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Arquivo da Categoria Grand Slam

20/11/2009 - 19:37

Os grupos do Masters

O formato de dois grupos de quatro vem sendo usado no tênis profissional desde os tempos de WCT do arrojado Lamar Hunt. Fico imaginando quantos dos leitores sabem, sem ir correndo para a wikipedia, o que foi o WCT e quem foi Lamar Hunt. Ou quantos tenham ido ao Ibirapuera assistir quando o evento aconteceu por aqui.

O Masters era da FIT desde 1970 até 1990, quando a ATP dos tenistas o surrupiou dos cartolas, que tentaram, por um tempo, fazer outro, paralelo, e com uma montanha de dólares que Boris Becker chamou de obsceno, algo sobre o qual o alemão fala de cátedra. Em 1999 a FIT entrou em um acordo com a ATP, desistiu de seu evento e ambas passaram a administrar o atual Masters. Mas chega de história e vamos dar uma olhada nos grupos.

Grupo A: É o mais forte, inclusive pela presença de Federer. O suíço talvez se motive a jogar bem o último evento do ano que o consagrou como o melhor da história. Seria de se esperar. Como não tem feito nada demais nas últimas semanas, está com o físico intacto. Resta ver a confiança, a qualidade que faz o diferencial no seu estilo.

Andy Murray, que volta de uma contusão no pulso, só pode estar cansado de não fazer nada nas ultimas semanas. Jogar bem em Londres será sempre uma faca de dois legumes para o britânico. Tem a motivação de jogar para seu público e com ela vem o lado escuro do tênis – a pressão. Pelo menos não é Wimbledon. Pode aproveitar para tirar o peso das costas, o que seria bom para seu futuro no All England. Atrofia qualquer um, inclusive o Federer. Mas é uma incógnita.

Alguém precisa avisar o Delpo que a carreira não acabou com a sua conquista no Aberto dos EUA. Pelo contrário – agora é que o bicho pega. De lá para cá o argentino está com a cara de quem passou a noite da gandaia. Acorda!! É perigoso, mas parece estar se guardando para 2010.

Fernando Verdasco está no Masters pelo o que fez no primeiro semestre. É outro que não vem se apresentando no seu padrão. Ou será que esse é seu padrão? Corre por fora e sem pressão.

Se for para adivinhar, o que odeio, passam para as semis o suíço e o escocês.

Grupo B- O mais embalado e o que está jogando melhor, de todos, é o sérvio Djokovic. Venceu dois torneios seguidos e levará essa confiança para Londres e para 2010. Mostra, a cada dia, que, mesmo não sendo o mais técnico, é um grande competidor. Adora vê-lo jogar os pontos importantes.

Rafa Nadal é a incógnita. É o melhor competidor do tênis atual e um dos melhores da história, mas não está em sua melhor fase. O pior, para ele, é que a Espanha está na final da Davis mais uma vez e vai vencer mais uma vez. (Será que a CBT vai contratar o Albert Costa para 2010?) Vem patinando em semis e finais e não vence um torneio desde Roma, o que é muito pouco para seu padrão. Mas quem é macho de apostar contra?

É uma dureza escrever sobre Davydenko. O cara é ótimo tecnicamente, mas não tem coração. Parece um cantor de blues branco nascido em Boston ou sambista de olhos azuis criado nos Jardins. É horrível de torcer, a favor ou contra. Fora que treme na hora da onça beber água.

Soderling. Esse é tão maluco que se eu fosse produtor de Hollywood chamava o Jack Nicholson, quando jovem, para fazer seu papel – “here´robin!”. Até o Norman chegar à sua vida não tinha um único amigo no circuito. Agora tem o Norman. Se a Hingis estivesse por aí casavam e teriam um filho. Já imaginou o que viria? Mas gosto de vê-lo jogar, especialmente quando está motivado, o que não é assim tão comum. Tem que se tirar o chapéu para alguém que bate a direita como ele bate, com aquele bração, e aquela esquerda que eu roubava e não devolvia.

