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Arquivo da Categoria Copa Davis

24/09/2009 - 11:31

Logo de cara.

Dos confrontos sorteados para a primeira rodada do Grupo Mundial da Copa Davis 2010 dois se destacam.

A Sérvia recebe os EUA. Djoko e Tipsarevic vão ter a oportunidade de fazer uma recepção bem calorosa para os americanos. Será que eles vão para o saibro, já que Blake, Roddick, Querrey e outros menos cotados são razoavelmente ignorantes nesse piso? Não que Tipsarevic seja lá muito esperto na terra, mas Djoko pode fazer a diferença. Os sérvios têm ainda Zimonjic para as duplas e os americanos, suspeito, vão ter dificuldades em levar os melhores.

Mas o grande jogo da primeira rodada vai ser Espanha x Suíça no saibro espanhol. Isso se Nadal e Federer jogarem. Não sei qual eram os planos de ambos quanto a participação em uma primeira rodada. Mas agora, com esse sorteio, aquele que não jogar vai ficar parecendo que fugiu da raia. A ver.

O Brasil, que ficou no Zonal, aguarda o vencedor de Uruguai x Rep. Dominicana. O vencedor dessa chave enfrenta o vencedor de Canadá x Colômbia. Teoricamente devemos ter mais uma chance na repescagem.

federer_nadal_600 Rivais na Copa Davis

Autor: paulocleto - Categoria(s): Copa Davis, Tênis Masculino Tags: ,
23/09/2009 - 15:22

Pitadas

Toda quarta-feira abro jornal “A Folha de São Paulo” procuro o caderno de esportes e lá a coluna do tênis, escrita pelo colega Régis Andaku com um distanciamento que proporciona uma visão peculiar do tênis.

Régis nos deixa saber o que se passa pelo mundo do tênis, fazendo uma interessante mistura do tênis nacional e internacional, de fatos e opiniões. Além da coluna propriamente dita, acrescenta, em coluna lateral, pitadas do tênis nacional, em especial o juvenil e o de tenistas ainda em formação. É sua maneira de expor e auxiliar os que ainda não são noticias mas já estão na luta.

Na imensa maioria das vezes Régis não é polemico, pelo contrário, preferindo passear pelas notícias como um diletante e um escancarado apaixonado pelo esporte.

Por isso, foi com surpresa que li sua coluna de hoje sobre a derrota do Brasil na Copa Davis. Desta vez Régis decidiu ir na veia.

Menciona que houve gente defendendo jogadores “com mais espírito de Davis”, ao mesmo tempo em que diz, com razão, que seria impossível deixar de fora Bellucci e Daniel, assim como a dupla Sá/Melo, pelos resultados obtidos e, acrescento, pela ausência de resultados de outros.

Então, pergunta Régis, se tudo estava certo, o que deu errado, já que tinhamos a grande vantagem de jogar em casa e, no papel, um time melhor rankeado? Ele oferece duas razões.

Primeiro, o show de bola de Nicolas Lapentti. Algo que todos viram, aplaudiram e que não é nenhuma surpresa, mas não o suficiente para sugestificar uma derrota em casa para um tenista de 33 anos, em fim de carreira e com um ranking atual bem pior do que nossos tenistas.

Na próxima razão ele pega na ferida e escreve; “porque faltou um verdadeiro capitão ao Brasil, capaz de mexer com coração e mente, muito mais do que gritar palavras de incentivo. Para um grupo ainda inexperiente em Davis, como o nosso, faz diferença. Um capitão que, além de ser referência, seja personagem do confronto. Sendo a Davis o único torneio que permite a um técnico sentar ao lado da quadra e interferir no jogo, por que não fazê-lo?”

“Não se trata de catimbar, gritar ou tumultuar (às vezes até isso), mas de se levantar nas horas certas e fazer crescer o bom tenista quando tudo parece perdido. Mexer com os brios e mudar, ou a cabeça do jogador, ou o momento da partida, ou o destino do duelo. Com Nico inspirado de um lado e um capitão coadjuvante de um time inexperiente do outro, o resultado, visto agora, não parece surpresa, infelizmente.”

Pensei em ligar para o Régis e perguntar: onde assino embaixo? Já que tenho o blog, achei interessante publicar esse trecho da coluna. Eu vinha pensando como abordar o tema, que para mim é um tanto mais delicado. Por conta disso, acrescento minhas pitadas.

