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domingo, 5 de fevereiro de 2012 Light, Minhas aventuras, Sem uma categoria | 17:43

Super Bowl

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Hoje é dia de Super Bowl XLVI, mega espetáculo do esporte americano que, entre outras coisas, serve para me lembrar que o tempo é, ao mesmo tempo, um carrasco e amigo.

Assisti ao primeiro deles, no início de 1967, com vitória dos Packers de Vince Lombardi, pouco depois de chegar aos Estados Unidos para estudar. No ano seguinte já sofria por ver um dos meus times (Oakland Raiders) derrotado na final pelos mesmos Packers.

Ao contrário da maioria, nunca fui fã de um único time, muito pouco pela minha paixão pelo esporte. San Francisco e Minnesota também fazem parte da lista, todos por razões distintas.

Minnesota eu me apaixonei em uma partida disputada debaixo de neve, em 1967, contra os Cowboys (o único que eu não gosto mesmo) e pelo estilo de então de correr com a bola e ganhar, quando ganhavam, na marra. Nunca deixei de torcer por eles, especialmente nos anos 70, quando foram “O Time” perdendo quatro vezes no Super Bowl, por conta de alguma praga rogada pelo pessoal de Chicago.

San Francisco porque morei lá, uma razão tão boa quanto a melhor do mundo – e eles foram os “melhores do mundo” nos anos 80. Liderados por Joe Montana (The Quaterback) e Jerry Rice e Ronnie Lott ( O Xerifão).

Os Raiders, os grandes rivais do outro lado da Bay Bridge, porque era o time mais politicamente incorreto da época – de qualquer época. Uma diversão impagável liderada por John Madden – técnico que virou o melhor comentarista da história, o que prova que o cara tem que conhecer o metier – Jim Biletnokoff ( o melhor receiver da história, junto com Rice, Jim Otto, Dave Casper, Ted Hendricks (e cujo quarto eu dormia na Univ de Miami quando ia por lá), Willie Brown e Howie Long.

Colocaria aí também, por uma razão ainda mais distinta, New Orleans (porque eles nunca ganhavam nada, a cidade é charmosa e diferente das outras americanas e o uniforme o mais bonito).

Desta vez não tenho favoritos. Patriots e Giants. New England e New York. Uma rivalidade da costa leste, que nunca foi a minha. Mas para quem conhece a área, sabe que ali o bicho pega tanto quanto São Paulo e Rio, uma rivalidade já não é mais tão grande.

Jogo por jogo, vou decidir na hora para quem torço, como sempre faço. Vou deixar a emoção me levar. E geralmente ela me leva para quem estiver perdendo, o que sempre causa um certo desconforto, e uma emoção ainda mais forte, no finalzinho. Porque hoje não haverá empate.

Como diz o meu enteado sobre Tom Brady – o cara é o melhor do jogo, milionário, bonitão, dorme com a Gisele e ainda vou torcer pra ele?

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quarta-feira, 28 de julho de 2010 Light, Sem uma categoria | 12:07

Espetáculo ou esporte?

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Após ler inúmeros comentários dos meus leitores sobre o affair Ferrari-Massa, deixei baixar a poeira, mas não muito, para colocar minha opinião.

Não entendo o por que de corrida de carros, seja lá qual categoria for, estar nas páginas esportivas e ser considerado um esporte. Se pensarmos bem é tão esporte como são corridas de cavalos.

Corre-se de cavalos por toda a história da humanidade e os carros são a atualização dos cavalos. Um surgiu para substituir o outro. No entanto, não ouço falar em corridas de cavalos como esporte, nem em jóqueis como esportistas. Até por isso, imagino, nunca passou pela cabeça de alguém considerar as corridas de cavalos, ou carros, para as Olimpíadas, por exemplo. Pensando bem, ambas deveriam estar nas páginas de espetáculos, onde encontramos as mais variadas alternativas de entretenimentos.

Mas há quem discorde. Sendo assim, temos duas possibilidades. Ou é, ou não esporte.

