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Arquivo da Categoria O Leitor no Torneio

quarta-feira, 23 de março de 2011 O Leitor no Torneio, Tênis Masculino | 01:10

Encerrando Indian Wells

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Para encerrar o Torneio de Indian Wells, o relato do leitor Gabriel Dias que voltou para o segundo fim de semana do torneio para viver e nos contar como foi.

Bom dia Paulo,
 
Segue as fotos em anexo dos ultimos dias em Indian Wells.
 
Segue tambem o texto;
 
Saudacoes galera,
 
Eu, Gabriel Dias, sou mais um estudante aqui nos Estados Unidos. Fazendo o chamado tenis universitario nos Estados Unidos, e como tambem sou apaixonado por tenis nao poderia perder a oportunidade de assistir as quartas de finais, semi finais e finais masculina e feminina do torneio de Indian Wells aqui no sul da California, ainda mais de graca e com os previlegios que eu estava tendo. E como voces podem ver pelas fotos, tive grandes emocoes e presenciei momentos incriveis. E vou tentar com palavras, transmitir para voces como foram os ultimos 3 dias de torneio.
 
Pois bem, como falei, moro a mais ou menos 2 horas de carro da onde o torneio esta sendo realizado, na cidade de Indian Wells, que e uma cidade conhecida por ser o habitat natural dos milionarios aposentados americanos. Um lugar muito bonito e rico. Bem legal de visitar, mas acredito que caro para morar. Enfim, como ir na sexta e voltar na sexta a noite, depois ir no sabado e voltar no sabado e depois ir no domingo e voltar no domingo iria ficar muito cansativo e caro, entao acabamos ficando, eu e meu amigo Victor, no apartamento de brasileiros que sao nossos amigos e que moram em Palm Desert (cidade 10 minutos de Indian Wells) e que tambem fazem tenis universitario nos Estados Unidos. Que por sinal, estudam em uma das Colleges que curiosamente jogamos um contra o outro. São basicamente nossos rivais.
 
O que eu percebi na sexta, sabado e domingo e que o torneio ja nao tem tanta gente, nem tantos jogadores, coaches, preparadores fisicos e pessoas na area reservada para os jogadores. Com certeza qualquer torneio acredito ser muito mais interessante assistir os primeiros dias pois tem mais jogos para ver e sempre jogos rolando em todas as quadras. A sala dos jogadores estava praticamente vazia, pouquissimas pessoas, no restaurante muito menos.
Na sexta assistimos todos os jogos, vimos o Federer ganhar do compatriota Wawrinka, e do Djokovic acabar com a festa do Gasquet. Dois jogos bons apesar dos placares nao indicar tanto equilibrio. Assim mesmo, foi bem legal. Assistimos os dois jogos em lugares privilegiados. Uma visao incrivel. Tiramos varias fotos e fizemos varios videos tambem. Claro que na sexta nao poderiamos deixar tambem de ver a Wozniack jogar contra a Sharapova ne?! Por razoes que acredito serem obvias, fomos la assisti-las na primeira fileira. Um jogao apesar da aula de spins alto e de defesa que a Wozniack deu na Sharapova. O jogo foi administrado pela Wozniack o tempo todo, a dinamarquesa manda muito na movimentacao, mexe muito bem as pernas e esta sempre em equilibrio para bater na bola. Corre muito. Nao e atoa que foi campea. Cada vez mais acredito que tenis e um jogo que ganha quem erra menos. Nao e questao de quao forte voce bate na bolinha, mas quanto tempo voce aguenta devolver a bolinha. Com certeza tirei deste torneio muitas informacoes, e cada vez mais consigo entender melhor de tenis e das coisas que acontecem nos bastidores. Na sexta tambem assistimos o jogo de duplas do Nadal/Lopez vs Federer/Wawrinka. Assistimos 2 fileiras para cima dessa vez, ja achei meio longe, mas tudo bem. Os primeiros lugares estavam reservados para o Charlie Pasarell e um milionario que se eu nao me engano comprou o Indian Wells inteiro. Algo assim.
A dupla foi demais. Muito divertida, os jogadores digamos que descontraidos mas querendo ganhar. Torci para o Federer que e o meu idolo, e ele foi la e fez o dever de casa junto com o Wawrinka e derrubaram os campeoes do ano anterior. Foi um dia de torneio bem legal.
Eu depois do jogo de duplas do Federer, fui comer algo la no Players Lounge e quem eu vi brincando na grama, as filhas do Federer. Estavam elas e mais duas mulheres, uma delas a esposa do Federer e uma loirissima e cantora famosa que agora me fugiu o nome. Foi muito legal ve-las pessoalmente, e tambem perceber que elas ja conseguem andar sozinhas. Logico que nao fui acabar com o momento familia delas e tambem achei muita invasao de privacidade tirar foto com a esposa do Federer naquele momento. Totalmente inapropriado.
 
No sabado vimos todos os jogos tambem, o Nadal contra o Del Potro, o Djokovic contra o Federer e a final de duplas masculina. A final de duplas feminina eu pulei. Enfim, as simples foram demais. Jogao mesmo. O Nadal virar pra cima do Del potro no primeiro set perdendo de 4-1 foi demais. O Nadal realmente e o cara. Uma intensidade que da pra ver ainda mais ao vivo. Impressionante, nao para um segundo sequer. Ate nas trocas de lado, o cara fica mexendo as pernas. Estava torcendo para o Nadal por duas razoes, uma eu queria ver uma final dos sonhos de qualquer organizacao de um torneio entre o Federer e Nadal e outra razao e que o Del Potro apesar de ser super simpatico e Argentino ne?! ai o futebol fala mais alto. Enfim, vitoria do Nadal. Faltava so o Federer ganhar do Djokovic que domingo seria um espetaculo. Mas que infelizmente nao aconteceu. O djokovic jogou demais. Um primeiro set perfeito. Deu pra perceber que ele estava jogando tudo na esquerda do federer e atacando sempre que dava. Jogou demais. Mas como o Federer e o Federer deu um jeito de ganhar o segundo set mas nao conseguiu aguentar o motivado e invicto Djokovic no terceiro. Com autoridade ganhou do Federer e de brinde ganhou tambem o titulo de novo numero 2 do mundo.

Depois foi a vez do Federer tentar o titulo de duplas ao lado do Wawrinka contra o Dolgopolov e Malisse. Os suicos jogaram muito bem mas nao aguentaram as pancadas do Dolgopolov e Malisse. Uns erros nao forcados do Federer no match tiebreak deu a vitoria para o Dolgopolov e Malisse.
 
