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sexta-feira, 4 de maio de 2012 Grand Slam, História, Masters 1000, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:09

Saibro Smurf

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Receio que a quadra azul do Aberto de Madrid, que começa este fim de semana, está se tornando mais importante do que o evento em si. Não duvido que isso seja bem vindo pelo dono do torneio, o romeno Ion “o Ogro” Tiriac, que, entre outras novidades, trouxe modelos para pegarem bolas, algo que muitos também reclamaram no início e para o que alguns ainda fazem cara feia. A única duvida que tenho a respeito é se algum tenista já perdeu a concentração durante o jogo com aqueles excessos femininos lhes dando bola. Mas, lembro que a maioria também achou um absurdo quando começaram a usar camisas coloridas em quadra e mais ainda quando Andre Agassi começou a usar as camisas espalhafatosas com desenhos horríveis que a Nike fazia para encaixar a sua personalidade.

Não deixa de ser interessante o fato de que a cor azul, em um tom bem semelhante, é a cor do principal patrocinador do evento, o que fica difícil de ignorar na questão. Os organizadores lembram que vários torneios usam cores diferentes durante a temporada e Slams como o U.S. Open o fez no passado e recentemente o Aberto da Austrália, também mudaram a cor do piso. Quanto à questão do contraste do amarelo da bola com o azul da quadra, a razão alegada para a mudança, nós vamos ver o quanto Tiriac tem razão assim que o televisionamento começar.

Rafa Nadal lidera o bloco dos que odeiam mesmo sem experimentar, algo que crianças fazem quando se veem à frente de um prato de miúdos. Em um malabarismo lógico, Nadal diz que entende e não culpa os organizadores e sim a ATP por permitir – algo na linha de não culpar o bandido que o assalta e recriminar a polícia que permitiu. Com isso, ele quer, como se fosse possível, preservar o evento espanhol e ao mesmo tempo seguir na sua cruzada de criticar a ATP por tudo e mais um pouco por não fazer as coisas exatamente como ele quer. A postura não é de hoje, piorou quando não conseguiu que as coisas fossem como queria, quando vice-presidente do Conselho da ATP, e a única coisa que mudou de anos atrás é que antes seu tio era o porta-voz de todas as reclamações. Em suas declarações Nadal diz que não há vantagens para os tenistas e para mais ninguém – só para o dono do torneio, se referindo a Tiriac, sem mencionar seu nome.

Deve ser um pouco constrangedor para ambos que um dos que defende a quadra azul é seu amigo, vizinho e mentor Carlos Moya. Este diz que não há nada errado com a quadra e que acha tudo muito bom com ela. Não sei se seria exatamente essa sua posição se ainda competisse no circuito profissional, mas não acredito que dissesse se não acreditasse. Além dele, o ex-número 1 do mundo e maior ícone do tênis espanhol, Manuel Santana, é o diretor do torneio, avalista do piso e tem recebido os principais tenistas na Quadra Central.

Novak Djokovic não gostou que mudassem a quadra sem o aval dos tenistas, uma questão atualmente nos vestiários. Ele diz que uma decisão como essa não pode ficar nas mãos de um executivo, no caso o presidente da ATP, e não passar pelos tenistas. Após seu primeiro bate bola, disse o quique da bola é um pouco diferente, especialmente no slice.

Andy Murray, antes de abandonar o torneio por conta de uma contusão nas costas, afirmou não ter maiores restrições à quadra azul, antes de jogar nela, do que o fato de o evento ser tão próximo a Roland Garros. Ele concorda que às vezes é difícil assistir jogos no saibro na TV e que entende a mudança.

A posição do diplomata Federer é expressa em poucas palavras. “É uma história bem longa, mas acho triste que o evento seja disputado em uma quadra que os tenistas não aceitam e que Nadal seja obrigado a jogar em uma quadra que não aceita em seu próprio país.”

Fernando Verdasco disse que gostou da quadra, o “deslizar” e que permite ótima movimentação. As marcas deixadas pelas bolas são bem claras Ele salienta que Madrid é sempre complicada pela altitude.

Milos Raonic deixou a coisa mais simples e cômica ao chamar a quadra de “saibro smurf”, lembrando os personagens azuis das histórias em quadrinhos e filmes.

