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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 23:22

Feijão

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Não é de hoje que venho acompanhando o tênis e os resultados de João “Feijão” Souza. Lembro quando ele treinava com Jaime Oncins este me dizia que ele era o maior talento por aí. O trabalho de ambos ia de vento em popa e Oncins acreditava muito no futuro imediato do então juvenil.

Infelizmente a parte financeira acabou falando mais alto, como muitas vezes acontece nessa altura da carreira. Pais e tenistas ficam, com razão, assustados com os gastos necessários para um tenista juvenil se transformar em profissional e acabam se agarrando a algumas propostas como a uma tabua de salvação. Largam o técnico e vão para onde as contas são pagas. Não foram dois ou três que se deram mal com a escolha. Feijão foi aceitou uma oferta da equipe Amil – onde segundo consta tem todas suas despesas pagas, o que é uma mão na roda – dirigida por Ricardo Acioly e mudou-se de mala e cuia para o Rio de Janeiro.

João não estourou na velocidade esperada, o que pode, muitas vezes, se transformar em frustração. Mas o talento sempre esteve lá. Talvez seu caminho pudesse ter sido iluminado e encurtado, talvez ele já pudesse ter aprendido algumas coisas, talvez não.

O fato é que de um tempo para cá tenho assistido algumas de suas partidas e o jogo começa a ficar redondo. Ele está muito forte, o que é bom e necessário, está batendo bem na bola, o que sempre aconteceu, e com confiança, o que nem sempre aconteceu, e nos lugares certos, o que começa a acontecer.

Aos 21 anos Feijão é ainda um tenista em formação, o que não é raro entre tenistas brasileiros. Hoje ele é #199 do ranking, já foi #165. Nesta sexta-feira ele enfrenta o atual campeão e favorito Ricardo Melo pelas quartas de final no Torneio de São Paulo. Ele defende pontos de semifinalista no ano passado. Se cair amanhã o seu ranking cai um pouco. Se vencer o torneio o ranking melhora.

O fato é que, aos meus olhos, independente do resultado do ano passado e o de amanhã, Feijão está em ascensão e no seu melhor momento. 2010 pode ser o seu ano – tem que ser o seu ano. Pessoalmente torço pelo rapaz. Tem gente que a gente não gosta de cara, tem gente que sim. Eu sempre gostei do Feijão.

joao

João Feijão ficando bom.

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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009 Tênis Brasileiro | 16:29

Chave e chuva.

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Aquele pessoal que se encontrou em Copenhagen é melhor começar a se entender. Qualquer pessoa que não saiba, e assimile, o fato de que o clima está mudando drasticamente ou é cego ou não está por aqui há tempo o bastante para enxergar as diferenças. Eu, como milhares de outras pessoas, desci a serra em direção ao mar em procura do sol neste fim de ano e estou há horas ouvindo o barulho da chuva nas árvores. E não estou em Ubachuva.

Nem tudo muda. Uma que não mudou muito foi a lista de inscrição para a chave do Aberto do Brasil que acontecerá, novamente, na Bahia. Imagino que os organizadores flertem com a idéia de trazê-lo para o sul-maravilha há algum tempo, o que daria uma outra tonalidade ao evento.

Pensei que isso talvez acontecesse com a saída do Banco do Brasil como patrocinador, já que o banco era o maior interessado em mantê-lo por lá. Mas, mesmo com a saída do patrocinador, o evento permaneceu na Costa do Sauípe e para tal razões devem ter havido. Talvez com a vitória do Rio de Janeiro nas Olimpíadas a enredo se ajuste.

O torneio encontrou seu nicho, os tenistas são mesmo esses que se escrevem e não há nenhuma novidade especial. Quanto a outros tenistas com ranking melhores – um dos leitores mencionou a presença de Haas em Santiago – tenho certeza que os organizadores adorariam fazê-lo se alguém desse o dinheiro que esses tenistas exigem para aparecer. Foi-se o tempo em que se podia pagar U$300 mil para um tenista comparecer.