Foi no sabado que tirei as fotos com os finalistas Djokovic e Wozniack. E por sinal sou muito dos pe quente porque no dia anterior eu tentei achar o Nadal para tirar foto com ele mas ele sumiu, e tentei tambem achar a Bartoli que tambem nao deu o ar da graca, entao tirei com os dois, Novak e Caroline. Que por terem tirado foto comigo foram campeoes. Afinal, meu good luck que eu falei para eles depois de tirar a foto nao e qualquer um que ganha.
 
A foto com o Djokovic foi depois dele ter ganho a semi do federer, foi um espetaculo. Apos o jogo fomos almocar, e quem estava no restaurante se servindo tambem, ele o Novak. Nao sabiamos se pediamos para tirar foto com ele naquela hora ou nao. Ficamos meio na duvida, ai vimos que ele tinha parado para pegar talheres e copo na mesa que tinha la, aproveitamos que ele nao tinha seu prato na mao fomos la pedir pra tirar foto, na hora que falamos – Novak, pode tirar uma… ai na hora ele virou com a bandeja com o seu almoco, ai antes de terminar a frase soltei um – Ahh, deixa pra la, depois… Ai ele meio que viu eu com a camera na mao e um sorrisao enorme e me interrompeu e falou – Nao, nao, vamos tirar agora, nao tem problema. Largou a bandeja de volta na mesa e fomos tirar a foto. Conversamos rapidamente e ele foi sentar na mesa com o seu tecnico que ja estava comendo e agente foi sentar na mesa ao lado. Ai depois, vendo a foto, percebi que a lentizinha que fica na frente da camera nao abriu inteira. A maquina ta meio quebrada, acho que deve ser porque ja derrubei ela inumeras vezes. Dai na hora de irmos embora falei – Boa Sorte amanha Novak. Ai ele falou Obrigado. Nao deu outra, o cara foi campeao.
 
A foto com a Wozniack foi ainda mais legal. Depois dela ter ganho da Sharapova no ultimo jogo da noite, fomos la na saida dos jogadores esperar para que elas fossem embora e tentar tirar uma foto com as beldades. Depois de esperar elas terminarem com as entrevistas, a Sharapova saiu primeiro com 2 segurancas e o coach. Chegamos perto e pedimos se ela poderia tirar uma foto com agente, e dai os segurancas ja falaram nao e ela meio que olhou para agente e nao falou nada. Dava pra ver que ela nao tava com cara de muitos amigos. Dai nao conseguimos tirar foto com ela. So faltava a Wozniack sair. Nao sei se eu falei, mas morei com 2 poloneses no semestre passado e um deles que conhece a Radwanska. Enfim, a Wozniack nasceu na Dinamarca mas seu pai e polones, ou seja ela fala polones, dinamarques e ingles. Por morar com 2 poloneses, eu aprendi algumas palavras em polones. Como, oi, tudo bem? Boa noite, essas coisas assim. Enfim, quando ela apareceu, falei pro meu amigo – Olha e ela saindo, ai pegamos a camera e deixamos no ponto, quando ela apareceu falei em ingles – Caroline, podemos tirar uma ultima foto com vc? Dai ele falou que sim – ai na hora que fui tirar a foto com ela, falei – Oi, tudo bem? em polones. Dai ela meio surpresa me olhou, deu um sorriso encantador e respondeu em polones que estava tudo bem e depois falou uma outra coisa que eu nao tenho ideia do que foi. Pensei comigo mesmo que ela devia ta perguntando e vc. Dai respondi que estava tudo bem comigo. Ai pronto, acabou meu repertorio em polones. E fim de conversa, depois falei em ingles, obrigado e boa sorte amanha na final. Nao deu outra, campea tambem. Simpatissima a Caroline e muito bonita tambem.
 
No domingo, vi a final. Um jogasso. Guerrido e lutado. Novak jogou muito e continua invicto este ano. Belissimo jogo para um belissimo torneio. Tentei achar o Nadal, mas nao o vi fora das quadras de jeito nenhum. O cara sumiu mesmo. Fica esse objevito para o proximo ano. A foto com o Nadal.
 
Acho que e isso, nao da para escrever tudo, mas basicamente foram essas minhas aventuras em Indian Wells.
 
Grande Abraco,
Gabriel Dias

Notas relacionadas:

  1. Dividendo
  2. O leitor em Indian Wells
  3. Djoko, panquecas e coca light.
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quinta-feira, 20 de maio de 2010 O Leitor no Torneio, Tênis Feminino | 17:40

O leitor no torneio – Estrasburgo

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 Mais uma vez um leitor nos envia texto e fotos de uma visita a um torneio. Desta vez é o André Tschumi, que passeia pela Europa e, como um bom fã do tênis, foi ver as meninas competirem em Estrasburgo. Abaixo seu texto e fotos. Um abraço e obrigado.  
  
Aproveitando minha estadia em Estrasburgo, ontem (quarta-feira), tirei o dia de folga para assistir os jogos do WTA local. Na chave de simples ocorreram os jogos de oitavas-de-final e na chave de duplas houve jogos da primeira fase e das quartas de final. Apesar de ser um dos torneios de mais baixa premiação do circuito dentre aqueles de primeira linha, o WTA de Estrasburgo costuma atrair pelo menos uma grande jogadora por temporada. Assim, já ganharam o torneio jogadoras como Lindsay Davenport (1995, 96), Steffi Graf (1997) e Jennifer Capriati (1999). Esse ano a grande atração do evento é a Maria Sharapova. Conversei com um ex-juiz de linha do torneio que me contou que ano passado a Sharapova havia pedido um milhão de dólares para jogar o evento (fora a premiação oficial, é claro). Assim, em 2009 não foi possível trazê-la. Mas esse ano ela vinha de contusão e perdera na semana passada a única partida da temporada feita no saibro. Então, precisando ganhar ritmo de jogo na terra batida, ela baixou o seu cachê para apenas 500 mil dólares e assim foi possível trazê-la para essa edição.
 
