Arquivo da Categoria Light
24/11/2009 - 12:50
Qual dos elementos abaixo está mais, e o que está menos, confortável, e o mais, e o menos, elegante, com a vestimenta formal que os organizadores acharam por bem colocar nos tenistas, por conta do evento ser jogado em Londres? Os dois elementos mais atrás, de chapéu coco, não contam.
Adianto, não por ter “inside information”, mas por utilizar simples métodos utilizados por famoso residente da Baker Street, próxima do local da foto, que as vestimentas não pertencem aos jogadores e sim foram cedidas pela produção local – atentem para o detalhe dos bolsos duplos em quatro deles, dois com bolsos altos e o mesmo corte do bolso em mais dois – o que prejudica, ou pensando bem, ajuda os tenistas.
Vejamos a avaliação fashion de nossos leitores. Opiniões femininas valem dobrado.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Light, Masters, Tênis Masculino
Tags: Del Potro, Federer, Murray, Nadal, soderling, verdasco
21/11/2009 - 16:45
Roger Federer saiu em defesa do francês Henri no caso da “mão de deus” versão francesa. Vale lembrar que Henri é companheiro de Roger nos comerciais da Gilette, junto com Tiger Woods e Kaka. Não li nenhuma declaração do Kaka.
Eu assisti o segundo tempo da partida entre França e Irlanda logo após sair da quadra e bater minha bolinha no clube. Era um fim de tarde glorioso e não me pareceu haver programa melhor do que sentar debaixo da jaqueira com amigos, tomar sucos de melancia e acompanhar uma partida decisiva pela Copa do Mundo, especialmente com chances de dar zebra.
Acompanhei quando o francês meteu a mão na bola, o gol, os irlandeses reclamando, o juizão, com a soberba natural dos juizes, ignorando as reclamações e o Henri fazendo cara de paisagem. Fiquei imaginando, quando a TV mostrava carinha do francês, se algum irlandês lhe iria lhe mandar poucas e boas, assim como para o juizão.
Os irlandeses, logo eles, levaram numa boa, no quesito ir à loucura, pelo menos os que estavam em campo. No final um deles até ficou sentado batendo papo com Henri, o que é surreal para mim. Agora, o mundo deve estar caindo para o juizão. Imagino se será crucificado ou, como muitas vezes acontece, será prestigiado. Já o Henri está sendo acusado de trapaceiro para baixo – na Europa a coisa está feia para o lado dele – e a FIFA, assim como a ATP, olha para o outro lado e finge que o problema não é com ela.
Pressionado, Henri diz que deveriam jogar uma outra partida, até porque sabe que a FIFA nunca concordará, como já avisou. Aí é fácil fazer o mea cupla – pergunta para o Agassi. Quero ver é bancar o macho honrado na hora certa.
Na Inglaterra os jornais britânicos foram perguntar para Federer o que ele achava da atitude do amiguinho dele.
Roger acha que quem tem que apitar é o juiz e que o Henri não tinha a obrigação de confessar, em campo, a sua falta. Confessar depois já está de bom tamanho. Amigo é para essas coisas. Se não marcaram nada, o erro é do juiz e do sistema e não de coitado do Henrizinho, pensa Federer. O suíço aproveita para cutucar a FIFA e afirmar que chegou a hora do futebol utilizar a tecnologia disponível. Ele, que nunca gostou do hawk eye, mas o utiliza a torto e a direito, diz que o futebol precisa da tecnologia mais do que o tênis.
Federer diz que não dá para usar replays em futebol para qualquer coisa, mas que algo deveria ser feito para que casos como esses não aconteçam. É genérico demais, já que 10 cabeças teriam 10 idéias diferentes. Agora, diz o tenista, o assunto tomou proporções políticas, o que não deveria acontecer, diz ele.
Eu nunca gostei da personalidade do Henri, mas não consigo imaginar nenhum outro jogador levantando o dedo e confessando o ato impróprio ao juizão, que no tira teima da TV Globo estava encoberto na hora H. Antes eu estivesse errado. Foi um daqueles infortúnios, próprio do futebol, onde a tragédia falou mais alto do que a ética e o fair play. No fundo, acho que a FIFA adora que essas coisas aconteçam. Mantém o estigma do futebol.