Nico Lapentti deitou, rolou e fez a festa porque deixaram. Não que para isso fosse necessário agredir ou mesmo intimidar o “gentleman” equatoriano. Longe disso e não é por aí. Mas, para isso seria necessária uma vivencia, conhecimento e, especialmente, uma liderança que não houve e já não há a algum tempo – para colocar todas as peças nos seus devidos lugares. Mas isso é uma questão de personalidade ou, no caso, a ausência de uma.

Chico Costa nunca fez um impacto como tenista e muito menos como técnico, dois critérios utilizados para a escolha de um capitão de Davis. Mas tem feito um impacto como um personagem que sabe se aproximar de pessoas no poder e se prestar ao papel que lhe oferecem. Por um bom tempo foi o de criticar e atacar aqueles que lutavam para construir, como ele agora pensa que faz. Foi recompensado com um cargo um tanto além de suas capacidades.

Hoje tenta se estabelecer “formando” tenistas, o que não fez até agora e, quando inquirido, batendo na tecla do que acredita ser “politicamente correto”, liberando aos ventos idéias pueris, simplórias e batidas como se fossem pensamentos profundos e inéditos. Isso quando não está criticando dura e publicamente jovens tenistas por aceitarem bolsas de estudos em ótimas universidades nos EUA. Não tenho certeza, mas acho que ele não tem esse currículo.

Mas Chico Costa é o capitão indicado e mantido pela CBT. Infelizmente, por motivos diretamente opostos a que Régis Andaku oferece como as razões que poderiam ter evitado essa derrota em uma excelente oportunidade desperdiçada.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Copa Davis, Tênis Brasileiro Tags: , , ,
19/09/2009 - 11:17

Tudo igual

Normal. Pelo menos o placar, senão os resultados. Agora as duplas recebem um peso ainda maior na equação. Marcos Daniel sofreu muito, como sempre acontece nas suas partidas na Davis, mas aguentou o rojão.

Em especial nos tie-breaks, momentos cruciais em qualquer partida. Especialmente o TB do terceiro set, que acabou sendo o que decidiu o jogo. Uma derrota do brasileiro ali e bau-bau. Por sorte, e competência, foi um bom momento de Daniel e um péssimo momento de Giovanni Lapentti. Dali para frente o equatoriano sumiu.

Infelizmente Thomaz Bellucci ainda não tem o que é necessário para liderar o time e vencer as partidas dos cachorros-grandes. O que não chega a ser uma surpresa, já que o paulista tem somente 22 anos incompleto.

O contraponto foi os 32 anos de Nicolas Lapentti, que sabe tudo e mais um pouco. Soube jogar os pontos importantes e, apesar da dificuldade do placar de cada set, soube também vencer em três sets.

Para o Brasil teria sido importante, senão a vitória, que seria muito bem vinda, a permanência do equatoriano em quadra por mais tempo. Lembrando, Nicolas tem que jogar hoje as duplas e amanhã as simples.

Com esses resultados, dá para dizer que as duplas de hoje podem decidir o confronto. E como duplas é muito de momentum e emoção, o público, um grande diferencial na Copa Davis, vai contar muito.

Mas eu queria mesmo era ter visto o quinto set do Stepanek x Karlovic.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Copa Davis, Tênis Brasileiro Tags:
18/09/2009 - 13:18

Mais equilibrado

Encarar o Equador em casa não chega a ser um pesadelo – com certeza o seria se a visita fosse a Guayaquil – mas também não deve ser um passeio no parque. O time é “copeiro” e os irmãos Lapentti têm bastante experiência na competição.

No entanto, Nicolas, o mais velho, está em fim de carreira e não tem mais as mesmas pernas e pulmão para carregar o time em três dias seguidos. Isso é uma tarefa hercúlea quando o tenista está no auge, na decadência fica bem mais difícil.

O caçula Giovanni sempre foi um peso morto nas simples e quase que se restringia a fazer uma boa dupla com o irmão. Além disso, seu jogo só incomoda nas quadras mais rápidas, também está em fim de carreira e nunca teve lá uma carreira para se gabar.

