro set eu ainda acreditava na vitória do Rafael Nadal. Até o fim do segundo ainda acreditava que o espanhol encontraria um jeito. Nada feito.
Nadal entrou em quadra com um “game plan” diferente do utilizado no ultimo confronto – mais slices, agressividade na devolução de 2º serviços, bolas mais anguladas e não tão altas etc.
O plano era bom, funcionava, mas a diferença foi mental. E aí a grande surpresa. Os dois sets – 6/4 6/4 – foram decididos na hora da onça beber água, um momento da partida onde o espanhol normalmente faz e desfaz à vontade. Não hoje.
O final do 1º set já foi estranho, com aquele 30×40 que Nadal vibrou achando que era um ace, é cantado fora e ele não desafia?! E ainda erra uma direita pão-com-manteiga para perder o set!?
No segundo, o sueco novamente sacou na frente, sempre mais confortável emocionalmente. E na hora H Nadal miou. Erros de revés acabaram com suas chances de, pelo menos, vencer um set, enquanto o revés do Soderling aguentou o tranco.
Mudou Soderling ou mudou Nadal? Talvez um pouco dos dois. O sueco, tenista perigosíssimo, mais do que ele mesmo acredita, vem melhorando tecnicamente e mentalmente; ele que se derretia psicologicamente com frequencia.
Por outro lado, Nadal, apesar dos esforços, não consegue fazer as mesmas barbaridades com a mesma frequência. Ainda as faz, mais do que qualquer outro, mas, desde Maio, nas mãos do mesmo algoz de hoje, alguma coisa carece no tênis do espanhol.

Pão com manteiga, o mais fácil, o mais gostoso.
Autor: paulocleto - Categoria(s): Masters, Tênis Masculino
Tags: Rafael Nadal, soderling
23/11/2009 - 12:01
O primeiro dia do Masters não trouxe maiores surpresas a não ser pelas atuações abaixo do padrão dos envolvidos. Federer errou mais do que se espera, especialmente na direita de ataque. Talvez o fato de ter perdido duas partidas seguidas teve alguma influencia na sua confiança. Mas lembrando o velho Federer, encontrou uma maneira de perder a terceira seguida. Ficou no ar a pergunta se o diferencial foi a sua mágica ou o Verdasco deixando escapar, mais uma vez, uma grande vitória.
O confronto entre Delpo e Murray prometia pela rivalidade entre os dois. Os dois não se bicam há tempos. Como deixaram de ser garotos brigando por uma rodada e se tornaram campeões lutando por grandes títulos e pelo topo do ranking, deixaram as picuinhas de lado e passaram a se respeitar, o que é bom e todo mundo gosta. Um lá outro cá.
O jogo não foi lá grande coisas. Como Murray lembrou, ambos não jogaram muito desde o U.S. Open. Um porque estava contundido, outro porque deu uma bobeada em sua carreira, após seu primeiro grande título, que ainda vai se arrepender.
No final Murray foi menos ruim. O que achei interessante foi a declaração do argentino sobre a interrupção causada por um sangramento em seu nariz. “Não foi nada demais. “É que tenho um nariz bem grande – esse é o problema”. Falou, Pinóquio.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino
Tags: Del Potro, Federer, Murray, Pinóquio, Roger Federer, verdasco
21/11/2009 - 16:45
Roger Federer saiu em defesa do francês Henri no caso da “mão de deus” versão francesa. Vale lembrar que Henri é companheiro de Roger nos comerciais da Gilette, junto com Tiger Woods e Kaka. Não li nenhuma declaração do Kaka.
Eu assisti o segundo tempo da partida entre França e Irlanda logo após sair da quadra e bater minha bolinha no clube. Era um fim de tarde glorioso e não me pareceu haver programa melhor do que sentar debaixo da jaqueira com amigos, tomar sucos de melancia e acompanhar uma partida decisiva pela Copa do Mundo, especialmente com chances de dar zebra.
Acompanhei quando o francês meteu a mão na bola, o gol, os irlandeses reclamando, o juizão, com a soberba natural dos juizes, ignorando as reclamações e o Henri fazendo cara de paisagem. Fiquei imaginando, quando a TV mostrava carinha do francês, se algum irlandês lhe iria lhe mandar poucas e boas, assim como para o juizão.
