A Cerimônia de Abertura é uma festa condizente com a grandeza dos Jogos Olímpicos. A coreografia foi um show, idealizada pelo cineasta Yimou Zhang, conhecido por filmes como Lanternas Vermelhas, Herói e Clã das Adagas Voadoras. O diretor não podia deixar de usar o ar como principal elemento da coreografia, e apresentar, como gran finale, um atleta pendurado pelos cabos de aço, para “caminhar pelo ar”, uma das características dos heróis de seus filmes, e acender a “Chama Olímpica”.
Não vou me alongar nos detalhes, pois quem quis viu, quem não quis não viu, ou assisti mais tarde.
Ficando no principal assunto do blog, dois tenistas carregaram a bandeira de seus países; Roger Federer e Fernando Gonzalez. Nadal apareceu bastante, mas os espanhóis, que foram os mais “bagunceiros” do desfile, não lhe cederam a honra. Outros tenistas estiveram no desfile, alguns captados pelas câmeras e ignorados pelos comentaristas das cerimônias na ESPN-BRASIL e Sportv. Eu notei o Murray, o Hrbaty, que enfrenta o Bellucci na 1ª rodada, o Almagro, o Nieminem. Devem ter tido outros (a Aninha estava lá), mas não estive com os olhos pregados na TV.
Na ESPN, João Palomino e Andre Kfoury mesclaram o script entregue pelos organizadores com informações pessoais, uma tarefa ambiciosa e difícil. Na Sportv, Milton Leite foi acompanhado pelo Oscar do basquete, um cara divertido com entradas fora do script e uma perspectiva diferente.
As delegações mais aplaudidas, sem contar a da China, foram as da Coréia do Norte e Austrália. O porta-bandeira mais aplaudido foi Roger Federer, que teve um assédio incomum ao fim do desfile. Seus companheiros de equipe tiveram que fazer um cordão de isolamento para conter atletas de outros países que demandavam fotos e autógrafos. Federer é um dos poucos atletas dormindo em um hotel, fora da Vila Olímpica. Primeiro, porque quer ficar focado para tentar levar a medalha de ouro. Mas também porque não consegue ter tranqüilidade dentro da Vila. Quando foi lá almoçar, foi cercado por outros atletas todo o tempo que esteve lá. A imprensa internacional afirma que os atletas mais assediados pelos outros atletas são Federer, Nadal e Kobe Bryant. Só para deixar claro, mais uma vez, o impacto do esporte tênis em todo o mundo, inclusive no mundo esportivo.
Tive a sorte de entrar no estádio olímpico em três oportunidades para participar do desfile de abertura. Posso afirmar, sem receio, que a emoção atingida não foi semelhante em nenhuma situação na minha vida. Hoje, assistindo a alegria estampada no rosto de inúmeros atletas, veio aquela saudade gostosa de um momento especial.

No ar da Clã das adagas voadoras

No ar do Ninho dos Pássaros

Não voa, mas é avião

Alegria espanhola

Alegria chilena

Alegria suíça – no dia de seu 27 aniversário