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segunda-feira, 12 de setembro de 2011 Grand Slam, Tênis Masculino | 13:49

Delírio

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Não sei bem por que fico com uma sensação de que hoje pode ser o dia em que Rafael Nada vai aprontar para cima de seu rival, e pai, Novak Djokovic. Sensação um tanto sem fundamento, porque os números são mais favoráveis ao sérvio.

Uma coisa que aprendia a respeitar em uma quadra de tênis é a tal da “freguesia”. Se no total de confrontos Nadal impera, com 16 vitórias e 12 derrotas, não se pode ignorar os detalhes. Nas ultimas cinco, todas este ano, Djoko venceu. Tão grave – das ultimas 10 ele venceu 8. O espanhol está na caderneta do sérvio com um sério destaque.

Não vou nem me estender na temporada do sérvio – são 63 vitória e 2 derrotas. Nadal é o segundo desse ranking: 59/10. A importância desses números não pode ser subestimada. Como eu já escrevi anteriormente, o maior patrimônio de um tenista é a sua autoconfiança. Vitórias agregam um valor tão subjetivo quanto mágico ao jogo de um tenista. Atualmente Novak acredita que pode andar sobre as águas.

A maneira como derrotou Federer só acrescenta a esse misticismo tenistico. Agora, além da certeza que tem em seus golpes e em seu jogo como um todo, deve acreditar que está com o corpo fechado e imune a vitórias de oponentes.

Na parte técnica também não vou me alongar. Ficou claro, desde a vitória de Soderling em Paris, a maneira que o pessoal com duas mãos pode incomodar Nadal. Djoko intercepta os ganchos de forehand do espanhol antes que ele se tornem um incomodo pela altura e apura Nadal – tanto de volta na cruzada como, mais grave, indo para a paralela, no ponto frágil do oponente.

Além disso, se o espanhol mudar para a direita do adversário, algo que nem Federer estava muito à vontade em fazer, Djoko irá enfiar a mão cruzando no revés do Nadal. Este será obrigado a jogar reto e agressivo, aumentando sua faixa de risco – bolas altas desse lado não é algo que ele domine com a qualidade necessária.

Como eu disse, não sei bem porque essa minha sensação. Só posso lembrar de duas variáveis que podem mudar o traçado dos últimos confrontos entre os dois.

Primeiro porque o espanhol deve estar cheio dessa freguesia. Considerando que o rapaz tem um dos melhores, ou seria melhor descrever como pior?!, temperamento da história do tênis. Se existe um grande brigador com uma raquete de tênis na mão é ele. Eu nunca apostaria contra Nadal.

Segundo, pelo o que eu vi na partida do Djoko contra o Dolgopolov. Se existe alguém cara de pau o bastante para fazer qualquer coisa para vencer uma final é o rapaz de Mallorca e seu tio catimbeiro. Porque a maior surpresa deste U.S. Open, cheio delas, seria ver Rafael Nadal bater o numero 1 do mundo e ficar com o título, usando uma variação do seu golpe mais fraco – o slice de esquerda. Isso se aplicado sem peso, o que nem faz muito parte de seu repertório.

Devo estar delirando. Mas um pouco de delírio, na dose e na hora certa, pode surpreender.

Notas relacionadas:

  1. Logo de cara.
  2. As semifinais.
  3. Sem volta
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Grand Slam, Tênis Masculino | 00:19

Ajustou, gingou e ganhou

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Muita coisa aconteceu desde minha ultima intervenção no Blog. Os leitores, espero, perdoarão minha ausência estes dias. Confesso que fica um tanto complicado com o trabalho na TV, especialmente com as contingências que a ausência de uma quadra coberta faz em um mundo onde o clima é cada vez mais imprevisível.

Mais uma vez, estendo meus agradecimentos aos leitores que tecem seus comentários de uma maneira que enriquecem o Blog. Não são todos, mas os que assim o fazem salvam o dia.

Como algumas notícias ficam velhas rapidamente, por conta da chuva das novas, focarei no principal.

A espetacular vitória de Novak Djokovic, ou como muitos fãs preferem, a incrível derrota de Roger Federer.
Quando se perde partidas onde se lidera por dois sets a zero em dois Grand Slams seguidos, após passar anos sem que isso aconteça uma única vez, há que se considerar que algo mudou.

Federer vinha jogando muito bem o torneio, melhor do que se via nos últimos tempos, especialmente quando o colocavam para jogar à noite. Os dois primeiros sets comprovaram isso, além de comprovar que o suíço ainda mexe com a cabeça do sérvio.

