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Arquivo da Categoria Tênis Feminino

quarta-feira, 19 de agosto de 2009 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino | 20:40

Duplas faltas

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Essa história da Safina cometer 17 duplas faltas na 1ª rodada de Toronto, contra a ruinzinha Arava Rezai, aquela que chamou o árbitro para reclamar dos gemidos da portuguesinha de Brito em Paris, me lembrou de uma outra história.

O Brasil tem uma marca inglória nos torneios de GS, particularmente em Wimbledon. Em 1957 -  sim o mundo existia e o tênis também antes dos anos setenta – a carioca Maria Helena Amorim cometeu 17 duplas faltas seguidas, atenção, seguidas, e, mais atenção ainda, na segunda rodada do torneio.

Amorim cometeu essas 17 duplas faltas no início da partida. Ou seja, durante quatro games seguidos de seu serviço, e mais um ponto no quinto, a moça não colocou um saque em quadra. Fico pensando em que andar abaixo da terra a confiança dela foi parar.

O site tenisbrasil informa que Amorim perdeu a partida, em três sets, ou seja, venceu o segundo, o que provavelmente é correto. Não sei por que eu tenho na memória que ela virou o jogo e venceu. Vou ficar devendo a minha palavra final já que não tenho o meu livro de Winbledon à mão. Mas o Dalcin não costuma dar informações errôneas.

A minha memória da carioca é bem melhor do que essa de Wimbledon. Apesar de ela ser de uma geração anterior à minha, lembro bem da figura dela. Uma mulher bonita, bem interessante fisicamente, tipo Aninha Ivanovic, só que miúda, como eram as mulheres então. Além disso, a minha memória dita que era uma pessoa extremamente afável, educada e simpática, além de ter sido a melhor tenista brasileira na época imediatamente anterior à Maria E. Bueno. Se alguém aí tiver mais informações relevantes e uma foto da moça, mande que eu publico.

Autor: paulocleto Tags:

sábado, 8 de agosto de 2009 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 11:57

Vale tudo

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Civilidade é outra coisa. Se não perfeito, o Canadá é um bom exemplo de duas culturas convivendo sob a mesma bandeira. Já sei que no passado, e mesmo um pouco agora, canadenses franceses e ingleses convivem civilizadamente naquele enorme espaço, boa parte do tempo congelado e lotado de espaços não tomados.

O Canadá é parlamentarista, assim como tem uma Monarquia Constitucional, o que para nós, pelo menos para mim, é uma mistura de difícil compreensão. Sempre me intrigou ver o retrato da Rainha Elizabeth nas paredes dos escritórios canadenses. Mas funciona, e melhor do que aqui, onde temos, como definir, um Congresso?!?

No que diz respeito ao tênis, nunca foram de apresentar grandes tenistas, mas são donos de um dos mais tradicionais eventos do circuito – o Aberto do Canadá – tanto feminino como masculino. A diferença – e caso único – é que o evento é rotatório: em um ano cada evento acontece em Montreal, no Canadá francês, e no outro em Toronto, Canadá inglês.

Talvez por essa singularidade e na contramão do que os outros eventos vêem fazendo, eles não uniram os eventos femininos e masculinos. Dessa maneira, uma das cidades tem um evento todos os anos, hora assistindo as meninas esbanjarem sua sensualidade em quadra, hora acompanhando os homens esbanjarem sua virilidade. Bem democrático, só desobedecendo ao que o saudoso Tim Maia cantava.

O evento é ótimo, bem organizado, excelente publico e bem tradicional, acontecendo desde 1881. A frustração local com o torneio é que a ultima canadense a vencer foi Faye Urban em 1969 e o último canadense Robert Bédard, em 1958; bem melhor do que os ingleses com Wimbledon e o bastante para tornar a realidade brasileira menos vergonhosa.

