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Arquivo da Categoria Tênis Feminino

sábado, 28 de janeiro de 2012 Grand Slam, Tênis Feminino | 11:29

Forja

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Quem acompanhou meus comentários na TV, internet e aqui nas ultimas duas temporadas ouviu e leu, mais de uma vez, meus comentários sobre a inevitável subida ao topo do ranking da intensa Azarenka. Veja um deles em: http://colunistas.ig.com.br/paulocleto/2011/04/02/as-pernas-da-vitoria/

Era uma questão de tempo e amadurecimento – ela invadia a área da ansiedade extrema em momentos importantes. Aos poucos foi administrando o problema, crescendo dentro do circuito e chegou à Melbourne, após conquistar Sidney, respaldada pelo #3 no ranking mundial.

Victoria deu um cacete na Sharapova. Sem piedade nem dó. A russa deve ter sentido vergonha, especialmente no 2º set, quando levou um banho de realidade que poucas vezes deve ter levado na carreira. Ambas possuem, razoavelmente, o mesmo estilo, com a diferença de a garota ser muito bem mais veloz, o que faz diferença na velocidade que a bola feminina está andando, e ter um pouco mais de margem de erro (spin) nos golpes.

A questão era se Azarenka manteria as emoções sob controle, já que se perdesse a precisão dos golpes seu jogo iria para a cucuia. E, convenhamos, a moça não sabe, e não ganha de ninguém, se tiver que “empurrar” a bola.

A bielorrussa tem qualidades e personalidade para brigar pelo topo do ranking e conquistar outros GS carreira afora. Vai ter a companhia de Kvitova, outro talento que já ganhou seu Slam, mas ainda está longe de ter chegado ao seu melhor tênis. Se os deuses ajudar terão a companhia de novos valores e, eventualmente, de alguma das várias tenistas que, em dado momento, podem surpreender qualquer outra.

O tênis feminino atravessa um momento interessante, rico e, principalmente, com profundidade de valores. Victoria Azarenka é um desses nomes, que hoje mostrou uma maravilhosa capacidade de aliar intensidade, força, velocidade, técnica, postura e coragem, uma aliança que forja campeões.

Notas relacionadas:

  1. O anjo da Victoria
  2. As pernas da vitória
  3. A estratégia turca
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012 Grand Slam, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:27

1000!! e sem surpresas

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Os meus leitores são um capítulo à parte no meu Blog. Logo que resumo meu trabalho na ESPN e ligo para minha mulher, ela me avisa que o Blog está bombando e que o pessoal está excitado com a aproximação dos 1000 comentários.

Como marquei hora com meu colega Romeu para bater umas bolinhas no Clube, mesmo debaixo do sol que ferve São Paulo, mesmo que só para tirar a inhaca, não vou poder postergar muito este meu post, que não será o definitivo do dia – adivinhem qual será o tema deste!? Será que será antes do milésimo – eu e o Federer flertando com esse numero redondo!

O fato é que o tema de outro recente post – “Fabulous Four” – acabou sendo profético sobre o Aberto da Austrália. Os quatro melhores do mundo chegam às semifinais, provando que eles estão um degrau acima do resto.

Um colega meu de ESPN me pergunta se isso não mostra um momento menor do circuito. É a história do meio copo d´água. Eu vejo como um momento diferenciado, só que pelo melhor. São quatro excelentes tenistas e qualquer um deles pode ficar com o título que não seria nenhuma surpresa.

Desses quatro, Djoko, Nadal, Federer e Murray, só este não tem um título. Por isso, e só por isso, a minha “torcida” pelo Mala. Aí nos próximos, incluindo as Olimpíadas, teríamos realmente quatro tenistas em igualdade de condições. MalaMurray precisa de um título para tirar esse urubu dos ombros e poder explorar seus limites.

