Nem vai ser fácil para o Djoko como diziam, nem será curto como poderia se esperar para Bellucci. Djoko teve que usar do seu estatus para vencer o 1o set no TB. Bellucci administrou bem o 1o set, mas bobeou logo no início do 2o e acabou o perdendo – e agora foi para o 3o, mas vai longe.
Nalbandian perdeu para o hungaro Ungur e 4 sets. O argentino está tentando, do jeito dele, uma sobrevida. Sei não. Vai comer uns churros lá na Mouffetard para tirar o gosto amargo da derrota precoce.
Primeiro “jogão” do torneio. O sacador Kevin Anderson bate o portuga Rui Machado 11/9 no 5o set.
Outro decadent sans elegance, Lleyton Hewitt, também está fora. Ganhou um convite e perdeu para Kavicic (quem?) em 4 sets.
Thomaz encontrou forças para virar o 3o set que perdia por 2/5. O Troicki adotou a tática “maos esperar para ver o que vai dar” e descobriu do pior jeito – mais um. No fim do set o sérvio arrepiou a raquete – multa nele.
Ahh – o Djoko ganhou em 3 setinhos; 7/6 6/3 6/1. Depois do 1o set foi que nem quiabo.
Cai em um daqueles buraco negros que somos obrigados a assistir nas transmissões dos Slams, ao acompanhar o 3o set da partida entre a nova esperança feminina dos americanos, Christina McHale, e a holandesa Kiki Berten. A partida acabou com a vitória da americana, 2/6 6/4 6/4, depois de muitos erros e muitas tremidas de ambos os lados.
Se McHale é a esperança dos americanos, eles estão bem mal de esperança. Quanto a holandesa, ela melhorou, pelo menos a aparencia, após perder vários quilos, continu tendo uma boa direita e um saque ridículo.
Para quem gosta de periguetes, uma má notícia. Alize Cornet perdeu mais uma 1a rodada. Para quem gosta de tênis, Sesil Karatantcheva, que ficou dois anos longe das quadras por se meter com drogas, passou fácil pela 1a rodada sobre a hungara Babos. Já faz uns três anos que ela voltou, mas ainda não embalou.
A Na Li passou que nem trator pela romena Cirtea, outra com muito talento, uma beleza diferente e uma cabecinha que lhe emperra a carreira.
A Jankovic, #21, sua para ganhar qualquer jogo atualmente. Venceu a desconhecida austríaca Achleitner por 7/5 na negra. Ela faz parte daquela lista de tenistas da WTA que foram #1 sem nunca vencerem um GS. Chegou lá com um técnico. Quando chegou mandou o fulano embora. Ridícula. Depois só decepções.
Cai da cama, após um fim de semana puxado, pelo menos no quesito estrada, liguei a TV lá pela 7.30 e a Azarenka, #1 do mundo, estava no meio de um papelão. Perdeu o 1o set 7/6 e perdia por 4/0 para a italiana Alberta Brianti. Estava a dois games da grama.
Em uma demonstração da mais pura ignorância, só dava pancada nas bolinhas, errava todas ! No fundo, era estresse de 1a rodada da principal favorita, ela que ainda não tem grandes resultados na terra. Não vou dizer que o fato de ter contratado logo a Mauresmo, que tremia mais do que vara verde em RG tinha algo a ver, porque seria maldade.
A partir do 4×0 a Brianti achou que iria desclassificar a melhor do mundo só cozinhando em banho maria. Dançou! Aos poucos, a outra foi armazenando pontos, tirando um pouco a mão da bola – e que mão pesada tem a bieolorussa – entrando no placar.
A italiana ficou mais paralisada do que transito em véspera de feriado, olhou a banda passar e perdeu por 6/7 6/4 6/2. Ou seja, a partir do momento que acordei a partida foi 12/2 para a Aza. Agora a moça terá que conversar um bocado com seu técnico e com sua guru Mauresmo (noossaaa!), mas o pior já passou. Conseguir virar um jogo desses na 1a rodada dá uma injeção de confiatrix.