Nas semis devem ir Djoko e Nadal. Mas não perco por nada o jogo entre o sueco e o espanhol.

oitono o 2Os oito galáxicos no O2

Autor: paulocleto - Categoria(s): Grand Slam, Masters, Tênis Masculino Tags: , ,
19/11/2009 - 13:06

Culpa

A Federação Americana reflete a culpa do resto da sociedade americana e segue se eximindo de punir a baixaria de Serena Williams no Aberto dos EUA. Logo após o incidente eles prometeram agir imediatamente; averiguando e punindo. Averiguar o que? Todo o mundo assistiu a agressão verbal e as ameaças. Quanto ao que a mocinha falou é só perguntar àquela juizinha que, na verdade, não deveria nunca mais entrar em uma quadra de tênis. Só que o que ela fez não justifica a que a Serena fez.

Se a Serena fosse branquinha, ou pior ainda, russa ou imaginem argentina, teria tomado um gancho que estaria considerando virar dona de casa. Mas a culpa, e o fato da moça ser a primeira do ranking mundial, não deixa os dirigentes agir.

Agora veio à cena Patrick McEnroe, capitão do time da Copa Davis e chefe do programa de desenvolvimento da federação, declarando que não faz sentido punir a moça a essa altura do campeonato. Ele argumenta que já passou muito tempo e os punidos seriam os australianos, que ficariam sem a tenista em seu Grand Slam.

Patrick não deixa de ter razão, mas, ao que parece, essa era a estratégia dos americanos, que usaram seu contratado para lançar a idéia pela mídia. Patrick critica a falta de atitude da federação, mas lança a desculpa perfeita para não agirem.

Agora os australianos também pressionarão o FIT para que tudo fique como está e que o incidente seja varrido para debaixo do carpete. Vamos ver como fica. Lembram quando a gente falava que nos EUA essas coisas não acontecem??

serena_585x350_628439a Serena delicadamente explicando que não foi foot-fault.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Grand Slam, Tênis Feminino Tags:
18/11/2009 - 13:01

State of the art.

Fui algumas vezes ao Masters quando era realizado em Nova York e Hannover. Na primeira, o evento era ótimo, na segunda uma droga. Na primeira, era realizado no Madison Square Guarden, em Midtown New York, uma cidade que ferve. Na segunda, em um complexo mastodôntico, feito para uma feira mundial, nos arredores de uma cidadezinha fria que era o fim da picada. Não fui a Xangai, onde presumo adoraria a cidade e odiaria o evento.

Nova York era campeã pela cidade, pelo local e pelo público, componentes chave de um evento, além dos os atletas, of course. Enriquece demais o calor do público que sabe como e quando aplaudir e quando silenciar. O tenista intui quando o pessoal das arquibancadas é tenista ou pára-quedista e seu desempenho espelha o fato. Para o público visitante, a cidade onde é realizado o evento é uma enorme diferença, para o bem ou para o mal.

Hannover tinha um bom público, os alemães viviam a febre de Graf e Becker, além de entenderem o tênis, o local era estranho, mas passável – algo como um gigantesco Anhembi – mas a cidade era de chorar. Um frio cão, ninguém nas ruas, nenhum lugar para ir, uma tristeza de cortar os pulsos.

Xangai, eu imagino, seja uma cidade interessante, o local devia ser bom, mas o público era de chorar. O pessoal e o tênis estavam em galáxias distintas. E para nós, que acompanhamos pela TV, evento do outro lado do mundo é de ir à loucura pelo fuso horário. Minha mulher deve pensar seriamente em me largar durante o Aberto da Austrália e as transmissões da madrugada. Eu, se pudesse, me largava.

Por conta disso, a minha expectativa com o Masters em Londres é bem positiva. A cidade é ótima, quanto a isso não há duvidas, apesar de que o local do evento, a Arena O2, ser fora do centro da cidade, lá onde Judas perdeu as botas no lado oeste e do outro lado do rio. Nada que um “tube” ou um taxi não resolva.

