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Arquivo da Categoria Sem uma categoria

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009 Sem uma categoria | 17:00

Quanto mais, melhor.

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Não assisti a partida e só li comentários de ambos os tenistas. Gael Monfills, diz que jogou bem do início, inclusive quebrando o espanhol logo de cara, o que lhe deu uma injeção de confiança. Tenistas como o francês precisam de confiança para jogar bem, o que é meio redundante, já que todos precisam. Mas Gael é um tenista que gosta de jogar para as arquibancadas e para tal precisa estar acertando. Além disso, ele vem trabalhando duro- lembram do meu post direto de Paris? – e é outro que pode, pela habilidade tenistica e talento físico, arrebentar esta temporada.

Nadal, como sempre, não procurou desculpas e foi objetivo. Acredita que está bem e só precisa de mais partidas. O espanhol é um tenista que precisa de ritmo, redundância novamente, por conta de seu estilo. Além da necessidade de “esquentar” os motores, já que ninguém corre tanto como ele em quadra. Achei interessante o fato de Nadal decidir ficar treinando nos EA até sábado e só então ir para a Austrália. Não quer gastar dinheiro com hotel ou não tem ninguém lá embaixo para treinar.

A minha avaliação é que o espanhol não é de bobear e sabe o que faz.  E quanto mais tenistas estiverem bem, melhor. Quero ver o circo pegar fogo e muita disputa em quadra.

Monfils mostrou que tem bola.

Notas relacionadas:

  1. Coerência e liderança
  2. Milionários
  3. Sacadores 2008
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009 Sem uma categoria | 17:16

Eu na ESPN..

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Esta semana estarei de volta a ativa na ESPN. O canal mostrará, a partir de quinta-feira, o Torneio de Brisbane, que para mim terá especial significado. Após alguma insistência e longa espera será a primeira vez que a direção da TV colocará dois comentaristas para transmitir a partida, sem a intervenção de um narrador. Era um pleito meu há algum tempo que agora teremos oportunidade de testar.

O tênis é um esporte com estilo e ritmo distinto, assim como o golfe, e o duo narração/comentário deve ser distinto do futebol, por exemplo. Oswaldo e eu temos algumas idéias de como isso deve acontecer para ser uma melhor experiencia para o telespectador. Agora vamos ter a oportunidade de colocar em prática. É óbvio que, como tudo, só a pratica leva à perfeição. Mas só o fato de termos a oportunidade já nos deixa excitados e confiantes.

Para completar as novidades, na quarta-feira, 7 de janeiro, às 16h, faço minha estréia como comentarista de futebol, tambem na ESPN-BRASIL. Vou comentar a partida entre Hotolândia x Barbarense pela Copa São Paulo de juniors. Não percam essa experiencia inédita e, espero, não única.

Abaixo os horários do Torneio de Brisbane, conforme a grade atual. É bom confirmar no site da ESPN: www.espn.com.br.

08/01 – 18:30h
09/01 – 15:30h
10/01 – 11h e 00.30h de Domingo – duas semis. Horário a confirmar
11(12) /01 – 01:00 h de Domingo p/ segunda-feira – Final.

Notas relacionadas:

  1. Videochat, na quinta-feira 17hs.
  2. videochat – enviem suas perguntas.
  3. Compacto do video-chat.
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domingo, 28 de dezembro de 2008 Sem uma categoria | 22:14

Alguns numeros

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Enquanto lembro com distinta alegria as horas de sol que o dia de hoje propiciou, ao contrário do que vinha acontecendo desde o dia de Natal, aproveito para ficar longe da TV e olhar algumas estatísticas de 2008. Como é sempre o caso, ao nos debruçamos sobre os números algumas interessantes curiosidades aparecem.

Entre os 25 primeiros do ranking masculino, Roger Federer é o 2º que sacou mais aces na temporada; 695 – Roddick é o 1º com 889. No entanto, é o que tem a menor média de duplas faltas por partida; 1.0. Além disso, tem uma boa média de aces por partida; 8.7. Não é das melhores, mas está perto.

Nadal, um tenista que arrisca bem menos o serviço, sacou só 283 aces, uma média de 3.1 por jogo. No entanto, teve uma média maior de duplas faltas que o suíço, com 1.3.

