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Arquivo da Categoria Copa Davis

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012 Copa Davis, Tênis Masculino | 15:39

Davis

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Semana de Copa Davis é sempre certeza de emoções. O confronto da TV é Suíça x EUA e a primeira partida entre Mardy Fish x Stanisla Wawrinka. E nem precisava de outra.

A partida teve de tudo um pouco e pleno do que se espera de uma delas. Até o ultimo ponto, 4½ depois, não se sabia quem ganharia. No fim, vitória do americano por 6/2 4/6 4/6 6/1 9/7. Sendo que Fish sacou no 5/4 e no 6/5 no 5º set e não conseguiu fechar. O martírio, de ambos os lados, foi intenso.

No fundinho, e isso não confesso, torcia pelo Fish. Pela razão clássica. Como o Federer é o favorito óbvio contra John Isner, nada mais justo do que uma vitória americana na 1ª partida para deixar o confronto equilibrado, que é o que queremos, a não ser os gringos e helvéticos.

Os argentinos não devem ter maiores dificuldades com os alemães após o abandono do Kolhschreiber. Espanhóis e cazaques dependia muito da 1ª partida, entre Ferrero e Kukushkin, que o espanhol venceu 6/4 no 5o set em 41/2h. Em seguida jogam Almagro, que vai chegar, se chegar, a São Paulo acabadinho, contra Golubev.

A Sérvia vai arrasar a Suécia, que não tem jogadores. Alias, estava aqui pensando, o quanto a escolha dessa equipe sueca de Copa Davis, com um tenista #348 e outro #1426 (é isso mesmo, eu não errei) jogando as simples tem a ver com a recente decisão do Christian Lindell, #458 em voltar a ser brasileiro.

O MalaMelzer deu um jeito de ganhar do Kunitsyn em casa e pode colocar uma pressãozinha nos russos, que ainda podem ganhar de 4×1.

Mas o confronto mais surpreendente está sendo Japão, em casa, contra a Croácia. Primeiro, o japa Go Soeda (#93) derrota o Dodig 7/5 no 5º set, numa vitória que poderia ser decisiva. Em seguida, Nishikori entrega o wasabi perdendo em 3 sets para o fantasmaço Karlovic. Aquilo vai longe.

E ainda tem mais….

Notas relacionadas:

  1. Analisando a final masculina
  2. Pinóquio
  3. Matinê
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 21:36

Feds e Davis

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A semana passada foi de Fed Cup, o evento feminino criado pela FIT para as mulheres terem sua competição por equipes. O Brasil está em um grupo regional americano e, infelizmente, longe de ter algum sucesso nos últimos anos.

Pelo o que li, a equipe brasileira feminina tem hoje condições extremamente superiores que a maioria das equipes de Copa Davis que participei. Enquanto fui obrigado a correr o mundo e enfrentar com somente a participação dos jogadores na maioria dos eventos, as meninas tiveram uma encorpada equipe para lhes dar o respaldo necessário, exatamente como deve ser.

Vamos deixar claro que nos últimos anos consegui que a CBT permitisse, e pagasse, a montagem de uma estrutura que serviu de modelo para as equipes atuais da Copa Davis e agora da Fed Cup. Ali estavam o técnico e comissão técnica, fisioterapeutas, preparador físico, chefe de equipe e até assessores imprensa e fotógrafos. No entanto, não foi o bastante para passarmos do quinto lugar na competição, que foi jogada nas quadras do Graciosa Clube, em Curitiba, um dos mais charmosos de nosso país.

Esta semana será da Copa Davis mundo afora. O Brasil, também na chave zonal, está adiantado e só joga em Abril, contra o vencedor de Equador e Colômbia, que se enfrentam esta semana.

Quem estará em quadra este fim de semana, defendendo a Suíça, será Federer que, talvez, encare defender seu país nesta temporada. Ele joga em casa e, junto com Wawrinka, recebe os americanos Fish e Isner – Roddick ficou em casa.

Os espanhóis, sem Nadal, recebem os cazaques, os austríacos recebem os russos, os franceses visitam os canadenses, e os italianos vão a Rep. Checa, os sérvios, sem Djokovic, encaram os suecos em casa, os croatas vão a Tóquio, e, no único confronto envolvendo sul-americanos, a Argentina, sem Delpo, invade a Alemanha.