O atual presidente da ATP, no cargo desde Novembro último, não foi o que aprovou o piso, mas decidiu manter a decisão, pelo menos para este evento. Após o torneio a ATP fará uma revisão do assunto e decidirá se a quadra continua azul ou voltará à cor laranja/vermelho, o que deixará a questão em aberto mesmo após o torneio.

Lembrando que o evento reúne homens e mulheres na mesma semana e estas tiveram ainda menos input sobre o assunto do que os homens. No entanto as moças tem mantido um “low profile” sobre o assunto.

Serena segiu na sua linha rebeldo declarando ser ridiculo o saibro azul e que o seu veto à cor foi simplesmente ignorado. Maria Sharapova treinou, achou interessante e “diferente”, sem passar qualquer julgamento negativo. Cirstea, romena como Tiriac, adorou a novidade, que diz ser boa para o tênis. Venus Williams diz que a quadra é uma declaração fashionista, o que faz bem o seu gênero e com o que Maria concorda, ao dizer que “é bem legal para o espetáculo e o entretenimento, dois fatores importantes no esporte”. Pelo menos por enquanto as mulheres parecem ter um olhar mais feminino e de menos conflito sobre o assunto. Mas acredito que muita água ainda vai rolar debaixo dessa ponte nos próximos dias.

Quadra azul e bola amerela – visual melhor?

Saibro Smurf ?



Notas relacionadas:

  1. Charutos não
  2. Tudo azul
  3. Tudo azul
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terça-feira, 1 de maio de 2012 Copa Davis, Tênis Feminino, Tênis Masculino, olimpíadas | 18:47

Sinuca olímpica

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Fortes rumores indicam que a FIT irá mudar uma das regras de elegibilidade para a participação das Olimpíadas do Rio de Janeiro, o que pode complicar um pouco a vida dos tenistas.

Atualmente é obrigatório que um(a) tenista se disponibilize para participar da Copa Davis ou Fed Cup, em duas ocasiões nos dois ultimos anos que precedem os Jogos. Agora a FIT quer que o tenista se disponibilize quatro vezes em quatro anos. É óbvio que a Federação Internacional quer forçar os tenistas a jogar mais os seus principais eventos, e não menos como tem sido a tendência nos últimos anos. Cada vez mais homens e mulheres dizem que estão contundidos na hora de defender seus países ou eclarem que a Copa Davis atrapalha seus calendários individuais. Não é preciso seguir o tênis de muito perto para saber quem é quem no assunto.

Por enquanto só Sharapova – que jogou exatas duas vezes em dois anos, enquanto Kuznetsova e Zvonareva, por exemplo, comparecem a toda hora – chiou, dizendo que advertiu a FIT que a mudança traria problemas e que a FIT decidiu não ouvir suas colocações. Em breve, devemos ouvir mais sobre o assunto, vindo de outros tenistas e dirigentes.

Se for importante para Sharapova jogar as Olimpíadas, assim como para outros tenistas, eles jogarão o que a FIT demanda e ainda o farão afirmando que tem muito orgulho em defender o país. Se não, ciao e bençao – é só ver o recorde de presença deles. São poucos que fazem esse pouco caso, priorizando aonde lhes convem, independente de defender o país ou não.

Aliás, eu não duvidaria que nos anos próximos Sharapova mude de cidadania, defenda algumas vezes o EUA na Fed Cup, assim como Navratilova fez no passado, e desfrute o melhor dos dois mundos. Algo que duvido seriamente passe pela cabeça de, pr exemplo, Roger Federer.

Maria – falta de tempo para defender a Rússia.

Notas relacionadas:

  1. Champagne e flores
  2. 1000!! e sem surpresas
  3. Segura a peruca
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quinta-feira, 26 de abril de 2012 Grand Slam, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 10:39

Aumento nos prêmios

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Todos lembram que no fim da temporada passada surgiram rumores sobre uma greve dos tenistas profissionais. As razões alegadas eram uma falta de comunicação dos torneios, especialmente os Grand Slams, com os tenistas, em assuntos que estes achavam que deveriam ser consultados, e sobre uma melhor distribuição de valores através dos prêmios, que os tenistas afirmavam não refletir os lucros que os eventos arrecadavam. Andy Murray chegou a falar sobre reuniões dos tenistas sobre o assunto do boicote, enquanto Roger Federer colocava panos quentes no assunto. Com o tempo os rumores sumiram.