Fica claro que no fundamento-saque o suíço é excelente, e não estou falando de força, como é o caso de, por exemplo, Karlovic. Federer sabe ir para o ace, sem perder a boa porcentagem de primeiros serviços em quadra; 64%. Além disso, apesar de viver forçando o serviço – tem ótima porcentagem de pontos ganhos com o 2º serviço, 58% – tem, como já disse, a menor média de duplas faltas entre os melhores.

Como ficou claro, especialmente na final de Wimbledon, quanto mais perto dos seus serviços os pontos são decididos e menos longos eles são, mais vantagem leva o suíço. O inverso é verdade para o espanhol. Essa equação é das mais importantes que ambos terão que considerar nos seus embates em 2008. Especialmente o suíço, se quiser mudar o ritmo da freguesia. 

Mas sabem o que mais? O escocês Andy Murray além de ser excelente recebedor – tem trabalhado, e melhorado, seus dois serviços, especialmente o 1º – não se incomoda nenhum pouco em entrar em longos rallies, mesmo com Nadal, e já tem melhores estatísticas do que Federer nos games de devolução. Tem, e deve, melhorar os números nos games de seus serviços, o que já aconteceu no segundo semestre, e é o tenista a se ficar atento em 2009.   

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Sem uma categoria | 22:13

O fato de 2008

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Conforme termina o ano de 2008 e penso de volta nos acontecimentos tenísticos da temporada um fato se sobressai. A virada Rafael Nadal para cima de Roger Federer. Justamente quando a conversa era em que Grand Slam o suíço bateria o recorde de Pete Sampras, o espanhol correu por fora, não posso dizer de maneira surpreendente, e deu um banho de realidade em Federer que por conta dele o suíço deve ter aproveitado suas férias para organizar suas prioridades, pensamentos e estratégias.

O momento que definiu essa virada não poderia ser mais simbólico do que a final de Wimbledon, evento que os dois tenistas colocam no ponto mais alto, por razões distintas. Federer porque fez da grama da Quadra Central sua casa no circuito e onde se sentia verdadeiramente imbatível. Nadal porque soube reconhecer que, se no saibro da Phillippe Chartrie tinha virado barbada, nada mais indiscutível do que bater o “melhor da história” no seu ambiente favorito.

Quem assistiu A Partida já sentiu, durante os três sets finais, que estava assistindo história. A partida pairou acima das marcantes diferenças de dois dos maiores jogadores da história para ser realizada, e apreciada, em um patamar que só um cenário mágico e a disputa pelo título de melhor do mundo, aliada a uma qualidade nunca dantes vista naquela quadra poderia oferecer.

No apagar das luzes de 2008, lembramos esse momento que marcou não só a carreira desses dois tenistas, mas fixou um novo patamar para os tenistas que estão no circuito, aqueles que se preparam para adentrá-lo, para os mirins que tiveram a oportunidade de acompanhar e, não menos, inspirou milhões de fãs a continuarem acompanhando e, principalmente, jogando o tênis.

Pelos fatos acima, e por outras razões que meus leitores podem facilmente acrescentar, proclamo que esse foi o fato que falou mais alto no ano que se encerra e que nos iluminará o caminho para a temporada que se acerca. 

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domingo, 21 de dezembro de 2008 Sem uma categoria | 18:15

BOM NATAL

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Eu sempre brinco que as empresas ao redor do mundo conseguem sobreviver, apesar do pessoal do marketing. Esse é o pessoal que gosta de, e consegue, complicar o simples, para justificar seus salários e as despesas que eles são mestres em produzir. Afinal, senão gastarem os tubos e, constantemente, reinventarem a roda, podem começar a perguntar para o que eles servem. Bem… 

A ATP é um exemplo. Estão sempre querendo inventar moda e quanto mais mexem mais estragam o molho. Mas defendem suas decisões com “pesquisas feitas ao redor do mundo, dentro dos mais modernos conceitos, de uma forma abrangente e conceitual, considerando os mais recentes parâmetros mercadológicos” ou algo do gênero. 