Mont Real francês e, à direita, Toronto inglês

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terça-feira, 28 de julho de 2009 Light, Tênis Feminino | 13:50

Frações

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Se uma coisa boa já é bom demais, imaginem quando são duas coisas boas juntas. E não estou me referindo a uma dupla de tênis, sol e praia e nem feijão com arroz . Escrevo sobre uma inteligente percepção dos organizadores do Bank of the West Classic, um torneio feminino realizado nas quadras da Universidade de Stanford desde 1997, um local nobre em mais de um aspecto. Nos prédios ao lado das quadras trabalham mais Prêmios Nobel do que a América Latina já criou e nas ruas ao lado está a maioria das empresas que estão revolucionando o mundo em tecnologia.

Mas a percepção a que me refiro, foi a ação dos organizadores, pensando na promoção do evento, algo sempre prioritário na mente americana. Pegaram uma das tenistas mais charmosa, linda, gostosa, técnica, talentosa, vistosa – de repente posso me alongar ad eternum nos elogios – a tiraram desse auspicioso ambiente e a levaram até San Francisco para uma seção de fotos.

Isso é o que chamo de visão. Sei lá, podiam convidar, vejamos, a Bartoli, e absolutamente nada contra a francesa, a não ser uma notável ausência de charme, e levá-la para fotografar em Oakland, o que certamente não renderia muitas fotos em jornais e internet.

Agora aguardo por um convite à – as opções se alargam a cada temporada – Aninha, Dominika e Marias, entre várias outras, para uma seção pelas montanhas e praias do Big Sur. É a reunião de duas ou três frações do meu imaginário na dura e encantadora realidade esportiva: tênis, San Francisco e belas mulheres. Dane-se a chuva.

Elena e a Golden Gate Bridge

Elena na Coit Tower

Notas relacionadas:

  1. Lógica feminina
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quinta-feira, 23 de julho de 2009 Tênis Feminino | 14:27

Talento natural?

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Inúmeras vezes me perguntam se o talento para se tornar um grande tenista é algo inerente, que se nasce com ele, ou é algo que se aprende. O quanto vale o talento natural? O quanto vale um bom professor? O quanto vale a perseverança?

Este post não é para responder essas perguntas. E sim para perguntar; vocês apostariam que esta menina possuía a habilidade e talento para um dia se tornar numero 1 do mundo?

Notas relacionadas:

  1. Favoritos?
  2. A final feminina
  3. Desculpas e sinceridade.
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Tênis Feminino | 13:01

Ombros e pernas

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Tem horas que eu fico pensando se alguns tenistas pensam que todos são tolos e podem falar qualquer abobrinha que ninguém irá distinguir o joio do trigo. Talvez o adjetivo caia mais próximo da própria realidade.

Seis semanas após chegar às quartas de final de Roland Garros e a segunda rodada de Wimbledon, Maria Sharapova diz que jogará em Stanford porque “agora está 100% em forma com seu ombro, até porque se não tivesse não jogaria”.

Então qual é a verdade? Ela não estava 100% em Paris, quando conseguiu seu melhor resultado no saibro parisiense? Talvez estivesse só uns 46% quando perdeu na segunda rodada em Londres? E por que jogou se não estava 100%, contradizendo o que agora afirma ser uma verdade incontestável.

Por essa e outras é que a russa é considerada uma deusa calada – ou gemendo – e uma enroladora e marqueteira quando começa a discursar. Mas é uma lutadora em quadra e continuará enfeitiçando fãs e editores esportivos com sua figura.

Maria – o ombro está 100%.

Notas relacionadas:

  1. Durona
  2. Dói
  3. Bem vinda
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sexta-feira, 17 de julho de 2009 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 16:21

Uma nova visão

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Uma das reações paralelas ao bizarro julgamento de Richard Gasquet é a comparação com o caso de Martina Hingis, suspensa por dois anos no ano passado pela mesma razão. A quantidade de cocaína encontrada no corpo de Hingis era ainda menor do que a “pitada de sal” mencionada no caso do francês. Se o teste fosse realizado pelo exército americano, que não quer seus soldados mais doidos do que já são e por isso os testam, ela ser enviada para o deserto do Iraque ou as montanhas do Afeganistão sem maiores problemas.

