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domingo, 10 de agosto de 2008 Sem uma categoria | 23:30

Federer e seu coach

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Já que só chove em Pequim, vamos aproveitar para nos distrair. Se você joga tênis e gosta de música, com certeza já pegou a raquete para atacar de guitarrista imaginário. Se não fez, tem alguma coisa errada contigo. E não sou só eu que acho.

O campeão Roger Federer também tem outros talentos, incluindo a capacidade de tirar um bom som de sua raquete, e não estou me referindo a quando bate sua esquerda flat, na corrida, na paralela. No vídeo abaixo, ele receber a visita de seu “coach” que tenta lhe passar alguns movimentos com os dedos. Talvez o vídeo transpareça, sutilmente, a maneira como Roger enxerga a figura do coach.



Este é o outro de Federer e seu coach

Autor: paulocleto Tags:

sexta-feira, 8 de agosto de 2008 Sem uma categoria | 14:20

No ar.

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A Cerimônia de Abertura é uma festa condizente com a grandeza dos Jogos Olímpicos. A coreografia foi um show, idealizada pelo cineasta Yimou Zhang, conhecido por filmes como Lanternas Vermelhas, Herói e Clã das Adagas Voadoras. O diretor não podia deixar de usar o ar como principal elemento da coreografia, e apresentar, como gran finale, um atleta pendurado pelos cabos de aço, para “caminhar pelo ar”, uma das características dos heróis de seus filmes, e acender a “Chama Olímpica”.

Não vou me alongar nos detalhes, pois quem quis viu, quem não quis não viu, ou assisti mais tarde.

Ficando no principal assunto do blog, dois tenistas carregaram a bandeira de seus países; Roger Federer e Fernando Gonzalez. Nadal apareceu bastante, mas os espanhóis, que foram os mais “bagunceiros” do desfile, não lhe cederam a honra. Outros tenistas estiveram no desfile, alguns captados pelas câmeras e ignorados pelos comentaristas das cerimônias na ESPN-BRASIL e Sportv. Eu notei o Murray, o Hrbaty, que enfrenta o Bellucci na 1ª rodada, o Almagro, o Nieminem. Devem ter tido outros (a Aninha estava lá), mas não estive com os olhos pregados na TV.

Na ESPN, João Palomino e Andre Kfoury mesclaram o script entregue pelos organizadores com informações pessoais, uma tarefa ambiciosa e difícil. Na Sportv, Milton Leite foi acompanhado pelo Oscar do basquete, um cara divertido com entradas fora do script e uma perspectiva diferente.

As delegações mais aplaudidas, sem contar a da China, foram as da Coréia do Norte e Austrália. O porta-bandeira mais aplaudido foi Roger Federer, que teve um assédio incomum ao fim do desfile. Seus companheiros de equipe tiveram que fazer um cordão de isolamento para conter atletas de outros países que demandavam fotos e autógrafos. Federer é um dos poucos atletas dormindo em um hotel, fora da Vila Olímpica. Primeiro, porque quer ficar focado para tentar levar a medalha de ouro. Mas também porque não consegue ter tranqüilidade dentro da Vila. Quando foi lá almoçar, foi cercado por outros atletas todo o tempo que esteve lá. A imprensa internacional afirma que os atletas mais assediados pelos outros atletas são Federer, Nadal e Kobe Bryant. Só para deixar claro, mais uma vez, o impacto do esporte tênis em todo o mundo, inclusive no mundo esportivo.

Tive a sorte de entrar no estádio olímpico em três oportunidades para participar do desfile de abertura. Posso afirmar, sem receio, que a emoção atingida não foi semelhante em nenhuma situação na minha vida. Hoje, assistindo a alegria estampada no rosto de inúmeros atletas, veio aquela saudade gostosa de um momento especial.


No ar da Clã das adagas voadoras


No ar do Ninho dos Pássaros


Não voa, mas é avião


Alegria espanhola


Alegria chilena


Alegria suíça – no dia de seu 27 aniversário

Autor: paulocleto Tags:

Sem uma categoria | 14:20

No ar.

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A Cerimônia de Abertura é uma festa condizente com a grandeza dos Jogos Olímpicos. A coreografia foi um show, idealizada pelo cineasta Yimou Zhang, conhecido por filmes como Lanternas Vermelhas, Herói e Clã das Adagas Voadoras. O diretor não podia deixar de usar o ar como principal elemento da coreografia, e apresentar, como gran finale, um atleta pendurado pelos cabos de aço, para “caminhar pelo ar”, uma das características dos heróis de seus filmes, e acender a “Chama Olímpica”.

