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quarta-feira, 22 de abril de 2009 Sem uma categoria, Tênis Masculino | 22:15

Staying alive

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A Gillette lançou mais um de seus comerciais usando alguns de seus esportistas contratados. Desta vez Henri e Kaká estão fora. Permanecem Tiger Woods e Federer. Entra Derek Jater. Quem?

Para quem não conhece, é o capitão dos Yankees, time campeão do baseball americano e o macho-man das indóceis americanas. Assistam o vídeo abaixo e vejam se o cara merece a lista de “abatidas” que consta de seu portfólio: Scarlet Johansson, Jessica Biel, Jessica Alba, Mariah Carey entre várias outras, o que retoma as suspeitas sobre o que as mulheres procuram.

Antes que eu me esqueça, a razão do vídeo estar aqui. É só uma continuação da fase do grande Roger Federer ou há alguma coisa no video que eu não pesquei? O cara me entra de blazer para receber a taça em Wimbledon e me faz um personagem destes. Fala sério!

Adorei!

Federer, o blazer e a taça.

Derek, Biel e o troféu.

Notas relacionadas:

  1. Fala e faz
  2. Raro e triste
  3. Casou
Autor: paulocleto Tags:

O Leitor no Torneio, Sem uma categoria | 11:47

André em Monte Carlo

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Como mencionei que faria, e fiz anteriormente, segue o email que recebi do leitor Andre Vinicius Tschumi que esteve in loco no Torneio de Monte Carlo. O email veio com a descrição do seu dia no torneio e as fotos para comprovar.

Olá pessoal!
Nesse domingo fui à Mônaco assistir a final do Masters 1000. Se algum dia tiverem vocês a oportunidade de visitar essa região, não deixem de fazer a linha de trem Nice-Mônaco. O passeio é curtinho, uns 25 minutos, mas proporciona belíssimas imagens. A linha de trem vai cortando os morros à beira-mar da Riviera Francesa e quando o trem faz suas rapidas paradas nos vilarejos, ganhamos uns segundos para admirar com calma um cenário fabuloso. Mônaco é a maior e mais luxuosa cidade da Rivera Francesa. As ruas e prédio absolutamente limpos e cuidados à perfeição, o cassino, os iates e os fabulosos carros esportivos inseridos numa paisagem privilegiada tornam Mônaco a mais perfeita conciliação entre luxo, charme e beleza natural que eu ja vi. E o Monte Carlo Country Club reproduz muito bem essa atmosfera. Se o jogo estivesse ruim(o que definitivamente não foi o caso dessa final), bastava erguer um pouco a cabeça para desviar os olhares da quadra e comtemplar o Mediterrâneo com seus belos iates e as colinas que entremeiam o mar. Enfim, entrar na quadra principal do Monte Carlo Country Club, independentemente da partida de tênis, ja é um espetáculo por si só.

Falando um pouco sobre a partida, o score de cada set não retrata o que foi o jogo. Apesar do placar indicar sets vencidos com boa margem de games, principalmente os dois sets vencidos pelo Nadal tiveram muitas variações. O primeiro foi um tanto bizarro: o Nadal saiu quebrando o Djoko logo no primeiro game. Em seguida o sérvio vence três games seguidos, incluindo duas quebras de saque. Depois o Nadal atropela o Djoko, vencendo 5 games consecutivos e fechando em 6/3. Tamanha irregularidade se explica (em parte) pelo clima. Choveu em Mônaco pelo final da manhã, o que tornou a quadra ainda mais pesada. Além disso ambos os jogadores estavam com um bom timing nas devoluções e falhando um pouco (Nadal) ou bastante (Djokovic) no saque. Por isso tivemos tantas quebras de saque. E  no segundo set o Nadal saiu um pouco do jogo,c ometendo bem mais erros do que o de costume. Bem, parece que os dois jogadores guardaram o seu melhor para exibir no inicio do terceiro set.

Os três primeiros games do 3° set valeram o ingresso do jogo. O primeiro break-point salvo pelo Nadal no primeiro game desse set foi algo magnifico!!! Um dos pontos mais lindos do tênis que eu ja vi. Alguém conseguiu contar o numero de trocas de bola desse ponto? No final do ponto o Djoko da uma curtinha (que nenhum jogador normal conseguiria chegar) e depois fica meio perdido na rede, achando que o ponto ja estava ganho. Nadal responde com uma bola cruzada cuja reação do sérvio foi se ajoelhar sobre o saibro e levar a mão a cabeça em absoluto desespero, não acreditando no que acabava de ver.