E, a partir do fim de semana, enquanto massacram as bolinhas Copa Davis afora, começará o qualy do Aberto do Brasil, no Ibirapuera, em São Paulo, programa imperdível para tenistas e sofasistas. Só não vale ficar fora.

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011 Copa Davis, Minhas aventuras, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:36

Métodos, estilos e personalidades

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O leitor Edu, ele não oferece mais informação do que isso, me pergunta como um técnico de Copa Davis consegue implementar uma metodologia ou estilo para um jogador que já possui um técnico, onde muitas vezes este possui um estilo distinto do seu? Uma pergunta interessante, cuja resposta daria um livro. Sendo assim, vamos a uma mais breve.

Antes, uma informação. Esta semana os dois capitães dos times finalistas da Davis saíram de seus times. Por razões distintas. Tito Vasquez saiu porque a federação argentina quer um rodízio e, principalmente, porque seu relacionamento com os tenistas não é totalmente harmonioso. Vamos deixar algo claro: dificilmente é totalmente harmonioso esse relacionamento. Ele sobrevive se uma série de variáveis funcionarem.

Se o relacionamento entre as partes for de respeito mutuo e, principalmente, de respeito à hierarquia, se os tenistas forem comprometidos com o evento acima de seus interesses pessoais, as chances são maiores. No caso dos argentinos, eles têm uma situação entre os dois principais tenistas e não é de hoje. Além disso, Nalbandian é um personagem de personalidade muito forte e não necessariamente um agregador. Tito Vasquez declarou que ele é um líder negativo, o que é um problemaço.

No entanto, Nalbandian tem o espírito da competição, enquanto que Del Potro ainda está devendo mostrá-lo, para o time e para ele mesmo. Alguém aqui no Blog disse que Delpo foi o protagonista do confronto. Acho que foi mais no de coadjuvante de luxo. Na Davis, ou no tênis, a diferença está em vencer e não em jogar bem. Uma coisa é lutar, jogar bem, fazer um bom papel, perder no quarto ou quinto set e voltar para o vestiário, que fica pior do que velório nessa hora, com cara de bunda. O pessoal pensa – “é fo.., a coisa vai mal e vai ficar pior porque sobrou pra mim”.

Outra coisa é o cara que encontra um jeito de vencer em quadra, contra adversários melhores ou piores, o que nunca é fácil, volta para o vestiário, olha todo mundo na cara e diz – “pessoal, eu fiz o meu ponto, bola pra frente!”  Os carinhas olham pra ele e pensam – “ele é o cara, a nossa inspiração, vamos atrás!” O Delpo já é um jogadorzasso e ainda vai aprender a lidar com a pressão sobre o cachorrão, que é diferente da sobre o tenista mediano que não tem a responsa de decidir. O duro mesmo é o cara que não ganha um jogo que faça a diferença, só dá menos desculpas do que entrevistas se auto-elogiando, quando não está jogando a culpa de seus fracassos em outros.

A saída de Carlos Costa tem outro perfil. Uma dica foi a imediata recusa de Carlos Moya sobre a possibilidade de aceitar um convite. A razão fica escancarada com a notícia de que Nadal, Ferrer, Verdasco e Feliciano não jogarão a Davis em 2012 – a razão alegada é o desgaste e por ser um ano de Olimpíadas. Esse time é um dos mais fortes da história porque tem liderança. E essa liderança chama-se Rafael Nadal, esteja em quadra ou não. O cara é uma inspiração e não tem o menor receio de abraçar a responsabilidade de ser o líder. Ele foi o primeiro a avisar que estaria fora. Os outros seguiram.

O que me lembra uma história pessoal na Davis. Em um momento pontual de transição o time estava sem um #1 contundente e, consequentemente, sem um líder. Como o próximo confronto seria em casa contra um grande time e estávamos a uma década sem perder em casa, tive uma conversa com o então #1 brasileiro no ranking sobre a necessidade de termos um líder que pudesse inspirar. O cara quase morreu. Pirou! Começou a falar pelos cotovelos, balançando os braços e arrumando os cabelos e a dar todo tipo de desculpa, culminando com a que estava ali para ser mais um e não para ser responsável por nada. Foi a primeira e única vez que vi um tenista agindo daquela maneira, até porque das outras vezes não tive a urgência de fazer uma escolha vergonhosa como aquela. Foi um dos maiores banhos de água fria que tomei na carreira. O tenista, óbvio, fixou-se no papel de coadjuvante, mas sempre tentando se vender como protagonista.

