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Arquivo da Categoria História

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012 História, Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:24

Laureus

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O prêmio Laureus foi fundado e lançado em 1999 pelas empresas Richemont, empresa suíça de produtos de luxo (Dunhill, Baume et Macier, Carier etc) e a alemã Daimler (carros Mercedes-Benz).

O prêmio vem tentando colocar a marca “Oscar” ao lado de sua premiação como uma forma de marcar e combater a sua curta história. Segundo o site, que não é muito “amigável” e transparente, não dá para saber muito. Pesquisando, descobre-se que uma lista de jornalistas globais, das quais não se conhece os nomes, produz uma lista, que é enviada a um painel de 46 ex-grandes atletas, de lista conhecida e divulgada, que faz a definição final dos vencedores. Entre estes alguns tenistas; McEnroe, Nastase, Becker, Seles, Navratilova e um brasileiro, Fittipaldi.

Este ano, o título de “Melhor Atleta” ficou com Novak Djokovic – e quem é que vai contestar tal escolha?! O cara só não fez chover em Roland Garros e no Masters. O resto foi dele, o que não é pouco.

É interessante como o tênis tem tido extraordinário sucesso na premiação, o que comprova a “Época Dourada” do esporte branco. Nos primeiros anos da premiação, Tiger, Schumaker e Armstrong lideraram. A partir de 2005, Federer venceu quatro vezes, Bolt duas, Nadal uma e agora Djoko. Capriati, Serena (duas vezes) e Henin também ganharam. É o esporte que mais ganhou, seguido do atletismo. Futebol? Nenhum, Messi ficou em terceiro este ano.

Com estes títulos, confirma-se, mais uma vez, o alcance do esporte tênis, ainda tão desprezado pela nossa mídia e, por que não?, pelo nosso público, ainda acostumado com o mais fácil.

Entre as diferentes categorias premiadas, uma não pode ficar sem nossa lembrança e menção e a de “Esporte pelo Bem”, com a vitória de Raí e seus projetos sociais. Não deixa de ser uma bela vitória de nosso esporte.

Notas relacionadas:

  1. A diferença
  2. 1000!! e sem surpresas
  3. Titãs
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012 Grand Slam, História, Tênis Feminino | 00:22

Sainhas e shorts.

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O assunto é polêmico e delicado, por isso vou passar por ele pisando em ovos e guardando minhas opiniões pessoais. É um novo ano e uma das minhas metas prioritárias é ficar cada dia mais zen, o que venho conseguindo com razoável e surpreendente sucesso, para minha extrema alegria.

O assunto em questão é mais velho do que andar para frente, tanto na humanidade como nos esportes, inclusive no tênis. Não vou fazer um histórico porque não tenho paciência e nem acho necessário.

Bastam duas ou três colocações.

Sempre existiram homossexuais no tênis feminino. Pelo menos desde os anos cinquenta, já que antes eu não estava aí para ver e nunca me interessei em fazer um levantamento, além de não ser um assunto que se comente com muita naturalidade.

É um fato que sempre existiram, fortemente, duas tendências nos vestiários. As heteros e as homossexuais. As sainhas e os calções. E não vamos misturar, como já berrava o Tim Maia. As duas conviviam, mas não tão bem como todos queria levar a crer.

Como acontecia até os anos noventa – ou seria mais tarde, ou mais cedo?? – o assunto era mantido no armário. Além disso, o homossexualismo, feminino e masculino, eram mais visíveis em nichos da sociedade, o que sempre foi curioso. Era só andar de avião para entender o que digo. Pois o tênis feminino, assim como muitos esportes, era um dos mais férteis desses nichos. O que sempre me deixou curioso quanto aquele raciocínio; a natureza as fazia homossexuais e coincidentemente tenistas? Ou seria o inverso, o que quebraria o raciocínio? Sei lá, e esse não é o tema.

O fato é que até pouco tempo o tênis tinha quase que tantas homossexuais quanto heteros no circuito feminino. Pelo menos dentro das quadras, porque nos bastidores e organização o numero era ainda maior.

Algumas admitiam outras não. Outras, talvez porque não tinham a mesma expressão e nem tanto a perder, faziam questão de escancarar. Uma das primeiras a admitir e escancarar foi Martina Navratilova, o que fez dela um ícone homossexual, dentro e fora das quadras. Antes dela Billie Jean King veio para o circuito ainda no armário, chegou a casar, mas logo derrubou a fachada e admitiu o homossexualismo. As duas se tornaram ícones e expressivos porta vozes, dos direitos femininos e dos direitos gays.