Os irlandeses, logo eles, levaram numa boa, no quesito ir à loucura, pelo menos os que estavam em campo. No final um deles até ficou sentado batendo papo com Henri, o que é surreal para mim. Agora, o mundo deve estar caindo para o juizão. Imagino se será crucificado ou, como muitas vezes acontece, será prestigiado. Já o Henri está sendo acusado de trapaceiro para baixo – na Europa a coisa está feia para o lado dele – e a FIFA, assim como a ATP, olha para o outro lado e finge que o problema não é com ela.
Pressionado, Henri diz que deveriam jogar uma outra partida, até porque sabe que a FIFA nunca concordará, como já avisou. Aí é fácil fazer o mea cupla – pergunta para o Agassi. Quero ver é bancar o macho honrado na hora certa.
Na Inglaterra os jornais britânicos foram perguntar para Federer o que ele achava da atitude do amiguinho dele.
Roger acha que quem tem que apitar é o juiz e que o Henri não tinha a obrigação de confessar, em campo, a sua falta. Confessar depois já está de bom tamanho. Amigo é para essas coisas. Se não marcaram nada, o erro é do juiz e do sistema e não de coitado do Henrizinho, pensa Federer. O suíço aproveita para cutucar a FIFA e afirmar que chegou a hora do futebol utilizar a tecnologia disponível. Ele, que nunca gostou do hawk eye, mas o utiliza a torto e a direito, diz que o futebol precisa da tecnologia mais do que o tênis.
Federer diz que não dá para usar replays em futebol para qualquer coisa, mas que algo deveria ser feito para que casos como esses não aconteçam. É genérico demais, já que 10 cabeças teriam 10 idéias diferentes. Agora, diz o tenista, o assunto tomou proporções políticas, o que não deveria acontecer, diz ele.
Eu nunca gostei da personalidade do Henri, mas não consigo imaginar nenhum outro jogador levantando o dedo e confessando o ato impróprio ao juizão, que no tira teima da TV Globo estava encoberto na hora H. Antes eu estivesse errado. Foi um daqueles infortúnios, próprio do futebol, onde a tragédia falou mais alto do que a ética e o fair play. No fundo, acho que a FIFA adora que essas coisas aconteçam. Mantém o estigma do futebol.


Algumas pérolas que os jorna britânicos, que estão possessos, publicaram na internet.
Autor: paulocleto - Categoria(s): Light, Tênis Masculino
Tags: Roger Federer
20/11/2009 - 19:37
O formato de dois grupos de quatro vem sendo usado no tênis profissional desde os tempos de WCT do arrojado Lamar Hunt. Fico imaginando quantos dos leitores sabem, sem ir correndo para a wikipedia, o que foi o WCT e quem foi Lamar Hunt. Ou quantos tenham ido ao Ibirapuera assistir quando o evento aconteceu por aqui.
O Masters era da FIT desde 1970 até 1990, quando a ATP dos tenistas o surrupiou dos cartolas, que tentaram, por um tempo, fazer outro, paralelo, e com uma montanha de dólares que Boris Becker chamou de obsceno, algo sobre o qual o alemão fala de cátedra. Em 1999 a FIT entrou em um acordo com a ATP, desistiu de seu evento e ambas passaram a administrar o atual Masters. Mas chega de história e vamos dar uma olhada nos grupos.
Grupo A: É o mais forte, inclusive pela presença de Federer. O suíço talvez se motive a jogar bem o último evento do ano que o consagrou como o melhor da história. Seria de se esperar. Como não tem feito nada demais nas últimas semanas, está com o físico intacto. Resta ver a confiança, a qualidade que faz o diferencial no seu estilo.
Andy Murray, que volta de uma contusão no pulso, só pode estar cansado de não fazer nada nas ultimas semanas. Jogar bem em Londres será sempre uma faca de dois legumes para o britânico. Tem a motivação de jogar para seu público e com ela vem o lado escuro do tênis – a pressão. Pelo menos não é Wimbledon. Pode aproveitar para tirar o peso das costas, o que seria bom para seu futuro no All England. Atrofia qualquer um, inclusive o Federer. Mas é uma incógnita.
Alguém precisa avisar o Delpo que a carreira não acabou com a sua conquista no Aberto dos EUA. Pelo contrário – agora é que o bicho pega. De lá para cá o argentino está com a cara de quem passou a noite da gandaia. Acorda!! É perigoso, mas parece estar se guardando para 2010.