Mas Federer também não consegue deixar de ser Federer. Ele sempre se acomodou nas vantagens. Seu terceiro set foi típico de quando se vem em situação confortável. A diferença é que em seu apogeu ele lidava com as tentativas de virar o jogo por parte de seus adversários sem maiores problemas. Mas fila anda. Nem ele é o mesmo, nem os adversários são os mesmos. Aliás, ele nunca escapou com essas viajadas com Rafael Nadal – por isso o saldo negativo.

A esta altura todos sabem de como deixou escapar a vantagem, permitindo que o sérvio entrasse no jogo. E este, na sua presente situação, tudo que precisa é de uma fresta para fazer uma avenida.

O quinto, e decisivo set, foi mais do mesmo. O suíço consegue impor seu padrão e mexer com a cabeça do adversário, conquista dois match-points e deixa escapar.

Esse “deixa escapar” é que cruel. Talvez impreciso. É sobre ele que quero escrever, já que decidiu o jogo e poucos se arricaram a dissecá-lo.

No 1º match-point Federer incorreu em um erro típico de seu temperamento. Para isso, talvez seja mais fácil um “tenista” entender do que um sofasista. Sacar aberto no lado do iguais é sempre um risco. Especialmente na dura. Voçê saca aberto para variar, a não ser que a direita do adversário seja uma “mina”, o que não nem um pouco o caso do Djoko – o Federer “fugiu” de lá desde o início.

Além disso, era só olhar para a cara do Djoko para ver que ele tinha apertado o botão do “foda-se”. Isso quer dizer o seguinte. Eu vou para o tudo ou nada: f…..

Uma coisa é ir para o tudo ou nada no saque fechado, sem ângulo. Não tem onde ir – se for vai para fora, na rede ou no centro, na mão do adversário. Abriu, vai levar porrada. Pode ir na arquibancada. Mas se o carinha estiver com um recorde de mais de 60 vitórias e somente duas derrotas na temporada pode ir na linha. Foi.

Aí teve aquela milonga do sérvio. Até ai, tudo bem, nenhuma novidade. O que ele fez é de milongueiro mesmo, mas não é fora da regra, pelo contrário.

O inimaginável vem em seguida. Já que pisou no tomate uma vez, Federer não quis saber de arte no próximo MP. Sacou o saque certo. No corpo, para evitar qualquer fantasmaria. E não é que quanto mais ele rezou mais o fantasma apareceu?!

O saque foi preciso e aí os deuses das quadras escolheram o sérvio. Ele ajustou o corpo, gingou para a direita, trouxe a raquete para o centro do corpo e, no reflexo, defendeu. A bola saiu rápida e aberta. Federer, pressionado pela evidente circunstancia, fugindo da esquerda, querendo manter a pressão com a direita, vai para a bola com um pouco mais de ânsia que deveria. Fora de posição, bate uma bola que podia tanto ficar na rede se jogada com mais spin, como sair na diagonal de jogada mais reta. Bateu na fita e sai. Ali o jogo acabou para Federer. Para o sérvio tinha acabado de começar.

Notas relacionadas:

  1. Chove chuva.
  2. Alma e ritmo
  3. Presente.
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011 Grand Slam, Tênis Feminino | 14:25

Protestos

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Todas revoluções feitas pelos tenistas começaram com alguma insatisfação pontual dos mesmos com dirigentes. Isso porque a insatisfação é perene, agravada por conta de algum detalhe.

Não vou dar uma prelação histórica porque não há tempo nem é hora. Basta lembrar que o Tenis Aberto começou em 1968 por conta da Federação Internacional suspender Nick Pilic por este não querer jogar Copa Davis e os tenistas em sua maioria (os da cortina de ferro não) aderiram ao boicote a Wimbledon. Do boicote caiu a hipocrisia do “tênis marrom” e o tênis se profissionalizou.

A mudança de 1989/90 também foi na mesma linha, com os tenistas cheios das intransigências dos cartolas. Surgiu a ATP Tour, com muito mais força à ATP.

Atualmente existe uma série de descontentamentos pontuais e conceituais que vem sendo empurrados para debaixo do tapete. Uma panela de pressão esperando uma pequena ruptura.