Na chave das mulheres uma interessante ambiguidade. Três tenistas – Kvitova, Sharapova e Azarenka – com chances de terminar a quinzena como #1 do mundo, algo muito difícil de acontecer e que acrescenta no drama do torneio – CruzadinhaWozniacki não poderá, pelo menos por enquanto, levantar seu dedinho indicador mundo afora.

No entanto, a favorita ao título, o que também não quer dizer muito, ainda é Kim Clijsters, que, e aí a ambiguidade, está fora dessa corrida. Ela tem jogado menos e seus pontos não são o suficiente para a colocar na “briga”. A belga de 28 anos tem mais experiência do que todas e quatro títulos de GS. Ela e Sharapova já foram #1 do mundo e ambas já venceram em Melbourne. Kvitova nunca foi #1, mas ganhou Wimbledon. Por fora, a intensa Azarenka, que nunca foi #1 nem ganhou um GS. Mas aí também a vitória de qualquer uma delas não será uma surpresa.

Uma homenagem aos leitores deste Blog. Abss

Notas relacionadas:

  1. Clareza
  2. As semifinais.
  3. Surpresas
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domingo, 22 de janeiro de 2012 Grand Slam, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:49

Campanha

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O meu colega de transmissões, Ari Aguiar, lança a campanha, “Dá um slice, Wozniacki!”, campanha que só teria menos resultados do que seu eu lançasse a campanha “Um saque e voleio, please, Caroline”.

A moça, dona de um tênis unidimensional, seria um porre de assistir se não fosse por um quesito. Ela é extremamente disciplinada, o que é, e sempre será, uma qualidade, dentro e fora das quadras. Imagino que os fãs da escandinava sejam os mesmos do ibérico Nadal. Será que a minha mulher também acha ela uma “fofa”?

Após as partidas de hoje, Ari me perguntou se eu não acho que o arsenal de habilidades de um tenista como o do australiano “Neymar Atômico” não lhe confunde a cabeça. Um bom ponto e uma pena que ele não tenha perguntado durante a partida – eu adoro essas pautas durante a transmissão.

É um fato que, especialmente no início das carreiras, os mais talentosos e habilidosos se confundam com a variedade até estabelecer o seu “modus operandis” e mesmo assim há controversas – Murray acha que estabeleceu o seu MO, enquanto seus críticos acham que deveria continuar procurando. Até mesmo o Federer passou por esse momento, não vejo porque com o australiano seria diferente. Que ele vai jogar muito é um fato – ele tem o espírito competidor, além da “mão”. Resta ver o quanto de espírito estamos falando.

Hoje, Tomic tentou enrolar o suíço Federer com seus slices. Federer não se apertou – não lhe falta arsenal para enfrentar quem quer que seja. Mas, depois de uma dupla falta no 30×30, 4×4, 1º set, Tomic abriu as pernas. É verdade que houveram também várias bolas espetaculares do campeão para lhe ajudar na decisão – mas isso não é novidade, especialmente quando o suíço começa a viajar na confiança. Aliás, até com ele se pode lançar uma campanha – “Aposentar pra que, Federer?”.

Caroline – tentando sair da caixa.

Roger – já fora da caixa.

Notas relacionadas:

  1. As portas do inferno
  2. E a chuva chegou
  3. Turkish delights
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terça-feira, 17 de janeiro de 2012 Grand Slam, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 19:44

Segundo dia.

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Não chega a ser uma grande surpresa, mas é incrível o quanto o pessoal sofre com a responsabilidade de jogar bem, e vencer, em casa. O que talvez fala alto sobre aqueles que conseguiram se dar bem nos Slams de suas casas – algo que na história recente só mesmo os americanos conseguiram e há tres décadas o francês Yannick Noah. Escrevo isso por conta de derrota precoce da australiana Samantha Stosur, eliminada na 1ª rodada pela romena Cirstea.

Essa história de revolução, boicote, união e desacordos está mesmo dando pano para muita manga – e o assunto está longe de resolvido. Esta semana mesmo o novo presidente da ATP deve se manifestar, fora o que vem pela frente.

