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Arquivo da Categoria Copa Davis

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010 Copa Davis | 12:03

Sorteio feito

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Aconteceu o sorteio das partidas da final da Copa Davis entre Sérvia e França, obedecendo as indicações dos respectivos capitães.

Primeiro dia:

Janko Tipsarevic x Gael Monfils

Novak Djokovic x Gilles Simon

Segundo dia:

Viktor Troicki e Nenad Zimonjic x Arnaud Clement e Michael Llodra

Terceiro dia:

Novak Djokovic x Gael Monfils

Janko Tipsarevic x Gilles Simon

Lembrando que o capitão pode mudar os tenistas nas duplas, assim como pode fazer mudanças nos titulares das simples no terceiro dia.

Sérvios, Franceses e a Copa Davis 

Notas relacionadas:

  1. Hospício
  2. Para quando Setembro vier.
  3. A final da Davis vem aí.
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010 Copa Davis, Tênis Masculino | 13:09

Apagar das luzes

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Não é nenhum segredo a magnitude emocional que dou a eventos da Copa Davis, em especial uma Final, onde todas as expectativas tenisticas – muitas vezes além dessas fronteiras – de um país são depositadas sobre e defendidas por uns poucos atletas durante três dias.

O confronto entre Sérvia e França será o ultimo e o real apagar das luzes da temporada que, com certeza, deixará muitos com o coração aquecido e radiante nos próximos meses, e alguns sofrendo com as feridas das frustrações daqueles que vêem seus sonhos partidos.

Os franceses tentam o décimo título, o que os colocam entre os melhores da história, sendo que a última conquista foi em 2001, derrotando a Austrália em território adversário!

É a primeira final dos sérvios na competição, o que, junto com a reconstrução do país e a longevo orgulho nacionalista do povo sérvio, oferece a dimensão da importância desta final para eles. Novak Djokovic deixa isso claro ao declarar que a final é o “maior momento de sua carreira”.

Esta final será a segunda na história do Grupo Mundial em que dois países não cabeças-de-chave se enfrentam. A outra foi a vitória da Croácia – outro país da antiga Iugoslávia, sobre a Eslováquia em 2005.

O confronto será sobre um piso duro em quadra coberta, na Arena de Belgrado, originalmente construída para basquete, para um publico de 16.200 pessoas. A velocidade do piso, fator determinante no confronto, é determinada pela quantidade de areia colocada na pintura sintética. Os pintores, lógico, são sérvios. Veremos como ficou – com certeza mais lenta do que a quadra do Masters de Paris.

Em 1995 a Sérvia começou a competir na Davis, ainda usando o nome de Iugoslávia. Em 2004 e 2005 disputou como Sérvia-Montenegro. A partir de 2007, finalmente, somente Sérvia. Temos que considerar que uma decisão da FIT, feita independente deste confronto, ajudou os da casa. Foi considerado, como ultimo confronto entre os dois países, o confronto em Pau, França, entre Iugoslávia x França em 2005. Se os cartolas não aceitassem esse raciocínio a decisão da “casa” iria para sorteio. Naquela oportunidade os franceses venceram por 5×0.

Se considerarmos a anterior configuração geo/política Franca e Iugoslávia estavam empatados em oito confrontos. A partir de sexta-feira alguém vai ficar melhor na foto.

Arena de Belgrado – mesmo bombardeado, o país tem uma arena melhor do que qualquer uma das nossas.

Notas relacionadas:

  1. Flamenco
  2. Idéia de jerico
  3. Hospício
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terça-feira, 30 de novembro de 2010 Copa Davis, Tênis Masculino | 11:01

A final da Davis vem aí.

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Os franceses já estão em Belgrado onde esperam um clima de guerra neste fim de smana na final da Copa Davis 2010, o que acho uma colocação exagerada e uma maneira de pressionar os locais. Torcida e pressão sim, clima de guerra não.