A revolta de Rafael Nadal com a maneira como foi administrada a sua entrada à quadra ontem teve enorme repercussão no torneio – entre tenistas, mídia e organizadores. Em parte ele tinha razão, em parte não. A quadra tem que estar em ordem. Ele tem que estar pronto para jogar, assim como estava seu oponente, que o esperou por quase 10 minutos. O assunto é complexo.

A reação de Nadal gerou uma série de reações, especialmente por conta de ex-tenistas com microfones à disposição nas TVs. John McEnroe e Brad Gilbert estão deitando e rolando, o que não é nenhuma novidade. Cahill e Clif Drysdale, comentarista na ESPN e um dos fundadores da ATP apóiam, com bem maiores parcimônias. Patrick McEnroe, o super poderoso ex Capitão da Davis e Treinador Chefe da USTA, foi mais comedido. Disse que em vários casos os tenistas têm até poderes demais, mas nesta caso, o da quadra úmida, ele fechava com os tenistas.

Andy Roddick começou bem morno em seus protestos, tanto com a organização como à TV, mas com a pressão dos antigos e as novas contingências, chutou o pau da barraca quando seu jogo foi interrompido por conta de uma água que subia à superfície da quadra e chegou a destratar o Diretor do Torneio quando foi chamado novamente à quadra e o problema não estava resolvido. Ficou claro que falava tanto para as câmeras e os microfones abertos como para o Diretor.

Até Serena Williams – que ontem não se juntou às três tenistas, Penetta, Zvonareva e Wozniacki, que invadiram o escritório do Diretor do Torneio para definir a suspensão das partidas, tuitou uma força para Nadal por seus protestos.

Independente do que venha acontecer nos próximos dias, e ainda vai acontecer bastante, muita água vai rolar por debaixo dessa ponte. Cada pessoa envolvida, e especialmente aquelas que estão na periferia do assunto, mas tem grandes interesses no esporte, vão abrir suas próprias agendas e agitar o pedaço.

Mesmo completando as partidas de hoje, esses tenistas terão que jogar quatro partidas de cinco sets, algo inviável – pelo menos em termos de qualidade nas ultimas partidas. Os maiores favorecidos nesse ambiente são Djokovic, pela partida a menos, os dias a mais de descanso e melhor físico. Murray e Federer também não ficam tão mal na foto. Federer tem um jogo a menos, Murray foi rapidinho, tem ótimo físico e se move sem maiores traumas na quadra dura, ao contrário de Nadal.

Para os que tiverem interesse, abaixo um video de uma conferencia com vários tenistas frente às cameras de TV. John McEnroe solta o verbo, Gilbert tenta soltar o seu, Cahill e Drysdale amenizam e Patrick McEnroe se equilibra. BigMac oferece uma boa perspectiva histórica, antes de ser interrompido, e fica claro que o clima está pesado por lá.

Notas relacionadas:

  1. No gringos
  2. Os campeões do mundo
  3. Presente.
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Grand Slam | 11:21

Tensão e chuva no ar

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As expectativas não são as melhores para esta quinta-feira. O prognóstico do tempo é semelhante ao de ontem, o que deve estar deixando todos – tenistas, organizadores, fãs, mídia – estressados e de cabelos em pé.

Dificilmente os jogos começarão às 12h e mesmo que comecem não parece que durarão muito tempo. Pelo menos durante o dia. À noite a situação melhora, um pouco, não muito. Será mais um dia de muita frustração, por parte de todos, e de muitas conversas e negociações de bastidores. A situação ficou tensa ontem, como eu expliquei durante as transmissões na ESPN, os jogadores se rebelaram, o que deve ter conseqüências não só neste U.S. Open, como no futuro d ATP e no relacionamento entre esta e os torneios Grand Slam. Mas isso é assunto para um outro, em breve, post.

Enquanto curtam algo que o IG fez com algumas fotos do U.S. Open no link abaixo:

http://esporte.ig.com.br/tenis/tenistas+ousam+nas+jogadas+no+aberto+dos+eua+veja+as+fotos/n1597197099183.html

Notas relacionadas:

  1. Irene
  2. Ontem
  3. Hoje
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terça-feira, 6 de setembro de 2011 Grand Slam, Light, Tênis Feminino | 23:19

fra Bremen

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Com a vitória de ontem, sobre a russa Kusnetsova, Caroline ”cruzadinha” Wozniacki deu importante passo em direção a conquistar seu primeiro Grand Slam, algo que, apesar de #1 do mundo há meses, ainda não aconteceu na vida da moça.