O primeiro jogo da quadra principal foi o da espanhola Medina Garrigues, cabeça de chave 5 (atual 49 do ranking) e tri-campeã do evento na época em que era top-30. Não assisti a esse jogo, pois fui a quadra 3 dar uma força à Maria Fernanda Alves, que jogava duplas com a Jorgelina Cravero da argentina. Elas fizeram um jogo bem disputado contra a dupla cabeça de chave 3, perdendo por 6/4 7/6. A Nanda Alves possui bons golpes, se virando bem tanto na linha de base quanto na rede. Mas infelizmente a sua bola não tem peso para machucar as adversárias, o que exige que ela trabalhe muito as jogadas ou conte com um erro não-forçado das adversárias para ganhar o ponto. Com o  jogo que apresenta, se tivesse golpes potentes a Nanda estaria tranquilamente no top 100 da WTA. Ao término da partida ela foi muito simpática e prestativa, quando conversamos brevemente. Ela agradeceu pela minha torcida solitária e aceitou tirar uma foto comigo.
 
Depois do jogo da Nanda fui para a quadra principal e assisti a vitória com tranqüilidade da Vania King sobre a Alize Cornet. Coincidentemente, as duas disputam juntas o torneio de duplas (onde venceram o seu jogo mais tarde). No jogo de simples, a Cornet esteve muito irregular. Quebrou duas vezes o serviço da King  ao longo da partida, mas teve o seu saque quebrado por cinco vezes, cometendo um caminhão de erros não forçados. A King, que costuma jogar com o Marcelo Melo as duplas mistas nos GS, não é uma jogadora adepta ao saibro. Assim, apesar de não estar fazendo uma boa temporada, a Cornet em tese é mais jogadora sobre o saibro e deveria ter ganhado esse jogo inclusive com relativa tranqüilidade. Mas as jogadoras francesas, com raras exceções, sempre tremem quando jogam em casa.  Incrível e uma pena. Até porque, para o público (masculino) é quase impossível deixar de torcer para ela. Afinal a Cornet é linda demais!
 
O jogo seguinte na quadra central foi o da Sharapova, que de fato é uma super star do tênis. Ao contrario de todas as demais jogadoras, a russa chegou a quadra protegida por vários seguranças e cercada por um grande alvoroço. O publico, que até então era pequeno, praticamente lotou a quadra para ver a Sharapova. Pena que o jogo não teve muita graça: 6/3, 6/0. Apesar de estar ainda sem ritmo de jogo, a russa não teve trabalho algum pra despachar sua adversária, vinda do qualifying e apenas número 267 do ranking. No primeiro set Sharapova começou devagar e permitiu à adversária confirmar por três vezes o serviço. No segundo set a russa esquentou e enfiou um pneu. Se pelo menos o tempo estivesse bom, o público masculino poderia ter se divertindo observando os atributos físicos da Sharapova. Mas para a nossa infelicidade, os termômetros marcavam 10°C nessa quarta a tarde, um frio fora do comum para essa época. Assim, a Sharapova jogou com uma roupa extremamente longa para os seus padrões. Ao ver o uniforme da russa, teve muito marmanjo pedindo de volta o dinheiro do ingresso!
 
O quarto e último jogo que assisti foi outra decepção para o público francês. A Virginie Razzano, cabeça de chave número 3 do torneio, tomou uma bela virada da sueca Arvidsson: 3/6, 6/3, 6/2. Após vencer o primeiro set a jogadora francesa sentiu um problema na perna. Chamou o fisioterapeuta, mas não teve jeito. Ela acabou tomando a virada e estragando a tão aguardada, aos menos pelos franceses, semifinal com a Sharapova. Resta agora a torcida local apoiar a musa russa, já que nenhuma jogadora francesa passou das oitavas de final. Pelo menos o torneio mostrou uma bela revelação e esperança para a torcida. Trata-se da francesa de origem sérvia Mladenovic, que completou 17 anos na semana passada e já conseguiu uma vitória na chave principal do WTA de Estrasburgo (que não pude ver porque coincidiu com a hora dos jogos da Cornet e da Sharapova). Isso que ela é ainda a número 235 do ranking. Então guardem esse nome: Kristina Mladenovic. Muito em breve ouviremos bastante falar nessa garota, quem sabe, inclusive brigando em poucos anos pelo título de Roland Garros.

Notas relacionadas:

  1. Durona
  2. Dói
  3. Bem vinda
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sábado, 24 de abril de 2010 O Leitor no Torneio, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 23:27

Graciosa

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Mais um post enviado por um dos leitores presente em um torneio. Desta vez é o Rodrigo Pereira, de Curitiba, que, como verdadeiro fã, acompanhou o Torneio de Curitiba, cuja final acontece neste Domingo entre Ricardo Mello e o alemão Dominik Meffert, e nos brinda com uma das melhores contribuições para o “O leitor no Torneio”.

Acabo de chegar do Clube Graciosa, ou como os curitibanos costumam chamar, Graciosa Country Club. O Graciosa é um clube muito bonito e com uma boa estrutura para esse tipo de evento. Quadras com recuo oficial, arquibancadas confortáveis e dois bons restaurantes. Imagino que os tenistas gostem de vir pra Curitiba, pois talvez não haja no Brasil lugar ao qual eles possam ficar mais a vontade. Digo isso porque os curitibanos tem a “fama” de serem reservados, reservados até demais. Até existe aquela piadinha sobre nós, que diz que um curitibano chegou em casa e pegou a esposa com outro na cama. Sabem o que ele falou pro sujeito? Nada, pois curitibanos não falam com estranhos!

Sendo assim, é um evento no qual os tenistas ficam livremente perambulando por tudo. Você está almoçando na sua mesa e, na mesa ao lado, Marcos Daniel está com sua esposa e seu filho, recém nascido, em cima da mesa abrindo os olhos uma vez a cada 15 minutos. Duas mesas a frente, Thiago Alves, a namorada e seu técnico observam atentamente o jogo de seu próximo adversário, jogo que pode ser visto de “camarote” deste restaurante. Logo ali do lado esquerdo dividem uma mesa André Sá, o paraguaio Delgado, Caio Zampieri e Ricardo Hocevar. Nela conversam sobre tudo, inclusive tênis, enquanto apertam suas pernas no meio de tantas raqueteiras. Mais ao canto, como já é esperado, Larri Passos não para de falar com Tiago Fernandes, que dá um bochecho a cada 2 minutos. Deve estar cansado, talvez esgotado. Ricardo Mello nunca pára, está sempre de passagem, porém sempre sorrindo. E, nesse ambiente, ao final de um almoço, quero tomar um café e peço licença a Nicholas Massu, que está em frente ao copinho com os saches de açucar.