Quanto aos espanhóis, o cargo de capitão/técnico torna-se agora a maior batata quente do país. Quem vai querer herdar um cargo que do time campeão ninguém vai aparecer para jogar? Costa pediu para sair; óbvio que não oferecendo estas razões.

Um técnico de Copa Davis não traz, ou não deveria trazer, uma metodologia de estilo para cada tenista para a Davis. Não há tempo para isso e nem é a exigência. O que é necessário é o técnico trazer uma filosofia de trabalho, responsabilidades e comprometimentos com o esforço coletivo que deve ser abraçada por todos. Vale lembrar que tenista é um ser extremamente individualista e, às vezes, com certa dificuldade para se adaptar ao coletivismo.

Talvez uma das melhores coisas que deixei no time brasileiro foi a cultura do time acima do individuo, algo que sempre foi regra enquanto estive lá e que, mesmo depois de minha saída, continuaram mantendo a tradição, segundo tenistas que permaneceram no time se apressaram em me dizer. A coisa foi sendo passada de geração para geração e, pelo menos até onde sei, segue sendo uma verdade, talvez diluída pelo tempo.

No entanto, o cargo exige uma personalidade que lidere os tenistas fora das quadras – que é bem distinta da liderança dentro da quadra, que é sempre exercida por um ou mais dos atletas – e que, por vezes, demanda também bater de frente com atletas que atentam mais para seus interesses pessoais do que para os do time.

O trabalho final do técnico é saber, e conseguir, inspirar os atletas a apresentarem um desempenho acima de seu padrão, por conta de tudo que está envolvido – a oportunidade, única no tênis, de competir por um grupo e o país. Essa responsabilidade é a verdadeira diferença entre a Copa Davis e as outras competições do tênis, a razão da emoção e da pressão que toca os atletas. Sob essa luz, uns crescem, outros encolhem. C’est la vie.

O ESPÍRITO DA COPA DAVIS


Notas relacionadas:

  1. Credenciais.
  2. Bauru
  3. Até daria
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011 Copa Davis, Tênis Masculino | 12:33

O sucesso ibérico

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Como é invariavelmente o caso, a final d Copa Davis foi emocionante e imperdível. Se compararmos com o joguinho sem vergonha que foi Corinthians x Palmeiras então o contraste fica gritante.

A partida final, entre Nadal e Delpo, foi tudo o que se espera de um grande confronto esportivo. Entrega, luta, atleticismo, técnica, emoção, drama, êxtase e aflição, e mais um bom bocado para dar e vender. Corinthians e Palmeiras me fez pescar durante boa parte do jogo do qual eu tinha altas expectativas, tamanha a porcaria, só acordando mesmo no final com a baixaria que se viu em campo.

Viva os espanhóis e Viva os argentinos que nos propiciaram três dias de uma gama enorme de emoções; para quem gosta de tênis e esporte em geral um prato gourmet e repleto. O público presente, tanto argentinos como espanhóis, soube reconhecer, participando e acrescentando suas tintas ao espetáculo. E ainda tem idiota que chama o esporte de elitista. Aliás, esta é uma palavrinha que adora passear pela boca de quem tem a mente curta e cheia de preconceitos.

Delpo jogou, e joga, muito. É lindo ver um tenista bater flat e jogando na faixa da audácia em tempo integral. Mas não é por nada que Rafa Nadal tem 20 vitórias e uma única derrota jogando simples pela Espanha. Só por curiosidade, sua única derrota foi na sua primeira partida quando foi derrotado por Jiri Novak, em fevereiro de 2004, aos 17 anos – são 20 vitórias consecutivas, sem que ninguém o levasse a 5 sets.

Delpo sentiu o gostinho da danada nas duas partidas que perdeu. Contra Nadal conseguiu fazer um primeiro set perfeito, permitindo, aos poucos, o jogo sair do seu controle. No quarto set, com a partida totalmente tomada pelas cores expressionistas do drama e das emoções, ainda teve suas oportunidades para reverter a história. Mas – e não é nenhuma novidade – Nadal é extremamente perigoso e eficiente nessas horas. O tie break do set final foi o ápice dessa fórmula nadalesca de sucesso.

