Publicidade

Arquivo da Categoria Tênis Brasileiro

terça-feira, 24 de abril de 2012 Masters, Porque o Tênis., Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:59

Torneios no Brasil

Compartilhe: Twitter

O Brasil começa aos poucos voltar ao circuito internacional de eventos tenisticos, como esteve tão bem nos anos 80 e 90. Naquela época, impulsionado por alguns poucos empreendedores que, com a cara e a coragem, realizaram eventos que estavam fora das possibilidades da realidade do país então. Desta vez, na crista da onda dos dois grandes eventos esportivos mundiais: Copa do Mundo e Jogos Olímpicos.

A Confederação Brasileira de Tênis já havia anunciado em Março a realização de um evento da WTA para o ano que vêm. Depois de décadas de marasmo da entidade oficial, esta consegue um evento de porte, o primeiro na história da entidade, algo que é bem comum na Europa e América do Norte – a entidade máxima do país assumir e realizar eventos. A CBT é dona da data, mas pode até negociar uma parceria.

Ainda não há maiores detalhes se a CBT vai de fato ficar com o ônus e o bônus do evento que ainda não tem data definida. Fala-se no início do ano, próximo aos eventos que acontecem no circuito masculino em nosso continente.

Esta semana confirmou-se aquilo que eu já havia escrito, de que o Brasil ficaria com o Torneio de Memphis, um ATP 500. O evento será no Rio de Janeiro em local ainda não definido e só a partir de 2014. O evento é da parceria IMG e Eike Batista, a tal de IMX, que aos poucos vem se estruturando para fazer acontecer.

O ATP 500 não era exatamente o sonho de consumo de Eike, que gosta de números bem mais altos, mas é o que ele vai ter que se contentar por agora. O futuro a Deus pertence, e nos mundos dos negócios muita grana e contatos ajudam ainda mais.

O sonho dos brasileiros no alto escalão do tênis e das finanças é o Masters da ATP que acontece atualmente em Londres. Mas esse é um evento extremamente caro. São cerca de U$60 milhões de garantia para a ATP, que usa esse valor para equilibrar suas contas. Por enquanto não apareceu ninguém com o checão para segurar essa onda. Mas as conversas e negociações estão vivas e ainda existe a pequena possibilidade do evento ser realizado aqui mais próximo das Olimpíadas.

Infelizmente aquilo que era possível, de o ATP500 acontecer junto com um evento feminino, como é a tendência internacional, não aconteceu, por enquanto. O evento da CBT segue acontecendo, mas nada a ver com o evento masculino. Pelo menos por enquanto.

Correndo por fora, e com força, a possibilidade de que o Masters feminino, atualmente realizado em Istambul, venha para o Brasil. Tal evento seria extremamente interessante, pelo momento que o tênis feminino atravessa, mais competitivo e aberto que o masculino.

A empresa XYZ, talvez a mais encorpada empresa de eventos do país, está negociações com a WTA, em parceria com a CBT, e o assunto está vivo e andando. Eles estiveram em Istambul e as conversas foram bem proveitosas. O Masters feminino não é tão caro quanto o masculino, mas pode-se falar em cerca de U$30 milhões de custos fixos.

Mas, tanto nessa negociação, como na do masculino, muita água irá correr por baixo da ponte, até pelas dificuldades existentes e as realidades que mudam com velocidade. As entidades gostam de ficar com os bônus e repassar os ônus, algo que os chineses, que realizavam os Masters recentemente e estavam ansiosos por entrar no cenário mundial, acostumaram bem mal as entidades. Do jeito que estas colocam números e obrigações, é inviável correr atrás desses valores só com bilheteria, como fazem os ingleses, que tem uma tremenda tradição em torneios de tênis. Os direitos de TV e publicidade são da entidade. Todos os custos dos organizadores locais. Um desequilíbrio difícil de administrar. Mas agora o Brasil tem cacife, financeiro, político e de momento, e as negociações vão continuar.

