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Arquivo da Categoria Tênis Brasileiro

terça-feira, 12 de julho de 2011 Grand Slam, Masters 1000, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 00:08

Longe do conforto

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Eu estava olhando o calendário e, mais uma vez, percebo a mão de Larri Passos no traçado da carreira de Thomaz Bellucci e a estratégia de tornar este em um tenista all around e mais completo. Se será um sucesso é outro assunto, que se descobrirá com o tempo. Mas, antes de se chegar lá é necessário desenhar uma estratégia que vise os grandes momentos e isso o tenista começa a fazer, após passar algum tempo de sua carreira investindo no óbvio.

Eu sempre escrevi que Thomaz poderia se dar bem nas quadras duras, algo que ele ainda não conseguiu e, pelo jeito, não se convenceu. Sua decisão de abrir mão do restante da temporada das quadras de saibro, seu feijão com arroz, e abrir mão de sua zona de conforto, especialmente o torneio de Gstaad, onde já venceu, e em condições, o saibro na altitude, onde sempre se dá bem, lembrem-se de Santiago, mostra que ele tem em mente um bom resultado no último Grand Slam do ano que é a hora da onça beber água.

Agora é acompanhar esse que será, talvez, a sua ultima chance de se enfiar entre os 20 do mundo esta temporada, e um divisor de águas na parceria com o técnico gaúcho. Lembrando que o paulista atingiu seu melhor ranking em Julho do ano passado, e a expectativa de ambos seria uma melhora dessa platafoma no fim desta temporada. Ele joga a partir do dia 25 em Los Angeles, depois vai a Washington e ainda joga os dois Masters 1000, Cincinnatti e Montreal. Termina a gira americana em Nova York, no final de Agosto.

Bellucci e Gstaad – história do passado.

Notas relacionadas:

  1. O destino
  2. Decisões
  3. Fazendo contas
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domingo, 10 de julho de 2011 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 23:16

Direitinho

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Não há muito a escrever sobre a vitória brasileira em Montevideu. Depois que Pablo Cuevas sequer entrou em quadra, por conta de uma contusão no joelho, o confronto foi definido antes mesmo de começar. Afinal, o Brasil tem um tenista entre os 30 melhores do mundo e o Uruguai, sem Pablo, não tem ninguém. E o Brasil tem ainda três excelentes duplistas para sobrar e escolher.

Os brasileiros fizeram tudo direitinho, do começo ao fim. Lidaram com a ausência de Ricardo Melo que, ao que ouço, e que um dos meus leitores comentou en passant e com autoridade, foi jogar o torneio inter cidades nos EUA. Ricardo havia assinado um contrato com o time no ano passado e com a mudança das datas da Copa Davis não conseguiu sair do compromisso.
 
O capitão também assumiu a responsabilidade de não levar uma dupla formada e ficar com as opções táticas, tanto para as simples como para as duplas, o que funcionou. Mas, como escrevi, com o abandono de Cuevas tudo ficou bonito e fácil.

Adorei ver a foto de todo o time em quadra, sorrindo e celebrando, dentro do tradicional Carrasco, local onde, como capitão, vencemos o Uruguai, quando este tinha um time forte, em um dos mais dramáticos confronto da minha carreira. Mas isso fica para outra oportunidade. Hoje é celebrar Brasil 5 x Uruguai 0 e torcer por um bom sorteio na terça-feira para definir o adversário, e o local, da repescagem.

Possíveis adversários: Austria, Chile, Croácia, Rep. Checa, India, Russia, Suíça e Israel.

Notas relacionadas:

  1. Todos em Baurú
  2. Copa Davis
  3. Sem entender
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quinta-feira, 7 de julho de 2011 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:41

Sem entender

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Acho que o atual capitão do time brasileiro na Copa Davis, João Swetsch, ficou um tanto ressabiado na última edição da Copa Davis. Além disso, mais do que acho, há coisas na escalação do time que enfrenta o Uruguai, em Montevidéu, que não ficaram claras e que não sou eu que vou tentar explicar.