Não vou me alongar nos detalhes, pois quem quis viu, quem não quis não viu, ou assisti mais tarde.

Ficando no principal assunto do blog, dois tenistas carregaram a bandeira de seus países; Roger Federer e Fernando Gonzalez. Nadal apareceu bastante, mas os espanhóis, que foram os mais “bagunceiros” do desfile, não lhe cederam a honra. Outros tenistas estiveram no desfile, alguns captados pelas câmeras e ignorados pelos comentaristas das cerimônias na ESPN-BRASIL e Sportv. Eu notei o Murray, o Hrbaty, que enfrenta o Bellucci na 1ª rodada, o Almagro, o Nieminem. Devem ter tido outros (a Aninha estava lá), mas não estive com os olhos pregados na TV.

Na ESPN, João Palomino e Andre Kfoury mesclaram o script entregue pelos organizadores com informações pessoais, uma tarefa ambiciosa e difícil. Na Sportv, Milton Leite foi acompanhado pelo Oscar do basquete, um cara divertido com entradas fora do script e uma perspectiva diferente.

As delegações mais aplaudidas, sem contar a da China, foram as da Coréia do Norte e Austrália. O porta-bandeira mais aplaudido foi Roger Federer, que teve um assédio incomum ao fim do desfile. Seus companheiros de equipe tiveram que fazer um cordão de isolamento para conter atletas de outros países que demandavam fotos e autógrafos. Federer é um dos poucos atletas dormindo em um hotel, fora da Vila Olímpica. Primeiro, porque quer ficar focado para tentar levar a medalha de ouro. Mas também porque não consegue ter tranqüilidade dentro da Vila. Quando foi lá almoçar, foi cercado por outros atletas todo o tempo que esteve lá. A imprensa internacional afirma que os atletas mais assediados pelos outros atletas são Federer, Nadal e Kobe Bryant. Só para deixar claro, mais uma vez, o impacto do esporte tênis em todo o mundo, inclusive no mundo esportivo.

Tive a sorte de entrar no estádio olímpico em três oportunidades para participar do desfile de abertura. Posso afirmar, sem receio, que a emoção atingida não foi semelhante em nenhuma situação na minha vida. Hoje, assistindo a alegria estampada no rosto de inúmeros atletas, veio aquela saudade gostosa de um momento especial.



No ar da Clã das adagas voadoras



No ar do Ninho dos Pássaros



Não voa, mas é avião



Alegria espanhola



Alegria chilena



Alegria suíça – no dia de seu 27 aniversário

Autor: paulocleto Tags:

quinta-feira, 7 de agosto de 2008 Sem uma categoria | 17:34

As chaves de Pequim

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Como escrevi antes, o favoritismo nas Olimpíadas não fala tão alto quanto em outros torneios. Aqueles que souberem aproveitar os diferenciais da competição acabam levando vantagem sobre os que se perdem pelo caminho. Independente disso, já que as pirações particulares só descobriremos com as performances de cada um, vamos dar uma olhada nas chaves. Antes, é bom lembrar que a bola anda muito em Pequim, o que ajuda alguns e atrapalha outros.

Federer tem uma pedreira logo de cara com o russo/americano Tursonov. Na terceira rodada pode pegar o Berdych (o Karlovic saiu). Giles x Soderling – interessante. A Hrbaty é #266, mas não é nenhum bobo – muita atenção para o Bellucci. O Guccione vai sacar muito contra o Blake. O Davydenko pegou o Gulbis – é bom não afinar. Ferrer x Tipsarevic – dois encardidos. Nalbandian x Massu na 2ª rodada – clássico. Monfils x Almagro – quem vai chorar mais? Marcos Daniel contra o habilidoso Melzer – uma oportunidade de se vingar para o brasileiro que perdeu em 5 sets em Paris. Os saque/voleio dos malucos/belezas Stepanek x Llodra podem realizar mais divertida partida da 1ª rodada. O Hewitt pega o Nadal, que se diz cansado, na segunda rodada. O cansaço do espanhol pode ser aproveitado por alguém que esteja muito a fim de colocar uma medalha no peito.

Entre as mulheres o jogo é mais aberto. As meninas da antiga cortina-de-ferro sobem de produções quando defendem o país.

Se a Serena foi até lá, foi para ganhar. A irmã também. A Ivanovic tem algo a provar, após perder a 1ª posição do ranking. A Dementieva, a Kuznetsova e a Safina tem o perfil para se darem bem. A Jankovic vai rir enquanto deixarem. E, correndo por fora, uma série de meninas querendo subir no pódio – inclusive as chinesas que vão dar o sangue em quadra.