Notas relacionadas:

  1. Louca imaginação
  2. Os melhores da CBT e da Revista Tênis
  3. Dois em uma
Autor: paulocleto Tags: , , ,

segunda-feira, 23 de abril de 2012 Juvenis, Porque o Tênis., Tênis Brasileiro | 13:35

Tapetão

Compartilhe: Twitter

No dia seguinte à conquista em Monte Carlo, Rafael Nadal já estava em quadra no Real Club de Barcelona para a disputa do tradicional Trofeo Conde Godó.

Não é simples jogar dois eventos seguidos em locais distintos, mesmo ambos sendo à altura do mar. O piso é um tanto distinto, assim como as condições em geral. O tenista tem que imediatamente apagar a alegria da vitória de sua mente e focar na nova meta e nas novas dificuldades.

Rafa chegou ao RCB, fez uma conferência de imprensa com os organizadores, imaginem um torneio em Barcelona sem Nadal, e foi para a quadra treinar.

Abaixo publico uma foto para a qual chamo a atenção de todos. Os que praticam nosso esporte vivem no Brasil uma realidade resquício de nossa cultura. Nos clubes e academias do país existe a figura do arrumador de quadra, aquele funcionário que passa o tapete ou escovão e varre as linhas. E quando não os há é mais por conta da falta de verba ou pessoal para tal. Só para cobrir possíveis exceções, que confirmam a regra, digo que talvez existam locais que os próprios tenistas, por opção própria, arrumem as quadras quando jogam.

Na Europa a praxe é o tenista arrumar a quadra após o seu treino, deixando ela pronta para o próximo usuário. Não importa se seja amador ou profissional criança ou velho, todos o fazem, sendo considerado falta de educação não fazer.

Também por lá, assim como nos EUA, a figura do pegador de bola só existe em torneios. Nos clubes e academias os tenistas recolhem suas próprias bolas. No Brasil, se o pegador não aparece os tenistas começam com seus xiliques e reclamações.

Aqui a garotada, infelizmente, não é instruída a arrumar quadra, um símbolo de civilidade e coletividade, perpetuando essa “falta de educação”, muito mais pelo desábito e ausência de informação do que por acomodação. Assim como aprendem, com os adultos, que um pegador deve estar presente quando treinam.

Na Escolinha do Clube Pinheiros as crianças recolhem suas próprias bolas e são incentivadas a arrumar a quadra após os treinos. Quando instituí isso no Clube, no início de minha gestão na Seção de Tênis, uma garota me procurou, demonstrando certa revolta, querendo saber por que ele teria que arrumar a quadra. Após explicar a ela o porque, ela concordou e disse que o faria de bom grado. Como sempre, muitas vezes maus hábitos são corrigidos com muito mais facilidade e bom grado do que se imagina.

Rafael Nadal passando o tapetão após seu treino de hoje.

Notas relacionadas:

  1. Mares nunca dantes navegados
  2. Pegou?
  3. Dólar furado
Autor: paulocleto Tags: ,

sábado, 21 de abril de 2012 Masters 1000, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 19:43

O jogo dos sete

Compartilhe: Twitter

Estou imaginando quanto tempo devo reservar para a final de amanhã, às 9h, entre Djoko e Nadal. Pelos prognósticos do homem do tempo amanhã faz sol e não chove, o que ajuda mais o Djoko do que o Animal. Se estivesse um barrão eu não saberia dizer nem a hora do almoço.

Mas não sei se as condições mais rápidas, não tão rápidas assim, farão a diferença. Acho que o emocional falará mais alto.

Se de um lado Nadal está em um momento mais propício, Djoko tem lá suas razões para querer ganhar.

O espanhol está descansado e babando. Sem mencionar que deve estar pensando – ou ganho desse cara agora, na altura do mar e na semana que ele perdeu o avô, ou vou ter que começar a chamá-lo de doutor”.

Djoko deve estar com um turbilhão dentro de si. Hoje enterraram seu avo – parece que na Sérvia eles não têm a mesma pressa daqui para enterrar os mortos. Mas também deve pensar – espera ai, chorei em quadra na frente de todos, não fui no enterro do meu “deda” e ainda vou perder para esse freguesaço sem revés?”.