No game seguinte, apos uns erros de Djoko e o placar no iguais, Nadal eleva o seu jogo e consegue uma passada brilhante e logo depois a quebra. No terceiro game ele ainda salva um break-point antes de ser quebrado por um Djoko muito agressivo e focado. Mas então, sacando em 1 x 2, o sérvio comete um erro mortal: depois de 3 games muito longos e intensos, Novak baixa um pouco o nível. Foi o suficiente para o espanhol conseguir nova quebra. Vendo o Nadal sacar com 3 x 1 no set decisivo, Djoko não conseguiu mais voltar a jogar em alto nivel, permitindo a Nadal vencer com relativa facilidade os ultimos games da partida.

A impressão que fica, após o jogo, é que o sérvio possui o arsenal necessario para jogar de igual para igual contra o Nadal no saibro e mesmo derrota-lo nesse piso. Entretanto, o Djokovic mostou o mesmo problema que o Federer quando esse perdeu a final de Monte Carlo no ano passado: simplesmente ainda não existe no circuito um jogador que reuna o conjunto “arsenal técnico” + “poder mental” durante o tempo minimo exigido para bater o Nadal numa quadra de saibro. Nesse piso, Djokovic, Federer e Murray conseguem incomodar o espanhol durante uma parte do jogo, mas não tem a consistência durante todo o tempo necessario para arrancar 2 sets (ou 3 no caso de RG) contra o Nadal. Será que um dia eles apresentarão tal consistência? Enquanto debatemos essa questão, Rafa caminha a passos largos para se tornar o maior jogador de saibro de todos os tempos.

Foto 1: Paisagem da Riviera Francesa, na linha de trem entre Nice e Mônaco.
Foto 2: Zona de “recreação” do Monto Carlo Country Club, do ladinho da quadra central.
Foto 3: Discurso do Nadal após receber o troféu de campeão das mãos do Príncipe Albert.
Foto 4: Eu, momentos antes do inicio da final.

“O titular do blog agradece a participação do André, assim como reintera o convite para futuras aventuras dele e de vcs.”

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segunda-feira, 20 de abril de 2009 Copa Davis, Sem uma categoria | 12:55

Faltou vontade.

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Quando Fernando Collor negociou o seu vice-presidente com aliados, o critério principal que passou a assessores foi que não deveria ser ninguém com uma personalidade forte o bastante para lhe ofuscar e nem de longe contrariar. Voltaram com o nome de Itamar Franco, que ninguém ouvira falar antes e que muito se ouviu falar depois. Especialmente em bailes carnavalescos.

O presidente da CBT, Jorge Rosa, seguiu o mesmo raciocínio na indicação do mais importante cargo da confederação. Na primeira tentativa, com Fernando Meligeni, acertou o palpite, mas errou a mão. Meligeni engoliu no começo, mas depois fez bico e decidiu que não queria mais. Com Chico Costa a parceria tem andado do jeito que ele pediu a Deus.

Essa confusão e bate-boca na convocação da Copa Davis só teve o desfecho que teve porque temos um presidente autoritário e um capitão que aceita bem o que vem de cima. Até aonde se sabe, Marcos Daniel é não só um conterrâneo, como um protegido e amigo pessoal de Chico Costa. Assim, tudo levaria a crer que Costa faria o necessário fosse para ter o rapaz no time, até porque já deixou claro, no passado e ao convocá-lo, que acredita no seu tênis, como pelo fato de Daniel ser o brasileiro de maior sucesso recente nas quadras colombianas, palco de nosso próximo confronto na Copa Davis.

As discussões e posições, de ambos os lados, são conhecidas e não necessitam de maiores análises deste blogista. O presidente se apega à rigidez da regra e assim evita ser criticado por fazê-lo.

Uma questão é se o tenista deve ser obrigado a jogar com um patrocinador da confederação na manga, sendo que não houve um acerto financeiro a respeito. Em esportes coletivos é quase uma obrigação, mas sempre se busca e encontra um acerto entre as partes.

No esporte individual muda um pouco a força da imposição. Houve foi uma proposta da CBT não aceita pelo tenista. Quando esse fato aconteceu anteriormente, tanto no Brasil, como em outros países, até onde eu sei, as partes envolvidas sentaram até se acertar. E quando não houve acerto o jogador não foi obrigado a endossar o patrocinador.

