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Arquivo da Categoria Tênis Feminino

segunda-feira, 27 de junho de 2011 Grand Slam, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 23:22

Foram-se

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Foram-se nesta 2a feira, entre outros, Gasquet e sua deliciosa esquerda, Caroline seu ranking e suas cruzadinhas, Venus seus títulos e suas ridículas ceroulas, Serena sua garra e intimidações, Del Potro sua periculosidade e bolas retas, Llodra seus voleios e maluquices, Youzhny sua esquerda e continências, Berdich seu vice e inconstâncias, Petrova sua elegância e tremedeiras, Kubot e suas fantasmices, Aninha e Petkovic com suas danças, caras e bocas.

Atenção no curto prazo à Petra Kvitova e no longo prazo à Bia Maia.

Venus e o que é isso? Berdich reclamando. Petra e seu talento.

Notas relacionadas:

  1. Chega.
  2. A final masculina
  3. Saco de gatas
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domingo, 26 de junho de 2011 Grand Slam, Light, Tênis Feminino | 12:26

102.7 decibéis

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A tradução é Grunhidos. Eu preferia Gemidos. Esse é o nome do CD que a Radio Wimbledon, radio que existe somente durante o tal torneio, gravou e entregou ao Museu de Wimbledon, este aberto durante todo o ano.

O CD reúne os sons de tenistas no momento de bater nas bolinhas e servirão de fundo sonoro para uma nova exposição. Tenistas, imprensa, dirigentes e até vizinhos querem baixar o volume de alguns e, especialmente, algumas. A imprensa londrina não cansa de abordar o assunto, especialmente após algumas apresentações inspiradas de Maria Sharapova, a campeã incontestável dos gemidos, quero dizer, grunhidos. Talvez os ingleses gostem da tradição que exige silêncio nas quadras. Alguém tem mesmo que me explicar por que não pode haver o menor barulho vindo das arquibancadas e uma tenista pode fazer um tremendo escarcéu cada vez que bate na bolinha.

Maria Sharapova, a tenista que vive no imaginário do setor masculino das arquibancadas e de boa parte da mídia é a responsável pela comoção na imprensa. As adversárias também odeiam os gemidos, quero dizer, grunhidos, da deusa loira. Não é para menos. Eles foram medidos a 102.7 decibéis, algo na faixa de uma perfuratriz. Se ela começasse com uma seção de gritos dessa grandeza aqui no prédio, o síndico chamaria a polícia. Na pior, ou melhor, das hipóteses bateria babando na porta dela.

102.7 decibéis é algo para tirar a concentração de qualquer um – dentro e fora da quadra. O comentarista da BBC sugeriu que abaixassem os microfones. Um vizinho, mal humorado, a mais de 1km, reclamou com o clube. É possível que muitos adorariam ouvir a moça gemer, quero dizer grunhir, mas não necessariamente suas adversárias e não em quadra. Várias reclamaram, exigindo que algo fosse feito a respeito. E não só a respeito de Sharapova. Até agora os árbitros não tomaram nenhuma medida. Talvez porque seja subjetivo julgar se esta ou aquele tenista está gemendo, grunhido, além da conta. É o que faltava, um juiz com medidor de decibéis.

Notas relacionadas:

  1. Champagne e flores
  2. Fashion girl
  3. Pirigueti
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terça-feira, 21 de junho de 2011 Grand Slam, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 00:01

Locais

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Como escrevi, Wimbledon tem várias particularidades. Afinal esse é o maior charme do torneio. Uma delas é sobre o local que os tenistas escolhem para ficar. Em todos os torneios eles ficam nos melhores hotéis, quase sempre indicados pelos próprios organizadores, algumas vezes pelas empresas que os agenciam e algumas raras em hotéis de suas preferências.

Londres é o único lugar que a história muda. Como boa parte deles fica quase um mês, a idéia é alugar casas ou apartamentos e brincar de casinha, muito melhor do que ficar em hotel. Lá eles recebem amigos para jantares informais, conversas, assistem TV, jogam cartas, se recolhem mais cedo.

Podem alugar uma casa em Chelsea, perto do torneio de Queens, e passar duas semanas perto da fuzarca que é Londres. Já na segunda semana, há muitos anos, a tendência é ficar no subúrbio de Wimbledon e arredores. O padrão é os tenistas que ficam por lá serem aqueles que têm sérias pretensões quanto ao evento.
 
