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Arquivo da Categoria Tênis Brasileiro

03/10/2009 - 15:03

O sonho e a suspeita

Não é de hoje que o Brasil é dividido e não vai ser agora que essa divisão irá acabar. Imagino, infelizmente, que não serão as Olimpíadas que acabarão com nossas divisões.

Não se trata, somente, das divisões mais gritantes – as sociais. Até porque essas, todos que aqui nasceram e vivem, conhecem. As divisões que menciono são as derivadas dessas. A entre as pessoas que se importam com isso, as que se indignam, as que se rebelam, as indiferentes, as que seguem seus caminhos apesar delas e aquelas que cooperam para que essas divisões existam, as que são eleitas para acabar com elas e só fazem com que elas aumentem.

As reações que leio aqui no blog são variadas entre as que aplaudem e as que temem o Rio 2016; mas quero crer em um raciocínio. No fundo, mesmo aqueles que não o confessam, que insistem em ver o lado negro da questão, todos devemos ficar contentes por nosso país começar a deixar de ser visto como uma mera república de bananas, irresponsável e não sério, como dizia o estadista francês, e passar a ser reconhecido como uma potência, em mais de um quesito.

Aos poucos deixamos de ser reconhecidos só pelo futebol, pelo café, pela F1, pelo Guga, pelas pernas da Giseli, pelas travecas de Paris e Roma, pelos escândalos, pelos crimes. Aos poucos somos reconhecidos pelo trabalho, esforços e realizações, e suas conseqüências, de todos os que aqui vivem.

Se, como escrevi antes, o Nuzman, que parece não ter lá muito a simpatia do povo brasileiro, foi o coordenador desse triunfo em função da dedicação ao seu cargo, e o Lula soube tirar sua casquinha, vamos deixar algo muito bem claro. O Rio de Janeiro só ganhou pelo o que todo o Brasil vem fazendo. O Rio, a mais do que o resto do país, só tem a geografia.

O que o COI avaliou, e reconheceu, foi o peso do país Brasil como potência, algo que já começou a ficar claro na área esportiva na conquista de sediar a Copa do Mundo e vem ficando claro nas mais diversas áreas há algum tempo. E a razão para que isso aconteça não está, nem de muito longe, nas mãos de um indivíduo ou um partido.

Está mesmo é no suor, no esforço, no sacrifício, no trabalho, nos impostos de cada um de nós, esses quase 200 milhões, que levantam cada manhã e vão à luta. Isso, apesar de todas as dificuldades e todas as bandidagens – das periféricas às oficiais, das que vem das camadas mais carentes às que vem da elite oficial e podre que nos aleija.

Porque, para mim, o ponto é esse. Ter os Jogos Olímpicos em casa é lindo, maravilhoso, motivo de orgulho, uma maneira de ver nossos esforços reconhecidos pela comunidade internacional e mais uma oportunidade do que este país é realmente feito. E não estou falando de águas e montanhas e sim da nossa gente.

O duro, o medo, o receio, e imagino a razão de tanto pé atrás, é suspeitar que uma elite gananciosa, míope em qualquer assunto que não seja o próprio ego e bolso, bandida mesmo, possa querer roubar mais essa nossa conquista para tirar proveito próprio.

Realizar uma Olimpíada em casa é uma conquista positiva em mais maneiras que eu e vocês podemos hoje imaginar. Ser roubados em nossas conquistas é o que não podemos mais aturar e permitir. É essa a divisão que vejo nos comentários sobre o Rio 2016. A dúvida entre a leveza do sonho e o peso da suspeita.

confused
A dúvida entre poder ser feliz e ver essa felicidade roubada.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Brasileiro Tags:
23/09/2009 - 15:22

Pitadas

Toda quarta-feira abro jornal “A Folha de São Paulo” procuro o caderno de esportes e lá a coluna do tênis, escrita pelo colega Régis Andaku com um distanciamento que proporciona uma visão peculiar do tênis.