Até porque os sérvios querem ganhar a final, mas querem, acima de tudo, melhorar a sua imagem para o resto do mundo. Mesmo um mundo que andou jogando bombas em suas cabeças. Por isso a Federação local se comprometeu publicamente com a segurança dos adversários

Nesses casos a FIT age diferente do que agiria se o confronto fosse em países que considera. Inventam maneiras de esvaziar a pressão. O estádio foi obrigado a encolher de 18 para 15 mil. Cerca de 10% disso, que é praxe, vai para os visitantes – só que quando jogamos a semifinal contra a Suíça não quiseram nos dar esses 10% e o que deram foi afastado da quadra, o que, aposto, não será o caso dos franceses como poderemos ver na TV.

Além disso, “requisitaram” um numero enorme de convites, teoricamente para “convidados”, que não aparecem e esvaziam locais previlegiados.

Os franceses, liderados por Forget, ainda não escalaram seu time. Todos os possíveis tenistas estão por lá – Llodra, Clement, Simon, Monfils, Gasquet. Este só deve entrar no time em ultimo caso, já que o capitão não confia nele. Mas ha rumores – só boatos – de que Monfils teria machucado o pé. Mas este é malaco e tinhoso, ao contrário do outro, que é introvertido e um pouco medroso.

Os sérvios vão de Djokovic e mais um nas simples. O capitão ainda não divulgou se Tipsarevic ou Troicki – talvez um cada dia. As duplas será Zimonjic, que acabou de vencer o Masters, e mais um.

Os franceses, com nove títulos, é o terceiro time com mais títulos na Davis, junto com a Grã-Bretanha, que não ganha a décadas e nem vejo quando vencerão. Os sérvios lutam por um título inédito e numa situação privilegiada que, por exemplo, os argentinos, para sua armagura, recém desperdiçaram.

O bicho vai pegar. E eu vou assistir. 

Notas relacionadas:

  1. Sexta na Davis
  2. Primeiro dia da Davis
  3. Esvaziando a Davis
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010 Copa Davis, Tênis Masculino | 19:57

Milongas

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Como o assunto da milonga do Djokovic deu reverberação, mais por conta de uma ignorante que, óbvio, não sabe o que é ser milongueiro em quadra, pego a pauta e me estendo, mais por conta de um outro leitor que escreve não saber detalhes.

Já escrevi que não assisti, mas o site OFICIAL da Copa Davis, o da FIT, se estende sobre a CONTROVERSIA.

Berdich e Djoko jogavam a quarta partida, com 2 x 1 para a Rep. Checa. Berdich venceu o 1º set e dominava a partida. Djoko sacou em 2×2 e manteve o seu serviço. No game seguinte, correu atrás de um daqueles smashs sem retorno, tropeçou, caiu, foi carregado, parecia que ia para o hospital, foi enfaixado e interrompeu o jogo por sete minutos – não três como um leitor comentou – o que é uma eternidade em quadra.

A partir daí eu copio, entre aspas, o site da ITF:

“Duas coisas ficaram evidentes; Djokovic ainda podia ser mexer e Berdich tinha perdido completamente o seu ritmo”

“De fato, pelo o que se viu daquele momento para a frente, alguém pode entender a sugestão dos checos de que Djokovic fez bem mais da contusão do que realmente existiu”.

Após a partida o sérvio declarou que se sentiu “energizado” após o tombo. “Eu não comecei bem a partida, Thomaz estava jogando muito melhor e eu precisava que algo acontecesse”. Bem, para um bom entendedor, meia palavra basta, para quem não consegue, ou pode entender, nem um dicionário adianta.

Mas Copa Davis é isso mesmo e a linha que separa o ético do anti-ético, o certo do errado é tênue e geralmente é interpretada, ou não, pelo árbitro, que precisa ser muito “macho” para manter as coisas em linha.

De qualquer maneira, os sérvios estão na final, contra os franceses, pela primeira vez, tentando igualar o feito dos seus “irmãos” croatas.

Completando, o tal de Djokovic é um belíssimo guerreiro, um dos melhores do circuito, algo que essa competição exige como princípio e caráter, além de um milongueiro, algo que não é uma exigência, mas em certas horas e circunstâncias, ajuda.

E quem quiser conhecer um pouco mais sobre o ambience de Copa Davis e porque, apesar dos tolos de plantão, que proclamam o fim da competição, vejam abaixo porque isso nunca acontecerá.

