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Arquivo da Categoria Grand Slam

terça-feira, 27 de janeiro de 2009 Grand Slam, Tênis Masculino | 18:34

Rápidas.

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Alguns não acham que isso seja determinante, mas insisto, Roger Federer motivado e confiante é um animal distinto de outro sem esses adjetivos. O que ele fez com o argentino é coisa que poucos tenistas são capazes. E não há nenhum desmerecimento para Del Potro. Como o hermano mesmo disse, após a partida: “eu é que não sei explicar o que aconteceu. Perguntem a ele. O cara jogou muito.” Falou pouco, mas falou muito.

Roddick adorou o que aconteceu em quadra ontem – ou foi hoje? Só faltou pular no chão e fazer algumas paradas de braço enquanto Djokovic caia pelas tabelas e pedia ajuda médica. Rivalidade é bom e ele gosta. O americano está mais rápido, perdeu peso e investiu no preparo físico por conta da insistência do novo técnico. Continua sacando muito e voleando pouco, mas a esquerdinha deu uma melhorada, o que já faz uma diferença. Mas, receio, não para o bonitão de Basel.

Rafael Nadal segue no “Padrão Nadal”. Nunca o vi jogar em outro padrão. Nunca vi ninguém tão intenso, talvez com a exceção do Borg. Além disso, melhorou detalhes técnicos e está cada dia mais agressivo com seus golpes. Um tanque.

É interessante lembrar que Simon derrotou Nadal em piso parecido, em Madrid, numa semifinal. O francês se alimenta da força alheia e Nadal não joga de outra maneira. O jogo é de quem errar menos e ali ninguém erra de bobeira. Ainda bem que jogam na sessão noturna, senão alguém sairia da maca.

Verdasco melhorou muito seu jogo. E não foi só após a final da Davis. Um ano atrás o espanhol era mais um “paparra” do que qualquer outra coisa. Agora está rápido e forte fisicamente, e agressivo com os golpes. Um ano atrás seu revés era um golpe unicamente defensivo, hoje ele consegue contra atacar com firmeza e segurança. Gera velocidade com a direita e está sacando como homem – ele que foi o tenista que mais colocou o 1º saque em quadra no circuito em 2008, sinal de quem não gosta de arriscar.

Tsonga é um caso à parte. Deveria mudar para a Austrália – tudo dá certo em Merlbourne. Este ano quase não joga, por conta de uma dor nas costas, que pode reaparecer a qualquer momento. É sacador, gosta de agredir, adora ir à rede acabar com o ponto e cativa o público. Esta noite será a primeira vez, neste torneio, que faço um jogo seu inteiro. Nunca enfrentou Verdasco e seus estilos são bem diversos. Mas as diferenças asseguram um belo confronto.

Na ESPN, esta noite: Dementieva x Navarro, Kusnetsova x William e Tsonga x Verdasco. Aamnhã, às 6:30h, Nadal x Simon.

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 Grand Slam | 16:51

Para os fãs do Federer

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E para os fãs do bom e emocionante tênis tambem. Esta noite a ESPN mostrará um compacto do jogaço entre Federer x Berdich, que aconteceu no fundo da madrugada de sábado para domingo e, por isso, não pode ser acompanhado por todos.

O compacto começa às 22h e terá 1 1/2 de duração. Logo após entraremos ao vivo com Bartoli x Zvonareva e Roddick x Djokovic. Surpresas quase sempre acontecem.

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Grand Slam | 15:15

Fotos

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DIZEM QUE UMA IMAGEM VALE 1000 PALAVRAS.

Jo-Wilfried – alter ego Muhamed Ali

Svetelana – sempre na marra.

Nadal – gostei da foto.

Monfils e Simon – amigos fora e dentro da quadra.

Murray – como disse seu rival suíço, Grand Slam é outro animal.

 

Navarro – talento raro.

Verdasco – Aninha fez bem para ele. Ele nem tanto.

Blake – something is rotten in Merlbourne.

Notas relacionadas:

  1. Enchendo linguiça
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domingo, 25 de janeiro de 2009 Grand Slam, Tênis Masculino | 19:13

A vontade.