Fernando Verdasco está no Masters pelo o que fez no primeiro semestre. É outro que não vem se apresentando no seu padrão. Ou será que esse é seu padrão? Corre por fora e sem pressão.
Se for para adivinhar, o que odeio, passam para as semis o suíço e o escocês.
Grupo B- O mais embalado e o que está jogando melhor, de todos, é o sérvio Djokovic. Venceu dois torneios seguidos e levará essa confiança para Londres e para 2010. Mostra, a cada dia, que, mesmo não sendo o mais técnico, é um grande competidor. Adora vê-lo jogar os pontos importantes.
Rafa Nadal é a incógnita. É o melhor competidor do tênis atual e um dos melhores da história, mas não está em sua melhor fase. O pior, para ele, é que a Espanha está na final da Davis mais uma vez e vai vencer mais uma vez. (Será que a CBT vai contratar o Albert Costa para 2010?) Vem patinando em semis e finais e não vence um torneio desde Roma, o que é muito pouco para seu padrão. Mas quem é macho de apostar contra?
É uma dureza escrever sobre Davydenko. O cara é ótimo tecnicamente, mas não tem coração. Parece um cantor de blues branco nascido em Boston ou sambista de olhos azuis criado nos Jardins. É horrível de torcer, a favor ou contra. Fora que treme na hora da onça beber água.
Soderling. Esse é tão maluco que se eu fosse produtor de Hollywood chamava o Jack Nicholson, quando jovem, para fazer seu papel – “here´robin!”. Até o Norman chegar à sua vida não tinha um único amigo no circuito. Agora tem o Norman. Se a Hingis estivesse por aí casavam e teriam um filho. Já imaginou o que viria? Mas gosto de vê-lo jogar, especialmente quando está motivado, o que não é assim tão comum. Tem que se tirar o chapéu para alguém que bate a direita como ele bate, com aquele bração, e aquela esquerda que eu roubava e não devolvia.
Nas semis devem ir Djoko e Nadal. Mas não perco por nada o jogo entre o sueco e o espanhol.
Os oito galáxicos no O2
Autor: paulocleto - Categoria(s): Grand Slam, Masters, Tênis Masculino
Tags: Masters, Nadal, Roger Federer
18/11/2009 - 13:01
Fui algumas vezes ao Masters quando era realizado em Nova York e Hannover. Na primeira, o evento era ótimo, na segunda uma droga. Na primeira, era realizado no Madison Square Guarden, em Midtown New York, uma cidade que ferve. Na segunda, em um complexo mastodôntico, feito para uma feira mundial, nos arredores de uma cidadezinha fria que era o fim da picada. Não fui a Xangai, onde presumo adoraria a cidade e odiaria o evento.
Nova York era campeã pela cidade, pelo local e pelo público, componentes chave de um evento, além dos os atletas, of course. Enriquece demais o calor do público que sabe como e quando aplaudir e quando silenciar. O tenista intui quando o pessoal das arquibancadas é tenista ou pára-quedista e seu desempenho espelha o fato. Para o público visitante, a cidade onde é realizado o evento é uma enorme diferença, para o bem ou para o mal.
Hannover tinha um bom público, os alemães viviam a febre de Graf e Becker, além de entenderem o tênis, o local era estranho, mas passável – algo como um gigantesco Anhembi – mas a cidade era de chorar. Um frio cão, ninguém nas ruas, nenhum lugar para ir, uma tristeza de cortar os pulsos.
Xangai, eu imagino, seja uma cidade interessante, o local devia ser bom, mas o público era de chorar. O pessoal e o tênis estavam em galáxias distintas. E para nós, que acompanhamos pela TV, evento do outro lado do mundo é de ir à loucura pelo fuso horário. Minha mulher deve pensar seriamente em me largar durante o Aberto da Austrália e as transmissões da madrugada. Eu, se pudesse, me largava.
Por conta disso, a minha expectativa com o Masters em Londres é bem positiva. A cidade é ótima, quanto a isso não há duvidas, apesar de que o local do evento, a Arena O2, ser fora do centro da cidade, lá onde Judas perdeu as botas no lado oeste e do outro lado do rio. Nada que um “tube” ou um taxi não resolva.