Algumas pérolas que os jorna britânicos, que estão possessos, publicaram na internet.
Autor: paulocleto - Categoria(s): Light, Tênis Masculino
Tags: Roger Federer
16/11/2009 - 17:56
Como tudo, para a primeira vez não existe uma ficha de informações. Assim sendo entrei no Yacht Club Paulista com a alma e a mente aberta e esperando pelo melhor. Escrever um blog é uma experiência relativamente nova e a improvisação tem sido uma constante na busca do acerto. Como o pessoal do IG me assegura que o blog é um “case” de sucesso, por razões que um dia discutirei por aqui, levo o assunto adiante na base da intuição.
O que estava claro na minha cabeça era o que havia motivado o pessoal da base organizar o encontro: a paixão pelo tênis, pela escrita e pela leitura. Como o blog não é literário, apesar da capacidade de um e outro leitor, a mim não assaltava a dúvida do que seria o amálgama do nosso encontro.
Já fui uniformizado. A raquete na sacola, assim como boné, munhequeira, toalha etc. Alguns deles já estavam em quadra, deixando claro que pensavam como eu. Chegando fui logo perguntando quem havia marcado jogo para as 9hs de sábado, horário proibitivo para um notívago e para qualquer tenista sério sobre seu jogo – a não ser os tarados.
Mal cumprimentei as pessoas e o Flávio B. colocou um livro de crônicas de sua autoria em minhas mãos. Cinco minutos depois Maysa nos levou para conhecer as simpáticas e surpreendentes instalações do clube. Em seguida fui para a quadra, onde fiquei até às 14:30h, quando Maysa nos convocou para a chuveirada que, por conta do calor, foi um nirvana molhado, seguido do almoço, simplesmente divino.
Sentados à beira da janela, com a represa ao fundo e a brisa amenizando o calor, a feijoada era o prato do dia da casa. O filho do Giuliano preferiu um filet e teve que defender com unhas e dentes suas fritas que, juro, me chamavam. Eu fui de peixe e salada – divinos. Após horas debaixo do sol se comesse carne só levantaria no dia seguinte. A cozinheira está no clube há 32 anos e agora sabe-se bem porque a senhora mantêm seu emprego. O cremoso bolo de chocolate estava dos deuses.
Flávio B como tenista é um ótimo escritor e talvez o mais desinibido do grupo. Tem opinião sobre tudo, estórias mil, não deixa a peteca cair e não tremeu na hora de ganhar o jogo. Seu livro já está na minha cabeceira.
Adriana surpreendeu pela qualidade de seu jogo, considerando o pouco tempo que joga. Como se trata de uma corredora de fundo, usa bem as pernas para chegar nas bolas, é competitiva e entende, intuitivamente, o tênis porcentagem. Seu maridão leva o jogo na maciota e sem erros. Ela confessou que foi parar no blog para descobrir quem era aquele chato que comentava os jogos na ESPN. Jura que mudou de opinião.
Marcos é um canhoto que sabe aproveitar a velocidade e a facilidade para golpear as bolas. Seu drive é excelente, tanto o cruzado como o paralelo, no entanto seu saque está abaixo do resto de seu padrão. É competitivo, adora conversar, é contador de estórias e me presenteou com um vinho que trouxe de sua recente viagem pelas vinhas gaúchas. Teve que ir embora na hora do almoço pois era aniversário da mulher.
Giuliano é um bom 2ª classe e, de longe, o melhor tenista do grupo. Seu irmão também joga direitinho e uma partida sua com Marcos seria equilibrada, assim como foi nossa dupla. Giuliano chegou armado da cabeça aos pés e pronto para a luta. Como saiu do Rio às 4h da manhã, e ainda foi pegar o irmão em Itapecerica da Serra, chegou depois do meio dia. Infelizmente não deu para jogar mais do que dois sets de duplas. Muito afável, como o resto da família, será desafiado em minha próxima passagem pela cidade maravilhosa. Estava acompanhado da esposa, de quem minha mulher falou muito bem, de um casal de filhos e do irmão, simpaticíssimo, e família.