A lista é liderada pelo espanhol Ferrero, que disse no meio da temporada, após um série de derrotas prematuras, que encerraria a temporada no fim do ano. Mas foi só tirar a pressão de cima de si que voltou a ganhar. Se ele para eu não sei, mas está inscrito. Além disso, tem uma casa em condomínio vizinho ao Sauípe. Talvez já fique por lá.

Almagro é outro que tem uma quedinha pela Bahia. Talvez aquele jeito baiano lhe fale alto. O francês Mathieu também está inscrito. Se vem é outra estória. O rapaz é aquilo que se pode chamar de instável.

O russo Andreev adora vir por aqui, o que é uma certa incógnita. Já cheguei a escrever que ele poderia se dar bem no Sauípe, só para vê-lo perder na 1ª rodada. O romeno Hanescu é um que se alguns planetas se alinharem pode surpreender. Bota planeta nisso.

Pablo Cuevas pode ser uma surpresa – até para ele mesmo. O uruguaio vem melhorando e vencendo alguns jogos difíceis, ainda sem estourar. Como joga perto de casa pode se inspirar.

Um nome bem interessante, que deve despertar o interesse da imprensa, é o francês Richard Gasquet. É desnecessário elogiar seu talento e sua habilidade, mas a cabecinha.. No entanto ele tem algo a provar após ser inocentado por conta daquele beijo da mulher aranha. Mas toda vez que ele se sentiu pressionado, miou.

O italiano Fabio Fogini é outro que tem nome e jogo, mas os italianos, por alguma razão, nunca conquistaram nada por aqui. Finalmente, teremos Nicolas Lapentti, outro que havia dito que abandonaria o circuito no fim de 2009 e que o feito comandado pelo Chico deu-lhe uma sobrevida, conforme ele mesmo admitiu e agradece.

Direto na chave teremos dois brasileiros: Thomas Bellucci e Marcos Daniel. A lista deve aumentar com os quatro convites dos organizadores, que serão divulgados aos poucos. Devem guardar uns dois até o ultimo instante para os Haas da vida. Além das quatro posições que serão preenchidas pelo qualyfing.

A torcida, porque não deve ser uma expectativa, é que Bellucci consiga vencer em casa. Não é tarefa fácil, mas é um dever de casa. E depois de 23 horas ininterruptas de chuvas vou tentar postar este texto. Arrfff!!..

E amanhã conto aquela historinha do Federer que prometi há tempos.

Abaixo a lista completa divulgada pela ATP:

Juan Carlos Ferrero (ESP) – 23
Nicolas Almagro (ESP) – 26
Albert Montañes (ESP) – 31
Paul-Henri Mathieu (FRA) – 33
Igor Andreev (RUS) – 35
Thomaz Bellucci (BRA) – 36
Horacio Zeballos (ARG) – 45
Victor Hanescu (ROM) – 48
Pablo Cuevas (URU) – 50
Jose Acasuso (ARG) – 51
Richard Gasquet (FRA) – 52
Fabio Fognini (ITA) – 54
Simon Greul (ALE) – 59
Potito Starace (ITA) – 62
Frederico Gil (POR) – 69
Oscar Hernandez (ESP) – 70
Daniel Gimeno-Traver (ESP) – 72
Juan Ignacio Chela (ARG) – 73
Peter Luczak (AUS) – 77
Paolo Lorenzi (ITA) – 84
Marcos Daniel (BRA) – 87
Marcel Granollers (ESP) – 91
Nicolas Lapentti (EQU) – 97

Notas relacionadas:

  1. Brasileiros fora do AA
  2. Cenário
  3. Destaques de 2009
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domingo, 27 de dezembro de 2009 Grand Slam, História, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 23:48

Destaques de 2009

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Posso até confessar minha preguiça, mas não fujo aos meus deveres. Abaixo os destaques de 2009. Se alguém quiser acrescentar…

O MELHOR
Roger Federer conseguiu sair do feitiço do espanhol Rafael Nadal – graça aos seus inúmeros talentos, alguns erros estratégicos do espanhol e a ajudinha de um sueco – virou a mesa e conseguiu aquilo que alguns começavam a duvidar. Dono de inúmeros recordes, se solidificou como o melhor da história, segundo muita gente que entende do riscado.