Esse era o papo alguns anos atrás quando inventaram os Super Nine e um segundo ranking – A Corrida. Na época foram criticados, mas o pessoal da gravatinha vermelha e os intermináveis almoços – às vezes acho que o pessoal de marketing só trabalha com um copo e um prato na frente e alguém pagando a conta – justificaram suas decisões com aquele linguajar de sempre enquanto esnobam aqueles que ficavam com aquele olhar tipo “o que esse cara está falando?”. 

Como para pegar a grana dos patrocinadores é preciso mostrar um projeto baseado em uma pesquisa, para que os patrocinadores mostrem para os seus “gravatas vermelhas”, essa é a realidade. Passaram alguns anos, novos gravatas vermelhas no pedaço precisando justificar seus salários, novos planos e novas conversas. Aquilo que defendiam é uma droga e a bola da vez é um único ranking – foi-se a idéia de gênio, e vai-se também os Super Nine e chegam os 1000, 500, 250 as novas idéias de gênios que ganham milhões. E se você perguntar o por que, lá vem eles com suas frases de efeitos baseadas em “pesquisas feitas com todo critério e com fãs de todo o mundo”.  

Aproveitei o gancho apresentado pelo leitor que postou o link do vídeo marketeiro da ATP, para colocar um outro um pouco mais completo, já que inclui as meninas, o que sempre agrega. 

A reação dos tenistas no video ilustra o que escrevo. Os jogadores deixam claro que nunca ouviram aquela música e a consideram um absurdo que só pode ser levado para o ridículo. Bem ilustrado pela reação do André Sá, que diz que os caras devem estar brincando, “nós não somos ingleses!!”, se referindo a uma letra complicada que nem o Murray consegue cantar. O Marcelo, em um lampejo pelo qual merecia o salário de algum gravata vermelha, começa a cantar em português, uma boa idéia, que eles nunca teriam, até para ilustrar as multi-culturas do circuito. 

É a realidade da ATP e WTA, com o marketing sendo regido por americanos que insistem em ignorar que a maioria dos países, e tenistas, não fala sua língua – em mais de um sentido.  

Olhando pelo lado mais simpático, oferecido pelo bom humor do pessoal da raquete, fica aqui a mensagem de um Bom Natal, quase cantado por alguns dos melhores tenistas do mundo. Divirtam-se.

Autor: paulocleto Tags:

domingo, 14 de dezembro de 2008 Sem uma categoria | 18:36

DEVOLVEDORES

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Se o saque sempre teve uma importância monumental no jogo de tênis, há cerca de quarenta anos a devolução de serviço passou por uma revolução e aos poucos foi adquirindo uma importância tão grande quanto o serviço.

A maior responsabilidade dessa revolução tem que ser creditada a Jimmy Connors e suas magistrais devoluções, tanto a de direita com o swing compacto como, especialmente, a de esquerda reta com as duas mãos. Para ser ter uma idéia melhor desse momento histórico é só dar mais uma olhadinha no vídeo que postei há poucos dias entre Laver, o grande sacador/voleador, e Connors, destruidor de sacadores, no início dos anos setenta.

De lá para cá o tênis mudou, várias vezes, drasticamente. Os sacadores melhoraram absurdamente, assim como os devolvedores. Por conta disso, o post de hoje, após temos analisado as estatísticas dos sacadores, é sobre os devolvedores.

Não é surpresa que o campeão nesse fundamento seja o Animal Nadal. Ele lidera os pontos vencidos nas devoluções de 1º e 2º serviços e nos games como devolvedor. Só não lidera as estatísticas do aproveitamento dos break-points, um dado interessante já que na sua frente estão Djokovic e Nalbandian. Já coloquei em outras ocasiões que o aspecto mental é uma das forças do sérvio. Quanto a Nalbandian, talvez o melhor devolvedor em quadras rápidas, não deixa de ser uma boa surpresa tal eficácia mental.

Quem tem bastante sucesso como devolvedor também é Davydenko, o 2º nas mesmas três estatísticas que Nadal lidera, porém em 7º no aproveitamento dos break-points. Fica então claro que se o russo tivesse o mental no padrão de sua técnica, seria um tenista ainda mais perigoso e candidato mais forte aos títulos no GS.

