Juvenis | Paulo Cleto

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Arquivo da Categoria Juvenis

domingo, 24 de março de 2013 Juvenis, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino | 19:45

Aprendizado

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Pelo segundo ano consecutivo Bia Maia perde na final da Copa Gerdau, o maior evento infanto-juvenil do país e um dos maiores do mundo, razão pela qual arregimenta bons tenistas de todo mundo. Olhando para o copo meio cheio, digo que pelo segundo ano foi à final do torneio.

A não ser que algo sinistro aconteça pelo caminho é natural que Bia venha ser a melhor tenista do país das ultimas décadas. Isso não quer dizer que vá ser, e sim que seria natural. Assim como é natural o talento dela, menina que bate na bola com extrema facilidade desde o início de seu aprendizado. Ela foi formada na Escolinha do Clube Pinheiros e desde os 11 anos impressiona pela naturalidade que golpeia as bolinhas.

É óbvio que o talento e a habilidade natural são muito bem vindos requisitos para um tenista, mas nunca foram ingredientes que assegurassem o sucesso de um campeão. O mar dos esquecidos tem mais ex-talentos do que peixes.

Maia vem conseguindo manter a cabeça acima do nível da água, participando de torneios o ano todo, fazendo um comprometimento total com o tênis. O resto, inclusive estudos, que ela mantêm, é secundário no trajeto de vida que traçou. Mudou de mala e cuia para Balneário Camburiú e lá vem recebendo instrução de quem acredita possa fazer sua carreira vingar.

Como foi incrivelmente precoce, tudo tem sido lucro e não haveria grandes razões para se sentir pressionada com resultados. Mas como o tempo passa e o tênis é um esporte danado, que pressiona a mais lúdica das almas, Bia, que completa 17 anos em Maio, também demonstra que não é fácil viver com as expectativas.

Ela chegou à final da Copa Gerdau, um resultado per si brilhante e totalmente aplaudível, tinha boas chances de ficar com o título, mas ainda falta algo para deixá-la à vontade em um cenário desses.

O saibro das quadras da Leopoldina Juvenil em Porto Alegre tem história, o publico que ali comparece conhece o esporte e sabe que uma arquibancada amigável pode influenciar uma partida. Bia começou solta, animando o público, que adora o enlace de talento e resultados. Do outro lado da rede e do outro lado do mundo, a russa Varvara, moça da mesma idade, sentia a pressão de jogar em lugar estranho, frente a um publico totalmente parcial e uma adversária de talento. Mas, todos os grandes tenistas tiveram que enfrentar e passar por essa situação.

A saída desse labirinto geralmente passa por uma janela de oportunidade que, normalmente, é o adversário que oferece – senão é um caminho sem desvios. O placar da partida, 1/6 6/2 6/1, um placar que já mencionei acontece bem mais no tênis feminino do que no masculino, demonstra algo que hoje deixo para a apreciação de meus leitores. De qualquer maneira, Bia admitiu ao final da partida ter sentido a pressão, admissão que boa parte dos marmanjos tem medo de fazer enquanto elucubram desculpas esfarrapadas – especialmente nos tempos atuais.

Se por um lado vergar à pressão não é o ideal dos sinais, por outro, ter o equilíbrio, a coragem, a sensatez de admitir, exige personalidade e caráter, predicados essenciais aos campeões e pessoas em geral. Se hoje Bia não saiu de quadra com o título que, no fundo de seu coração, sabia, e sabe, ser conquistável, por outro lado talvez tenha aprendido que todo dia é dia de aprendizado e nenhum desses é mais importante que o da final. Pelo andar da carruagem, eu diria que ela viverá muitos outros desses dias para colocar em prática o que espero tenha aprendido hoje.

Bia – A derrota na final dói mais do que qualquer outra. Ensina mais também.

Notas relacionadas:

  1. A primeira vez de Bia
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013 Juvenis, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino | 13:19

A primeira vez de Bia

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Ontem o tênis feminino nacional deu mais um passo à frente em uma data que o tempo pode marcar como histórica. A primeira vitória de Beatriz Maia, aos 16 anos, em um Torneio do Circuito da WTA, em um dia que ela não deixou por menos – venceu em simples e duplas.

A adversária foi a americana Chieh Yu Hsu, que de americana não tem nem o nome, já que nasceu em Formosa, Taiwan, ou Republica da China, sei lá do que devemos chamar. Hsu veio do qualy e é #280 do mundo, ranking não muito alto, mas isso é problema dela, junto com o fato de ter levado uma aula no 6/1 6/2 que a brasileira lhe aplicou.