Uma boa parte dos residentes da área sai de suas casas para viagens e as alugam por preços exorbitantes. Meses antes de Wimbledon os agentes já começam a ir atrás das casas e mesmo os residentes começam a postar anúncios nos vestiários. Tenistas, agentes, empresas de materiais, patrocinadores e todos os tipos ligados ao circo do circuito alugam casas por ali. Alguns retornam por anos às mesmas. Tenistas quando acham que as vibrações são boas e trazem sorte.

Os residentes deixam tudo para trás e o pessoal só traz a mala de roupas. Fazem suas compras no mercado local e invariavelmente comem em casa, cozinhando ou pedindo entregas. Ainda assim, os poucos restaurantes do centro de Wimbledon ficam lotados à noite durante a quinzena, já que durante o dia a maioria come no clube. Não é raro no caminho para o clube, percorrendo as ruas internas para se fugir do tráfego, que fica infernal, encontrar um Federer ou um Nadal caminhando em direção as quadras como se fossem locais.

Nadal no mercado e fazendo uns tapas em casa.

Notas relacionadas:

  1. Aorangi
  2. Os bons.
  3. A esperança gringa
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quarta-feira, 15 de junho de 2011 Minhas aventuras, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:39

Cidadão Jornalista

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Parece que foi ontem, quando recebi um telefonema do Jose Trajano convidando para dar uma mão com o tênis, na sua então mais recente aventura jornalística, a formação de uma TV fechada exclusiva de esportes.

Nós já tínhamos tido a oportunidade de conviver quando eu o convidara para editar uma revista exclusiva de tênis – a “Tenis Esporte” – no início dos anos oitenta. Ele então realizou a revista de tênis mais diferente e audaz que o mercado brasileiro já conheceu. Ficou dois anos criando matérias únicas e criativas, assim como capas com manchetes do tipo “Golpe de Direita”, com primeiras e segundas intenções, utilizando alguns dos melhores profissionais do mercado que adoravam estar sob sua regência.

O seu convite, uma década depois, me colocou de vez na TV fechada, já que anteriormente eu já dera meus pitacos em partidas de tênis, e até futebol americano, em TVs abertas.

A história do esporte na TV fechada começa e passa pela participação desse mercurial jornalista, que pode ser um jornalista afável e interessante trocando idéias na mesa de um boteco, assim como espalhando vendavais pelas redações.

Trajano formou a ESPN-BRASIL com o pioneirismo dos visionários e a tradição de uma sala de trabalho de um grande jornal, adaptada para a realidade, eternamente mutante, da TV. Lembro que as primeiras salas da ESPN eram de um acanhamento de dar dó, o que nunca acanhou o espírito e a determinação de seu diretor de jornalismo.
 
Tive a sorte e a honra de fazer parte da história dessa aventura através dos anos. Cheguei a ter a incumbência de produzir o “Jornal do Tênis” em seus primeiros sete anos, antes de ser retirado do ar anos atrás. Nesse caminho, em algumas raras vezes nossas personalidades conflitaram, mas foram bem maiores o número de oportunidades oferecidas, e sustentadas, sob diferentes circunstâncias, como os homens de personalidade e caráter fazem.

Ontem a ESPN-BRASIL celebrou seu 16º aniversário no Brasil, sempre liderada por Jose Trajano, independente de quem tenham sido, momentaneamente, os acionistas da TV. Um tempo longo para se sustentar qualquer parceria de trabalho e um tempo curto para escrever uma história de tamanho sucesso, com todos os percalços que o mercado impõe.

 Aproveitou-se também para celebrar o título de “Cidadão Paulistano”, entregue ontem pela Câmera Municipal de São Paulo e patrocinada pelo querido amigo e vereador Marco Aurélio Cunha, a esse carioca da gema que trocou de cidade há muito tempo, mas faz questão de manter, e divulgar aos quatro cantos, sua paixão pelo futebol e pelo America, clube da Tijuca e seu eterno elo com o Rio de Janeiro, enquanto leva seu trabalho a todo o Brasil.