O fato é que houve muita conversa nos bastidores, tanto sobre uma como a outra questão. A última delas em Indian Wells, entre os Fab4 e os senhores Philp Brock e Mick Desdmond, o diretor e o homem da grana de Wimbledon.

Da conversa saiu a decisão que os GS aumentariam em cerca de 20% o total dos prêmios, focando em aumentar o ganho dos tenistas que perdem na 1ª rodada, sem esquecer um carinho àqueles que atingem o paraíso financeiro nos GS.

Este semana, Wimbledon e Roland Garros divulgaram essas mudanças que, pelo o que se sabe, foram bem recebidas pelos envolvidos. É mais uma vitória dos tenistas, conseguida pela pressão daqueles que estão no topo do ranking, o que deve transformar o Torneio de Madrid em um interessante cabo de guerra por conta do piso azul.

O total de prêmios em Wimbledon ficará este ano em aproximadamente U$26 milhões, dependendo do cambio US/Libra, sendo U$1.863m para os campeões, um aumento de 4.5%. Os perdedores de 1ª rodada, metade dos tenistas envolvidos, receberão U$23.500, um aumento de 26%. Um aumento de 21% para todas s rodadas dos qualy (sim, eles também ganham), assim como um aumento de 17% na diária dos tenistas, que passam a receber U$324 por dia para cobrir as despesas de hospedagem enquanto estiverem nas chaves, sendo que a organização já consegue descontos de mais de 50% nas tarifas de hotéis parceiros e subsidia as refeições no local do evento.

Os franceses divulgaram um aumento de 7% no total, que passa a ser de U$24.6m. Os vencedores ficam com U$1.64m, um aumento de 5%, enquanto os perdedores de 1ª rodada tem uma majoração de 20%, para um total de U$23.670,00.

Mesmo com esses valores, que devem, suponho, acalmar os ânimos por algum tempo, os GS lucram valores bem encorpados, valores que são repassados para as federações locais. Só em Wimbledon o lucro é dividido entre a federação e o clube. Nos outros é tudo da federação, o que faz com que esses países vivam em uma realidade sem paralelo em termos de valores que são – teoricamente, há divergências – na formação de novos valores. Mesmo com os espanhóis provando que isso não é a solução de todos os problemas, pode-se ter uma ideia de quanto atrás saem os tenistas brasileiros para enfrentar as agruras do circuito, e por isso é bem vinda a participação da CBT na realização de um evento, como deve ser o caso do torneio da WTA no próximo ano.

Os dirigentes de Wimbledon fazem o anuncio do aumentos dos prêmios. Cade o sorriso?

Notas relacionadas:

  1. Wimbledon em 3D
  2. A relva
  3. Os cabeças de Wimbledon
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terça-feira, 24 de abril de 2012 Masters, Porque o Tênis., Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:59

Torneios no Brasil

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O Brasil começa aos poucos voltar ao circuito internacional de eventos tenisticos, como esteve tão bem nos anos 80 e 90. Naquela época, impulsionado por alguns poucos empreendedores que, com a cara e a coragem, realizaram eventos que estavam fora das possibilidades da realidade do país então. Desta vez, na crista da onda dos dois grandes eventos esportivos mundiais: Copa do Mundo e Jogos Olímpicos.

A Confederação Brasileira de Tênis já havia anunciado em Março a realização de um evento da WTA para o ano que vêm. Depois de décadas de marasmo da entidade oficial, esta consegue um evento de porte, o primeiro na história da entidade, algo que é bem comum na Europa e América do Norte – a entidade máxima do país assumir e realizar eventos. A CBT é dona da data, mas pode até negociar uma parceria.

Ainda não há maiores detalhes se a CBT vai de fato ficar com o ônus e o bônus do evento que ainda não tem data definida. Fala-se no início do ano, próximo aos eventos que acontecem no circuito masculino em nosso continente.