Digo que ficou ressabiado porque decidiu que queria ter um terceiro singlista no time, que pudesse também jogar duplas, abrindo mão de uma dupla formada e aí ficando sem um terceiro singlista para uma eventualidade.

No ultimo confronto, contra a Índia, ficou claro que Thomas Bellucci entrou em quadra para sua segunda partida, que acabou abandonando sem condições, físicas ou emocionais, escolham. A decisão do técnico de colocar o tenista em quadra não tinha o aval do jogador, o que terminou por gerar um estresse entre ambos que deu no que deu. Desta vez, João decidiu que quer ter uma opção tática, já que João Sousa pode jogar simples e duplas, assim como Bellucci e, óbvio, o bom mineiro Bruno Soares que seria sempre o homem fixo das duplas.

O que eu não sei explicar é o porque Ricardo Mello, de longe o mais experiente dos atuais tenistas brasileiros, e o que mais mostrou, até agora, captar o espírito da competição, ficou de fora. Especialmente lá pelo La Plata, onde o bicho pega. Li algo no sentido que ele poderia voltar ao time e que este confronto não era bem o caso, mas nada que explicasse.

Com a ausencia de Ricardo aumenta a responsabilidade de Thomas e Rogério Silva é colocado em quadra para levar o seu tênis combativo a importunar o adversário. Ele joga o primeiro jogo contra o Pablo Cuevas que é o melhor tenista uruguaio e um perigo até para Bellucci, mas que está sem jogar desde Paris por conta de problemas no joelho – sua condição física é uma incógnita. De qualquer maneira, se Rogério conseguir afinar seu emocional pode incomodar, e por que não ganhar, já que não há expectativas e pressão de vitória nessa partida.

Notas relacionadas:

  1. Todos em Baurú
  2. Ironia do destino
  3. Sem bombar
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segunda-feira, 4 de julho de 2011 Grand Slam, História, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:14

O ranking nos últimos 38 anos

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Hoje recebi da ATP a informação de que Novak Djokovic é 25º tenista a conquistar o topo do ranking mundial desde 1973, quando passou a ser a responsabilidade da associação dos tenistas, já que antes tínhamos mais de um ranking, todos anuais e todos razoavelmente subjetivos.

Abaixo, a lista em ordem cronológica, com a data de que cada um chegou ao topo, a idade e o numero de semanas que lá ficou, consecutivas ou não. Observem as idades! As datas ficaram em inglês, o que serve para vocês treinarem. A formatação simplesmente ignorou a maneira que eu queria, mas dá para entender.

 
Tenista                                                                     Data                       Idade              Total de semanas
Novak Djokovic (SRB)                                        July 4, 2011         24                               1
Rafael Nadal (ESP)                                           Aug. 18, 2008          22                               102
Roger Federer (SUI)                                       Feb. 2, 2004             22                               285
Andy Roddick (USA)                                      Nov. 3, 2003            21                                13
Juan Carlos Ferrero (ESP)                            Sept. 8, 2003            23                                 8
Lleyton Hewitt (AUS)                                    Nov. 19, 2001           20                                 80
Gustavo Kuerten (BRA)                                Dec. 4, 2000              24                                 43
Marat Safin (RUS)                                            Nov. 20, 2000          20                                  9
Patrick Rafter (AUS)                                       July 26, 1999            26                                   1
Yevgeny Kafelnikov (RUS)                          May 3, 1999               25                                   6
Carlos Moya (ESP)                                           Mar. 15, 1999            22                                   2
Marcelo Rios (CHI)                                          Mar. 30, 1998           22                                   6
Thomas Muster (AUT)                                   Feb. 12, 1996             28                                   6
Andre Agassi (USA)                                        Apr. 10, 1995             24                                  101
Pete Sampras (USA)                                        Apr. 12, 1993             21                                   286
Jim Courier (USA)                                           Feb. 10, 1992              21                                   58
Boris Becker (ALE)                                          Jan. 28, 1991              23                                   12
Stefan Edberg (SUE)                                       Aug. 13, 1990             24                                    72
Mats Wilander (SUE)                                     Sept. 12, 1988              24                                    20
Ivan Lendl (CZE)                                             Feb. 28, 1983              22                                    270
John McEnroe (USA)                                     Mar. 3, 1980               21                                     170
Bjorn Borg (SUE)                                             Aug. 23, 1977             21                                     109
Jimmy Connors (USA)                                 July 29, 1974               21                                     268
John Newcombe (AUS)                               June 3, 1974                 30                                        8
Ilie Nastase (ROM)                                       Aug. 23, 1973               27                                        40