Martin A. veio de Campinas, não se uniformizou e, consequentemente, não entrou em quadra. Como eu passei a maior parte do tempo em quadra só tive chance de conversar, brevemente, com ele no almoço. É uma figura sossegada, educada, claramente bem informado, com agudo sotaque hermano e sapatos Guido nos pés.
Alexandre veio de Niterói e aparentou ser o mais inibido, apesar do sorriso largo e gostoso. É polido, de uma educação ímpar e adquiriu seu mestrado, em exatas, em Coimbra, de onde recém voltou. Ele que foi à Wimbledon este ano. No entanto, talvez por ser retraído, acabou não entrando em quadra comigo, algo que me fez sentir deveras mal quando me dei conta.
O almoço correu na maior alegria e descontração, com as pessoas mudando de lugar para conversar com as outras. Terminou logo após a magra vitória do Brasil sobre a Inglaterra, só acompanhada pelos berros na sala ao lado. Marisa me garantiu que durante as finais de GS o pessoal acompanha as transmissões pela ESPN naquela sala que me lembrou um castelo germânico.
O café foi tomado no salão, já na companhia do Comodoro Bruno, maridão da Maysa e nosso co-anfitrião. Os homens ficaram conversando sobre esportes em geral. As mulheres, acompanhadas do Flávio, sentaram outdoors, que estava mais convidativo. O ambiente foi descontraído, amigável e confessadamente gostoso. Não posso imaginar um sabadão mais atraente.
Se os comentaristas – incluindo familiares, fato que acrescentou na nota – foram os protagonistas desse sucesso, a estrela foi a nossa anfitriã.
Além de apaixonada pelo tênis, Maysa passa a inquestionável impressão de ser apaixonada pelas pessoas e pela vida. Recebeu a todos como se fossemos família e nos fez sentir totalmente à vontade. Fomos tratados a pão de ló. Adoramos.











Autor: paulocleto - Categoria(s): Light, Minhas aventuras, Porque o Tênis.
Tags: encontro do pessoal do blog
28/10/2009 - 13:59
Outro dia mesmo escrevi que Andre Agassi é o maior marqueteiro que o tênis conheceu, só para ser atacado pessoalmente pelos idiotas de plantão. Huumm! Escrevi que a atual volta de Agassi às quadras, após uma longa ausência e a quebra de um projeto imobiliário, tinha algo por trás. O que seria?
O careca lançará no início de Novembro um livro autobiográfico – que deve vender zilhões e colocá-lo em total evidencia, que é onde ele gosta de estar – em parceria com um dos mais conhecidos jornalistas americanos, onde promete divulgar o que nem sempre é divulgado em autobiografias. Especialmente de esportistas.
Pelo o que se sabe, através de trechos publicados na revista “People” no jornal “The Times”, Agassi admite que odiava tênis, por conta do pai que o ameaçava e forçou a jogar desde bem pequeno. Não é o primeiro, nem o último, grande esportista que teve um relacionamento de amor e ódio, no caso mais deste último, com o pai dominador.
Fala também de detalhes cômicos como a peruca que usou durante algum tempo e que deteriorou debaixo do chuveiro de Roland Garros.
Mas o que está dando pano para manga é a divulgação que usou, no período em que seu relacionamento com Brooks Shields estava de mal a pior, uma droga chamada “cristal meth”, algo como “bolinha da pura”, para ficar doidão e sair varrendo os aposentos da casa, limpar a piscina, fazer a cama, jogar golfe, sem mencionar onde estava a mulher. Isso em 1997, pouco antes de fazer sua célebre volta às quadras.
Eventualmente foi pego em exame anti-doping. Conta como escreveu uma carta à ATP, mentindo do começo ao fim, culpando um manager seu, segundo suas próprias palavras. A ATP comprou a mentira e arquivou o caso. Hoje a FIT diz que qualquer pergunta a respeito a ATP que responda. A ATP diz que é um painel que decide e que um único executivo não poderia decidir. Sei.