Nesse cenário, todos esses tenistas ficam a vontade e diluídos no meio do povo. Povo que os admira como todo o resto do pessoal que gosta e entende de tênis, porém sabe o valor do espaço de cada um… Bem, com essa turma, eu sou diferente e não perco tempo pra pedir licença e pedir pra tirar uma foto. Como é algo raro por aqui, todos me atendem com muita simpatia e tranquilidade. “Vê se ficou boa, se não tiramos mais uma!”.

Durante a semana os jogos foram muito bons e francos, como é previsível em quadras de saibro quando umidade, temperatura e vento estão em sintonia perfeita. No entanto, ontem esses três fatores brigaram feio e aparentemente decidiram cada um ir pra um lado. Venta muito, chove mas não molha e o frio é de lascar. Pra piorar, a temperatura caiu 10 graus de um dia pro outro.

Como resultado, os jogos também “esfriaram” e atrasaram, resultando no fato das quartas e semis terem que ser jogadas no mesmo dia. Thiago Alvez fez um jogo difícil de quartas, em 3 sets, 6-2; 1-6; 6-4. Quadra pesando uma tonelada e linhas que pareciam gilletes. Some aí vento de tudo quanto é lado. Ricardo Mello passeou contra Zampieri. Mas ali acredito que foi mais pelo respeito de um pelo outro do que por qualquer outra questão, 6×1; 6×2.

Marcos Daniel venceu seu jogo na experiência. Venceu o primeiro set no tie break, depois de sacar em 5×3 e ver seu adversário quebrá-lo pela primeira vez. O espanhol Alcaide é bom de bola, bate tudo de cima pra baixo e saca feito um monstro. Lá fora, no vento e na chuva, a partida tinha tudo pra ser de Marcos, que tinha recursos pra enrolá-lo o quanto desse e fosse necessário. Venceu o primeiro assim e abriu 3×0 no segundo. Viu o espanhol encostar no 3×3 e quando o espanhol babava pra bater na bola, interromperam a partida por falta de condições climáticas. Vamos pra quadra coberta. Pronto, era tudo que o espanhol queria. Marcos Daniel bufava de raiva, pois sabia que la na coberta a bola ia voar e sair fazendo faísca da raquete de Alcaide. O que ele fez? Simplesmente se atrasou 10 minutos pra entrar na quadra, deixando o espanhol esfriando, pensando na vida e acumuladno raiva dele enquanto pulava de um lado pro outro. Entrou calmo, mas não passivo. Segurou as pontas e venceu em mais um tie. Ta jogando um monte!!!

Tive que sair e, se não chover, amanhã assisto a final. As semis serão jogadas hoje, sabado, as 19 hrs, mas não assistirei porque meu alvará venceu com esposa e filhas. Mas amanhã, se não chover, assisto a final. Mando algumas fotos pra que todas possam apreciar.

Um grande abraço
Rodrigo P.

Nas fotos abaixo, Rodrigo com André Sá, Hocevar e Feijão, T. Fernandes, Berloq e Rodrigo c/ Mauro Araujo.



Notas relacionadas:

  1. Um novo e bem vindo Bellucci
  2. O sorteio da chave masculina
  3. Briga boa
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domingo, 11 de abril de 2010 O Leitor no Torneio | 23:13

Regina em Miami

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Mais uma vez, desta com um certo atraso, publico fotos e texto de um dos leitores presente em torneio. Regina Medina foi a Miami e nos enviou, após alguns problemas com suas fotos, o que publico.

Curiosidades do evento:
- O Verdasco e seu pai conversaram o jogo todo. Nunca tinha visto nada igual. O pai, suponho que seja, deu orientações especialmente quando o jogo foi ficando difícil para o filho.
- A Henan foi outra que surpreendeu pela frequência com que trocava olhares com o Carlos, seu técnico, que estava na cadeira abaixo da minha. O que mais achei desagradável foi a chamada por atendimento, quando estava perdendo e logo sair correndo para jogar normalmente. Achei desnecessário e atitude. Parecia que ela estava ( ou é) insegura, pela forma como dirigia a cada ponto ao técnico. Ele, discretamente “respondia”. Em nenhum momento ouvi a voz dele.  
- A festa de premiação foi bem diferente. Colocaram estudantes de escola de Miami para a abertura e ninguem conseguia acertar um passo sequer. Engraçado e divertido por que eles estavam adorando estar lá.
- O Fernando Gonzales trabalhou dias no torneio dando autógrafo e conversando com as pessoas, promovendo a partida de dupla com o Guga. Nos telões anunciaram durante todo o evento este amistoso para arrecadar fundos para o Chile.
- O local é bonito, agradável e permite maior proximidade para assistir ao jogo e, consequentemente fica mais interessante.
- A temperatura estava bem menor este ano em relação aos anos anteriores. Fico imaginando o que deve ser jogar alguns graus acima.
- Não vi a final feminina por que preferi ver o show do Paul Mc Cartney, que foi sensacional. Embora o jogo feminino tenha sido de dia e o show a noite, optamos por só uma atração no sábado. Fiz uma boa troca por que a Venus apanhar em 58 minutos é pouco caso com os pagantes.
-Enquanto o Nadal jogava contra o Roddick todos os fotografos estavam virados exclusivamente para o espanhol. Mesmo quando o Roddick ia sacar as cameras estavam voltadas para o outro lado. Como vc bem conhece, eles vâo com armamento pesado. Nâo sâo nada discretos, por isso ficava ainda mais constrangedor ver que o outro nem existia. Mesmo assim o Roddick foi super simpatico e gentil o tempo todo. Ate por que eles todos são estrelas e, imagino, gostam muito das luzes focadas neles.
Abs
Regina 
 

 

Notas relacionadas:

  1. Gabriel.
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terça-feira, 23 de março de 2010 O Leitor no Torneio | 15:05

Jeitinho

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Um dos meus leitores, Luis Jr., me censura por publicar o texto do Gabriel “O Bicão” e suas aventuras em Indian Wells. Luis diz que passou 10 anos fora, estudando e trabalhando, e relembra um dos meus ídolos jornalísticos, o terrível Paulo Francis, que teria dito que o “brasileiro é um povo chinfrim” por conta de algum jeitinho brasileiro, presumo mais na área política do que juvenil. Não duvido que o Francis tenha dito isso, aliás, não duvido que ele tenha dito qualquer coisa.