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Quando saia do prédio da ESPN esta manhã, cruzei com Jaime Oncins chegando para comentar as partidas da matinê tenística. O tenista, com uma tremenda cara de sono, disparou, com um misto de surpresa e ironia: “sobrou para você esta noite”. Ele iria começar o seu turno de trabalho às 6:30h e sabia que eu estava ali desde as 22h.

Ignorando o que entendi ser um não tão camuflado sarcasmo, respondi perguntando se ele tinha acompanhado a partida do Federer. Com os olhos ainda inchados, balançou a cabeça. Ouviu, surpreso e atento, uma breve descrição da partida; calado, se contentou em caminhar para comentar a partida de Djokovic ou Dokic, sei lá. Atualmente, boa parte das terminações tenísticas é em “ova” ou “ic”. Ainda prefiro surpresas em “er”ou “al”.

Desde o meio da temporada passada escrevo, e falo, que Roger Federer teria que acrescentar boas pitadas de garra e determinação em sua receita tenística recheada de talento e habilidades. O suíço estava virando garotinha de tenistas que nunca o incomodaram nos seus áureos tempos. Do alto de seu pedestal marmóreo, Federer via, com uma freqüência maior do que gostaria, a banda alheia passar.

Seus resultados começavam não só a colocar em dúvida sua capacidade de bater o recorde de Pete Sampras, algo que há um ano era considerado favas contadas, como a sua disposição de correr atrás do topo do ranking mundial, de onde, durante anos, reinou sobre os mortais que passavam por seu caminho com uma raquete na mão.

O talento e a habilidade, presentes do Divino, ainda estavam no seu domínio. O que faltava, e cada vez mais, era a determinação, tão subjetiva quanto invisível e tão real quanto a fé. Roger Federer está, a mais tempo do que o bom senso indicaria, no limbo dos que peregrinam pelo circuito profissional em busca do paraíso, cuidando para não despencar ao inferno.

Ontem, e já não é nenhuma novidade, Federer escolheu sacar e imediatamente perdeu seu serviço. Passou as próximas duas horas e meia correndo atrás do prejuízo causado pela sua recente, e já velha, mania de não casar suas qualidades inerentes com outras necessárias para ser um Dominador entre profissionais.

Talvez ele tenha cansado de perder para adversários como Berdich, a quem tinha vencido em seis das sete oportunidades que se cruzaram em uma quadra. Talvez tenha entendido, finalmente, o que ainda tenho minhas dúvidas, que não é desmerecimento suar a camisa para conquistar o que lhe é de direito; e até obrigação, considerando a benção que recebeu e pela qual nada pagou.

O fato é que, e fazia tempo que não, Federer correu atrás do prejuízo, com características que estamos mais acostumados a ver em tenistas da estirpe de um Nadal. A verdade é que poucas coisas são tão inspiradoras, envolventes e prazerosas de acompanhar, como a oportunidade de acompanhar um artista capaz de congraçar o Divino com aquilo de mais precioso que só o homem pode buscar e oferecer: a sua vontade. 

 

Federer: um pouco mais de garra.

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  3. Na madrugada
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009 Grand Slam | 18:23

Elegância e ignorância

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Mais uma vez a ignorância invadiu as arquibancadas do tênis. É sempre a mesma coisa em qualquer lugar. Pessoas que não tem nada a ver com o tênis e só aparecem para dar vazão a sua própria insipiente agenda. Acabam estragando uma celebração que nada tem a ver com suas idiotices.

Houve uma enorme imigração de iugoslavos para a Austrália e parte das diferentes etnias dos países balcânicos não conseguiram deixar seus ódios e diferenças para trás e abraçar o espírito australiano de encarar a vida. Alguns se tornaram tenistas, como Dokic e Tomic, a nova sensação australiana.

Os países iugoslavos são de gente brava e orgulhosa, a quem respeito pela sua história. Mas, como tantos tribos/povos, ainda fazem questão de proclamar e viver seus ódios, e pecam em não terem aprendido administrar suas diferenças e serem capazes de olhar para o futuro de uma maneira que assegure o bem estar de todos os envolvidos.