Mais importante do que o placar e a adversária é a vitória, que pode, esperamos, ser a primeira de muitas – e por isso histórica. Bia, vinda do Clube Sírio, onde seu pai jogava basquete e a mãe tênis, foi formada, desde pequinininha, no Clube Pinheiros, na Escola de Tênis do Pinheiros, sob a tutela do técnico Eduardo Eche. De lá saiu, aos 14 anos, quando foi determinado que o próximo passo seria a tutela da CBT, que é quem dá as cartas no tênis nacional. E lá foi ela para Camboriú.

Bia sempre impressionou pelo talento, habilidade e a incrível facilidade com que bate na bola. Agora, entra em uma nova fase, onde a disciplina fala mais alto do que esses quesitos. Este é o momento de muito trabalho, menos expectativas, pouca mão na cabeça, menos ainda de arroz mediático e nenhuma acomodação. A vitória de ontem é excelente, porém só um grão de areia no areal que é a carreira de uma tenista. Boa sorte e a nossa torcida.

15.30 - Hoje Bia foi derrotada pela hungara Czink. Ela venceu o 1o set por 6/1 e perdeu o 2o set por 6/2. No set final, Bia pediu atendimento, fora da quadra, quando a adversária sacaria no 5/4 para fechar o jogo. Czink perdeu o ritmo, o saque, o game seguinte e chegou a ter 3 MP contra no 5/6. Conseguiu escapar . No TB a brasileira acusou ainda mais a contusão e não conseguiu manter o ritmo e acabou derrotada por 7/3.

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terça-feira, 27 de novembro de 2012 História, Juvenis, Tênis Masculino | 12:51

Introdução

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Na semana passada, o ubber campeão Boris Becker esteve presente na conferencia Hindustam Times Leadership, na Índia. Na ocasião, conversou longamente com um jornalista local, que mais de uma vez tentou encurralá-lo, o que resultou em uma entrevista imperdível para os fãs do tênis; divertida, direta, interessante e autoindulgente, tudo condizente com a personalidade do tenista.

Tenho várias histórias de Becker, mas confirmo uma que um leitor postou por aqui tempos atrás. Logo após o time brasileiro da Copa Davis ter vencido a Alemanha pelo Grupo Mundial na Copa Davis, o alemão, um dos maiores tenistas da história, estava arregaçado por conta do massacrante confronto, debaixo do infernal sol carioca de fevereiro, quando derrotou Luiz Mattar em cinco sets, após defender 5 match-points, e da dupla, quando foi derrotado em três sets por Motta e Roese. Mesmo com a depressão de uma derrota tão doída, em vários sentidos, Becker mostrou sua personalidade e cavalheirismo indo, imediatamente após a partida decisiva, ao vestiário brasileiro, insano com as celebrações, congratulando e apertando as mãos de cada um dos integrantes da equipe, dos reservas ao capitão.

No vídeo da conferencia, que considero um achado, Becker conta inúmeras histórias. O publico logo abaixo para que vocês possam curti-lo – infelizmente está em inglês, língua amplamente falada na Índia e que Becker domina, apesar do carregado sotaque.

Ali ouvimos o relato de como conquistou seu primeiro Wimbledon, aos 17 anos – vocês tem ideia do que é isso? O mais novo (até hoje), mais novo que o campeão juvenil daquele ano (o mexicano Leonardo Lavalle), o primeiro alemão, e sem ser cabeça de chave. Conta como esteve prestes a perder nas primeiras rodadas quando o adversário (Joachim Nystrom) sacou duas vezes para jogo, e como chegou a caminhar em direção à rede para cumprimentar o oponente, após sentir uma contusão, e foi impedido pelos gritos de seu técnico Gunther Bosch.

Em outra história ele conta como foi introduzido ao “cavalheirismo” de muitos tenistas de então, na primeira vez que enfrentou McEnroe, nos EUA, ainda com 17 anos. Após o primeiro game da partida, já sentado em sua cadeira, o americano veio até ele e vociferou: “i am going to beat the shit out of you”, algo que ele não entendeu na hora e depois nos vestiários foi pedir para McEnroe repetir. O alemão ganhou aquela partida, teve quatro match points contra, assim como ganhou oito das dez que disputaram, uma delas em uma das partidas mais emocionantes de Copa Davis .

Boris Becker In Conversation with Vir Sanghvi from Hindustan Times on FORA.tv

Notas relacionadas:

  1. Choro
  2. Mc, Caetano, Marat etc
  3. 13.08h
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quarta-feira, 17 de outubro de 2012 Juvenis, Tênis Masculino | 00:30

O outro lado da moeda

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Toda moeda tem suas duas faces. Outro dia escrevi como Tio Nadal declarou em São Paulo que não tem o menor interesse, e crença, no trabalho de um psicólogo esportivo, pensamento até compreensível pelo pupilo que tem – parece que o cara veio ao mundo com o pacote emocional completo.