Interessante ver Verdasco, que tem altíssima percentagem de 1º saque, ser o 4º no aproveitamento de BP convertidos. O espanhol não tem golpes contundentes, mas conhece o jogo. Outro espanhol, David Ferrer, aparece nas quatro estatísticas e, apesar de não ser bom sacador, conta com sua regularidade como recebedor para se dar bem.

Murray, que no 1º semestre ainda era um tanto dispersivo, é o 4º devolvendo o 1º saque, o 3º devolvendo o 2º, o 6º nos games quebrados, mas não aparece entre os 10 melhores nos aproveitamento dos break-points. Imagino que em 2009, com sua recém adquirida confiança e novo foco na carreira, terá melhor aproveitamento.

Um dado impressionante é que os melhores devolvedores conseguem quebrar o adversário em cerca de 30% dos games. Nadal, o 1º, quebra em 33% das vezes que recebe e Federer, o 10º, em 27%. Isso é um média de 2 quebras por set – aí não tem quem segure, já que se o cara sofrer uma quebra ainda leva o set.

Para aqueles que procuram razões para a ausência de um maior sucesso de Federer, notem que ele, o segundo do ranking mundial, está somente em nono em duas das estatísticas, em décimo em outra e na mais mental – % de BP aproveitados – sequer aparece.

O argentino Del Potro é outro que mostra a importância da devolução no seu sucesso. Ele está entre os 10 melhores nas quatro estatísticas. Alie-se a isso o estrago que um jogador da altura dele pode fazer com seu serviço e temos uma ótima inspiração para o brasileiro Thomas Bellucci, que de mais de uma maneira tem jogo semelhante ao argentino.

A maior surpresa talvez seja outro argentino, Juan Mônaco, 47º no ranking, que aparece em duas estatísticas. Imagine o quanto ele é “ruim” nos games sacando. Outra anomalia é o 6º, o 7º e o 8º do mundo, Tsonga, Simon e Roddick, não aparecerem em nenhuma.

Para encerrar, dos 40 nomes que aparecem nas 4 estatísticas, somente seis batem o revés com uma única mão. Lembrando que cerca de 80% ou mais dos saques são direcionados ao revés. Isso responde a várias perguntas dos leitores.

Abaixo as estatísticas:

Pontos vencidos devolvendo 1º serviços
Jogador % Partidas
1. Nadal, Rafael  34 90
2. Davydenko, Nikolay  34 71
3. Djokovic, Novak  33 78
4E. Murray, Andy  33 72
4E. Verdasco, Fernando  33 72
6. Ferrer, David  33 64
7. Del Potro, Juan Martin  33 59
8. Monfils, Gael  33 47
9. Federer, Roger  32 80
10. Blake, James 32 68
Pontos vencidos em 2º serviços
Jogador % Partidas
1. Nadal, Rafael  55  90
2. Davydenko, Nikolay  55 71
3. Murray, Andy  54 72
4. Ferrer, David  54 64
5. Del Potro, Juan Martin  54 59
6E. Berdych, Tomas  54 54
6E. Nalbandian, David  54 54
8. Monaco, Juan  54 47
9. Federer, Roger  53 80
10. Djokovic, Novak  53 78
Break points convertidos 
Jogador % Partidas
1. Djokovic, Novak  47 78
2. Nalbandian, David  46 54
3. Nadal, Rafael  45 90
4. Verdasco, Fernando  45 72
5. Del Potro, Juan Martin  45 59
6. Wawrinka, Stanislas  45 55
7. Davydenko, Nikolay  44 71
8. Berdych, Tomas  44 54
9. Blake, James  43 68
10. Ferrer, David 43 64
Games de devolução vencidos
Jogador % Partidas
1. Nadal, Rafael  33 90
2. Davydenko, Nikolay  32 71
3. Del Potro, Juan Martin  32 59
4. Djokovic, Novak  30 78
5. Monaco, Juan  30 47
6T. Murray, Andy  29 72
6T. Verdasco, Fernando  29 72
8. Ferrer, David  29 64
9. Nalbandian, David  29 54
10. Federer, Roger 27 80