Esta semana confirmou-se aquilo que eu já havia escrito, de que o Brasil ficaria com o Torneio de Memphis, um ATP 500. O evento será no Rio de Janeiro em local ainda não definido e só a partir de 2014. O evento é da parceria IMG e Eike Batista, a tal de IMX, que aos poucos vem se estruturando para fazer acontecer.

O ATP 500 não era exatamente o sonho de consumo de Eike, que gosta de números bem mais altos, mas é o que ele vai ter que se contentar por agora. O futuro a Deus pertence, e nos mundos dos negócios muita grana e contatos ajudam ainda mais.

O sonho dos brasileiros no alto escalão do tênis e das finanças é o Masters da ATP que acontece atualmente em Londres. Mas esse é um evento extremamente caro. São cerca de U$60 milhões de garantia para a ATP, que usa esse valor para equilibrar suas contas. Por enquanto não apareceu ninguém com o checão para segurar essa onda. Mas as conversas e negociações estão vivas e ainda existe a pequena possibilidade do evento ser realizado aqui mais próximo das Olimpíadas.

Infelizmente aquilo que era possível, de o ATP500 acontecer junto com um evento feminino, como é a tendência internacional, não aconteceu, por enquanto. O evento da CBT segue acontecendo, mas nada a ver com o evento masculino. Pelo menos por enquanto.

Correndo por fora, e com força, a possibilidade de que o Masters feminino, atualmente realizado em Istambul, venha para o Brasil. Tal evento seria extremamente interessante, pelo momento que o tênis feminino atravessa, mais competitivo e aberto que o masculino.

A empresa XYZ, talvez a mais encorpada empresa de eventos do país, está negociações com a WTA, em parceria com a CBT, e o assunto está vivo e andando. Eles estiveram em Istambul e as conversas foram bem proveitosas. O Masters feminino não é tão caro quanto o masculino, mas pode-se falar em cerca de U$30 milhões de custos fixos.

Mas, tanto nessa negociação, como na do masculino, muita água irá correr por baixo da ponte, até pelas dificuldades existentes e as realidades que mudam com velocidade. As entidades gostam de ficar com os bônus e repassar os ônus, algo que os chineses, que realizavam os Masters recentemente e estavam ansiosos por entrar no cenário mundial, acostumaram bem mal as entidades. Do jeito que estas colocam números e obrigações, é inviável correr atrás desses valores só com bilheteria, como fazem os ingleses, que tem uma tremenda tradição em torneios de tênis. Os direitos de TV e publicidade são da entidade. Todos os custos dos organizadores locais. Um desequilíbrio difícil de administrar. Mas agora o Brasil tem cacife, financeiro, político e de momento, e as negociações vão continuar.

Notas relacionadas:

  1. Louca imaginação
  2. Os melhores da CBT e da Revista Tênis
  3. Dois em uma
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quarta-feira, 18 de abril de 2012 Curtinhas, Light, Tênis Feminino | 12:35

Segura a peruca

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Antes do Post da vitória do Bellucci, e que vitória! um Post curtinho só para amansar os mais nervosos fãs de Maria Sharapova que estavam choramingando nos comentários. A moça divulgou que as fotos dela com cabelos curtos foram feitas com uma peruca e que o seu cabelo continua longo como sempre. Isso aqui está virando coluna de fofocas.

De qualquer jeito, acho que os cabelos curtos ficaram ótimos na russa, ao contrário do que a maioria parece pensar – eu e a maioria sempre andamos em trilhos distintos. Ela ficou com cara de mulher e mulher interessante. Fugiu do óbvio. Trouxe um ar de mistério. Mas a maioria, dos homens e consequentemente das mulheres, quer mesmo o óbvio, o fácil, o saturado, aquilo que sabem que todos vão gostar. A personalidade é só uma peruca, que se coloca e tira.

Fora que poucas coisas na vida são mais sensuais do que estar atrás de uma mulher bonita e interessante, na fila, no elevador ou por aí, e poder dar uma boa olhada na sua nuca exposta. Mas isso exige sutileza.

Maria Sharapova, na mesma seção de fotos – com cabelos curtos e longos.