Já vi esse mesmo conflito em outras ocasiões inclusive quando fui capitão. Nessas ocasiões o capitão deve usar da musculatura de seu cargo para encontrar um acordo, o que geralmente o coloca em rota de conflito com o dirigente e mais raramente com os atletas. Mas sempre houve um acordo, até porque a melhor opção técnica é sempre a prioridade inatacável.

Para os muitos leitores fãs da “Era Pós Kuerten”, houve o famoso caso das Olimpíadas de Sidney, quando Gustavo se recusava a usar o uniforme que o COB dizia ser obrigatório. Houve uma queda de braço, que chegou a ser publica, e o COB acabou cedendo.

O fato é que se Daniel realmente quisesse, engolia essa, que não é das piores, e jogava. Assim como se Rosa realmente quisesse o gaúcho em quadra, usaria o ranking de 31 de dezembro e não o de 1º de janeiro, e o time iria completo para a Colômbia. Faltou vontade de ambos para que a personalidade de cada um dos envolvidos não se sobrepor à vontade de o Brasil vencer.

O que fica um pouco difícil de entender é a postura pouco condizente com o cargo, do Presidente da Confederação acusar o tenista de ter medo e fugir da raia sempre que o assunto é Davis, explicitando covardia por parte do gaúcho. Talvez seja um fato, talvez seja só a opinião de Jorge Rosa. Mas é um tanto fora do padrão que se espera do ocupante do cargo máximo do tênis nacional, ao falar do segundo mais importante tenista do país.

E o capitão Chico Costa, que convocou Marcos Daniel e ouviu o “chega pra lá” do dirigente, segue agarradinho ao cargo, enquanto o amigo naufraga na injuria e o time capenga no desfalque.

Notas relacionadas:

  1. PEGADINHA?
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terça-feira, 14 de abril de 2009 Sem uma categoria | 17:46

Generalizando?

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Não é legal ficar generalizando, mas às vezes um janela se abre e a gente tem que meter bronca. Outro dia um dos meus leitores, teria sido o João Victor?, contou que olhou no Google Earth a descobriu que o MCCC está dentro de território francês.

Não sei como eles determinam oficialmente as fronteiras por lá, mas aquilo é uma salada um tanto diferente de, por exemplo, as nossas fronteiras com a Argentina. O que tem de francês acompanhando o torneio é uma grandeza e, para quase todos os efeitos, a cidade é uma continuação do território francês. E não é que o Mônaco é assim, grande.

O ponto que estou tentando fazer é que o Aberto de Monte Carlo pode, sob certo prisma, ser considerado um torneio no quintal da França, com um público predominantemente francês e oferecendo as vantagens, e desvantagens, de se jogar em casa. Sendo que muito mais vantagens.

Infelizmente, os franceses continuam se agarrando, como bêbado em poste, mais nas desvantagens. Trocando em miúdos, e sendo um tanto mais direto, eles sentem a cobrança e afinam mesmo. Essa já é a história em Roland Garros, e Monte Carlo segue o mesmo raciocínio, ou seria melhor escrever, “feeling”?

O torneio mal começou e os franceses já estão fora. Hoje saíram Monfils, Simon e Mathieu. Fora os que saíram antes. Só sobrou o Gicquel, sobre quem não existe um grama de expectativa.

O ultimo francês a vencer em RG foi Yannick Noah, que para quem não sabe era muito macho, que nasceu em Camarões, mas vivia e jogava pela França. Dá no mesmo? O último francês a vencer em Monta Carlos foi Cedric Pioline, em 2000. Só que, em ambos os casos, nenhum outro francês venceu-os desde o início do Open Tennis, em 1968. É uma generalização com uma certa dose de respaldo.

França ou Mônaco? Para os tenistas franceses é igual.

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segunda-feira, 6 de abril de 2009 Sem uma categoria | 17:56

Denso

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Os que acompanham meu blog e meus comentários na ESPN já me ouviram ou leram sobre Andy Murray. O bagaceiro escocês carrega, há tempos, uma expectativa de resultados tanto da minha modesta parte, como de toda a torcida da Grã Bretanha. No entanto, ele confessa que foi exatamente a sua pouca expectativa de um bom resultado em Miami que possibilitou a conquista do título.