Notas relacionadas:

  1. Tezenis
  2. Aos 7 anos
  3. Começou
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segunda-feira, 27 de junho de 2011 Grand Slam, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 23:22

Foram-se

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Foram-se nesta 2a feira, entre outros, Gasquet e sua deliciosa esquerda, Caroline seu ranking e suas cruzadinhas, Venus seus títulos e suas ridículas ceroulas, Serena sua garra e intimidações, Del Potro sua periculosidade e bolas retas, Llodra seus voleios e maluquices, Youzhny sua esquerda e continências, Berdich seu vice e inconstâncias, Petrova sua elegância e tremedeiras, Kubot e suas fantasmices, Aninha e Petkovic com suas danças, caras e bocas.

Atenção no curto prazo à Petra Kvitova e no longo prazo à Bia Maia.

Venus e o que é isso? Berdich reclamando. Petra e seu talento.

Notas relacionadas:

  1. Chega.
  2. A final masculina
  3. Saco de gatas
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terça-feira, 21 de junho de 2011 Grand Slam, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 22:51

Virada

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O Ricardo Mello e esse Frank Dancevic não se entendem mesmo. E depois da partida de hoje o canadense, além de não entender não vai querer sequer ouvir falar no campineiro.

Na única vez que os dois se enfrentaram, na Copa Davis em 2007, a situação já foi um tanto escabrosa. Qualquer partida vencida, ou perdida, por 9/7 no 5º set deixa um gosto na boca. Amargo ou doce. Naquela ocasião, jogando em casa, o brasileiro conseguiu virar de um déficit de 0×2 sets abaixo para vencer na bacia das almas.

Fico imaginando o que passou na cabeça dos dois quando, mais uma vez, o agressivo canadense abriu 2xo em sets hoje em Londres. Desta vez vai?! Ou vai engrossar novamente? E o que passava pela cabeça do Ricardo quando, no terceiro set, quebrou o serviço alheio e, no game seguinte, deixou ficar 0×40 no seu serviço, só para fechar a porta, confirmar o saque e ganhar o set. Segundo ele, foi a partir desse game que o jogo mudou.

O que terão ambos pensado quando, ao sacar para fechar o quarto set em 6×5, Ricardo vacilou e perdeu o game! E que tenebrosas nuvens terão entrado na mente do Dancevic quando perdeu o tie-break e se viu novamente no 5º set com o marrudo brasileiro? Tenebrosas o bastante para que o set final fosse mais rápido da partida.

Notas relacionadas:

  1. Bom dia!
  2. Clássico
  3. Probabilidade
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segunda-feira, 20 de junho de 2011 Grand Slam, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:04

Imaginando

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Fico imaginando o que aconteceu na partida em que Thomas Bellucci foi derrotado pelo veteraníssimo Rainer Schuettler. Só imaginando. O alemão é, aos 35 anos, o mais veterano na chave. Até já parou de jogar, mas voltou.
 
Tem um tênis feio, mas muito produtivo. Sua direita é algo que eu nunca sei como entra, mas a esquerda, com duas mãos, é excelente. O saque é mais feio do que ofensas à mãe. Na rede, se vira, apesar de não ser um voleador. Foi finalista de duplas nas Olimpíadas, perdendo naquele célebre jogo para os chilenos na final.