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Grand Slam, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 10:45

Os cabeças de Wimbledon

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Os ingleses divulgaram hoje os cabeças de chave de Wimbledon, que começa na 2ª feira. Havia a expectativa de que eles mexeriam, ou não, com a ordem dos quatro mosqueteiros do tênis atual, mas eles deixaram estar. Desta forma, os quatro principais cabeças são, pela ordem, Nadal, Djokovic, Federer e Murray. Ou seja, o primeiro só encontrará o 2º em uma final, mas as outras possibilidades estão abertas.

Como eles não resistem a dar o próprio piteco, mudaram a partir do 6º, que no ranking é o espanhol Ferrer e foi substituído pelo 7º Berdych. Protegeram também Andy Roddick, que é o 10º do ranking e virou o 8º cabeça, enquanto Monfil que é o 8º virou o 9º.

A maior mudança foi o francês Tsonga que passou de 19º para 12º e o Llodra que foi de 25º para 19º – os ingleses, quem diria, protegendo franceses. Vale lembrar que são dois tenistas agressivos que podem se dar bem na grama.

Sobrou mesmo foi para dois argentinos – aí também era esperar demais. Chela foi de 20º para 25º e Nalbandian, que já foi vice em Wimbledon e joga mais do que a maioria acima, se estiver curado, de 24º virou 28º. Tipsarevic saiu de 30º para 23º. Eles baixaram o sacador Raonic de 26º para 31º, o que provavelmente se arrependerão. Bellucci que é o 29º caiu para 30º.

Como não são bobos, entre as mulheres puxaram Serena Williams, atual 26º do ranking e a colocaram como 8º, não a deixando assombrar a chave. Quem caiu foi a Kvitova de 8ª para 9ª, uma pena, porque a acho mais perigosa na grama do que algumas à frente dela. Já Venus está como 33ª do ranking e, teoricamente fora da lista de cabeças. Mas como tem 5 títulos, a colocaram como 25ª, o que é defensável. Quem ficou de fora foi a Kleybanova que, suspeito, não joga o evento.

A maior mudança do “ranking da grama” foi a das irmãs Williams, ambas com fundamento. Qualquer uma das duas que passar as três primeiras rodadas se torna um perigo.
Quanto aos homens, as mudanças só servem mesmo para satisfazer o ego deles organizadores. Lembrando, de acordo com o acerto de Wimbledon com a ATP, eles tem que obedecer o ranking para determinar os 32 cabeças e as alterações acontecem, por um sistema pré-determinado e transparente dentro desses 32 tenistas. Eles pegam os pontos do ranking da ATP do dia 13/06, acrescentam os pontos ganhos em torneios sobre a grama nos últimos 12 meses e 75% dos pontos dos 12 meses anteriores.

Já entre as mulheres, o torneio segue o ranking da WTA e, se acharem que devem, fazem o que bem entendem. Eles amam as mulheres, mas…

Notas relacionadas:

  1. A chave de Wimbledon
  2. Wimbledon em 3D
  3. A relva
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quinta-feira, 9 de junho de 2011 Grand Slam, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:11

nhaca!

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Tem dias que o melhor é ficar na cama – acompanhado, of course. Não é pessimismo ou depressão, simplesmente a presença de um tempinho horrível que pode nos levar a ambos estados. Enquanto faço meu trabalho, olho pela janela e descubro um dia fechado, sem uma janelinha de azul do céu para oferecer uma esperança; parece Londres nos seus piores dias, que são a maioria. Para me fazer companhia, ligo a TV, que fica na mesa de trabalho, sintonizo na ESPN-BRASIL. Chove em Londres também. Ouço o Osvaldo Maraucci e o Marco A. Rodrigues falando sobre chuvas e tornados. Desligo.

Tempo feio é deprimente. E não falo de chuva, que pode ser atraente e bem vinda. Falo de dias cinza e frios. Aquela coisa nórdica, londrina. Ir a Londres e pegar tempo feio é deprimente. Ir a Londres para jogar, ou acompanhar, tênis é ainda pior.

Os tenistas vão à loucura. Ficam amaldiçoando a chuva, o clima e o lugar em geral. Primeiro pelas razões que já descrevi, depois, e mais importante, porque não conseguem treinar. Vocês já estiveram próximos de tenista que não pode jogar? Ficam nervosos, tensos, ansiosos, angustiados, irritados. É a nhaca!