As outras moças devem ter tremido na base com a apresentação de Serena na 1ª rodada. Passou por cima da Paszek.

Dos Fabolous Four, só Murray não passou por cima do adversário na 1ª rodada. Os outros liquidaram. O que pode, ou não, dizer alguma coisa.

Uma boa vitória de Bellucci. Não é fácil vir de duas derrotas para um advers´rio e encontrar uma maneira de vencer em sets seguidos. Thomaz ainda patinou, especialmente no início dos sets, mas teve personalidade para vencer.

Tanto ele como Ricardo Mello, que passou por um qualy espanhol, enfrentam franceses – e indigestos. Mas assim mesmo, Bellucci tem mais chances bater Monfils do que Mello de bater Tsonga.

Parabéns ao Feijão Sousa em ter entrado na chave. Mas tem alguns conceitos básicos do tênis que já passou da hora do rapaz aprender – ou ensinarem a ele.

Aninha Ivanovic passou para a próxima rodada, sempre uma boa notícia.

Esse Marc Granollers é um tremendo casca de ferida e um lutador.

Chela bateu Michael Russel. Já imaginou assistir três sets desses?

Llodra e Gulbis na 1ª rodada. Podia ter um confronto mais xarope? Ah, o Gulbis perdeu!

Golubev bateu o Youzhni em 5 sets e eu não vi nada.

Tipsarevic bateu Torsunov no 4º set lá na quadra 18. Esse pessoal não sabe o que é um bom jogo.

O Ferrero abriu 2×0 no Troicki, teve MP no 3º set e não conseguiu vencer a partida. Também na Q18!

Agora, a Bartoli bateu a Razzano na Q3. E eu não vi. Também sou filho de Deus!

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 Grand Slam, Tênis Feminino | 12:17

Maldição?

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Esse assunto de #1 do mundo pega bem mais do que imaginamos na cabeça dos envolvidos. Especialmente entre as mulheres – ahh as mulheres, serão elas realmente mais frágeis? O tênis não tão raro insinua que sim, apesar de eu ter cá minhas sinceras e mais fortes duvidas sobre o assunto no dia a dia.

Caroline Wozniacki é a #1 do mundo há bastante tempo e mesmo assim não recebeu o reconhecimento que gostaria, muito por conta de nunca ter vencido um Grand Slam, o que mancha o seu ranking. Até mesmo em casa ela é acuada pela mídia, como ela mesma choraminga. Isso sempre mexeu com a cabeça da moça, que vem focando em passar a imagem de uma sorridente e bem humorada garota. O que é provavelmente verdade, a não ser quando está disputando um Grand Slam – aí o bicho pega.

Agora o bicho vai pegar tambem em outras paragens também. A simplória checa Petra Kvitova está às portas de destronar Caroline e começou a sentir “La pressione”. Petra perdeu ontem para a chinesa Na Li – outra que pirou após vencer um GS e que recentemente disse que o maridão como técnico era um ótimo marido – e assim perdeu a chance de chegar a Melbourne como “el numero 1”. Fato que, imagino, seria mais benéfico à Caroline do que à Kvitova. Caroline, no fundo de sua alma, bem que gostaria de jogar este GS correndo atrás e não na frente. A derrota da checa não deixou. Vai sofrer mais uma vez.

Fico imaginando como será esse evento feminino na Austrália. Talvez melhor não imaginar. De qualquer maneira, o assunto está em aberto, com as irmãs Williams cada vez mais longe das quadras e dos títulos, o que deixa um vácuo estelar no ranking feminino. Isso sem falar nas outras que já tentaram casar GS com #1, fracassaram, algumas abandonaram as quadras e outras ainda estão por aí tentando se acertar. Quem tiver mais sangue frio sobreviverá e ficará com o título e, talvez, com a posição de #1. O que, entre as mulheres, atualmente, tem sido mais uma maldição do que uma benção.

