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Arquivo da Categoria Porque o Tênis.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011 Curtinhas, Minhas aventuras, Porque o Tênis., Tênis Feminino, Tênis Masculino | 17:47

Curiosidades e sagacidades

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Com a vitória da Espanha na Copa Davis chega, oficialmente, o fim da temporada 2011. É hora de fazer algumas avaliações e pensar para frente.

Estarei nesta época explorando assuntos alternativos, coisas que fujam do dia a dia do circuito.

Nos próximos dias atenderei perguntas, sugestões e pautas, dentro do possível, e isso inclui a relevância das mesmas. Quem tiver alguma pergunta interessante que possa agregar ao Blog e seus leitores – mande ver. Surpreendam-me com suas curiosidades, sagacidades e capacidades.  Quem quiser enviar direto no meu email, para evitar a caixa de Mensagens: maisduas@terra.com.br. Use a palavra Tenisnet no local do Assunto.

Darei, óbvio, preferência a perguntas de tenistas sobre a de sofasistas.

Estarei também explorando alternativas e mudanças que venho cozinhando em minha mente para o site. No decorrer dos próximos dias vocês saberão mais sobre elas. Talvez, espero, mudando um pouco, e muito para melhor, o perfil do Blog.

Enquanto isso, para os fãs do suíço Federer e do tênis em geral, e em homenagem ao Martin H que, eu soube, estará em São Paulo para o ATPanga, posto um vídeo para lá de legal do rapaz que jogou muito tênis neste fim de ano – assim como nos últimos 10 anos.

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quinta-feira, 20 de outubro de 2011 Porque o Tênis., Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 14:01

Dois em uma

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Não raro há uma rivalidade um tanto azeda entre promotores de eventos. Nem todos e nem sempre. Alguns até que administram bem a competição. Outros são mais míopes a respeito.

Imagino como anda as relações dos organizadores dos eventos ATP Challengers Finals e o do Rio Champions, ambos acontecendo na mesma semana de 16 a 20 de Novembro.  O de São Paulo foi divulgado há algum tempo e o segundo somente esta semana. Imagino que os organizadores deste não conseguiram negociar outra data.

O primeiro é um evento oficial da ATP e organizado pela Koch-Tavares, que deve arregimentar bons tenistas em atividade – teoricamente os 7 melhores tenistas da temporada no circuito Challengers, considerando os pontos de no máximo 10 torneios. Terá também a participação de Thomaz Bellucci, o melhor do Brasil na atualidade, como convidado.

O torneio será realizado em São Paulo, no Ginásio do Ibirapuera, e distribuirá um total de U$220.000,00 em prêmios, para oito tenistas, além de pontos para o ranking, o que deve assegurar uma boa grana para a rapaziada e jogos bem disputados. Em termos de competição a expectativa é que o evento seja muito bom.

O segundo evento é uma “exibição”, organizado por um “pool” de promotoras, acontecendo no Rio de Janeiro, entre 17 e 19 de Novembro, no Maracanazinho. Reúne tenistas aposentados – alguns do primeiro time outros nem tanto. Faz parte de um circuito administrado pelo ex-tenista Jim Courier. O evento assegura uma grana a cada participante e os resultados são mais decididos na amizade e nos interesses do organizador, que tenta acertar o gosto do público. Tenistas com muito sangue nos olhos não são tão bem vistos.

A idéia é oferecer um espetáculo e uma diversão ao público tendo o tênis como ingrediente. Vale mais o nome, e o imprescindível know-how para o espetáculo, do que a forma técnica atual. O evento deste ano traz, por enquanto, Ivanisevic, Moya e Gaudio todos com um GS no portfólio. Terá ainda Lapentti, Marcos Daniel, que recém se aposentou, e Meligeni, que venceu o evento em 2010.

Além desses seis, que vão fazer um bem bolado entre eles, o evento terá uma partida hour concourse entre Gustavo Kuerten e Alex Corretja, que fizeram a final de Roland Garros em 2001. Kuerten provavelmente não se interessou em participar do “torneio”, mas viu com bons olhos uma reedição da final de Roland Garros.

Apesar de acontecerem em cidades diferentes os torneios vão dividir o interesse dos fãs brasileiros. Só vejo conflito na grade da TV, já que a informação que tenho o SporTV mostra ambos. O conflito das datas se traz um incomodo para os organizadores, faz a delícia dos fãs paulistas e cariocas do tênis, nos presenteando com dois ótimos eventos, se bem com características distintas. Só uma pena que na mesma semana.