Notas relacionadas:

  1. Forbes
  2. Fashion girl
  3. Experiência
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quinta-feira, 12 de abril de 2012 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:36

Terra à vista

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Mais uma vez os tenistas mudam sua rotina por conta do final da temporada de quadras cobertas e das quadras duras. A partir desta semana as competições acontecem sobre a terra.

Os tenistas trocarão os seus sapatos com losangos na sola, que ajudam a agarrar mais do que aqueles usados nas quadras duras, que permitem um certo escorregar. Os americanos nunca gostaram, continuam não gostando, enquanto que os europeus amam sentir as bilhões de partículas de telhas quebradas por debaixo de seus pés facilitando a arte do escorregar. O gostar, ou não, é mais pelo estilo do que pela disponibilidade das quadras. Vale lembrar que Roddick e Fish, por exemplo, são tenistas que cresceram em quadras de terra, mas com um jogo de quadra dura, uma tradição que o Patrick McEnroe, Diretor Técnico da USTA, quer mudar, fazendo com que eles joguem mais sobre a terra e construam seu estilo de acordo – boa sorte!

Os americanos terão um único evento sobre terra este ano, em Houston, onde reuniram um evento quase centenário, que já andou por todo o pais, com um clube de primeiríssima linha. A cidade e o clube são dos mais ricos e tradicionais do país, sendo que a vizinhança é maravilhosa e habitada por milionários.

Para um país onde o órgão máximo diz querer os tenistas jogando sobre a terra, ter um único evento sobre o piso, enquanto que muitos sobre as quadras duras, a ambiguidade é um sinal de que as coisas estão longe de se acertar. Como o evento é único e quer sobreviver, abriram as comportas e convenceram, e só existe uma maneira de convencer, tenistas como Isner e Fish e alguns pouquíssimos europeus para fecharem a chave. Por lá estão também Monaco, que ganhou um convite, e muito dimdim, após bater Fish e chegar à semi de Miami, Feliciano Lopez, e até o sul-africano Kevin Anderson, que é um peixe fora d’água na terra, mas bateu Feijão na 1ª rodada, e Karlovic, que deve ter pegado o avião errado.

O 2º torneio da semana acontece em Casablanca, sem Bogart ou Bergman, mas com o Rei Mohammed VI, que banca toda a conta e conseguiu, por um período, colocar o país no mapa do tênis, e com um belíssimo estádio só para tênis, algo que o país de Lula e sua ojeriza pelo esporte burguês não tem. Quem não se lembra de El Aynaoui, Alami e Arazi? Mas o país não conseguiu repor e hoje a chave não tem nenhum marroquino que entrou por mérito, mas está repleta de espanhóis que só tem que atravessar uma pequena extensão do Mediterrâneo para lá jogar. Aliás, se este torneio não tem estrelas como Isner e Fish, tem uma chave mais encorpada e equilibrada do que Houston. Na semana que vem todos atravessam o Atlântico e o Mediterrâneo de volta para o velho continente, porque aí a bolinha vai quicar na Europa até o fim de Julho. E que temporada será esta, uma das mais interessantes das ultimas décadas.

Veja mais sobre o tênis no: https://www.facebook.com/BlogDoPauloCletoTenisnet

Casablanca, pra lá de Marrakesh, tem estádio de tênis.

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terça-feira, 10 de abril de 2012 Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:19

Amelie e Zazá

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A atual #1 do mundo, Victoria Azarenka está trabalhando com a tenista francesa Amelie Mauresmo. Do que se sabe até agora, o técnico de Victoria, Sam Sumik, continua trabalhando com a bielorussa.

Talvez a contratação tenha a ver com a temporada de saibro européia que começa esta semana e termina em Roland Garros. Apesar de francesa, Amelie sempre teve mais sucesso em outros pisos e nunca se deu bem em casa, sempre amarelando quando jogando na frente de seu público.

Não se sabe as razões da atual #1, mas a contratação foi uma exigência que ela levou a seu técnico e que este concordou na hora, até porque não deve ter outro jeito. O time está reunido em Monte Carlo e vem treinando no MCCC, local do torneio da cidade e onde, este fim de semana, a França foi derrotada pelos EUA.