Sou fã do tênis do rapaz porque, à parte de sua habilidade impar, ele traz à quadra uma qualidade não tão abundante no circuito. O raciocínio. Murray é um dos poucos que, se observamos atentamente, joga pensando. Sei que isso parece um pouco absurdo de escrever, já que “burro” não ganha jogo.

De fato, burro não ganha jogo, mas o cara que pensa muito também não coloca uma bola na quadra. O jogador/pensante deve encontrar uma faixa estreita entre a burrice impar, que assola boa parte do planeta, e consequentemente a população que carrega uma raquete nas mãos, e o raciocínio direcionado para alavancar uma vantagem em quadra. No entanto, não chega a ser uma surpresa que a maioria que se deu bem, erre para menos antes de errar para mais.

Além da habilidade natural – ele bate fácil todos os golpes – Murray deixa evidente que gosta de pensar em como incomodar o adversário. Boa parte dos tenistas segue seus instintos, por isso treinam tanto, e procuram não pensar muito para não pirar. Vamos comparar, neste país do futebol, com o Garrincha, que, quando orientado para uma tática de jogo da seleção, perguntou ao técnico se ele havia combinado também com os adversários. E, convenhamos, o Mané das pernas tortas foi um dos melhores do mundo, o que torna a defesa do raciocínio no esporte mais difícil, em especial para quem só usa a cabeça para coçar ou pentear.

Murray, em um momento está três passos atrás da linha do fundo jogando bolas longas ou altas, tirando o peso da bola e o ritmo adversário e, de repente, quando o oponente acredita que encontrou a distância, vem jogar em cima da linha, onde apura, acua, irrita. É a tática do “jab” em quadra. Como tem muita “mão”, se contra atacado, sabe ajustar os golpes como poucos ou passar a correr para se defender, algo que acho que ainda faz mais do que precisa.

Se bobearem, entra na quadra, passa ao ataque, especialmente com aquela esquerda venenosa, onde, se assim quiser, encurta a abertura e passa aos ângulos agudos. Além disso, slices, de ambos os lados, não são segredos que desconheça, assim como o quase caduco inside/out. Quando quer vai à rede; passa o sentimento que só vai se o jogo enrolar, mas sabe muito bem o que fazer por lá. Muito poucos fazem essa transição completa em quadra com o conforto de Murray.

E é exatamente essa gama de jogo, essas mudanças de ritmo e táticas, esses ajustes de golpes, sustentadas por uma habilidade rara e, atualmente, por um preparo físico excelente, que foi convencido a realizar por aqueles que estão na sua equipe, que vem pavimentando sua ascensão no ranking.

Enquanto meus queridos leitores se digladiam por suas paixões suíças e espanholas, deixam de apreciar um malte único importado lá das Highlands, provando que o tênis está, graças a deus, obedecendo a perene evolução e manutenção da espécie. Abram os olhos e prestem atenção ao Bagaceiro, que traz ao circuito uma riqueza rara, aliada a uma personalidade longínqua da postura politicamente correta de Federer, ou do bom mocismo de Nadal. Hoje escrevi sobre suas qualidades técnicas e não entrei nos detalhes de sua história e personalidade. Mas o que irá causar muito agito no circuito é o fato de Andy Murray ser denso emocionalmente e não há jeito de se saber o que ainda irá aprontar em quadra. De um jeito e de outro.

Murray – seu diálogo com a bolinha será sempre denso e tenso.

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Sem uma categoria | 12:34

Logo, logo

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Sei que estou em falta com meus leitores, porém ainda hoje atualizarei o blog. Como todos, tenho cá meus problemas para administrar. Não fiquem tristes, ainda hoje estarei de volta.

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sexta-feira, 3 de abril de 2009 Sem uma categoria | 12:43

O que será?

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Sei que não é bem o perfil do blog, mas não posso deixar de ter momentos Candinha quando for do interesse do leitor.

Os rumores que chegam de Miami aventam a possibilidade de que o melhor tenista do mundo estaria vivendo um momento delicado em sua vida e, consequentemente, em sua carreira.

Não é claro o que seria. O certo é que não é com sua saúde e nem coloca sua carreira em perigo. Como deu para ver pela TV, boa parte de sua família estava em Miami, até o zagueirão Nadal estava lá. Não lembro ter visto a namorada.

Como quase tudo acaba aparecendo, cedo ou tarde, devemos saber mais nos próximos dias. Ou não. Como às vezes as coisas vazam, mesmo com a determinação para que assim não seja, leiam, com atenção, o fechamento da entrevista de Rafael após a derrota – onde qualificou sua participação como um “grande desastre” – respondendo se estava intrigado com a derrota ou se sabia exatamente por que não havia jogado o seu melhor tênis.