Atualmente o torneio de Wimbledon disponibiliza quadras cobertas com um piso rápido para os tenistas aquecerem e treinarem nos dias de chuvas. Ajuda, mas não é a mesma coisa, nem de longe. Esse complexo foi construído do outro lado da rua, fora do clube, um espaço que era usado como estacionamento dos carros do evento. Isso à parte das quadras de treino de grama, localizadas em local adjacente ao clube, aquisição também recente. Ambos os locais foram muito bem vindos e um dos passos que o torneio deu, mostrando que novos tempos começavam, onde o atleta não era mais visto como o cocô do cavalo do John Wayne, que era a odiosa postura dos ingleses com os atletas. Eles estão longe de tratar os tenistas com a cortesia que os outros eventos oferecem, mas estão longe de serem como eram nem tanto tempo atrás.

Sempre houve uma expectativa por parte dos atletas de que na temporada de grama se vai treinar menos e que o tempo em quadra tem que ser usado da melhor maneira. Para equilibrar, eles também sabem, ou deveriam saber, que o tempo nas salas de academia será maior. Como as quadras são mais raras e o numero de tenistas continuam os mesmos, há o velho problema da muita demanda e pouca oferta. Lembrando que as quadras de grama, além de serem mais raras, são mais difíceis de manter, o que sai caro em ambas as pontas; mais uma razão para os ingleses não serem tão generosos com elas.
 
Isso tudo sem mencionar as interrupções pela chuva, a razão pela qual o Maraucci e o Marco estavam a falar sobre ela. Os tenistas em quadra são obrigados a interromper a partida e irem para o vestiário – algo que pode ser comparado, para o resto dos mortais, como um coitu interruptus. No meio do bem bom você é obrigado a sair correndo para não se molhar.

Além dos que saem da quadra, e ficam na tensão trancados no vestiário, tentando adivinhar quando vão voltar à quadra, até para saber se relaxam ou não, se comem ou não, se conversam com alguém ou não, se aquecem novamente ou não, existem os outros tenistas, que sequer entraram em quadra, e vivem situações semelhantes, com os agravantes de estarem na fila. O preço de tudo isso é que a qualidade dos jogos, como não poderia deixar de ser, cai. Mas a grama sobrevive e o clima londrino, é bom lembrar, está no seu melhor, justamente nessa época. Por conta disso, volto logo ao meu otimismo e vou aproveitar da melhor maneira o resto do meu dia.

Notas relacionadas:

  1. Shaw
  2. Rapidinhas
  3. A relva
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Curtinhas, Porque o Tênis., Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:55

Dia do Tenista

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Não sei quem o inventou, até porque até pouco tempo não existia, mas foi decretado – seria essa a palavra apropriada – que hoje é o Dia do Tenista. Como, imagino, todos vocês devem ser tenistas, pelo menos os não residentes de um sofá, deixo aqui a minha celebração deste dia. O chato é que, pelo menos aqui em São Paulo, o dia está uma droga e há poucas chances de entrarmos em quadra. Seria nela que poderiamos realmente celebrar a nossa data.

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terça-feira, 7 de junho de 2011 Grand Slam, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 17:57

Emoção

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Fechando o torneio de Roland Garros, coloco um vídeo que o leitor Santos Dumont garimpou na internet. Nele fica evidente o que acredito ser mais importante sobre o torneio. É um evento extremamente emocional. É assim que o vejo e estou na companhia, entre tantas outras pessoas que conheço, de nosso maior tenista, Gustavo Kuerten. Acho que esse vídeo, mais do que nada, fala sobre isso: emoção. Em Paris. Em Roland Garros.

Notas relacionadas:

  1. Brazucas em Paris
  2. Alma
  3. Ficamos em Paris
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quinta-feira, 2 de junho de 2011 Grand Slam, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:17

Rápidas

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As duas semifinais femininas foram mais rápidas do que eu esperava. Esperava mais também da russa Sharapova, mas a moça naufragou no próprio serviço, ao cometer 11 duplas faltas, uma delas no match-point.

