21/11/2009 - 16:45
Roger Federer saiu em defesa do francês Henri no caso da “mão de deus” versão francesa. Vale lembrar que Henri é companheiro de Roger nos comerciais da Gilette, junto com Tiger Woods e Kaka. Não li nenhuma declaração do Kaka.
Eu assisti o segundo tempo da partida entre França e Irlanda logo após sair da quadra e bater minha bolinha no clube. Era um fim de tarde glorioso e não me pareceu haver programa melhor do que sentar debaixo da jaqueira com amigos, tomar sucos de melancia e acompanhar uma partida decisiva pela Copa do Mundo, especialmente com chances de dar zebra.
Acompanhei quando o francês meteu a mão na bola, o gol, os irlandeses reclamando, o juizão, com a soberba natural dos juizes, ignorando as reclamações e o Henri fazendo cara de paisagem. Fiquei imaginando, quando a TV mostrava carinha do francês, se algum irlandês lhe iria lhe mandar poucas e boas, assim como para o juizão.
Os irlandeses, logo eles, levaram numa boa, no quesito ir à loucura, pelo menos os que estavam em campo. No final um deles até ficou sentado batendo papo com Henri, o que é surreal para mim. Agora, o mundo deve estar caindo para o juizão. Imagino se será crucificado ou, como muitas vezes acontece, será prestigiado. Já o Henri está sendo acusado de trapaceiro para baixo – na Europa a coisa está feia para o lado dele – e a FIFA, assim como a ATP, olha para o outro lado e finge que o problema não é com ela.
Pressionado, Henri diz que deveriam jogar uma outra partida, até porque sabe que a FIFA nunca concordará, como já avisou. Aí é fácil fazer o mea cupla – pergunta para o Agassi. Quero ver é bancar o macho honrado na hora certa.
Na Inglaterra os jornais britânicos foram perguntar para Federer o que ele achava da atitude do amiguinho dele.
Roger acha que quem tem que apitar é o juiz e que o Henri não tinha a obrigação de confessar, em campo, a sua falta. Confessar depois já está de bom tamanho. Amigo é para essas coisas. Se não marcaram nada, o erro é do juiz e do sistema e não de coitado do Henrizinho, pensa Federer. O suíço aproveita para cutucar a FIFA e afirmar que chegou a hora do futebol utilizar a tecnologia disponível. Ele, que nunca gostou do hawk eye, mas o utiliza a torto e a direito, diz que o futebol precisa da tecnologia mais do que o tênis.
Federer diz que não dá para usar replays em futebol para qualquer coisa, mas que algo deveria ser feito para que casos como esses não aconteçam. É genérico demais, já que 10 cabeças teriam 10 idéias diferentes. Agora, diz o tenista, o assunto tomou proporções políticas, o que não deveria acontecer, diz ele.
Eu nunca gostei da personalidade do Henri, mas não consigo imaginar nenhum outro jogador levantando o dedo e confessando o ato impróprio ao juizão, que no tira teima da TV Globo estava encoberto na hora H. Antes eu estivesse errado. Foi um daqueles infortúnios, próprio do futebol, onde a tragédia falou mais alto do que a ética e o fair play. No fundo, acho que a FIFA adora que essas coisas aconteçam. Mantém o estigma do futebol.


Algumas pérolas que os jorna britânicos, que estão possessos, publicaram na internet.
Autor: paulocleto - Categoria(s): Light, Tênis Masculino
Tags: Roger Federer
20/11/2009 - 19:37
O formato de dois grupos de quatro vem sendo usado no tênis profissional desde os tempos de WCT do arrojado Lamar Hunt. Fico imaginando quantos dos leitores sabem, sem ir correndo para a wikipedia, o que foi o WCT e quem foi Lamar Hunt. Ou quantos tenham ido ao Ibirapuera assistir quando o evento aconteceu por aqui.
O Masters era da FIT desde 1970 até 1990, quando a ATP dos tenistas o surrupiou dos cartolas, que tentaram, por um tempo, fazer outro, paralelo, e com uma montanha de dólares que Boris Becker chamou de obsceno, algo sobre o qual o alemão fala de cátedra. Em 1999 a FIT entrou em um acordo com a ATP, desistiu de seu evento e ambas passaram a administrar o atual Masters. Mas chega de história e vamos dar uma olhada nos grupos.