A Arena é “state of the art”, um local que nos faz sentir terceiro mundo apesar de sermos a sede da próxima Copa do Mundo e Olimpíadas. Imagino se um dia teremos um lugar daqueles por aqui e com os eventos para acompanhar.
O público inglês é também um dos melhores, tem por quem torcer, e tenho a suspeita será mais participativo do que o que comparece ao All England Club, local que inibe e constrange. Já foram vendidos 250 mil ingressos para os oito dias. Além disso, a imprensa é a melhor do mundo, de longe, e bota longe nisso. Isso ajuda a elevar o padrão do evento, dentro e fora da quadra, de maneiras objetivas e subjetivas.
Grupo A
Roger Federer
Andy Murray
Juan Martin del Potro
Fernando Verdasco
Grupo B
Rafael Nadal
Novak Djokovic
Nikolay Davydenko
Robin Soderling
DUPLAS
Grupo A
Daniel Nestor-Nenad Zimonjic
Mahesh Bhupathi-Mark Knowles
Frantisek Cermak-Michal Mertinak
Mariusz Fyrstenberg-Marcin Matkowski
Grupo B
Bob Bryan-Mike Bryan
Lukas Dlouhy-Leander Paes
Lukasz Kubot-Oliver Marach
Max Mirnyi-Andy Ram
Considerações a respeito dos grupos em post futuro.
Bons ingredientes: Londres, Masters, O2 Arena, público, tênis.
Autor: paulocleto - Categoria(s): Grand Slam, Masters, Tênis Masculino
Tags: Masters de Londres, Rafael Nadal, Roger Federer
17/11/2009 - 17:30
Era uma morte anunciada que se concretizou. Marcelo “Girafa” Melo encerrou sua parceria com Andre Sá e assumiu o casamento com o amigo Bruno Soares, cujo parceiro, Kevin Ullyet, abandonou o circuito. Os três são mineiros, amigos de longa data e, com certeza, devem ter conversado sobre o assunto mais de uma vez.
Até hoje a experiência de André ditou o ritmo da dupla mineira que, como toda dupla, deve ter mais de um componente em comum e mais ainda qualidades que se completam. Na dupla Sá/Melo, apesar da idade e pelo atleticismo natural, o primeiro é o ágil e o segundo, pela envergadura, o ancora. Seguindo essas características a dupla foi formada e teve sucesso.
É óbvio que não são só essas características que devem casar para a formação de uma dupla de sucesso. Diferentes tenistas trazem diferentes características para a parceria e é sempre uma incógnita se a parceria funcionará.
Na dupla Melo/Bruno, o segundo terá que forçar um pouco mais a característica de movimentar pela quadra, intimidando e atrapalhando adversários. Marcelo é mais parado – intimida pelo tamanho, mas não vai ficar varrendo a quadra.
Outra característica, que com certeza foi conversada e determinada, é sobre quem jogará no “deuce” e quem jogará na “vantagem”, já que, atualmente, ambos jogam na vantagem. É mais difícil jogar no “deuce”, pois é preciso bater a devolução de dentro para fora. Por isso, eu diria que Marcelo deve ir para lá, já ele bate a esquerda com as duas mãos. Ao mesmo tempo, a melhor bola de Bruno é exatamente a direita na diagonal, onde ele faz misérias, enquanto sua esquerda é mais fraca. No “deuce” ele ficaria mais vulnerável. De qualquer maneira, essa caracteristica e escolha será fundamental no sucesso da dupla.
O fator determinante para a parceria mineira é o fato de ambos serem bem amigos e terem praticamente a mesma idade (26 anos). Eles viajam juntos há tempos e se conhecem desde os tempos de juvenil. Esse carinho mútuo faz uma diferença enorme no emocional de quem tem que viajar e trabalhar junto e de quem tem que constantemente estar se motivando e perdoando.
Resta ver se funcionará tecnicamente, que é o que determinará a permanência da parceria. Ambos gostam do que fazem e ainda têm muito gás. Duplistas podem jogar bem mais tempo do que singlistas e, se tudo correr bem, a dupla pão de queijo pode ficar junta por uma década.
Bruno – simpatia e categoria.
Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino
Tags: andre sá, Bruno Soares, marcelo melo
15/11/2009 - 19:19
No post “Confiatrix” eu levanto a questão se o sérvio Novak Djokovic, após vencer na Basiléia, batendo o favorito da casa, iria guardar suas energias para o Masteres de Londres ou iria para as cabeças, tentando aproveitar seu ótimo momento e vencer duas semanas seguidas.