Caroline – ainda se agarrando à posição de #1 do mundo.

Notas relacionadas:

  1. Perfume
  2. Carta fora do baralho
  3. As 10 mais do Forbes
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terça-feira, 10 de janeiro de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 01:12

Saudades

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Thomaz Bellucci venceu sua primeira partida da temporada batendo o português Rui Machado em Auckland. Não é uma vitória para se empolgar, mas é uma vitória em uma primeira rodada em um primeiro torneio da temporada, o que é de bom tamanho.

Machado não é exatamente um tenista de quadras duras, mas nem Thomaz pensa ser, o que eu continuo achando um erro estratégico do paulista.

Além disso, jogar em Auckland é sempre um feito per si, já que aquele lugar é um inferno para os tenistas – venta mais do que em Fortaleza, outro inferno tenistico. Pior do que Auckland só Wellington, pelo menos na Nova Zelandia.

Venus Williams divulga que não joga em Melbourne. Nunca se sabe exatamente as razões das irmãs Williams, mas Venus vem anunciando sofrer de uma doença de autoimune para a qual não há cura e que causa fatiga e dores. Ela havia anunciado jogar esta semana e no AO – não jogará nem um dos dois. Ela jura que volta – a balzaquiana tem 31 anos.

Todos sabem que Marat Safin se elegeu deputado na Rússia, com ou sem maracutaia nas eleições, como acusa a oposição. Poucos lembram que a outra candidata tenista – esta derrotada – era Anna Chakvetadze, que acabou não sendo eleita.

Como a moça não é de ficar parada, decidiu voltar à carreira que havia desistido, pelo menos temporariamente – lembram dos desmaios em quadra? Anninha venceu a cabeça #3, Monica Nicolescu, uma tremenda surpresa, em torneio disputado em Hobart, Austrália, esta semana. Parece que estava com saudades.

Chakvetadge – já que não foi eleita deputada, posso publicar sua foto com as bolinhas. Sorry aos fãs do Thomaz.

Notas relacionadas:

  1. Mãozinha.
  2. Pegada.
  3. Manso
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012 Grand Slam, História, Tênis Feminino | 00:22

Sainhas e shorts.

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O assunto é polêmico e delicado, por isso vou passar por ele pisando em ovos e guardando minhas opiniões pessoais. É um novo ano e uma das minhas metas prioritárias é ficar cada dia mais zen, o que venho conseguindo com razoável e surpreendente sucesso, para minha extrema alegria.

O assunto em questão é mais velho do que andar para frente, tanto na humanidade como nos esportes, inclusive no tênis. Não vou fazer um histórico porque não tenho paciência e nem acho necessário.

Bastam duas ou três colocações.

Sempre existiram homossexuais no tênis feminino. Pelo menos desde os anos cinquenta, já que antes eu não estava aí para ver e nunca me interessei em fazer um levantamento, além de não ser um assunto que se comente com muita naturalidade.

É um fato que sempre existiram, fortemente, duas tendências nos vestiários. As heteros e as homossexuais. As sainhas e os calções. E não vamos misturar, como já berrava o Tim Maia. As duas conviviam, mas não tão bem como todos queria levar a crer.

Como acontecia até os anos noventa – ou seria mais tarde, ou mais cedo?? – o assunto era mantido no armário. Além disso, o homossexualismo, feminino e masculino, eram mais visíveis em nichos da sociedade, o que sempre foi curioso. Era só andar de avião para entender o que digo. Pois o tênis feminino, assim como muitos esportes, era um dos mais férteis desses nichos. O que sempre me deixou curioso quanto aquele raciocínio; a natureza as fazia homossexuais e coincidentemente tenistas? Ou seria o inverso, o que quebraria o raciocínio? Sei lá, e esse não é o tema.