Na semana passada, Andy Murray, o tenista mais bipolar do circuito, declarou que desde o início do ano vem trabalhando com um psicólogo.

Murray já havia tentado trabalhar com um psicólogo no passado, mas o relacionamento não funcionou. Posso imaginar. Um cara complicado como o escocês deve ter ido para as seções e travado geral. Como desse jeito não funciona, desistiu.

Em janeiro, Ivan Lendl, técnico, de Murray, despejou a pergunta para cima do pupilo. “Você está aberto para tentar conversar com um psicólogo?”. Murray concordou. “É sempre bom tentar coisas novas e ver como funcionam”. “Na vez anterior, boa parte da conversa era sobre tênis – não funcionou”. “Desta vez conversamos bastante sobre minha vida longe das quadras. Há muito mais coisas acontecendo na minha vida além do tênis”.

Na época de juvenil, na Tchecoslováquia, Lendl via com frequência um psicólogo esportivo. Uma imposição da federação, que lhe pagava todas as despesas. Lembro que em uma conversa com ele, lá pelos seus 19 anos, ele explicava que cada tantas semanas ele tinha que abandonar o circuito, voltar para casa e passar por uma reciclagem com o psicólogo. Mesmo depois de sair de sob as asas da federação Lendl continuou trabalhando com psicólogos. Ou seja, foi educado nessa cultura, acredita nela, descobriu logo o pupilo que tem e sabia que algo nessa linha era necessário. Felizmente o pupilo respeita a história do coach, o que viu facilitou a decisão e lhe fez olhar o trabalho com olhos distintos, e bem mais amigáveis, do que da primeira vez.

Hoje é visível a mudança de postura do tenista em quadra. Pode não ser a melhor delas – afinal não é algo que mude da noite para o dia. Mas se as coisas continuarem a progredir como se antecipa é um caminho em uma direção que só trará benefícios ao talentoso, porém um tanto quanto tenebroso tenista, que, quiçá, aos poucos terá tudo para se tornar o #1 do mundo.

Notas relacionadas:

  1. Mensagem?
  2. O escocês e o tcheco
  3. Murray passeia, Roddick danca.
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sexta-feira, 12 de outubro de 2012 História, Juvenis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 14:48

O medão

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E o Yannick Noah acaba sendo protagonista de dois Posts seguidos. Desta vez pelas suas aventuras aéreas. O francês e seu colega Guy Forget embarcaram em Paris na quarta-feira, mas só chegaram no Rio de Janeiro na manhã de sexta-feira para jogar um evento-exibição. Trinta segundos depois de levantar voo o avião perdeu uma de suas turbinas e o piloto teve que fazer muita arte para pousar o bichão de volta na pista do Charles de Gaulle. Leia mais aqui: http://odia.ig.com.br/portal/rio/passageiros-de-voo-da-tam-elogiam-ast%C3%BAcia-de-piloto-em-desembarque-no-rio-1.501671

Eu diria que uma das duas ou três maiores razões para um tenista abandonar a carreira tem a ver com aeroportos e aviões. Os caras começam a viajar seriamente quando têm uns quinze anos e não param mais. Lembro que teve um ano que fiz um diário de bordo, quando peguei 84 voos em uma única temporada.

Ao contrário da maioria das pessoas, tenistas não tem voo marcado com antecedência, o que é uma ótima maneira de se ter aborrecimentos. Marca o primeiro voo para sair de casa. Daí para frente depende de seus resultados, que são uma incógnita. Se for confiante, marca um após a final, se estiver mal marca para 3ª feira – dá para descobrir muito da cabeça dos caras pela sua reserva. De qualquer maneira, perdeu começa a procurar voo. Com isso, aprende, ou dança, uma série de malabarismo para marcar múltiplas reserva, a lidar com atendentes sem coração das companhias aéreas, dar carteirada pelos aeroportos do mundo e outros macetes. Não vou entrar em detalhes.

O certo é que tenista odeia aeroportos – ainda mais do que voar. A espera, os aborrecimentos com atrasos, as filas, a segurança, aquele mar de gente, assentos apertados – os caras são grandes – a comida horrível e, o mais crítico, o medão. Mala e roupa perdidas não são novidades, apesar de ser algo odioso.  A toda hora tem jogador pedindo roupa e tênis emprestado – tenista esperto sabe quem são os colegas que usam tênis igual. Raquete não é problema, pois eles são capazes de enfrentar os seguranças mais cascudos para embarcar no avião com suas raquetes – lá no porão é que não vai!