Como noticias de segunda mão são mais difíceis de depurar, apresento abaixo dois vídeos sobre a dinamarquesa realizados em seu país de origem. Para os que tiverem dificuldades com os diálogos sugiro que usem a imaginação, o Google translator, liguem para aquela loirinha fazendo intercambio que acabou de mudar para a casa ao lado ou consultem a própria tenista.

Um deles trata da conhecida ligação de pai e filha tenista – algo que já deu muito pano para manga no circuito feminino, e mesmo masculino; perguntem ao Agassi. Talvez fique um pouco mais claro porque a moça corre tanto atrás das bolinhas, assim como porque o pai anunciou semanas atrás que estava se afastando da carreira da loira. Mas, por que, então, ele estava lá ontem com aquela cara de quem comeu e não gostou?

O outro é uma entrevista da moça sobre sua rivalidade com Serena Williams que, confesso, me deixou um pouco no ar. Estou aceitando ajuda com a tradução.

Notas relacionadas:

  1. Perfume
  2. As 10 mais do Forbes
  3. Enlouquecidas em New York
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Grand Slam, Tênis Masculino | 12:01

Espetáculo

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Eu já havia visto esse filme pelo menos duas vezes em New York. O cenário da seção noturna do evento americano é polemico e há controvérsias. Por um lado, os tenistas odeiam entrar tarde em quadra e com isso verem seus hábitos alterados. Dormindo tarde, a noite de sono não é a mesma, os horários são modificados e o tenista acaba saindo da sua zona de conforto, algo que ele odeia porque sabe que paga um preço caro por isso.

Por outro lado, os atletas sabem que a exposição mediática na seção noturna é massiva, maior do que a diurna, desde que não seja o segundo jogo em horário inconveniente. Existe uma briga e ciumeira entre homens e mulheres por quem deve entrar em quadra primeiro. Dois dias atrás, a Serena mandou, novamente, mensagem via imprensa dizendo ser um absurdo ela jogar a segunda partida. A maneira que o evento lida com a questão é sendo politicamente correto, e muito a contra gosto, e alternando os dias de quem joga a partida das 19h e quem fica com o aluguel.

Um dos argumentos mais idiotas, porem real, que já ouvi foi o da inglesa, a ultima delas a vencer Wimbledon, Virginia Wade, hoje comentando na BBC, que diz que as mulheres não deveriam jogar depois porque as faz ficar mal por conta da comparação. Primeiro a galera assiste os homens com aquela pancadaria e velocidade e depois entram as mulheres. Ela acha que fica ruim para o tênis feminino. Até ai o raciocínio vai bem, é na hora que diz que isso é razão para jogarem primeiro que o bicho pega.

O horário nobre é o das 19h, depois é só para completar o cardápio – tipo uma bem vinda sobremesa. Quando o jogo anterior não é daqueles que se alongam, tudo bem. A noite vinga.

Mas quando temos o cenário como o de ontem, em que a seção começou com 1 ½ h de atraso, por conta da partidaça anterior – vitória de Tsonga sobre Fish – a casa cai. Para piorar, tivemos Wozniacki e Kunestsova em quadra por quase três horas.

Quando esse jogo foi para o terceiro set, eu comecei avisar os telespectadores que Roger Federer estava fumegando nos vestiários provavelmente xingando em voz baixa a organização do evento pelo aluguel imposto. É bom lembrar que se Federer quiser ganhar este torneio – uma das ultimas boas chances de vencer qualquer Grand Slam em sua carreira e manter a distância de título nos GS de Rafa Nadal – ele teria que vencer ontem, depois Tsonga, Djokovic e Nadal ou Murray. Só pedreiras.

Por isso não devia estar nem um pouco feliz assistindo o jogo da “cruzadinha Wozniacki”. Avisei também os fãs do tênis que não fossem dormir, porque o suíço entraria babando em quadra, pronto para liquidar com o adversário pela via rápida. E quando ele entra em quadra focado, irritado e com vontade de acabar logo com a fatura é capaz de mostrar um tênis inédito e da mais alta qualidade.

Foi o que aconteceu. Na calada da noite Roger Federer entrou em quadra e, apesar dos esforços do argentino Juan Monaco, nos brindou com uma das mais espetaculares apresentações já vistas em uma quadra de tênis. O que o homem fez com a bolinha e o adversário é algo difícil de se imaginar possível e que, arrisco, sem receios, dizer que nunca foi visto. E nenhum outro tenista que já tenha pego em uma raquete, ou ande por aí com algumas debaixo do braço, pode sequer sonhar em repetir.