A diferença estaria na defesa de ambos. Enquanto Gasquet abriu o coração e entregou tudo o que aconteceu naquela noite na boite de strip-teasers – pelo menos na versão dele e que a FIT afirmou acreditar em cada palavra, o chamando de “homem integro e honesto” – Hingis, no pedestal de sua conhecida arrogância e combatividade, o contrário do afável francês, preferiu desafiar a FIT e todo o processo de antidoping. Para variar ela falou o que lhe veio à cabeça, resolveu não aprofundar sua defesa no tribunal e escolheu, mais uma vez, a aposentadoria precoce. Simplesmente mandou um fo…..   Economizou com advogados, mas perdeu o dinheiro de prêmios, patrocínios e, talvez mais importante, perdeu a credibilidade.

A consequência imediata do “caso Hingis” foi que a FIT resolveu olhar com mais carinho à situação, já que, pela quantidade encontrada em Hingis, ela nem queria jogar melhor em Wimbledon nem teria cheirado algo que pudesse lhe dar algum “barato”. Com isso, passaram um memorando, logo após o julgamento, informando que “apesar de a substância ser proibida…não havia  intenção de melhorar a performance… a sanção pode ser de uma advertência a dois anos de suspensão”. Estava aberta a porta para uma nova visão, que se tornou realidade no “caso Gasquet”, visão que só surgiu à custa da arrogância e o consequente sacrifício da “bonequinha de luxo”. Agora, que isso tudo continua sendo pessimamente administrado, continua.

Hingis, arrogante e pouco gostada no circuito.

Gasquet, tímido, afável e gostado no circuito.

Notas relacionadas:

  1. Complicado
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Light, Tênis Feminino | 13:04

Vogue

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Este post é só para aqueles que apreciam a beleza feminina, independente dos resultados tenisticos. Voces podem insinuar que a Aninha está encontrando dificuldades em sua carreira porque perdeu o foco nas raquetes, mas moça continua a fazer o maior sucesso com os editores de revistas, jogadores de golfe e apreciadores da intrínsica beleza feminina. Abaixo umas fotos da Vogue americana de agosto.

Palavras para que?


Notas relacionadas:

  1. Frágil princesa
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sábado, 4 de julho de 2009 Grand Slam, Tênis Feminino | 19:11

Incontestáveis

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Confesso que não fiz um grande esforço em acordar, ligar a TV e buscar a final feminina. Minha paciência tem seus limites e já havia acompanhado aquela que foi, de longe, a melhor partida da chave: Serena x Elena. Afinal, se o pai delas podia cortar grama, como afirmou que faria, na hora do jogo é por que não pensava estar perdendo grande coisa.

Acabei ligando a TV e acompanhando à distancia – o quer dizer que quando jogavam um ponto importante eu desviava os olhos do que estava fazendo e assistia. Nada vi de especial, nem posso fazer uma grande análise. O que percebi foi que pareceu uma daquelas partidas de exibição – quem ganha o primeiro set, leva.

O primeiro set foi no padrão dos encontros das irmãs. As duas jogando com muita seriedade, mas sem aquela coisa de briga de rua que as distingue das adversárias. Ali ninguém vai afrontar ou tentar intimidar a outra, o que é quase padrão quando a adversária não tem o mesmo sobrenome.

Após o fim do primeiro set a partida entrou na temperatura morna. Após a quebra do serviço de Vênus, esfriou de vez. Para dizer o mínimo, Vênus não estava na mesma página da irmã. E nessas circunstâncias não sai briga.

As duas parecem ter desenvolvido um código secreto quando se enfrentam. Durante muito tempo se levantou suspeitas sobre resultados fabricados. Eu prefiro não acreditar nessas coisas, até porque então eu teria que começar em muita coisa que dizem que dizem que eu deveria e prefiro ignorar. Afinal, para mim, fica de bom tamanho eu escolher o que acredito e não ficar engolindo pílulas alheias, por mais douradas e açucaradas que as façam.

Devem ter esquecido quaisquer desconfortos entre elas no vestiário, pois logo em seguida voltaram à quadra para vencerem as duplas femininas. Elas podem não estar no mesmo padrão de beleza de outras moçoilas que andam por aí com uma raquete na mão, um rostinho bonito e um decote generoso; nem tentam, como várias, em serem agradáveis com o mundo em geral. Mas são grandes campeãs – isso é incontestável.