Grupo A: É o mais forte, inclusive pela presença de Federer. O suíço talvez se motive a jogar bem o último evento do ano que o consagrou como o melhor da história. Seria de se esperar. Como não tem feito nada demais nas últimas semanas, está com o físico intacto. Resta ver a confiança, a qualidade que faz o diferencial no seu estilo.
Andy Murray, que volta de uma contusão no pulso, só pode estar cansado de não fazer nada nas ultimas semanas. Jogar bem em Londres será sempre uma faca de dois legumes para o britânico. Tem a motivação de jogar para seu público e com ela vem o lado escuro do tênis – a pressão. Pelo menos não é Wimbledon. Pode aproveitar para tirar o peso das costas, o que seria bom para seu futuro no All England. Atrofia qualquer um, inclusive o Federer. Mas é uma incógnita.
Alguém precisa avisar o Delpo que a carreira não acabou com a sua conquista no Aberto dos EUA. Pelo contrário – agora é que o bicho pega. De lá para cá o argentino está com a cara de quem passou a noite da gandaia. Acorda!! É perigoso, mas parece estar se guardando para 2010.
Fernando Verdasco está no Masters pelo o que fez no primeiro semestre. É outro que não vem se apresentando no seu padrão. Ou será que esse é seu padrão? Corre por fora e sem pressão.
Se for para adivinhar, o que odeio, passam para as semis o suíço e o escocês.
Grupo B- O mais embalado e o que está jogando melhor, de todos, é o sérvio Djokovic. Venceu dois torneios seguidos e levará essa confiança para Londres e para 2010. Mostra, a cada dia, que, mesmo não sendo o mais técnico, é um grande competidor. Adora vê-lo jogar os pontos importantes.
Rafa Nadal é a incógnita. É o melhor competidor do tênis atual e um dos melhores da história, mas não está em sua melhor fase. O pior, para ele, é que a Espanha está na final da Davis mais uma vez e vai vencer mais uma vez. (Será que a CBT vai contratar o Albert Costa para 2010?) Vem patinando em semis e finais e não vence um torneio desde Roma, o que é muito pouco para seu padrão. Mas quem é macho de apostar contra?
É uma dureza escrever sobre Davydenko. O cara é ótimo tecnicamente, mas não tem coração. Parece um cantor de blues branco nascido em Boston ou sambista de olhos azuis criado nos Jardins. É horrível de torcer, a favor ou contra. Fora que treme na hora da onça beber água.
Soderling. Esse é tão maluco que se eu fosse produtor de Hollywood chamava o Jack Nicholson, quando jovem, para fazer seu papel – “here´robin!”. Até o Norman chegar à sua vida não tinha um único amigo no circuito. Agora tem o Norman. Se a Hingis estivesse por aí casavam e teriam um filho. Já imaginou o que viria? Mas gosto de vê-lo jogar, especialmente quando está motivado, o que não é assim tão comum. Tem que se tirar o chapéu para alguém que bate a direita como ele bate, com aquele bração, e aquela esquerda que eu roubava e não devolvia.
Nas semis devem ir Djoko e Nadal. Mas não perco por nada o jogo entre o sueco e o espanhol.
Os oito galáxicos no O2
Autor: paulocleto - Categoria(s): Grand Slam, Masters, Tênis Masculino
Tags: Masters, Nadal, Roger Federer
19/11/2009 - 13:06
A Federação Americana reflete a culpa do resto da sociedade americana e segue se eximindo de punir a baixaria de Serena Williams no Aberto dos EUA. Logo após o incidente eles prometeram agir imediatamente; averiguando e punindo. Averiguar o que? Todo o mundo assistiu a agressão verbal e as ameaças. Quanto ao que a mocinha falou é só perguntar àquela juizinha que, na verdade, não deveria nunca mais entrar em uma quadra de tênis. Só que o que ela fez não justifica a que a Serena fez.
Se a Serena fosse branquinha, ou pior ainda, russa ou imaginem argentina, teria tomado um gancho que estaria considerando virar dona de casa. Mas a culpa, e o fato da moça ser a primeira do ranking mundial, não deixa os dirigentes agir.