Imagino que dependerá muito de como a cabeça do sérvio estiver. Ele tem começado devagar os jogos, para engrenar depois que o foco do jogo toma conta de seu coração e cabeça. Mas com o Nadal não é bom se dar a esse luxo.

Depois, para ganhar do espanhol, que está jogando bem, correndo como sempre e com mais tiques do que nunca, o que mostra como está sua cabeça, o sérvio vai ter que estar com a concentração toda por que ali o buraco é mais embaixo. Ai está a grande questão para a final.

Nadal tem sete títulos consecutivos no MCCC, o que o bastante para colocar minhoca na cabeça de qualquer oponente. No entanto, esse mesmo oponente o venceu nas ultimas sete vezes que se enfrentaram.

Rafa Nadal – 7 títulos consecutivos em Monte Carlo e sete derrotas consecutivas para o adversário.

Notas relacionadas:

  1. As semifinais.
  2. Aos 7 anos
  3. Trocando bolas
Autor: paulocleto Tags: ,

Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 19:00

Embalo santista

Compartilhe: Twitter

Não tenho muitas notícias a respeito, mas achei interessante Ricardo Hocevar sair do qualy no Torneio de Santos e chegar à final. A decisão acontece amanhã, a partir das 11h na quadra do tradicional Tenis Clube de Santos, onde já joguei tantas partidas e realizei tantos torneios.

Ricardo, #310 do ranking, não atravessava uma boa fase na sua carreira – aja visto que tem que jogar qualy de um torneio, e viu seu ranking despencar. Ele pode melhorar consideravelmente o seu ranking se bater o tcheco Ivo Minar. Vencer em Santos, vindo do qualy, é um feito, já que exige oito vitórias em nove dias. Tomara que aproveite o embalo. No mesmo evento Julio Silca e Rogério Dutra foram derrotados na final de duplas.

Notas relacionadas:

  1. Genético
Autor: paulocleto Tags: ,

quinta-feira, 19 de abril de 2012 Masters 1000, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:34

Penoso

Compartilhe: Twitter

Não chega a ser uma surpresa a derrota de Thomaz Bellucci para o holandês Haase, #55 do ranking, após a belíssima vitória de ontem sobre o espanhol David Ferrer, #6.

Primeiro porque as condições da partida de hoje não favoreciam o estilo do brasileiro e favoreciam o do adversário. Thomaz é um tenista que gosta do saibro, desde que saibro do seu jeito. O saibro pesado e lento, como estava hoje em Monte Carlo, após as chuvas, inclusive durante a partida, não á praia do brasileiro. Já o holandês é um tenista sem nenhum golpe de definição, mas com golpes sólidos de ambos os lados e que pode manter a bola em jogo sem problemas.  O revés de Bellucci segue sendo inconstante, só funcionando em um cenário onde ele possa bater poucos deles e indo para as bolas sem receio – se é para alongar os pontos o bicho pega. O placar de 6/2 6/3 e os 40 erros não forçados de Thomaz completam a história.

O importuno da chuva e interrupções, as condições climáticas e do piso, são circunstâncias que afetam todo tenistas e que fazem parte da obrigação de cada um deles saber fazer os ajustes necessários para sobreviver e progredir no circuito. Infelizmente Bellucci não mostrou disposição para administrar o que pedia para ser administrado, modificado, durante a partida. A administração de problemas, crises e circunstâncias é a característica #1 de um tenista profissional.

O que nos leva ao que já sabemos e continua sendo tanto uma verdade, como o calcanhar de Aquiles de nosso principal tenista. Bellucci é um tenista quando entra em quadra e não sente a obrigação e a pressão pela vitória, vindo dos outros ou dele mesmo, e um outro tenista quando sente a obrigação de performar bem e vencer. É um tenista quando pode simplesmente soltar seus poderosos golpes como se não houvesse amanhã, castigando e intimidando quem quer que seja, e um outro jogador quando tem que trabalhar uma vitória, no ponto a ponto, na marra, na estratégia. Isso muda tanto de jogo para jogo, como vimos de Ferrer para Haase, como dentro de uma partida, conforme o momento desta, como tantas vezes vimos.