A chave de duplas deve ser super interessante. Uma medalha ali vale tanto quanto uma nas simples, por isso vários jogadores que ficam longe das competições de duplas participam e formam parcerias bem interessantes:

Federer joga com Wawrinka; Guccione e Hewitt; Nadal e Robredo; Gonzalez e Massu; Andreev e Davydenko; os irmãos Murray, contra Djokovic e Zimonjic. Uma competição bem aberta. Um alerta para os brasileiros Sá e Mello, que enfrentam Berdich e Stepanek logo de cara: o primeiro saca muito, e o outro voleia demais.

Autor: paulocleto Tags:

Sem uma categoria | 17:34

As chaves de Pequim

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Como escrevi antes, o favoritismo nas Olimpíadas não fala tão alto quanto em outros torneios. Aqueles que souberem aproveitar os diferenciais da competição acabam levando vantagem sobre os que se perdem pelo caminho. Independente disso, já que as pirações particulares só descobriremos com as performances de cada um, vamos dar uma olhada nas chaves. Antes, é bom lembrar que a bola anda muito em Pequim, o que ajuda alguns e atrapalha outros.

Federer tem uma pedreira logo de cara com o russo/americano Tursonov. Na terceira rodada pode pegar o Berdych (o Karlovic saiu). Giles x Soderling – interessante. A Hrbaty é #266, mas não é nenhum bobo – muita atenção para o Bellucci. O Guccione vai sacar muito contra o Blake. O Davydenko pegou o Gulbis – é bom não afinar. Ferrer x Tipsarevic – dois encardidos. Nalbandian x Massu na 2ª rodada – clássico. Monfils x Almagro – quem vai chorar mais? Marcos Daniel contra o habilidoso Melzer – uma oportunidade de se vingar para o brasileiro que perdeu em 5 sets em Paris. Os saque/voleio dos malucos/belezas Stepanek x Llodra podem realizar mais divertida partida da 1ª rodada. O Hewitt pega o Nadal, que se diz cansado, na segunda rodada. O cansaço do espanhol pode ser aproveitado por alguém que esteja muito a fim de colocar uma medalha no peito.

Entre as mulheres o jogo é mais aberto. As meninas da antiga cortina-de-ferro sobem de produções quando defendem o país.

Se a Serena foi até lá, foi para ganhar. A irmã também. A Ivanovic tem algo a provar, após perder a 1ª posição do ranking. A Dementieva, a Kuznetsova e a Safina tem o perfil para se darem bem. A Jankovic vai rir enquanto deixarem. E, correndo por fora, uma série de meninas querendo subir no pódio – inclusive as chinesas que vão dar o sangue em quadra.

A chave de duplas deve ser super interessante. Uma medalha ali vale tanto quanto uma nas simples, por isso vários jogadores que ficam longe das competições de duplas participam e formam parcerias bem interessantes:

Federer joga com Wawrinka; Guccione e Hewitt; Nadal e Robredo; Gonzalez e Massu; Andreev e Davydenko; os irmãos Murray, contra Djokovic e Zimonjic. Uma competição bem aberta. Um alerta para os brasileiros Sá e Mello, que enfrentam Berdich e Stepanek logo de cara: o primeiro saca muito, e o outro voleia demais.

Autor: paulocleto Tags:

Sem uma categoria | 12:52

Tênis Olímpico

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As chaves olímpicas costumam apresentar surpresas inesperadas. A maioria dos tenistas não consegue jogar no padrão a que estão acostumados. Uns não se inspiram tanto com os Jogos, sendo mais turistas privilegiados do que atletas comprometidos. O contraponto são aqueles que se imbuem do espírito olímpico e conseguem fazer uma apresentação acima do esperado. Muitos, simplesmente perdem o foco, graças às enormes distrações da vida na Vila Olímpica e os Jogos em geral. Estes últimos são a maioria nos casos de rendimentos abaixo do esperado.
Para quem nunca foi a uma Olimpíada é difícil entender o que acontece com a cabeça do tenista durante os Jogos. Eles piram com as distrações, o que acontece também em outros esportes. Ao contrário dos outros esportistas, a Olimpíada não tem o mesmo impacto dos outros grandes eventos do calendário do tênis. O impacto financeiro é nulo. Na verdade, esta Olimpíada parece estar mostrando um novo foco, com pontos do ranking sendo distribuídos pela primeira vez e com tenistas como Federer e Nadal alardeando seus compromissos com o ouro. Mas se olharmos a chave, ainda é uma longa distância de um GS.