Também morei fora durante anos, assim como Gabriel o está fazendo e Luiz já fez. Cada um de nós aprende e guarda experiências distintas com as oportunidades e desafios que surgem. Não sei exatamente quais foram as do Jr, nem há quanto tempo voltou. Imagino que não há muito.

Sei que desde há muito o tal do “jeitinho brasileiro”, com seu lado danoso é uma das características mais perniciosas deste nosso povo. Não vou ensinar a missa para um bando de devotos, até porque vocês conhecem cada detalhe desse veneno social.

No entanto, morei também nos EUA, lugar que aprendi a gostar, de mais de uma maneira, assim como me torneio cético com mais de uma coisa sobre o país. Uma delas é justamente o “Politicamente Correto”, algo que fala alto sobre a forte faceta hipócrita do país, exarcebada por recentes governantes.

Luiz Jr lança tons acusatórios na direção de Gabriel, porque este realizou e até se vangloria de uma série de pequenos delitos, sendo que o pior foi entrar onde não tinha autorização nem ingresso. Não sei se foi tudo exatamente como ele descreve. Sei que fotografou da primeira fila do estádio, assim como fotografou o Nadal na sala de entrevistas. Mas, como dizem os americanos, “no harm done“, assim como diz o leitor Luciano Silveira, vejo ali mais um “prank”, algo que os americanos entendem e presumem nos jovens.

Gabriel é um tenista e estudante por lá, quase um sinônimo de duro, e como tenista se achou no direito, quase na obrigação, de entrar no torneio de um jeito ou de outro. A linha entre a audácia e a inconveniência é tênue e, admito, não é para qualquer um navegá-la e sempre fazer a decisão correta. No entanto, uma das facetas mais marcantes do sucesso do povo americano – já que o evento era lá – é o empreendedorismo, algo que presume o risco e uma personalidade agressiva na busca de seus intentos.

À parte dos julgamentos morais, ficam as razões pelas quais eu publiquei as fotos e o texto do rapaz. Já escrevi em diversas ocasiões que o faria, desde que as fotos e texto acrescentassem algo, jornalisticamente ou tenisticamente, ao Blog e aos leitores, o que, até pelos Comentários, aconteceu.

Entendo a posição do Luis Jr e sua indignação; também tenho seriíssimas restrições ao “jeitinho” e seus perniciosos derivados. Mas vejo as artes de Gustavo e amigos mais pelo lado aventureiro ligado à juventude, momento único em nossas vidas e onde, teoricamente, aprendemos, por nossa conta e risco, quais serão nossos limites e posturas para o resto de nossas vidas. E no processo, presumo, algumas bobagens serão feitas e não mais repetidas. A não ser que seja irremediavelmente necessário.

Na primeira fila – jeitinho, audácia, inconveniente, politicamente incorreto?

Notas relacionadas:

  1. Gabriel.
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segunda-feira, 22 de março de 2010 O Leitor no Torneio, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:13

Gabriel.

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O leitor Gabriel Dias nos enviou as fotos deste post mas não contou muito de suas aventuras por lá, a não ser o que colocou nos comentários. A garotada atual prefere imagens a textos. Se o rapaz, que imagino seja o da esquerda na foto lá acima, parece ter uma queda pela Wozniacki e pelo Nadal. Certo.. Se quiser acrescentar um texto com mais info é só enviar.
Bem,  Gabriel, o fotografo, decidiu escrever tambem. Abaixo o texto do Gabriel, o escritor.

Bom galerinha,

agora estou com tempo e compartilharei algumas das mais variadas historias que aconteceu comigo nesses dias em que fui a Indian Wells sem ticket nenhum mas com muita vontade de assistir aos jogos, o que foi o suficiente para entrar todos os dias no complexo de Indian Wells Tennis Garden. Afinal, tudo se resolve com um jeitinho brasileiro.

Faço faculdade aqui sim Matteoni e sou o de camisa vermelha da esquerda, faço o famoso tenis universitário nos Estados Unidos. E como moro a uma hora do torneio resolvemos eu e meus outros companheiros tenistas irmos a Indian Wells.

Fomos 5 dias, no primeiro dia o coach nosso nos levou para assistir ao torneio, pagamos 43 dólares cada um para entrar no complexo, mas sem acesso a quadra central nem aos jogos da sessao da noite, somente as quadras agregadas. Nesse dia estavamos todos equipados com camisa brasileira e bandeira do Brasil. Quando chegamos as quadras, entrando para ver o jogo do Marcos Daniel que estava rolando encontramos com o Thiago Alves que ja tinha perdido, como estávamos animadissimos falamos ”olha o thiago alves ai” olhamos para ele que viu agente e falou um simples ” e ai?” e saiu de fininho. HAHAHA, mala demais né?!?! Mas também devia estar puto por ter perdido no dia anterior, fazer o que né?!?! Enfim, daí entramos na quadra e sentamos na primeira fileira e começamos a fazer barulho no jogo do Marcos que ja tinha perdido o primeiro set, foi legal, mas nao deu pro Marcos Daniel, o holandes jogou muito, no ultimo game sacando o cara nao quis nem saber e mandou 3 aces seguidos, uma dupla-falta e logo depois outro ace pra carimbar a ida pra segunda rodada do torneio.
Acabando o jogo fomos conhecer o lugar, ver as quadras de treinos, vimos o Tsonga e Feliciano Lopez treinando. As quadras de treinos sao muito legais tambem pois vc consegue ver os jogadores de muito perto.

Logo seguimos para ver o jogo do Ricardo Mello, o que fizemos de barulho na orelha do argentino Horacio Zeballos foi brincadeira, todos da quadra olhando para agente e agente nem ai… Oleee oleee ole oleee.. Brasil Brasil… Vamo ricardo..!! Todas essas frases tipicas de torcida. Tirando que algumas horas quando o Horacio errava alguma bola e agente acabava empolgando e gritando Vamo Mello ou algo assim, ele dava uma encarada na agente, do tipo, Bando de brasileiro que nao calam a boca! rsrs Mas o cara é gente boa tambem, no final ainda deu autografo pra galera mesmo tendo perdido o jogo. Dai na hora da onça beber agua o mello foi la e sacou muito para fechar a partida, comprimentou o Horacio o Juiz e foi se direcionando pra sua cadeira quando ouviu mais uma vez vamo Ricardoooo, ele voltou e gritou da quadra, Valeu pela força galera! O que foi muito legal por ele ter reconhecido que agente tava ali dando uma forca para ele que no final parou pra tirar foto com agente e tudo mais.