Wimbledon 2008

A MELHOR
Pelo menos tecnicamente, Serena Williams mostrou que não tem adversárias a sua altura. Sempre que a coisa aperta, ela sobe o padrão, na mesma proporção que suas principais adversárias descem. E no fim do dia é isso que distingue os campeões.

O MOMENTO – A vitória de Robin Soderling sobre Rafael Nadal em Roland Garros, escancarando algumas raras fragilidades do espanhol, mudando o curso da temporada, tirando o espanhol do topo do ranking a abrindo as portas para o suíço deitar e rolar.

A SURPRESA – A volta de Kim Cljisters. E não adianta pensar que foi só porque as adversárias amarelam. Ela bateu também, em partida memorável, Serena Williams. E não adiante dizer que foi com a ajuda daquela juíza de linha fantasma, porque ela iria ganhar de qualquer jeito.

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O GATO – O tenista que melhor deu o pulo do gato foi o argentino Del Potro. Comendo pelas beiradas foi subindo de produção e ganhando confiança, culminando no U. S. Open, em especial naquela inesquecível final contra Federer. O que ele deu de pancada aquele dia levou o padrão do tênis a um novo patamar. Uma pena que ele tenha desperdiçado o momento e jogado o resto da temporada fora.

del potro us open

PARA VER DE NOVO – A final de Wimbledon, deixou claro, mais uma vez, que o tênis está, pelo menos para aqueles que entendem um mínimo do riscado, um degrau acima dos outros esportes em termos da simbiose qualidade/emoção. Aliás, os ingleses devem estar estáticos. A final, que raramente é um momento de alto padrão técnico em um torneio, foi o momento máximo da temporada dois anos seguidos. E ambas partidas entre as melhores da história.

TENNIS-WIMBLEDON/

A FAÇANHA – A vitória de Rafael Nadal no Aberto da Austrália. Bater o conterrâneo Verdasco naquela partidaça pela semifinal e depois encontrar forças, físicas e mentais, para bater um Federer babando por uma vitória, em um piso onde este era franco favorito, é um feito que não pode ser menosprezado em sua magnitude. Que o digam as lágrimas de Federer.

SAUDADES – Marat Safin, Fabrice Santoro e Amelie Mauresmo, três tenistas extremamente talentosos, não competem mais profissionalmente. Os três vão fazer falta. Safin ameaça de jogar os torneios de veteranos, o que não deixaria de ser uma surpresa. Se é para competir que vá jogar com os melhores.

BRASILEIROS – O destaque fica restrito a Thomaz Bellucci, que sentiu o bafo no cangote, soube controlar os nervos e mudar o rumo de sua temporada. Entrou e deve se consolidar entre os 40 melhores do mundo. A partir daí é um novo desafio e ele também é novo. Marcos Daniel teve o seu melhor ano e não deixa de ser legal ver um tenista veterano mostrando amor pelo esporte e vontade de melhorar.

Tennis - Allianz Suisse Open Gstaad 2009

ASSUSTADOR – A maneira como as tenistas tops continuam amarelando emocionalmente nos momentos importantes das partidas e dos torneios. Onde estão as Grafs da vida?

PARA ESQUECER – Vocês podem escolher. A derrota do time “comandado” por Chico Costa ou a cafajestada de Serena no U.S. Open. A primeira pela incrível oportunidade perdida dentro de casa contra um time bem ganhável e a segunda pelo fato, pelo palco, pela violência e pela cara de pau de se fazer de boba quando confrontada.

serena eats

Notas relacionadas:

  1. Alpha dogs 2009
  2. Rotterdam
  3. A Partida Mais Importante do Ano
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009 História, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 19:09

Capitão Kuerten

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Já que não devemos rasgar dinheiro não podemos perder as pautas que nos dá Gustavo Kuerten em uma de suas raras entrevistas.

O Mané sempre dominou intuitivamente a arte do marketing e, ao contrário dos tolos, tem uma boa idéia da ressonância de suas declarações. Até por isso, como tenista não saia muito da esfera das declarações óbvias e positivas. Esta semana deu um passo à frente.

