Arquivo da Categoria Tênis Feminino
19/11/2009 - 13:06
A Federação Americana reflete a culpa do resto da sociedade americana e segue se eximindo de punir a baixaria de Serena Williams no Aberto dos EUA. Logo após o incidente eles prometeram agir imediatamente; averiguando e punindo. Averiguar o que? Todo o mundo assistiu a agressão verbal e as ameaças. Quanto ao que a mocinha falou é só perguntar àquela juizinha que, na verdade, não deveria nunca mais entrar em uma quadra de tênis. Só que o que ela fez não justifica a que a Serena fez.
Se a Serena fosse branquinha, ou pior ainda, russa ou imaginem argentina, teria tomado um gancho que estaria considerando virar dona de casa. Mas a culpa, e o fato da moça ser a primeira do ranking mundial, não deixa os dirigentes agir.
Agora veio à cena Patrick McEnroe, capitão do time da Copa Davis e chefe do programa de desenvolvimento da federação, declarando que não faz sentido punir a moça a essa altura do campeonato. Ele argumenta que já passou muito tempo e os punidos seriam os australianos, que ficariam sem a tenista em seu Grand Slam.
Patrick não deixa de ter razão, mas, ao que parece, essa era a estratégia dos americanos, que usaram seu contratado para lançar a idéia pela mídia. Patrick critica a falta de atitude da federação, mas lança a desculpa perfeita para não agirem.
Agora os australianos também pressionarão o FIT para que tudo fique como está e que o incidente seja varrido para debaixo do carpete. Vamos ver como fica. Lembram quando a gente falava que nos EUA essas coisas não acontecem??
Serena delicadamente explicando que não foi foot-fault.
Autor: paulocleto - Categoria(s): Grand Slam, Tênis Feminino
Tags: serena williams
07/11/2009 - 13:07
A Federação Internacional de Tênis comprou a suspensão do Tribunal de Flanders e confirmou a suspensão de um ano aos tenistas belgas Yanina Wickmayer, semifinalista do U.S Open, e em Xavier Malisse.
Como escrevi no post “Rua”, dois dias atrás, isso está me parecendo mais uma mensagem do que qualquer coisa. Os tenistas não foram flagrados em nenhum doping, só não foram encontrados, em três ocasiões, para realizar os testes.
Junto com a mensagem está implícito uma queda de braço entre os atletas e os responsáveis pelo esporte belga.
Suponho que a coisa toda tenha chegado ao ponto de ebulição com a divulgação de Andre Agassi, suas drogas, suas mentiras e suas escapadas. Os belgas são os primeiros a reagir a essa papagaiada do americano, que agora, depois de deitar e rolar, cospe no prato em que se, para que outras se engasguem, emquanto segue seu plano marqueteiro indo à TV, fazendo carinha de coitado e pedindo clemência. Como dissemos antes, o Agassi tem magnífico passado no tênis, que sempre exigiu respeito, mas queria de ter visto ele lavar sua roupa suja, pedir sua clemência, sem necessariamente estar ganhando dinheiro com isso.
Aliás, o espanhol Sergi Brugera já está esperneando que quer a medalha de ouro das Olimpíadas de Atlanta, em 1996, onde foi prata, perdendo na final para o careca embolado. Será que o Fernando Meligeni vai fazer eco e tentar o seu bronze? Com a palavra o Fininho.
Quanto aos belgas, lhes resta apelar, fazer algum tipo de mea culpa, por não terem dado importância às convocações do Tribunal, e deixar clara a mensagem que o mundo mudou e com ele a maneira como os esportistas devem se relacionar com qualquer tipo de droga e a satisfação que devem para o público e, não menos importante, seus adversários.
Desta vez os tenistas perderam.
Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Feminino, Tênis Masculino
Tags: andre agassi, fernando meligeni, xavier malisse, yanina wickmayer
05/11/2009 - 23:14
Esse negócio de teste anti-doping está virando o samba do crioulo doido. Eu nem sei mais quem manda no que e em quem.