Notas relacionadas:

  1. A diferença
  2. Hospício
  3. Para quando Setembro vier.
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Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 10:20

Abismado.

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Mais uma vez sou abismado pela Copa Davis, seus dramas e suas emoções, sobre nós espectadores, e, principalmente, sobre os participantes. Continuou achando que é uma oportunidade única na vida de um atleta. Continuo achando que, como em tudo na vida, uns lidam bem, outros lidam mal, uns aproveitam, outros desperdiçam. E não sou eu quem precisa ficar esfregando na cara de ninguém quem é quem. Para a amargura e dor maior, cada um sabe bem aonde aperta o seu sapato.

Infelizmente não tenho um daqueles satélites maravilhosos, onde eu posso assistir à partida de Copa Davis que eu escolha. Também não tenho aqueles HDs que gravam para assistir a hora que eu pudesse. Sendo assim, deixei de assistir algumas partidas imperdíveis este fim de semana, assim como deixei de gravar outras que era melhor nem ver.

Deixei de assistir o Tipsarevic bater o Berdich e o Stepanek na vitória da Sérvia sobre a Rep. Checa, o que deve ter sido maravilhoso, sem contar a controversa vitória de Djokovic sobre Berdich, quando o sérvio aprontou mais uma de suas milongas para virar a partida e vencer.

Não pude também ver a surpreendente vitória do Santiago Giraldo sobre o Sam Querrey em três sets, nem a vitória do Fish sobre o mesmo colombiano, que quase vira herói nacional, por 8/5 no 5º set, após ter batido o Falla também no 5º set na partida de abertura. Fico imaginando o que o Fish deve estar sentindo, o que os americanos estão falando sobre a incompreensível derrota do Querrey, assim como que alguns fãs colombianos podem estar acusando o Giraldo e o Falla de amarelões. Devem ter sido três dias de grandes emoções.

Mas assisti a partidaça do Monfils x Nalbandian. Nunca vi o francês jogar naquela intensidade. Se jogasse os GS assim poderia surpreender qualquer um e mesmo ficar com um título. Aquele é o jeito que o “mano” francês deveria jogar, ao invés de ficar com aquelas frescuras a que se acostumou a fazer. O argentino jogou bem e lutou muito para vencer – especialmente no 4º set, quando teve um break acima – mas não aguentou o jogo do outro. Uma partida para se assistir na ponta da cadeira e aplaudir de pé.

Quanto aos brasileiros, madruguei para assistir o 1º dia. Fiquei apreensivo, na falta de uma palavra melhor, quanto a participação do Bellucci e contente com a do Mello. Mas fiquei muito torto de acordar na madrugada e ainda ter que trabalhar. Não vi a dupla e não me animei a ver a simples do Bellucci no meio da madruga de Domingo. Melhor assim.

Thomaz venceu a primeira partida porque arriscou quando se viu nas cordas – esteve com 2/5 no quinto – e as bolas entraram. Valeu pela coragem e o desprendimento. Mas o problema estava lá. Estava esgotado desde o início do quinto set.

Como um tenista entre os 30 melhores do mundo, com evidente superioridade técnica, pode deixar uma partida contra um inspirado duplista complicar tanto? Seria seu cansaço só um fator físico ou o mental teve um peso na equação? Como entender um jogador teoricamente preparado para jogar partidas de 5 sets, abandonar por esgotamento, no início do 2º set, após um dia de descanso, padrão nos GS, uma partida que podia decidir o destino do país na competição? A humidade e o calor – extremamente desagradáveis e castigantes, presentes em torneios como o Aberto da Austrália, também jogado em 5 sets, ou mesmo aqui em casa, onde tantas vezes usamos desses fatores para incomodar adversários – são o bastante para explicar?

Quando Bellucci abandonou a partida o confronto foi decidido. Bopanna já havia mostrado na 1ª partida ser um tenista perigoso. Belo saque, bela esquerda, ótimos voleios e ágilidade apesar do peso. Após a desagradável surpresa, se conseguisse jogar solto seria um perigo, por ter um arsenal mais amplo e letal do que Mello. Conseguiu.