Até perder em Miami para a Marion Bartoli, Azarenka estava invicta na temporada, o que não a impediu de pensar em novas maneiras de crescer em quadra. A foto abaixa, tirada no clube de Monte Carlo, tem o interessante detalhe do uso elástico para treinamento físico em quadra, algo semelhante ao de Bartoli, cuja foto postei na página do Blog no Facebook. Só que Victória é amarrada na cintura e um assistente segura o elástico.

A prática com elástico não é nenhuma novidade, mas não deixa de ser interessante comparar o trabalho das duas tenistas, o que, talvez, evidencie, o quanto o papai Bartoli é um personagem, vamos dizer, estranho, já que o esquema de Marion é bem mais intrusivo, complicado e, estranho.

Quando fiquei sabendo de Mauresmo, por um instante fiquei preocupado com o uniforme que Azarenka vem usando esta temporada – o shortinho – até lembrar que ela não esconde de ninguem que namora o também tenista, Sergei Bubka Jr, filho do ubber-campeão de salto com vara, e com quem ela vive em Monte Carlo.

Amelie solta a bola para Zazá, sob os olhos de alguém que não é Sam.

Notas relacionadas:

  1. As pernas da vitória
  2. As semis femininas
  3. Procura-se uma rival
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segunda-feira, 9 de abril de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:33

Torneios no Rio de Janeiro

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A IMG é provavelmente a maior agencia de esportes do mundo – administrando, no tênis, eventos (Miami), direitos de TV, carreiras, academias (Bollettieri) etc – já fez algumas tentivas fracassadas de se instalar no Brasil no passado nos ultimos 30 anos. Desta vez ela fez uma parceira com Eike Batista e sua empresa IMX.

Ambas estão negociando a compra das datas, feminina e masculina, de Memphis para o Rio de Janeiro, aproveitando a carona dos eventos esportivos da cidade e firmando a parceria das empresas.

O lado do vendedor já está bem adiantado, faltando mesmo a aprovação da WTA e da ATP, que querem saber detalhes sobre datas, pisos e locais e como isso se encaixaria no atual circuito. A conversa com a WTA está mais adiantada, até porque eles não tem datas no país e no continente como a ATP – temos um ATP Tour em São Paulo. Com isso, ou o torneio do Rio se encaixa e fica próximo de São Paulo, o que os organizadores deste talvez reclamem, e isso conta, ou eles devem criar uma nova data, o que deixaria o evento orfão de pai e mãe, o que sempre dificulta a vinda de jogadores.

Lembrando, a IMG administra a carreira de muitos tenistas – de Federer a Sharapova – o que ajuda na vinda, mas custa, já que alguem sempre tem que pagar a conta das garantias.

Em breve devemos ter mais notícias.

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terça-feira, 3 de abril de 2012 Light, Masters 1000, Minhas aventuras, Porque o Tênis., Tênis Feminino, Tênis Masculino | 16:46

O torneio em Miami

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Ir a Miami, ou outra cidade, e acompanhar o torneio é uma experiência bem mais ampla do que acompanhar jogos pela TV. E não estou falando só sobre tênis. Existe mais em uma viagem dessas do que apreciar partidas de tênis. Houve uma época em que eu passava mais horas à beira de uma quadra, hoje prefiro um equilíbrio que pende para outras áreas.

Com a experiência adquirida, tenho alguma ideia do que pode se apresentar em quadra como interessante, marcante, surpreendente e imperdível, sendo que a maioria das vezes me dou por satisfeito com a primeira qualidade.

Acompanhar um evento pela TV pode ser um ótimo programa, especialmente se a cobertura for encorpada e correta, como é o caso aqui no Brasil na maioria das vezes. A SporTV costuma fazer boas coberturas nos Masters 1000, a Band vem nos brindando com os torneios femininos e a ESPN faz ótimas coberturas nos Grand Slams, que são os grandes palcos dos tênis. Em todoss os casos, me refiro ao numero de horas mostradas, à produção, narração e comentários. No que se refere ao meu trabalho, deixo a avaliação a seu critério.

Não sou pago para ir a Miami. Fui porque acho um bom programa dentro dos conceitos acima e uma boa maneira de manter contato com o circuito. É diferente de quando eu o frequentava como técnico ou mesmo como um cronista mais assíduo. Serve para matar as saudades, de pessoas e situações. Além de curtir o evento e a cidade.

