Novo presidente da ATP
Após muita negociação nos bastidores, inclusive nos vestiários, a ATP, sindicato dos tenistas e administradora do circuito masculino, chega a um consenso e elege o seu novo presidente.
Desta vez, ao contrário do que vinha acontecendo a muitos anos, o Conselho ficou com um tenista que conhece bem as entranhas do negócio todo, deixando de lado os executivos que, se de uma lado, teoricamente, tem o know-how executivo, carecem de um maior conhecimento da alma do tênis alem de carecerem de total comprometimento com o esporte branco.
Brad Drewett é um australiano que jogou um tênis decente nos anos oitenta e após a carreira sempre esteve envolvido com o tênis, em especial com a ATP. Além dos dois pés na ATP, Drewitt foi organizador de eventos (foi o cara que liderou a ida do Masters à China e Londres – é o Diretor do evento desde 2001) e dono de academias. Nos últimos anos tomava conta da ATP na Ásia.
Canhoto, como todo canguru gostava de uma saque/voleio e uma duplinha, mas se virava do fundo com um revés de slice bem do sem vergonha. Esteve no Brasil jogando um evento que eu organizava em Santos – mas não me lembro de seus resultados. Era melhor duplista do que singlista, em uma época que não havis os “especialistas” de duplas – todos jogavam tudo.
Apesar de no fim a ATP ter divulgado que houve unanimidade na escolha, é óbvio que houve algum empurra-empurra, inclusive entre Federer e Nadal – Drewitt é um “Federer Man”, Nadal tinha outras preferencias. Lembrando que além dos tenistas tem a outra metade dos Conselho, que são os promotores dos torneios. E nunca é fácil haver uma unanimidade entre esses dois campos às vezes com prioridades bem distintas.
Drewett que vive, ou vivia, em Sidney vai despachar do escritório da ATP de Londres, o que deve dar uma certa esvaziada no escritório da Flórida. Por ter a experiência que tem, de ambos os lados da mesa, eu diria que foi uma boa escolha para a ATP. Agora é ver como isso se resolve na prática.