Posso lhes assegurar que o catarinense não é nenhum tolo – muito distante disso. É uma das pessoas mais inteligentes intuitiva e emocionalmente que conheci. À parte de uma capacidade de assimilação e raciocínio excelentes, e muito acima do padão, que utilizou nos limites de uma quadra de tênis, poderia, se quisesse – como sugeriu ao hesitar entre estudar matemática e artes cênicas – investir em outras paragens. Boa parte da razão de seu sucesso provém dessa rara convivência de inteligência emocional, inteligência intuitiva e inteligência para exatas.

Por isso não se deve tomar suas declarações como a de outros que estão por aí, implorando por atenção, gesticulando como birutas e falando muito porque é de graça e sempre há tolos que babam com asneiras.

Acho que Gustavo está, aos poucos, chegando a termos com uma nova fase de sua vida e que, aparentemente, não está ainda claro qual, quando e como será esse novo ato.

O que começa a ficar claro é que hoje ele se vê, eventualmente, atuando dentro do tênis. Sua recente presença na festa da Fundação Agassi, a quem criticou duramente pelo livro publicado, na comitiva do Brasil que brigava pela sede olímpica, na exibição da Sharapova e as entrevistas à Globo e ao Correio Braziliense dizem que ele está pronto para uma exposição maior. Como será sua participação de fato o tempo dirá ou, mais provável, ele decidirá.

Na entrevista ao Correio ele diz, de uma forma não muito clara, que se vê um dia fazendo mais parte da Copa Davis. Afirma não se ver como técnico de tenistas e sua participação na equipe será “de qualquer forma, até mesmo como capitão”. Kuerten completa o assunto dizendo que ainda “não é o momento, pois não tenho a capacidade, maturidade e disponibilidade para isso”.

Pode ser; eu pensaria ser a terceira alternativa a mais forte em seu raciocínio. Suspeito que a provável momento do Capitão Kuerten na equipe chegará com a maturidade tenística de Thomaz Bellucci e o despontamento de jogadores como os juvenis Guilherme Clezar e Thiago Fernandes, este treinado por seu ex-técnico Larri Passos, ambos com futuros promissores e, talvez, os potencialmente melhores profissionais que surgiram nos últimos tempos. A cabeça de Gustavo Kuerten, o pragmático, nunca foi só para usar boné.

gugamao Kuerten e suas opções.

Notas relacionadas:

  1. A volta da Era Guga?
  2. Em Las Vegas
  3. Manézinho em Brasília
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domingo, 13 de dezembro de 2009 Light, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 22:04

Manézinho em Brasília

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Na semana passada Gustavo Kuerten deveria ter recebido das mãos do presidente Lula a ‘Cruz do Mérito Desportivo”, a mais alta condecoração esportiva no país. Mas como a agenda do presidente é um tanto concorrida, a data mudou e, teoricamente, deve acontecer ainda este mês.

Lembro quando ele recebeu a “Medalha do Mérito Desportivo” – atentem que há uma sutil diferença no nome da condecoração – Kuerten deu de presente ao Presidente, para a minha surpresa, um exemplar de “Gustavo Kuerten e Roland Garros – Uma história de Amor”, livro escrito por este bloguista contando as aventuras e o sucesso do Mané em Paris.

Como o livro dele – o que ouço é que será escrito na primeira pessoa – ainda não foi escrito, não sei o que o rapaz vai levar para Brasília, já que uma raquete também foi entregue em outra oportunidade. Talvez ele aceite sugestões.

guga lula livro 2 A obra prima trocando de mãos.

Notas relacionadas:

  1. A volta da Era Guga?
  2. Citron, Orange et Bourgeon
  3. Em Las Vegas
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terça-feira, 8 de dezembro de 2009 Light, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:28

De beca

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Abaixo publico a foto do time espanhol, todo de beca, ao ser recebido pelo PM Zapatero. Alguem aí pega uma gravata para o Ferrero, que parece caiu do caminhão, já que o Tommy foi bem de improviso e fashion. Logo abaixo o time completo, simples e duplas no Masters de Londres.