As irmãs Williams, elas contra o resto.

Autor: paulocleto Tags: ,

quinta-feira, 2 de julho de 2009 Grand Slam, Tênis Feminino | 13:32

Chega.

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O melhor mesmo é eu me afastar desse negócio de previsão, independente dos comentários dos meus leitores. Esse negócio de acertar tudo fica desagradável e causa uma expectativa futura que não é o perfil do blog nem a minha intenção. Além do que eu começo a mexer com os “odds” das apostas.

De qualquer maneira, um pesado manto de luto cai sobre o blog com a derrota de Eleninha, que jogou como nunca, e é verdade, e perdeu como sempre, nessas horas. E para não tirar o mérito de quem merece, perdeu naquela bola no set abaixo, 3×4, 30×40 e a Serena enfiou uma bola que, mostrou o tira-teima, caiu na pontinha da linha da forquilha. Vai ter coragem e acuidade assim lá longe. Até alí só dava Eleninha, que iria, então sacar para fechar 7/6 6/3. Venceu Serena, que é uma verdadeira vencedora.

A segunda partida – vitória de Venus sobre Dinara, eu não vou sequer comentar. Só sei que a família Williams vai ver um sabadão muito feliz. Venus já tem cinco títulos de simples em Londres. Serena tem dois. As duas tem três títulos de duplas e estão nas semifinais deste ano. Festa total.

Serena e Venus – vencedoras.

Notas relacionadas:

  1. A final feminina
  2. Desculpas e sinceridade.
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quarta-feira, 1 de julho de 2009 Grand Slam, Tênis Feminino | 20:37

Lógica feminina

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Não sei vocês, mas acabando o jogo do Roddick e do Hewitt eu fui para o clube jogar o meu tênis. Bom de tudo. Acompanhar a partidaça entre dois tenistas com estilos distintos e, em seguida, enfrentar um velho adversário que exige o melhor de mim, fez o meu dia. Agora, chego em casa, passei os olhos seus comentários (vou ler em seguida), escrevo este e depois ainda vou poder acompanhar o confronto entre paulistas e gaúchos pela TV. Tudo de bom.

Como amanhã os homens descansam, terei tempo para falar um pouco das quartas e das semis. Este post é sobre as mulheres. Amanhã, a família Williams entra na Quadra Central para enfrentar duas tenistas russas. E, receio dizer, as duas irmãs são as favoritas.

Eu adoraria ver Elena Dementieva na final, ou simplesmente ver Elena Dementieva. Mas ela vai ter que surpreender Freud e seus ensinamentos para vencer Serena numa semifinal de Wimbledon. Não que ela não tenha jogo para isso – tem até mais do que a americana – mas até hoje não mostrou ter o emocional necessário para a tarefa. Consequentemente, se os deuses, as estrelas e as forças ocultas ajudarem, Elena pode surpreender e levar seu fabuloso par de pernas para a Quadra Central no sábado. Caso contrário..

Ficando dentro da lógica, se é que podemos ficar dentro de alguma lógica no tênis feminino, Venus deve fazer a final com sua irmã caçula. A americana tem um passado que fala muito alto na Quadra Central; cinco títulos. Por outro lado, Dinara tem um passado que a condena. A moça nada, nada e morre na praia – especialmente nos GS. E praia dela, desta vez, parece ser em Venus.

Como escrevi, a lógica aponta para as irmãs Williams – pela experiência, pela história e pelo emocional. Mas como só o peru morre na véspera, vou sonhar com a Eleninha – sonhar pode, diz a minha mulher – e, logo cedo, ligar a TV para vê-la ao vivo e em cores.

Etérea Elena.

Notas relacionadas:

  1. Lindas e frágeis
  2. Favoritos?
  3. A final feminina
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  1. Primeira
  2. 10
  3. 19
  4. 20
  5. 21
  6. 22
  7. 23
  8. Última