Se não for esporte, vale o espetáculo, que é real, afinal correr acima de 240 kms por hora em bólidos high-tech não deixa de ser instigante para uma parte da humanidade que sonha com o acesso a um carro desses. Valendo o espetáculo, as estrelas são os carros e assim a Ferrari tem todo o direito de determinar qual de seus carros termina em qual lugar e o que mais quiser que diga respeito de seus carros.

Se for um esporte a coisa muda de figura e o elemento humano é o fator predominante, onde o carro é um instrumento tal como, diríamos, uma raquete ou uma vara de salto. Sendo assim, assume o bônus e o ônus de ser o protagonista. Em um caso como o deste fim de semana, onde a Ferrari determina quem ganha e quem perde e o esportista como uma marionete bem paga obedece, o mínimo que deveria acontecer é uma penalidade exemplar para todos os envolvidos.

Por que? Se fosse outro esporte, digamos, futebol, regatas ou tênis, o que aconteceria se o presidente do clube, o técnico ou mesmo o patrocinador berrasse das arquibancadas ou mandasse um bilhetinho eletrônico aos atletas para entregar a partida ou a regata, seja qual for a razão e, pior, eles obedecessem para não perder o contrato? E se isso ficasse documentado através de uma gravação? O que aconteceria? Bastaria uma multa de U$100 mil? No mínimo, os envolvidos, incluindo o que mandasse, o que se beneficiou e o que entregou seriam banidos do esporte. E na nova lei do Estatuto do Torcedor, sancionada ontem, fraudes em resultados pode dar até seis anos de prisão.

Exagero? Dá para imaginar, o Nadal com cara de bunda na Quadra Central de Wimbledon entregando um jogo porque o tio mandou? O Robert Scheidt se afogando para entregar um mundial para dar uma força para o seu “colega” bancado pelo mesmo patrocinador que deu a ordem? O time todo do Corinthians todo olhando para o chão de vergonha enquanto levava tomatadas e porradas da galera, após uma derrota, porque o presidente achou uma razão para fazer uma média com alguém e afinal é ele quem paga os salários, e mais chato ainda, todos, na maior cara dura, tentassem justificar logicamente essa atitude?  As respostas parecem óbvias.

Por essas e por outras acho que corrida de automóveis estaria melhor nas páginas de espetáculos.

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segunda-feira, 18 de maio de 2009 Sem uma categoria | 12:04

Menções honrosas

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Em um fim de semana onde Federer, Nadal e Djokovic foram as estrelas, vale a menção de outras figuras que também brilharam.

A russa Dinara Safina aguentou o rojão e honrou a recém conquistada posição de 1ª do mundo ao vencer o Torneio de Madrid. Nunca é fácil ter que se provar em quadra, especialmente quando todos os olhos e cobranças estão na sua direção. A moça talvez tenha menos talento natural que o irmão, mas vai provando que tem mais estabilidade emocional.

Safina ganhou o título batendo a jovem beldade dinamarquesa de origem polonesa, Caroline Wozniacki, de apenas 18 anos. Esta já está entre as top 10 e quem tiver boa memória lembrará que eu escrevi e comentei na TV sobre seu futuro promissor – ele chegou.

Outra menção honrosa do fim de semana é o gaucho Marcos Daniel que conquistou o Challenger de Zagreb. O rapaz pode não se dar bem nos ATP Tour, mas encara qualquer um nos Challengers. Interessante tambem como Daniel prefere ter seus melhores resultados no exterior, já que, teoricamente, isso é mais difícil. Ele volta a estar entre os top 100, único brasileiro por lá, já que o Bellucci despencou.

Outro gaúcho, Marcelo Demoliner, 20 anos, apareceu para o público ao vencer o Challenger de Blumenau, cacifando nas vantagens de jogar em casa. Vale mencionar que na final aplicou um contundente 6/1 6/0 no veterano Rogério Silva, e que ficou também com o título nas duplas. Até Blumenau, Marcelo, que é sacador, havia ganhado somente duas partidas em Challengers. A nossa torcida é que pegue gosto pela coisa.