O fato, a foto e o encontro com alguns tenistas presentes na premiação de ontem me lembraram da dificuldade que os jogadores têm em se vestir formalmente quando a circunstância exige. Ao ver Thomas Bellucci, Andre Sá, Marcelo Melo e Bruno Soares vestidos de terno e gravata, mencionei na conversa que em época de Copa Davis a fila era grande no meu quarto para fazer nó de gravata. Bellucci disse que o fato permanece.

Sá, que não tem intenções de parar tão cedo, mas já começa a olhar o seu futuro dentro do tênis, como abordarei em breve, era o mais à vontade e elegante com o terno. Segundo a percepção de Bellucci, que até ontem à noite ainda abotoava os três botões do paletó, Sá se destaca em função da idade e o know-how adquirido. Mas todos têm seus truques; o de Sá é usar sempre a mesma gravata, cujo nó nunca é desfeito.

Pessoal, estou adorando as congratulações deixadas por vocês, mas não se esqueçam que agora é a hora de levantar as pautas especiais. A primeira delas é sobre a “Melhor Partida” do ano. Talvez, melhor dizer a “Mais Importante” partida da temporada. Eu já tenho a minha favorita em mente, mas aceito indicações e lembranças, porque não é raro algo escorregar pelas alamedas da memória.

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fopreFoto dos engravatados no Masters de Londres e mini foto, ainda não consegui o arquivo completo da PoaPress, do evento de ontem, com os engravatados nacionais.

Notas relacionadas:

  1. Brasileiros fora do AA
  2. A primeira ninguem esquece
  3. PEGADINHA?
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sábado, 5 de dezembro de 2009 Light, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino | 22:16

No condomínio.

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Depois da paspalhada tcheca na sexta-feira sequer hesitei na minha decisão. A força ímpar de meus leitores ajudou na decisão. Acordei sem pressa e da mesma maneira me meti na Castelo Branco, uma estrada lotada e chata em seu começo, mas que depois nos leva para novos horizontes.

Depois que o transito limpou, com Stevie Wonder reverberando nas caixas, a viagem de uma horinha foi fácil. O local da exibição Sharapova x Dulko é um belíssimo condomínio que um dia foi duas belíssimas fazendas. Com as chuvas de verão, o verde dos gramados e o vermelho dos Flamboyants nos fez sonhar com um terreninho por aquelas bandas.

O pessoal que organizou realizou um belo evento e o jogo foi a cereja do bolo. Foram felizes até na prudente idéia de cobrir a quadra, que ficou ótima e com lugar para quase 1000 pessoas. O piso era o mais usado no circuito indoor na atualidade – madeira pintada.

O jogo deu para o gasto. Nenhuma das duas queria fazer a outra sofrer. Como lembrou Gustavo Kuerten, sentado na lateral de uma das arquibancadas, as mulheres são por demais competitivas para fazerem uma boa e divertida exibição. Por isso o jogo foi sisudo e sério. Maria está lenta para as laterais, mas os golpes estão lá, assim como o instinto de jogar bem os pontos importantes. Gisele soube ser uma boa e feliz coadjuvante. Que não existam dúvidas, a estrela é a russa.

Uma das conversas das arquibancadas e corredores era se a mais bonita era Gisela ou Maria. Divisão na parada. Consenso; Maria é um mulherão, impressionante pelo tamanho e a juba loura, mas argentina é mais bonitinha, além de mais simpática. Maria é a rainha da marquetagem, algo que ela realiza com eficaz burocracia.

Encontrei amigos e pessoas que não via há tempos, o que é sempre um prazer e uma alegria. Um evento desses reúne uma fauna heterogênea, o que é parte do charme. Maria Esther foi homenageada antes da partida pelos 50 anos de seu 1º título. Gustavo Kuerten também foi chamado à quadra e fizeram a temeridade de lhe entregar o microfone na sua mão. Naquele momento a outra Maria, ali de pé sem entender uma palavra, foi simples coadjuvante.