A última notícia é que a jovem, 20 anos, semifinalista do U.S. Open, a belga Yanina Wickmayer, foi suspensa um ano pelo Tribunal Belga de Anti-Doping. O que vale isso eu não sei, já que ela pode apelar e, aí o mais estranho, quem coordena os exames do circuito feminino é a FIT, que não declarou nada ainda, pois não foi notificada pelo tribunal belga. Esse caso vai longe.
A tenista não foi pega em nenhum teste, o que parece ser o problema. Os belgas alegam que ela não foi localizada para realizar três testes realizados por eles no prazo de 18 meses. Vale lembrar que nesse prazo ela passou por vários testes no circuito feminino, inclusive no U.S. Open. O torneio ainda não se manifestou.
Yanina alega que teve problema com sua senha no site para acompanhar os pedidos de exame e que as cartas registradas para sua residência não foram assinadas porque estava viajando para torneios. Sei.
Outro belga, Xavier Malisse, foi suspenso pelo mesmo motivo e pelo mesmo período. Parece que o Tribunal Belga está querendo mandar uma mensagem a seus atletas, que, parece, não o estavam levando a sério.
Outros tenistas – como Murray e Nadal – já reclamaram duramente sobre horários e procedimentos para os exames da WADA. Parece que eles têm que estar à disposição 24hs, sete dias por semana, todos os meses, em hotéis ou em casa. E se o pessoal da WADA não os encontrar o problema é deles. É como se a sua mulher impusesse o sistema “eu ligo pra você, se você não atender é porque está fazendo coisa errada. Rua!”.
Alooou!! Yanina?! Onde está você? Suspensa!
Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Feminino, Tênis Masculino
Tags: andy murray, rafa nadal, yanina wickmayer
22/10/2009 - 22:13
É interessante como a apresentação de diferentes pontos de vista, colocados com transparência, lucidez e finura acrescentam ao entendimento de qualquer matéria. Sendo assim, acho ótimo que um dialogo recheado de divergências surja no blog.
A discussão é em torno da atitude da dinamarquesa Caroline Wozniacki – que sequer chegou a ser tema de post, porém se alastrou pela seção de comentários, colocada, se não me falha a memória pela ilustre figura do “Produtor”, de quem agora conhecemos uma face interessante – é o mais recente exemplo.
Caroline vencia a partida de primeira rodada do Aberto de Luxemburgo, contra uma tenista local, quando sentiu uma contusão em uma de suas esplêndidas pernas. Como na WTA as tenistas podem receber instrução, imagino que ela tenha perguntado ao pai e técnico, um ex-profissional do futebol polonês, o que fazer. Ouviu do pai que poderia entregar a partida, antes de terminada, já que não teria condições de jogar a partida seguinte. Ele continuou jogando até o primeiro Match Point, quando saiu de quadra, dando a vitória à adversária.
Alguns leitores colocam que a atitude da dinamarquesa é de falta de fair-play, deselegância, injusta, não ética, errada de várias maneiras. Maiores detalhes nos comentários no post “Aperto de mãos”, onde meus leitores colocam seus argumentos.
Confesso, como alguns deles confessaram, que seus argumentos colocam meus argumentos, que coloco abaixo, em cheque, me fazendo pensar duas vezes no assunto. Insisto, nada como uma boa discussão de alto nível.
Aqueles que acompanham o tênis há mais tempo irão se lembrar que esse tipo de coisa já aconteceu no passado, várias vezes, inclusive no profissional masculino. Como acontece também entre amadores. O Renato Z lembrou de caso recente, em torneio da FIT.
Na verdade, no mundo do tênis, o inverso é considerado falta de ética – por exemplo, se um jogador insistir em vencer uma partida, sabendo que não terá condições de jogar a próxima. O cara que faz isso não é bem visto no circuito. É mesmo caso do cara que, no início do torneio entra em quadra para garantir seu prêmio, roubando o público de ver uma partida e roubando um Lucky Loser a oportunidade de jogar.