Caroline já é top 10                                                                                        Demoliner, a primeira vitória.

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terça-feira, 5 de maio de 2009 Sem uma categoria | 23:19

Beijando a terra.

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O que eu queria saber é o seguinte: será que o Federer está disposto a sujar a roupa, e o corpo, de terra para finalmente vencer Roland Garros, igualar o recorde de Pete Sampras e lutar para voltar ao topo do ranking??

Dinara Safina, #1 do mundo, testa o saibro de Roma.

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domingo, 3 de maio de 2009 O Leitor no Torneio, Sem uma categoria | 23:19

O leitor em Roma

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Mais uma vez um leitor do blog comparece em um dos torneios internacionais e nos brinda com texto e fotos de sua aventura. E mais uma vez, em meu nome e dos leitores, agradeço a atenção, o esforço e o tempo. Parabens. Abaixo o Aberto de Roma de José e Tâmara Estelita:

Do Foro Romano ao Foro Itálico

Caro Paulo Cleto,

Como bem sabes, este final de semana estou em Roma com minha esposa Tâmara. Chegamos no sábado à tarde, e fomos logo descobrir a beleza e a história milenar do Coliseu, Palatino e Foro Romano. Ao anoitecer, fomos a Fontana de Trevi, onde joguei uma moeda e meu desejo foi conseguir ingressos no outro dia para a grande final do Master 1000 de Roma, pois já estavam esgotados pela internet há algum tempo.

No domingo pela manhã, abro o jornal e encontro a seguinte manchete: “Roger Federer non è pui il maestro del tennis mondiale”. Mais emblemática impossível, e a final seria entre Rafael Nadal e Novak Djokovic.

Após algumas visitas a outros monumentos históricos, pontualmente ao meio dia, estávamos na Praça de São Pedro, magnífica obra de Bernini, junto aos milhares de fiéis, esperando a benção do Papa. Bom, advinha qual foi um dos meus pedidos!?

De lá, foi só pegar um ônibus e chegar rapidinho ao Foro Itálico, onde se realizaria a grande final. Logo na bilheteria um cartaz quase tirou minhas esperanças: “Finale Masc. Sold Out”. Mas antes que eu pudesse pensar alguma coisa, uma senhora me ofereceu para comprar ao preço de custo, seus dois ingressos da Tribune Distinti Tevere, para a grande final. Milagres acontecem, ainda mais em Roma!

“Il primo piatto” a final masculina de duplas entre os Bryan brothers x Nestor/Zimonic e “il secondo piatto” a de simples entre Nadal x Djokovic. O interessante é que teve sérvio nas duas partidas. Dois jogos, duas histórias.

A quadra central é magnífica, com arquibancadas de mármore, que recebem o complemento das de alumínio especialmente para o torneio. Como os jogos de duplas não são televisionados, não estamos acostumados a vê-los no dia a dia, no nível top, e o jogo se tornou bastante interessante. Os pontos são extremamente rápidos, praticamente não há troca de bolas, e não existe vantagem na igualdade, o que torna o jogo bem mais rápido ainda. Acho que os caras nem suam. Bom, deu Nestor/Zimonic em 2 sets a 0. Bom sinal para a Sérvia?

Já na final de simples, a quadra estava completamente lotada. Rafa Nadal entrou ovacionado, mas Djokovic também teve muita torcida. Nadal começou com tudo, como sempre, conseguindo logo uma quebra, e sacou para fechar o set no 5×4 e no 6×5, mas incrivelmente falhou nas duas, e o 1o set foi para o tie-break, com vitória de Nadal por 7 x 6 (2). É incrível como apesar do set ter sido equilibrado, Nadal parecia sempre com o controle do jogo, e Dojokovic sempre correndo atrás.