Após o jogo tivemos um almoço e uma confraternização. A segunda foi ótima, até uma das minhas irmãs, a Vera, estava por lá. É sempre divertido bater rápidos papos com diferentes pessoas. Cruzei com pessoas das mais diferentes tribos; do tênis esbarrei no Carlos Bernardes, nos meus brothers Carlos Kirmayr e Luiz Mattar, ouvi dizer que Cássio Motta também estava por lá, Gustavo Kuerten, Mauro Menezes e outros. Não vou mencionar o resto, a outra turma, porque senão isto vira Quadra de Caras.

O almoço foi disputadíssimo, o pessoal estava morrendo de fome, pois o jogo acabou quase às 15hs, e a fila se movia, com infeliz insistência, mais lentamente que nossa fome. Para nos distrair, a vista do restaurante, que fica no topo de uma colina, como vem chovendo muito na região, estava uma maravilha.

Maria e Gisela pareceram e ficaram por pouco tempo. A russa sempre cercada de seguranças, o que me parece uma babaquice sem tamanho. Tirei algumas fotos com as moças. A da Maria, afagando meus cabelos, fico devendo, pois sumiu depois que minha mulher foi fotografar umas amigas.

Demorou mas o pessoal aprendeu a cacifar um evento tenístico. O evento de hoje foi realizado com esmero e cuidado, que é o que as pessoas esperam e deveriam receber quando saem de casa para se divertir, tanto quando convidadas ou quando pagando. Esse negócio de sair de casa, ser mal tratado ou, pior, correr o risco de tomar porrada em arquibancada é um programa de índio e uma cultura que nosso povo ainda não conseguiu eliminar.

Sei que alguns vão criticar o evento fechado como elitista. C’ést la vie. Os organizadores tiveram suas dificuldades em vender o evento – na Argentina foi cancelado por falta de grana, a Maria não cobra barato – e o plano original era ser aberto para o público.

No final, para a coisa acontecer, quem pagou a conta aqui foi Condomínio Fazendo Boa Vista, que tem sua própria agenda e interesses. Os convidados são possíveis clientes e foram entretidos com evento de se tirar o chapéu.

Quem quiser ver o jogo pode ligar na SporTV. O resto deve se contentar com o texto acima, as fotos abaixo e aguardar pelo Aberto da Austrália, que estarei comentando em Janeiro, quando Maria, e Gisela, voltam às quadras.

arena_montada_especialmente_para_o_desafio_sharapova_x_dulko

gisela

maria1

giga pc kA arena, as artistas, o blogueiro, o cara e o brother.

Notas relacionadas:

  1. Durona
  2. Champagne e flores
  3. Ombros e pernas
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sábado, 3 de outubro de 2009 Tênis Brasileiro | 15:03

O sonho e a suspeita

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Não é de hoje que o Brasil é dividido e não vai ser agora que essa divisão irá acabar. Imagino, infelizmente, que não serão as Olimpíadas que acabarão com nossas divisões.

Não se trata, somente, das divisões mais gritantes – as sociais. Até porque essas, todos que aqui nasceram e vivem, conhecem. As divisões que menciono são as derivadas dessas. A entre as pessoas que se importam com isso, as que se indignam, as que se rebelam, as indiferentes, as que seguem seus caminhos apesar delas e aquelas que cooperam para que essas divisões existam, as que são eleitas para acabar com elas e só fazem com que elas aumentem.

As reações que leio aqui no blog são variadas entre as que aplaudem e as que temem o Rio 2016; mas quero crer em um raciocínio. No fundo, mesmo aqueles que não o confessam, que insistem em ver o lado negro da questão, todos devemos ficar contentes por nosso país começar a deixar de ser visto como uma mera república de bananas, irresponsável e não sério, como dizia o estadista francês, e passar a ser reconhecido como uma potência, em mais de um quesito.

Aos poucos deixamos de ser reconhecidos só pelo futebol, pelo café, pela F1, pelo Guga, pelas pernas da Giseli, pelas travecas de Paris e Roma, pelos escândalos, pelos crimes. Aos poucos somos reconhecidos pelo trabalho, esforços e realizações, e suas conseqüências, de todos os que aqui vivem.

Se, como escrevi antes, o Nuzman, que parece não ter lá muito a simpatia do povo brasileiro, foi o coordenador desse triunfo em função da dedicação ao seu cargo, e o Lula soube tirar sua casquinha, vamos deixar algo muito bem claro. O Rio de Janeiro só ganhou pelo o que todo o Brasil vem fazendo. O Rio, a mais do que o resto do país, só tem a geografia.