Essa ignorância é antiga e viciosa no cenário dos Bálcãs e, infelizmente, não é novidade no Aberto da Austrália. Em 2007 ficou famosa a briga que feriu dezenas de pessoas. É ainda mais antiga. Em 1991 o brasileiro Luiz Mattar enfrentou o croata Goran Prpic em Merlbourne. De um lado a torcida croata fazia um barulho infernal. Do outro, o resto dos iugoslavos torciam, com a mesma sofreguidão, para o brasileiro, que nunca teve tanto apoio “down under”. A certa altura do jogo, as torcidas foram para o pau ali mesmo e a partida foi interrompida por mais de meia hora enquanto a polícia colocava os sobreviventes para fora.

O que aconteceu ontem no Melbourne Park está mais para os moldes do que acontece nos campos futebol, uma cultura que alguns bem raros, com certeza por ignorância total da história do esporte branco, tentam importar também para este blog. Assim como lá, não são bem vindos.

O sérvio Djokovic e o bósnio Delic – elegância em quadra

Sérvios e Bósnios – ignorância nas arquibancadas.

 

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  1. Semifinais de Sidney
  2. Primeiro dia, ou noite?
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009 Grand Slam | 18:47

Na madrugada

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Estou chateado, que é uma forma simpática de dizer que estou em um tremendo mal humor. Fora as minhas dores nas costas, que agrava cada vez que jogo e piora quando o tempo muda, como é o caso hoje, tem o nada agradável fato de que a partida entre Roger Federer e Marat Safin não acontecerá no meu turno de comentários.

Continuo trabalhando na hora do lobisomem, que vai das 22h às 4 da manhã, o que é assumir o fuso australiano vivendo em São Paulo. O jogo do Federer deve acontecer lá pelas 8h da manhã de sexta e nesse horário ainda estou dormindo. Meu horário de ir para a caminha está lá pelas 5:30h.

Terei que me contentar, esta noite, em comentar Del Potro enfrentar o sacador Gilles Muller de Luxemburgo, um conflito interessante de estilos, e Dokovic encarar o americano Amer Delic, que bateu Taylor Dent e Paul Mathieu.

Podemos ainda mostrar Roddick e Santoro, um espetáculo garantido, porém corro o sério risco de encarar Jankovic e Sugiyama. A escuridão da madrugada pode nos aterrorizar com eventos medonhos.

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  1. Enchendo linguiça
  2. Semifinais de Sidney
  3. Primeiro dia, ou noite?
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009 Grand Slam, Tênis Feminino | 18:50

Vai ou racha.

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A primeira vez que vi Jelena Dokic, ela era ainda uma menina de 15 anos, com uma direita fortíssima, boa esquerda, uma atitude vencedora em quadra e estava ganhando o juvenil de Roland Garros. Já era a melhor juvenil do mundo e considerada a próxima grande jogadora do circuito.

Jelena, nascida na Sérvia, jogava pela Austrália, cuja federação lhe dava pleno apoio e para onde se mudara de mala e cuia com a família. Viajava com a mãe, pai e irmão mais jovem. Ganhava torneios, muito dinheiro e em 2000, aos 17 anos, estava entre as 10 melhores do mundo. 

Seus problemas começaram com as confusões que o pai arrumava a toda hora e em todo lugar. O pai tinha cara de loco e agia como tal. Foi expulso de vários torneios por conta das confusões. Presenciei uma delas, em Wimbledon, quando o maluco veio tirar satisfações com um jornalista e quis partir para a agressão. Quando a policia veio retirá-lo quis brigar com a polícia também. Era furioso.

Não vou me alongar no assunto pai/maluco, mas chegou a um ponto que ele brigou com todo mundo que tinha para brigar e foi proibido de entrar nos torneios da WTA. Aí quis proibir a filha de jogar. A essa altura a menina era mau vista por todos. Aos 20 anos, conseguiu, indo à justiça, se ver livre do pai, que passou a ameaçá-la, além de roubar todo o dinheiro ganho pela filha. Na época ela namorou e passou a viver com o corredor brasileiro Enrique Bernoldi, a quem o maluco também passou ameaçar.

As confusões familiares foram tantas e durante tanto tempo que é difícil contar os detalhes. Não pensem que a moça seja só uma coitadinha, já que muito do que aconteceu e determinou que sua carreira fosse para a cucuia foi culpa dela e sua personalidade. Ela está longe da influencia paterna desde 2003, com algumas breves recaídas. Mesmo assim não conseguia dar um rumo à vida e à carreira.