Mas não se enganem. O cara é um jogador, que conhece os caminhos da pedra e que consegue dar nó em pingo d’água. Já foi à semifinal em Wimbledon em 2008, não me perguntem como, acho que nem ele sabe. De lá para cá perdeu na 2ª rodada e antes disso perdeu na 1ª rodada duas vezes seguidas. Pior mesmo é em Roland Garros; perdeu 10 vezes na 1ª rodada, sendo sete seguidas. No U. S. Open perdeu na 1a rodada as ultimas cinco oportunidades.
 
Mas é um bom devolvedor, especialmente se sacarem na esquerda. Na direita, pode ir em qualquer lugar, dependendo do dia, até na linha.

Este ano tem jogado mais Challenger, por conta do ranking. Mas entrou em Miami e bateu Ryan Harrison. Em RG não vou nem falar.

Mas passou uma rodada em Queens, onde bateu Reynolds e passou o qualy em Eastborne, onde também perdeu na 2ª rodada.
Bellucci não quis jogar Eastborne, preferindo ficar em Londres, a tática dos cachorrões, que ficam na cidade jogando exibições para treinarem na grama sem sair da cidade. Parece que não funcionou para ele. Hoje era uma rodada administrável e que eu esperava uma vitória. A derrota só imaginando.

Escolhi esta foto porque me emociono com a carinha de ambos – Kiefer e Schuettler - após perder a final para os chilenos.

Notas relacionadas:

  1. Nas alturas
  2. Nanico Voador
  3. Probabilidade
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quarta-feira, 15 de junho de 2011 Minhas aventuras, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:39

Cidadão Jornalista

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Parece que foi ontem, quando recebi um telefonema do Jose Trajano convidando para dar uma mão com o tênis, na sua então mais recente aventura jornalística, a formação de uma TV fechada exclusiva de esportes.

Nós já tínhamos tido a oportunidade de conviver quando eu o convidara para editar uma revista exclusiva de tênis – a “Tenis Esporte” – no início dos anos oitenta. Ele então realizou a revista de tênis mais diferente e audaz que o mercado brasileiro já conheceu. Ficou dois anos criando matérias únicas e criativas, assim como capas com manchetes do tipo “Golpe de Direita”, com primeiras e segundas intenções, utilizando alguns dos melhores profissionais do mercado que adoravam estar sob sua regência.

O seu convite, uma década depois, me colocou de vez na TV fechada, já que anteriormente eu já dera meus pitacos em partidas de tênis, e até futebol americano, em TVs abertas.

A história do esporte na TV fechada começa e passa pela participação desse mercurial jornalista, que pode ser um jornalista afável e interessante trocando idéias na mesa de um boteco, assim como espalhando vendavais pelas redações.

Trajano formou a ESPN-BRASIL com o pioneirismo dos visionários e a tradição de uma sala de trabalho de um grande jornal, adaptada para a realidade, eternamente mutante, da TV. Lembro que as primeiras salas da ESPN eram de um acanhamento de dar dó, o que nunca acanhou o espírito e a determinação de seu diretor de jornalismo.
 
Tive a sorte e a honra de fazer parte da história dessa aventura através dos anos. Cheguei a ter a incumbência de produzir o “Jornal do Tênis” em seus primeiros sete anos, antes de ser retirado do ar anos atrás. Nesse caminho, em algumas raras vezes nossas personalidades conflitaram, mas foram bem maiores o número de oportunidades oferecidas, e sustentadas, sob diferentes circunstâncias, como os homens de personalidade e caráter fazem.

Ontem a ESPN-BRASIL celebrou seu 16º aniversário no Brasil, sempre liderada por Jose Trajano, independente de quem tenham sido, momentaneamente, os acionistas da TV. Um tempo longo para se sustentar qualquer parceria de trabalho e um tempo curto para escrever uma história de tamanho sucesso, com todos os percalços que o mercado impõe.