O que o COI avaliou, e reconheceu, foi o peso do país Brasil como potência, algo que já começou a ficar claro na área esportiva na conquista de sediar a Copa do Mundo e vem ficando claro nas mais diversas áreas há algum tempo. E a razão para que isso aconteça não está, nem de muito longe, nas mãos de um indivíduo ou um partido.

Está mesmo é no suor, no esforço, no sacrifício, no trabalho, nos impostos de cada um de nós, esses quase 200 milhões, que levantam cada manhã e vão à luta. Isso, apesar de todas as dificuldades e todas as bandidagens – das periféricas às oficiais, das que vem das camadas mais carentes às que vem da elite oficial e podre que nos aleija.

Porque, para mim, o ponto é esse. Ter os Jogos Olímpicos em casa é lindo, maravilhoso, motivo de orgulho, uma maneira de ver nossos esforços reconhecidos pela comunidade internacional e mais uma oportunidade do que este país é realmente feito. E não estou falando de águas e montanhas e sim da nossa gente.

O duro, o medo, o receio, e imagino a razão de tanto pé atrás, é suspeitar que uma elite gananciosa, míope em qualquer assunto que não seja o próprio ego e bolso, bandida mesmo, possa querer roubar mais essa nossa conquista para tirar proveito próprio.

Realizar uma Olimpíada em casa é uma conquista positiva em mais maneiras que eu e vocês podemos hoje imaginar. Ser roubados em nossas conquistas é o que não podemos mais aturar e permitir. É essa a divisão que vejo nos comentários sobre o Rio 2016. A dúvida entre a leveza do sonho e o peso da suspeita.

confused
A dúvida entre poder ser feliz e ver essa felicidade roubada.

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quarta-feira, 23 de setembro de 2009 Copa Davis, Tênis Brasileiro | 15:22

Pitadas

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Toda quarta-feira abro jornal “A Folha de São Paulo” procuro o caderno de esportes e lá a coluna do tênis, escrita pelo colega Régis Andaku com um distanciamento que proporciona uma visão peculiar do tênis.

Régis nos deixa saber o que se passa pelo mundo do tênis, fazendo uma interessante mistura do tênis nacional e internacional, de fatos e opiniões. Além da coluna propriamente dita, acrescenta, em coluna lateral, pitadas do tênis nacional, em especial o juvenil e o de tenistas ainda em formação. É sua maneira de expor e auxiliar os que ainda não são noticias mas já estão na luta.

Na imensa maioria das vezes Régis não é polemico, pelo contrário, preferindo passear pelas notícias como um diletante e um escancarado apaixonado pelo esporte.

Por isso, foi com surpresa que li sua coluna de hoje sobre a derrota do Brasil na Copa Davis. Desta vez Régis decidiu ir na veia.

Menciona que houve gente defendendo jogadores “com mais espírito de Davis”, ao mesmo tempo em que diz, com razão, que seria impossível deixar de fora Bellucci e Daniel, assim como a dupla Sá/Melo, pelos resultados obtidos e, acrescento, pela ausência de resultados de outros.

Então, pergunta Régis, se tudo estava certo, o que deu errado, já que tinhamos a grande vantagem de jogar em casa e, no papel, um time melhor rankeado? Ele oferece duas razões.

Primeiro, o show de bola de Nicolas Lapentti. Algo que todos viram, aplaudiram e que não é nenhuma surpresa, mas não o suficiente para sugestificar uma derrota em casa para um tenista de 33 anos, em fim de carreira e com um ranking atual bem pior do que nossos tenistas.

Na próxima razão ele pega na ferida e escreve; “porque faltou um verdadeiro capitão ao Brasil, capaz de mexer com coração e mente, muito mais do que gritar palavras de incentivo. Para um grupo ainda inexperiente em Davis, como o nosso, faz diferença. Um capitão que, além de ser referência, seja personagem do confronto. Sendo a Davis o único torneio que permite a um técnico sentar ao lado da quadra e interferir no jogo, por que não fazê-lo?”