“Existe sempre uma razão para não se jogar no seu nível durante um torneio…. Não sei. Há sempre uma razão – mas é pessoal”. O rapaz parecia a ponto de jogar algo no ventilador, mas segurou-se.

Alguma coisa parece estar mexendo com a cabeça do espanhol.

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quinta-feira, 2 de abril de 2009 Sem uma categoria | 20:23

Grande jogo, grande vitória

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E agora, como ficam os nossos entendidos do tênis que juravam que o Juan del Potro além de ser um filhinho do Nadal, não merece estar entre os top ten? Façam seus comentários que eu completo mais tarde.

Del Potro, olho vivo na vitória sobre Nadal.

Notas relacionadas:

  1. Dores nas costas
  2. Uma final mais pobre.
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segunda-feira, 30 de março de 2009 Sem uma categoria | 02:10

Poltergeist

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Estava dando uma olhada em algumas colunas antigas do Aberto de Miami e encontrei uma escrita onze anos atrás para o Jornal da Tarde. Aproveitei a idéia e reciclei a idéia original.

Alguns anos atrás se alguém quisesse ganhar dinheiro fácil apostaria contra possibilidade de se fazer um torneio de tênis em Key Biscayne. Pior ainda, que desse certo. O que a princípio era um sonho tornou-se uma teimosia e finalmente uma realidade. O homem por trás disso é Butch Buchholz, ex-jogador de Copa Davis dos Estados Unidos e ex-presidente da ATP, o que ajudou a concretizar o sonho. Alguns anos atrás ele passou o eventos nos cobres, vendendo-o para a IMG, uma das maiores empresas administradoras de carreiras esportivas e eventos do mundo.

Se você acredita em “Poltergeist” ou maus fluídos, o local do Aberto de Miami pode lhe causar calafrios. Construído em cima de um antigo depósito de lixo, só Deus sabe o que lá foi jogado e os fluídos que trafegam nas entranhas da Quadra Central. Se não me falha a memória, o Estádio de St. Denis em Paris também foi construído em cima do depósito de lixo municipal, o que explicaria aquela final. Fico pensando qual é o raciocínio das autoridades em construir quadras esportivas em cima do rejeito da cidade. A primeira vez que chegou no local Butch garante que não dava para entrar pelo cheiro.

Um estacionamento para cinco mil carros construído pela prefeitura, para uma praia sempre deserta do outro lado da rua, e a possibilidade de começar do nada foram determinantes. Óbvio que o negociado com a cidade também. Não faltaram problemas. O mais difícil foi convencer a família Matheson, que doou o local em 1940 para que a cidade construísse um parque que nunca aconteceu. Enquanto era lixo, tudo bem. Quando tentaram fazer algo, caíram de pau. Os caras talvez tivessem algum parente aqui no Brasil. No final saiu um acordo, onde surgiu inclusive a obrigação de esconder o estádio com coqueiros, para não ferir a paisagem de quem atravessa a estreita ilha.

A lembrança postergeist  é o único detalhe macabro deste torneio que é uma delícia de assistir. Chegar à Key Biscayne, uma estreita e longa ponta de terra que sai de Miami e penetra no mar, que não sei se verde ou azul, é uma alegria imperdível. Uma larga avenida, onde o mar quase invade o asfalto, é ocupada na sua estreita margem de areia, pelo pessoal do wind-surf. Outros simplesmente estacionam seus carros para admirar a paisagem. É preciso ser cego ou insensível para dirigir por lá no final da tarde e não parar. Estar com pressa não conta.

O local do torneio fica poucos quilômetros à frente, logo antes de chegarmos ao acanhado centro, onde poucas casas comerciais servem os prédios à beira mar. O transito é ridículo e o único engarrafamento que os habitantes conhecem é o que o torneio causa uma vez por ano. O único medo, o de mais um furacão rasgar o horizonte.

O clube abriga durante o resto do ano um dos centros de treinamentos da Federação Americana de Tênis. Durante os quinze dias do evento se torna a Meca do tênis mundial, onde os melhores do mundo disputam U$ 9 milhões de dólares em prêmios. Homens e mulheres dividem o prêmio e a atenção do público, como acontece nos torneios do Grand Slam. Há dez anos os prêmios não eram iguais e há dez anos existe dentro do ambiente do tênis uma vontade de unificar o circuito, pelo menos nos maiores torneios, como acontece em Indian Wells e Miami. A idéia é boa, o público adora, mas a ATP resiste. Enquanto isso tenistas e seu público curtem uma maravilha de evento criado e construído por cima do lixo. Isso é reciclagem bem feita.