Não acredito em surpresas na chave masculina de Roland Garros. Infelizmente, porque adoraria ser surpreendido por um novo “Gustavo Kuerten 1997”, quando o catarina surgiu de fora do radar de todo o mundo do tênis para ficar com seu primeiro título. Com a dominância dos atuais quatro mosqueteiros, que como no livro de Dumas na verdade são três – porque até agora Murray é uma promessa não comprida, uma força nos Masters Series, mas não nos Grand Slams e menos ainda no saibro – fica difícil em acreditar que alguém fora desses três possa ficar com o Troféu dos Mosqueteiros.
Talvez um Berdich, se encontrar o Axterix nas ruas de St Germain e tiver a melhor quinzena da carreira, o que acho ambas improvável. E só para mencionar as zebras; Monaco, pelo o que vinha jogando antes da contusão, Tsonga, para falar de um francês e porque é #5 do mundo). Mas quem iria bater Nadal?
Na chave feminina a realidade é outra. Aquilo é um saco de gatas e qualquer coisa pode acontecer. Só para entender, a maior favorita é Maria Sharapova, que até um ano atrás era um peixão fora d’água na terra. Ainda o é, mas as outras não conseguem aproveitar.
Essa é uma chave que alguém pode correr por fora e levar. Serena, a mulher a ser batida. A talentosa paparra Radwanska, #3 do ranking que nunca fez nada demais em um GS. A #1 Azarenka que contratou a francesa Mauresmo, que tremia como vara verde em Paris, a maluca da Bartoli, a Wozniacki, que despencou para #9 do mundo (será que agora ela ganha?), a novidade Kerber e qualquer outra que se convencer que as adversárias são ganháveis.
Uma repassada rápida nas chaves. Quem quiser olhar as chaves para acompanhar melhor a conversa:
O coitado do Hewitt, que entrou como WC, pega o Djoko logo na 2ª rodada, se lá chegar. Mais interessante será a partida da 3ª rodada do sérvio com Melzer. Verdasco também está por alí.
Harrisson e Simon na 1ª rodada – interessante. Nesse lado dessa chave, que é uma das mais fáceis, estão os brasileiros. O adversário de Thomaz é o sérvio Troicki, que alguns leitores caracterizam como fácil, o que discordo. Tem muito tenista mais frágil do que esse ranheta sérvio, que não é de dar jogo para ninguém – além de ter ganhado o único confronto, que foi na quadra dura. João Souza enfrenta o alemão Stebe, que se não é nenhum fenômeno é um cara talentoso e com bom arsenal – o vencedor enfrenta Tsonga, #5, que enfrenta um Qualy na 1ª rodada.
A 2ª seção da chave superior tem Federer em cima e Berdich em baixo, com Del Potro no meio, indo primeiro para cima do tcheco. Tem também Nalbandian, que adora fazer arte e vai ter essa oportunidade na 2ª rodada, logo para cima do Federer, um jogo imperdível.
A chave inferior começa, lá embaixo, com Rafael Nadal enfrentando o galã Bolelli. Mais acima, numa possível 3ª rodada, Monaco enfrentando Raonic, imperdível. O vencedor encara Nadal. Mais acima “A chave das babas”, com Almagro e Tipsarevic liderando – alguém ali vai fazer uma festa em Paris.
A última chave tem Andy Murray em cima e Ferrer em baixo. Não sei se Murray vai seguir o conselho de Boris Becker, ninguém segue, de sair de Paris para economizar as costas e focar na grama. Como o acaso é um caos, os dois colombianos, Giraldo e Falla, se enfrentam de cara. O vencedor deve pegar Tomic, que ainda tem muito que aprender, e está aprendendo, para então encarar Murray. O Gasquet está por ali, mas alguém quer colocar uma grana nele? Ele enfrenta o Dog na 3ª rodada. Ferrer, lá em cima, deve passear por Ramos, na 2ª e Youzhny na 3ª. Enfrentaria então o vencedor de Granollers e Isner. Se o americano adquirir ritmo, se empolgar e até ir a uma semifinal. Tô chutando.