A Arena é “state of the art”, um local que nos faz sentir terceiro mundo apesar de sermos a sede da próxima Copa do Mundo e Olimpíadas. Imagino se um dia teremos um lugar daqueles por aqui e com os eventos para acompanhar.

O público inglês é também um dos melhores, tem por quem torcer, e tenho a suspeita será mais participativo do que o que comparece ao All England Club, local que inibe e constrange. Já foram vendidos 250 mil ingressos para os oito dias. Além disso, a imprensa é a melhor do mundo, de longe, e bota longe nisso. Isso ajuda a elevar o padrão do evento, dentro e fora da quadra, de maneiras objetivas e subjetivas.

Grupo A
Roger Federer
Andy Murray
Juan Martin del Potro
Fernando Verdasco

Grupo B
Rafael Nadal
Novak Djokovic
Nikolay Davydenko
Robin Soderling

DUPLAS

Grupo A
Daniel Nestor-Nenad Zimonjic
Mahesh Bhupathi-Mark Knowles
Frantisek Cermak-Michal Mertinak
Mariusz Fyrstenberg-Marcin Matkowski

Grupo B
Bob Bryan-Mike Bryan
Lukas Dlouhy-Leander Paes
Lukasz Kubot-Oliver Marach
Max Mirnyi-Andy Ram

Considerações a respeito dos grupos em post futuro.

o2ink101uploadedimage Bons ingredientes: Londres, Masters, O2 Arena, público, tênis.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Grand Slam, Masters, Tênis Masculino Tags: , ,
22/10/2009 - 16:08

Comentarista de TV

Os jogos do Torneio de Estocolmo, mostrados pela ESPN-BRASIL, que estarei comentando a partir de hoje, não devem ser mostrados ao vivo, com exceção de uma semifinal, sábado às 9h da manhã. Fora essa, o melhor é confirmar na programação da TV: http://espnbrasil.terra.com.br/programacao. (Acreditem ou não, acabo de descobrir que deu problemas na transmissão, lá na Suécia, e não mostramos o jogo de hoje – de quinta para sexta. A ESPN-BRASIL está tentando convencer os suecos em enviar as imagens do jogo do Thomas Bellucci – só saberemos amanhã).

Novamente, as transmissões serão feitas pelo Osvaldo Maraucci, que deve voltar todo falante de sua lua de mel, e este bloguista. Espero que se divirtam, apesar dos horários e malabarismos da TV.

Um dos meus leitores, o caro leitor/tenista Giuliano, pergunta quais os critérios para a escolha de comentaristas de TV, já que não há um curso específico para tal. Não sei, porque nunca me disseram. Suponho que seja um pouco como você diz: indicação, network de conhecidos etc. Sei que a ESPN não é fã de escolher ex-atletas, pelo menos no futebol. Nos outros esportes escolhem pessoas que sejam, acima de tudo, entendidas do assunto; atletas e técnicos.

No meu caso, comecei na ESPN-BRASIL na sua inauguração, vinte anos atrás, a convite do Jose Trajano, com quem havia tido a experiência em editar uma revista – “Tênis Esporte”, no início dos anos oitenta. Durante sete anos produzi o Jornal do Tênis, o único programa de tênis semanal de ½ hora cada um na TV brasileira. Na época, pré-Guga, também tínhamos os Masters Series e eu os comentava com a narração de diferentes locutores. É uma época anterior ao interesse no tênis por boa parte dos meus atuais leitores.

Deixei de produzir o Jornal do Tênis, que foi enterrado, assim como priorizei, por dez anos, as viagens aos Grand Slams, onde escrevia para o Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, IG e outros.