Interessante que as duas tiveram durante suas carreiras grandes rivais e contrapontos em quadra. Martina com Chris Evert, que era extremamente feminina, e Billie Jean com Margareth Court, que era hetero e abominava “essas coisas”. A diferença é que Evert sempre lidou bem com a escolha da amiga/adversária, ou assim parecia (quem viu o documentário sobre as duas na ESPN – muuuito bom!) e Court e King nunca se entenderam. E aí o assunto – continuam não se bicando, inclusive pela imprensa.

Billie Jean se tornou uma das maiores ativistas feministas dos EUA e do mundo. O complexo do US Open leva seu nome. Margaret se tornou uma pastora no interior da Austrália e o segundo estádio do Aberto da Austrália tem o seu nome.

Billie Jean foi um tremendo nome no tênis – tremam sofasistas que não conhecem sua história! Tem 129 títulos de simples (tremam Federer e Nadal e mais ainda as meninas que andam por aí) 12 de GS em simples e 27 em duplas!!

Margaret não ficou atrás, muito pelo contrário. Tem 192 títulos, mais do que Federer, Nadal, Djoko juntos, e podem colocar muitos outros na conta também. Desses, são 24 de simples em GS! Contando os de duplas em GS ela faturou um total de 62!!! Ou seja, a moça falava alto e, ao contrário do que muitos dizem, antes mesmo de Navratilova, ela foi uma tenista que investiu no físico, o que lhe deu um diferencial.

Em quadra, as duas rivais se enfrentaram sete vezes, com cinco vitórias da australiana – sendo cinco dos confrontos foram em finais de GS, com quatro vitórias de Court.

A encrenca entre elas começou em 1990 quando Court disse publicamente que tenistas gays e bissexuais como King e Navratilova estavam “arruinando o tênis”. Agora em Dezembro, Court se manifestou contra o casamento gay, que é um assunto atual, aqui e lá, mas não em todo o lugar. Disse algo na linha; “mudar a definição de casamento e tentar legitimar o que Deus chama de práticas sexuais abomináveis, revela a nossa ignorância para com os malefícios que veem quando a sociedade é forçada aceitar leis que violem a nossa natureza humana criada por Deus dentro do que é certo e errado.”

Navratilova a contestou em uma entrevista no Tennis Channel, nos EUA. “Me parece que as pessoas se desenvolveram, assim como a Bíblia. A miopia de Margaret é alarmante, assim como danosa para milhares de crianças vivendo em família de pais gays”. ( Não entendi bem a parte de que a Bíblia se desenvolveu – sempre achei que era um livro fechado). E esse negócio de levar a discussão para o campo pessoal é coisa de quem não tem argumentos para argumentar.

Billie Jean também se manifestou. “Já tentei falar com Margaret a respeito, mas dizer que ela é totalmente impermeável é dizer pouco.” Com categoria, tino político e ficando na veia da questão ela completou; “Temos que seguir comprometidos com a eliminação da homofobia porque todos devem ter os mesmos direitos, oportunidades e proteção”.

Diante dos rumores que haverá protestos na Quadra Margaret Court durante o Aberto da Austrália, por gays e simpatizantes locais, Court se manifestou mais uma vez esta semana, ao ser entrevistada sobre o assunto no New York Times. “Acho que é triste que as pessoas tenham entendido errado o que eu disse. Eu faço o meu posicionamento, bíblico e pessoal. É uma escolha. Eu não tenho nada contra as pessoas envolvidas, só contra suas escolhas, e sempre disse isso”. Talvez um tanto em cima do muro.

Para quem não viveu a época áurea das homossexuais, das quais o ultimo grande nome foi a elegante tenista francesa Amelie Mauresmo, a mudança veio, radicalmente, com o surgimento de Anna Kournikova, que mostrou e evidenciou que o tênis feminino tinha muito mais a ganhar com a imagem “feminina”, que é a que impera totalmente atualmente. Sem nenhuma vergonha as moças decidiram usar e abusar de suas sainhas. . Como cantava o poeta – “times, they are a changing”. Pelo menos ficou muito mais agradável de ver.

Saiotes, calções e uma feliz combinação de ambos…

Notas relacionadas:

  1. Cão de três patas.
  2. Break point
  3. Kilimanjaro
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011 História, Tênis Masculino | 01:28

Saque e devolução

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Uma das pautas que me pediram – o Andre – foi sobre a evolução na técnica do saque e da devolução. Já vi que neste tipo de pergunta/resposta não vou conseguir ser definitivo. Primeiro, porque quero responder de bate-pronto, sem ter que pesquisar, anotar ou pensar muito. Com isso, suponho que as respostas não serão “definitivas”, mas vão espelhar o que penso e, talvez, abrir espaço para discussão.