A força desse time equatoriano está centrada na inteligência, capacidade, cavalheirismo, simpatia, técnica e habilidade desse Nicolas Lappenti, que um dia foi campeão do Orange Bowl, das duplas juvenil com Gustavo Kuerten em RG, foi “top ten” (6), teve belíssimas vitórias, mas nunca deu a deslanchada que poderia ter dado, até por contusões. É ele, mais do que qualquer outro tenista, que decidirá o resultado desse confronto.

Do lado brasileiro, Marcos Daniel tem sua melhor chance de apagar as tristezas que viveu por conta da Davis. Sua partida de abertura contra Giovanni é uma “baba” que não pode desperdiçar. Ali o Brasil tem que fazer 1×0 – sem opção B.

A melhor partida do confronto deve ser a segunda de hoje, entre Thomaz Bellucci e Nicolas, pela qualidade dos dois tenistas. O equatoriano sabe que, para eles, essa é a partida crucial do confronto. Uma derrota ali sacramenta a derrota no confronto.

A partida das duplas, no sábado, deve ser a mais eletrizante. Tanto pela característica das duplas, como pelo aspecto de decisão. Independente de como esteja o resultado no sábado, esta dupla – Mel e Sá x irmãos Lapentti, promete em emoção. Até porque, para os equatorianos, também é vital.

No fim das contas, salvo desastres, deve dar Brasil até com certa facilidade. O time equatoriano ficou velho e joga fora de casa e de seu piso. O time brasileiro é mais equilibrado – dois singlistas e dois duplistas – tem um tenista jovem e confiante, uma dupla afiada, um segundo singlista que pode crescer dentro da competição e, suprema vantagem, jogo em casa.

lapentti Nicolas Lapentti – gentleman em quadra.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Copa Davis Tags:
24/08/2009 - 16:08

Inconsciente.

Como dizia Jack, vamos por parte. Estou de volta e tentarei, para não ficar prometendo, que não sou político nem devoto, dar um rock’roll no blog nos próximos dias. Afinal, estamos às portas do ultimo GS da temporada.

Vocês que querem Federer e Cincinnati logo de cara vão ter que se contentar com Ivo Minar e Copa Davis. O checo primeiro alegou que estava contundido e não jogaria o U.S. Open. Como mentira tem pernas curtas – êta ditado besta, já que ouço e leio mentiras todos os dias da minha vida e a mim parece que elas tem pernas bem fortes e longas – logo a federação checa divulgou que o rapaz foi pego com uma substância proibida, uma tal de pseudoefedrina, que eu não sei o que é mas imagino o que faz.

O tenista diz que “eu nunca conscientemente tomei qualquer substância banida”. Imagino por que eles usam a palavra “conscientemente”. Será porque estavam inconscientes quando tomaram ou lhe aplicaram, ou tomou algo sem saber o que era, ou tomou algo que, sem o saber continha algo proibido, ou se simplesmente a moça estava muito doidona.

Bem, isso tudo não é da minha conta e já estou de saco cheio dessas histórias. O que estou imaginando é o que isso vai fazer com o resultado do confronto Rep. Checa 3 x Argentina 2, pela ultima rodada da Copa Davis.

O exame foi feito logo após a vitória do Del Potro sobre o Minar, no primeiro dia do confronto. Está certo, o checo perdeu, mas jogou dopado, consciente ou não. Beijado ou não.

Será que os argentinos vão reclamar? Será que o certo é os checos perderem só aquele ponto? Ou deveriam perder o confronto? Afinal, ao colocar o Minar em quadra, os checos deixaram o Stepanek descansado para o quinto, o qual ele ganhou do Monaco e decidiu para a Rep. Checa.

Na verdade, o regulamento da Davis só preve o Time ser penalizado em caso da partida ser a Final, o que é, no mínimo, conflitante com as regras. Mas, assim é.

Minar – consciente, não.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Copa Davis, Tênis Masculino Tags: ,
13/08/2009 - 02:09

O time brasileiro na Davis

O técnico da equipe da Copa Davis, Chico Costa, não inventou para fazer sua convocação para o confronto contra o Equador, o qual decide se o Brasil sobe ou não para Grupo Mundial.