Na real, segundo Andre, foi o manager que lhe ofereceu a droga pela primeira vez. Na mentira, o manager foi acusado de ter colocado a droga em uma bebida sem seu conhecimento. A ATP acreditou. Vale lembrar que, até pouco mais de um ano atrás, um antigo manager de Agassi era um dos membros do Conselho da ATP – não sei se o mesmo, já que ele usa um nome fictício para o manager envolvido com drogas.
Não sei qual a razão de Andre Agassi divulgar esses detalhes em seu livro. Ele jura que o livro – “Open”- é honesto de uma maneira surpreendente. Não sei o quanto é transparente, já que a vida do rapaz, como a da maioria das pessoas, é cheia de segredos, que nem sempre podem, ou devem, vir a público.
Ele diz que escreveu mais para ajudar as pessoas aprenderem sobre elas mesmas do que para fazer um mea culpa – exatamente o que um especialista em marketing escreveria. Deixo claro que não vejo um “marqueteiro” como alguém ruim ou mentiroso. Só alguém que tem uma habilidade em manipular a mídia e as pessoas para seu proveito, o que, per si, não é nenhum pecado. Pecado seriam mentiras para conseguir o objetivo.
O livro sai em Novembro, enquanto isso ficamos na expectativa quais outras verdades serão divulgadas e se o livro contará a razão da separação com Brooks, esta sim uma bomba.
Andre e sua peruca.
Autor: paulocleto - Categoria(s): Light, Tênis Masculino
Tags: andre agssi, brooks shields
27/10/2009 - 18:44
Conflitos acontecem e quase sempre não são agradáveis de resolver. Quando o problema é com o vizinho, a reação mais vista é de sair com o dedo em riste exigindo uma atitude. Quando o teto de vidro é na nossa casa a tentação é uma série de malabarismo que vão de ignorar o assunto ao sair batendo para não apanhar mais.
Isso acontece em todas áreas e, parece, com quase todo mundo, inclusive no chamado primeiro mundo Todos já ouviram falar no adiantada política social da Dinamarca, mas poucos conhecem, ou censuram a Dinamarca pela festiva matança anual dos golfinhos nas Ilhas Feroe, arquipélago autônomo daquele país.
Agora é o politicamente correto Roger Federer que vê uma posição sua contestada, por conta de uma belíssima sinuca de bico. O seu querido Aberto da Basiléia, torneio em que ele já jogou cinco finais, vencendo três, à parte de ser na sua cidade de origem e onde residem seus pais, está sendo cerceado globalmente por ter como patrocinador a marca Davidoff, parte da Imperial Tabacco, uma empresa de um grupo britânico de tabaco.
Um grupo de organizações mundiais de saúde vem atacando o torneio pelo patrocínio, um dos mais antigos do circuito, e exigindo que o tenista não participe. Até agora Federer vem se recusando a falar sobre o assunto.
Uma das organizações é a respeitadíssima Organização Mundial de Saúde e outra é a UNESCO, da qual o suíço é um Embaixador de Boa Vontade. O patrocinador tentou até um “cala boca”, oferecendo uma verba ao braço cultural da UNESCO, que devolveu a grana exigindo não ser associada ao evento. Ale, disso, mais de 500 especialistas em saúde da Europa enviaram uma carta ao tenista pedindo não mais participar no evento enquanto a empresa for a patrocinadora.
Na União Européia é proibida a associação de produtos relacionados ao tabaco e esportes. Como a Suíça não faz parte da EU, o evento ignora o assunto, até pela tradição do patrocínio/evento. Mas a Eurosport, a maior rede de TV esportiva, anunciou que não mais mostrará imagens do evento, após ameaças de ações legais.
No meio do tiroteio, Roger Federer se encontra na delicadíssima posição de satisfazer sua consciência entre o clamor de muitos e a expectativa natural de jogar em casa. É uma situação delicada, conflitante e nada agradável de resolver.
Conflito – Federer no post do Aberto de Basle.