Sempre existiram grandes sacadores e grandes devolvedores. Desde a época das raquetes de madeira, inclusive o grip – isso muito antes de inventarem os grips de couro. Dos que vi, Pancho Gonzalez já fazia uma enorme diferença por conta de seu serviço já nos anos 50. Muitos afirmam que foi “O Sacador”. Assim como Pancho Segura Cano fazia a diferença por conta de suas devoluções com as duas mãos de ambos os lados. Segura, ainda vivo aos 90 anos, seria o predecessor das grandes mudanças que o tênis sofreria 60 anos mais tarde. Gonzales morreu em 1995.

Sacadores e recebedores sempre nos propiciaram grandes rivalidades. Segura x Kramer, Laver x Rosewall, McEnroe x Connors, Sampras x Agassi etc. Estilos distintos que sempre nos proporcionou interessantes conflitos.

Até o fim dos anos oitenta os grandes sacadores imperaram, com algumas brilhantes exceções. Ninguém fez festa para cima de Borg, Vilas, Connors e Agassi, por exemplo. Mas o império era dos sacadores, de Gonzalez, Newcombe, Smith, Mc Enroe, Ivanisevic, Sampras, Becker e muitos outros, inclusive cabeças de bagre que só sabiam fazer isso.

Junto com as sacadores, imperava também o estilo saque/voleio, um estilo sedimentado e aprimorado por americanos e australianos. Por uma razão muito simples: em três dos quatro Grand Slams o piso era grama, piso que clamava pelo e facilitava o estilo saque/voleio. A grama era rápida e as bolas também. O estilo era mais velho do que andar para frente: sacar na esquerda do adversário e ir à rede – se desse, matar o voleio no lado oposto da quadra, se não desse, volear de volta no revés até sobrar para o voleio final.

Para facilitar o estilo, além da grama dos GS, quando não se jogava no cimento rápido, piso original da Califórnia, celeiro # 1 do tênis americano, os torneios aconteciam nos rapidíssimos carpetes de borracha em todos os torneios indoors, o que cobria prticamente todo o outono e inverno do hemisfério norte. Era 80-85% nesses pisos e o resto era o mesmo circuito do saibro europeu que ainda existe – onde americanos e australianos sequer apareciam. Assim mesmo se mantinham no top 10 só com os pontos do resto da temporada.

Alguns poucos e determinantes eventos mudaram a história, perfil e o futuro do tênis.

O mais importante foi a reação dos técnicos/professores com o fato dos grandes sacadores se imporem com tanta ferocidade. Devem ter se perguntado: quem foram os grandes devolvedores? Talvez tenham respondido: Segura Cano, Connors, Borg, Agassi. E o que eles tinham em comum? A esquerda com as duas mãos! Então vamos nessa!

Outro evento foi a reação dos donos dos torneios. Eles também ficaram porraqui com aquela chateza de saque-ace-ponto. Não saia jogo! As pessoas dormiam em jogos entre Sampras x Ivanisevic.

Paralelo a isso, houve a reação dos tenistas europeus ao quase eterno imperialismo dos americanos no comando da ATP. A rebelião colocou Alex Corretja no comando da ATP. Ele liderou as inúmeras mudança que bateram de frente com os gringos e acabaria com os eventos nos carpetes, passando para os pisos pintados com areia nos torneios indoors, unificando e democratizando o circuito também com os pisos de quadras duras. Além de salvar o circuito de saibro (por isso não deixam os torneios latinos-americanos mudarem o piso).

Os donos dos torneios aceitaram e apressaram as mudanças indoors, assim como o circuito de duras democratizou, sempre diminuindo a velocidade do jogo.

As mudanças acima deixaram o tênis mais lento, equilibrando a força que as novas gerações de tenistas trouxeram – por conta da altura, cordas e raquetes . Sem esquecer as bolinhas, que ficaram mais rápidas também.

O que houve, no fim das contas, foi uma uniformidade. Acabaram com os extremos. Nem as quadras e bolas lentas de Roma existem mais, nem as quadras de grama e os carpetes/gelo estão por aí para cortar o físico de boa parte do mundo. Hoje o tenista joga quase que com o mesmo estilo a temporada inteira. Uma diferença de velocidade é rara, mínima e todos notam.