Apos o jogo dele fomos ver os outros jogos que estavam rolando, vimos Nalbandian, sharapova, verdasco, isner, baghdatis, murray etc… e tambem a dupla brasileira Mello e soares jogando contra o bellucci e cuevas…

Para finalizar falamos com o Coach que queriamos ver a dupla Agassi, Nadal, Federer e sampras. Mas ele falou que agente nao tinha acesso e tudo mais, ficamos desanimados e talz, mas como brasileiro nao desiste nunca, rsrs, fomos na entrada da quadra central e esperamos um fluxo de gente grande entrando pra entrar junto com a mutidao, esperamos e conseguimos, finalmente na quadra central para ver a dupla. Sentamos la emcimão mas valeu muito a pena, rimos muito e nos divertimos pra caramba.

Ao passar dos dias os ingressos vão ficando cada vez mais caros, 2 dias depois ja estava 80 dolares com direito a o ultimo lugar da quadra central.
Pensamos, assim nao dá ne?! nao vai dar para vir aqui tanto assim, mas daí tivemos a brilhante ideia de dar uma de impostor, chegamos la no dia, e ficamos pensando, e agora!?!?! que vamos falar para esses caras ai da entrada?!?! Pensamos e falamos vamos la falar que somos convidados da Radwanska. Nao deu outra, chegamos no segurança da frente e mandamos um ingles propositalmente bem acentuado e falamos com o peito estufado que estavmos no guest list da jogadora Radwanska, ai o cara olhou para agente, viu que agente nao era nem de perto americano e perguntou onde estava as nossas credenciais – ai eu falei, agente ainda nao tem pois chegamos hoje aqui e temos que pegar nossas credenciais… ai o cara mandou só um Sabe onde fica o lucar pra pegar suas credenciais?! agente – Sim, sabemos. Ai o cara, está bem, podem ir!
Entramos no maior sufoco e na maior cara de pau tambem, até ai tudo bem, agora tinha a outra etapa que era entrar na quadra central sem ticket nem nada, como nao tinhamos nada mesmo resolvemos arriscar alto e tentar entrar pela entrada da frente que da acesso as primeiras fileira da quadra, chegamos lá, e falamos, ” boa noite, estamos na suite 306, somos convidados da jogadora Radwanska” O cara viu que tinhamos um ingles bem precario que fizemos de proposito e nao pensou duas vezes e falou – Enjoy Gentlemen ! haha Foi o melhor divirta-se que ja ouvi!

Entramos na quadra central de Indian Wells com nada menos que Nadal e Berdych aquecendo. Tiramos altas fotos do Nadal e das mulheres que estavam la nas cadeiras perto da agente. So mulheres lindas, outro nivel lá em baixo, até pq nao é pra qualquer um pagar 250 dolares para assistir um jogo em um dia de semana a noite ne?!!?

Enfim, fizemos amizades com os milionarios la, que viu que eramos brasileiros e tudo mais… Um clima muito legal.
Ai como estavamos lá mesmo, fui conhecer mais a quadra e talz, e acabei entrando num lugar la sem querer que nao podia, juro que nao fiz de proposito, mas fui parar la numa salinha cheio de gente conversando, ai pensei, vai rolar algo legal aqui pra essa galera ta tudo aqui, ai fiquei la de bobeira esperando e comendo salgadinhos enquanto os meus outros 2 amigos estavam la vendo a Wozniack aquecer com a kirilenko… Apos eu acabar com as coxinhas, vi que todo mundo comecou a sentar e eu logico sentei tambem, ai advinhem quem me aparece, o Nadal para dar entrevista. Muito legal.. tem jornalista que é muito engracado. Enfim… terminou a entrevista o Nadal saiu de fininho da sala e eu fui embora pra quadra de novo, e como nao sou bobo ja fiz uma amizade com o carinha que estava na porta da saida mas q nao estava quando eu entrei, ai terminei de bater um papo com o seguranca que por sinal muito gente boa, fui para a quadra ver as loiras jogar tenis. Estavamos na primeira fileira, que coisa de louco… Meu primeiro torneio de tenis que assisto e olha onde eu fico?!!? Muita sorte.

No jogo na Wozniack, ela LINDA como sempre. Confesso a vcs que nao prestei muita atencao no jogo entre ela e a Maria Kirilenko, jogam muito, uma movimentacao de perna que vou te falar viu… Andreev que se cuide, e cuida mesmo pois estava a uns 10 metros de mim sentadinho acompanhando a namorada levar uma aula da C. Wozniack. Depois do jogo la fui eu comer salgadinhos de novo, cheguei la na porto e por sorte era o mesmo seguranca que tinha batido um papo antes, ele foi la e perguntou, e ai, como foi o jogo e talz.. falei que tinha gostado muito e tudo mais, ai ele so abriu a porta para eu entrar que por sinal era o unico sem o crachazinho no pescoço. Enquanto eu bebia uns sucos e comia salgadinhos entra a Wozniack LINDA demais como sempre. Ela bem simpatica com os jornalistas e tudo mais. Ai pensei comigo mesmo, aqui so tem jornalista, vou levantar minha mao aqui pra fazer uma pergunta qualquer pra ela!!! Mas pensei melhor e vi que era melhor eu ficar quetinho no meu canto mesmo, faltou coragem mesmo! rsrs. Afinal ja nao devia nem ta dentro do Complexo, muito menos na sala de entrevistas.

Tambem tirei uma foto do berdych devolvendo o saque do nadal, e advinhem que juiz de linha estava na linha de saque?!?! nada mais nada menos que a japinha que chamou um foot fault da Serena no US OPEN.. Lembram? aquele escandaloso foot fault totalmente fora de hora rsrs Pelo jeito ela continua apitando firme e forte.

A dupla dos numero 1 do mundo, Nestor e Zimonic deram uma aula pro Isner e pro Querrey daquelas que agente demora pra esquecer! hahaha

Tudo isso aconteceu.. Foram dias muito legais que passei… Fico feliz de ter tido sorte para ver os jogos de pertinho, pois é obvio que nao daria para pagar 250 dolares todos os 5 dias.

Agora quem sabe nao vamos dar uma de impostor em Los Angeles na exibicao que vai ter do Agassi e McEnroe! haha brincadeirinha

É isso Giuliano e galerinha, espero que tenham gostado de algumas das minhas aventuras que aconteceu comigo esses dias. Se quiserem saber algo mais ou ver mais fotos so mandar e-mail que mando fotos.