Os espanhóis se confirmam como o país de maior sucesso no tênis recente, pelo menos o masculino, desbancando a escola americana. O tênis feminino deles não conseguiu imprimir a mesma fórmula. Como quase sempre acontece, o país atinge o sucesso liderado por um tenista diferenciado. Nunca um time de Copa Davis teve sucesso sem ao menos um líder, um tenista que os companheiros possam se espelhar e se inspirar. A Espanha teve vários nos últimos anos, nem um maior do que esse gênio da raça – Rafa Nadal. E quem tem o luxo de contar com um coadjuvante do quilate de David Ferrer, pode até apresentar uma duplinha sem vergonha como a deles.

Os argentinos voltam para casa mais uma vez derrotados na final da Copa Davis – a quarta delas. Espero que apesar de toda dor que traz uma derrota como essas voltem de cabeça erguida. Fizeram por merecer. Tinham uma estratégia que parou nos detalhes, alguns já aqui repassados, e na força do adversário. O tênis, ao contrário de outros esportes, não permite o conforto do empate – neste esporte sempre há um vencedor e um derrotado, apesar de que muitas vezes o derrotado não é um perdedor, algo sutilmente tão ambíguo como verdadeiro.

Notas relacionadas:

  1. Simpatia?
  2. Os bons.
  3. Nos vestiários
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sábado, 3 de dezembro de 2011 Copa Davis, Tênis Masculino | 11:32

Viram?

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Acho, vamos dizer, interessante alguns dos Comentários sobre a partida de ontem. Lógico me refiro a de Delpo x Ferrer, até porque outra não houve.

Sofasistas desconsideram Delpo, quase o dando como acabado. Pelo amor de meus netinhos! O cara nos brinda com uma partidaça de quase 5 hs, em um jogo de altissimo nível técnico e dramático, contra um adversário jogando na ponta dos cascos e motivado pela presença e torcida de milhares de pessoas, e alguns dos meus queridos leitores me veem com esse tipo de consideração – ou falta dela! Ahh, espera lá, levanta aí, pega a raquete e vai sofrer!!

Todo mundo critica a falta de fisico do argentino. Ignoram que um tenista de 2m de altura não terá o atleticismo de um de 1.80 – nunca. Até por isso, cada um com seu estilo. Delpo precisa encurtar os pontos, e por isso seu estilo flat, audacioso. Os pontos no saibro duram, no mínimo, o dobro para o argentino do que nas duras, o que, chega uma hora, tem seu preço.

Ferrer ao contrário. Pode e quer correr o dia todo. O piso propicia o estilo do espanhol, que forçou as quase 5hs de jogo, e confessou que, talvez, foi a melhor partida de sua carreira, o que dá bem o tom. Não vou me alonga na parte técnica/tática da partida, que foi interessantissima – um verdadeiro xadrez que os sofasistas simplesmente ignoraram ou não “viram”.

Me atenho, até porque é um dos meus fascínios no tênis, sobre o momento chave da partida – tambem ignorado por todos. 2×1 em sets para Delpo, se não me falha a memória 3×3, Ferrer sacando em 0×30. Uma quebra ali, eu diria, seria o acabradabra. Ferrrer deu um jeito de escapar e Delpo deu um jeito de desperdiçar. Perdeu 4 pontos seguidos e perdeu, com facilidade, seu serviço no game seguinte. Alí o jogo acabou e Evita voltou para as profundezas da Recoleta.

E, ao contrário do que nos quer fazer crer nosso querido Martin A, sempre um hermano torcedor, a definição foi por conta do emocional, e não do físico. Este só arriou porque o primeiro não conseguiu definir na hora da onça beber água.

Mas, insisto, que conste: Partidaça, no melhor molde da Copa Davis.

Notas relacionadas:

  1. Animal que ronda
  2. Três em um
  3. Abracadabra
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011 Copa Davis, Tênis Masculino | 23:30

Abracadabra

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Já vi um numero suficientes de confrontos de Copa Davis para saber, pelo menos, duas coisas.

Primeira: muitas vezes dá para se ter uma boa ideia do resultado final antes mesmo da primeira bolinha ser batida. Com isso, após analisar as variáveis, se chega a uma conclusão que obedece a lógica, mesmo que essa não seja a do torcedor ou do sofasista.