Como disse antes, e morrerei dizendo, o tênis é um jogo mental, onde o emocional tem uma importância difícil de ser avaliada para quem não está lá dentro. Thomaz Bellucci ainda é um tenista em busca de sua melhor moldura emocional dentro de uma quadra de tênis enfrentando os melhores do mundo. Enquanto estiver nessa busca, muitas vezes penosa, para ele e seus fãs, é natural que oscile, causando ainda mais inseguranças e mantendo um circulo vicioso.

Entre e curta a página do Blog do Palu Cleto no Facebook: https://www.facebook.com/BlogDoPauloCletoTenisnet

Notas relacionadas:

  1. Pegada.
  2. Jack
  3. E agora?
Autor: paulocleto Tags:

quarta-feira, 18 de abril de 2012 Masters 1000, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:45

Clint

Compartilhe: Twitter

Como fico feliz em escrever um Post deste. Liguei a TV, ainda com o jogo do Nadal rolando e o Nieminen tentando fazer o seu melhor jogo já que o melhor resultado não estava nos seus planos. O jogo? Chaatooo! A partida do Thomaz Bellucci contra o operário Ferrer foi mais interessante. Beeeem mais.

Logo de cara o brasileiro foi chutando o pau da barraca, sacando alguns mísseis indefensáveis, mantendo o seu e quebrando serviços como se fossem coisas simples. O que Thomaz jogou nos primeiros quatro ou cinco games da partida eu nunca havia visto ele jogar. Eu ficava ali pensando – “noooosa, o que esse cara está jogando! Será que aqueles céticos estão assistindo o que esse cara é capaz de fazer? Será que alguém ainda vai duvidar do potencial dos golpes dele? E, mais importante, será que ele vai assim até o fim?” Foi!

O brasileiro esbanjou tranquilidade, autoridade, confiança, execução. Parecia outro tenista. Parecia o Thomaz Bellucci de nossos sonhos.

Não preciso me alongar sobre sua vitória, por 6/3 6/2, sobre o atual #6 do mundo e vice-campeão de Monte Carlo – o placar fala por si. Belo jogou como nunca e venceu como poucas vezes, especialmente por ter do outro lado da rede um tremendo casca de ferida que poderia virar a mesa a qualquer instante. Ferrer bem que tentou, mas a cada tentativa levou um chega pra lá do brasileiro, que usou e abusou de seu arsenal e tratou o adversário como menininha. Aquilo não foi uma vitória qualquer, aquilo foi um massacre, e o massacrado era o Ferrer!

Pela primeira vez quem eu vi em quadra não foi o semi-apático e indeciso Sid, como muitos fãs, e amigos, o chamam. Hoje a postura, o olhar, o andar, a execução era mais para Clint. Sim, é isso mesmo. Quem jogou na Quadra Central do MCCC, e acabou com o encardido espanhol, foi o Clint, disparando seus bullets, só faltou o poncho, e que no meio de 2º set foi visto virando para o espanhol e murmurando algo como: “bamos, make my day!

Clint Thomaz botou o encardido pra correr…


Notas relacionadas:

  1. Pegada.
  2. Agora é briga
  3. Os degraus
Autor: paulocleto Tags: ,

terça-feira, 17 de abril de 2012 Masters 1000, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 19:49

O que sabe e mais….

Compartilhe: Twitter

Bater Kevin Anderson na quadra lenta de Monte Carlo não chega a ser um feito para Thomaz Bellucci, como não deixa de ser uma boa vitória. O cara depende de seu saque e é bem fraco no fundo da quadra, o que não funciona bem no saibro à altura do mar, mas forte o bastante para bater João Feijão e Sam Querry no saibro de Houston na semana passada.