Régis nos deixa saber o que se passa pelo mundo do tênis, fazendo uma interessante mistura do tênis nacional e internacional, de fatos e opiniões. Além da coluna propriamente dita, acrescenta, em coluna lateral, pitadas do tênis nacional, em especial o juvenil e o de tenistas ainda em formação. É sua maneira de expor e auxiliar os que ainda não são noticias mas já estão na luta.

Na imensa maioria das vezes Régis não é polemico, pelo contrário, preferindo passear pelas notícias como um diletante e um escancarado apaixonado pelo esporte.

Por isso, foi com surpresa que li sua coluna de hoje sobre a derrota do Brasil na Copa Davis. Desta vez Régis decidiu ir na veia.

Menciona que houve gente defendendo jogadores “com mais espírito de Davis”, ao mesmo tempo em que diz, com razão, que seria impossível deixar de fora Bellucci e Daniel, assim como a dupla Sá/Melo, pelos resultados obtidos e, acrescento, pela ausência de resultados de outros.

Então, pergunta Régis, se tudo estava certo, o que deu errado, já que tinhamos a grande vantagem de jogar em casa e, no papel, um time melhor rankeado? Ele oferece duas razões.

Primeiro, o show de bola de Nicolas Lapentti. Algo que todos viram, aplaudiram e que não é nenhuma surpresa, mas não o suficiente para sugestificar uma derrota em casa para um tenista de 33 anos, em fim de carreira e com um ranking atual bem pior do que nossos tenistas.

Na próxima razão ele pega na ferida e escreve; “porque faltou um verdadeiro capitão ao Brasil, capaz de mexer com coração e mente, muito mais do que gritar palavras de incentivo. Para um grupo ainda inexperiente em Davis, como o nosso, faz diferença. Um capitão que, além de ser referência, seja personagem do confronto. Sendo a Davis o único torneio que permite a um técnico sentar ao lado da quadra e interferir no jogo, por que não fazê-lo?”

“Não se trata de catimbar, gritar ou tumultuar (às vezes até isso), mas de se levantar nas horas certas e fazer crescer o bom tenista quando tudo parece perdido. Mexer com os brios e mudar, ou a cabeça do jogador, ou o momento da partida, ou o destino do duelo. Com Nico inspirado de um lado e um capitão coadjuvante de um time inexperiente do outro, o resultado, visto agora, não parece surpresa, infelizmente.”

Pensei em ligar para o Régis e perguntar: onde assino embaixo? Já que tenho o blog, achei interessante publicar esse trecho da coluna. Eu vinha pensando como abordar o tema, que para mim é um tanto mais delicado. Por conta disso, acrescento minhas pitadas.

Nico Lapentti deitou, rolou e fez a festa porque deixaram. Não que para isso fosse necessário agredir ou mesmo intimidar o “gentleman” equatoriano. Longe disso e não é por aí. Mas, para isso seria necessária uma vivencia, conhecimento e, especialmente, uma liderança que não houve e já não há a algum tempo – para colocar todas as peças nos seus devidos lugares. Mas isso é uma questão de personalidade ou, no caso, a ausência de uma.

Chico Costa nunca fez um impacto como tenista e muito menos como técnico, dois critérios utilizados para a escolha de um capitão de Davis. Mas tem feito um impacto como um personagem que sabe se aproximar de pessoas no poder e se prestar ao papel que lhe oferecem. Por um bom tempo foi o de criticar e atacar aqueles que lutavam para construir, como ele agora pensa que faz. Foi recompensado com um cargo um tanto além de suas capacidades.

Hoje tenta se estabelecer “formando” tenistas, o que não fez até agora e, quando inquirido, batendo na tecla do que acredita ser “politicamente correto”, liberando aos ventos idéias pueris, simplórias e batidas como se fossem pensamentos profundos e inéditos. Isso quando não está criticando dura e publicamente jovens tenistas por aceitarem bolsas de estudos em ótimas universidades nos EUA. Não tenho certeza, mas acho que ele não tem esse currículo.