Quando a dinamarquesa decidiu abandonar, tinha em mente aquilo que é padrão entre os tenistas. Pelo menos os éticos. Se ela continuasse, estaria roubando o público de um confronto na próxima rodada, além de roubar a presente adversária de participar de mais um jogo, já que ela mesma não iria jogar, além de roubar a próxima adversária da oportunidade de jogar.
O problema surgiu porque a TV mostrou, ao vivo, o comentário, em polonês, do pai, e alguém, postou isso no site de apostas e pessoas, óbvio, apostaram na adversária de Caroline. Bem, tudo tem sua primeira vez.
Como fica claro, nos argumentos de alguns leitores, existe outro lado da moeda. Eu poderia ficar aqui e escrever uma dissertação defendendo meu ponto de vista com base éticas, mas respeitarei a paciência coletiva.
Porém, querer levantar suspeitas na atitude da tenista é querer achar pêlo em ovo, além de não ter muito que fazer. A WTA vai investigar, porque existe a pressão do “politicamente correto”, por conta desse câncer que é o negócio de apostas em esportes. Como eu disse, o que Caroline fez, já foi feito inúmeras vezes no tênis, sempre visto como algo digno.
Agora, por conta desse câncer, é levantada a lebre; porque agora existe a ínfima chance do perdedor ganhar., assim como o ético vira anti-ético. No entanto, como o mundo anda de ponta cabeça, ao invés de acabarem com o câncer, fazem teatrinho com o intuito de se ter um final feliz.
Caroline sendo atendida, antes de abandonar a partida.
Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Feminino
Tags: caroline wozniacki
21/10/2009 - 12:35
Outro dia um leitor perguntou quanto ganham os técnicos de jogadores. Eu diria que cada acerto é distinto, mas existem alguns exemplos que podem, ou não, servir de parâmetro.
O que se fala como padrão no circuito é o técnico ficar com 10% dos prêmios, mais todas as despesas pagas. Na maior parte das vezes os contratos paralelos não entram na conta. As despesas tipo suecas também não são incluídas.
É óbvio que em começo de carreira, os 10% não são lá grande coisa, o que, às vezes, pode levar a dupla a fazer um acerto de um fixo semanal ou mensal. Semanal porque muitas vezes o acerto é um para treinamentos, quando ambos residem na mesma cidade, e outro para o tempo de estrada, que são mais medidos em semanas do que em meses. Já ouvi desde U$500,00 a U$1.500,00 semanais para tenistas em formação – ou seja, desde juvenil até alguém que ainda não está entre os 70 melhores.
O custo semanal varia tanto conforme a qualidade do técnico, o potencial técnico e a realidade financeira do jogador. Muitas vezes o acerto é feito na expectativa de crescerem juntos no circuito – o que muitas vezes é furado pelo tenista, que adquire outros planos conforme progride na carreira. Por isso, respeito muito mais tenistas que mantêm um único técnico na sua carreira, ou em boa parte dela, do que aqueles que vivem pulando de galho em galho, tanto para pagar menos ao próximo técnico, como para culpar seus fracassos em outra pessoa.
Os acertos são, na esmagadora parte das vezes, fechados com um aperto de mãos. Sem papel. São raros os problemas. Os jogadores não têm boa reputação são manjados no circuito, tipo um argentino, ainda presente no circuito, que vive trocando de técnico e tem fama de mau pagador.
Esta semana vazou, extra oficialmente – já que esses valores nunca são divulgados – mas de dentro dos vestiários, que Francisco Roig, que volta e meia viaja com Rafael Nadal, como o fez em Xangai, na ausência do Tio Nadal o técnico espanhol receberia um fixo de U$7.500,00 por semana, mais um bônus, não divulgado, por jogo vencido. Pelo histórico e pelo rumor, Nadal é daqueles tenistas que os técnicos sonham com.