O que aconteceu com Noah, apesar de alguém lá dizer que é raro, o deixa de ser quando a frequência em voos é grande e a probabilidade aumenta. Aconteceu comigo, mais de uma vez. Esse negócio de turbina estourar e ficar circulando para jogar combustível fora, avião remeter e outras coisas que nunca são devidamente explicadas, acabam penetrando nos nervos e instalando ali um sentimento ruim que só muito pé no chão resolve.

Certa vez, eu treinava um tenista de Brasília, Carlos Chabalogoity, que era campeão mundial juvenil e íamos para Roland Garros. Treinávamos em São Paulo e ele decidiu visitar os pais imediatamente antes de embarcarmos. O avião dele se espatifou na pista de Brasília. O garoto tirou o cinto, levantou, deu dois passos e pisou no cimento, sem um arranhão aparente. Mas o estrago emocional foi enorme. Ele, que já odiava as alturas ficou em cacarecos. Dois dias pegou um avião de volta para São Paulo e imediatamente para Paris, onde sentei ao seu lado. Ele já era quieto, mas nessa viagem não deu um pio.

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domingo, 7 de outubro de 2012 História, Juvenis, Tênis Masculino | 20:34

Amém

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Franqueza a um ponto de rudeza, não rispidez, seria uma descrição de Toni Nadal. É uma figura sem maiores preocupações com a sofisticação e não raro surpreende seus interlocutores com suas afirmações.

Uma das palestras que deu em São Paulo foi para técnicos brasileiros, imensa maioria formada nas diretrizes na FIT e agora disseminadas pela CBT. Como a palestra foi, do começo ao fim, perguntas e respostas, técnicos perguntaram o que quiseram, e praticamente todas as perguntas foram relevantes e interessantes, e nem sempre ouviram o que imaginavam.

Toni é formado – em certas coisas, porém não tudo – na mesma escola das quadras de Larri Passos, e com certa semelhança à minha própria, onde uma parte das doutrinações da FIT passa ao largo. Foram algumas as tentativas dos técnicos em pedirem respaldo para o que lhes é doutrinado, porém nem sempre ouviram um amém.

É lógico que nem tudo era confrontante com os padrões aceitos em toda a parte, mas houve alguns conflitos e diferenças interessantes.

Recentemente, em reunião no Clube Pinheiros, onde sou diretor da área infanto-juvenil, representantes de pais pediram para que o Clube investisse em um psicólogo para os jovens competidores. Expliquei que estávamos avaliando alguns, mas que a ideia seria de um trabalho junto aos técnicos, e não com os jovens tenistas, para aprimorar o trabalho daqueles. Senti que nem todos aceitaram o argumento.

Pior seria se ouvissem a opinião de Toni Nadal, tio/técnico do jogador mais forte mentalmente que já vi em quadra. Toni admitiu verdadeira ojeriza de psicólogos esportivos, e nem um deles chega perto de seu sobrinho ou dele. Para ele mais atrapalham do que ajudam. Bateu de frente com o padrão da imensa maioria dos centros de treinamento atuais que propagam psicólogos como um must de seu trabalho.

Se no quesito acima ele tem semelhança com Passos, em outro não poderia estar mais distante.

Perguntado sobre detalhes do trabalho físico de Nadal, mencionou algumas coisas, mas que não podia dar detalhes – não acompanha os trabalhos. Rafa tem seu preparador físico e não vai ser ele que vai dar opinião a respeito. Seu trabalho é técnico e em quadra. O preparador físico até pediu para que ele desse uma olhada nos trabalhos – Toni descartou, afirmando ter confiança no trabalho do outro. Sobre o assunto deu mais uma interessante declaração. Para ele Rafa não é o tenista com melhor físico do circuito. Mencionou Djokovic e Ferrer que eu me lembre. Disse que o diferencial de seu sobrinho não é o físico e sim a entrega, a determinação. Amém.

E há várias outras histórias interessantes.

PS: Em breve haverá mudanças no Blog do Paulo Cleto, inclusive com a possível mudança de Portal e endereço. Para tal, fiquem atentos a mais notícias e, se necessário, recorram ao endereço: www. tenisnet.com. br  ou à página do Blog no Facebook: https://www.facebook.com/BlogDoPauloCletoTenisnet

Notas relacionadas:

  1. Faz chover
  2. Tio Toni Nadal
  3. Simpatia
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segunda-feira, 7 de maio de 2012 Juvenis, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 17:09

Sul americano

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O Brasil venceu pelo 2o ano consecutivo o Sul-Americano feminino de 16 anos, uma ótima notícia para nosso sofrido tênis feminino. As duas titulares são a já conhecida Bia Maia, o maior talento recente do tênis feminino nacional e Carolina Meligeni Alves, sobrinha de Fernando, um talento de voz própria. O time tem ainda Suellen Abel.