Era nítido que quando os pontos se alongavam Nadal levava sempre vantagem, restando a Djokovic ser 100% agressivo, para tentar encurtar os pontos e neutralizar a superioridade do espanhol. O problema é que a bola dele é muito reta, sem ângulos, sempre no meio da quadra, bastando que Nadal dê um ou dois passos para o lado para bater na bola, sempre tentando angular, procurando as linhas, deslocando Djokovic, tal qual um pêndulo, para um lado e para o outro. E isso cansa o adversário.

E não deu outra, no 2 o set, com duas quebras, o número l do mundo vence pela 4a vez o Master 1000 de Roma, ultrapassa o número de Master 1000 de Federer e segue em busca de novos recordes. E nós saímos com um troféu de Roma!

Eu não sei como terminou a transmissão do jogo na TV, então para registrar, após a premiação a cerimonialista perguntou a Nadal duas coisas:
- Se você jogar uma moeda na Fontana de Trevi, qual seu pedido?
- Nadal: isto é segredo! (Eu pediria o GS em 2009!)
- Qual seu artista italiano preferido?
- Nadal: Bernini. (Uma escolha perfeita!)
E para Djokovic ela pediu que ele imitasse Rafa Nadal. Com a permissão do Rei de Roma, foi prontamente atendida.

Abraços Cleto e amigos do blog.
Até a próxima! Da Cidade Eterna,
José Estelita.

Abaixo, José e Tâmara com o troféu, no Coliseum e no Fora Itálico.

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terça-feira, 28 de abril de 2009 Masters, Sem uma categoria | 19:57

Rei de Roma

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A maior razão do tremendo sucesso de Roger Federer com os tenistas – atenção, eu escrevi tenistas e não fãs do tênis – é a maneira clássica como ele joga o nosso esporte. Óbvio que não estou considerando a lista de títulos que o rapaz pode colocar na mesa a qualquer hora.

Existiu uma época que tenistas com esse estilo e plasticidade não eram tão raros como hoje. Isso foi antes do tal tênis-força tomar conta do circuito. Já que esta semana se joga em Roma e um dos leitores pediu, escrevo algumas linhas sobre Adriano Pannata, um dos dois maiores tenistas italianos da história – o outro sendo Pietrangeli, que não por acaso teve a ex-quadra principal do Foro Itálico renomeada com seu nome. Os italianos não têm um bom olho para a beleza só em moda e arte.
E se fosse para escrever só sobre estilo e plasticidade, Pietrangeli apareceria antes do que Panatta.

Adriano era filho do homem que tomava conta das quadras de um clube em Roma, aprendeu olhando e aos 14 anos foi para um centro de treinamento da confederação italiana perto de Nápoli. Isso nos anos sessenta, o que nos coloca 50 anos atrás deles, já que não temos um até hoje.

Além do enorme talento e habilidade, era alto para a época e tinha bastante força e agilidade. Seu jogo era de saque e rede, mesmo no saibro, piso que, ironia, se dava melhor do que nas rápidas. Seus confrontos com tenistas contra-atacadores como Borg e Connors se tornaram históricos e marcantes. Com Borg jogou 15 e venceu 6. As mais memoráveis foram a final de Roma em 78, com o sueco vencendo no quinto set e nas quartas de Roland Garros em 76, ano que o italiano venceu o torneio.

A final de Roma foi épica, com Borg ameaçando se retirar da quadra se o publico não parece de jogar as moedas de 100 Liras na sua cabeça. Ele me disse que cada uma ardia como uma picada de abelha. O sueco foi até o juiz e lhe disse: repita exatamente o que eu lhe falar; “se jogarem mais uma eu vou embora”. Mas foi só depois que Adriano sinalizou que o público parou – com as moedas, porque os apupos, barulhos, xingamentos e roubalheiras continuaram. Borg me disse que ganhou só de marra.

Com Connors a conta foi pior. Sete vitórias do americano contra duas derrotas. A grande partida foi uma terceira rodada no U.S Open, onde Connors jogava muito e Panatta queria muito uma vitória. A partida foi decidida em 7/5 no quinto set para o americano e deixou o italiano famoso nos EUA já que televisionada na integra.