Agora veio à cena Patrick McEnroe, capitão do time da Copa Davis e chefe do programa de desenvolvimento da federação, declarando que não faz sentido punir a moça a essa altura do campeonato. Ele argumenta que já passou muito tempo e os punidos seriam os australianos, que ficariam sem a tenista em seu Grand Slam.
Patrick não deixa de ter razão, mas, ao que parece, essa era a estratégia dos americanos, que usaram seu contratado para lançar a idéia pela mídia. Patrick critica a falta de atitude da federação, mas lança a desculpa perfeita para não agirem.
Agora os australianos também pressionarão o FIT para que tudo fique como está e que o incidente seja varrido para debaixo do carpete. Vamos ver como fica. Lembram quando a gente falava que nos EUA essas coisas não acontecem??
Serena delicadamente explicando que não foi foot-fault.
Autor: paulocleto - Categoria(s): Grand Slam, Tênis Feminino
Tags: serena williams
18/11/2009 - 13:01
Fui algumas vezes ao Masters quando era realizado em Nova York e Hannover. Na primeira, o evento era ótimo, na segunda uma droga. Na primeira, era realizado no Madison Square Guarden, em Midtown New York, uma cidade que ferve. Na segunda, em um complexo mastodôntico, feito para uma feira mundial, nos arredores de uma cidadezinha fria que era o fim da picada. Não fui a Xangai, onde presumo adoraria a cidade e odiaria o evento.
Nova York era campeã pela cidade, pelo local e pelo público, componentes chave de um evento, além dos os atletas, of course. Enriquece demais o calor do público que sabe como e quando aplaudir e quando silenciar. O tenista intui quando o pessoal das arquibancadas é tenista ou pára-quedista e seu desempenho espelha o fato. Para o público visitante, a cidade onde é realizado o evento é uma enorme diferença, para o bem ou para o mal.
Hannover tinha um bom público, os alemães viviam a febre de Graf e Becker, além de entenderem o tênis, o local era estranho, mas passável – algo como um gigantesco Anhembi – mas a cidade era de chorar. Um frio cão, ninguém nas ruas, nenhum lugar para ir, uma tristeza de cortar os pulsos.
Xangai, eu imagino, seja uma cidade interessante, o local devia ser bom, mas o público era de chorar. O pessoal e o tênis estavam em galáxias distintas. E para nós, que acompanhamos pela TV, evento do outro lado do mundo é de ir à loucura pelo fuso horário. Minha mulher deve pensar seriamente em me largar durante o Aberto da Austrália e as transmissões da madrugada. Eu, se pudesse, me largava.
Por conta disso, a minha expectativa com o Masters em Londres é bem positiva. A cidade é ótima, quanto a isso não há duvidas, apesar de que o local do evento, a Arena O2, ser fora do centro da cidade, lá onde Judas perdeu as botas no lado oeste e do outro lado do rio. Nada que um “tube” ou um taxi não resolva.
A Arena é “state of the art”, um local que nos faz sentir terceiro mundo apesar de sermos a sede da próxima Copa do Mundo e Olimpíadas. Imagino se um dia teremos um lugar daqueles por aqui e com os eventos para acompanhar.
O público inglês é também um dos melhores, tem por quem torcer, e tenho a suspeita será mais participativo do que o que comparece ao All England Club, local que inibe e constrange. Já foram vendidos 250 mil ingressos para os oito dias. Além disso, a imprensa é a melhor do mundo, de longe, e bota longe nisso. Isso ajuda a elevar o padrão do evento, dentro e fora da quadra, de maneiras objetivas e subjetivas.
Grupo A
Roger Federer
Andy Murray
Juan Martin del Potro
Fernando Verdasco
Grupo B
Rafael Nadal
Novak Djokovic
Nikolay Davydenko
Robin Soderling
DUPLAS
Grupo A
Daniel Nestor-Nenad Zimonjic
Mahesh Bhupathi-Mark Knowles
Frantisek Cermak-Michal Mertinak
Mariusz Fyrstenberg-Marcin Matkowski
Grupo B
Bob Bryan-Mike Bryan
Lukas Dlouhy-Leander Paes
Lukasz Kubot-Oliver Marach
Max Mirnyi-Andy Ram
Considerações a respeito dos grupos em post futuro.
