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quarta-feira, 25 de março de 2009 Sem uma categoria | 01:21

Magoou

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Larry Scott foi um tenista decente, sem atingir, nem de longe, aquele sucesso que faz com que fãs saibam exatamente quem foi. Na verdade era melhor duplista do que singlista. Após o fim da carreira foi trabalhar na ATP, onde ficou sem espaço para crescer e acabou aceitando liderar a WTA, a associação das mulheres e organizadora do circuito feminino.
Lá permaneceu seis anos e conseguiu assinar o maior patrocínio do circuito do tênis – U$88 milhões em seis anos – fazendo da Sony Ericsson a patrocinadora do circuito. No entanto, sua maior ambição dentro do tênis era unir o circuito masculino e o feminino, de preferência com ele na liderança, algo que era o sonho de vários e uma tremenda idéia, mas foi constantemente barrado pelos homens que não querem nada a ver com as mulheres.

Isso o frustrava, mas a gota d’água foi o fato de não ter sido chamado para ser presidente da ATP. Como não existe um cargo maior para ele dentro do tênis profissional, acabou aceitando o convite para entrevista e, consequentemente, para o cargo de presidir uma das conferencias esportivas universitária – a Pacific 10 – que reúne 10 grandes universidades da costa oeste americana em diferentes esportes. O cargo é uma porta de entrada para futuros cargos de gerencia no esporte americano e o rapaz deve receber cerca de U$1.5 milhões ano para o trabalho e afogar suas mágoas.

Larry Scott – adeus ao tênis.

Autor: paulocleto Tags:

terça-feira, 24 de março de 2009 Sem uma categoria | 17:08

Por que?!

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“E por que o Federer, como presidente do conselho da ATP, deveria “defender” o status de Monte Carlo, Cleto? O que Monte Carlo tem de tão especial, além de príncipes e princesas, glamour, cassinos, hotéis e milionários?”

Esta é a pergunta da minha leitora Rafaela, no post anterior. Uma das qualidades extra-quadra de Roger Federer é a insistência e a elegância com que o suíço defende a tradição do esporte tênis. Está na maneira como se veste – alguém já o viu em camisas estampadas, chamativas ou sem mangas? E com shorts/piratas? Dá para esquecer o blazer beije na cerimônia da premiação em Wimbledon?

Monte Carlo é o mais antigo e tradicional “Master 1000″- jogado desde 1897. É mais de 100 anos, uma tradição valiosa e difícil de construir. Além disso, no ano passado, junto com Nadal, ele foi um que criticou o então presidente da ATP em sua decisão de tirar Monte Carlo dos nove principais eventos do circuito. Agora que foi eleito presidente do conselho da ATP e ajudou a despedir o homem, talvez fizesse sentido estar presente no torneio.

Federer, uma amante da tradição.

Autor: paulocleto Tags:

terça-feira, 17 de março de 2009 Juvenis, Sem uma categoria, Tênis Brasileiro | 12:05

No gramado

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Dentro do complexo de Indian Wells existe um gramado onde os tenistas gostam de se alongar, dar suas corridinhas, se aquecer, tomar um sol, uma certeza diária no deserto da Califórnia. Esse é um cenário diferenciado de boa parte dos eventos, como por exemplo, Miami ou U.S Open, onde tudo é cimentado ou totalmente “no friendely outdoors” para os tenistas.

Abaixo coloco duas pequenas curiosidades ou quizzes para vocês.

Primeiro, concorrendo ao grande prêmio, quem é a tenista na foto se alongando e fazendo o dia de seu treinador?

Segundo, esqueçam, se possível, da Aninha mostrando que tem ou mãos de manteiga ou total falta de coordenação nas mesmas, e descubram uma das coisas inexplicáveis no tênis brasileiro.

Isso dói?

Autor: paulocleto Tags:

Sem uma categoria | 01:01

Confiança e grosso

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Acompanhei atento a partida entre Tommy Robredo e Marin Celic. Dois estilos distintos e agrdáveis de acompanhar quando se conflitam. Robredo está confiante após as vitórias no saibro da América do Sul e fez bem a transição para a dura. Já Celic joga sempre agredindo e no limite. O espanhol ganhou na cabeça e no coração.