Panatta ainda levou a Itália quatro vezes à final da Copa Davis, o que conta mais para os italianos que qualquer título de Roland Garros. Infelizmente, para ele, só venceu a primeira, em 1976, contra o chilenos, infelizmente para estes.

Panatta abandonou o circuito em 1983. Como ícone do tênis italiano foi capitão da Davis durante 15 anos. Ele era o capitão quando o time por mim capitaneado bateu a Itália em Maceió, uma boa memória. Foi também técnico geral da federação italiana e diretor do Aberto da Itália. Hoje gosta de correr em speedboats e foi campeão mundial da categoria em 2004.

Fora da quadra sempre era muito arrogante e talvez por isso não tenha sido ainda maior – chegou a 4º do mundo, em uma época cheia de Borgs, Connors, Vilas, Nastase etc. Teve lá seus podres na vida, andou com gente errada e só não sujou seu nome de vez porque a Itália, ao contrário de alguns países, sabe cuidar de sua história e ídolos. Mas esse não é o assunto, até porque senão isto ficará longo demais.

Vale dizer que sempre valeu a pena interromper treinos e refeições quando eu estava no circuito para assisti-lo jogar. Tinha uma das esquerdas mais bonitas e eficientes do tênis. Batia flat e com slice – não usava o topspin, e mandava muito com ambas. Sua bola andava barbaridades e ainda usava raquetes de madeira Maxply Dunlop. Na rede era um gato e executava voleios como poucos; tanto com força, como colocados, angulados e acariciados. A ATP devia tornar mandatório à molecada assistir os antigos vídeos de tenistas como ele para ver se os caras de hoje aprendem. É isso.

Isto é uma esquerda bonita.

Isto é um voleio de esquerda.

Isto é um voleador.

Isto é uma final de Roland Garros

Isto é uma final do Aberto de Roma.

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segunda-feira, 27 de abril de 2009 Light, Sem uma categoria | 18:37

Banho de gelo.

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Vocês já se perguntaram o que os tenistas e seu staff fazem quando não estão em quadra ou sentados jogando cartas e falando de mulheres? – por favor, não se esqueçam que a testosterona corre solta no sangue de atletas em seus auges!

Bem as opções não são muitas, já que a vida deles é regrada e focada. E como o staff acaba sendo as pessoas mais próximas, pelo menos quando as mulheres não estão por perto, a vida é compartilhada em detalhes.

E essa luva na mão?!

Notas relacionadas:

  1. Denso
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sábado, 25 de abril de 2009 Copa Davis, Sem uma categoria | 14:34

Bom para a tosse

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Vai mal! Pela segunda vez na temporada a Copa Davis é manchada por cores políticas. Primeiro, foi a Suécia fechando as portas do estádio para o confronto contra Israel. Ruim, mas até entendo. Na avaliação deles, não distante da realidade, a emenda seria pior do que o soneto. Os protestos dentro dos estádios poderiam interromper os jogos de vez.

Agora os australianos esnobam os indianos, afirmando que a cidade de Chennai não oferece segurança para o confronto, por ser época de eleições e a existência do receio de confrontos.

Se fosse assim, o Brasil não poderia ter ido à Buenos Aires nos anos setenta. Não tinha eleições, mas tinha Tupamaros, metralhadoras no hall do hotel e no clube e uma eterna paranóia no ar. Não teria ido ao Peru, onde o governo local nos obrigou a andar, para cima e para baixo, com cinco seguranças armados de metrancas, inclusive nas portas dos quartos, para evitar assédios inesperados dos Senderos. Sempre soubemos dessas realidades, riscos e encaramos com tranqüilidade. Mesmo quando bombas explodiam em um baque surdo perto das quadras e o silêncio momentâneo que vinha das arquibancadas era maior do que o de qualquer quadra central mundo afora.