Sei também de acertos anuais – um deles era de U$600 mil por uma temporada para treinar uma tenista top, mais despesas. Parece muito, mas é algo que a moça pegava com uma semana de exibições. Além disso, a profissão é, por suas caracteristicas, mais estressante do que aparenta e mais solitária do que se imagina. São todas as expectativas depositadas em uma única pessoa, que nem sempre merece ou sabe lidar com elas. Além de, muitas vezes, não ser apreciadora do trabalho e conhecimentos da outra.
Por isso e por outras, o que vale mesmo é a confiança de uma parte na outra, senão a coisa não funciona. E, quando essa confiança é cultivada e expandida através do trabalho e esforço conjunto, cresce a possibilidade de sucesso e cria-se um elo que pode uni-los por um tempo bem mais longo do que a carreira tenística do atleta. Esses são os relacionamentos de sucesso, independente da grana envolvida. É exatamente isso que me deixa feliz com minha carreira de técnico.
Roger Rasheed, técnico de Hewitt e Monfils. Angst pura.
Autor: paulocleto - Categoria(s): Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino
Tags: Rafael Nadal, salários
14/10/2009 - 16:52
Um leitor pergunta qual a melhor esquerda da história do tênis. Outro menciona que comentaristas devem ser capazes de determinar momentos-chaves do esporte, lembrando um comentário televisivo meu, sobre a semifinal de RG 2000 entre Kuerten x Ferrero, um dos melhores combates que já vi, e que anunciou uma nova era no tênis. Às vezes fico surpreso com a lembrança por parte de meus leitores/ouvintes de algo que escrevi/falei.
Mencionam que a esquerda de Ken Rosewall foi eleita a melhor da história em alguma eleição em algum lugar. Cresci sob a impressão geral que o australiano tinha a melhor esquerda do mundo. Era batida com uma única mão, como a maioria então. Eram raríssimas as esquerdas com duas mãos. Nessa época, a mais conhecida, quase única, era a do sul-africano Clif Drysdale, hoje o principal comentarista da ESPN americana. Era boa, mas não tão boa como a maioria das de hoje.
O mesmo pode ser dito sobre a esquerda de Rosewall. Era muito boa, mas não tão boa como várias que estão por aí. Ken batia na bola flat e quando necessário envenenava com um leve slice – mas nunca usava top spin. Tinha absoluto controle do golpe, sua maior qualidade. Trocava a direção da bola como quem troca de canal no controle remoto. Batia de qualquer canto para qualquer canto da quadra. Quando atacado, dava tanto no pé do voleador, a maioria então, como acelerava. Ali, ninguém fazia festa, pelo contrário. Como era baixinho, tinha o centro de gravidade baixo e se movia muito bem. Além disso, era forte para a época, seu apelido no circuito era “Músculos”, e muito ligeiro. Como qualquer tenista, mesmo o de fim de semana, pode atestar, uma coisa é bater na bola quando bem posicionado, outra é estar, mesmo que levemente, atrasado.
Ken teve seus algozes – Gonzalez e Laver entre outros, mas ninguém que fizesse festa para cima dele. Seu pior pesadelo foi enfrentar, aos 40 anos, o jovem Jimmy Connors nas finais do U.S Open e Wimbledon, quando tomou um chocolate que talvez o tenha feito se arrepender, por um segundo, de alongar tanto sua carreira – um feito e tanto, nunca mais imitado por ninguém e, duvido, um dia igualado.
O revés com as duas mãos de Connors, junto com o de sua namoradinha de juventude Chris Evert, veio para mudar o “status quo” do jogo, Os dois colocaram a segunda mão na raquete e o esporte nunca mais foi o mesmo. Dali para frente virou padrão entre as mulheres e, com um pouco mais de tempo, se estabeleceu de tal maneira no tênis masculino, que criou uma dúvida na cabeça de todos os responsáveis pela formação de jovens tenistas. Hoje, dá para se dizer que as melhores esquerdas – numa visão mais ampla – são as batidas com duas maõs.