Bons ingredientes: Londres, Masters, O2 Arena, público, tênis.
Autor: paulocleto - Categoria(s): Grand Slam, Masters, Tênis Masculino
Tags: Masters de Londres, Rafael Nadal, Roger Federer
17/11/2009 - 17:30
Era uma morte anunciada que se concretizou. Marcelo “Girafa” Melo encerrou sua parceria com Andre Sá e assumiu o casamento com o amigo Bruno Soares, cujo parceiro, Kevin Ullyet, abandonou o circuito. Os três são mineiros, amigos de longa data e, com certeza, devem ter conversado sobre o assunto mais de uma vez.
Até hoje a experiência de André ditou o ritmo da dupla mineira que, como toda dupla, deve ter mais de um componente em comum e mais ainda qualidades que se completam. Na dupla Sá/Melo, apesar da idade e pelo atleticismo natural, o primeiro é o ágil e o segundo, pela envergadura, o ancora. Seguindo essas características a dupla foi formada e teve sucesso.
É óbvio que não são só essas características que devem casar para a formação de uma dupla de sucesso. Diferentes tenistas trazem diferentes características para a parceria e é sempre uma incógnita se a parceria funcionará.
Na dupla Melo/Bruno, o segundo terá que forçar um pouco mais a característica de movimentar pela quadra, intimidando e atrapalhando adversários. Marcelo é mais parado – intimida pelo tamanho, mas não vai ficar varrendo a quadra.
Outra característica, que com certeza foi conversada e determinada, é sobre quem jogará no “deuce” e quem jogará na “vantagem”, já que, atualmente, ambos jogam na vantagem. É mais difícil jogar no “deuce”, pois é preciso bater a devolução de dentro para fora. Por isso, eu diria que Marcelo deve ir para lá, já ele bate a esquerda com as duas mãos. Ao mesmo tempo, a melhor bola de Bruno é exatamente a direita na diagonal, onde ele faz misérias, enquanto sua esquerda é mais fraca. No “deuce” ele ficaria mais vulnerável. De qualquer maneira, essa caracteristica e escolha será fundamental no sucesso da dupla.
O fator determinante para a parceria mineira é o fato de ambos serem bem amigos e terem praticamente a mesma idade (26 anos). Eles viajam juntos há tempos e se conhecem desde os tempos de juvenil. Esse carinho mútuo faz uma diferença enorme no emocional de quem tem que viajar e trabalhar junto e de quem tem que constantemente estar se motivando e perdoando.
Resta ver se funcionará tecnicamente, que é o que determinará a permanência da parceria. Ambos gostam do que fazem e ainda têm muito gás. Duplistas podem jogar bem mais tempo do que singlistas e, se tudo correr bem, a dupla pão de queijo pode ficar junta por uma década.
Bruno – simpatia e categoria.
Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino
Tags: andre sá, Bruno Soares, marcelo melo
16/11/2009 - 17:56
Como tudo, para a primeira vez não existe uma ficha de informações. Assim sendo entrei no Yacht Club Paulista com a alma e a mente aberta e esperando pelo melhor. Escrever um blog é uma experiência relativamente nova e a improvisação tem sido uma constante na busca do acerto. Como o pessoal do IG me assegura que o blog é um “case” de sucesso, por razões que um dia discutirei por aqui, levo o assunto adiante na base da intuição.
O que estava claro na minha cabeça era o que havia motivado o pessoal da base organizar o encontro: a paixão pelo tênis, pela escrita e pela leitura. Como o blog não é literário, apesar da capacidade de um e outro leitor, a mim não assaltava a dúvida do que seria o amálgama do nosso encontro.
Já fui uniformizado. A raquete na sacola, assim como boné, munhequeira, toalha etc. Alguns deles já estavam em quadra, deixando claro que pensavam como eu. Chegando fui logo perguntando quem havia marcado jogo para as 9hs de sábado, horário proibitivo para um notívago e para qualquer tenista sério sobre seu jogo – a não ser os tarados.