Quem viu viu. Quem não viu, fica sem saber que a perfeição dentro de uma quadra de tênis é algo possível em raras e especiais ocasiões. Quando se obriga Roger Federer esperar sentado no vestiário durante horas, sabendo que a estrela do espetáculo que o mundo inteiro quer ver não usa trancinhas nem saiote, e que ele, por conta do politicamente correto, corre o risco de ver a integra de seu show da quinzena ser abreviada. Mas a pergunta que não cala em minha mente é: por que ele não joga sempre assim?

Roger Federer – fazendo o impossível em quadra.

Notas relacionadas:

  1. Escada abaixo
  2. A final masculina
  3. Quinta-Feira em Roland Garros
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domingo, 4 de setembro de 2011 Grand Slam, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 17:20

Susto.

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Muito estranho. Quem está ligado na ESPN, na partida do Delpo com o Simon, pode acompanhar as imagens. Quem não viu, veja o video abaixo.

Mas quem não estava, aqui vai uma breve descrição: Rafa Nadal estava dando a entrevista à TV após a partida quando começou a passar mal. Ele começou a se contorcer de dores, que parecerem ser bem severas. No início me pareceu caimbas nas pernas que se espalhavam para o resto do corpo.

Após alguns instantes o rosto ficou totalmente contorcido pela dor, os olhos cerrados e a boca crispada, enquanto ele escorregava pela cadeira, já sem controle do corpo. Aos poucos caiu por detrás da mesa e desapareceu no chão.

Após alguns minutos ele se levantou, ficou de pé e voltou a falar com a imprensa. Em breve devemos ter mais detalhes sobre o assunto. É bom lembrar que a esta altura Nadal já havia tomado banho e feito sua massagem – mas é a primeira vez que vemos o espanhol sofrer dessa maneira. É bom lembrar tambem que hoje estava muito calor e a Flavia Penetta passou mal em quadra, inclusive vomitando em quadra. Tanto a italiana como o espanhol venceram. O jogo da moça foi o mais dramático das mulheres até agora.

Notas relacionadas:

  1. Crime de paixão.
  2. O bicho vai pegar
  3. Bellucci x Nadal
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011 Grand Slam, Juvenis, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:45

Hoje

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Devo começar comentando, às 15h na ESPN, a partida entre Sharapova e Penetta. Duas das mais interessantes tenistas do circuito, por razões e gostos distintos. Sugiro que assistam se querem saber mais. Ou mesmo abaixem o som e se deliciem.

Depois entram na quadra Rafa Nadal e Mahut. O francês, que bateu o espanhol na grama, deve ter plano de jogo semelhante. O espanhol ainda está inseguro, na medida em que Rafa Nadal fica inseguro.

A última partida da seção noturna será Roddick, que está sendo paparicado pela organização, e o jovem americano Jack Sock – esse nome tem um som estranho! Zé Meia! Será um daqueles jogos para a galera se divertir – não sei se o garoto tem personalidade para desafiar o ícone americano da década.

Tem também clássico de Tandil: Del Potro x Junqueira. Como disse o Delpo, os amigos de ambos é que vão se divertir.

O Ferrer vai matar o Blake.

O Wawrinka deveria matar o Young.

Eu torço para que o Rogério mate o Bogomolov.

Nalbandian x Ljubicic – exibição de veteranos.

Garcia-Lopez x Simon. Só vejo amarrado. E amordaçado.

Chela x Darcis. Nem amarrado.

Melzer x Kunitsin. Veria fácil. Torcendo pelo mala austríaco.

Gulbis x Muller. Gulbis na próxima rodada. Se ele quiser. O que eu não aposto, mas torço.

Bea Maia jogando 1ª rodada do qualy de juvenis. Eu torcendo.

Muitas duplas e jogos juvenis. Um bom dia para passear nas quadras secundárias, que ficam mais vazias, boas de circular e sentar e melhor ainda de asistir. Mas eu vou estar no estúdio da ESPN. Não dá para ter tudo na vida.