Os países do chamado primeiro mundo sempre tiveram uma posição arrogante com países em desenvolvimento, inclusive nos esportes. A cada vez que um deles vinha por aqui começavam as pressões e acusações veladas. Os casos são muito numerosos para começar enumerar. E não eram só com o Brasil. O que a Austrália fez, e está fazendo, é isso, além de uma ofensa à Índia.

Os australianos decidiram que não vão a Chennai e a FIT está prometendo multa e suspensão, já que analisaram e concluíram que as condições de segurança são as necessárias. Os que mais pressionaram foram os tenistas, especialmente Lleyton Hewitt – e isso deve ter contado muito na decisão da federação australiana de dar o default.

Só que já falam em suspensão de 12 meses, o que é pouco, por ser só uma temporada. Tinha logo que suspender uns dois anos e mandá-los para a terceira divisão da Oceania, onde da próxima vez teriam que ir jogar lá pelos lados da Indonésia para ver o que é bom para a tosse.


Chennai:lá como cá, uma terra de contrastes.

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sexta-feira, 24 de abril de 2009 Light, Sem uma categoria | 13:33

Precisamos dos ovos

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Já que o pessoal é chegado um filminho – e quem não é? – ofereço dois filmes onde o tênis teve alguma participação e que tiveram um significado especial para mim. É óbvio que a lista de filmes onde o tênis é um personagem é mais extensa, mas esta é a minha lista de agora.

Blow Up. Um cult dos anos 60, dirigido por Antonioni, baseado em um conto de Julio Cortazar, com Vanessa Redgrave e Jane Birkin (que se vocês desconhecem preparem-se para cortar os pulsos e nunca mais falar mal da cultura de tenistas) tendo suas roupas arrancadas por David Hemmings, que fazia o personagem inspirado no fotografo David Bailey. Para quem gosta de música, uma cena em um bar londrino onde os Yardbyrds (Jimmy Page e Jeff Beck) tocam, Beck arrebenta a guitarra e a joga para o público. Clássico!
A cena do tênis, imperdível e inesquecível, foi filmada com Marcel Marceau, o maior dos mímicos (o mesmo raciocínio do parêntese acima) e sua trupe. Anos mais tarde eu ia Clube Harmonia e encontrava um famoso arquiteto paulistano “batendo” paredão sem raquete e sem bolinha e me lembrava de Marceau. Um prêmio para quem encontrar a cena no internet.

Annie Hall. Porque é um dos meus filmes favoritos e o melhor de Woody Allen. O casal se conhece jogando uma duplinha em um parque em Nova York. A melhor cena, que me lembro desde o lançamento em 1977, é a da cozinhando a lagosta na cozinha. Ela para sempre me marcou o que é imprescindível em um relacionamento. Além disso, nós precisamos dos ovos.

Woody armado e amando.

E para quem não conhece Marceau, uma introdução ao som de Carlos Gardel

Marcel Marceau, joga tênis, em Blow Up – cortesia do nosso Matteonni.

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quinta-feira, 23 de abril de 2009 Light, Sem uma categoria, Tênis Feminino | 13:40

Os filmes favoritos

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Os leitores, os que estão sempre sonhando em acompanhar um dos grandes torneios do circuito, podem imaginar em uma das noites darem uma escapadinha ao cinema e se descobrir ao lado de uma das estrelas do circuito?

Para que tal aconteça é bom vocês terem uma idéia do que eles preferem ver na tela. Para isso não escolham um filme cabeça, senão o único que encontrarão por lá será Ivan Ljiubicic. Nadal adora filmes em geral, especialmente os espanhois. Federer adora os de ação, tipo Rambo, James Bond e “Dirty Dancing”. Gonzalez confessa que pensar lhe dá sono. Murray curte o humor bagaceiro dos irmãos Farrelly. Roddick adora “Um sonho de liberdade”, o filme mais popular da história. Sam Querrey sabe todas as falas de “Um maluco no golfe”.

Boa parte prefere comédias. Mas o favorito mesmo é o Gladiador, o que nos diz bastante de como esses atletas se vêem. Acompanhem abaixo.

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