Felizmente Marcos Daniel acertou sua pandega com o presidente da Confederação, Jorge Rosa, e o técnico recebeu então permissão presidencial para convocar quem entendesse ser melhor. É bem claro quem manda no time.

Os dois melhores singlistas e a melhor dupla estarão em quadra, se não houver mudanças até lá. O técnico segue trazendo uma série de outros tenistas para o ambiente da competição, o que não sei se é a melhor estratégia para se concentrar uma equipe. A convocação de juvenis – que começou na minha gestão – eu concordo e acho essencial. Quanto a tenistas que, teoricamente, brigam por uma vaga no time, eu tenho séries duvidas se é o melhor cenário. É raramente feito em outros times e apresenta seus problemas. Além disso, leva para o recinto o técnico de cada um dos tenistas, o que também tem suas vantagens e desvantagens.

Mas como o técnico é o homem presente é quem deve avaliar e assumir as responsabilidades. Vale lembrar que os três juvenis presentes, assim como os quatro tenistas não-juvenis não convocados, não podem participar da competição, a não ser que um tenista titular seja dispensado, até quinta-feira antes dos jogos.

A única duvida na formação do time convocado é que com os dois duplistas escolhidos – Marcelo Melo e Andre Sá – o Brasil segue sem uma alternativa de singlista se Bellucci ou Daniel se contundirem no primeiro dia. Tirando isso, essa é nossa melhor formação atual, fora que eu sou fã da formação de dois singlistas e dois duplistas.

Pode-se argumentar a ausência de Bruno Soares, como já ouvi, mas acho temerário “quebrar” a dupla atual. Pode-se lembrar a ótima participação de Ferrero no último confronto, mas o gaúcho não manteve o padrão, nem acompanhou as recentes performances dos titulares.

Jogar em Porto Alegre oferece um bônus, já que Daniel e o técnico são gaúchos, o que deve motivar a gauchada, que não faz nenhuma questão de esconder seu bairrismo.

Como o time adversário é formado por um veterano; simpático, experiente e esforçado, mas um tanto desgastado pelos anos e por uma ausência de ritmo e resultados nas ultimas temporadas; e um boa-vida que nunca conseguiu fazer muito mais do que jogar à sombra do irmão e quando o fez melhor foi em quadras mais rápidas, dá para sonhar bem gostoso com um Brasil no Grupo Mundial.    

Autor: paulocleto - Categoria(s): Copa Davis, Tênis Brasileiro Tags:
14/07/2009 - 12:12

Amor à camisa.

Na ponta do lápis o comentário de Eduardo J em Arrepios está correto. Por conta disso, alguns tenistas ficam longe da Copa Davis e outros jogam sabendo que estão sacrificando algo mais em sua carreira. Americanos como Connors, Agassi e Sampras não tinham a Davis como prioridade e nem gostavam muito de jogar. Connors praticamente não jogou, os outros dois jogaram pontualmente e muitas vezes criaram razões para ficar de fora.

Federer não tem mostrado muito entusiasmo em jogar, primeiro porque não queria comprometer seu calendário e suas prioridades, segundo porque, provavelmente, achava que não podia “go all the way” e vencer. O que deixou de ser uma verdade com a presença de Wawrinka – eu iria mais longe, com o companheiro e ele no time a Suíça seria favorita. Ele se vê, ou se via, na posição de Gustavo Kuerten que a cada vez que jogava a Davis is para o confronto com a obrigação de vencer as três partidas.

Existem países onde eles deixam passar tal afronta; a Suíça deve ser uma delas e os EUA também. Na maioria seria caso de polícia. Na Espanha, Austrália, Brasil, Argentina e qualquer outro país sul-americano, no leste europeu, e por aí vai, seria o ostracismo do tenista, o que faz com que alguns jogem cedendo a essa pressão.

No entanto, nem tudo e preto no branco nessa vida, graças Deus. A esmagadora maioria joga porque defender seu país os toca de uma maneira como nenhuma outra competição.
Sou testemunha de espetáculos inesquecíveis nos confrontos de Copa Davis. À parte de ter sentado na cadeira dentro da quadra durante 17 anos, fui árbitro e juiz de cadeira de confrontos – Argentina x Uruguai e Argentina x Chile. Fui assistir outras tantas, incluindo a histórica vitória da Tchecoslováquia de Lendl, Kodes e Smid sobre a Argentina, quando Lendl venceu as duas simples sobre Vilas e Clerc e também as duplas, mostrando que a dificuldade de Federer não é novidade nem intransponível, e a também histórica vitória da mesma Argentina sobre os EUA de McEnroe, Mayer e Fleming, ambas em Buenos Aires.