Notas relacionadas:

  1. Irene
  2. Brilhou
  3. Ontem
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Grand Slam, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:11

Ontem

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Ontem me emocionei com a partida entre Juan C. Ferrero e Gael Monfils. O francês tinha tudo para vencer a partida. Tudo, menos a determinação do espanhol. Não vou entrar hoje no assunto Monfils – este é um assunto à parte. Prefiro escrever sobre o Ferrero que tem 31 anos, foi #1 do mundo há quase 10 anos e sobreviveu a frustração de não ter mantido o apogeu, ameaçou umas duas ocasiões em abandonar a carreira nos últimos dois ou três anos, não chama a quadra dura de preferida e vai lá derrota um top 10, que tem um dos melhores físicos do planeta em partida de quase cinco horas. Uma lição de esportividade. Quem quiser que aprenda.

Vi em quadra a Marjana Lucic. Os arrivistas não conhecem, mas era para ter sido a melhor do mundo e foi vítima de um daqueles “pais do inferno”. Perdeu para a Schiavone.

O partida do Djokovic contra o argentino Berlocq deu vergonha alheia. O argentino é um tenista limitado e um grande lutador. Ontem passou por maus bocados na Arthur Ashe. Felizmente, para ele, conseguiu achar o “clima” para lidar com a situação e escapou de levar um triciclo. No fim até o sérvio estava maneirando.

Fico imaginando como é a cabeça dos Sergeis Bubkas – pai e filho. O pai foi um assombro no seu esporte, é um ícone no atletismo e queria porque queria que o filho fosse tenista. Ele é, mas nunca será um Bubka no tênis. Foi derrotado na 2ª rodada pelo Tsonga.

Atenção. Comecem a preparar os corações para a partida entre Serena Williams e Viktoria Azarenka. O jogo na próxima rodada.

O Karlovic botou a Gasquet para fora do torneio. Por isso digo que que existe espaço para muita realidade no tênis.

Kevin Andreson bateu Llodra 6/1 6/1 6/2. Esse foi um jogo “back to the past”.

Notas relacionadas:

  1. Destaques de 2009
  2. Chove chuva.
  3. Brilhou
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011 Grand Slam, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 14:51

Brilhou

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De vez em quando o mundo faz um pouco mais de sentido, por conta de coisas que parecem trazer um pouco mais de justiça à cena.

O desabrochar tardio na carreira e a vitória de hoje de Rogério Silva faz parte desse cenário e eu tenho cá minhas razões para ficar um tanto a mais com seu sucesso. Aos 27 anos Rogerio é o que pode se chamar de late bloomer. Nos últimos meses deu um upgrade em sua carreira e agora começar a jogar com os cachorrões, após anos em torneios menores.

A junção de dois componentes possibilitou esse sucesso. A sua personalidade – lutador, perseverante, determinado, insistente mesmo que com limites técnicos. Nos últimos meses esse cenário teve a participação de Larri Passos que abraçou o rapaz e lhe deu algumas ferramentas, técnicas e mentais, para um salto de qualidade e auto estima. Nesta temporada, Rogério conseguiu jogar e ganhar sua primeira partida de Copa Davis, algo do que poderá se orgulhar pelo resto da vida, e jogar e vencer sua primeira partida de Grand Slam, algo que deve lhe abrir novas perspectivas na carreira.

Certamente após a frustração da derrota de Bellucci, a vitória de Rogério faz bem para os fãs brasileiros e, por que não, para o técnico, que ambos dividem, e deve ter um carinho especial pelo atleta, já que, como ele diz, o relacionamento é de amor pelo esporte e não profissional. Na verdade, Rogério está em New York na companhia de Marcos Daniel, sob a orientação de Passos.

O adversário de Rogério, o irlandês Louk Sorensen, veio do qualy e me pareceu um peixe fora d’água nessa primeira rodada. O dia começou lindo para o brasileiro, que havia perdido na ultima rodada do qualy, quando teve a confirmação da desistência de Robin Soderling, ainda padecendo de uma contusão no pulso, o que lhe possibilitou a entrada na chave como lucky loser. Ficou melhor quando aplicou um 6/0 no adversário, que não jogou nada, ficou um pouco pior com a derrota no 2º set,  e brilhou de vez quando o atarracado Sorensen desistiu da partida no quarto set.

Rogério joga a próxima rodada contra o vencedor de Alex Bogomolov e Steve Johanson, ambos americanos e ambos ganháveis. O sorriso pode aumentar.

Notas relacionadas:

  1. O salto
  2. Coisas do circuito.
  3. Bia e Rogério
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  1. Primeira
  2. 3
  3. 4
  4. 5
  5. 6
  6. 7
  7. 10
  8. 20
  9. Última