Volto à esquerda com as duas mãos. Ela foi a grande mudança técnica, que é a pergunta do meu leitor. Ela acabou com a festa do sacador e, mais ainda, com a festa do sacador/voleador. Hoje ninguém mais ganha a vida sacando na esquerda de alguém e indo à rede volear. Muito menos contra alguém com o revés de duas mãos.

O saque melhorou na medida em que os tenistas ficaram mais altos e as raquetes “soltam” mais as bolinhas. Mas o grande salto técnico do tenista foi a devolução com as duas mãos – e seus sutis e determinantes aprimoramentos, os quais não vou entrar hoje. Hoje, nove dos onze primeiros do ranking batem com duas mãos. Esse golpe segurou os sacadores no fundo da quadra e os pregou por lá para o resto do ponto. Resta esperar qual será a reação a tudo isso. Porque não pensem que o atual será para sempre. Afinal, as teorias Darwianas se aplica a muita coisa neste mundo.

Os Panchos – Gonzalez, sacador e Segura, devolvedor.

Notas relacionadas:

  1. Todo Março
  2. U$29,99
  3. Muito barulho por nada.
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quarta-feira, 26 de outubro de 2011 História, Tênis Masculino | 11:13

O animal Muster

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O austríaco Thomas Muster sempre foi um “animal” difícil de enfrentar e de entender. Jogador extremamente guerreiro, a grande razão de seu enorme sucesso, eu o conheci no Circuito Cosat, nos idos dos anos 80, quando a Áustria tinha dois dos melhores juvenis do mundo; ele e o Horst Skoff, que faleceu o ano passado.

Muster conquistou 44 títulos, um Roland Garros e foi durante seis semanas o #1 do mundo. Tá de bom tamanho. Difícil é entender por que decidiu voltar ao circuito após ficar 11 anos longe das competições. Viveu de favores e foi um fracasso.

Jogou 26 partidas e perdeu 24 desde junho 2010. Os dois que perderam para o austríaco devem ter reconsiderado suas carreiras.

Esta semana, após perder para um juvenil austríaco no Aberto de Viena, na 1ª rodada, por 6/2 6/3, Muster decidiu que não irá cumprir o plano de jogar também em 2012. Não fará falta. Afinal os eventos Masters estão aí para isso; servir de alternativa para tenistas aposentados usar suas veias competitivas e rever os amigos – talvez esta a razão porque Muster não quis focar nesse circuito e preferiu colocar a carinha para bater.

Tenistas austríacos têm fama, não sem razão, de encrenqueiros e pouco amigos: Muster, Skoff, que chegou a mover um ação de milhões de dólares contra a ATP, Antonitsch, que era encrenqueiro, mas divertido, Melzer, com aquele Q de arrogância característico da rapaziada, e o louco do Kollerer, expulso do circuito e que dispensa apresentações.

Muster disse que voltou não por conta dos resultados e sim porque acreditava ser capaz de competir no mais alto nível do tênis, uma declaração não muito coerente. Afirma que razões pessoais que o fazem abandonar a idéia de jogar até o fim do ano que vem. Eu já acho que o competitivo comedor de wiener schnitzel voltará jogando no circuito Masters, bem mais compatível com o tênis por ele praticado atualmente.

Notas relacionadas:

  1. Animal frustrado
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quarta-feira, 28 de setembro de 2011 História, Juvenis, Tênis Feminino | 14:09

Acerto de contas

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A esta altura todos conhecem a história de Jelena Dokic e seu pai – eu mesmo já escrevi mais de uma vez sobre esse drama. Ambos caracterizaram a reincidente história do muitas vezes doentio relacionamento pai/filha no tênis que tantas vítimas já produziu. E isso porque ficamos sabendo somente dos casos quando a filha conseguiu algum sucesso, apesar do infernal relacionamento; imaginem quantos nunca vingaram tenisticamente e tiveram o lado perverso martirizando a família.

Lembrando – o “daddy from hell”, como os jornais ingleses o chamavam, além de espancar frequentemente a garota, roubou todo o seu dinheiro enquanto esteve por perto. Uma ex-tenista chegou a chamar a segurança do hotel por conta dos gritos da menina apanhando. O maluco teve ataques no US Open, quando atirou comida no chão protestando contra a qualidade e os preços do servido aos atletas – no que tinha certa razão, mas não era para tanto. Atualmente os tenistas recebem um valor para as refeições, que continuam sendo no estilo bandejão americano. Em Wimbledon fez uma cena com uma jornalista exatamente na frente, atirando o celular dela no chão e a ameaçando de pancada. Foi carregado para fora do Clube e proibido de voltar. No Aberto da Austrália acusou os organizadores de manipular o sorteio. E isso é só uma amostra do que o doido aprontou mundo afora, terminando por ser proibido de frequentar os eventos.