Em todas elas, assim como olhando resultados de outras, algo salta aos olhos. A qualidade técnica e, especialmente, a emocional apresentadas. Toda partida de Copa Davis é uma final. E com a exceção de raras a maioria das finais não é tão forte nos dois quesitos. Na Davis não, especialmente o emocional. A pressão e a responsabilidade são enormes, já que os tenistas logo aprendem que ali o buraco é mais embaixo. Ali eles não jogam por si. Ali eles respondem a um time, um bando de amigos, o que pesa demais, e a milhões de fãs e torcedores que fazem daquele confronto algo como uma partida de Copa do Mundo para o público brasileiro. E isso tudo, como bem lembrou o Eduardo J, tem um custo enorme, de extrema dificuldade de avaliação para quem está de fora.

Copa Davis se joga por amor à camisa.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Copa Davis Tags:
13/07/2009 - 11:50

Arrepios

Os leitores mais assíduos perceberam que o portal teve problemas e ninguém conseguia acessar o blog. Espero que todos tenham encontrado boas alternativas de leituras e afazeres.

É uma pena que não tenhamos acompanhado nenhuma das quartas de final da Davis pela TV. Talvez seja pedir demais das TV – nunca tivemos tanto tênis na telinha, um luxo, comparado à realidade de 10 anos atrás. Mas só de ver algumas fotos, das emoções, comemorações e frustrações me dá arrepios na espinha. Relembro o quanto eu ficava alterado emocionalmente durante a semana dos jogos.

Leio em jornais e sites que houve surpresas nos confrontos. No entanto, achar que é surpresa os EUA perderem para a Croácia, como visitante e sem Andy Roddick, é simplesmente escrever chavões. Como é que um time com o Blake como titular pode ganhar de alguém jogando no saibro? Só com o outro titular fazendo mágicas e a dupla garantindo, o que não é bem o caso do Mardi Fish, outro cego no saibro. Não é à toa que o técnico McEnroe quer os gringos crescendo no saibro.

A Argentina apostou em Juan Monaco e numa duplinha sem vergonha e se deu mal. O guerreiro Monaco bem que lutou muito na primeira partida do confronto, sendo derrotado em 5 sets pelo Berdich. Mas na partida decisiva tomou uma aula do Galã de Praga de como jogar em quadras rápidas e sacar e volear – a praga do técnico argentino não fez o menor efeito. Stepanek disse que jogou com dores, Vasquez diz que o checo é um ator – provavelmente os dois estão certos. Del Potro fez o dele, não perdeu um set em dois jogos – animal! Sobre a dupla argentina é melhor não escrever.

A Rússia deve estar procurando o caminho de casa até agora. Mesmo jogando como visitante era favorita e esse confronto foi a única grande surpresa do fim de semana. Os israelenses fizeram o melhor de jogar em casa e do bom momento do Dudi Sela, que voltou confiante de Londres. O time da casa é muito unido e todos fazem parte da mesma geração – cresceram juntos. O país vem investindo na formação de tenistas, além de ter construído mais um estádio para a prática do tênis. O novo, inaugurado nesse confronto, hospeda 11 mil pessoas muito bem instaladas.
O time russo é o contrário. O seu amalgama é o técnico, o mais antigos dos capitães de Copa Davis mundo afora e seu principal jogador era o carismático e respeitado Marat Safin. Os outros não deram conta do recado.

Os espanhóis suaram muito para vencer em casa. Os alemães contaram com as ótimas vitórias de Kohlschereiber, que bateu Robredo e Verdasco, o que definitivamente não é para qualquer um, especialmente jogando de visitante. O alemão vai sair confiante desse confronto. Os espanhóis ganharam porque venceram as duplas, com Verdasco e Lopez, batendo Zverev e Kiefer. Fico imaginando se o Zverev enterrou ou se o Kiefer não é mais o mesmo. Já o alemão Beck perdeu as duas simples, uma delas no 5º set para o Verdasco, mas não dá para criticá-lo. Ferrero, que entrou no lugar de Robredo para vencer a quinta partida, deve estar curtindo o fim de sua carreira, ao contrário do Marat Safin.