Autor: paulocleto - Categoria(s): Light, Tênis Masculino
Tags:
22/10/2009 - 16:08
Os jogos do Torneio de Estocolmo, mostrados pela ESPN-BRASIL, que estarei comentando a partir de hoje, não devem ser mostrados ao vivo, com exceção de uma semifinal, sábado às 9h da manhã. Fora essa, o melhor é confirmar na programação da TV: http://espnbrasil.terra.com.br/programacao. (Acreditem ou não, acabo de descobrir que deu problemas na transmissão, lá na Suécia, e não mostramos o jogo de hoje – de quinta para sexta. A ESPN-BRASIL está tentando convencer os suecos em enviar as imagens do jogo do Thomas Bellucci – só saberemos amanhã).
Novamente, as transmissões serão feitas pelo Osvaldo Maraucci, que deve voltar todo falante de sua lua de mel, e este bloguista. Espero que se divirtam, apesar dos horários e malabarismos da TV.
Um dos meus leitores, o caro leitor/tenista Giuliano, pergunta quais os critérios para a escolha de comentaristas de TV, já que não há um curso específico para tal. Não sei, porque nunca me disseram. Suponho que seja um pouco como você diz: indicação, network de conhecidos etc. Sei que a ESPN não é fã de escolher ex-atletas, pelo menos no futebol. Nos outros esportes escolhem pessoas que sejam, acima de tudo, entendidas do assunto; atletas e técnicos.
No meu caso, comecei na ESPN-BRASIL na sua inauguração, vinte anos atrás, a convite do Jose Trajano, com quem havia tido a experiência em editar uma revista – “Tênis Esporte”, no início dos anos oitenta. Durante sete anos produzi o Jornal do Tênis, o único programa de tênis semanal de ½ hora cada um na TV brasileira. Na época, pré-Guga, também tínhamos os Masters Series e eu os comentava com a narração de diferentes locutores. É uma época anterior ao interesse no tênis por boa parte dos meus atuais leitores.
Deixei de produzir o Jornal do Tênis, que foi enterrado, assim como priorizei, por dez anos, as viagens aos Grand Slams, onde escrevia para o Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, IG e outros.
Com um novo convite, uns quatro anos atrás, de comentar os GS em estúdio, não indo aos locais, alinhei com meu novo ritmo e prioridades, como a de só viajar a lazer. Eventualmente, quando possível, aceito comentar os eventos menores como o Torneio de Estocolmo. É uma boa maneira de acompanhar o circuito e seus progressos, diverti-me e ainda sendo pago. Quanto, respondendo a outro leitor, escolho não divulgar. Mas está de bom tamanho.
My name is Bond, bond bola.
Autor: paulocleto - Categoria(s): Grand Slam, Light, Minhas aventuras
Tags:
21/10/2009 - 12:35
Outro dia um leitor perguntou quanto ganham os técnicos de jogadores. Eu diria que cada acerto é distinto, mas existem alguns exemplos que podem, ou não, servir de parâmetro.
O que se fala como padrão no circuito é o técnico ficar com 10% dos prêmios, mais todas as despesas pagas. Na maior parte das vezes os contratos paralelos não entram na conta. As despesas tipo suecas também não são incluídas.
É óbvio que em começo de carreira, os 10% não são lá grande coisa, o que, às vezes, pode levar a dupla a fazer um acerto de um fixo semanal ou mensal. Semanal porque muitas vezes o acerto é um para treinamentos, quando ambos residem na mesma cidade, e outro para o tempo de estrada, que são mais medidos em semanas do que em meses. Já ouvi desde U$500,00 a U$1.500,00 semanais para tenistas em formação – ou seja, desde juvenil até alguém que ainda não está entre os 70 melhores.
O custo semanal varia tanto conforme a qualidade do técnico, o potencial técnico e a realidade financeira do jogador. Muitas vezes o acerto é feito na expectativa de crescerem juntos no circuito – o que muitas vezes é furado pelo tenista, que adquire outros planos conforme progride na carreira. Por isso, respeito muito mais tenistas que mantêm um único técnico na sua carreira, ou em boa parte dela, do que aqueles que vivem pulando de galho em galho, tanto para pagar menos ao próximo técnico, como para culpar seus fracassos em outra pessoa.