Mas Chico Costa é o capitão indicado e mantido pela CBT. Infelizmente, por motivos diretamente opostos a que Régis Andaku oferece como as razões que poderiam ter evitado essa derrota em uma excelente oportunidade desperdiçada.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Copa Davis, Tênis Brasileiro Tags: , , ,
19/09/2009 - 11:17

Tudo igual

Normal. Pelo menos o placar, senão os resultados. Agora as duplas recebem um peso ainda maior na equação. Marcos Daniel sofreu muito, como sempre acontece nas suas partidas na Davis, mas aguentou o rojão.

Em especial nos tie-breaks, momentos cruciais em qualquer partida. Especialmente o TB do terceiro set, que acabou sendo o que decidiu o jogo. Uma derrota do brasileiro ali e bau-bau. Por sorte, e competência, foi um bom momento de Daniel e um péssimo momento de Giovanni Lapentti. Dali para frente o equatoriano sumiu.

Infelizmente Thomaz Bellucci ainda não tem o que é necessário para liderar o time e vencer as partidas dos cachorros-grandes. O que não chega a ser uma surpresa, já que o paulista tem somente 22 anos incompleto.

O contraponto foi os 32 anos de Nicolas Lapentti, que sabe tudo e mais um pouco. Soube jogar os pontos importantes e, apesar da dificuldade do placar de cada set, soube também vencer em três sets.

Para o Brasil teria sido importante, senão a vitória, que seria muito bem vinda, a permanência do equatoriano em quadra por mais tempo. Lembrando, Nicolas tem que jogar hoje as duplas e amanhã as simples.

Com esses resultados, dá para dizer que as duplas de hoje podem decidir o confronto. E como duplas é muito de momentum e emoção, o público, um grande diferencial na Copa Davis, vai contar muito.

Mas eu queria mesmo era ter visto o quinto set do Stepanek x Karlovic.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Copa Davis, Tênis Brasileiro Tags:
04/09/2009 - 17:32

Pegada.

Um desapontamento a derrota de Thomaz Bellucci para Giles Simon na 2ª rodada do U.S.Open. O paulista poderia ter brigado bem mais pela vitória. Apesar de top 10, o francês não atravessa sua melhor fase e tem um estilo que “deixa” jogar. Talvez eu ainda acredite mais no potencial do rapaz do que ele próprio.

Thomaz começou mal e fez alguns erros não forçados que minaram sua confiança. Até aí, normal. Mas no meio do segundo, quando ainda estava dentro do jogo, teve seu serviço quebrado no 2×3, em um game que poderia ter brigado mais. Dali para frente sua participação tornou-se, no máximo, burocrática, o que é pouco para quem está jogando um GS, querendo se consolidar no circuito e tem a idade a seu favor.

Thomaz foi bem no qualy e na primeira rodada, quando jogou com tenistas do seu padrão para baixo. O que é bom, mas deixa o gosto de “quero mais”. Ao enfrentar um top 10, com chances de deslanchar, – porque, insisto, ele tem potencial para tal – faltou pegada para o brasileiro.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Brasileiro, Tênis Masculino Tags:
02/09/2009 - 14:46

Completando

Completando o assunto do post acima – “Circo” – acrescento. Não estou discutindo a lei, até porque lei se obedece, se luta para mudar ou, na pior das hipóteses, se apela para a desobediência civil.

Como nos ilustrou o leitor Mazzantini, colocando algumas das leis e IN em seus comentários, a situação, como tantas vezes é o caso nas leis, é de difícil compreensão e pode passar por diferentes avaliações. Não defendo facilidades para esportistas, assim como não entendo facilidades para ninguém, nem as mais diversas autoridades que delas usufruem impunemente ou até mesmo com o amparo da lei. Por isso entendo a indignação de alguns que eu seria defensor de privilégios para quem quer que fosse.

