Super Bowl
Hoje é dia de Super Bowl XLVI, mega espetáculo do esporte americano que, entre outras coisas, serve para me lembrar que o tempo é, ao mesmo tempo, um carrasco e amigo.
Assisti ao primeiro deles, no início de 1967, com vitória dos Packers de Vince Lombardi, pouco depois de chegar aos Estados Unidos para estudar. No ano seguinte já sofria por ver um dos meus times (Oakland Raiders) derrotado na final pelos mesmos Packers.
Ao contrário da maioria, nunca fui fã de um único time, muito pouco pela minha paixão pelo esporte. San Francisco e Minnesota também fazem parte da lista, todos por razões distintas.
Minnesota eu me apaixonei em uma partida disputada debaixo de neve, em 1967, contra os Cowboys (o único que eu não gosto mesmo) e pelo estilo de então de correr com a bola e ganhar, quando ganhavam, na marra. Nunca deixei de torcer por eles, especialmente nos anos 70, quando foram “O Time” perdendo quatro vezes no Super Bowl, por conta de alguma praga rogada pelo pessoal de Chicago.
San Francisco porque morei lá, uma razão tão boa quanto a melhor do mundo – e eles foram os “melhores do mundo” nos anos 80. Liderados por Joe Montana (The Quaterback) e Jerry Rice e Ronnie Lott ( O Xerifão).
Os Raiders, os grandes rivais do outro lado da Bay Bridge, porque era o time mais politicamente incorreto da época – de qualquer época. Uma diversão impagável liderada por John Madden – técnico que virou o melhor comentarista da história, o que prova que o cara tem que conhecer o metier – Jim Biletnokoff ( o melhor receiver da história, junto com Rice, Jim Otto, Dave Casper, Ted Hendricks (e cujo quarto eu dormia na Univ de Miami quando ia por lá), Willie Brown e Howie Long.
Colocaria aí também, por uma razão ainda mais distinta, New Orleans (porque eles nunca ganhavam nada, a cidade é charmosa e diferente das outras americanas e o uniforme o mais bonito).
Desta vez não tenho favoritos. Patriots e Giants. New England e New York. Uma rivalidade da costa leste, que nunca foi a minha. Mas para quem conhece a área, sabe que ali o bicho pega tanto quanto São Paulo e Rio, uma rivalidade já não é mais tão grande.
Jogo por jogo, vou decidir na hora para quem torço, como sempre faço. Vou deixar a emoção me levar. E geralmente ela me leva para quem estiver perdendo, o que sempre causa um certo desconforto, e uma emoção ainda mais forte, no finalzinho. Porque hoje não haverá empate.
Como diz o meu enteado sobre Tom Brady – o cara é o melhor do jogo, milionário, bonitão, dorme com a Gisele e ainda vou torcer pra ele?