Os acertos são, na esmagadora parte das vezes, fechados com um aperto de mãos. Sem papel. São raros os problemas. Os jogadores não têm boa reputação são manjados no circuito, tipo um argentino, ainda presente no circuito, que vive trocando de técnico e tem fama de mau pagador.
Esta semana vazou, extra oficialmente – já que esses valores nunca são divulgados – mas de dentro dos vestiários, que Francisco Roig, que volta e meia viaja com Rafael Nadal, como o fez em Xangai, na ausência do Tio Nadal o técnico espanhol receberia um fixo de U$7.500,00 por semana, mais um bônus, não divulgado, por jogo vencido. Pelo histórico e pelo rumor, Nadal é daqueles tenistas que os técnicos sonham com.
Sei também de acertos anuais – um deles era de U$600 mil por uma temporada para treinar uma tenista top, mais despesas. Parece muito, mas é algo que a moça pegava com uma semana de exibições. Além disso, a profissão é, por suas caracteristicas, mais estressante do que aparenta e mais solitária do que se imagina. São todas as expectativas depositadas em uma única pessoa, que nem sempre merece ou sabe lidar com elas. Além de, muitas vezes, não ser apreciadora do trabalho e conhecimentos da outra.
Por isso e por outras, o que vale mesmo é a confiança de uma parte na outra, senão a coisa não funciona. E, quando essa confiança é cultivada e expandida através do trabalho e esforço conjunto, cresce a possibilidade de sucesso e cria-se um elo que pode uni-los por um tempo bem mais longo do que a carreira tenística do atleta. Esses são os relacionamentos de sucesso, independente da grana envolvida. É exatamente isso que me deixa feliz com minha carreira de técnico.
Roger Rasheed, técnico de Hewitt e Monfils. Angst pura.
Autor: paulocleto - Categoria(s): Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino
Tags: Rafael Nadal, salários
20/10/2009 - 11:26
Esta semana, a partir de quinta-feira, estarei comentando o Torneio de Estocolmo na ESPN-Brasil. O evento, um dos últimos da temporada, tem como estrelas o dono da casa Robin Soderling, Tommy Haas, J. C. Ferrero e Juan Monaco. Para nós tem a participação de Thomas Bellucci, com uma boa chave para progredir e, esperamos, estar vivo ainda na quinta-feira.
O que promete dar IBOPE em Estocolmo não está acontecendo nas quadras, mas envolve dois tenistas, ainda não identificados. A história, ainda nebulosa, diz que os dois entravam no hotel dos jogadores acompanhados de duas prostitutas suecas, quando foram abordados e presos pela polícia local.
Para mim isso é mal entendido, coisa de polícia tentando fazer um exemplo com estrangeiros, que são os principais acusados de turismo sexual por lá, ou , na pior das hipóteses, dois tremendos incompetentes e preguiçosos tentando se dar bem.
É interessante e intrigante o fato que a Suécia não é exatamente um lugar difícil para se encontrar companhia, sem ter que pagar por ela, principalmente para jogadores, que são sempre assediados por belas mulheres. Por que então o programa?
A lei na Suécia, um tanto peculiar e com uma moral avessa ao padrão, diz que é proibido pagar por sexo, mas não é proibido vender. Ou seja, o freguês vai em cana, mas as moças podem continuar rodando suas louras bolsinhas. Segundos a legislação local, prostituição é uma violência dos homens contra as mulheres. A lei tem boa repercusão entre o público, mas tem tambem seus críticos, já que leva a prostituição para o underground e envolve tipos criminosos na atividade.
O diretor do torneio diz que o caso não vai interferir na participação dos jogadores e, suspeito, a coisa acaba por aqui.
Estocolmo – Programa perigoso
Autor: paulocleto - Categoria(s): Light, Tênis Masculino
Tags: ESPN, sexo, soderling, suécia, Tommy Haas, torneio de estocolmo
19/10/2009 - 18:45
Os britânicos estiveram perto de ter dois tenistas entre os “Top 4” e um time forte o bastante para vencer a Copa Davis alguns anos seguidos. Como? Fazendo uma mágica que não é tão desconhecida por aí afora.