Talvez o vento, o grande vilão do dia e que hoje castigou bastante a Quadra Central, tenha impedido melhores apresentações e partidas mais emocionantes. Equilibradas elas foram. Até o aperto de mão final não dava para apontar uma vencedora em nenhuma das partidas.

Venceram as melhores.

A chinesa Li Na, ou Na Li ?? – êta polêmica desnecessária – jogou e joga mais do que a russa Sharapova. Saca melhor, e quem não saca??, se movimenta bem melhor, e tem a direita mais contundente. A esquerda e a postura da russa são melhores, mas faltou golpe para ela hoje.

Schiavone, a balzaquiana, tem um tênis das antigas, se comparado com os de hoje. Faz de tudo em quadra. E foi esse arsenal que possibilitou que enrolasse direitinho a francesa, engessada nos seus golpes com as duas mãos de ambos os lados.

Francesca sabe jogar um top spin com a direita, uma esquerda marvada, de reta, passando pelo top spin e salameando com o slice. A francesinha teve que experimentar de tudo e, claramente, não gostou. Foi uma autentica aula e vitória da estratégia.

A final, no Sábado, é imprevisível. A chinesa tem mais peso de bola e a frieza oriental frente ao perigo. Mas a italiana conhece o caminho, domina a mistureba de golpes e consegue levar a pressão numa boa. A chinesa bate reto e por isso pode tanto varrer a adversária da quadra como naufragar nos erros não forçados. É o jogo que vamos acompanhar no Sábado, nos canais ESPN, a partir das 10h.

Francesca – usou a cabeça para vencer.

Notas relacionadas:

  1. Forbes
  2. Imagem solidificada
  3. Hoje bomba
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domingo, 22 de maio de 2011 Grand Slam, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 22:07

Começou

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O torneio de Roland Garros começou neste Domingo e não aconteceu muito. É o quinto ano que os franceses iniciam o evento no Domingo. Antes, começava na 2ª feira e o Domingo era um dia de festa, exibições de 9 games e bilheteria para caridade. A primeira e a ultima continuam, mas agora as partidas são oficiais, apesar de usarem bem menos quadras e, consequentemente, menos partidas acontecem. Desafoga um pouco a 1ª rodada e deixa o pessoal que pode frequentar só os fins de semana mais felizes.

Quem não vai ficar muito feliz são os fãs do Thomaz Bellucci, que não vão poder acompanhar sua partida, já que não há câmeras na Quadra 4, onde ele joga. Talvez os fãs brasileiros fiquem mais contentes em saber que vão poder acompanhar a partida, ou pelo menos boa parte dela, entre Ricardo Melo e Mardy Fish.

Quem vai ficar feliz, com certeza, é fã do tênis em geral que verá, a partir das 7:30, na ESPN, as partidas de Novak Djokovic, que hoje completou 24 aninhos e é o centro das atenções em Paris, enfrentando holandês viajante Thiemo de Bakker, e a de Roger Federer, que pode, ou não, estar feliz por deixar de ser a grande estrela, ou mesmo a segunda, do evento, contra o sacador/voleador Feliciano Lopez, de quem ganhou as oito partidas que jogaram. É um petisco assistir esses dois, um após o outro – a Quadra Central estará lotada.

Outra partida que pode vir a ser interessante será entre Richard Gasquet e o checo Radek “Galã de Praga” Stepanek. Dois tenistas talentosos e de estilos distintos. Duvido que mostrem muito, mas algo devem mostrar dessa partida. Eu adoraria ver.

A ESPN-BRASIL mostrará a partida de Del Potro e o “corta-fisico” sacador Karlovic a partir da 6h. Mas a idéia é quando começar o Ricardo Melo é mostrar esse jogo e flashs do argentino. O hermano deve mostrar com quantos paus se faz uma jangada, pelo menos após pegar o jeito do serviço, o que deve demorar um set.
 
Entre as mulheres, devemos ver alguma coisa da “Cruzadinha” Wozniacki e a coroa/gueisha Kimiko Date, de 40 anos e sempre perigosa.

Notas relacionadas:

  1. O esperado.
  2. Domingão em Paris
  3. Vai começar
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  1. Primeira
  2. 8
  3. 9
  4. 10
  5. 11
  6. 12
  7. 20
  8. Última