casando com o tênis
Enquanto que a assinatura do patrocínio do Correios com a CBT é algo a ser celebrado por todo o tênis brasileiro, a celebração da assinatura do patrocínio do Banco do Brasil com Gustavo Kuerten fica restrita à champagne na casa do tri-campeão de RG.
O quanto o patrocínio do Correios irá ajudar, de fato, depende de como a CBT vai usar o dinheiro. A CBT fala em generalidades tipo “preparação dos tenistas brasileiros, eventos nacionais e internacionais e a presença na Copa Davis”, mas não apresentou como serão feitos, de fato, os investimentos. Como a negociação demorou um ano, houve de tempo de sobra para fazer o planejamento. Se houver a tão anunciada transparência do início da gestão Jorge Rosa, que de fato nunca se tornou uma realidade, ficará mais fácil de avaliar.
É preciso aguardar para se ver como os cerca de R$320.000,00 mensais – R$3.840.000, 00 p/ ano – serão gastos e investidos. É um belo dinheiro, que pode fazer uma bela diferença no esporte. Idéias não faltam, infelizmente as decisões na CBT ainda são feitas às portas fechadas e por um numero reduzido de pessoas, longe da também tão anunciada “democracia”.
Não sei se é viável ficar ouvindo muita gente para se fazer decisões, mas que então deixem isso claro. Isso já foi o problema de gestões passadas. É preciso também aguardar se o presidente Rosa vai manter a palavra empenhada de “abrir” a CBT ou se a entidade continuará hermética, não transparente e para amigos do rei. Ultimamente, Rosa, que se afastou do promotor de eventos Nelson Aertz, que tinha agenda própria e mandava e desmandava na CBT, tem procurado um dialogo mais amplo do que Aertz permitia ou queria.
Uma coisa é certa. Há que se parabenizar a gestão Rosa por ter ido atrás e conquistado o patrocínio de uma empresa como Correios. A tarefa não deve ter sido fácil. A tradição da empresa é de “casar” com o esporte – vide a natação. Isso, junto com uma boa administração da verba, pode assegurar o patrocínio no longo prazo, que é o que realmente faria a diferença. O tênis agradece. E aguarda.