Algumas pessoas preferem acompanhar as finais e as partidas da Quadra Central – tenho uns amigos que a mulher e o filho chegaram no sábado de manhã, deixaram a mala no hotel, correram para o clube só para descobrir o WO do Nadal. O marido chegou só no Domingo, o bastante para ver o Djoko vencer em dois sets – voltaram todos no Domingo à noite. Estes são fanáticos e cheios de disposição.

A minha primeira opção em Miami era sempre pela Quadra 1 e 2. Em ambas o pessoal da imprensa tem assentos que ficam imediatamente atrás de onde descansam os tenistas nos intervalos – mesmo local dos técnicos, árbitros e supervisores. É um cenário semelhante na Grandstand, sendo que nesta ficam todos juntos em canto do fundo da quadra. Prefiro a 1 e 2.

Dalí podemos ver a gota de suor do tenista descendo pela sua face nos momentos mais dramáticos. Acompanhamos cada detalhe de suas tensões e reações, o escorregar e o brecar de seus sapatos, sem contar com as vantagens da proximidade para acompanhar os golpes e o jogo em si. Ouvimos ele bufar, reclamar, vibrar, falar, sozinho ou com alguém. Fazemos parte do jogo. Acompanhamos o movimento e a vibração das viradas de lado, hora em que a TV sai para os comerciais – e lhes digo, ali acontece muita coisa.

O local da imprensa na Quadra Central é confortável, espaçoso e com uma boa vista. Abrindo a porta do camarote, estamos na sala onde se escreve e onde são disponibilizadas as informações – refrescada por ar condicionado, algo crucial em Miami. Tenho um conhecido que passou mal durante a final feminina, disputada com o sol a pino. Foi atendido no próprio local, viu muitas estrelinhas, mas ficou sem ver a partida.

Um programa imperdível em um evento desses é acompanhar treinos, aquecimentos e jogos de duplas. Presenciamos coisas que não se vê nas simples nem na TV – fora a casualidade de acompanhar um ídolo a poucos metros, dentro de uma informalidade ímpar, sem perder o fascínio que eles e o esporte apresentam.

A maioria das pessoas reclama das refeições disponíveis na área de alimentação. É aquela típica americana para locais de muito público – trash food. Existem locais mais caros e restritos, um pouco melhores, mas na mesma linha.

Não existem restrições à venda de álcool e as bebidas são servidas em vários locais. Mas não vi nenhum problema por conta disso, o que talvez nos faça pensar que o problema não é o álcool e sim as pessoas. Mas, é claro, indispensável não dar a elas a oportunidade de fazer merda e por isso sou totalmente a favor de restrições tipo em beiras de estrada. Mas essa polêmica da Copa me parece bobagem – o que se tem que fazer é aplicar a lei e hoje existe uma condescendência sem fim com os fora da lei uniformizados que se passam por torcedores em estádios. Sem eles a presença de famílias seria muito maior e o ambiente sem comparação.

Centenas de brasileiros estiveram no Torneio de Miami que, como eu já disse, muda de nome oficial no ano que vem. O evento é interessante e acontece na cidade favorita dos brasileiros nos EUA. Não é a minha, mas nem por isso deixo de aproveitar cada dia que por lá passo, especialmente acompanhando tênis.

Na Quadra Central de Miami. Não é o meu assento favorito, mas está de bom tamanho.

Notas relacionadas:

  1. Djoko, panquecas e coca light.
  2. Surpresas
  3. Torneio de Miami
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segunda-feira, 2 de abril de 2012 Masters 1000, Porque o Tênis., Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:18

As finais de Miami

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Fiquei feliz com a final feminina, pela mesma razão que não fiquei tanto com a masculina. Não que não aprecie, pelo contrário, a vitória de Novak Djokovic, que está jogando, inegavelmente e há algum tempo, um tênis superior ao de seus adversários.