Nas últimas temporadas conseguiu convencer a federação australiana, que a olha com uma boa dose de suspeita, a ajudá-la. Desde então pisou na bola algumas vezes, sempre prometendo dar um jeito nas suas confusões. Em Dezembro jogou a barragem feita pela federação para determinar convidados para o AA. Venceu e ganhou o convite.

Já passou duas rodadas, a segunda com vitória sobre Anna Chakvetadze, outra jovem talentosa cheia de problemas. Jelena disse que este ano vai ou racha. Diz não ter problemas com treinos e dificuldades, mas tudo tem limite. Após a vitória afirmou que quer distância do pai mas gostaria de retomar relações com a mãe e o irmão, que estão proibidos de vê-la pelo maluco.

Uma coisa é certa, aos 25 anos a moça já fez e já passou por bem mais do que a maioria das suas ex-colegas de escola.

Jelena Dokic

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Grand Slam, Tênis Brasileiro | 11:28

MC se despede

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Chegaram, juntos, mais dois email da Maria Carolina. Para minha surpresa ela já está voltando. Esse negócio de trabalho acaba atrapalhando o nosso tênis e as nossas diversões. De qualquer maneira, achei ótima a participação da nossa leitora e espero que o exemplo dela incentive outros a repetí-lo. Ah, ela conseguiu enviar as fotos. Obrigado MC.

“Bom dia aqui, vc virando os olhos ai. Melbourne é encantadora. Que cidade interessante! Predios bonitos, muita personalidade. Bondes, trens, barcos-taxis. Uma cidade pulsante, ainda agora com o evento. Caminhar é facil, a cidade e plana. Passamos o primeiro dia no AO. Consideracoes: local do evento muito bem localizado, organizacao nota mil. Facil entrada e ainda pode comprar imgressos facilmente. Estrutura interna perfeita. Problema: calor infernal!!!!

Falamos com o Marcos Daniel e o tecnico antes do jogo e prometemos que embora pequena seriamos uma torcida presente. O jogo comecou bem, mas o calor matou. O Marcos Daniel gritou para si: ” sai do lugar, anda!” O jogo do Belucci foi num horario melhor, mas nao deu. A minha filha conversou com o Bernardes, que lá estava assistindo. Alias todos os jogadores brasileiros foram lá assistir. Uma pena. Os outros jogos estao mais para exibicao do que jogo de verdade. Ontem vi o Nadal massacrar o Rochus. Foi ate engracado o público aplaudir pelo primeiro ponto dele. Hoje voltaremos ao AO. Vamos assistir a todas as partidas possiveis.
 
Aqui encerro minha comunicação. Hoje foi meu ultimo dia na Austrália. Saí há poucos minutos do AO. Tinha ingresso para a Hinsense Arena e vi todos os jogos de lá. Passeamos muito pelas quadras e vimos muitos jogos em andamento. Fotografei o maximo possivel e tentarei enviar o que puder.

O resultado do dia: o cara chama-se LU. A torcida é do Lu. O Lu ganhou do Belucci e nós tentamos desesperadamente fazer algum barulho, mas nada se compara a torcida do Lu. Lu é o cara. Nem ele acredita no que fez. Matou o Nalbandian de ódio. E ele que anda temperamental perdeu total adesão da torcida que, em peso, torceu para o Lu. O Lu pode morrer na praia, mas lutou como gente grande. Ele corre muito e tem uma movimentacao leve, facil. E a torcida dele tem uma musica muito engracada.

Alias, falando em torcida, a belga ganhou o titulo de fã do dia. Eles fizeram todo o barulho possivel durante o jogo do Malisse, mas nao deu. O Rodick fez bonito e jogou bem. Hoje vimos otimos jogos, para compessar os de segunda e terca. O Rochus esta no minha lista negra. Qdo ele jogar, nao assisto. Que papelao ontem com o jogo do Nadal. O cara nem andar andava.
 
O pior adversario aqui é o sol. Nao sei como os jogadores aguentam. E de cair. Minha filha encontrou novamente hoje com o Bernardes que atuou num jogo sem fim. Demos muita risada pq segunda feira o Andre Sa ou o Melo disse ao Bernardes que iria atuar no jogo de Nalbandian de segunda, que aquilo so acabaria com 5 horas de jogo. Nao e que hoje foi assim tambem, coitado. Um calor infernal e a torcida levando o jogo para frente e ele lá. Tinha gente por todos os lados. Experiencia maravilhosa, muita gente bonita e animada. Uma grande festa.”