 Aproveitou-se também para celebrar o título de “Cidadão Paulistano”, entregue ontem pela Câmera Municipal de São Paulo e patrocinada pelo querido amigo e vereador Marco Aurélio Cunha, a esse carioca da gema que trocou de cidade há muito tempo, mas faz questão de manter, e divulgar aos quatro cantos, sua paixão pelo futebol e pelo America, clube da Tijuca e seu eterno elo com o Rio de Janeiro, enquanto leva seu trabalho a todo o Brasil.

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Grand Slam, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 10:45

Os cabeças de Wimbledon

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Os ingleses divulgaram hoje os cabeças de chave de Wimbledon, que começa na 2ª feira. Havia a expectativa de que eles mexeriam, ou não, com a ordem dos quatro mosqueteiros do tênis atual, mas eles deixaram estar. Desta forma, os quatro principais cabeças são, pela ordem, Nadal, Djokovic, Federer e Murray. Ou seja, o primeiro só encontrará o 2º em uma final, mas as outras possibilidades estão abertas.

Como eles não resistem a dar o próprio piteco, mudaram a partir do 6º, que no ranking é o espanhol Ferrer e foi substituído pelo 7º Berdych. Protegeram também Andy Roddick, que é o 10º do ranking e virou o 8º cabeça, enquanto Monfil que é o 8º virou o 9º.

A maior mudança foi o francês Tsonga que passou de 19º para 12º e o Llodra que foi de 25º para 19º – os ingleses, quem diria, protegendo franceses. Vale lembrar que são dois tenistas agressivos que podem se dar bem na grama.

Sobrou mesmo foi para dois argentinos – aí também era esperar demais. Chela foi de 20º para 25º e Nalbandian, que já foi vice em Wimbledon e joga mais do que a maioria acima, se estiver curado, de 24º virou 28º. Tipsarevic saiu de 30º para 23º. Eles baixaram o sacador Raonic de 26º para 31º, o que provavelmente se arrependerão. Bellucci que é o 29º caiu para 30º.

Como não são bobos, entre as mulheres puxaram Serena Williams, atual 26º do ranking e a colocaram como 8º, não a deixando assombrar a chave. Quem caiu foi a Kvitova de 8ª para 9ª, uma pena, porque a acho mais perigosa na grama do que algumas à frente dela. Já Venus está como 33ª do ranking e, teoricamente fora da lista de cabeças. Mas como tem 5 títulos, a colocaram como 25ª, o que é defensável. Quem ficou de fora foi a Kleybanova que, suspeito, não joga o evento.

A maior mudança do “ranking da grama” foi a das irmãs Williams, ambas com fundamento. Qualquer uma das duas que passar as três primeiras rodadas se torna um perigo.
Quanto aos homens, as mudanças só servem mesmo para satisfazer o ego deles organizadores. Lembrando, de acordo com o acerto de Wimbledon com a ATP, eles tem que obedecer o ranking para determinar os 32 cabeças e as alterações acontecem, por um sistema pré-determinado e transparente dentro desses 32 tenistas. Eles pegam os pontos do ranking da ATP do dia 13/06, acrescentam os pontos ganhos em torneios sobre a grama nos últimos 12 meses e 75% dos pontos dos 12 meses anteriores.

Já entre as mulheres, o torneio segue o ranking da WTA e, se acharem que devem, fazem o que bem entendem. Eles amam as mulheres, mas…

Notas relacionadas:

  1. A chave de Wimbledon
  2. Wimbledon em 3D
  3. A relva
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quinta-feira, 9 de junho de 2011 Curtinhas, Porque o Tênis., Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:55

Dia do Tenista

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Não sei quem o inventou, até porque até pouco tempo não existia, mas foi decretado – seria essa a palavra apropriada – que hoje é o Dia do Tenista. Como, imagino, todos vocês devem ser tenistas, pelo menos os não residentes de um sofá, deixo aqui a minha celebração deste dia. O chato é que, pelo menos aqui em São Paulo, o dia está uma droga e há poucas chances de entrarmos em quadra. Seria nela que poderiamos realmente celebrar a nossa data.

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