Já a partida entre Federer e o sacador/grosso Karlovic valeu pelos raros lampejos federianos parmitido pelo corta fisico croata.

Autor: paulocleto Tags:

domingo, 15 de março de 2009 Sem uma categoria | 23:50

Like a Rock

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Estava acompanhando um pouco dos jogos de Indian Wells. Não sei se o pessoal de hoje tem a noção do que é poder acompanhar todos essas partidas que aparecem em nossa TV. Acho maravilhoso e fico radiante em estar vivo e aproveitando o que o mundo tem a me proporcionar.

Aceito o que vem com o território. Nem tudo o que está ai eu gosto e muitas coisas não gosto nem um pouco. Não vou listá-las, pois estou otimista e lutando, “Like a Rock”, para me manter positivo.

Certas coisas do passado me parecem que eram melhores, outras mais interessantes, e muitas me falam com uma importância desmesurada ao meu emocional. Porem tudo isso é mais para eu viver no meu intimo, que é maior do que às vezes eu gostaria, e compartilhar, pelo menos pela internet, bem a conta gotas.

Prefiro focar nas coisas que me fazem feliz atualmente e não são poucas. A lista é extensa, mas hoje e aqui fico com acompanhar grandes jogos de tênis no conforto de minha casa, às vezes ouvindo João Gilberto com Stan Getz e às vezes, como agora, o Bob Seger se esgoelando nas minhas JBS e dando graças a Deus por ter vizinhos distantes e surdos.

Enquanto a maioria dos que comentam neste blog se contenta em manter acesa uma bem vinda e rica rivalidade entre os dois melhores tenistas da atualidade, outra benção que tenho, pela paixão que dedico ao esporte branco, prefiro voltar meus olhos à amplidão de opções que o tênis oferece.

Depois de viajar por 20 anos pelo circuito e mundo afora, adoro ver o quanto um bom televisionamento me oferece. Ótimas imagens, excelente captação de som, close-ups reveladores, estatísticas ilustrativas, boa visualização da quadra, bola e emoções, replays interessantes, comentários informativos e tudo isso sob o comando da minhas teclas mute e do zap.

Os que quiserem se restringir, como fanáticos do futebol, que só conseguem se excitar nos limites que seus times oferecem e restringem, por favor fiquem à vontade. Aqueles que querem um pouco mais do tênis, e da vida, desfrutem de tudo que está ai à disposição.

Bob Seger me acompanha em Indian Wells.

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segunda-feira, 9 de março de 2009 Sem uma categoria | 19:20

Kim

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Há rumores na imprensa inglesa – no The Times – que a belga Kim Cljisters estaria treinando seis horas por dia, quatro vezes por semana, com técnico e preparador físico, bem mais que uma tarde de festas exigiria.
Como noticiei, Kim acompanhará Tim Henman, Steffi Graf e Andre Agassi na inauguração do teto da Quadra Central de Wimbledon em Maio.

Vale lembrar que a moça abandonou as quadras em Maio de 2007, aos 23 anos, casou, teve um filho o ano passado e não pode curtir a alegria da maternidade, pois viu o pai, um ex- jogador da seleção belga de futebol, morrer de câncer dois meses atrás. Talvez todo o esforço seja uma maneira de lidar com a dor, já que ela e o pai eram bem próximos.
Kim sempre foi uma das tenistas mais gostadas pela imprensa, público e organizadores pela sua personalidade dentro e fora das quadras. Isso, junto com o momento da moça, pode ter razão direta na sua escolha pelos diretores do All England.

Agora o pessoal do The Times, que geralmente sabem do que falam, cogita que a volta da ainda jovem mãe às quadras é uma possibilidade. Aguardamos – o circuito bem que poderia abraçar uma personalidade como a de Cljisters.

Kim na época da maternidade.