Para fechar, Rogério Silva conquistou hoje, batendo Javier Martin e passando pelo qualy, o direito de jogar o seu primeiro Roland Garros, aos 28 anos, com certeza um feito a ser aplaudido. Seu lugar na chave será sorteado e com certeza um dos meus leitores colocará nos Coments.
A Chave Feminina, de cima para baixo.
Lá em cima, Azarenka só deve suar na 4ª rodada contra a baixinha Cibulkova. Na 2ª parte da chave, Lisicki encara a maluca Mattek-Sands na 1ª rodada. Na 2ª rodada a Makarova, encrenca! Em baixo, a Sam “O’Connors” Stosur deve encarar a Petrova na 3ª rodada.
Na 2ª parte da chave superior, Radwanska acima e Bartoli abaixo. Radwanska deve enfrentar Venus, que não é cabeça de chave, na 2ª rodada – a americana deve tomar uma aulinha, mas eu nunca aposto em jogos femininos. Para piorar, Kuztenetsova na 3ª rodada e, para completar, Aninha Ivanovic na 4ª rodada – êta chavinha encrencada. Em baixo Bartoli passeia até a 4ª rodada – então Kerber ou Penetta.
Na chave inferior, na parte de baixo, Sharapova em cima e Serena embaixo – o bicho vai pegar na 4ª rodada. Para o lado da russa, com boa vontade, a Pavlyuchenkova e de muito boa vontade a Kirilenko – a minha mulher não pode ler isto! Serena deve pegar a Goerges na 3ª rodada, imperdível e imprevisível. Quem seguir vai encarar a vencedora da chave que tem Wozniacki e mais ninguém. Para completar, a última chave, Na Li em cima e Kvitova em baixo. A checa deve estar começando a sentir a pressão, já que a queda dos pontos de Wimbledon estão se aproximando. Eu olho a chave dela e não vejo ninguém, mas sei lá, a moça esqueceu como se ganha torneios. A Schiavoni vem babando para o lado dela, mas é outra que não ganha mais. Na parte de cima, Zvonareva, outra em crise, pode caminhar até a Li, que não pega nada difícil a não ser que ela mesma dificulte as coisas, o que não é impensável.
Bom Fim de Semana e não deixe de Cutir a página do Blog no Face:
https://www.facebook.com/BlogDoPauloCletoTenisnet
Um video, muito legal, cortesia de um leitor, para lembrar de RG 2011.
Seguindo ao que foi combinado, aqui está o espaço do Bolão não oficial do Blog, espaço conquistado pelos leitores que gostam de medir seus conhecimentos do tênis e suas habilidades de prever o desenrolar do torneio. Divirtam-se.
Abaixo o link para as chaves do torneio para ajudar em suas previsões:
Quem leu meu texto poucos dias atrás http://colunistas.ig.com.br/paulocleto/2012/05/20/em-nice/ não ficará tão surpreso com o placar da derrota de Thomaz Bellucci para Simon – 7/5 6/0. Um primeiro set disputado, jogado, e um segundo set sem empolgação.
É quinta-feira e, suponho, a cabeça de Bellucci já está dividida entre Nice e Paris. Não serei eu que direi que deva ser assim ou assado, pelo contrário, mas imaginava que poderia ser. Afinal, anos acompanhando o circuito e tenistas servem para alguma coisa. Desta maneira, Bellucci chega a Paris mais “rodado” do que se não jogasse Nice.
O maior sonho de consumo do brasileiro é bons resultados em torneios Grand Slams, que é onde o tenista tem o melhor palco para mostrar suas qualidades, além de oferecerem mais pontos e maiores prêmios. E o Grand Slam onde Thomaz Bellucci tem mais chances de brilhar é no saibro de Roland Garros.
Talvez obedecendo o coração de mãe, Kim Clijsters anuncia, mais uma vez, o abandono do circuito. Ela avisa que não joga Roland Garros, joga Wimbledon e os Jogos Olímpicos e encerra a carreira no Aberto dos EUA.