Com um novo convite, uns quatro anos atrás, de comentar os GS em estúdio, não indo aos locais, alinhei com meu novo ritmo e prioridades, como a de só viajar a lazer. Eventualmente, quando possível, aceito comentar os eventos menores como o Torneio de Estocolmo. É uma boa maneira de acompanhar o circuito e seus progressos, diverti-me e ainda sendo pago. Quanto, respondendo a outro leitor, escolho não divulgar. Mas está de bom tamanho.

tennis_tv

My name is Bond, bond bola.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Grand Slam, Light, Minhas aventuras Tags:
17/09/2009 - 18:56

Almoço familiar

Estava lendo os comentários dos leitores e pensando no impacto que a derrota de Roger Federer teve em sua carreira  – considerando que ele deixou de ganhar seu 16º GS e uns U$800 mil de prêmio, diferença que dava para fazer uma festa com as crianças ali na FAO Schwarz, não muito longe do hotel onde ele ficou.

Por outro lado, o rapaz não tem que provar mais nada a ninguém em termos de conquista, o que é um alívio na vida de qualquer um. Para melhorar o seu (o dele) astral, o suíço chegou aos U$50 milhões em prêmios, só como que ganhou na 1ª rodada do U.S Open, o que também deve fazer um bem danado para o bolso, o ego e alma de quem não chegou aos trinta. Percebam que não acrescentei um centavo de contratos mil.

Acho que a D. Ruth ficou mais chateada do que ele. Meu sobrinho disse que no meio do quinto set, para a surpresa e irritação do novo financista da família, a digna senhora simplesmente levantou-se e desligou a TV, alegando que o Federer não estava jogando bem e fim de papo. Os argumentos realistas do jovem, do tipo que o jogo não acabara, que queria ver o fim (suspeito que intimamente ele torcia pelo argentino – neto desnaturado) e que torcedor é para a vitória e a derrota, foram simplesmente ignorados enquanto ela providenciava um chá de camomila para acalmar os nervos.

Hoje ela apareceu aqui em casa para almoçar. Queria tecer e, suspeito, em uma surpreendente recaída, ouvir os comentários do filho entendido no tênis. Preferi investir na bela massa que estava a nossa frente e em conversas mais familiares, que normalmente podem até terminar mal. Uma coisa é certa; tentar uma conversa lógica, tranquila e equilibrada sobre o desempenho do campeão na final não ia melhorar nosso relacionamento.

E se ele diz que não está nem aí com a derrota, porque eu vou estragar o meu almoço em tão querida companhia?

new-york-storefront As gemeas ficaram sem o ursinho.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Grand Slam, Light, Tênis Masculino Tags: ,
15/09/2009 - 14:07

Analisando a final masculina

Já percebi que a maneira que sou obrigado a me concentrar quando realizo comentários na TV, me dificulta lembrar adequadamente os detalhes para analisar a partida posteriormente.

Como a maioria dos leitores acompanhou a partida não é necessário repassar. Fico então, até pelo exercício de memória, com os momentos e detalhes que fizeram a diferença.

Federer entrou em quadra confiante e jogando o seu melhor tênis. Variava os golpes magistralmente e ainda pincelava com apropriadas subidas à rede. Há muito tempo que eu não o via jogar como no 1º set.

Delpo entrou hesitante e errando muito, especialmente a direita, seu golpe que mais vacila sob ataque e em momentos tensos. Assim como muitos tenistas, o seu golpe mais arrasador é também o que pode cometer mais erros quando atacado.

O plano de jogo do suíço funcionou à perfeição até um set acima, saque, 5×4 30×0. O rapaz vai pensar uns bons dias no que aconteceu dali para frente. Acabou perdendo o game, o tie-break e o set. À parte de não ter quebrado, por pura acomodação, Delpo uma segunda vez consecutiva logo no início do segundo set, quando teve dois break-points. Se vencesse o segundo set acabava emocionalmente o jogo. Congelou o suíço ou o argentino, se vendo definitivamente contra a parede mostrou o seu melhor? Lembram da passada de direita na corrida no 30×30? E logo em seguida, set point, a mesma bola. As bolas do jogo.

Até então Delpo jogava com receio quando o suíço subia, tentando lobinhos inócuos que não lhe ganharam um ponto sequer. Naquele game foi para a passada em duas oportunidades, surpreendendo o adversário.