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sábado, 7 de março de 2009 Sem uma categoria | 23:19

Maria is back.

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Uma boa notícia para a legião de fãs de Maria Sharapova, que não é pequena. A russa não joga um torneio desde Agosto, por conta de um problema no ombro direito e da conseqüente cirurgia que tentou evitar e não pode evitar já em Outubro, volta a competir a semana que vem.

Há quase dois meses ela voltou a treinar na Academia de Bollettieri, na Florida e quase jogou o Aberto da Austrália, quando afirmou que o ombro estava bom mas não se sentia “em jogo”. Desta vez estava praticamente certa de jogar Indian Wells na próxima semana, mas desistiu de jogar as simples. Agora os boatos são que ela jogará duplas com Elena Vesnina, para testar seus fluídos competitivos e o ombro.

A moça afirma que não consegue jogar três dias seguidos sem sentir o ombro cansar e doer durante o saque – por isso quer ir devagar. Em contusões dramáticas como no ombro é sempre bom ser conservador, porque é o tipo de contusão que pode encurtar uma carreira. Por isso, sua volta aos eventos principais deve acontecer só em Miami, mais para o fim do mês. O azar da moça é que logo depois disso começa os torneios sobre o saibro, justamente sua pior hora na temporada. Pela longa ausência, Sharapova já perdeu muitos pontos e viu seu ranking despencar para 23, fora os pontos de semifinal de Indian Wells. Até pegar ritmo e confiança o estrago deve ser maior.

Por outro lado, a moça estará de volta às quadras e cheia de vontade. Espero que tudo corra bem para ela, já que é uma tenista de muita personalidade e carisma, além de trazer uma bela medida de beleza para as quadras.

Maria, uma boa razão para abraçar a fisioterapia.

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009 Sem uma categoria | 15:50

Teimosura

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No relacionamento técnico-jogador nem sempre o técnico ganha as discussões. Infelizmente, ou felizmente? Tenista é um bicho cabeça-dura e alguns só são piores do que outros. Vocês acham que o Federer não quer um técnico por que? Primeiro porque não quer dividir as glórias, mas principalmente porque não quer ouvir o que não quer. Por isso sua ultima tentativa foi Tony Roche, um técnico que não vai forçar nada, nem discutir coisa alguma. Com o barco vazando água talvez aceite um Cahill na sua vida, que é um longo caminho de um técnico mais assertivo.

Digamos, ao contrário de um Brad Gilbert ou mesmo um Jimmy Connors, que trabalharam com Andy Roddick e que o americano mandou embora por conta das divergências até suaves. Sabem por que o Connors foi despedido? Na volta de uma das viagens ao Oriente, Andy queria parar e treinar em Nova York, onde, por acaso, estava sua nova namorada e hoje noiva, a modelo Brooklyn Decker, uma figura de parar o trânsito ou, na pior das hipóteses, fazer um homem perder o caminho de casa.

Connors, o técnico que casou com uma coelhinho da Playboy e devia conhecer melhor o poder das entranhas, bateu o pé e disse para o pupilo vir para a Califórnia, onde ele mora. Os dois colocaram seus pontos de vista, nenhum quis ceder e a discussão ficou pessoal, o pior cenário para uma desavença profissional. Roddick deve ter feito as contas de quanto era o salário semanal, quem estava no lado pagador e quem estava no lado recebedor, e acabou despedindo o técnico que nunca foi homem de abaixar a cabeça para ninguém nem precisa de dinheiro para viver muito bem. Esse negócio de democracia em um relacionamento técnico/jogador é um tanto difícil de acontecer como de administrar. Um sempre acaba cedendo mais do que o outro ou há uma alternância ou a vara quebra.

Com certeza o tenista mais inflexível dos que treinei, ou pelo menos o que não fazia muita cerimônia em ser inflexível, foi Luiz Mattar. Nosso relacionamento nas quadras durou 10 anos, praticamente toda sua carreira. Uma de suas principais qualidades, e uma das razões para ter se dado bem em um circuito tão competitivo, foi essa sua característica, que pode ser também uma razão para dificultar o crescimento e ampliar os horizontes. Algumas de nossas divergências foram marcantes, umas divertidas outras nem tanto, não raras curiosas e muitas incontáveis.