Notas relacionadas:

  1. Um oceano de habilidades
  2. Connors em cana.
  3. Sacadores 2008
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008 Sem uma categoria | 20:42

Sacadores 2008

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O maior corta-físico do circuito atual é o croata de 2.08 m de altura Ivo Karlovic. Esta temporada ele encaixou 961 aces, o bastante para deixar qualquer um com uma boa grana no bolso e colocá-lo como líder do fundamento entre os profissionais. Lembro quando o croata explodiu no circuito em 2003, ao passar pelo qualy e vencer Lleyton Hewitt na 1ª rodada de Wimbledon. Fui a conferencia de imprensa logo em seguida e presenciei uma das cenas mais constrangedoras do circuito. O gigante croata era tão inibido, tão self-conscious que não conseguia finalizar uma sentença. Ele gaguejava todas as palavras e, apesar do microfone, falava tão baixinho que era dificílimo entender. Ele tem investido em melhorar o problema, mas até hoje sua maior paranóia é o discurso que o tenista é obrigado a fazer em quadra após conquistar um título. Nem sonhe em convidá-lo para entrevistas na TV.

Ao contrário de muito sacador, Ivo consegue colocar uma altíssima porcentagem de 1º serviço em quadra – 66%, o que o deixou em 10º lugar. O líder em porcentagem foi Fernando Verdasco, quer não é jogador de ficar dando muitos aces, e foi seguido de Potito Staracce e Hanescu.

Na frente dele, neste quesito também está Andy Roddick, com 68% e no 5º lugar. Andy ficou também em 2º lugar nos aces, com 889, o que prova que o americano é ótimo sacador.

 Roddick venceu 91% dos games que sacou, Ivo 90, Federer 89 e Nadal 88. Em seguida; Soderling, Djoko, Stepanek, Lopez, Tsonga e Ancic.

 O croata ganhou 81% dos pontos que encaixou o 1º serviço, Roddick 80 e Sodderling e Fish 78. Federer 77%. Depois Berdich, Tsonga, Stepanek, Gasquet e Tisarovic.

 Até aí estatísticas de sacadores. Agora coloco outras duas na mesa que exigem mais do tenista:

 Quando obrigados a jogar com o 2º serviço – que é uma vantagem que mescla o talento e a habilidade do sacador com a do jogador – o ranking ficou: Nadal, Federer, Djoko, Roddick, Andreev, Matthieu, Gonzalez, Moya, Almagro, Korlschreiber. Não deixa de ser interessante a mistura dos lideres do ranking com esse outro pessoal!

Para completar, e nesta eu vejo mais claro a força mental do que a habilidade do sacador. Os líderes dos tenistas que fecharam a porta na cara dos adversários e salvaram break-points, uma forte características dos grandes jogadores, na temporada 2008 foram:

Federer, Djoko, Soderling, Roddick, Ancic, Nadal, Karlovic, Tsonga, Bolelli e Gonzalez. Uma bela mistura de tenistas com bons serviços, boas mentes e concentração. Confesso que a presença do italiano e do chileno surpreendeu. Mas os números não mentem.

Os números mostram a importância do saque, tanto para os campeões como para aqueles que vivem dele. Pode-se conquistar bastante com um grande serviço. Mas também fica claro que grandes tenistas precisam extrair o máximo do serviço – sem isso fracassam.

A grande ausência nessas estatísticas foi Andy Murray. Talvez porque só no fim da temporada começou a sacar forte e melhor, a grande melhora técnica em seu jogo. Talvez porque nesta temporada ainda vá aparecer mais nas estatísticas dos devolvedores.

  

Ivo Karlovic e Olivier Rochus: o mais alto e o mais baixo do circuito.

Notas relacionadas:

  1. Coerência e liderança
  2. Andy e mais um
  3. Connors em cana.
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terça-feira, 9 de dezembro de 2008 Sem uma categoria | 22:28

O Holandês Fantasma.

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Se alguém duvida que quase tudo é possível dentro de uma quadra de tênis é só considerar a carreira do “fantasma” holandês Martin Verkerk que chegou à final de Roland Garros de 2003  e… mais nada.