Esta semana Jelena divulgou que conversou com o pai pela primeira vez em oito anos – ela tem 28. Ela, residente da Austrália, pegou um avião, foi a Belgrado vê-lo e “colocar um fim ao desentendimento”, conforme suas palavras. Jelena foi acompanhada do namorado Tin Bikic, irmão de seu ex-técnico, que não era até então aceito pelo pai – assim como todos os namorados e técnicos anteriores.  Ela assegura que foi bem recebida pelo pai, que tinha passado uma temporada na cadeia após ameaçar colocar uma bomba na embaixada australiana e por ter armas ilegais em casa.

Ela diz estar em uma boa fase da vida e acredita que reatar relações será o melhor para ela e a família. O pai proibia a mãe e o irmão caçula de falar com Jelena. O pai foi receptivo à visita e, diz a moça, mudou sua atitude frente à filha, que hoje é uma mulher de 28 anos. Apesar de garantir que continuará a trabalhar com sua técnica atual, Louise Pleming, bancada pela federação australiana, as fotos que chegam de Belgrado mostra ela em quadra com seu pai.

Os relacionamentos pais/filhos é um mosaico de emoções e podem ser repleto de dramas, assim como catalisador de conquistas e/ou perdas. O ser humano, atletas incluídos, depende de motivações – e existem poucas tão fortes como aquelas exercidas pelos pais, conscientes ou não. Quando as cobranças e exigências produzem um saldo muito maior do que o afeto, só Deus sabe no que pode dar. Na maior parte das vezes boa coisa não é. Mas, em muitas, produzem aberrações que se tornam excelências em seus campos de atividade, até porque a força interior é fortemente alimentada permanentemente por uma demanda e contenda interior não resolvida e mal equacionada com o afeto esperado.

Ao que parece, e assim espero, Jelena foi à Belgrado acertar as contas, tentar reequilibrar aquilo que lhe foi dado com o que lhe foi tirado, aquilo que é seu por direito e lhe tem sido negado. Reencontrar o que nunca foi substituído pela carreira de tenista – o que pode ser confirmado pelo insucesso pós-período de menina-prodígio. Algo que lhe foi usurpado pelo delírio de um fracassado que achou que os talentos e esforços de sua filha poderiam lhe assegurar o gozo e o sucesso financeiro que ele foi incapaz de criar para si. É uma tarefa da qual não se foge, e, quanto mais cedo a enfrentamos, melhor para abrir nossos novos e incontornáveis caminhos. O fato é que às vezes a conta tem bom fim, às vezes não. Nenhuma novidade para uma tenista – ou qualquer outro.

Jelena e Damir em Belgrado.

Notas relacionadas:

  1. Vai ou racha.
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011 Copa Davis, História, Minhas aventuras, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:08

Pegou?

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O Animal Nadal queimou os dedos da mão direita ao pegar em um prato quente que lhe foi servido em um restaurante em Cincinnati. Fico imaginando se o restaurante insistiu em cobrar aquele absurdo que vem virando padrão nos States, variando de 15 a 25% de serviço sobre a comida – os caras são abusados. Por conta disso, o espanhol está usando proteção nos dedos e mencionou o assunto na entrevista após bater Benneteau.

A história me lembrou de outra ainda mais curiosa e interessante.

Em 1997, no confronto de Copa Davis entre Brasil e EUA, em Ribeirão Preto, o time brasileiro estava alojado em uma tremenda casa, no alto de uma colina. Só os tenistas e a pequena equipe técnica. O pessoal de serviço da casa vinha durante o dia e saia à noite. A cozinheira, que seguia nossas indicações de cardápio, preparava e servia o jantar para cerca de 10 pessoas e depois partia e só voltava pela manhã.

Na noite anterior à estréia, como acontecia todas as noites, um pouco antes de deitar os tenistas visitavam a cozinha para fazer um lanchinho. Na manhã seguinte, Gustavo Kuerten jogaria contra Malivai Washington. O catarina foi preparar alguma coisa no forninho, usou um prato de vidro e quando foi retirar o prato deu aquela escorregada mental pegando o prato com a mão direita. O seu grito gerou o maior banzé na casa.