Nas semifinais os checos vão à Croácia e os israelenses à Espanha. Os favoritos são os da casa. Os jogos são após o US Open e até lá, esperamos, Nadal estará de volta à quadras bufando pelas narinas, o que sentencia os israelenses a uma morte súbita. Quanto ao outro confronto, deve ser realizado em quadras rápidas, piso favorito de Celic, Karlovic, Ljubicic e Ancic – tudo sacador. Se o Berdich jogar bem e o Stepanek aprontar das suas, o confronto promete.

 

A Copa Davis pode ser um drama,

 

uma surpresa

 

 

 

ou alegrias.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Copa Davis Tags:
10/07/2009 - 23:08

Primeiro dia da Davis

O primeiro dia de Argentina x Rep. Checa foi como esperado. Com um pouco de sorte para os checos – Berdich conseguiu bater Mônaco no quinto set. Se perde, a vaca checa ia para o brejo. Del Potro bateu Minar em três, fácil. Nas duplas, ao contrário do anunciado, Del Potro deve ficar de fora. Tito Vasquez vai para o pau com Acasuso e Mayer, enquanto os checos são os favoritos com Stepanek e Dlouhy. A partida decisiva deve ser Potro x Berdich e por isso os dois descansam no sábado.

Os americanos estão apanhando dos croatas no saibro. Karlovic bateu Blake em 5 sets, no jogo dos fantasmas, e Celic venceu Fish. O confronto deve estar sendo uma coisa de louco Não tem um especialista de saibro em quadra. E tem leitor que contestou a escolha dos croatas de jogar no saibro. Mas, olhem, ainda tem jogo. Os irmãos Bryan devem ganhar as duplas e as simples inversas podem ir para um lado ou outro. Mas ainda quero ver o Blake ganhar de alguém no saibro.

Os israelenses estão surpreendendo os russos. Levy bateu Andreev em quatro e Sela venceu Youzhny, também em quatro. Os israelenses nunca estiveram tão bem na Davis. Safin deve entrar nas duplas, mas o ponto forte dos israelenses é a dupla Ram/Erlich.

Kohlschreiber disse que não é burro – sabe aprender com as derrotas, diz ele. Chegou a essa conclusão depois de vencer Robredo. Bem, se é assim, só ficou inteligente após perder quatro vezes seguida e com um técnico falando com ele nos games impares. E há gente que contesta o valor do silêncio. Verdasco suou, cinco sets, para bater Beck. O confronto está mais difícil do que os campeões imaginavam. E as duplas, eu não sei não.

 Karlovic, beijinho, beijinho, pau, pau.                                                          Blake, cry, baby, cry.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Copa Davis Tags:
09/07/2009 - 23:58

Sexta na Davis

Nesta sexta-feira tem as quartas-de-final da Copa Davis. Os confrontos são: Rep. Theca x Argentina, em Ostrawa, sem Stepanek, com dores nos joelhos, pelo menos na sexta-feira, e Nalbandian, recuperando de uma cirurgia. Os tchecos estão locos para devolver o “tratamento” recebido em BA. A cobra vai fumar.

A Croácia recebe os EUA, sem Roddick, que está ” contundido”. Sobrou para o Blake e o Fish. A Croácia vai de Karlovic e Celic. Um doce para quem advinhar o piso. Pensou carpete? Errou, saibro indoors. Acharam que o Roddick ia – o tiro saiu pala culatra. Dois sacadores jogando no saibro?? Em campensação tem o Blake!! Já imaginaram ele e o Karlovic no saibro. É o jogo de abertura – de cortar os pulsos!

Os russos vão a Israel, de Sela e Levy. O técnico deixou o Safin, jogando sua ultima temporada, no banco. Jogam Andreev e Youzhni.

Fechando, a Espanha recebe a Alemanha em Marbella, sem Nadal e Haas. O espanhol está ocupado cuidando do joelho. O alemão deve ter ido cuidar daquela mulher dele.

Amanhã eu comento os resultados.

 

 

Autor: paulocleto - Categoria(s): Copa Davis, Tênis Masculino Tags:
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