Abaixo a lista dos medalhistas na era moderna. Até Barcelona, 1992, ambos semifinalistas levavam bronze. Vários deles, e especialmente os que ficaram fora, têm que ser considerados zebras.

1984 (Exibição): Graf/Goles/Reggi e Tanvier – Edberg/Maciel/Arias e Cane
1988: Graf/Sabatini/Garrisson e Maleeva – Mecir/Mayotte/Gilbert e Edberg
1992: Capriati/Graf/Fernandes e Vicario – Rosset/Arrese/Ivanisevic e Cherkasov
1996: Davemport/Sanches Vicario/Novotna – Agassi/Bruguera/Paes
2000: Venus/Dementieva/Seles – Kafelnikov/Haas/Di Pasqualle
2004: Henin/Mauresmo/Molik – Massu/Fish/Gonzalez

Abaixo os pontos distribuídos nos rankings da WTA e ATP, estes 20% abaixo do um Master Series.

ATP

Ouro 400
Prata 280
Bronze 205
Quarto lugar 155
Quartas 100
Oitavas 50
Segunda rodada 25
Primeira rodada 5

WTA

Ouro 353
Prata 245
Bronze 175
Quarto lugar 135
Quartas – 90
Oitavas – 48
Segunda rodada 28
Primeira rodada 1


Graf, o maior sucesso olímpico

Autor: paulocleto Tags:

Sem uma categoria | 12:52

Tênis Olímpico

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As chaves olímpicas costumam apresentar surpresas inesperadas. A maioria dos tenistas não consegue jogar no padrão a que estão acostumados. Uns não se inspiram tanto com os Jogos, sendo mais turistas privilegiados do que atletas comprometidos. O contraponto são aqueles que se imbuem do espírito olímpico e conseguem fazer uma apresentação acima do esperado. Muitos, simplesmente perdem o foco, graças às enormes distrações da vida na Vila Olímpica e os Jogos em geral. Estes últimos são a maioria nos casos de rendimentos abaixo do esperado.

Para quem nunca foi a uma Olimpíada é difícil entender o que acontece com a cabeça do tenista durante os Jogos. Eles piram com as distrações, o que acontece também em outros esportes. Ao contrário dos outros esportistas, a Olimpíada não tem o mesmo impacto dos outros grandes eventos do calendário do tênis. O impacto financeiro é nulo. Na verdade, esta Olimpíada parece estar mostrando um novo foco, com pontos do ranking sendo distribuídos pela primeira vez e com tenistas como Federer e Nadal alardeando seus compromissos com o ouro. Mas se olharmos a chave, ainda é uma longa distância de um GS.

Abaixo a lista dos medalhistas na era moderna. Até Barcelona, 1992, ambos semifinalistas levavam bronze. Vários deles, e especialmente os que ficaram fora, têm que ser considerados zebras.

1984 (Exibição): Graf/Goles/Reggi e Tanvier – Edberg/Maciel/Arias e Cane

1988: Graf/Sabatini/Garrisson e Maleeva – Mecir/Mayotte/Gilbert e Edberg

1992: Capriati/Graf/Fernandes e Vicario – Rosset/Arrese/Ivanisevic e Cherkasov

1996: Davemport/Sanches Vicario/Novotna – Agassi/Bruguera/Paes

2000: Venus/Dementieva/Seles – Kafelnikov/Haas/Di Pasqualle

2004: Henin/Mauresmo/Molik – Massu/Fish/Gonzalez

Abaixo os pontos distribuídos nos rankings da WTA e ATP, estes 20% abaixo do um Master Series.

ATP

Ouro 400

Prata 280

Bronze 205

Quarto lugar 155

Quartas 100

Oitavas 50

Segunda rodada 25

Primeira rodada 5

WTA

Ouro 353

Prata 245

Bronze 175

Quarto lugar 135

Quartas – 90

Oitavas – 48

Segunda rodada 28

Primeira rodada 1



Graf, o maior sucesso olímpico

Autor: paulocleto Tags:

quarta-feira, 6 de agosto de 2008 Sem uma categoria | 17:24

Injustiça

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Há coisas que não dá para entender. Até a última Olimpíada o Chile não tinha uma sequer medalha de ouro. Essa história centenária foi mudada por conta da heróica participação de Nicolas Massú, que conquistou a primeira medalha de ouro de seu país na prova de simples e, junto com Fernando Gonzalez, conquistou uma segunda. Ou seja, o rapaz conseguiu fazer mais do que todos os outros esportistas chilenos juntos durante toda a história olímpica.