“Não se trata de catimbar, gritar ou tumultuar (às vezes até isso), mas de se levantar nas horas certas e fazer crescer o bom tenista quando tudo parece perdido. Mexer com os brios e mudar, ou a cabeça do jogador, ou o momento da partida, ou o destino do duelo. Com Nico inspirado de um lado e um capitão coadjuvante de um time inexperiente do outro, o resultado, visto agora, não parece surpresa, infelizmente.”

Pensei em ligar para o Régis e perguntar: onde assino embaixo? Já que tenho o blog, achei interessante publicar esse trecho da coluna. Eu vinha pensando como abordar o tema, que para mim é um tanto mais delicado. Por conta disso, acrescento minhas pitadas.

Nico Lapentti deitou, rolou e fez a festa porque deixaram. Não que para isso fosse necessário agredir ou mesmo intimidar o “gentleman” equatoriano. Longe disso e não é por aí. Mas, para isso seria necessária uma vivencia, conhecimento e, especialmente, uma liderança que não houve e já não há a algum tempo – para colocar todas as peças nos seus devidos lugares. Mas isso é uma questão de personalidade ou, no caso, a ausência de uma.

Chico Costa nunca fez um impacto como tenista e muito menos como técnico, dois critérios utilizados para a escolha de um capitão de Davis. Mas tem feito um impacto como um personagem que sabe se aproximar de pessoas no poder e se prestar ao papel que lhe oferecem. Por um bom tempo foi o de criticar e atacar aqueles que lutavam para construir, como ele agora pensa que faz. Foi recompensado com um cargo um tanto além de suas capacidades.

Hoje tenta se estabelecer “formando” tenistas, o que não fez até agora e, quando inquirido, batendo na tecla do que acredita ser “politicamente correto”, liberando aos ventos idéias pueris, simplórias e batidas como se fossem pensamentos profundos e inéditos. Isso quando não está criticando dura e publicamente jovens tenistas por aceitarem bolsas de estudos em ótimas universidades nos EUA. Não tenho certeza, mas acho que ele não tem esse currículo.

Mas Chico Costa é o capitão indicado e mantido pela CBT. Infelizmente, por motivos diretamente opostos a que Régis Andaku oferece como as razões que poderiam ter evitado essa derrota em uma excelente oportunidade desperdiçada.

Notas relacionadas:

  1. PEGADINHA?
  2. Faltou vontade.
  3. Mais uma vez
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sábado, 19 de setembro de 2009 Copa Davis, Tênis Brasileiro | 11:17

Tudo igual

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Normal. Pelo menos o placar, senão os resultados. Agora as duplas recebem um peso ainda maior na equação. Marcos Daniel sofreu muito, como sempre acontece nas suas partidas na Davis, mas aguentou o rojão.

Em especial nos tie-breaks, momentos cruciais em qualquer partida. Especialmente o TB do terceiro set, que acabou sendo o que decidiu o jogo. Uma derrota do brasileiro ali e bau-bau. Por sorte, e competência, foi um bom momento de Daniel e um péssimo momento de Giovanni Lapentti. Dali para frente o equatoriano sumiu.

Infelizmente Thomaz Bellucci ainda não tem o que é necessário para liderar o time e vencer as partidas dos cachorros-grandes. O que não chega a ser uma surpresa, já que o paulista tem somente 22 anos incompleto.

O contraponto foi os 32 anos de Nicolas Lapentti, que sabe tudo e mais um pouco. Soube jogar os pontos importantes e, apesar da dificuldade do placar de cada set, soube também vencer em três sets.

Para o Brasil teria sido importante, senão a vitória, que seria muito bem vinda, a permanência do equatoriano em quadra por mais tempo. Lembrando, Nicolas tem que jogar hoje as duplas e amanhã as simples.

Com esses resultados, dá para dizer que as duplas de hoje podem decidir o confronto. E como duplas é muito de momentum e emoção, o público, um grande diferencial na Copa Davis, vai contar muito.

Mas eu queria mesmo era ter visto o quinto set do Stepanek x Karlovic.

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