Mas é legal ver um “outsider” levar. Não que a Radwanska seja uma surpresa, mas não é exatamente a favorita, nem uma das que vem levando tudo – na verdade, este ano só a Zazarenka levou. Mais legal ainda é ver a polonesa fazer imperar o seu jogo e estilo sobre o da russa que, convenhamos, tem um jogo unidimensional, chato, sem variação e sem beleza – típico vai ou racha, e eu prefiro mesmo é que vá para algum lugar. Tirando suas pernas longas como a Belém-Brasília, e para mim com a mesma utilidade, a moça é, além do mais, de uma antipatia impar.

Radwanska, como escrevi no Post anterior, traz algo mais à quadra. Algo que a loira não vai trazer nunca porque não tem a mesma qualidade acima dos ombros. Agnieszka é uma tenista interessante; não tem envergadura, não tem potência, não geme, pelo menos não na quadra, ao contrário, dizem, da outra. Mas tem suas habilidades e, importante, sabe utilizá-las – especialmente porque pensa, e que lindo é ver um tenista pensar em quadra.

De qualquer maneira que se olhe, atualmente Novak Djokovic é o melhor tenista do mundo e um dos melhores atletas do planeta. Reúne uma série de qualidades que fazem dele um campeão. É dedicado e está sempre procurando melhorar – seu preparo física vai marcar época no tênis e não sossegou enquanto não conseguiu reunir as qualidades necessárias para derrotar, com constância, seus adversários. Sem perder o foco nos investimentos contínuos e necessários, hoje vive da principal bonificação desses investimentos, que é a confiança, algo que, como sempre insisto, é o maior bem do tenista.

Só para provar que tenho razão nessa simples e objetiva colocação, ressalto os três últimos resultados em Miami, sem esquecer que não perdeu um set sequer em Miami. O mesmo cenário, o mesmo script, o mesmo final. Contra Ferrer (6/1 7/6), Monaco (6/0 7/6) e Murray (6/1 7/6) Djoko teve a mesma postura e resultado. Um primeiro set fácil, uma acomodação momentânea e um levantar de padrão na hora da onça beber água e resolver a parada. Ele mesmo comentou sobre isso após a partida contra Monaco e respondeu com uma resposta padrão quando o questionei a respeito – se ele estava tão confiante que se acomodava dentro do resultado e, no entanto, se sentia confiante o bastante para ganhar na hora que quisesse. Sua resposta (após Monaco) foi: “nos momentos importantes eu acho que poderia ter feito um pouco mais. Mas foi uma vitória em dois sets, e no TB eu permaneci calmo, focado e fechei quando precisava”. Sim, uma resposta burocrática, mas que confirma seu momento. Minha “produtora” me cutucou; você não quis dizer que ele está dando as mesmas viajadas que o Federer dava/dá!

Não disse, mas é a mesma coisa. É quase que uma consequência de quem chega nesse ponto que está o sérvio. Lavantar o padrão conforme a necessidade. Federer fez isso um tempão, até que Nadal lhe maltratou tanto e acabou com sua então inabalável confiança. Aliás, o espanhol é o único tenista, que me lembro, que não tinha essa característica – com ele era na jugular do começo a ultima bola. Simpatia e abraços só no aperto de mãos.

Quanto a minha “apreciação” do início do Post ofereço um fato incontestável e simbólico; os Fab4 venceram os últimos 17 Masters 1000. O último fora da gangue dos 4 foi Soderling, em Paris 2010. É um momento do tênis, já presenciado anteriormente, mas que não acontecia há muitos anos. Talvez fiquemos na dependência desses quatro, nos Masters 1000 e dos três nos GS, já que o MalaMurray por enquanto não desencanta.

Mas se os deuses do tênis estiverem de bom humor, algum novo campeão já estará por aí, em formação, começando a polir suas qualidades e capacidades. Torço por ele, porque torço pelo tênis. E o tênis, assim como mulher bonita, quanto mais quantidade de qualidade, melhor.

Vocês podem ver mais fotos e videos de Miami na página do Blog no Facebook:

https://www.facebook.com/BlogDoPauloCletoTenisnet

Agnieszka – beijinhos para os fãs.

O sequíssimo Novak está voando em quadra.


Notas relacionadas:

  1. Chave de Miami
  2. Mudanças
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Autor: paulocleto Tags: ,

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