Isso tudo só foi possível por conta do enorme e estrondoso sucesso que tanto Evert como Connors atingiram em suas respectivas carreiras, graças tanto às suas personalidades e instintos vencedores, como por suas principais armas. Ambos eram excelentes contra-atacadores com seus reveses. Chris era maravilhosamente cirúrgica com seu revés, assim como seu namoradinho.
Porém, ao contrário do que acontece hoje, Connors, que era extremamente agressivo, de temperamento e jogo, usava a esquerda para atacar também. Com qualquer bola mais curta, o americano movia os pés como um caranguejo, pegava a bola na subida, tirava o tempo do adversário e ia para o ataque sem pudores. Depois de Chris e Jimbo, o tênis nunca mais foi o mesmo.

Connors e Evert, duas esquerdas e duas personalidades que marcaram o tênis.
Autor: paulocleto - Categoria(s): História, Porque o Tênis., Tênis Feminino, Tênis Masculino
Tags: chris evert, jimmy connors, ken rosewall
09/10/2009 - 19:45
Não que seja uma grande novidade, mas fica cada vez mais claro porque as meninas fazem tanta questão de sair nas capas de revistas, sensuais em quadra e fora delas, e nem tanta questão de vencer torneios.
Quem ganha dinheiro mesmo entre as mulheres, são as bonitonas, as gostosas, as sensuais. Se ganharem alguma coisa em quadra melhor. Pernas de pau, dragões e jurubeba estão fora. Essa é a Verdade Kournikova, que se instalou de vez no tênis feminino e acabou com a Verdade Navratilova, para o desespero de suas coleguinhas do calção masculino.
Maria Sharapova, que ficou boa parte da temporada longe das competições, foi a tenista que mais ganhou dinheiro em 2008, segundo a Revista Forbes, a pietisa da grana global. A russa ganhou U$22.5 milhões, sendo U$22 em contratos, o que exemplifica bem o que digo. Foi seguida por Serena com U$14 e Vênus $13 e Aninha com U$8 . As americanas têm o nicho Black no mercado americano. A sérvia, que em seu país não ganha nem bom-dia, têm que se virar com mais esforço para agradar globalmente, por isso as inúmeras fotos e reportagens, fazendo o tipo boa-menina/menina-boa por onde der.
Os jornais brasileiros, principalmente O Estadão, adoram publicar fotos enormes da Maria nas suas páginas de esporte e até mesmo na 1ª página. Quando eu entro na ESPN para comentar os jogos nos GS, os marmanjos que cruzam meu caminho perguntam uníssonos; a Maria joga hoje? A razão por detrás dessa paixão é a mesma que faz com que a russa receba rios de dinheiros de empresas como Canon, Colgate, Sony, Tiffanys e Motorola.
1.85m de altura, cabelos loiros e corpo da amazona nórdica também ajudam bastante nos contratos, além do inglês impecável da moça, que faz todos os seus contratos nos EUA e zero na Rússia. Os rublos devem ficar para a Safina e a Kusnetsova que – desmentindo Vinicius e boa parte do resto da humanidade – desenvolve a lógica da mulher feia, dizendo que o foco de suas carreiras é na quadra e que beleza não importa. Ahh, se a Eleninha vencesse um Wimbledon…
O campeão da grana é o suíço Roger Federer que faturou U$ 36 milhões. A grana entra de todos os lados – sendo que a participação em torneios é só uma pequena fatia financeira, mas a que alavanca o resto. A personalidade, a categoria, o carisma, os recordes ajudam bastante. Nike, Rolex, Jura, Gillette, Mercedes ajudam mais ainda. Só a Nike joga uns U$10 M nas mãos do rapaz.