Mal cumprimentei as pessoas e o Flávio B. colocou um livro de crônicas de sua autoria em minhas mãos. Cinco minutos depois Maysa nos levou para conhecer as simpáticas e surpreendentes instalações do clube. Em seguida fui para a quadra, onde fiquei até às 14:30h, quando Maysa nos convocou para a chuveirada que, por conta do calor, foi um nirvana molhado, seguido do almoço, simplesmente divino.
Sentados à beira da janela, com a represa ao fundo e a brisa amenizando o calor, a feijoada era o prato do dia da casa. O filho do Giuliano preferiu um filet e teve que defender com unhas e dentes suas fritas que, juro, me chamavam. Eu fui de peixe e salada – divinos. Após horas debaixo do sol se comesse carne só levantaria no dia seguinte. A cozinheira está no clube há 32 anos e agora sabe-se bem porque a senhora mantêm seu emprego. O cremoso bolo de chocolate estava dos deuses.
Flávio B como tenista é um ótimo escritor e talvez o mais desinibido do grupo. Tem opinião sobre tudo, estórias mil, não deixa a peteca cair e não tremeu na hora de ganhar o jogo. Seu livro já está na minha cabeceira.
Adriana surpreendeu pela qualidade de seu jogo, considerando o pouco tempo que joga. Como se trata de uma corredora de fundo, usa bem as pernas para chegar nas bolas, é competitiva e entende, intuitivamente, o tênis porcentagem. Seu maridão leva o jogo na maciota e sem erros. Ela confessou que foi parar no blog para descobrir quem era aquele chato que comentava os jogos na ESPN. Jura que mudou de opinião.
Marcos é um canhoto que sabe aproveitar a velocidade e a facilidade para golpear as bolas. Seu drive é excelente, tanto o cruzado como o paralelo, no entanto seu saque está abaixo do resto de seu padrão. É competitivo, adora conversar, é contador de estórias e me presenteou com um vinho que trouxe de sua recente viagem pelas vinhas gaúchas. Teve que ir embora na hora do almoço pois era aniversário da mulher.
Giuliano é um bom 2ª classe e, de longe, o melhor tenista do grupo. Seu irmão também joga direitinho e uma partida sua com Marcos seria equilibrada, assim como foi nossa dupla. Giuliano chegou armado da cabeça aos pés e pronto para a luta. Como saiu do Rio às 4h da manhã, e ainda foi pegar o irmão em Itapecerica da Serra, chegou depois do meio dia. Infelizmente não deu para jogar mais do que dois sets de duplas. Muito afável, como o resto da família, será desafiado em minha próxima passagem pela cidade maravilhosa. Estava acompanhado da esposa, de quem minha mulher falou muito bem, de um casal de filhos e do irmão, simpaticíssimo, e família.
Martin A. veio de Campinas, não se uniformizou e, consequentemente, não entrou em quadra. Como eu passei a maior parte do tempo em quadra só tive chance de conversar, brevemente, com ele no almoço. É uma figura sossegada, educada, claramente bem informado, com agudo sotaque hermano e sapatos Guido nos pés.
Alexandre veio de Niterói e aparentou ser o mais inibido, apesar do sorriso largo e gostoso. É polido, de uma educação ímpar e adquiriu seu mestrado, em exatas, em Coimbra, de onde recém voltou. Ele que foi à Wimbledon este ano. No entanto, talvez por ser retraído, acabou não entrando em quadra comigo, algo que me fez sentir deveras mal quando me dei conta.
O almoço correu na maior alegria e descontração, com as pessoas mudando de lugar para conversar com as outras. Terminou logo após a magra vitória do Brasil sobre a Inglaterra, só acompanhada pelos berros na sala ao lado. Marisa me garantiu que durante as finais de GS o pessoal acompanha as transmissões pela ESPN naquela sala que me lembrou um castelo germânico.
O café foi tomado no salão, já na companhia do Comodoro Bruno, maridão da Maysa e nosso co-anfitrião. Os homens ficaram conversando sobre esportes em geral. As mulheres, acompanhadas do Flávio, sentaram outdoors, que estava mais convidativo. O ambiente foi descontraído, amigável e confessadamente gostoso. Não posso imaginar um sabadão mais atraente.