Bellucci – não resistiu ao cansaço.

Notas relacionadas:

  1. Jet lag
  2. Mares nunca dantes navegados
  3. Ironia do destino
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 07:03

Ironia do destino

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Todo tenista deve ter partidas inesquecíveis, para sua alegria e tristeza. Nunca perguntei, mas imagino que uma das que mais deve ter incomodado Thomas Koch foi sua inesquecível derrota em Calcutá.

O Brasil chegara à semifinal da Copa Davis em 1966 após surpreender e bater em Porto Alegre os EUA de Ralston, Richey – que recém lançou um livro sobre sua luta com a depressão – e Arthur Ashe. O time liderado por Koch e Mandarino foi então à Índia para decidir quem enfrentaria a Austrália na final.

O evento foi jogado na grama, piso tradicional no país que herdou o tênis dos ingleses. Na partida decisiva, com a série empatada em 2/2, contra o magnífico e habilidoso Ramanathan Krishnan – que chegou a ser o 4º no extra-oficial ranking de então sobre a grama – Koch abriu 2 x 1 em sets e 5 x 2 no quarto set.

Sacou no 5/3 para vencer, teve seu serviço quebrado, deixando escapar a oportunidade, no que creio deve ser o foco de seus pesadelos, e acabou derrotado por 7/5 e finalmente 6/2 no quinto set para a alegria dos locais. Koch era exímio sacador/voleador e deixar escapar uma vitória desse calibre e dessa magnanimidade em seu próprio serviço não deve ter sido de fácil digestão.

O Brasil só chegaria à semifinal da Copa Davis novamente em 1992, ao vencer sete confrontos consecutivos, incluindo a Alemanha de Becker no Rio de Janeiro e a Itália em Maceió, perdendo para a Suíça em Genebra, em uma de minhas melhores lembranças como técnico da Copa Davis.

O Brasil voltaria a enfrentar a Índia somente 25 anos depois, em 1991, nas quadras de saibro do Clube Pinheiros, contra um time indiano liderado exatamente pelo filho de Ramanathan, Ramesh, que, em uma daqueles mistérios genéticos, tinha exatamente o estilo e golpes do pai – um tenista de toques, suavidade de bater na bolas e antecipação única, que tornava o tênis de ambos atraente inclusive para seus adversários (o avô tambem foi um grande tenista). Seu companheiro de equipe era Leander Paes, que ainda está por aí vencendo títulos de Grand Slams nas duplas. O Brasil de Mattar e Oncins venceu por 4/1.

Desta vez, obedecendo a alternância de local, o Brasil vai a Chennai, no mesmo estádio onde se joga o torneio da ATP. Abriram mão da grama a pedidos de seu principal singlista, Somdev Devvarman, que preferiu as quadras duras, onde joga melhor. Assim, o rapaz carrega a responsabilidade de vencer suas partidas.

Nas contas dos capitães, como sempre, há uma discrepância de planos. Os hindus esperam que Somdev vença suas duas simples e que a dupla Paes e Buphati vença as duplas. Na pior das hipóteses que Somdev perca para Bellucci e seu 2º singlista, Rahan Buphana, um duplista transvertido em singlista (recém esteve na final do US Open) consiga bater Ricardo Mello. O capitão brasileiro conta com a vitória de Bellucci nas duas simples e Mello contra Buphana. Fora isso são surpresas muito bem vindas, ou não, pelos dois times.

Só espero que as impensadas – até porque o rapaz é totalmente avesso a controvérsias – declarações de Mello (“a Índia é um país sujo e miserável”), não incendeiem as arquibancadas – o que eu duvido, por não ser o perfil do povo – especialmente na partida contra Buphana, que aconteceria em uma possível quinta e decisiva partida.

Escrevi o post acima antes do susto da partida entre Bellucci e Buphana que abriu o confronto. Por uma ironia do destino, o hindú teve o mesmo placar de seu conterrâneo Krishnan 44 anos atrás e permitiu que o brasileiro virasse o placar.