Depois tem mais

PS: Nao tenho queda nenhum pelo nadal como disse o seu CLETO! rsrs Sou muito mais o jogo ou movimentacao de pernas da Wozniack.

Valeu e esperam que tenham entendido minha escrita!

abracos

Notas relacionadas:

  1. A diferença
  2. Papo
  3. Faz chover
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quinta-feira, 30 de julho de 2009 O Leitor no Torneio | 10:43

O leitor em Hamburgo

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Como em outras ocasiões, publico a visita de um leitor a um torneio internacional, desta vez em Hamburgo e o leitor Thiago Gaspar que, como vemos nas fotos abaixo, veste a camisa e não hesita em deixar os alemães saberem de onde vem. O rapaz não enviou um texto contando estórias – fica devendo – mas mandou boas fotos. Deu até para matar umas saudadezinhas que tenho do local – uma hora preciso contar umas histórias do lugar, só preciso ser lembrado. Abaixo o email do Thiago, a quem, em nome de todos, agradeço o trabalho e a cortesia.

Cleto, boa tarde.
Dê uma olhada nas fotos.

Como eu havia dito o campeonato não foi o mesmo de antigamente, de qualquer forma é sempre bom estar presente em um campeonato de alto nível. Ahh, e depois dos jogos eu estava voltando para Stuttgart e parei para comer alguma coisa na estrada. E adivinha quem sentou na mesa do meu lado? O Davidenko!!! hahaha

Parabens pelo blog mais uma vez
Um abracao,

Thiago Gaspar


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domingo, 28 de junho de 2009 O Leitor no Torneio | 22:18

Alexandre na Henman’s Hill

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Mais um leitor mata a cobra e mostra o pau, desta vez no Torneio de Wimbledon. O Alexandre Rodrigues acaba de me enviar o relato e as fotos abaixo. O rapaz está de parabens porque teve o amor pelo esporte e a paciencia para exercê-lo. Leiam.

—————————

Nesta sexta-feira parti do Porto rumo a Londres na tentativa de conseguir um ingresso para o Sábado, da cota diária que eles vendem para as quadras secundárias. Na sexta-feira a tarde ainda deu um tempo de dar um giro pela cidade, por alguns dos pontos turísticos outdoors, como o Big Ben, Picaddilly Circus e o Palácio de Buckingham.

A temperatura estava bem agradável, o que é garantia de parques cheios, todos “lagarteando” e fazendo pic-nics nos gramados. Também é interessante a quantidade de pessoas que andam de bicicleta e o respeito dos motoristas pelos ciclistas, independente da existência ou não de uma faixa reservada para ciclistas.

Assim como sabemos que o inverno londrino é tenebroso, quando chega o verão, principalmente à noite, a mulherada sai toda produzida e com muito pouco tecido, por sinal, e a juventude como um todo bebe e bebe pesado, mas isso eram apenas 2 detalhes.

No sábado lá fui pra batalha propriamente dita. Fui para o Wimbledon Park para entrar na fila tentar conseguir entrar. Confesso que não cheguei muito cedo, somente às 10h da manhã. Como o Paulo Cleto mostrou, o Wimbledon Park é um imenso gramado e estava praticamente todo tomado, mas pelo menos posso dizer que estava bem organizado.
Recebi minha senha, que tinha o singelo número: 12265, ou seja, já tinham 12264 pessoas à frente. Estava um belo dia de sol e só restava sentar e torcer por um milagre.
E assim foi. Depois de 7h15 na fila, que sai do Wimbledon Park pra rua e depois retorna novamente pro Wimbledon Park, às 17h15 consegui o bilhete das quadras secundárias para entrar no complexo de Wimbledon, propriamente dito.

A fila.

Nesta altura o sol já tinha ido embora e nuvens ameaçadoras pairavam por ali, o que não gerava uma sensação agradável, a espera toda e correr o risco de entrar e não ver pelo menos um jogo.

Como era minha primeira vez, fiquei mais perdido que cego em tiroteio. Como disse o Paulo Cleto, as quadras são muito bonitas, o tapete verde em si perfeito e com um realce bonito. Rodei por diferentes quadras, em uma delas estava tendo o jogo de duplas mistas da dupla indiana Bhupathi/Mirza contra a dupla britânica Fleming/Borwell (Quadra 4), que por acaso tem uma arquibancada lateral. Estava tomada, mas tomada de torcedores indianos, que torciam fervorosamente. Um quadro que retrata uma das características da cidade londrina.

Alguns jogos dos torneios de juvenis rolando, um jogo de duplas masculinas do Clement/Gicquel contra Blake/Fish, mas que foi impossível de ver, pois a quadra estava bem cheia ao redor. Tive a sorte de pegar o inicio do jogo de duplas mistas do Bruno/Kleybanova contra Huss/Ruano Pascal, mas infelizmente, apesar do jogo parelho, a dupla adversária ganhou nos momentos cruciais da partida. Nesses jogos, realmente não há muitas trocas, pelo que percebi no máximo 5 a 7 trocas.

Durante este jogo, o Marcelo Melo apareceu por lá, infelizmente ele não teve sorte e está fora do torneio, em ambos os torneios de duplas.

Logo após o jogo do Bruno, acompanhei o final do jogo de duplas mistas do André, na quadra 14. Estava bem cheio, principalmente com a presença de muitos japoneses prestigiando a parceira do André. Boa vitória e vaga nas quartas-de-final do torneio. Aproveitei pra tirar uma foto com o André e desejar boa continuação do torneio.


Em outra quadra, uma bela dupla ou uma dupla bela, como queiram; Cirstea/Wozniacki, mas que não tiveram sorte e foram eliminadas. Também dei uma passada na Henman Hill, enquanto rolava o jogo do Murray. Completamente lotado e a galera vibrando com cada ponto do, por enquanto britânico, Andy Murray.

Alexandre na Henman’s Hill

Pra finalizar acompanhei os 2 últimos games da partida do Ferrero contra Gonzalez pelo telão. Depois disso finalizei meu dia em Wimbledon, um dia curto dentro do complexo de tênis em si, mas feliz por ter passado por toda aquela jornada de horas e ainda assim poder dizer que valeu a pena a experiência.

Grande abraço Paulo Cleto e companheiros do Blog

Alexandre Rodrigues.