Se os comentaristas – incluindo familiares, fato que acrescentou na nota – foram os protagonistas desse sucesso, a estrela foi a nossa anfitriã.
Além de apaixonada pelo tênis, Maysa passa a inquestionável impressão de ser apaixonada pelas pessoas e pela vida. Recebeu a todos como se fossemos família e nos fez sentir totalmente à vontade. Fomos tratados a pão de ló. Adoramos.











Autor: paulocleto - Categoria(s): Light, Minhas aventuras, Porque o Tênis.
Tags: encontro do pessoal do blog
16/11/2009 - 00:20
Pegar o carro e sair pela periferia de São Paulo é sempre uma aventura, quase sempre surpreendente. Fazia alguns anos que não me aventurava pelos lados da Represa de Guarapiranga, um lago incrustado dentro da cidade que, com seus 28 km de margens, poderia, em países outros, ser um detalhe geográfico tão maravilhoso como os que marcam cidades como Chicago, Minneapolis ou Berlin.
No século passado, o local, a uns 25 km do centro da cidade, foi procurado por estrangeiros que sabem apreciar o valor da natureza em nossas vidas. Alemães construíram suas casas e clubes ao redor da represa. A história do iatismo brasileiro vem sendo construída por nomes nas águas de Guarapiranga. Foi ali que boa parte de nossos medalhistas aprendeu a velejar, assim como foi ali que, em uma lancha puxada pelo patriarca Kirmayr aprendi, as duras penas e tombos, a esquiar.
Nos anos sessenta e setenta eu ia muito por lá, em casas de amigos e festas maravilhosas, quase sempre protagonizadas por brotinhos de traços, perfis e hábitos europeus de uma primeira geração paulista.
Voltar nos tempos atuais é como se voltasse a um lugar nunca dantes ido. A periferia de São Paulo cercou a represa com um cinturão de pobreza e um infindável mar de casas que nada lembra o que um dia foi Guarapiranga. No entanto, ilhas de beleza iluminam o local, entre elas o Yacht Clube Paulista, um clube náutico fundado em 1932.
Foi nesse local que Maysa, a impecável anfitriã do nosso grupo, nos recepcionou. Uma vez passada a portaria, um ar interiorano do meio do século passado toma conta. As árvores são antigas e frondosas, a sede espelha as características germânicas, os hangares dos barcos são enormes e custariam um dinheirão para construí-los atualmente, a piscina azul e as quadras de saibro um convite às raquetadas.
Quase perco a oportunidade. Se não fosse minha troca de emails com Maysa, pedindo direções, permaneceria com a certeza de que o encontro aconteceria no Domingo, o que seria um desastre.
Com a informação correta pude viver essa experiência única e passar um dia maravilhoso com amigos que só conhecia através do blog. Esse negócio de internet pode ser uma aventura, às vezes surpreendente.
Não se preocupem, os detalhes vem amanhã.
Nas fotos abaixo: O YCP, a Maysa com uma amostra das frutas com que nos recepcionou. Marcos P., Flavio B, PC com sede e Maysa acenando. Marcos P. na rede e Maysa ao fundo em foto artistica. Giuliano, o da direita sinistra, e PC.
O grupo, já extenuado, após os jogos: Martin A, Marcos P, Giuliano, Adriana, Silvio, o namorido, PC, Silvio, irmão de Giuliano, Flávio B e senhora, Maysa e Alexandre.
PC e Bruno, maridão da Maysa e nosso anfitrião. Alexandre, PC, Martin H e Flávio B. A última e magnífica ceia.










Autor: paulocleto - Categoria(s): Minhas aventuras
Tags: reuniào do pessoal do blog
15/11/2009 - 19:19
No post “Confiatrix” eu levanto a questão se o sérvio Novak Djokovic, após vencer na Basiléia, batendo o favorito da casa, iria guardar suas energias para o Masteres de Londres ou iria para as cabeças, tentando aproveitar seu ótimo momento e vencer duas semanas seguidas.