Poucos imaginam o que está por debaixo da Quadra Central.

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sábado, 28 de março de 2009 Sem uma categoria | 20:27

Nós em Miami

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Estava falando com uns amigos que tem ido todos os anos a Miami assistir o torneio. Geralmente é um grupo de 10 a 12 homens que pedem, ou imploram alvará a suas esposas para passar 10 dias acompanhando jogos de tênis – um programão para eles e nem tanto para elas. Aposto que pagam caro por tal travessura. Não em Miami, mas em algum outro momento na companhia de suas respectivas.

Como o mar não está para peixe e todo mundo está pensando pelo menos duas vezes antes de enfiar a mão no bolso, o grupo emagreceu. Só dois deles foram este ano. Na verdade, três, um deles vai levar a esposa – até porque conseguiu ingressos, em um daqueles camarotes no primeiro anel do estádio, um lounge com drinks e comida e umas 12 cadeiras do lado de fora. São os melhores lugares do estádio. Geralmente estão na mão de corporações ou de ex-presidentes como Collor, quando morava em Miami, após a queda.

Ele, o meu amigo, conseguiu isso chegando junto no pessoal do Banco Itaú Private, um dos principais patrocinadores do evento como vocês podem ver nas transmissões. Está aí a dica para os amantes do tênis e da boca livre: o Itaú tem ingressos para vocês. A dúvida é se vocês têm pistolão ou grana para recebê-los. É a história de sempre, essas molezas só aparecem para quem realmente não precisa delas.

Não é só nos nossos bolsos que a crise chegou. A direção do torneio também afirma que estão economizando em várias frentes. Juram também que em nada que vá fazer o público sentir alguma diferença. Coisas como usar os mesmos banners e sinalizações do ano passado, ao invés de novas como em tempos de bonança.

Os organizadores têm que ficar atentos para não prejudicar o padrão. Afinal, segundo uma pesquisa deles, um terço do público do Aberto de Miami tem um patrimônio mínimo de U$1 milhão. Mais seleto que as arquibancadas do Pacaembu. Por isso você pode tanto encarar um cachorro quente, que não é nem tão caro nem tão barato como possam imaginar, ou ir comer no Clube Andaluzia, que é mais caro do que você imagina ou vale. Um programinha supimpa é pegar uma boa companhia, assistir um jogão debaixo do sol e no entardecer ir se refrescar com uma Viúva Clicquot ao ar livre enquanto assiste a banda passar.

Entre o estádio e as quadras secundárias existem tendas de um pouco de tudo que o capitalismo selvagem e abundante pode oferecer. De raquetes a jóias e carros. Se você for um dos que cedeu à chantagem de sua esposa e a levou para “assistir” tênis, saiba que ali ela vai encontrar jóias de até U$ 100 mil, um perigo aos olhos de mulheres que não apreciam um tie-breaker. Você pode contra-atacar ameaçando o equilíbrio financeiro do casal com uma Mercedez-Benz SL550 de U$117 mil.

Os ingressos para a final e semis já estão vendidos, me informou o amigo; um dos dois que sobrou do grupo original. Ele jura que nada tem a temer, a não ser o alívio de mais algumas notas de $100 no bolso, pois os cambistas lá são tão ativos como os daqui. Disse isso que ainda é mais barato do que encarar o pessoal daqui vendendo pacotes por preços exorbitantes. Por outro lado, a crise chegou aos hotéis de Miami, que estão mais baratos de 10 a 15%.

Miami é uma festa e esta época do ano é maravilhosa para estar ao ar livre e acompanhar boas partidas de tênis. Os americanos não são bobos e oferecem partidas diurnas e noturnas – os programas e as atividades são diferentes e você pode variar. O torneio é um dos favoritos com brasileiros, muito mais que o U.S Open ou Roland Garros. Por isso, se vocês, assim como eu, foram obrigados a assistir a horrível partida entre França e Lituânia – é mole?!, no lugar da partida do Murray, pode considerar esse programão para o próximo ano. Eu vou, ainda mais porque o Lula prometeu que a crise não passa deste ano.      

 

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