 

Marcos Daniel                                                         Thomaz Bellucci

Carlos Bernardes                                                  Torcida do Lu

Rafa Nadal

Nalbandian

Notas relacionadas:

  1. Semifinais de Sidney
  2. Brasileiros fora do AA
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terça-feira, 20 de janeiro de 2009 Grand Slam, Tênis Masculino | 13:21

Só mais um não.

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A partida mais interessante da 1ª rodada foi entre Fernando Gonzales e Lleyton Hewitt, até pelo histórico dos dois no circuito e, especialmente, no AA. Hewitt já foi o 1º do ranking mundial, o que mostra o quanto mudou o tênis nos últimos anos, e Gonzales já foi o quinto. Ambos foram finalistas em Melbourne – para o chileno uma conquista, para o australiano uma frustração.

Confesso ser estranho assistir o Hewitt atual em quadra. O rapaz passou por uma cirurgia igual a de Kuerten em Agosto - suponho que sem deixar chegar a um ponto tão critico – viu seu ranking despencar e agora volta a competir. O estranho é comparar sua postura com a de quando estava no topo. Menos agressivo, menos petulante, menos chato e menos perigoso. Imagino as coisas que o tenista confrontou nos últimos anos para se tornar uma pessoa melhor e um tenista pior. Imagino o quanto o casamento e a paternidade tiveram a ver com as mudanças. Imagino sem foram outras as causas.

Mesmo assim, a partida de ontem era de muita importância para Lleyton. Um claro sinal disso foi a postura de Tony Roche, seu atual técnico. O veterano foi técnico de Federer por algumas temporadas e nunca o vi mexer uma sobrancelha durante as partidas. Ontem, nas ocasiões que as câmeras o mostraram, Roche se mexia todo, falou com o jogador, incentivou e estava nitidamente envolvido emocionalmente.

O manager de Hewitt, David Drysdale, insinuou que se o tenista não melhorar drasticamente seu ranking – 70 – a aposentadoria precoce é uma possibilidade. Segundo ele, Lleyton não ficaria por aí fazendo tournées de despedida, nem sendo só mais um tenista. Bons resultados só são esperados lá pela época de Wimbledon e U.S. Open, torneios que ele venceu.

Lleyton pode até voltar a ser competitivo, mas dificilmente será top 10. Mas eu nunca apostaria contra esse lutador que tem mais personalidade e coração do que a maioria dos seus possíveis adversários. No entanto, seu estilo não incomoda mais tanto e, mais crucial, sua personalidade também. Não sei bem se é o caso dele se lamentar. 

Hewitt – ainda gosta da bolinha.

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009 Grand Slam, Tênis Feminino | 18:30

As moças

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A virgem de Belgrado – pelo menos enquanto não vencer um Grand Slam e continuar a 1ª do ranking mundial – Jelena Jankovic, passou pela 1ª rodada. A sub-alimentada Hantuchova eliminou a muito bem alimentada Dellacqua.

Na que deve ter sido a partida mais emocional das mulheres, Jelena Dokic – lembram dela? – bateu a gordinha-baixinha Paszek. Duas talentosas que explodiram precocemente. A 1ª pirou por conta do pai infernal, a 2ª vive um momento de transição e confirmação. Venceu a primeira.

Aninha continua talentosa, habilidosa e talentosa. Mas o saque está cada dia mais parecido com o da Dementieva. A Zvonareva continua jogando muito. A Safina também. Todas venceram.

A Cornet se vestiu de acordo e passou para a 2ª rodada sem pagar multa. A Karolina Sprem não ganha mais nada. A Sania Mirza venceu sem ameaças dos hindus locais. A Szavay e a Kirilenko, duas cabeças-de-chave e duas das mais lindas do circuito, voltaram a perder – alguma coisa acontece com as moças, uma pena.

  

Cornet e Hantuchova – magras e fortes.

Dokic – de volta.

 

Aninha – muitos talentos

Notas relacionadas:

  1. Lindas e frágeis
  2. Enchendo linguiça
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  1. Primeira
  2. 10
  3. 20
  4. 25
  5. 26
  6. 27
  7. 28
  8. 29
  9. Última