Segunda: algumas vezes o setor emocional e imprevisível adquire, por conta do que acontece em quadra e perto dela, uma força tal que pode alterar a lógica e modificar o destino.

Na final da Davis em 2008 os argentinos tiveram el cuchillo e el quejo em las manos e deixaram a besta fugir com a donzela de prata. Chegaram espanhóis  a Mar del Plata sem o Animal Nadal e sem grandes esperanças. Os ibéricos jogaram o que sabem e nem precisaram se aventurar no que não sabiam. Os hermanos, com problemas de egos e desacordos, jogaram abaixo do padrão, evidenciando que sentiram a responsa de ficar com o título inédito. Vivem com esse esqueleto no armário até hoje. Se vão conseguir lidar com ele começam a descobrir amanhã. Só que agora, os espanhóis com a faca e o queijo nas mãos.

Os argentinos só ganham se: A/alguém, ou mais do que um deles, jogar acima do que são capazes na atualidade. B/se os espanhóis resolverem retribuir a gentileza de três anos atrás. De qualquer maneira, dois cenários fora do padrão.

Duvido que o autor da proeza argentina será Monaco, o amiguinho de Nadal. A não ser que ele tenha sido totalmente “brainwashed” pelo Tito Vasquez, jogue o tênis de sua vida e o amigo de uma tremenda força.

Com isso, a responsabilidade, e bota responsabilidade nisso, será de Delpo. O primeiro jogo será o do Animal e Monaco. Deixo para vocês fazerem a avaliação.

Logo depois, e conhecendo o resultado anterior, Delpo e Ferrer, que se enfrentaram quatro vezes, com duas vitórias para cada. Detalhe – todas em quadras duras, decidem a parada. Quem joga melhor no saibro? Não vejo tanto por esse lado. Quem estará mais confortável e com uma vitória no bolso do colete? Huumm!! Isso faz um bela diferença.

Quem tem mais coração? Talvez o espanhol.

Quem tem mais bola para ir para a ignorância de o momento exigir? O argentino.

Os dois sabem que podem se matar porque nenhum dos dois joga as duplas no dia seguinte. Jogam a la muerte.

De qualquer maneira, olhando agora, olhando de fora, essa segunda partida define o confronto. Ou pelo menos se haverá um confronto.

Com 2xo após o primeiro dia a Espanha só perde se Evita levantar da sua tumba e fizer um abracadabra.

Com 1 x1 após o primeiro dia, a dupla se sábado passa a ser o melhor programa do fim de semana, mesmo, ou junto, com Corinthians x Palmeiras no Domingão. Êta trem bão!!

Notas relacionadas:

  1. O esperado.
  2. O bicho vai pegar
  3. Federer x Nadal
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terça-feira, 29 de novembro de 2011 Copa Davis, Tênis Masculino | 20:32

Um duplista, por favor.

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Se olharmos o site da FIT, o time argentino escalado para a final deste fim de semana é: Nalbandian, Delpo, Monaco e Chela. Será?

Suponho que a definição dos quatro, e a consequente escalação das duplas, estejam mexendo com o sono do técnico Tito Vasquez. Por que?

Porque não seria demais pensar que as duplas, para variar, sejam determinantes no confronto – pelo menos para os argentinos.

Sim, eu sei que tudo o mais desconsiderado, o momento não poderia ser pior para os ibéricos e melhor para os hermanos. E vamos deixar uma coisa bem clara. Na Copa Davis é a única hora em que sou torcedor no tênis – no mais é só delírio de leitores, o que não é nada raro. E nesta final, assim como na de 2008, uma das derrotas mais amargas da história, sou Argentina. Por que? Ora porque…

Voltando ao Tito, às duplas e ao site da FIT. Mesmo com as dificuldades de Nadal, dizendo, e depois desdizendo, que perdeu o tezão, o cansaço do Ferrer, sim ele também cansa, as viagens do Verdasco, que perdeu um pouco o prumo, esse time é copeiro e não é time para se apostar contra – muito mais jogando em casa. Por isso, fica difícil, bem difícil, de imaginar os hermanos encontrando uma maneira de ganhar três partidas de simples contra Nadal e mais um. Tarefa nada fácil, hum hummm!