Buphana abriu 5/2 no quinto set, teve três match-points, no saque do brasileiro, que os jogou como se não houvesse amanhã. Acabou confirmando o serviço e foi para o ataque total para surpreender e quebrar o adversário no 3/5, assim como Ramanathan fez com Kock quase meia década atrás.

Thomas manteve seu serviço no 4/5, pouco depois de ser atendido por fadiga muscular e quatro horas de jogo.  Os oponentes mantiveram seu serviço até o 8/8 quando Bellucci quebrou Buphana e confirmou seu serviço, as expectativas do capitão brasileiro e o primeiro ponto do confronto.

Ramanathan Krishnan – estiloso e perigoso.

Notas relacionadas:

  1. Bellucci campeão
  2. Nanico Voador
  3. Aprendendo
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domingo, 11 de julho de 2010 Copa Davis, Tênis Masculino | 12:55

Para quando Setembro vier.

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O fim de semana de Copa Davis teve, como acontece muitas vezes, seus heróis individuais na única competição coletiva do tênis. É como eu sempre digo: ou o país tem um time muito equilibrado, com dois bom singlistas e uma ótima dupla, ou tem alguém que assume a responsabilidade e decide a coisa em seus próprios termos. Nas quartas de final tivemos nem tanto ao mar nem tanto a terra em pelo menos três dos quatro confrontos, pelas mãos de Michael Llodra, Novak Djokovic e David Nalbandian.

É bom os espanhóis ganharem o jogo da Copa daqui a pouco. Porque a estima da Fúria foi um pouco abalada pelo “chocolate” que eles tomaram dos franceses na Copa Davis este fim de semana, sem a presença de seu alpha-dog Nadal.

O 5 x 0 que Michael Llodra e amigos aplicaram em Verdasco e companheiros não será esquecido tão cedo, por nenhum dos dois países. Não há muito a comentar, a não ser o fato de que se há um tenista imprevisível solto por aí é o maluco-beleza Llodra. Bateu o Verdasco e liderou a vitória nas duplas e com a vitória do Monfils sobre o Ferrer tornou os jogos de Domingo inócuos.

O Chile pagou um preço alto pela ausência, por contusão, de Fernando Gonzalez . Massú está longe de sua melhor forma e Capdeville nunca esteve à altura do outros dois. Um passeio para a Rep. Checa que, é bom lembrar, também esteve desfalcada de Berdich e Stepanek, seus dois melhores tenistas. Como escrevi, qualquer um dos dois times, nessas formações, era presa fácil para qualquer outro quadri-finalista.

O confronto mais esperado era entre sérvios e croatas, mais do que nada pela história envolvida. Os croatas tinham a vantagem de jogar em casa, em Split, local de uma encardida torcida. Mas os sérvios têm Djokovic. E o cara é tenista e garrudo para orgulhar qualquer país. Ele chegou a Split com uma única agenda; bater a Croácia. Volta para casa feliz e completo. Bateu Ljiubicic e Cilic sem perder um único set. Esse é um daqueles jogadores de Davis que abençoa um time. Nas duplas o “Gatuso” Tipsarevic e o excelente Zimonjic bateram Cilic e Dodig.

Um outro tenista que se pode chamar de “copeiro” é o argentino Nabaldian. O cara não joga o circuito, vive contundido, tem uma bela pança, prefere acompanhar carros de corrida, mas se tiver Copa Davis o técnico pode chamá-lo e abrir o sorriso. O cara bateu Davydenko em três sets na primeira partida do confronto e acabou com o Youzhni pelo mesmo placar na quinta partida. Frio como gelo. Curto e grosso.

Nas semis a França recebe a Argentina e os sérvios jogam em casa com os checos, quando Setembro vier.

Notas relacionadas:

  1. Semifinais de Sidney
  2. Seguro viejo
  3. Hospício
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quinta-feira, 8 de julho de 2010 Copa Davis, Tênis Masculino | 16:02

Vão invadir.

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Apesar das controvérsias é hora de Copa Davis novamente. Quatro jogos este fim de semana determinarão os semifinalistas desta temporada.