Federer terá que digerir ainda ter deixado escapar a oportunidade de fechar a partida no 5×4 do quarto set, quando esteve a dois pontos de ganhar o torneio. Assim como perder os dois tie-breaks da partida, logo ele que tem um excelente retrospecto – bem melhor do que o de Delpo – nessas ocasiões. Mais ainda, e isso nem sei se vai pensar, teria que analisar por que deixou de variar os golpes, em especial o slice, quando o argentino começou a jogar bem.

Mas como em qualquer vitória em cinco sets, especialmente uma final, o resultado não foi consequência dos erros do derrotado. Delpo soube ficar na partida, não largar o osso e levantar seu padrão em momentos decisivos.

A partir de um momento, ao contrário do que vinha fazendo contra outros adversários, Delpo tirou a mão do 1º serviço e passou administrar a altíssima porcentagem – 75% – de primeiros serviços em quadra, o que tirou o adversário de cima de si e lhe deu espaço para trabalhar os games.

Soube também, e aí sua maior virtude tática na partida, reverter o resultado da estratégia do adversário de atacar sua direita. Até o crepúsculo do segundo set, só empurrava – pelo menos para seu estilo – a direita. Após a passada na corrida, deixou de ser alvo e passou a soltar os tiros, até chegar àqueles golpes ridículos, tamanha a força que começou a gerar, acertar e intimidar com a direita. Varreu o adversário da quadra.

Coroando sua vitória, Delpo soube administrar o emocional quando encostou e quando passou à frente, ficando claro que poderia vencer a partida. Se isso não fizesse, teria dado ao grande campeão uma oportunidade de voltar à partida – o que não aconteceu. Fechou-lhe a porta e agarrou a taça.

Assistam, logo no início do vídeo, as duas passadas que mudaram a partida.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Grand Slam, Tênis Masculino Tags: ,
14/09/2009 - 15:38

A final masculina

O campeão fica com U$1.6 milhão e o vice U$800 mil. Del Potro foi o 3º do US Open Series e tem U$125 mil de bônus se perder e U$250 se vencer.

O campeão recebe 2000 pontos no ranking o vice 1000.

É o 1º latino-americano na final do US Open desde 1977, quando Vilas venceu na terra de Forest Hills.

Independente do resultado Federer será o 1º e Del Potro o 5º do próximo ranking.

Federer venceu os 6 confrontos com Del Potro. Tres este ano. Um deles, na semi de RG, 6/4 no 5º set.

Os dois venceram 18 sets e perderam dois.

Federer passou 12:54 h e Potro 14:04 h em quadra.

Federer tenta vencer pela 6ª vez consecutiva. Em todas as finais teve adversários diferentes.

A última vez que perdeu foi em 2003 para Nalbandian.

Federer chegou a 22 semifinais consecutivas – recorde absoluto.

Federer é o primeiro a chegar a todas as finais de GS na mesma temporada em três ocasiões.

Federer tenta vencer seu 16º GS. Também inédito.

Federer tem 40 vitórias consecutivas no US Open. Na sua frente só Bill Tildem com 42.

Se vencer será seu 40º título em quadras duras.

Del Potro foi responsável pela pior derrota de Nadal em GS.

Del Potro tem 20 anos e 355 dias.

Seu melhor resultado em GS foi a semi em RG 09.

É o 6º argentino a chegar a uma final de GS.

Gaston Gaudio foi o ultimo não europeu a a vencer um GS, em RG 04.

É a 4ª final do argentino este ano. Venceu Auckland e Washington.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Grand Slam, Tênis Masculino Tags: ,
13/09/2009 - 16:47

Parabens

Gostei dos meus leitores serem totalmente intransigentes quanto a questão da juíza de linha ter marcado a falta de pé. Sou totalmente favorável a essa postura por parte dos juizes, tanto os de cadeira como os de linha. Não me importo nem um pouco em ser sacrificado por sugerir que foi preciosismo, ou outra coisa, que determinou a chamada.