Por isso as duplas. Fica um pouquinho mais fácil de acreditar em duas vitórias nas simples e a consagradora, emotiva e indicadora de rumo (porque no meu raciocínio seria 1×1 no 1º dia e então as duplas….) duplas

E quem jogaria as duplas? Quem assumiria essa responsabilidade e entregaria a carta?! Os argentinos não tem uma dupla formada como o Brasil ou os EUA, como exemplo. Aliás, nem os espanhóis.

O melhor deles é o Nalbandian, que é uma incógnita. Além disso, ele teria que jogar os três dias, o que não é tão legal para o Pança – no caso de um 2×2 ele teria que enfrentar o Ferrer no terceiro dia – já imaginou? O Chela também joga uma duplinha. Mas já imaginou o Chela com aquele ar blasé vencendo uma partida emotiva como será a dupla?? O Monaco, depois daquela palmeada – não sei não. O Delpo jogando três dias, após todas as suas contusões, inclusive a torção no joelho no ultimo fim de semana?

Os hermanos tem lá uma dupla que é o Zeballos e o Schwank  – mas nenhum dos dois está na equipe oficial. Zebalos nem viajou. Schwank está em Sevilha!!

Aí eu pergunto: será que o Tito vai dar uma milongada e mudar a lista até quinta-feira, na hora do sorteio, que é quando pode fazê-lo? A essa altura, e com as dificuldades à vista, toda milongada será pouca.

Time argentino – falta um??!

Notas relacionadas:

  1. Tapete argentino
  2. Dramas
  3. Primeiro dia da Davis
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011 Copa Davis, Masters, Tênis Masculino | 00:56

quemquantas

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Quem quiser entender o valor e o porquê daquele 6/0 do Federer sobre o Nadal é só ter assistido o 2º set da vitória sobre o Mardy Peixe. Aliás, brincando com minha mulher, sobre o assombro de alguém carregar o nome “peixe” no sobrenome. Aí eu lembrei do pinto, do coelho, lobo, aranha, leão, bezerra, leitão, mas não porcão, e até barata. Aí não achei o “peixe” nada demais.

O Nadal sem a disposição, a entrega, a loucura, a marra, a obstinação não é Nadal – é Normal. E normal não é nadal. Alguém aí escreveu que ele se encheu de ser Nadal. E aí vai ser o que? Menininha de cachorrão? Não vai não. Não sei como vai ser a Davis, mas acho que nalba, delpo e capitão vasquez estão se regozijando com a janela que se abriu. Nada que umas semanas de pescaria e um trato de xiscagem não resolva. Enquanto isso, o Operário quer virar Engenheiro.

E alguém aí disse que o Djoko era um gentleman por cumprimentar a Peixe após a derrota na frente de 15 mil pessoas. Aí tomou seu banho, fez sua massagem e foi para a entrevista coletiva e obrigatória rezar o seu rosário de desculpas. Pelo menos ficou quase um ano sem precisar delas.

Será que o Tsonga perguntou para o Nadal, antes de entrarem em quadra, se o espanhol estava se sentindo bem e melhor?  E será que perguntou depois do jogo?

Quantas declarações e quantas desculpas você já leu do Operário Ferrer?

O Murray não tem técnico, nem mesmo o Lendl, que formaria com ele a dupla “pelo amor de deus”, mas tem uma matilha de preparadores físicos, fisioterapeutas, massagistas e a escambau. Aí, no fim da temporada, ele ganha três torneios seguidos, sendo dois sem maior importância, perde nas quartas de Paris e estoura a virilha no 1º jogo do Masters dentro da sua casa. Quem ele vai despedir??

Notas relacionadas:

  1. Leituras perigosas
  2. O meu chapéu
  3. Federer x Nadal
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segunda-feira, 7 de novembro de 2011 Copa Davis, Masters 1000, Tênis Masculino | 12:32

Até daria

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Se Rafael Nadal saiu de Paris por conta da Copa Davis, Juan Del Potro não deixou por menos. Se não houvesse a reedição da final contra a Espanha – uma derrota atravessado na garganta dos hermanos – com certeza Delpo não teria se retirado no ultimo Master 1000 da temporada por conta de uma dor no ombro que o vem incomodando.

Nas ultimas duas semanas ele chegou à final de Viena e à semi de Valencia, o que deve solidificar seu ranking entre os 10 primeiros para a temporada, que foi um sucesso. No inicio do ano, após o Aberto Austrália, estava como #485 do ranking!