A Argentina viaja, mais uma vez, à Moscou, onde joga em quadra dura indoors, contra um time liderado por Davydenko, ou seria por Youzhny? O “soldado” parece ser mais jogador de Davis do que o carequinha. A Argentina vai sem Juan Del Potro – que fase do rapaz após o U.S. Open! – e Juan Del Monaco. Pança Nalbandian vai, mas é outro que não vem jogando e é uma incógnita. Mas é ele quem entra em quadra para enfrentar Davydenko na 1ª partida. Depois, a responsabilidade fica com Leo Mayer. Os russos têm ainda Gabashvili e Kunitisyn

Os times já se enfrentaram em 5 ocasiões e está 3×2 para os russos, que já conquistaram o caneco 2 vezes, enquanto que os hermanos nenhuma. Os russos são os favoritos.

Os chilenos recebem os checos em Coquimbo, o mesmo local onde venceram os israelenses. Só se enfrentaram em uma ocasião, em 1967, quando nossos outros hermanos venceram. E levam uma vantagem ainda maior porque os visitantes chegam sem Berdych e Stapanek. Vão ter que se virar com Hajek, Minar e Dlouhi.

Os chilenos também vão estar desfalcados, já que Gonzalez não joga. Os andinos terão que vencer em casa com Massú, sempre um guerreiro, mas cada vez mais distante de seu melhor tênis e Capdeville. Esta é a quarta de final mais baba dos últimos tempos.

O capitão Guy Forget confessou que estourou o champanhe quando Nadal avisou que não iria jogar as quartas. Mas os espanhóis têm ainda Verdasco e Ferrer que jogam as primeiras simples, além de Feliciano Lopez e Almagro, o bastante para Forget guardar a garrafa. Os franceses vão de Monfils e Llodra para as primeiras simples e têm ainda Benneteau e Simon.

Os espanhóis lideram os confrontos por 5×1 e todas as partidas foram no saibro – desta vez os franceses optaram pela quadra dura indoors, tanto para tirar os adversários de sua zona de conforto, como para o perigoso Llodra poder fazer uma diferença.

Os espanhóis são favoritos, mesmo fora de casa. Mas, se Llodra e Monfils decidirem jogar o que sabem a história pode mudar. Agora, deve ser de perder o sono ter que contar com o maluco do Llodra e o inconsequente do Monfils para vencer um confronto na Davis. Suspende o champanhe e abre o absinto.

O confronto mais interessante, pela história envolvida, é entre Croácia e Sérvia. Os sérvios não queriam ir a Split, mas é para lá mesmo que vão. A torcida lá é conhecida pela agressividade – e se vão ser agressivos, os sérvios são um prato cheio. Por isso a relutância dos visitantes. Djoko tentou ser diplomático afirmando saber que será bem recebido etc..

Para não deixar Djoko e seus camaradas abandonados, cerca de 1000 sérvios vão “invadir” Split, uma das cidades praianas mais famosas na Croácia, para torcer – algo que tenho lá meus receios. Quando os sérvios invadem a terra treme. O estádio tem 10.000 lugares e eu quero ver os croatas abrirem mão de 10% dos ingressos para os inimigos. Mas o Ministro do Interior da Croácia disse que eles estão levando em consideração esse número para acertar a segurança necessária. Uma pena que não consigo ler os jornais locais na internet – esse negócio de Davis é lavado a sério em boa parte do mundo.

Os sérvios vão de Djokovich e Troicky nas simples. Têm no banco Tpisarevic e o ótimo duplista Zimonjic. Os croatas estão sem Ancic e Karlovic, contundidos. Mas têm ainda Cilic e o quase veterano Ljiubicic, que não queria jogar, mas concordou pela contusão de Karlovic. Em um confronto desses não pega nada bem dizer que quer descansar ao invés de jogar.

No site da SporTV, que normalmente tem os direitos da Davis, não fala nada de transmitir qualquer um dos jogos. O que é uma pena, pois eu adoraria assistir Croácia x Sérvia.



Ultraje – para matar saudades dos nossos sérvios

Notas relacionadas:

  1. Semifinais de Sidney
  2. Bem vindos.
  3. Hospício
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sexta-feira, 11 de junho de 2010 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:17

Em Chennai

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A All India Tennis Federation divulgou que eles vão ficar longe da grama para receber os brasileiros na repescagem da Copa Davis. A escolha é o piso duro das quadras que abrigam o Aberto de Chennai, um evento da ATP realizado logo antes do Aberto da Austrália.