Pois bem, pouco antes das Olimpíadas, o COC, tirando fenomenalmente o seu da reta, anunciou que o porta-bandeira do país em Pequim seria escolhido em uma eleição por telefones celulares. Vão ser moderninhos e omissos lá na Patagônia. Com 57% dos votos venceu Gonzalez, um tenista de maior sucesso junto ao público que Massú, que ficou em terceiro, ainda depois de uma lançadora de peso.

Nada contra Gonzalez, pelo contrário. Não pediria unanimidade, que, dizem, é burra, mas esperaria que a maioria votasse no maior herói olímpico do país. Se a unanimidade não é burra, nesse caso a maioria me parece estar de quatro.

Vale lembrar que Massú já havia sido o porta-bandeira em Sidney, em mais um caso de atrapalhadas chilenas. O tenista Marcelo “mala” Rios era o PB designado e simplesmente não desfilou desentendimentos com dirigentes – novidade!. E o gênio ainda deve ter pensado que estava vencendo a discussão e prejudicando os dirigentes. Mas se Massú foi um tapa buraco em Sidney, os dirigentes deveriam ter implorado a ele para ser o PB em Pequim e não se omitirem. A razão, dizem, foi que o COC fez um acordo com um canal de Tv e uma companhia telefonica, já que a votação era por MSN de celular e os eleitores tinham que pagar. Tudo pela grana.

No video abaixo, se assiste os últimos pontos da final. A tensão era tanta, que entre o penultimo e o último ponto, Massú demorou 55 segundos para sacar e ninguem reclamou. Para mim, uma das maiores vitórias na história do tênis.


Choro todas as vezes que assisto

Autor: paulocleto Tags:

Sem uma categoria | 17:24

Injustiça

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Há coisas que não dá para entender. Até a última Olimpíada o Chile não tinha uma sequer medalha de ouro. Essa história centenária foi mudada por conta da heróica participação de Nicolas Massú, que conquistou a primeira medalha de ouro de seu país na prova de simples e, junto com Fernando Gonzalez, conquistou uma segunda. Ou seja, o rapaz conseguiu fazer mais do que todos os outros esportistas chilenos juntos durante toda a história olímpica.

Pois bem, pouco antes das Olimpíadas, o COC, tirando fenomenalmente o seu da reta, anunciou que o porta-bandeira do país em Pequim seria escolhido em uma eleição por telefones celulares. Vão ser moderninhos e omissos lá na Patagônia. Com 57% dos votos venceu Gonzalez, um tenista de maior sucesso junto ao público que Massú, que ficou em terceiro, ainda depois de uma lançadora de peso.

Nada contra Gonzalez, pelo contrário. Não pediria unanimidade, que, dizem, é burra, mas esperaria que a maioria votasse no maior herói olímpico do país. Se a unanimidade não é burra, nesse caso a maioria me parece estar de quatro.

Vale lembrar que Massú já havia sido o porta-bandeira em Sidney, em mais um caso de atrapalhadas chilenas. O tenista Marcelo “mala” Rios era o PB designado e simplesmente não desfilou desentendimentos com dirigentes – novidade!. E o gênio ainda deve ter pensado que estava vencendo a discussão e prejudicando os dirigentes. Mas se Massú foi um tapa buraco em Sidney, os dirigentes deveriam ter implorado a ele para ser o PB em Pequim e não se omitirem. A razão, dizem, foi que o COC fez um acordo com um canal de Tv e uma companhia telefonica, já que a votação era por MSN de celular e os eleitores tinham que pagar. Tudo pela grana.

No video abaixo, se assiste os últimos pontos da final. A tensão era tanta, que entre o penultimo e o último ponto, Massú demorou 55 segundos para sacar e ninguem reclamou. Para mim, uma das maiores vitórias na história do tênis.



Choro todas as vezes que assisto

Autor: paulocleto Tags:

terça-feira, 5 de agosto de 2008 Sem uma categoria | 14:41

2083

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Para os fãs do tênis atual, em especial o tênis-força (essa expressão já foi usada algumas vezes no passado!) praticado por Rafael Nadal, coloco abaixo um video de um interessante e rebuscado comercial feito pela Lacoste, que comemora 75 anos de negócios, de como será?!? o tênis em 2085, daqui a 75 anos.

Será somente ficção ou chegaremos lá? Suspeito que, mesmo com as pílulas que venho tomando, não estarei, pelo menos na atual encarnação, presente para conferir. Mas o rapaz não lembra o estilo-Nadal?

Autor: paulocleto Tags:

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