Abaixo o Ibirapuera e mais abaixo o Maracanãzinho.

Notas relacionadas:

  1. Em Las Vegas
  2. Louca imaginação
  3. Dois 250 e uma 10
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quarta-feira, 19 de outubro de 2011 Porque o Tênis., Tênis Masculino | 10:17

Sacadores. Devolvedores?

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Estava passando os olhos por sobre algumas estatísticas no site da ATP. Olhando os números – eles nunca mentem, apesar de que também não são totalmente confiáveis – descubro algumas curiosidades.

A primeira delas:

Considerando tenistas que desde 2000 tenham jogado no mínimo 200 jogos no ATP Tour, o gigante Ivo Karlovic tem dois recordes que espelham bem seu estilo, além de estarem na ponta oposta das estatisticas.

De um lado, Ivo tem a melhor percentagem de games de serviço vencidos, com 91%. Por outro, Ivo tem também a menor percentagem de games de serviços quebrados, com somente 9%.

Traduzindo; é uma dureza quebrar o serviço do croata, mas também é uma moleza manter o serviço contra o tenista que, provavelmente, tem o pior jogo de fundo de quadra do circuito. Não fico surpreso com a primeira estatística, mas até me surpreendo com a segunda. O herdeiro dessas estatísticas deve ser o americano John Isner, outro tenista que entra em quadra para levar a decisão do set para o tie-break.

No entanto, o americano tem melhores golpes de fundo de quadra e fez grande progresso nesta temporada nesse quesito. É um tenista que ainda não chegou ao seu limite e, com certeza, terá melhores resultados do que seu antecessor nos recordes.

Os dois, que já jogaram como parceiros de duplas sem grande sucesso, se enfrentaram em três oportunidades. Karlovic venceu duas delas. A ultima, na terra de Houston, adivinhe o placar: 7/6 6/7 7/6 para o croata.

Ivo, John e pegador em Merlbourne.

Notas relacionadas:

  1. O mais rápido
  2. O sacador
  3. Encontrando
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Light, Porque o Tênis., Tênis Masculino | 11:56

Reflexo

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O video abaixo é de um daqueles golpes mágicos que acontecem nas partidas de duplas. Na verdade uma dupla de golpes. A dupla é um jogo de reflexos, com uma dinâmica diferente das simples. Uma coletânea de ângulos buscados em uma avenida de alta velocidade. Um mistério a falta de interesse das pessoas quando comparado com o fascínio pelas simples. Uma arte em extinção mantida por especialistas e, com menor frequência do que eu gostaria, curtida pelos singlistas. O vídeo ressalta o que a destreza de reflexos conquistados por treinos direcionados pode oferecer ao espectador (des)interessado.

Notas relacionadas:

  1. Cumprimento
  2. Até o fim.
  3. O leitor em Indian Wells
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011 Porque o Tênis., Tênis Masculino | 13:00

Reputação

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Na biografia de Roger Federer, interessante para conhecer detalhes da carreira do tenista, mas nada que se compare à verdadeiramente interessante autobiografia de Andre Agassi, há um trecho em que Federer percebe, pela primeira vez, que olhavam diferente para ele após vencer Wimbledon pela primeira vez e, na semana seguinte, jogar em Gstaad, aldeia suíça onde as pessoas se cruzam na quase única rua da cidade. De lá para cá o rapaz, pelos seus feitos e postura, dentro e fora das quadras, tornou-se um nome mundial no tênis, no esporte e, pelo o que fica claro, em geral.

A notícia que corre o mundo agora é que o suíço é a 2º colocado em termos de reputação no mundo. A pesquisa foi feita pelo Reputation Institute – http://www.reputationinstitute.com/index -, a maior empresa mundial de avaliação de reputações, com presença em 30 países, inclusive no Brasil, para determinar a reputação dos mais visíveis líderes e figuras publicas mundiais em negócios, show-bussiness, esportes cultura.

A pesquisa realizada pela SSI, a maior empresa do gênero no mundo, entrevistou 55.055 pessoas em 25 países entre Abril e Maio deste ano; ou seja, nenhuma brincadeira. Quatro atributos foram considerados: o grau que a pessoa é gostada, respeitada, admirada e confiada.

Ser segundo colocado em 2º lugar, logo após Nelson Mandela, uma figura carismática e inquestionável, agrega ainda mais à colocação de Federer e a confiabilidade da pesquisa.