Eu olhava aquela bolha crescendo e pensava fo……  Logo após ligar para o médico, tratei de avaliar o tamanho do problema – foi aí que o drama deu lugar à comédia. Eu queria que Kuerten pegasse a raquete e visse se a bolha estava atrapalhando ou não. Como o local era no polegar, um pouco para cá ou para lá fazia uma enorme diferença. Mas não é que o cara não sabia como segurava a raquete??!! Eu olhava para ele e perguntava – como não sabe? Ele respondia – não sei pô, só jogando! Eu coloquei a raquete no chão, falei para ele olhar para os lados, pensar em outra coisa, abaixar, pegar a raquete e ver se incomodava. Ele fazia, virava para mim e dizia – não sei! Só jogando!

Ficamos naquele papo de louco por um tempo até que não me restou alternativa. A casona tinha, além de um belo campinho de grama, onde tirávamos um gol a gol após o almoço, uma quadra dura de tênis. Às 22:30h ligamos as luzes, pegamos um balde de bola, e as raquetes, e lá fomos nós para a quadra. Algumas bolas foram lançadas na direção do tenista que no instinto fez a sua pegada, bateu algumas direitas, esquerdas e sacou. Com um sorriso de alívio virou para nós e anunciou: não pega!!

Só como curiosidade, para quem não conhece a história do nosso tênis. O Brasil perdeu por 4×1 para os EUA de Washington, vice em Wimbledon, Courier, bi em Roland Garros e Austrália, finalista em Wimbledon e US Open, e a então dupla #1 do mundo O’Brian e Reneberg. Kuerten perdeu para Washington 3/6 7/6 7/6 6/3, Meligeni perdeu para Courier 3/6 6/1 6/4 4/6 6/4, Kuerten e Oncins bateram O’Brian/Reneberg 6/2 6/4 7/5 (uma aula de duplas!), Courier bateu Kuerten 6/3 6/2 5/7 7/6 – este TB foi longo e se fosse para o quinto seria uma beleza! A quinta partida, mais uma derrota de Meligeni, para o duplista O’Brain, ocasião também de um incidente que mostrou bem o caráter do tenista, e uma hora eu contarei, e que sacramentou o afastamento entre eu e ele.

O confronto aconteceu em Fevereiro de 1997 e colocou um fim a 10 anos de invencibilidade do time brasileiro jogando em casa, um recorde do qual me orgulho e que não será batido tão cedo. Três meses depois, Gustavo Kuerten começava sua marcha para glória em Paris.

Notas relacionadas:

  1. Manézinho em Brasília
  2. O bicho pegou
  3. Larga!
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sexta-feira, 29 de julho de 2011 Copa Davis, História, Tênis Masculino | 00:51

O padrinho do tênis

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Uma das memórias mais antigas que tenho do tênis é meu pai me levando para ver uma noite de exibições de tênis na quadra de tênis coberta do Ibirapuera, um local que já recebeu muito profissional do tênis, mas que não é usada para isso, que me lembre, desde o fim dos anos setenta. Em quadra Jack Kramer, Segura Cano, Lew Hoad e outros. No fim das partidas Kramer colocou uma mesinha em uma sala e ficou vendendo livros autografados dos quais tenho ainda o que meu pai comprou aquela noite.
Lembro que eu devia ter menos de 10 anos. Talvez nem tanto. O evento era uma visita de Jack Kramer e sua trupe de tenistas profissionais ao Brasil na alvorada do tênis profissional. Este sempre existiu, de uma maneira bem capenga, mas foi Kramer que começou a lhe dar alguma forma e a reunir os melhores em um “circo itinerante” a partir de 1950. Na época os tenistas jogavam em qualquer tipo de piso, de cimento a taco de madeira, na rua ou galpões, nas mais variadas cidades do mundo ou uma noite em cada cidade dos EUA em seu tapete de borracha que carregavam no próprio ônibus.
Kramer venceu o US Open em 1940, 41, 43 e 47 e Wimbledon em 1946. Como percebem, se conhecem um mínimo de história, bem na época da II Guerra, quando os Slams não foram realizados na Europa e Austrália por razões óbvias. Em 1947 ele se tornou profissional e reinou no topo até 1954 quando passou a se dedicar aos bastidores do tênis.
A história de Kramer é muito longa para um Post. Ele foi, talvez, a figura mais representativa do tênis californiano, que acabou se tornando o “big game”, jogado sobre quadras duras e rápidas de cimento, um padrão mundial durante décadas, e o percussor do tênis-porcentagem, que se vocês não sabem o que é fique tranquilo em seu sofá porque a maioria dos jovens, e não tão jovens, tenistas atuais também não sabem. Isso é fácil tirar a limpo. Você conhece alguém que joga competitivamente tênis, mesmo que em futures, challengers ou na ATP Tour? Peça a definição do tênis-porcentagem e espere – sentado. Jack era dono de um poderoso saque e uma direita flat, que ficou famosa pela bola de approach inside-out na paralela para executar o voleio – básico.
Além do tênis profissional, do tênis-porcentagem, Jack também bolou, entre outras coisas, a ATP. Durante anos foi o ponta-de-lança do “tênis-aberto”, que só veio acontecer em 1968. Nesse maio tempo arrumou uma briga enorme com os cartolas do tênis das federações. Escreveu livros, realizou eventos, realizou um dos melhores clubes de golf do mundo, endossou raquetes, a velha Jack Kramer da Wilson – que tem a primeira história de maquiagem de raquete da história, que um dia eu conto – da qual tenho três aqui em casa, uma encordoada com tripa de mais de 30 anos, e que foi a raquete mais vendida da história – foi o primeiro presidente da ATP em 1972 e muitos etc, sendo considerado o homem mais influente da história do tênis, para o bem ou para o mal.
Como já é tarde, vou encurtar. Escrevo, mais uma vez, sobre Jack porque esta semana se joga o Torneio de Los Angeles, onde Bellucci passou hoje a primeira rodada, evento fundado por Jack e hoje, após sua morte, dois anos atrás, aos 88 anos, realizado pelo seu filho Bob. Fui.
Jack Kramer, sua direita flat, intensidade e raquete.
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segunda-feira, 4 de julho de 2011 Grand Slam, História, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:14