A Federação local deixou a responsabilidade da escolha do piso para o time, que é o correto, já que são eles que entram em quadra. O capitão consultou os jogadores, especialmente os titulares em simples e veio com a definição.

Tanto Sondev Dewarman, o melhor deles, como Rohan Bopana escolheram o piso duro. Na verdade, quem escolhe é Sondev, que é que tem a responsabilidade de carregar o time e foi à final em Chennai no ano passado – e aí está a razão da escolha.

Os hindus estão inaugurando um novo estádio em Delhi este mês e o esperado é que fosse usado este. No entanto, alegam que nem tudo estará pronto para o confronto, mas, suspeito, a razão foi o voto de Dewarman. Além disso, o pessoal em Chennai ficou com a Davis atravessada na garganta, por conta da decisão dos australianos não comparecerem para jogar lá, alegando problemas com segurança. Os australianos perderam por WO e levaram uma multa, uma palmadinha da FIT. Se fosse outro país estava suspenso por no mínimo dois anos. A vitória abriu as portas para a classificação da Índia ao Grupo Mundial pela primeira vez em 11 anos.

Brasil e Índia já se enfrentaram duas vezes. Uma, em uma semifinal, na Índia, com vitória, apertada, da Índia. A segunda, no Clube Pinheiros em São Paulo, com vitória, tranquila, do Brasil. Mais detalhes sobre ambas na época do confronto.

Chennai – local da repescagem contra o Brasil.

Notas relacionadas:

  1. Bom para a tosse
  2. Cabeças
  3. As chances
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quarta-feira, 12 de maio de 2010 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 00:31

Na grama e na marra

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Parece que eu estava adivinhando ao escrever o post “As Chances”.

Não jogaremos em casa na repescagem da Copa Davis em Setembro, mas dá para comemorar cair contra a Índia, que deve ser considerado o time mais fraco de todos que disputam a repescagem. É ruim de um jeito, bom do outro.

Eles têm uma excelente dupla, Buphati e Paes, a dupla que brigou por conta de grana (é sempre isso ou mulheres) com 23 partidas sem perder na Copa Davis, um recorde impecável. Fora a dupla não tem grandes jogadores.

Um deles, Somdev Devvarman, numero 1 do país e 109 no ranking, terá a responsabilidade de vencer suas duas partidas para seu time ganhar, assumindo que as duplas eles ganham. Isso porque quem vem jogando a 2ª simples é Rohan Bopanna, 30 anos e #490 no ranking. E se não aprendeu até hoje não vai melhorar muito até Setembro. Pode até jogar o Prakash Armitraj, #266 do ranking e filho do maestro Vijay que, felizmente para nós e infelizmente para ele, do pai só herdou o nome.

O que vai incomodar é a grama, que deve ser o piso escolhido. Aliás, uma das coisas que a FIT poderia mudar. Hoje só a Índia, a Austrália e a Grã-Bretanha usam esse piso.

Será interessante, para nós e para eles, ver como Thomaz Bellucci joga Wimbledon, porque não vejo outro brasileiro se dando bem nesse piso e porque ele também terá a responsabilidade de vencer as duas partidas. Nosso segundo singlista será uma decisão delicada e difícil, já que precisamos de uma vitória desse jogador. Será que o nome de Andre Sá, quadrifinalista em Wimbledon anos atrás, começa a invadir a mente do nosso técnico?

O que já dá para dizer é que será um confronto ganho nos nervos e no emocional. Porque mesmo as duplas e o primeiro jogo do Bellucci, que não admitem surpesas, todas as partidas serão decididas na marra, na alma, no coração, no equilíbrio emocional. E na grama.

O técnico do time brasileiro já está buscando quadras de grama para treinar.

Notas relacionadas:

  1. Pão de queijo
  2. O Homem de seis milhões de dólares.
  3. As chances
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  1. Primeira
  2. 3
  3. 4
  4. 5
  5. 6
  6. 7
  7. 10
  8. Última