Em 1987 Mattar venceu a semifinal do Torneio de Itaparica, batendo Sergio Casals, atual sócio de Emilio Sanchez em suas academias, nas semifinais. A partida foi uma batalha, com Nico se impondo no terceiro set, debaixo daquele sol baiano que tantas vezes mandou tenistas “animais” de físico, como Muster e Courier, precocemente para casa.

Após horas de uma luta excruciante, debaixo de sol escaldante ,Mattar queria dormir no ar condicionado ligado no máximo, algo que eu não aprovava nem gosto. Uma coisa é o ar condicionado para refrescar, outra é deixá-lo no máximo como se fosse o Alasca, para contrastar com o calor dos infernos dentro de uma quadra. Lembro que naquela noite discutimos por conta disso. Como o cara havia vencido a semifinal e no dia seguinte teria que voltar à quadra para jogar a final, foi de sua maneira.

A final era contra Andre Agassi, então com 18 anos e sem nenhuma responsabilidade de vencer. Mattar deve ter dormido como um anjo no seu adorado friozinho. Eu, da minha parte, tinha que me enrolar em cobertores nessas horas e, convenhamos, é um paradoxo passar a noite debaixo de um cobertor na Bahia.

Na manhã seguinte Nico acordou totalmente entupido e febril, tanto pelas horas debaixo do sol como pelo contraste da noite dormida no ambiente polar. Não que ele admita isso até os dias de hoje, mas Deus os fez teimosos e então tenistas.

O primeiro set, novamente debaixo de um calor dos infernos – vale lembrar que Agassi cresceu no deserto do Nevada e treinava na Florida – ainda foi equilibrado, sendo decidido no 7×5. No segundo set, a saúde do brasileiro, que também era um “animal”, arriou de vez e o americano partiu para o primeiro título de sua ilustre carreira; os dois ainda jogariam uma outra final, desta vez em Scottsdale, no deserto do Novo México, com outra vitória de Agassi.

Se desta vez a teimosia do tenista pode ter lhe custado um título, que eu totalmente acreditava ser possível nas circunstâncias de então, a mesma teimosia lhe abriu a porta de outro título, assim como me abriu uma porta para qual lhe serei grato até o fim dos meus dias. Mas isso é para outro dia, outro post. Um dia é da caça e outro do caçador. Hoje é da caça.

 Mattar, bravo dentro das quadras.

 

 Inaugurando mais um call center.

 

Notas relacionadas:

  1. Um oceano de habilidades
  2. Sacadores 2008
  3. DEVOLVEDORES
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sábado, 21 de fevereiro de 2009 Sem uma categoria | 14:31

Diplomacia e tanques.

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Depois das contusões, e conseqüentes abandonos, de Federer e Nadal no Torneio de Dubai, o americano Andy Roddick chutou o pau da barraca disse que não vai aos Emirados Árabes defender seu titulo conquistado em 2008, o que terá grande conseqüência em seu ranking.

O americano, que está nas semifinais de Memphis, não procurou meias palavras nem subterfugios para explicar seu abandono do evento. “Não acredito que se deva fazer política através de esporte.” Não sei se foi a melhor maneira de explicar sua atitude, já que dá para pensar que a decisão dele também é política. Não deixa de ser estranha a postura do americano, após o evento, e o governo, terem voltado atrás com a postura e o fato ter sido revertido de uma maneira positiva para o esporte em geral. Assim como não deixa de ser corajosa e transparente.

Paralelo a isso, o evento feminino foi multado em U$300 mil e parte disso irá para Pe’er, que recebera U$44.250, 00 e sua parceira de duplas, Anna Groenenfeld, U$7.950,00. A israelense terá garantido um convite, mesmo que não se classifique, para o Torneio de 2010. Ou seja, a WTA já digeriu o sapão do deserto com a ajuda de U$300 mil e promessas de bom comportamento futuro. Um bom exemplo de que diplomacia e uma boa conversa resolvem melhor que ameaças, porradas e tanques.