O torneio de Nova York é o principal de sua carreira, onde venceu duas vezes. Uma antes e outra após o “encerramento” da carreira. Essa vitória foi uma das conquistas mais inexplicáveis e um “tapa na cara” das melhores do circuito. Como que uma mulher fica dois anos longe das quadras, é mãe, volta e coloca todas para dançar? Ela encontrou uma maneira e causou a maior surpresa das ultimas décadas no tênis profissional. Além dessa obviedade da escolha, “sua” casa nos EUA, a casa de seus sogros, fica bem próxima de Flushing Meadows e é lá que ela se hospeda durante o evento.
Kim é antítese das mariasharapova, serenaswilliams, martinashinguis. Uma figura simpaticíssima, mas de verdade, não “construída” nas salas de marketing ou nas tentativas infrutíferas que a mídia proporciona a quem a ele tem acesso. Não é uma chata de galocha, inimiga de suas adversárias, preocupada com seus looks, escrava de suas vaidades e aprendiz de fashionista. Ela é uma tenista na melhor definição da palavra. Foi excelente e atingiu o sucesso no que se propôs a fazer, sem perder o foco em ser também excelente como pessoa. O que conquistou foi sempre com um sorriso e uma transparência de coração de desarmar qualquer um – até um Lleyton Hewitt, com quem esteve a dias de se casar, mas que acabou ficando com uma “atriz” e “jornalista”, outra antítese de Kim.
Seus próximos meses serão extremamente emotivos. A belga é outra para curtir enquanto estiver por aí e fará falta quando se for.
Aproveitando a pergunta de alguns leitores e amigos, informo que minha parceria com a ESPN terminou após o Aberto da Austrália. Foram 15 anos como representante do Tênis dentro de um canal que começou como uma grande aventura e da maneira mais modesta. Fui convidado por José Trajano, com quem tinha trabalhado anteriormente e que saiu da direção do canal no fim do ano passado. Foi uma excelente experiência e um belo aprendizado.
Logo no início ajudei a produzir o Jornal do Tênis, onde eu tinha a minha “coluna”, um programa semanal que foi ao ar quando assumi os custos totais da produção, custo que corri atrás vendendo cotas do programa. Felizmente, mesmo sendo na infância da TV a cabo, nunca perdi dinheiro, pelo contrário, algo do qual me orgulho.
Naquela época – pré Gustavo Kuerten – a ESPN ainda tinha os direitos dos Master Series, que veio a perder para a SporTV. Durante alguns anos, editei e comentei os jogos dos MS, que eram passados em tape e não tinham a mesma audiência e a repercussão atual.
Após sete anos de JT, surgiram conflitos sobre o comercial, decidi não arcar mais com os custos e o programa JT eventualmente saiu do ar. Voltou há uns dois anos, acredito.
Após anos viajando – como treinador e depois como colunista do Jornal da Tarde e Estadão, para onde fui graças ao convite do amigo e jornalista Edu Carvalho – em 2005, decidi viajar menos e passei a comentar os Grand Slams no canal, sempre dos estúdios no Sumaré, bairro paulistano. Nesse período encarei também Olimpíadas, torneios menores, exibições e comentários na internet. Abracei todos com gusto e dedicação. Essa foi a realidade até o Aberto da Austrália deste ano.
Agora, com alegria e uma pitada de ansiedade, vou mergulhar nas infindáveis alternativas que a vida oferece, escolhendo as que me trarão maiores felicidade, que é meu motto de vida para o resto dos meus dias.
Sobre o assunto, o Paulo Coelho, entre outros, tem uma colocação mais óbvia. Mas fico com a de Rainer Rilke:
Começou hoje a Qualificação de Roland Garros que, desde o ano passado, os franceses caracterizam como um evento per si – o “Qrg”. Vários jogos já aconteceram esta manhã, pela graça de São Pedro que, após o papelão de Roma, interrompeu hoje uma semana de chuvas intermitentes em Paris.
O evento reúne 112 tenistas, homens e mulheres, de acordo com seus rankings, e 16 convidados da organização, para disputarem as ultimas 16 vagas na chave principal, também de 128.
Até poucos anos atrás o evento era realizado no Jean Bouin, clube a quatro quadras de Roland Garros. Após a construção da Suzanne Lenglen e das outras quadras veio para Roland Garros, fazendo parte do evento como um todo.