No entanto, como fica o caso do tenista que sai mundo afora no cumprimento de seu trabalho, atravessando fronteiras e alfândegas semanalmente? Em cada lugar que entra tem que pingar? Chegou para o U.S. Open paga para entrar com suas raquetes? Vai para Wimbledon paga de novo? Volta para casa paga mais uma vez? Lembro que o Ricardo não chega com as raquetes para vender e obter lucro. A próxima vez que ele deixar o país, as raquetes saem novamente – e aí pagaria novamente onde fosse? Quer dizer que se o Roger Federer ou o Rafael Nadal chegar amanhã em Guarulhos vai ter que pagar imposto para jogar um dia que fosse, ou eles têm privilégios? O pior é que só aqui mesmo, porque já aconteceu exatamente isso. E esse é o ponto.

As raquetes e os materiais de tenistas não são taxados em nenhum outro lugar do mundo. Até na Nigéria – que garanto é dos piores lugares para se passar pela alfândega – eles fazem isso. E o resto do mundo não está exatamente minado economicamente pela ação de esportistas muambeiros.

Acreditem, ao reportar o acontecido, não quero, de jeito algum, que Ricardo Melo, ou seja lá quem for, tenha privilégios e facilidades. Só gostaria de viver em um país onde não se criasse tantas dificuldades, até para se melhor vender facilidades. Não quero, nem gosto de “jeitinhos”. Mas o bom senso sempre encontra seu lugar em qualquer matéria e discussão; desde que exista a vontade para tornarmos melhores como pessoa e cidadão e, consequentemente, ajudarmos construir um país forte e justo e não um país de baderneiros ou burocratas.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Brasileiro Tags:
01/09/2009 - 16:13

Circo.

Este país é mesmo um circo. A dúvida é se os palhaços somos nós ou “eles”. Ricardo Melo desembarcou esta manhã e ficou retido por 5 horas pela Receita Federal por não ter declarado seu equipamento: raquetes, cordas e acessórios. O tenista só foi liberado após pagar R$2.260,00 de impostos, além de multa por não ter declarado as raquetes.

Como acontece nos GS, as empresas patrocinadoras distribuem seus materiais para seus tenistas que, lógico, não podem nem atirá-los no rio nem comê-los. Os leva para casa para ir usando durante a temporada, já que todos têm prazo de validade.

Não é a primeira vez que a Receita faz esse tipo de arbitrariedade com esportistas que defendem seu país. Lembro que presenciei Carlos Kirmayr ter suas seis raquetes apreendidas em Guarulhos quando chegava para jogar Copa Davis. Quando Maria Bueno chegou, após vencer Wimbledon, queriam cobrar pelo troféu. Melo já foi barrado anteriormente, quando desceu com seu troféu após vencer Delray Beach. As histórias de esportistas brasileiros confrontados pela Receita dão para encher um livro mais grosso do que voces imaginam. Ter que pagar para defender o país. Vá ver se isso acontece em algum país civilizado.

Enquanto isso, seguem as barbaridades que lemos diariamente nos jornais. E o senhor lá no aeroporto, sem dúvida alguma um servidor publico integro do país, após taxar o tenista disse que iria torcer pelo brasileiro se o visse na TV. Desse torcedor ninguém precisa.

02/09 10h: Ontem, pouco antes de iniciar a transmissão na ESPN, recebi uma ligação da Daniela, assessora do Ricardo, que informou que, na verdade, o agente disse que iria torcer “contra” o Ricardo.

Uma triste palhaçada.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Brasileiro Tags:
30/08/2009 - 14:13

Cacife

Há algum tempo escrevi que o Thomas Bellucci poderia ser na quadra dura um tenista tão perigoso quanto no saibro. Um jogador com aquele serviço, uma direita agressiva, forte e regulada, apesar de pegada, um revés quase flat que faz a bola andar, e uma excelente envergadura para investidas junto à rede, tem o arsenal necessário. Olhem o Sam Querry, que conseguiu ser o tenista com maior numero de pontos no U.S Open series.