O fato é que até pouco tempo o tênis tinha quase que tantas homossexuais quanto heteros no circuito feminino. Pelo menos dentro das quadras, porque nos bastidores e organização o numero era ainda maior.

Algumas admitiam outras não. Outras, talvez porque não tinham a mesma expressão e nem tanto a perder, faziam questão de escancarar. Uma das primeiras a admitir e escancarar foi Martina Navratilova, o que fez dela um ícone homossexual, dentro e fora das quadras. Antes dela Billie Jean King veio para o circuito ainda no armário, chegou a casar, mas logo derrubou a fachada e admitiu o homossexualismo. As duas se tornaram ícones e expressivos porta vozes, dos direitos femininos e dos direitos gays.

Interessante que as duas tiveram durante suas carreiras grandes rivais e contrapontos em quadra. Martina com Chris Evert, que era extremamente feminina, e Billie Jean com Margareth Court, que era hetero e abominava “essas coisas”. A diferença é que Evert sempre lidou bem com a escolha da amiga/adversária, ou assim parecia (quem viu o documentário sobre as duas na ESPN – muuuito bom!) e Court e King nunca se entenderam. E aí o assunto – continuam não se bicando, inclusive pela imprensa.

Billie Jean se tornou uma das maiores ativistas feministas dos EUA e do mundo. O complexo do US Open leva seu nome. Margaret se tornou uma pastora no interior da Austrália e o segundo estádio do Aberto da Austrália tem o seu nome.

Billie Jean foi um tremendo nome no tênis – tremam sofasistas que não conhecem sua história! Tem 129 títulos de simples (tremam Federer e Nadal e mais ainda as meninas que andam por aí) 12 de GS em simples e 27 em duplas!!

Margaret não ficou atrás, muito pelo contrário. Tem 192 títulos, mais do que Federer, Nadal, Djoko juntos, e podem colocar muitos outros na conta também. Desses, são 24 de simples em GS! Contando os de duplas em GS ela faturou um total de 62!!! Ou seja, a moça falava alto e, ao contrário do que muitos dizem, antes mesmo de Navratilova, ela foi uma tenista que investiu no físico, o que lhe deu um diferencial.

Em quadra, as duas rivais se enfrentaram sete vezes, com cinco vitórias da australiana – sendo cinco dos confrontos foram em finais de GS, com quatro vitórias de Court.

A encrenca entre elas começou em 1990 quando Court disse publicamente que tenistas gays e bissexuais como King e Navratilova estavam “arruinando o tênis”. Agora em Dezembro, Court se manifestou contra o casamento gay, que é um assunto atual, aqui e lá, mas não em todo o lugar. Disse algo na linha; “mudar a definição de casamento e tentar legitimar o que Deus chama de práticas sexuais abomináveis, revela a nossa ignorância para com os malefícios que veem quando a sociedade é forçada aceitar leis que violem a nossa natureza humana criada por Deus dentro do que é certo e errado.”

Navratilova a contestou em uma entrevista no Tennis Channel, nos EUA. “Me parece que as pessoas se desenvolveram, assim como a Bíblia. A miopia de Margaret é alarmante, assim como danosa para milhares de crianças vivendo em família de pais gays”. ( Não entendi bem a parte de que a Bíblia se desenvolveu – sempre achei que era um livro fechado). E esse negócio de levar a discussão para o campo pessoal é coisa de quem não tem argumentos para argumentar.

Billie Jean também se manifestou. “Já tentei falar com Margaret a respeito, mas dizer que ela é totalmente impermeável é dizer pouco.” Com categoria, tino político e ficando na veia da questão ela completou; “Temos que seguir comprometidos com a eliminação da homofobia porque todos devem ter os mesmos direitos, oportunidades e proteção”.