Outras figuras na lista incluem Bill Gates e Warren Buffet, Branson, Jobs, Ratan Tata, Bono, Oprha. Como curiosidade, no fim da lista, já na “shit list”, estão, nesta ordem, Tiger Woods, Mugabe, Hugo Chavez, George W. Bush, Fidel Castro, Berlusconi, Ahmadinejad e Kim Jong-il (Korea do Norte), o que mostra que as pessoas não estão tão loucas.

A colocação de Federer dá ao esporte, em muito especial ao tênis, uma dimensão totalmente diferenciada e tem uma importância majestosa para nosso esporte. O que o suíço dá e empresta ao tênis extrapola suas inúmeras conquistas dentro das quadras e coloca o tênis em uma patamar diferenciado no mundo do esporte. Como venho dizendo, aproveitem enquanto ele está por aí.

Federer – categoria e reputação.

Notas relacionadas:

  1. O futuro
  2. Nostradamus de Las Vegas
  3. Golpe de vista
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sábado, 25 de junho de 2011 Grand Slam, História, Porque o Tênis. | 21:39

Sábado

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Todos os sábados quando eu chegava ao All England Club, em Wimbledon, era surpreendido e abismado pelo tamanho da fila das pessoas que esperavam para entrar no Clube. Ela começa em uma das 15 entradas do local dos jogos e seguia sinuosa pelas calçadas. Depois de uns quinhentos metros, abandonava a rua e entrava por dentro do maravilhoso gramado do Wimbledon Park que, colina abaixo, terminando em um lago. Todas as pessoas se colocam educadamente uma atrás das outras, não demonstrando sinais de irritação e muito menos ímpetos de furar a fila. Elas passam as horas conversando e se conhecendo, em uma espera que é considerada parte do processo e do programa.

Essas pessoas não fazem essa fila para entrar ou mesmo na certeza de comprar um ingresso. Elas estão ali, desde cedinho, no aguardo que um dos 40 mil donos de ingressos que estão no clube decida que deu para o tênis naquele dia e, ao partirem, jogue seu ingresso em uma das caixinhas vermelhas que ficam na saída especialmente para o ato. Para cada migalha jogada, um valor menos pago por alguém da fila, para ver nem que por alguns minutos o tênis na grama sagrada de Wimbledon.

O sábado sempre foi dia diferenciado, pois é quando os esnobes do All England Club davam uma colher de chá para o povão, aumenta o numero de ingressos vendidos nas bilheterias. Uma segunda fila se forma em uma das entradas, em direção contrária a primeira. O pessoal também é diferente. Estão todos instalados muito à vontade, dentro ou ao lado de suas barracas. No final do dia cozinham seus jantares em fogões portáteis e bebem suas cervejas quentes como lhes é habitual.

Muitos são jovens. Mas há donas de casas e suas amigas fazendo uma aventura sem seus maridões, casais que viajaram desde o outro lado do planeta e famílias com a garotada brincando com raquetinhas. No começo da noite é sempre uma festa, com música, cantoria, jogo de cartas e muita conversa entre os vizinhos. Se tudo correr bem não chove, boa parte consegue uma boa noite de sono e os mais jovens vão viver a aventura de fazer amor em uma calçada londrina, o que sempre vira noticia nos jornais londrinos da manhã seguinte.

Alguns poucos anos atrás o pessoal do All England Club, aproveitando as paranóias do terrorismo, consequência da invasão do Iraque, deu uma escorregada e ao invés dos 2.000 ingressos que eram colocados à venda para o sábado, diminuíram para 500. Alegaram ser difícil (traduza-se dispendioso) administrar tanta gente lá fora. Com a diminuição da paranóia e os sempre maiores lucros, espera-se que voltem a ser generosos.

Notas relacionadas:

  1. O Domingo do Meio
  2. Domingo do Meio
  3. nhaca!
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sexta-feira, 24 de junho de 2011 Grand Slam, Porque o Tênis., Tênis Masculino | 16:06

A grama

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A história tem suas origens nas garden parties, as reuniões sociais celebrando o bom tempo que os ingleses adoram realizar em seus deslumbrantes jardins, e também nos cortadores de grama, invenção inglesa que apareceu no ano de 1830.