Nadal vem em terceiro (Roddick está junto com as irmãs), com $20 M, mas poderia estar ganhando ainda mais se não fosse o receio de algumas empresas apostarem mais no futuro do tenista, por conta das contusões. Boa parte de seus ganhos também vem da Nike e de empresas espanholas, onde o rapaz é deus e o esporte é muito considerado. Por isso, meus leitores, se vocês não gostam da camisa verde e do calção xadrez do rapaz, aposto que ele adora.


Vou subgelendar o que?
Autor: paulocleto - Categoria(s): Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino
Tags: ana ivanovic, irmãs williams, maria sharapova, Rafael Nadal, Roger Federer
08/10/2009 - 17:16
Já que mais de um leitor mencionou o novo uniforme do Rafael Nadal e a ausencia de uniforme da Serena Williams, aproveito para publicar fotos de ambos e mais uma de bonus.
Nadal inaugura no Oriente uniforme com camisetas verdes e shorts azul marinho com traços verdes/brancos. O rapaz vai, aos poucos, se afastando do estlio Hulk. Aliás, alguem podia dar um toque ao Del Potro – aquelas camisetas não caem nada legal para ele. O cara não tem físico para isso.
Serena, que não parece ter muita cerimônia em tirar a roupa em público, brindou os leitores da revista ESPN americana – os fãs brasileiros do canal aguardem por novidades nessa área – com o estilo peladona, sem mais nem menos.
Já Jelena Jankovic, que tambem não faz muita cerimônia para mostrar o bumbum em quadra, desta vez esbanjou bom gosto com seu uniforme lilás da marca chinesa ANTA – sem trocadilhos e sem mencionar as pernas da moça, please.



Autor: paulocleto - Categoria(s): Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino
Tags: Del Potro, jelena jankovic, Rafael Nadal, serena williams
05/10/2009 - 17:42
Não é a toa que não levo o tênis feminino tão a sério como o masculino. Preconceito? Não, só mesmo uma outra dimensão, uma outra qualidade. Tem lá seus encantos, suas emoções, mas é um mundo, um espetáculo diferente.
Atualmente está mesmo um saco de gatas. As melhores tenistas não conseguem se manter, vencer os grandes eventos, nem administrar seus emocionais.
Qual a tenista numero 1 do mundo? Não me perguntem, porque dependendo do critério é uma, e a semana que vem pode ser outra, e se o critério for outra então! Se depender do ranking da WTA – que segundo a Serena Williams não vale o saiote rosa que ele usa achando que é um objeto de desejo e de alta-costura, e na verdade é só mais uma ofensa ao bom gosto – é a Dinara Safina. Será que é mesmo?
De qualquer maneira, já faz algum tempo que o circuito feminino não tem nem pé nem cabeça – talvez tenha outras coisas. Ou alguém se convence que faz algum sentindo a Kim Cljister abandonar a carreira, ser mãe, voltar após mais de dois anos, jogar uns três torneios e vencer um Grand Slam?
Agora, a Aninha Ivanovic, que eu já chamei de Ivanisevic, talvez tentando passar alguma boa vibração para aquele serviçinho empurradinho, perde mais uma primeira rodada e diz, novamente, que deu para ela esta temporada. Estamos em Outubro e a moça já largou duas vezes.
A Safina perdeu na 2ª rodada em Pequim – número 1 do mundo perder na 2ª rodada não é exatamente normal – desta vez para uma convidada dos chineses e #226 do ranking. Isso, após perder, na semana passada, na 2ª rodada para uma qualifier de Taiwan cujo ranking é melhor nem saber. Para não ficar devendo, Venus Williams também se foi na 2ª rodada, perdendo para uma russa, Anastasia Pavliuchenkova.