A Federação aproveitou para também começar a cobrar o ingresso. Sim, o que antes era grátis, hoje custa. Bem, os tenistas também não ganhavam para jogar o qualy – hoje ganham.
Qrg terá, entre muitos outros, a presença de Tommy Haas, que já foi #2 do mundo. Também Gicquel, Zeballos, Serra, Golubev (que já era), Ginepri, Michael Russel (aquele!), Sergei Bubka (que já foi), Schwank, Minar e uma leva de jovens tentando subir na vida, que são os mais interessantes e desconhecidos.
Na chave principal de simples, já estão assegurados os brasileiros Thomaz Bellucci e João Souza. Nas duplas, Marcelo Mello e Bruno Soares. Outros brasileiros foram a Paris tentando passar pelo Qrg.
Rogério Silva já venceu sua 1ª rodada, hoje pela manhã, batendo o alemão Dustin Brown e agora enfrenta o francês Rochette. Julio Silva já foi eliminado pelo espanhol Daniel de La Nava. Thiago Alves enfrenta o holandês Isak Van der Merwe.
Qrg é só o começo da festa tenistica na Cidade Luz.
Monday, Monday, sometimes it just turns out that way”
Talvez tenha sido pela segunda-feira, que é dia de primeira rodada e não de final, mas o fato é que a final foi anticlimática, mais do que nada pelo desempenho abaixo do par de Novak Djokovic.
A característica mais marcante da subida de Novak na sua dominância da temporada de 2011 foi a sua capacidade de fechar as portas para os adversários com uma segurança e frequência absurdas.
Hoje, o Djoko não lembrava o dominador de então nem de longe. As partidas entre ambos sempre foram longas, disputadas, renhidas. O sérvio não parecia estar com sua cabeça e mente no patamar exigido para uma vitória sobre Rafa Nadal no saibro lento. Se é um fato, como alguns leitores mencionam, que ele prdeu a concentração por conta de um erro crasso de um juiz de linha, isso só confirma o que digo.
Nadal jogou bem, cortando os erros, especialmente no revés. Mais do que mudar a técnica ele mudou o “approach” mental. Ao invés de forçar, como andou fazendo, escolheu colocar mais uma bola em quadra, sem tanto peso, e de preferência, quando possível, no revés adversário, não só na cruzada, como insistia.
O revés de Novak é excelente, mas é mais para abrir ângulos e buracos na armadura adversária. O golpe de misericórdia é seu forehand, que não estava andando como eu já vi antes. Nadal diminuiu a alimentação do monstro.
Além disso, por alguma razão, o saque de Djokovic estava naquele padrão antigo, sem incomodar tanto – especialmente na hora de sair do buraco. Ou teria sido o fato de Nadal ter se posicionado lá atrás, ter mais tempo para reagir e afundar a devolução.
O fato é que se a partida foi atípica para Djokovic não foi para Nadal. Primeiro porque para Nadal siginificava chegar a Paris como #2 do ranking, o que o tirou da chave do algoz. Mais do que nada porque o espanhol continua sendo capaz de focar como ninguém quando entra em quadra, o que é um martírio para qualquer humano normal – e até um anormal como Djokovic. Ainda mais se enxergar tudo vermelho à sua frente – com o azul já nem tanto. Mesmo na segunda-feira.
Foi técnico de jogadores como Luiz Mattar, Jaime Oncins, Carlos Kirmayr e Cássio Motta. Dirigiu a equipe brasileira na Taça Davis durante 17 anos e a equipe olímpica em Seul, Barcelona e Atlanta. Foi chefe da equipe no Panamericano de Winnipeg e técnico de equipes juvenis brasileiras campeãs Sul-Americanos e Mundiais.
Além disso, fundou a primeira academia de tênis do país. Realizou, organizou ou foi árbitro de mais de 45 torneios profissionais no país. Foi colunista do Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Rádio Eldorado. Hoje, além de escrever no blog, é comentarista de TV na ESPN. Escreveu e editou o livro “Gustavo Kuerten e Roland Garros - Uma história de amor”.