Diferente do pic-nic francês, mais informal e quase sempre em petit comite, a garden party se tornou algo prestigioso e com a presença de um maior número de pessoas. Foi, mais do que provavelmente, nas suas origens que os ingleses sentiram a saudável necessidade de inventar brincadeiras e jogos para alegrar, divertir e reunir um grupo. Devia ser uma tentação deitar e rolar nos gramados, os chamados lawns, que começando na Idade Média, se desenvolveram no que hoje caracteriza jardins e parques ingleses. No início não eram muito distintos das pastagens e eram mantidos aparados por carneiros, cavalos e coelhos. Mas quando um engenheiro de Gloucestershire, Edwin Budding, inventou o cortador de grama, uma porta se abriu ao possibilitar o corte rente e uniforme da grama, excitando a imaginação de seus conterrâneos.

Em breve os ingleses estavam adaptando ou inventando jogos, uma bela maneira de se desfrutar um dia de sol tão raro e apreciado naquelas paragens. Com a influência do ainda presente Império Britânico esses jogos se transformaram em esportes e invadiram o mundo. Alguns só vingaram mesmo na Grã Bretanha e em algumas de suas possessões, tais como os sonolentos croquet e o críquete, que por aqui não passou do jogo de taco jogado nas ruas pela molecada de antigamente. O rugby foi ser um sucesso em outros países de influencia britânica como a África do Sul, a Austrália e a Nova Zelândia e originou o quase selvagem futebol americano.

Mas três desses esportes inventados pelos gentlemen britânicos derrubaram barreiras e ganharam o planeta – o golfe, o tênis e o futebol. Desses, o tênis encontrou seus caminhos também em outros pisos, tais como o continental saibro e o prático cimento americano. Até hoje os Grand Slams, os mais importantes torneios do esporte, espelham essas diferenças. O golfe e o futebol, pelas características, mantiveram a tradição da grama, a não ser em alguns campos da periferia.
 
Estava pensando como os ingleses enxergam a supremacia de outros povos nos esportes que inventaram. Especialmente no futebol e no tênis. No futebol não conseguem se impor como campeões do mundo desde 1966, em uma Copa que argentinos e alemães afirmam ter sido uma patriotada. No tênis o drama é mais evidente. Uma inglesa, Virginia Wade, venceu o torneio de Wimbledon, um dos últimos remanescentes eventos do Lawn Tennis, em 1977. Porém um súdito da Rainha não vence na grama inglesa desde Fred Perry, em 1936.

A presença de Andy Murray é uma promessa de que essa história pode mudar para os britânicos, que nestas horas fazem bom uso do fato dos escoceses fazerem parte do Império, mesmo que a contra gosto. Mesmo que Murray não seja exatamente a figura que os esnobes gentlemen de então tinham em mente como um campeão de Wimbledon.

Notas relacionadas:

  1. A relva
  2. nhaca!
  3. Os cabeças de Wimbledon
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quinta-feira, 9 de junho de 2011 Curtinhas, Porque o Tênis., Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:55

Dia do Tenista

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Não sei quem o inventou, até porque até pouco tempo não existia, mas foi decretado – seria essa a palavra apropriada – que hoje é o Dia do Tenista. Como, imagino, todos vocês devem ser tenistas, pelo menos os não residentes de um sofá, deixo aqui a minha celebração deste dia. O chato é que, pelo menos aqui em São Paulo, o dia está uma droga e há poucas chances de entrarmos em quadra. Seria nela que poderiamos realmente celebrar a nossa data.

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quarta-feira, 20 de abril de 2011 O leitor escreve, Porque o Tênis., Tênis Brasileiro | 08:44

Porto das Pedras

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Recebo uma mensagem do nosso Barão, figura indócil que não se contenta em ser mero leitor do Blog, agitando, com elegância perene, o network e a diplomacia do ambiente. Flávio B, como também é conhecido, mantêm vasta rede de contato com leitores e envia este email que lhe chegou, enviado por outro leitor. Como o assunto é relevante, interessante e pitoresco, não hesito em dividir com os meus leitores.

Aproveito e envio os meus parabéns à Prefeitura de Porto de Pedras, Alagoas, pela iniciativa que demonstra uma paixão verdadeira pelo esporte, além de uma consciência social ímpar neste país onde o falatório e as promessas vãs são padrão e as ações públicas em benefício do esporte tendem a ser relegadas a um papel secundário ou interesseiro.

Abaixo, com a palavra, Tácito Albuquerque, de Alagoas.

Não se pode querer que surjam novos “Gugas” a cada temporada, isso é impossível. Nossa base é que precisa de mais lastro. Um dos grandes pecados do Brasil é o número de quadras públicas que existem, pouquissimas.