No entanto, até hoje, Thomaz não me provou correto. Sua classificação para a chave principal do U.S. Open era mais do que esperada, até por ser o cabeça-de-chave #1 do qualy. No entanto, uma coisa é ser o favorito, outra é cumprir a expectativa.

Com a vitória em Gstaad, Thomaz ganhou novas forças e confiança no circuito. Foi uma infeliz falta de timing a conquista acontecer no ultimo evento sobre o saibro. No entanto, ele treinou nas quadras duras antes de encarar o qualy e há que se admitir que fez bonito até agora.

Seu adversário, o chinês Yen Lu, não chega a ser uma primeira rodada difícil nos parâmetros de um GS – ele é #71. FoiLu que o eliminou no Aberto da Austrália. No entanto, são essas partidas, as chamadas ganháveis, que Bellucci terá que cacifar dentro de um GS para atingir o progresso que ele não tem receio em dizer que pretende. É uma pressão – mas a carreira é feita disso também.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Grand Slam, Tênis Brasileiro Tags:
19/08/2009 - 20:40

Duplas faltas

Essa história da Safina cometer 17 duplas faltas na 1ª rodada de Toronto, contra a ruinzinha Arava Rezai, aquela que chamou o árbitro para reclamar dos gemidos da portuguesinha de Brito em Paris, me lembrou de uma outra história.

O Brasil tem uma marca inglória nos torneios de GS, particularmente em Wimbledon. Em 1957 -  sim o mundo existia e o tênis também antes dos anos setenta – a carioca Maria Helena Amorim cometeu 17 duplas faltas seguidas, atenção, seguidas, e, mais atenção ainda, na segunda rodada do torneio.

Amorim cometeu essas 17 duplas faltas no início da partida. Ou seja, durante quatro games seguidos de seu serviço, e mais um ponto no quinto, a moça não colocou um saque em quadra. Fico pensando em que andar abaixo da terra a confiança dela foi parar.

O site tenisbrasil informa que Amorim perdeu a partida, em três sets, ou seja, venceu o segundo, o que provavelmente é correto. Não sei por que eu tenho na memória que ela virou o jogo e venceu. Vou ficar devendo a minha palavra final já que não tenho o meu livro de Winbledon à mão. Mas o Dalcin não costuma dar informações errôneas.

A minha memória da carioca é bem melhor do que essa de Wimbledon. Apesar de ela ser de uma geração anterior à minha, lembro bem da figura dela. Uma mulher bonita, bem interessante fisicamente, tipo Aninha Ivanovic, só que miúda, como eram as mulheres então. Além disso, a minha memória dita que era uma pessoa extremamente afável, educada e simpática, além de ter sido a melhor tenista brasileira na época imediatamente anterior à Maria E. Bueno. Se alguém aí tiver mais informações relevantes e uma foto da moça, mande que eu publico.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Brasileiro, Tênis Feminino Tags:
13/08/2009 - 18:41

Ao vivo é melhor.

Boa a notícia, confirmada pelo Ruy Viotti Filho, de que a Copa Petrobras acontecerá, quase no fim da temporada, em seis países, entre eles, óbvio, o Brasil. Mas não vamos falar tão casualmente do óbvio porque era uma dureza engolir o evento acontecendo lá em Aracajú e não aqui em São Paulo, o que aconteceu por anos. Será que tinha algo a ver com indicação da Petrobras? O que não se tem que se acomodar para poder realizar um evento.