No entanto, vocês deveriam, a esta altura, saber ler o que e por que escrevo o que escrevo. Talvez vocês ainda não perceberam o que é uma afirmação, uma posição, e o que é uma colocação, uma sugestão para meus leitores intervirem e se posicionarem, como foi o caso.

Sugerir preciosismo não e tão lunático da minha parte. Se os juízes fossem “by the book”, pela frieza da regra, muitos tenistas, mais evidentemente Nadal e Djokovic, teriam que ser punidos por estourarem os 25 segundos entre os pontos. Daqui a pouco teremos a partida do sérvio – marquem em seus relógios quando o placar chega no 40 iguais e break points. E o juizão cala. Essa regra, como a do foot fault são, invariavelmente, colocadas para debaixo do tapete no circuito.

Alem disso, alguém terá que me convencer de que só as irmãs Williams fazem foot fault nesse torneio. Que elas receberam uma marcação mais serradas e um fato. Sei lá.

O que eu sei e que TODAS as regras deveriam ser impostas, para TODOS os tenistas e em TODAS ocasiões. Ontem isso aconteceu. Se acontecesse com a freqüência devida não teria dado essa confusão. Como disse a Serena – este ano ninguém marcou foot fault nela até chegar a New York. Conclusão? Ou ela começou a fazer esta quinzena ou todos os juizes fizeram vista grossa nos outros evento.

De qualquer maneira, insisto, fiquei surpreso, e de uma maneira agradável, com a posição dos leitores. Parabéns.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Grand Slam Tags:
13/09/2009 - 16:27

Del Potro na final.

Aviso que estou em um daqueles computadores onde não há nenhum tipo de acento – não sei porque isso acontece. O Nadal não jogou o seu jogo – nem técnica nem mentalmente. O quanto isso tem a ver com o seu momento e o quanto isso tem a ver com a qualidade que Del Potro apresentou fica a critério de cada observador.

De qualquer maneira, o argentino já vinha mostrando estar cada dia mais próximo de uma final de GS – ninguém e numero 5 do mundo por nada. Del Potro soube não so desenhar a estratégia de seu jogo, antes de entrar em quadra, como soube colocar em pratica o decidido, tarefa bem mais difícil do que parece.

Nadal, alem de estar jogando curto, como ele admitiu em entrevista a ESPN, nao entrou mentalmente na partida. Na soma jogou bem abaixo do que vinha fazendo, mesmo neste evento. Suspeito que as duas derrotas consecutivas para Del Potro tenham colocado uma pulga atrás de sua orelha.

De qualquer maneira, uma vitória contundente de Del Potro, que soube administrar todas as pressões de enfrentar o Animal Nadal em uma semifinal de GS. Parabéns.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Grand Slam, Tênis Masculino Tags:
13/09/2009 - 00:23

Foot fault!

Qua as duas irmãs fazem foot fault – fazem. Que eu só vi as duas serem penalizadas em jogos que transmiti nesse evento tambem é fato. Que foi foot-fault, foi, que chamar em 15×30, 4×5 para ficar match point é um pouco demais e preciosismo, para não especular qualquer outra coisa tambem é fato.

Com o foot fault ficou 15×40, match point. Após a Serena ir à loucura e começar a falar e ameaçar a juiza de linha, a da cadeira chama a da linha para conversar. As duas conversam e a da linha volta a seu lugar. Serena investe outra vez e a de linha volta a falar com a da cadeira. O árbitro entra em quadra. Juiza de linha, de cadeira, árbitro e Serena conversam na rede. Os microfones pegar Serena dizendo “voce está dizendo que eu disse que ia matá-la?!”.

Bem, parece que foi isso, entre outras coisas, que Serena falou. Como Serena já tinha recebido uma advertência no fim do primeiro set por arrebentar a raquete no chão, recebe um “point penalty” por desrespeito à juiza. Como era match-point; game, set and match for Mrs Cljisters.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Grand Slam, Tênis Feminino Tags:
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