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quarta-feira, 24 de junho de 2009 Copa Davis, Light, O Leitor no Torneio, Tênis Masculino | 23:12

O Jardineiro

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Já que temos comentado bastante sobre o personagem recentemente, em função de toda a conversa sobre quem foi o melhor da história, vejam abaixo o comercial onde quatro coleguinhas das raquetes mostram seu respeito pelo “jardineiro”. Alias, quem é o quarto?

Notas relacionadas:

  1. Tem que ser em Paris
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segunda-feira, 8 de junho de 2009 Copa Davis, Juvenis, Masters, O Leitor no Torneio, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 21:04

Premonição.

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Federer x Sampras, Wimbledon 2001.

Existem momentos mágicos em nossa história que, não raro, só realizamos sua importância e magia mais tarde. Durante onze anos seguidos fui a Wimbledon, escrevendo para o Jornal da Tarde e O Estadão onde contava minhas aventuras e desventuras no torneio e na cidade de Londres.

Com o tempo consegui algo que, infelizmente, com o tempo decidi abrir mão; uma cadeira cativa na Quadra Central, o palco mais restrito e famoso do mundo esportivo. Posso garantir que essa cadeira, que tem um número limitado, é imensamente difícil de merecer e conseguir e que todo mês de Julho tenho saudades dela.

Em 2001, Pete Sampras, então com 30 anos incompletos, defendia seu título do ano anterior, assim como os sete conquistados anteriormente no All England. Nas oitavas de final, quis o destino que ele enfrentasse Roger Federer, 20 anos incompletos, dono de um único título no ATP Tour, em Milão, em Fevereiro daquele ano.

Eu já tivera a oportunidade de ver o suíço jogar, como juvenil e como profissional, em algumas oportunidades anteriores. Conhecia seu talento natural, suas habilidades e tinha curiosidade em ver aonde suas qualidades poderiam levá-lo. Achei que assisti-lo enfrentar o hepta-campeão na Quadra Central seria um bom programa.

Fiz um lanche rápido, escrevi minha coluna do dia e fui ao templo sagrado do tênis completar o programão do dia – acompanhar o jogo que começou no meio da tarde. O que presenciei naquele dia foi História.

A partida, vencida por Federer por 7/6 5/7 6/4 6/7 7/5, foi a única entre esses dois tenistas que marcaram a história do tênis. Até ontem, com a vitória de Federer em Paris, havia a dúvida sobre o “Melhor da História”. Talvez ainda exista. Mas se o leitor quiser um tira-teima, um divisor de águas, um símbolo, esse é o confronto.

De um lado da quadra, onde conquistara o mais reconhecido sucesso de sua magistral carreira, o experiente Sampras começava a contemplar o crepúsculo de sua carreira – só venceria mais um Grand Slam, em Nova York no ano seguinte. Do outro lado da rede, um jovem talentoso, habilidoso e desinibido como poucos em palco tão exigente, no qual pisava pela primeira vez, só conquistaria seu 1º GS naquela mesma quadra dois anos depois.
Sampras era, claramente, o favorito – do jogo e do público. Federer a auspiciosa promessa. O confronto foi inesquecível, pela qualidade, pela surpresa, pela circunstância. Como uma premonição do por vir, Federer saiu vitorioso, na que foi a melhor partida do torneio, derrotando um campeão que estava a 31 partidas consecutivas invicto no torneio. Naquele dia, Roger mostrou todas as qualidades, técnicas, emocionais e mentais, que o levaram a bater o então campeão e o levariam a um dia desbancar o então melhor da história.

O jogo foi um dos últimos e inesquecíveis confrontos do mais purista e clássico saque-voleio do tênis. Uma exibição para fazer sonhar todos aqueles que cresceram admirando o tênis original praticado sobre a grama e que hoje, por N razões, começa a pertencer a um passado tão distante quanto o das cartas de amor e viagens de trem. E, com certeza, são as essas imagens, das quais apresento breve amostra no vídeo abaixo, mais uma das razões pela qual o mundo se curva e cede, com tranqüilo desprendimento, aos encantos do tênis praticado por esse terrivelmente “cool” tenista dos Alpes.

Como curiosidade, coloco abaixo trechos pinçados da minha coluna do Jornal da Tarde da época, onde menciono o garoto Roger Federer. Eles estão exatamente como foram escritos, pouco mais do que oito anos atrás.

“ Na segunda semana de Wimbledon as partidas concentra-se nas quadras principais. As secundárias passam a ser usadas pelos juvenis e os veteranos. O evento juvenil, que é disputado desde 1947, é oficial e tem suas inscrições por mérito. O dos veteranos é um evento por convites. Entre as garotas tivemos uma semi-finalista na figura de Vera Lúcia Cleto em 1968. Entre os garotos já tivemos dois finalistas. O paranaense Ivo Ribeiro em 1957 e o carioca Ronald Barnes – brasileiro com o tênis mais bonito e vistoso que já pegou numa raquete – em 1959. Quem me lembra o seu estilo é o suíço Roger Federer, tenista que é um prazer assistir.”

“O suiço Roger Federer, de 19 anos, é, junto com o russo Marat Safin, o maior talento da nova geração. O seu, além de ser um tênis de resultados, é também o mais vistoso das quadras. Elegante, do instante em que entra na quadra, ao momento que cumprimenta o adversário, é um “gentleman” também fora delas. Durante as partidas mantém uma postura raramente vista em tenistas da sua idade. Às vezes parece carecer uma pitada de garra. Talvez o tênis lhe seja tão fácil que nos parece sem esforço. Sua vitória sobre Pete Sampras veio como uma surpresa somente para aqueles que não tem tido a oportunidade de acompanhar a sua breve carreira.”

“ Somente as agruras de Sampras não seriam o suficiente para causar sua derrota em Wimbledon. Ele precisaria encontrar um adversário a altura. E foi isso que aconteceu ao enfrentar o maravilhoso tenista Roger Federer. O amigo leitor pode ficar sossegado. Ainda vai ver muito esse “young gentleman” suíço. Isso porque, insisto, o rapaz tem o tênis mais bonito que freqüenta as quadras do tênis profissional.”

Confesso, sem maiores inibições, uma pitada de orgulho em ter escrito essas linhas, assim como uma alegria interior em ter presenciado essa premonição da história oito anos atrás.

Notas relacionadas:

  1. A elite
  2. Casou
  3. Chora Federer.
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  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última