O evento aconteceu em Valencia, Venezuela, onde o time masculino também chegou à final, contra a Argentina. Só que como não para de chover na cidade, a final não acabou. Acabou a feminina, pela facilidade do marcador. Bia bateu a adversária paraguaia 6/3 6/2 enquanto que Carol resolveu rapidinho por 6/1 6/1. Nem jogaram a dupla.

Os meninos Gabriel Hocevar, filho do nosso campeão e amigão Marcão Hocevar, Marcelo Zormann e Rafael Matos não sabem quando vão tirar as coisas a limpo com os hermanos. Até porque, hoje em dia, o importante no sul-americano é que ambos finalistas se classificam para o Mundial, que acontecem em Setembro, em Barcelona. Parabens a todos os envolvidos.

No sábado viajou a equipe de 14 anos que vai para a mesma batalha em Santiago do Chile. O time masculino conta com Antonioni Fasano, Orlando Luz e Flávio Tonon. O time tem como adversários em seu grupo a Venezuela, Uruguai, Bolívia e Chile. A Argentina está no outro grupo.

As meninas Thaisa Pedretti, Gabriela Rezende e Ana Farinha enfrentam a Argentina logo de cara para deixar as coisas claras. Peru, Venezuela e Bolívia também estão no grupo. Assim como os de 16 anos, os finalistas vão para o Mundial na Rep. Tcheca. Boa sorte à garotada.

O time de 16 que ganhou…

e a garotada que foi ao Chile para ganhar.

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segunda-feira, 23 de abril de 2012 Juvenis, Porque o Tênis., Tênis Brasileiro | 13:35

Tapetão

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No dia seguinte à conquista em Monte Carlo, Rafael Nadal já estava em quadra no Real Club de Barcelona para a disputa do tradicional Trofeo Conde Godó.

Não é simples jogar dois eventos seguidos em locais distintos, mesmo ambos sendo à altura do mar. O piso é um tanto distinto, assim como as condições em geral. O tenista tem que imediatamente apagar a alegria da vitória de sua mente e focar na nova meta e nas novas dificuldades.

Rafa chegou ao RCB, fez uma conferência de imprensa com os organizadores, imaginem um torneio em Barcelona sem Nadal, e foi para a quadra treinar.

Abaixo publico uma foto para a qual chamo a atenção de todos. Os que praticam nosso esporte vivem no Brasil uma realidade resquício de nossa cultura. Nos clubes e academias do país existe a figura do arrumador de quadra, aquele funcionário que passa o tapete ou escovão e varre as linhas. E quando não os há é mais por conta da falta de verba ou pessoal para tal. Só para cobrir possíveis exceções, que confirmam a regra, digo que talvez existam locais que os próprios tenistas, por opção própria, arrumem as quadras quando jogam.

Na Europa a praxe é o tenista arrumar a quadra após o seu treino, deixando ela pronta para o próximo usuário. Não importa se seja amador ou profissional criança ou velho, todos o fazem, sendo considerado falta de educação não fazer.

Também por lá, assim como nos EUA, a figura do pegador de bola só existe em torneios. Nos clubes e academias os tenistas recolhem suas próprias bolas. No Brasil, se o pegador não aparece os tenistas começam com seus xiliques e reclamações.

Aqui a garotada, infelizmente, não é instruída a arrumar quadra, um símbolo de civilidade e coletividade, perpetuando essa “falta de educação”, muito mais pelo desábito e ausência de informação do que por acomodação. Assim como aprendem, com os adultos, que um pegador deve estar presente quando treinam.

Na Escolinha do Clube Pinheiros as crianças recolhem suas próprias bolas e são incentivadas a arrumar a quadra após os treinos. Quando instituí isso no Clube, no início de minha gestão na Seção de Tênis, uma garota me procurou, demonstrando certa revolta, querendo saber por que ele teria que arrumar a quadra. Após explicar a ela o porque, ela concordou e disse que o faria de bom grado. Como sempre, muitas vezes maus hábitos são corrigidos com muito mais facilidade e bom grado do que se imagina.

Rafael Nadal passando o tapetão após seu treino de hoje.