O ranking nos últimos 38 anos

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Hoje recebi da ATP a informação de que Novak Djokovic é 25º tenista a conquistar o topo do ranking mundial desde 1973, quando passou a ser a responsabilidade da associação dos tenistas, já que antes tínhamos mais de um ranking, todos anuais e todos razoavelmente subjetivos.

Abaixo, a lista em ordem cronológica, com a data de que cada um chegou ao topo, a idade e o numero de semanas que lá ficou, consecutivas ou não. Observem as idades! As datas ficaram em inglês, o que serve para vocês treinarem. A formatação simplesmente ignorou a maneira que eu queria, mas dá para entender.

 
Tenista                                                                     Data                       Idade              Total de semanas
Novak Djokovic (SRB)                                        July 4, 2011         24                               1
Rafael Nadal (ESP)                                           Aug. 18, 2008          22                               102
Roger Federer (SUI)                                       Feb. 2, 2004             22                               285
Andy Roddick (USA)                                      Nov. 3, 2003            21                                13
Juan Carlos Ferrero (ESP)                            Sept. 8, 2003            23                                 8
Lleyton Hewitt (AUS)                                    Nov. 19, 2001           20                                 80
Gustavo Kuerten (BRA)                                Dec. 4, 2000              24                                 43
Marat Safin (RUS)                                            Nov. 20, 2000          20                                  9
Patrick Rafter (AUS)                                       July 26, 1999            26                                   1
Yevgeny Kafelnikov (RUS)                          May 3, 1999               25                                   6
Carlos Moya (ESP)                                           Mar. 15, 1999            22                                   2
Marcelo Rios (CHI)                                          Mar. 30, 1998           22                                   6
Thomas Muster (AUT)                                   Feb. 12, 1996             28                                   6
Andre Agassi (USA)                                        Apr. 10, 1995             24                                  101
Pete Sampras (USA)                                        Apr. 12, 1993             21                                   286
Jim Courier (USA)                                           Feb. 10, 1992              21                                   58
Boris Becker (ALE)                                          Jan. 28, 1991              23                                   12
Stefan Edberg (SUE)                                       Aug. 13, 1990             24                                    72
Mats Wilander (SUE)                                     Sept. 12, 1988              24                                    20
Ivan Lendl (CZE)                                             Feb. 28, 1983              22                                    270
John McEnroe (USA)                                     Mar. 3, 1980               21                                     170
Bjorn Borg (SUE)                                             Aug. 23, 1977             21                                     109
Jimmy Connors (USA)                                 July 29, 1974               21                                     268
John Newcombe (AUS)                               June 3, 1974                 30                                        8
Ilie Nastase (ROM)                                       Aug. 23, 1973               27                                        40

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sábado, 25 de junho de 2011 Grand Slam, História, Porque o Tênis. | 21:39

Sábado

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Todos os sábados quando eu chegava ao All England Club, em Wimbledon, era surpreendido e abismado pelo tamanho da fila das pessoas que esperavam para entrar no Clube. Ela começa em uma das 15 entradas do local dos jogos e seguia sinuosa pelas calçadas. Depois de uns quinhentos metros, abandonava a rua e entrava por dentro do maravilhoso gramado do Wimbledon Park que, colina abaixo, terminando em um lago. Todas as pessoas se colocam educadamente uma atrás das outras, não demonstrando sinais de irritação e muito menos ímpetos de furar a fila. Elas passam as horas conversando e se conhecendo, em uma espera que é considerada parte do processo e do programa.