Matematicamente o argentino ainda podia se classificar para o Master de Londres, por isso não se pode dizer que foi uma decisão fácil. Mas, como eu já disse antes, o seu não comprometimento total com a final de 2008, pelo menos no ponto de vista de seu companheiro de equipe Nalbandian, deve ter pesado ainda mais na decisão. Ele deixou claro que a dor no ombro existe, mas até daria para jogar Paris em uma situação normal. Mas com certeza ele não quis correr o risco de piorar e depois ter que ouvir insinuações a respeito de quem quer que fosse.

Com isso, Delpo deve voltar à Argentina para se colocar a disposição do técnico Tito Vasquez, esquecer as quadras duras temporariamente e focar nas quadras de saibro que, se não é o seu forte, é onde será decidida a Copa Davis.

Notas relacionadas:

  1. Hay jogo
  2. Apagar das luzes
  3. Escolha
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011 Copa Davis, Minhas aventuras, Tênis Brasileiro | 19:10

Paixões

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Antonio Torello era um italiano de Genova mais paulistano do que a maioria dos nascidos em São Paulo. Mais do que uma coisa ou outra era um apaixonado. Apaixonado por tênis, por motos, por gadgets, por golfe, por negócios. Mais do que por qualquer dessas coisas, era apaixonado por pessoas. E por isso era apaixonado pela vida.

Leio o parágrafo acima e a única coisa errada que encontro é o tempo do primeiro verbo.

Meu relacionamento com ele não tem mais data. O Torello sempre esteve presente. Tivemos inúmeras aventuras juntos. Negócios que rolaram, negócios que não rolaram. Almoços e jantares regados a muita conversa, muita conversa sem jantares e muitos jantares e conversas que não aconteceram e deveriam ter acontecido.

Lembro do Torello na cadeira de juiz, e eu na de técnico, no Clube Sírio, em 1978, no confronto Brasil x Argentina pela Copa Davis, assim como no confronto Brasil x Chile no mesmo local e ano. Ele tinha uma ótima foto, que eu também tenho, do fim deste confronto, onde ele está do alto da cadeira de juiz, atento, enquanto um pegador de bola celebra nossa vitoria dando um pulo como se tivesse molas nos pés.

Ele gostava da Davis. Fez questão de ser o homem da CBT na nossa histórica vitória contra o Uruguai, em Montevidéu, em 1987, quando derrotamos os adversários por 3×2. Pela primeira vez tivemos um “cartola” que era, acima de tudo, nosso companheiro.

Como gostava também de carros, lembro dele jogando tênis com o Airton Senna na quadra central do Harmonia. Lembro dele andando com aquelas motos enormes, sua grande paixão – que eu sempre brincava do porque elas tinham que ser tão grandes?

Estive também no Chile e na Argentina com ele. À Ilhabela, que ele tanto gostava, e à Praia Preta. No Harmonia e no Sauípe. Vi o filho dele, o Rodolfo, crescer, mesmo à distância. Tornou-se um homem e o Torello vivia babando ao contar as histórias e os feitos dele, assim como da filha Isabel.

O Torello vendeu bolinhas de tênis, a PZM, e raquetes de tênis – a Kneissel, que eu arrumei na Áustria, junto com o amigo Kirmayr, para ele fabricar aqui. Vendeu gadgets e brindes também e sabe Deus o que mais. Não aguentou e voltou a trabalhar com o tênis, na Koch-Tavares, onde estava há alguns anos, fazendo algo que adorava. Usando seu charme e conhecimentos para tornar negócios e sonhos realidade.

Antonio Torello se foi. Se pudesse escolher acho que teria escolhido como foi. Vivendo uma paixão. Um dia após o anuncio da transferência do Brasil Open para São Paulo subiu em cima de uma moto e, junto com o irmão e amigos, invadiu a Argentina. A chuva, uma estrada ruim, um buraco sorrateiro e em um instante o Torello se foi.  Paixões podem ser perigosas. Mas ele sempre acreditou que há que vivê-las.

Antonio Torello, terceiro à esquerda, e amigos invadindo a Argentina.

Notas relacionadas:

  1. Lista baiana
  2. Gostei
  3. O sono dos justos
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  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. Última