Pra ser sincero não é por falta de condições, pois em fevereiro deste ano fui à cidade de Porto de Pedras, litoral norte de Alagoas e visitei esta cidade de apenas oito mil habitantes, pequenina. Pra se ter uma idéia, a fachada da prefeitura não tem dez metros de largura. Pois bem, eles construiram três quadras de saibro muito bem instaladas, coincidentemente na mesma rua da prefeitura, na verdade se não fosse na mesma rua, seria na outra que fica atrás, ou em algumas transversais, não tem mais opções.

Mas estão lá, construídas, com professor contratado e pago pela municipalidade dando aulas todos os dias a cento e sessenta crianças e jovens do município. Um exemplo que deveria ser copiado. Se por um acaso isso fosse comum nas cidades brasileiras, nós teríamos uma oferta muito maior de tenistas no dia a dia.

Além do que tira das ruas os jovens que não têm opções de trabalho, criando no esporte uma esperança de dias melhores, sem ter que enveredar pelo mundo das drogas. Neste dia que
fui era um domingo à tarde, não tinha nenhuma atividade nas quadras, mas das crianças que encontrei na beira mar quase todas jogavam tênis e me disseram que gostavam de
praticar esse delicioso esporte.

Inclusive a prefeitura oferece as bolas e as raquetes para os alunos, quem controla e guarda nas dependências do complexo é o professor Edinho, este forte que aparece em algumas fotos, que é o responsável por toda estrutura, um exemplo para o estado e ao país.
Segue em anexo algumas fotos do complexo de tênis construído em 09/06/2006 pelo pequenino municipio no litoral norte de Alagoas, distante 110 km de Maceió.

Sds Tacito Albuquerque

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terça-feira, 10 de agosto de 2010 Porque o Tênis., Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:48

No gringos

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Parece que passou desapercebido e ninguém fala no assunto. Pelo menos não aqui, nem nos EUA. Mas com a derrota de Andy Roddick em Washington, na semana passada, para o francês Giles “O Magro” Simon, termina uma era no tênis norte-americano. Pela primeira vez, em não sei quantos anos, pelo menos desde 1973, quando a ATP começou a divulgar o seu ranking, não há um gringo entre os 10 melhores do mundo.

O fato é uma realidade que só confirmou um fato já conhecido. Os EUA deixaram de ser a maior força do tênis mundial masculino e o fundo do poço ainda não foi atingido. E se ainda falam grosso no tênis feminino, não é graças o circuito Country Club e sim graças ao ghetto e as irmãs Williams.

Já prevendo que a casa iria cair, o USTA, a federação de lá, aumentou seus investimentos na formação de tenistas. O encarregado da tarefa é Patrick McEnroe, capitão da Copa Davis e queridinho dos cartolas. O que não evitou que levasse um puxão de orelhas a quatro paredes, após declarar que seu projeto tinha como meta formar campeões.

Os cartolas de lá, já experientes, tiveram com ele uma conversa ao pé de ouvido e McEnroe Jr recentemente corrigiu publicamente a meta: “criar uma filosofia que limpe o caminho para jovens tenistas chegarem ao profissionalismo”. Vá ser politicamente correto lá longe. O que não deixa de ser bem mais realista ao mesmo tempo em que tira o deles da reta. Por aqui alguém faz um projetinho sem vergonha de necessitado e já sai proclamando que a meta é formar campeões.

Para enfrentar o problema, Mc Enroe já colocou na folha de pagamentos da USTA, até agora, 55 pessoas, entre técnicos, fisioterapeutas e preparadores físicos. O número é só para o pessoal de “alta performance” que está alojado, principalmente, na Florida, na Academias Evert, onde há bom clima e podem treinar no saibro, o que Mc Enroe proclama ser uma necessidade para sair do buraco.

Não incluem os inúmeros outros centros de treinamentos da USTA e federações locais, parques públicos, academias para dar com pau, universidades e country clubs que não acabam mais. É essa riquíssima estrutura que o resto do mundo, o Brasil incluído, tem que enfrentar. E zero de top 10. Enquanto isso, no Brasil, na ultima vez que contei, tinham, na mesma situação, deixa-me ver; zero??! O certo mesmo é cair de pau no Bellucci e seus companheiros.

Notas relacionadas:

  1. Curling?!
  2. Aprendendo
  3. Todos em Baurú
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  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última