Verker chegou à final do GS de maneira tão surpreendente quanto Gustavo Kuertem em 97. A diferença é que após a conquista. o brasileiro, depois um ano difícil, encontro seu caminho e chegou ao topo do ranking. Por seu lado, Verkerk se acomodou na mediocridade, apesar de ainda ter ganho Amersfoot, Holanda, em 2004. Fora isso, nada.

Aos 32 anos o holandês declarou que abandona as quadras por “acreditar que precisaria de uns dois anos para entrar em forma e ritmo competitivo”. Bem, eu precisaria de menos, talvez um ano, mas aí já estaria com mais de sessenta, o que me excluiria do assunto, enquanto ele estaria com 34. Se não conseguiu fazê-lo aos 27!  Feitas as contas ele pendurou a raquete.

Só para lembrar, para chegar à final, Verkerk – que tinha uma carinha de maluco de pedra – bateu Krajan(??), Horna, Spadea, Schuttler (êta chavezinha maneira), Moya (8/6 no 5º) e Coria (em 3 sets e mais uma tremida do argentino).

Com a vitória ele chegou a 14º do ranking. Na temporada seguinte já despencou e nunca mais voltou a ficar entre os 150. Por um tempo saiu do ranking totalmente, abandonou as quadras, voltou, viajou, voltou e agora, como 263º, me saiu com essa explicação. Se foi e não fará falta, a não ser como uma curiosidade.

Talvez em protesto, talvez por achar que já que o Verkerk estava lá ele também poderia aparecer, outro holandês maluco decidiu dar uma cor à final de 2003, afinal o jogo foi uma sonolência só; 6-1 6-3 6-2. Pegou suas bolinhas e foi para a Central. Foi o ponto alto – não tão alto – da partida.   O fantasma Verkerk

O amigo dele na Philippe Chartrier 

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Sem uma categoria | 19:20

Os problemas da ATP

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Dizem que atualmente é um dos empregos mais cobiçados no esporte – o salário atual é de U$1 milhão, bem menos do que os U$1.6 Larry Scott, presidente da WTA ganhou em 2007. Pelo menos se pode dizer que não faltarão desafios se tratando da ATP não chega a ser uma surpresa a demora na escolha. Uma hora um nome é aventado, outra hora um novo nome surge correndo por fora. Várias pessoas de dentro do tênis sondaram ou foram sondadas, desde o pai de John McEnroe até Larry Scott. Os nomes da hora são Adam Helfant, ex-diretor de marketing da Nike e o de Patrice Clerc, o francês que liderou o torneio de Roland Garros durante anos. Supostamente esta semana o nome será escolhido.

 Um dos primeiros problemas que o novo CEO terá que enfrentar é o pedido dos torneios mundo afora de não serem obrigados a aumentar os prêmios em 2009. Essa foi uma das exigências da ATP para a nova temporada. A pegadinha é que o plano foi aprovado antes da crise econômica mundial. Por conta de nova realidade, a cada dia um patrocinador pula fora, aconteceu o pedido coletivo dos donos dos torneios, entre eles o Brasil Open.

O pedido foi apresentado e a atual gestão da ATP fez ouvidos de mercador. Como o atual CEO está mais queimado do que bituca de viciado no meio da madrugada ele vai deixar a negociação para o próximo. No que fez bem, mas é mais um problemão em Ponte Vedra, que vem mostrando indecisão em mais de uma área. O pessoal lá está mais perdido do que cego em tiroteio.

Notas relacionadas:

  1. Coerência e liderança
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008 Sem uma categoria | 19:02

Paciência

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Bem pessoal, como se diz por ai, estou uma …. O meu computador, talvez achando que é tenista, decidiu entrar em férias e simplesmente não abre. Estou offline desde sábado.

 O pior é que, às vezes funciona e então simplesmente desliga. Só não foi pela janela porque o prejuízo seria sério. O geek de plantão prometeu estar aqui amanhã, terça, pela manhã e espero que não seja o caso de realmente jogar o negócio pela janela.

 Enquanto isso escrevo em computador emprestado e ainda hoje postarei algo. Paciência. 

Acho que está na hora de trocar meu computador.

 

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