Essas pessoas não fazem essa fila para entrar ou mesmo na certeza de comprar um ingresso. Elas estão ali, desde cedinho, no aguardo que um dos 40 mil donos de ingressos que estão no clube decida que deu para o tênis naquele dia e, ao partirem, jogue seu ingresso em uma das caixinhas vermelhas que ficam na saída especialmente para o ato. Para cada migalha jogada, um valor menos pago por alguém da fila, para ver nem que por alguns minutos o tênis na grama sagrada de Wimbledon.

O sábado sempre foi dia diferenciado, pois é quando os esnobes do All England Club davam uma colher de chá para o povão, aumenta o numero de ingressos vendidos nas bilheterias. Uma segunda fila se forma em uma das entradas, em direção contrária a primeira. O pessoal também é diferente. Estão todos instalados muito à vontade, dentro ou ao lado de suas barracas. No final do dia cozinham seus jantares em fogões portáteis e bebem suas cervejas quentes como lhes é habitual.

Muitos são jovens. Mas há donas de casas e suas amigas fazendo uma aventura sem seus maridões, casais que viajaram desde o outro lado do planeta e famílias com a garotada brincando com raquetinhas. No começo da noite é sempre uma festa, com música, cantoria, jogo de cartas e muita conversa entre os vizinhos. Se tudo correr bem não chove, boa parte consegue uma boa noite de sono e os mais jovens vão viver a aventura de fazer amor em uma calçada londrina, o que sempre vira noticia nos jornais londrinos da manhã seguinte.

Alguns poucos anos atrás o pessoal do All England Club, aproveitando as paranóias do terrorismo, consequência da invasão do Iraque, deu uma escorregada e ao invés dos 2.000 ingressos que eram colocados à venda para o sábado, diminuíram para 500. Alegaram ser difícil (traduza-se dispendioso) administrar tanta gente lá fora. Com a diminuição da paranóia e os sempre maiores lucros, espera-se que voltem a ser generosos.

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segunda-feira, 16 de maio de 2011 História, Masters 1000, Tênis Masculino | 11:12

Um dos maiores..

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Por muito tempo foi considerado o melhor revés do tênis. Jogava fácil e era dono de um tênis “all around”, aquele que se adapta a qualquer quadra, não dependendo deste ou aquele estilo para sobreviver. Enrolava todo mundo do fundo da quadra, assim como era excelente voleador.

O australiano Ken Rosewall, de 76 anos, venceu oito títulos de simples e nove de duplas em Grand Slams e ganharia bem mais se não se profissionalizasse em 1957, aos 23 anos de idade. Têm em seu currículo 132 títulos, mais até do que Connors.

Durante mais de uma década reinou pelo circuito profissional, que praticamente nada tinha a ver com o de hoje. Eles também tinham seus três Grand Slams anuais (Em Roland Garros, Wembley e diferentes locais no USA). Rosewall foi o maior vencedor dessa história, com 15 títulos, o que o colocaria com 23 Slams no seu portfólio, bem mais do que, por exemplo, Federer ou Sampras. Em 1968, aos 34 anos, com a unificação de amadores e profissionais na Era Aberta, voltou a competir nos Slams atuais.

Ninguém acreditava que pudesse ter algum sucesso com aquela idade. Mas o baixinho (1.70m) tinha muito tênis, determinação e amor para dar. Além de inúmeros títulos, conseguiu vencer duas vezes o Aberto da Austrália, uma o Aberto da França, uma U.S Open e foi finalista duas vezes em Wimbledon (em um total de quatro vezes sendo a última aos 40 anos, para Connors), único Grand Slam que lhe escapou. Seus confrontos com Rod Laver, seu maior rival, nessa época, tinham o mesmo impacto na mídia e entre os fãs que os conflitos atuais entre Federer e Nadal.

Os fãs que acompanharam atentamente o Aberto da Austrália puderam vê-lo nos camarotes do Foro Itálico. Infelizmente, Rosewall teve um AVC no ultimo sábado e foi internado em um hospital romano, onde deve ficar pelo menos por 10 dias. Ele foi a Roma para receber um prêmio da Federação Italiana, junto com Monica Seles, entregue anualmente a antigos vencedores, que sua mulher recebeu no mesmo sábado à noite.

Rosewall ajoelhando para um voleio na grama.

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