Em 2006 a federação inglesa e Novak Djokovic sentaram para conversar mais de uma vez, para que o sérvio recebesse um passaporte britânico e assim pudesse defender a Grã Bretanha, que na Copa Davis, ao contrário do futebol, joga por uma única bandeira.
Djoko confessa que a conversa chegou a ficar bem séria, mas que no fim das contas ele já não precisava tanto da grana como um dia precisou. O que os britânicos ofereciam nunca ficou claro. Mas com a montanha de Libras que ganham com Wimbledon e o magnífico centro de treinamentos em Roehampton, dá para se ter uma idéia do que podem ter oferecido a um jovem de 19 anos, que recém entrara entre os 100 do mundo, de um país sem tradição tenistica e destruído pela guerra.
Mas, àquela altura, Novak “Já tinha o bastante para viajar com um técnico”. Ele diz que, no frigir dos ovos, não fechou porque preferiu ficar como sérvio, o que talvez não seja totalmente transparente; porque então começar a conversa?
A situação estava bicuda em seu país e alguns atletas havia tido tinham tido problemas por conta da mesma situação. Talvez, como ele diz, se fosse pela Grã Bretanha teria jogado com tanta dedicação como vem jogando pela Sérvia, mas, no fundo, ele não teria sentido que realmente “pertencia” ao novo país.
Ele costumava a jogar os torneios juvenis e era, segundo ele mesmo, o mais disciplinado de todos – com sacola arrumadinha nos mínimos detalhes, horários cumpridos etc. Sua primeira técnica o havia convencido que nada vem gratuitamente e disciplina teria que fazer parte perene de sua carreira.
A técnica lhe dizia a hora de ir para cama, como fazer seu dever de casa e insistia que ele nunca deveria beber coca-cola porque lhe faria mal. Novak confessa que se bebeu um total de um litro de coca-cola na vida é muito.
Eu acredito em cada palavra de Novak, até porque é um tenista que mostra claramente que a disciplina, a força mental e a determinação foram os diferenciais para conquistar o sucesso que teve até hoje na carreira. É um belo atleta e um exemplo, especialmente para os tenistas brasileiros, que têm que enfrentar algumas dificuldades semelhantes às que o sérvio enfrentou.
Acredito também, porque ele mostra, em conversa paralela, que, apesar da disciplina com a carreira, ainda mantem os pés na realidade. Perguntado o que é melhor – sexo ou ganhar – confessa que “nada, nada é melhor do que sexo, é o que Deus nos criou para fazer”. Mas perguntado se “não preferiria vencer Wimbledon a dar uma bela transada”. “Uhmm, me pergunte após eu vencer”.

Jelena Ristic - melhor do que a taça em Wimbledon?
Autor: paulocleto - Categoria(s): Light, Tênis Masculino
Tags: novak djokovic, sexo
18/10/2009 - 18:03
Depois de muita chuva e uns dias longe das minhas quadras, hoje pude bater umas bolinhas e ainda ganhar uma duplinha na bacia das almas, de uma parelha que esteve certa, até a última bola, que iria ganhar o jogo. Como disse ao meu parceiro ao cumprimentá-lo, estragamos ao domingão dos rapazes. O que não precisei dizer foi que alegramos o nosso.
Pelo jeito, e não chega a ser uma surpresa, Andre Agassi tem mais fãs do que Chico Costa. A resposta imediata dos fãs do careca de Las Vegas foi incisiva e até um tantinho agressiva. Nada demais para um recinto que protege o anonimato e suas conseqüências. Continuo achando aquilo que me norteia por aqui.
Não adianta me explicar: para quem gosta e me respeita eu não preciso me explicar, para quem não gosta/respeita não adianta mesmo. O que não deixa de me surpreender é o fato de que as pessoas têm dificuldades em entender o escrito. E, pior, entendem o que querem. C’est la vie.
Levando umas lambadas dos leitores.
Autor: paulocleto - Categoria(s): Light
Tags:
Voltar ao topo