Notas relacionadas:

  1. Mares nunca dantes navegados
  2. Pegou?
  3. Dólar furado
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terça-feira, 13 de março de 2012 Juvenis, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 11:50

Vencedores do Banana

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Enquanto a bola apanha na Califórnia de gente grande, lá pelos lados de Sta Catarina ela apanha de gente não tão grande, ainda.

O Banana Bowl, que um dia foi um dos maiores torneios juvenis do mundo, já não o é há alguns anos, começa a ser disputado pelos melhores do Brasil e alguns dos melhores do exterior.

Já escrevi inúmeras vezes sobre o torneio, um evento que merece a maior das atenções dos dirigentes, como parece estar sendo novamente o caso após anos de desleixo que custaram seu status. Hoje vou aproveitar o gancho de um dos leitores, que não parece ser um sofasista e postou uma lista, incompleta, de campeões do Banana e ficou surpreso em não conhecer uma boa parte.

Até 1975 só sul-americanos participavam. Já a partir de 1977 tenistas de todo o mundo estavam presentes. Este foi o ano mágico em que as semifinais, jogadas no Tenis Clube de Santos, reuniram Ivan Lendl, John McEnroe, Yannick Noah e Cássio Motta, que chegou a ser o #2 do mundo juvenil e #3 de duplas profissional, algo que a maioria dos sofasistas desconhece. Quatro meses depois McEnroe passaria o qualy de Wimbledon e ira à semifinal, perdendo para Connors.

Em 1981 foi a ultima vez que um brasileiro, Eduardo Oncins venceu – na época o evento reunia os melhores do mundo e era comparável a um Grand Slam. O técnico de Eduardo era este que lhes escreve.

Vou comentar a lista, a partir de 1976, focando naqueles que devem estar fora do radar dos meus leitores e foram vencedores das chaves de 18 anos, feminina e masculina. Estou tendoa esperança que os leitores conheçam os mais óbvios, esqueçam os que foram irrelevantes e perdoem que alguns eu não tenho ideia do que lhes aconteceu.

1969 – Roberto Graentz (ARG) e Marlene Flues (BRA)
1970 – Joaquim R. Filho (BRA) e Beatrice Chrystman (BRA)
1971 – Roger Guedes (BRA) e Andrea C. Menezes (BRA)
1972 – Victor Pecci (PAR) e Elza Rodrigues (COL)
1973 – Flávio Arezon (BRA) e Patrícia Medrado (BRA)
1974 – Eddie Pinto (BRA) e Adriana Villagran (ARG)
1975 – Fernando D. Fontana (ARG) e Emilse Raponi (ARG)
1976 – Jose Luis Clerc (ARG) e Viviane Locicero (ARG)
1977 – John McEnroe (EUA) e Claudia Casablanca (ARG)
1978 – Alexandro Gonzabal (ARG) e Claudia Casablanca (ARG)
1979 – Raul Viver (EQU) e Claudia Monteiro (BRA)

1980 – Roberto Arguello (ARG) e Graziela Perez (ARG)
1981 – Eduardo Oncins (BRA) e Helena Sukova (TCH)
1982 – Martin Jaite (ARG) e Helena Olsson (SUE)
1983 – Bill Stanley (EUA) e Silvana Campos (BRA)
1985 – Franco Davin (ARG) e Patricia Tarabini (ARG)
1986 – Gilbert Schaller (AUT) e Gisele Miró (BRA)
1987 – Alejandro Aramburu (PER) e Maren Kemper (ALE)
1988 – Patricio Arnold (ARG) e Andréa Vieira (BRA)
1989 – Fernando Meligeni (ARG) e Florencia Labat (ARG)
1990 – David Witt (EUA) e P. Kukov (TCH)
1991 – Johannes Unterberger (AUT) e Roberta Burzagli (BRA)
1992 – Erik Casa (MEX) e Larissa Schaerer (PAR)
1994 – Federico Browne (ARG) e Meilen Tu (EUA)
1995 – Mariano Zabaleta (ARG) e Lilia Osterloch (EUA)
1996 – Petr Kralert (TCH) e Lilia Osterloch (EUA)
1997 – Luis Horna (PER) e Sarah Taylor (EUA)
1998 – Fernando Gonzalez (CHI) e Milagros Sequera (VEN)
1999 – Paul Henri Mathieu (FRA) e Aniko Kapros (HUN)
2000 – Andy Roddick (EUA) e Maria Emilia Salerni (ARG)
2001 – Gilles Muller (LUX) e Svetlana Kuznetsova (RUS)
2002 – Marcos Baghdatis (CHP) e Myirian Casanova (SUI)
2003 – David Brewer (ING) e Alisa Kleybanova (RUS)
2004 – Eduardo Schwank (ARG) e Alisa Kleybanova (RUS)
2005 – Leonardo Mayer(ARG) e Sharon Fichman (CAN)
2006 – Albert Ramos (ESP) e Alize Cornet (FRA)
2007 – Ricardo Urzua-Rivera (CHI) e Tamaryn Hendler (BEL)
2008 – Juan Vasquez Valenzuela (ARG) e Ana Bogdan (ROM)
2009 – Yannik Reuter (BEL) e Camila Silva (CHI)
2010 – Juan Sebastian Gomez (COL) e Beatrice Capra (EUA)
2011 – Mathias Bourgue (FRA) e Yuliana Lizarazo (COL)