O sérvio decidiu que Confiatrix é a droga da hora e colocou seu adversários para correr. Enquanto Federer tropeça nos títulos que o asseguraram como o maior vencedor de GS da história, Rafael Nadal parece ter perdido sua nécessaire com a dose de Confiatrix, Andy Murray mostra sinais que perdeu o ritmo e Delpo não se recuperou das farras em Tandil, Djoko colhe os frutos de ter “estourado” no fim das temporadas.
O sérvio vem voando baixo. Hoje jogou demais. No primeiro set tecnicamente. No terceiro emocionalmente. Como um bombeiro, apagou sem hesitação o incêndio que Monfils causou nas arquibancadas de Bercy a partir do segundo set.
O francês mais uma vez morre na praia. Gael é um cara estranho emocionalmente. Joga seu melhor quando decide se empolgar e empolgar o público. Mas, da mesma maneira que se motiva, sai do jogo. Hoje, no momento máximo do torneio, alternou grandiosamente. Soube virar o jogo quando estava set e brake abaixo. Não soube aproveitar os bons momentos. Em momento crucial chegou a dar um bisonho slice de direita. E com seu estilo de dar bolas curtas para os adversários o fazerem correr – o que vai contra tudo que eu sempre aprendi sobre tênis – acaba morrendo fisicamente antes do final da partida. Lembram da derrota dele, entre outras, para Nadal em N. York e Federer em RG?
Nos momentos cruciais das partidas ainda prefere investir no erros do oponente ao invés de tomar as rédeas e vencer o jogo. Um erro estratégico semelhante ao de Murray, seu colega de contra ataque e correria.
Por outro lado, e por isso os resultados melhores, Djoko segue na pista contrária. O sérvio é um dínamo de força interior, um tenista que, junto com Nadal, deveria ser matéria obrigatória em todas as academias de tênis, especialmente por aqui. Nos momentos importantes cresce, abandona o puro contra-ataque, opta pela agressividade e vem perdendo, cada vez mais, o receio de ir à rede decidir a parada. Danton que não era tenista, e muito menos chegado no “Tennis Royal”, mas mudou a história de seu país e da humanidade, já dizia: l’audace, toujours l’audace.
Novak – ajoelhou tem que rezar.
Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino
Tags: gael monfils, novak djokovic
15/11/2009 - 15:10
Pessoal, prometo que antes do fim do dia vocês poderão ler sobre a vitória do Novak Djokovic em Paris e sobre o encontro tenistico do pessoal do blog neste sábado. Aguardem.

Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino
Tags:
13/11/2009 - 11:56
Apesar do dia lindo que faz lá fora, hoje acordei meio para baixo. São aquelas coisas um tanto difíceis de colocar o dedo apesar das fortes suspeitas. O melhor seria sair de casa e ir para a quadra, o que sempre ajuda afastar maus pensamentos, até porque se não o fizer o jogo não decola e o mau humor aumenta. O problema é que estou com um pé atrás com um certo enrijecimento na área do cotovelo. E quem pratica esporte o tempo que eu pratico aprende a ler, e obedecer, os sinais do corpo. Senão..
Fico então, pelo menos mais um pouco, confinado ao computador, lançando olhares longos para o lado de fora da porta, em direção ao verde que o sol torna gritante. Na TV Djokovic e Soderling se enfrentam, um jogo que de um lado tem a confiança e força mental do sérvio e do outro a motivação extra do sueco, que pode virar pressão extra, ao brigar com Verdasco e Tsonga pela última vaga no Masters de Londres. Tem tudo para ser uma partidaça, até pela semelhança do arsenal.
As chances do Tsonga serão decididas logo em seguida, quando ele encara o vacilante, mas sempre resiliente Nadal. Será que o francês conseguirá elevar seu padrão ao jogar para seu público? É bem o seu perfil. O caminho das pedras ele aprendeu no Aberto da Austrália de 2008. Mas o espanhol quando progride em um torneio é que nem comida que cai no chão – se não mata engorda. A duvida é; fico aqui e acompanho a briga alheia ou vai encarar a minha?
Dúvida: Ficar em casa trabalhando, ir para a piscina ou jogar tênis?
Autor: paulocleto - Categoria(s): Tênis Masculino
Tags: dojokovic, Rafael Nadal, soderling, Tsonga
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