Diante dos rumores que haverá protestos na Quadra Margaret Court durante o Aberto da Austrália, por gays e simpatizantes locais, Court se manifestou mais uma vez esta semana, ao ser entrevistada sobre o assunto no New York Times. “Acho que é triste que as pessoas tenham entendido errado o que eu disse. Eu faço o meu posicionamento, bíblico e pessoal. É uma escolha. Eu não tenho nada contra as pessoas envolvidas, só contra suas escolhas, e sempre disse isso”. Talvez um tanto em cima do muro.

Para quem não viveu a época áurea das homossexuais, das quais o ultimo grande nome foi a elegante tenista francesa Amelie Mauresmo, a mudança veio, radicalmente, com o surgimento de Anna Kournikova, que mostrou e evidenciou que o tênis feminino tinha muito mais a ganhar com a imagem “feminina”, que é a que impera totalmente atualmente. Sem nenhuma vergonha as moças decidiram usar e abusar de suas sainhas. . Como cantava o poeta – “times, they are a changing”. Pelo menos ficou muito mais agradável de ver.

Saiotes, calções e uma feliz combinação de ambos…

Notas relacionadas:

  1. Cão de três patas.
  2. Break point
  3. Kilimanjaro
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terça-feira, 6 de dezembro de 2011 Curtinhas, Minhas aventuras, Porque o Tênis., Tênis Feminino, Tênis Masculino | 17:47

Curiosidades e sagacidades

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Com a vitória da Espanha na Copa Davis chega, oficialmente, o fim da temporada 2011. É hora de fazer algumas avaliações e pensar para frente.

Estarei nesta época explorando assuntos alternativos, coisas que fujam do dia a dia do circuito.

Nos próximos dias atenderei perguntas, sugestões e pautas, dentro do possível, e isso inclui a relevância das mesmas. Quem tiver alguma pergunta interessante que possa agregar ao Blog e seus leitores – mande ver. Surpreendam-me com suas curiosidades, sagacidades e capacidades.  Quem quiser enviar direto no meu email, para evitar a caixa de Mensagens: maisduas@terra.com.br. Use a palavra Tenisnet no local do Assunto.

Darei, óbvio, preferência a perguntas de tenistas sobre a de sofasistas.

Estarei também explorando alternativas e mudanças que venho cozinhando em minha mente para o site. No decorrer dos próximos dias vocês saberão mais sobre elas. Talvez, espero, mudando um pouco, e muito para melhor, o perfil do Blog.

Enquanto isso, para os fãs do suíço Federer e do tênis em geral, e em homenagem ao Martin H que, eu soube, estará em São Paulo para o ATPanga, posto um vídeo para lá de legal do rapaz que jogou muito tênis neste fim de ano – assim como nos últimos 10 anos.

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domingo, 20 de novembro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 19:04

Cedric e as meninas

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O Domingão abriu com um belo sol e o calor fez maravilhas pelas minhas costas. Animadinho, fui ao Clube acompanhar as finais do ultimo evento da Escolinha do Clube Pinheiros, onde pude, mais uma vez, observar alguns dos jovens talentos que o Clube está produzindo. Vale lembrar que a Bia Maia, a maior esperança do tênis feminino brasileiro, em muitas anos, foi formada em quadras pinheirenses, onde jogou treinou até o final de 2010. Com essa já encaminhada, temos umas meninas na faixa de oito anos, entre várias outras e outros, que vão dar o que falar em um futuro não tão distante.

Enquanto fazia a festa das minhas costas tomando um solzinho na Quadra 9, recebo um telefonema da Dani me lembrando da final no Ibirapuera. Para quem não sabe, a Daniela Giustine é assessora de imprensa de vários tenistas, empresas e entidades ligadas ao tênis – mais importante, um amor de pessoa. Além disso, a moça acertou com o Manuel Cunha Pinto, produtor do Jornal do Tênis, programa semanal da ESPN, para eu realizar algumas gravações no local.