Feito mesmo seria Thomaz bater David Ferrer, o encardido espanhol que ele enfrenta nesta quarta-feira lá pelas 10h no nosso horário. Existe boa chance que possamos acompanhar o jogo pela SporTv, já que a partida acontece na Quadra Central do MCCC, após a partida de Djoko (Seppi) e Nadal (Nieminem).

Para sair com a vitória Thomaz terá que jogar o que sabe, não sabe e mais um pouco. Na verdade, terá também que buscar no fundo de sua alma uma vontade enorme, abismal eu diria, de lutar e bater um dos maiores brigadores do tênis mundial no mesmo saibro. Esta sim uma tarefa titânica. Uma vitória dessas dará não só o direito de mergulhar no Mediterrâneo para celebrar, como exigira de cada um de nós que o aplaudamos de pé, assim como de todos os lá presentes. Como já escrevi, golpes ele tem, mas tênis é beeem mais do que isso.

O intenso David Ferrer

Notas relacionadas:

  1. Parâmetro
  2. Agora é briga
  3. Os degraus
Autor: paulocleto Tags: ,

quarta-feira, 11 de abril de 2012 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:12

A cavalo, lá das estepes.

Compartilhe: Twitter

É provérbio popular que a vingança vem a cavalo. No caso do confronto, sorteado esta manhã na sede da FIT, veio mais rápido ainda. Os russos bateram o Brasil o ano passado lá nos cafundós da Rússia, agora vão ver com quantos paus se faz uma jangada por aqui.

A partida será em Setembro, logo após o U.S. Open e a temporada americana em quadras duras , e duvido que até lá Thomaz Bellucci se sinta mais confortável em quadras duras do que no saibro, o que praticamente assegura que os camaradas vão ter que sujar o tênis por aqui. Só espero que até lá João Feijão tenha encorpado seu prato, porque vamos precisar de uma forcinha do nosso segundo tenista. Os russos não são o melhor time, até porque o pessoal por lá não vem fazendo tanta questão de jogar a Davis, provavelmente porque se acostumaram com grandes resultados, algo que ficou mais difícil de acontecer.

Mas eles podem, teoricamente, contar com Davydenko (38), Youzhny (35), Bogomolov (40), Kunitsyn (91), Tursonov (75), Andreev (100), jogadores com ótimo tênis e que bem motivados podem encarar muitos times. O técnico Tarpischev desconhece a palavra substituto, sendo o capitão do time desde 1974 (com intervalo entre 93-95), de longe o mais longevo dos capitães.

O capitão e sua capacidade de motivar os tenistas será o diferencial no confronto. Nós jogamos em casa e podemos ditar o que a regra permite. Eles vão ter que formar um time com tenistas que não estão mais em ascensão na carreira, o que pode causar certa acomodação e até mesmo preguiça. De todos, os mais jovens são Bogomolov, com 29 anos e que não deve ter sonhos de fazer muito melhor do que fez até hoje, e Andreev, com a mesma idade e que já esteve algumas vezes por aqui, o que talvez faça uma diferença na escolha do time.

A cada confronto o técnico tem que laçar jogadores e colocá-los em quadra. Mas é bom lembrar aquele final de jogo entre Bellucci e Youzhny, quando o russo esqueceu a preguiça, levou o negócio para o pessoal e achou uma maneira de ganhar a partida que parecia perdida na bacia das almas.

Eles têm tenistas, mas, atualmente, não têm time. Como o tempo não para, nem vai para trás, os meses que faltam tendem ajudar o time brasileiro, que tem tenistas em crescimento. Eles, e o fato de jogarmos em casa e podermos planejar os mínimos detalhes, são os diferenciais que podem nos colocar no Grupo Mundial em 2013.

Juntando o time russo.

Notas relacionadas:

  1. Mais equilibrado
  2. Bauru
  3. Brasil x Colômbia
Autor: paulocleto Tags: , ,

segunda-feira, 9 de abril de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:33

Torneios no Rio de Janeiro

Compartilhe: Twitter

A IMG é provavelmente a maior agencia de esportes do mundo – administrando, no tênis, eventos (Miami), direitos de TV, carreiras, academias (Bollettieri) etc – já fez algumas tentivas fracassadas de se instalar no Brasil no passado nos ultimos 30 anos. Desta vez ela fez uma parceira com Eike Batista e sua empresa IMX.