Para não ficar só nas tristezas, Maria Sharapova, que vai jogar aqui em São Paulo ainda este ano, venceu um torneio após um jejum de 1 ½ ano. A russa bateu a sérvia Jankovic, que abandonou com dores no braço ainda no 1º set. Maria já foi a 1ª do mundo, perdeu quase todos os pontos e está de volta ao 15º lugar.
Para movimentar mais um pouco o circuito, se Serena Williams vencer sua próxima partida em Pequim, contra a russa Ekaterina Makarova, volta a liderar o ranking da WTA, o que talvez seja a melhor coisa para a Safina, já que a irmã caçula do maluco/beleza carregou esse título como se fosse uma cruz e debaixo do chicote.
Isso eu tenho que reconhecer na Serena. Ela pode ser uma mala sem alça, mascarada no “urtimo”, arrogante como ela só, de um mau gosto de dar dó, mas ela carrega a faixa de “número um” com muito mais confiança do que as outras.
Serena de pinky e Dinara sofrendo.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Feminino, Tênis Masculino
Tags: ana ivanovic, dinara safina, serena williams, venus williams
22/09/2009 - 17:06
Aquilo que cheguei a adiantar como ainda boatos nas transmissões do U.S. Open confirmaram-se hoje. A belga Justine Henin, de 27 anos, não resistiu ao sucesso de sua amiga/rival ao circuito e decidiu que também quer tentar. Joga duas exibições este ano e volta, para valer, em Janeiro 2010. Justine diz que sua maior ambição será vencer Wimbledon, o único GS que nunca venceu.
Henin abandonou o circuito em Maio de 2008 como a 1ª do ranking da WTA. Na ocasião afirmou que não haveria volta e que a decisão fora bem pensada. Quem sou eu para duvidar e desafiar as decisões de uma mulher, em especial uma que pode dizer que já foi a melhor tenista do planeta?
Além do que, Justine tem um tênis diferenciado se considerarmos o que há por aí. Bate uma linda esquerda com uma mão, sabe volear (aleluia!!) aplicar um slice com veneno, alterar o ritmo do jogo, é (ou era) extremamente veloz e não depende unicamente do corpo avantajado para intimidar ou ganhar.
Alias, se Justine fosse ganhar torneios e patrocínio exclusivamente por conta do corpo morreria durinha. Mas a beleza que ela traz às quadras tem tudo a ver com o esporte/tênis e nada a ver com a sensualidade no esporte – algo que deve deixar muitos felizes e um tanto indiferentes. Na pior das hipóteses podemos admirar alguma “OVA” que não jogue muita coisa e seja atraente.
Apesar de dizer que não foi a principal razão de seu retorno, o sucesso de Cljisters tem muito a ver com sua decisão. O timing do anuncio entrega. Na época a moça deixou transparecer que seus problemas pessoais eram maiores do que a vontade de jogar tênis profissionalmente, o que parece não ser mais um fato.
Para nós fãs a noticia é ótima, já que o tênis feminino – apesar do salto em qualidade técnica dos últimos anos, penso que a verdadeira razão dela sair do circuito – vem passando por um sufoco em termos de personalidades. Desde que Justine se foi tivemos lideres do ranking como Jankovic, Ivanovic e Safina, tenistas que não conseguiram se firmar. Isso para não falar das irmãs Williams, que levantaram o nível técnico e abaixaram o nível da elegância e da postura em quadra e fora dela.
O tempo dirá se Henin terá o mesmo sucesso imediato de Cljisters – o que duvido. Apesar do talento a da habilidade, Henin precisa jogar em um padrão altíssimo para vencer grandes torneios, o que Cljisters faz com maior facilidade pela força física que lhe permite algumas vitórias “fáceis”.
Mas se a moça, de aparência frágil e jeito de estudante de biologia, conseguiu se firmar como um dos grandes talentos e vencedoras do circuito em um cenário de “mulheronas”, poderá mais uma vez encontrar as respostas e os caminhos do sucesso. Torcida não faltará.
Justine e Kim a paisana.
Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Feminino
Tags: justine henin
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