Com isso, além de rever alguns amigos e assistir o belíssimo tênis do alemão Cedric Stebe, gravei uns 15 quadros onde eles me apresentam dois nomes de tenistas e eu escolho um, com uma brevíssima explicação. Me apresentam cada “pegadinha” e sinucas de bico que vou lhe dizer! Como escolher entre Connors e Lendl ou Henin e Hingis?

O ambience também esteve ótimo, contrariando alguns urubus que ficam denegrindo qualquer coisa. Os anéis superiores estiveram fechados por uma capa azul, mas as cadeiras inferiores estavam praticamente lotadas, apesar da ausência de um brasileiro na final. Interessante também o comportamento da torcida, algo que em breve farei um comentário à parte.

Mas o melhor mesmo esteve em quadra com a apresentação de Cedric Stebe. Apesar das duas mãos no revés, Cedric me lembra o checo Petr Korda. Stebe é um canhoto habilidoso e que tem o dom de fazer a bola andar sem fazer força. Bate reto dos dois lados, ataca, e contra ataca, dos dois lados com qualidade. Na final deu um baile no Sela que ontem, mais uma vez, bateu Thomaz Bellucci.

A vitória de Stebe veio confirmar a tese que esses Challengers são uma belíssima oportunidade de se acompanhar um tênis de primeira qualidade, além de nos oferecer a oportunidade de conhecer tenistas que em breve estarão fazendo um impacto no circuito da ATP. Já vi esse filme inúmeras vezes – é só lembrarem do nome Cedric Stebe.

Cedric Stebe, mais um jovem mágico da raquete.

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domingo, 6 de novembro de 2011 Grand Slam, Tênis Feminino | 12:14

Parabens!

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O torneio não era lá o maior deles, mas era o fechamento da temporada feminina e um evento que a WTA coloca uma certa importância e dá uma boa ênfase. Por isso, o meu lado torcedor, que é pequeno mas grande o bastante para acomodar o 1.86m de Aninha Ivanovic, ficou feliz em saber que a sérvia está fazendo as pazes com a vitória.

Na pior das hipóteses isso asseguraria sua presença mais tempo nos torneios o que nos daria a chance de vê-la com maior frequência, mesmo que na telinha. E não sejamos unidimensionais – a moça tem muito talento e seu tênis é um dos mais interessantes de se acompanhar.

Aninha venceu o torneio de Bali batendo a espanhola Medina-Garigues, o que não é lá nenhum feito para alguém com seu arsenal. Mas venceu o evento, que tinha ainda Bartoli, Lisicki, Pheng, Hantuchova, Petrova e Vinci.

Além do título e da confiança que vai levar para a próxima temporada, Aninha ganhou U$210 mil que dará para as comprinhas de fim de ano e mais um monte de presentes do pessoal de Bali que, não sei porque, a adora. Talvez porque seja bicampeã do evento. Tudo isso no dia de seu 24 aniversário.

A moça deve melhorar seu atual ranking de #26 e investir no início da temporada, quando terá poucos pontos a defender. Ela já foi #1 do mundo, e o foi após vencer um GS, em Paris, o que nos dias de hoje na WTA não é para qualquer uma. Já foi finalista também em Paris e Melbourne.

Nas ultimas temporadas a moçoila perdeu o foco, a confiança, muito mais partidas do que deveria e viu seu ranking despencar. Desde 2009 vem tentando um retorno à antiga forma sem o sucesso que todos, ela primeiro, gostariam. Desde a final na Austrália não chega sequer a uma quarta de final em um GS. A torcida é que a moça consiga, algum dia, equilibrar positivamente as duas que movem o tênis da WTA – a capacidade de gerar resultados em quadra e a de ser uma força de marketing fora delas.

Aninha Ivanisovic – dá ou não dá vontade de levar pra casa?

Notas relacionadas:

  1. Magia em Linz
  2. Ela voltou
  3. Dos mares do sul
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  1. Primeira
  2. 3
  3. 4
  4. 5
  5. 6
  6. 7
  7. 10
  8. 20
  9. Última