Rasgado foi estudar nos EUA e ficou por lá, trabalhando inclusive da federação local.

A Bea Chrystman continua faturando todos os eventos veteranos Brasil e mundo afora e ainda ontem a vi batendo um paredão no Pinheiros com um fone de ouvido.

Roger Guedes, que foi pro durante anos, segue em Bauru e ganhando todos os torneios de veteranos que joga. A carioca Andrea Menezes, que não foi pro e tinha um lindo par de pernas eu nunca mais vi.

Será que alguém aqui não conhece o Victor Pecci – o pior é que não. O paraguaio, dono de um tênis vistoso foi top 10 durante anos e finalista de RG contra Borg. Grande figura.

O Flávio Arenzon eu vi no Aberto de São Paulo e ainda joga tênis no Clube Paulistano. A Medrado todos conhecem.

O Eddie Pinto foi o ultimo grande tenista de Pernambuco. O canhoto tinha uma bomba na mão esquerda, muita habilidade e bolas venenosas. Não foi ao profissionalismo.

Clerc foi #3 do mundo, semifinalista em RG e um dos melhores jogador de saibro de sua época, hoje comenta para a ESPN.

Claudia Casablanca foi uma das melhores juvenis da história e não conseguiu decolar a carreira profissional.

Raul Viver ganhou o Orange Bowl, jogou muitos anos como profissional na zona mediana e hoje é capitão da Davis de seu país. Claudinha Monteiro, contemporânea de Patricia Medrado, vive há muitos anos nos EUA.

Roberto Arguello, foi #1 do mundo como juvenil, ganhou também o Orange e teve a carreira interrompida pela Guerra das Malvinas, quando foi convocado. Morou até poucos anos atrás aqui no Brasil sem ninguém saber. Um verdadeiro gentleman argentino.

Eduardo, irmão de Jaime, teve até pouco tempo uma academia em São Paulo junto com os irmãos. Helena Sukova foi uma das melhores tchecas da história, com vários títulos de duplas em GS. Sua mãe é um ícone como técnica na Rep. Tcheca.

Jaite foi top 10 durante anos e jogou bastante no Brasil em uma época que o país tinha muitos bons torneios. Um tenista que tirava leite de pedra com seu tênis.

Silvana Campos foi a melhor brasileira de sua época, como infanto-juvenil, mas não decolou como pro. Foi casada com o saudoso Sócrates e é irmã do atual presidente da FPT, Paulo Campos.

Franco Davin, tenista canhoto, rápido e brigador, teve uma boa carreira como pro e é o técnico de Del Potro.

Aramburu, peruano com uma direita monstro e uma esquerda nula, arrasou como juvenil e sucesso bem restrito com pro.

Patricio Arnold, argentino, e Andrea Vieira ganharam no mesmo ano – 88. Casaram, tiveram uma menina e se separaram. Ela trabalha com tênis em São Paulo e ele coordena o infanto-juvenil da CBT.

David Witt chegou a ter algum sucesso como duplista no circuito.

Robertinha Burzagli foi a última brasileira a vencer o torneio – em 91 – e trabalha com tênis no Brasil. Às vezes viaja acompanhando jovens pela FIT.

Federico Browne foi uma grande promessa argentina com carreira bem mediana nos pros.

Zabaleta jogou até pouco tempo, incomodou bastante no saibro e na 2ª parte de sua carreira perdeu a motivação. Foi contemporâneo de Kuerten.

Luiz Horna foi um dos caras que mais deu na bolinha que já apareceu nas quadras. Nem sempre sabia onde elas iam. Teve algum sucesso como pro. Quando Federer estreou em RG foi derrotado pelo peruano.

Os mais recentes, a partir de 1999, qualquer sofasista que acompanha o tênis conhece. Tirando aqueles que não conseguiram nenhum sucesso como pros e/ou abandonaram a carreira. Ex: Casanova, Brewer, Fichman, Urzua Rivera, Hendler, Valenzuela, Reuter etc, provando que sucesso como juvenil não é garantia de sucesso como pro, ao contrário do que muitos, especialmente os pais, acreditam.