De qualquer maneira, será uma delícia acompanhar o torneio no Clube Harmonia, um aconchegante clube de tênis incrustado no belo Jardim Europa, com cultura e tradição em eventos tenisticos. Melhor ainda seria no Clube Pinheiros, que é do lado de casa. Melhor ainda é a decisão da Koch-Tavares, organizadora do circuito, em acabar com o tal de Masters, que era uma papagaiada para inglês ver, já que não contava pontos para o ranking e o que deveria ser o grande momento do circuito na maioria das vezes não o era. Prefiro um Torneio Challenger, onde o bicho pega para valer.

Se o nosso país tivesse realmente tradição no tênis, saberíamos valorizar e prestigiar tais eventos. Eles sempre servem de apresentação para futuras estrelas, assim como para acompanharmos tenistas que estão lutando dia a dia para dar um upgrade em seus respectivos tênis, que já são de ótimo tamanho, muito melhor do que a maioria tem oportunidade de acompanhar ao vivo. O que normalmente acontece, infelizmente, é o pessoal ignorá-los, ligar a TV para acompanhar jogos pela telinha, o que é bom mas não a mesma coisa, ficarem descendo a lenha na maioria dos tenistas, falando dia e noite de Federer e Nadal, e se achando grandes fãs e entendidos de tênis. Sei…

 Thomaz Bellucci em ação na Copa Petrobras.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Brasileiro Tags:
13/08/2009 - 02:09

O time brasileiro na Davis

O técnico da equipe da Copa Davis, Chico Costa, não inventou para fazer sua convocação para o confronto contra o Equador, o qual decide se o Brasil sobe ou não para Grupo Mundial.

Felizmente Marcos Daniel acertou sua pandega com o presidente da Confederação, Jorge Rosa, e o técnico recebeu então permissão presidencial para convocar quem entendesse ser melhor. É bem claro quem manda no time.

Os dois melhores singlistas e a melhor dupla estarão em quadra, se não houver mudanças até lá. O técnico segue trazendo uma série de outros tenistas para o ambiente da competição, o que não sei se é a melhor estratégia para se concentrar uma equipe. A convocação de juvenis – que começou na minha gestão – eu concordo e acho essencial. Quanto a tenistas que, teoricamente, brigam por uma vaga no time, eu tenho séries duvidas se é o melhor cenário. É raramente feito em outros times e apresenta seus problemas. Além disso, leva para o recinto o técnico de cada um dos tenistas, o que também tem suas vantagens e desvantagens.

Mas como o técnico é o homem presente é quem deve avaliar e assumir as responsabilidades. Vale lembrar que os três juvenis presentes, assim como os quatro tenistas não-juvenis não convocados, não podem participar da competição, a não ser que um tenista titular seja dispensado, até quinta-feira antes dos jogos.

A única duvida na formação do time convocado é que com os dois duplistas escolhidos – Marcelo Melo e Andre Sá – o Brasil segue sem uma alternativa de singlista se Bellucci ou Daniel se contundirem no primeiro dia. Tirando isso, essa é nossa melhor formação atual, fora que eu sou fã da formação de dois singlistas e dois duplistas.

Pode-se argumentar a ausência de Bruno Soares, como já ouvi, mas acho temerário “quebrar” a dupla atual. Pode-se lembrar a ótima participação de Ferrero no último confronto, mas o gaúcho não manteve o padrão, nem acompanhou as recentes performances dos titulares.

Jogar em Porto Alegre oferece um bônus, já que Daniel e o técnico são gaúchos, o que deve motivar a gauchada, que não faz nenhuma questão de esconder seu bairrismo.

Como o time adversário é formado por um veterano; simpático, experiente e esforçado, mas um tanto desgastado pelos anos e por uma ausência de ritmo e resultados nas ultimas temporadas; e um boa-vida que nunca conseguiu fazer muito mais do que jogar à sombra do irmão e quando o fez melhor foi em quadras mais rápidas, dá para sonhar bem gostoso com um Brasil no Grupo Mundial.    

Autor: paulocleto - Categoria(s): Copa Davis, Tênis Brasileiro Tags:
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