O sérvio decidiu que Confiatrix é a droga da hora e colocou seu adversários para correr. Enquanto Federer tropeça nos títulos que o asseguraram como o maior vencedor de GS da história, Rafael Nadal parece ter perdido sua nécessaire com a dose de Confiatrix, Andy Murray mostra sinais que perdeu o ritmo e Delpo não se recuperou das farras em Tandil, Djoko colhe os frutos de ter “estourado” no fim das temporadas.
O sérvio vem voando baixo. Hoje jogou demais. No primeiro set tecnicamente. No terceiro emocionalmente. Como um bombeiro, apagou sem hesitação o incêndio que Monfils causou nas arquibancadas de Bercy a partir do segundo set.
O francês mais uma vez morre na praia. Gael é um cara estranho emocionalmente. Joga seu melhor quando decide se empolgar e empolgar o público. Mas, da mesma maneira que se motiva, sai do jogo. Hoje, no momento máximo do torneio, alternou grandiosamente. Soube virar o jogo quando estava set e brake abaixo. Não soube aproveitar os bons momentos. Em momento crucial chegou a dar um bisonho slice de direita. E com seu estilo de dar bolas curtas para os adversários o fazerem correr – o que vai contra tudo que eu sempre aprendi sobre tênis – acaba morrendo fisicamente antes do final da partida. Lembram da derrota dele, entre outras, para Nadal em N. York e Federer em RG?
Nos momentos cruciais das partidas ainda prefere investir no erros do oponente ao invés de tomar as rédeas e vencer o jogo. Um erro estratégico semelhante ao de Murray, seu colega de contra ataque e correria.
Por outro lado, e por isso os resultados melhores, Djoko segue na pista contrária. O sérvio é um dínamo de força interior, um tenista que, junto com Nadal, deveria ser matéria obrigatória em todas as academias de tênis, especialmente por aqui. Nos momentos importantes cresce, abandona o puro contra-ataque, opta pela agressividade e vem perdendo, cada vez mais, o receio de ir à rede decidir a parada. Danton que não era tenista, e muito menos chegado no “Tennis Royal”, mas mudou a história de seu país e da humanidade, já dizia: l’audace, toujours l’audace.
Novak – ajoelhou tem que rezar.
Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino
Tags: gael monfils, novak djokovic
15/11/2009 - 15:10
Pessoal, prometo que antes do fim do dia vocês poderão ler sobre a vitória do Novak Djokovic em Paris e sobre o encontro tenistico do pessoal do blog neste sábado. Aguardem.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino
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13/11/2009 - 11:56
Apesar do dia lindo que faz lá fora, hoje acordei meio para baixo. São aquelas coisas um tanto difíceis de colocar o dedo apesar das fortes suspeitas. O melhor seria sair de casa e ir para a quadra, o que sempre ajuda afastar maus pensamentos, até porque se não o fizer o jogo não decola e o mau humor aumenta. O problema é que estou com um pé atrás com um certo enrijecimento na área do cotovelo. E quem pratica esporte o tempo que eu pratico aprende a ler, e obedecer, os sinais do corpo. Senão..
Fico então, pelo menos mais um pouco, confinado ao computador, lançando olhares longos para o lado de fora da porta, em direção ao verde que o sol torna gritante. Na TV Djokovic e Soderling se enfrentam, um jogo que de um lado tem a confiança e força mental do sérvio e do outro a motivação extra do sueco, que pode virar pressão extra, ao brigar com Verdasco e Tsonga pela última vaga no Masters de Londres. Tem tudo para ser uma partidaça, até pela semelhança do arsenal.
As chances do Tsonga serão decididas logo em seguida, quando ele encara o vacilante, mas sempre resiliente Nadal. Será que o francês conseguirá elevar seu padrão ao jogar para seu público? É bem o seu perfil. O caminho das pedras ele aprendeu no Aberto da Austrália de 2008. Mas o espanhol quando progride em um torneio é que nem comida que cai no chão – se não mata engorda. A duvida é; fico aqui e acompanho a briga alheia ou vai encarar a minha?
Dúvida: Ficar em casa trabalhando, ir para a piscina ou jogar tênis?
Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino
Tags: dojokovic, Rafael Nadal, soderling, Tsonga
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