Roberta Burzagli

Notas relacionadas:

  1. Sandálias da humildade
  2. Adeus tabu?
  3. Os campeões do Banana Bowl
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quarta-feira, 28 de setembro de 2011 História, Juvenis, Tênis Feminino | 14:09

Acerto de contas

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A esta altura todos conhecem a história de Jelena Dokic e seu pai – eu mesmo já escrevi mais de uma vez sobre esse drama. Ambos caracterizaram a reincidente história do muitas vezes doentio relacionamento pai/filha no tênis que tantas vítimas já produziu. E isso porque ficamos sabendo somente dos casos quando a filha conseguiu algum sucesso, apesar do infernal relacionamento; imaginem quantos nunca vingaram tenisticamente e tiveram o lado perverso martirizando a família.

Lembrando – o “daddy from hell”, como os jornais ingleses o chamavam, além de espancar frequentemente a garota, roubou todo o seu dinheiro enquanto esteve por perto. Uma ex-tenista chegou a chamar a segurança do hotel por conta dos gritos da menina apanhando. O maluco teve ataques no US Open, quando atirou comida no chão protestando contra a qualidade e os preços do servido aos atletas – no que tinha certa razão, mas não era para tanto. Atualmente os tenistas recebem um valor para as refeições, que continuam sendo no estilo bandejão americano. Em Wimbledon fez uma cena com uma jornalista exatamente na frente, atirando o celular dela no chão e a ameaçando de pancada. Foi carregado para fora do Clube e proibido de voltar. No Aberto da Austrália acusou os organizadores de manipular o sorteio. E isso é só uma amostra do que o doido aprontou mundo afora, terminando por ser proibido de frequentar os eventos.

Esta semana Jelena divulgou que conversou com o pai pela primeira vez em oito anos – ela tem 28. Ela, residente da Austrália, pegou um avião, foi a Belgrado vê-lo e “colocar um fim ao desentendimento”, conforme suas palavras. Jelena foi acompanhada do namorado Tin Bikic, irmão de seu ex-técnico, que não era até então aceito pelo pai – assim como todos os namorados e técnicos anteriores.  Ela assegura que foi bem recebida pelo pai, que tinha passado uma temporada na cadeia após ameaçar colocar uma bomba na embaixada australiana e por ter armas ilegais em casa.

Ela diz estar em uma boa fase da vida e acredita que reatar relações será o melhor para ela e a família. O pai proibia a mãe e o irmão caçula de falar com Jelena. O pai foi receptivo à visita e, diz a moça, mudou sua atitude frente à filha, que hoje é uma mulher de 28 anos. Apesar de garantir que continuará a trabalhar com sua técnica atual, Louise Pleming, bancada pela federação australiana, as fotos que chegam de Belgrado mostra ela em quadra com seu pai.

Os relacionamentos pais/filhos é um mosaico de emoções e podem ser repleto de dramas, assim como catalisador de conquistas e/ou perdas. O ser humano, atletas incluídos, depende de motivações – e existem poucas tão fortes como aquelas exercidas pelos pais, conscientes ou não. Quando as cobranças e exigências produzem um saldo muito maior do que o afeto, só Deus sabe no que pode dar. Na maior parte das vezes boa coisa não é. Mas, em muitas, produzem aberrações que se tornam excelências em seus campos de atividade, até porque a força interior é fortemente alimentada permanentemente por uma demanda e contenda interior não resolvida e mal equacionada com o afeto esperado.

Ao que parece, e assim espero, Jelena foi à Belgrado acertar as contas, tentar reequilibrar aquilo que lhe foi dado com o que lhe foi tirado, aquilo que é seu por direito e lhe tem sido negado. Reencontrar o que nunca foi substituído pela carreira de tenista – o que pode ser confirmado pelo insucesso pós-período de menina-prodígio. Algo que lhe foi usurpado pelo delírio de um fracassado que achou que os talentos e esforços de sua filha poderiam lhe assegurar o gozo e o sucesso financeiro que ele foi incapaz de criar para si. É uma tarefa da qual não se foge, e, quanto mais cedo a enfrentamos, melhor para abrir nossos novos e incontornáveis caminhos. O fato é que às vezes a conta tem bom fim, às vezes não. Nenhuma novidade para uma tenista – ou qualquer outro.

Jelena e Damir em Belgrado.

Notas relacionadas:

  1. Vai ou racha.
Autor: paulocleto Tags: ,

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