Andy – transparente.

Notas relacionadas:

  1. Andy e mais um
  2. Connors em cana.
  3. Sacadores 2008
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Sem uma categoria | 14:03

Pesos e inspirações

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Acho que desconhecem o quanto importante é a participação de vocês neste Blog. Hoje, esperando o trânsito diminuir para então poder pegar a estrada, li os comentários ainda não lidos e logo me inspirei. Vocês tem o poder de sugerir, influenciar, inspirar pautas; é só pensarem uns passos adiante de Federer x Nadal.

A Maysa Caruso quer informações sobre os benefícios de trocar o encordoamento e colocar peso na raquete, com o intuito de colocar mais velocidade e potencia na bola. O Felipe conta uma história ótima sobre o Franco Ferreiro, o que me fez lembrar  algumas história que conheço, ou vivi, na mesma linha. Respondo à Maysa agora e tentarei, durante o Carnaval, contar algumas historinhas; inclusive a do Bush e a do Federer em Nova York. E desta vez não falharei.

Colocar peso na raquete é uma pratica antiga usada pelos os tenistas para se adaptarem à variáveis do tipo; bolas mais ou menos pesadas, altitude do local do jogo, estilo do jogo, ou simplesmente o acerto da raquete. Durante anos, os tenistas usavam o chumbo que revestia as bocas das garrafas de vinho – o que por si é uma aberração pois o chumbo é extremamente nocivo à saúde – para colocar no aro da raquete. Eles tentavam em diferentes lugares da cabeça da raquete ( muitas vezes o melhor mesmo seria colocar algo em suas próprias cabeças), algo como é feito no alinhamento de rodas, até acharem o equilíbrio ideal – ou pelos menos acreditarem nisso. Com o tempo, chegou ao mercado as fitas de chumbo para tal fim. Atualmente, os bons tenistas profissionais conseguem com que as fábricas lhe entreguem as raquetes já balanceadas “sur mesure”.

Para os amadores, os acertos podem ser evitados se a compra for feita com paciência e procurando o equilíbrio ideal antes de comprar – não deixem o vendedor lhe empurra o que eles têm.

No entanto, se você quiser colocar mais peso na cabeça da raquete, isso vai colocar mais energia e força no impacto – física! – e fazer a bolinha “andar” mais, talvez até demias. As fitas devem estar por aí nas melhores lojas. Pode distribuir pela cabeça ou tentar concentrar na ponta. Mas irá mudar o seu relacionamento com a raquete, como poderá lhe causar dores no braço.

Sugiro ignorar a sugestão de nosso leitor Fernando, pelo menos sobre a corda, mas prestar atenção ao resto, já que o seu relato, bem interessante, oferece uma boa idéia das dificuldades e aventuras de se mexer com peso em uma raquete. A razão de não usar a Luxilon, ótima corda e provavelmente a mais usada no circuito profissional, é exatamente essa; é uma corda para profissionais que dão muita porrada na bola e não para uma amadora, sem aquele bração, que quer ver sua bola andar. Para isso é melhor uma corda mais flexível (a Prince Sintetic Gut é uma boa opção).

Duas sugestões: vá ali, em frente ao clube, onde há uma loja de tênis com uns rapazes atenciosos encordoando e coloque o que você busca; eles lhe apresentaram algumas sugestões. Talvez possam lhe ajudar com o equilíbrio da raquete.

É bom lembrar certas coisas quando for mexer com cordas, pressão (do encordoamento) e pesos. É uma busca que deve ser feita com paciência e know-how. Como o relato do Felipe transparece é uma busca de erros e acertos. E quando você busca mais velocidade de saída de bola de sua raquete, abre mão do controle e vice versa.

“Seu idiota inconsiderado, são 3 da manhã, para de fazer essa raquete dos infernos!!

Eu colocaria mais tensão nas cordas!

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