Ambas estão negociando a compra das datas, feminina e masculina, de Memphis para o Rio de Janeiro, aproveitando a carona dos eventos esportivos da cidade e firmando a parceria das empresas.

O lado do vendedor já está bem adiantado, faltando mesmo a aprovação da WTA e da ATP, que querem saber detalhes sobre datas, pisos e locais e como isso se encaixaria no atual circuito. A conversa com a WTA está mais adiantada, até porque eles não tem datas no país e no continente como a ATP – temos um ATP Tour em São Paulo. Com isso, ou o torneio do Rio se encaixa e fica próximo de São Paulo, o que os organizadores deste talvez reclamem, e isso conta, ou eles devem criar uma nova data, o que deixaria o evento orfão de pai e mãe, o que sempre dificulta a vinda de jogadores.

Lembrando, a IMG administra a carreira de muitos tenistas – de Federer a Sharapova – o que ajuda na vinda, mas custa, já que alguem sempre tem que pagar a conta das garantias.

Em breve devemos ter mais notícias.

Autor: paulocleto Tags:

domingo, 8 de abril de 2012 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 22:37

Vitória

Compartilhe: Twitter

Belíssima vitória, de virada, do time brasileiro. A coisa chegou a estar preta no 1º dia, após a derrota de João Feijão Sousa e a perda dos dois primeiros sets de Thomaz Bellucci para Alejandro Falla.

A virada de Thomaz Bellucci fez um bem danado ao brasileiro, como não poderia deixar de ser, que voltou à quadra com a confiança lá em cima, sentindo que o pior estava para trás e mais certo de como deveria jogar. Não tomou conhecimento do adversário, e do retrospecto negativo contra o mesmo, que é o que um campeão faz. Fez seu jogo, foi para as bolas, procurou as linhas, mudou a direção das bolas quando necessário, controlou suas emoções, tirou proveito do seu enorme arsenal, fechou as portas ao inimigo e administrou o placar.

Parabéns à dupla pão de queijo, que se preparou para entrar em quadra e soube fazer o que foi necessário para um vitória simples e limpa, sem confusões, ameaças e sustos. Com certeza, sua vitória completou a copo de confiança necessário para a vitória de Bellucci.

Parabéns também a João Feijão Sousa, que se não venceu na hora que valia soube aproveitar a oportunidade de fechar o confronto com chave de ouro e aprendeu algo para a próxima. Além de mostrar que tem reza forte.

Parabéns estendidos ao capitão do time, João Zwetsch, que soube administrar o time e tudo a sua volta, para tirar o melhor e o necessário de cada um dos membros do time. Todo time têm suas questões emocionais a serem administrada e a vitória, ainda na quarta partida, mostra que João fez seu dever de casa e o que precisava ser feito para vencer. Detalhes de cada confrontos nunca são conhecidos pelo público e, às vezes, o capitão tem que fazer verdadeiros malabarismos que, como deve ser, permanecem confinados ao time.

Parabéns também à organização do evento, e do time, responsabilidades que foram divididas pelo Clube Harmonia e, principalmente, pela CBT.

Agora o time brasileiro espera a quarta-feira para conhecer seu adversário na repescagem, a ser realizada em Setembro. As possibilidades são: Alemanha, Bélgica, Rússia, Itália, Cazaquistão, Canadá, Suécia e Suíça, o que abre a possibilidade de Roger Federer aparecer por aqui antes do fim do ano jogando para valer.

A lista oficial será divulgada amanhã e o sorteio na quarta, em Londres, na sede da FIT.

A felicidade tem nome, e o nome dela é vitória.

Notas relacionadas:

  1. Parâmetro
  2. Jet lag
  3. Fazendo contas
Autor: paulocleto Tags: ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. 10
  8. 20
  9. 30
  10. Última