14.05h | Paulo Cleto

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quinta-feira, 7 de junho de 2012 Tênis Feminino | 14:06

14.05h

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Durante a primeira semifinal feminina virei para minha mulher e perguntei; nós estamos torcendo para quem? Porque uma hora era para a italiana Sara Errani e outra era para a australiana Sam Stosur. O fato é que algo me impelia pela marruda bolonhesa, enquanto de fato achava que quem deveria ir à final seria a fortinha Stosur, que seria mais interessante de todas as maneiras. Mas, de fato, o coração não batia mais alto por nenhuma das duas.

Mas a italiana é guerreira, como já mencionei anteriormente, e a australiana fraquejou na hora da onça beber água. O jogo foi mais para um rosário de erros e péssimas escolhas do que uma apresentação de qualidade, o que não raro acontece em semifinais.

O ápice do nervosismo e as trapalhadas foi o terceiro set quando as moças não se decidiam que iria passar à final. “Vai você”, dizia uma, “Não, vai você”, insistia a outra. Por absoluta insistencia da Stosur, que se encolheu na hora de crescer e vai amargar o fato nas próximas semanas, a italiana, inspirada pelos feitos de sua conterrânea dois anos atrás, errou menos e ficou com as honras.

Errani e o momento mágico da vitória e Stosur com aquela eterna elegância australiana tanto na vitória como na derrota. Aperto de mão e olho no olho.

Autor: paulocleto Tags:

7 comentários | Comentar

  1. 7 Bet@ 07/06/2012 14:16

    E na outra semi, num joguinho totalmente sem graça e praticamente com jogadas banais, daquelas que não conseguem rechear nem um minuto sequer de melhores lances, habemos nueva número 1, a loiraça belzebu do Fausto Fawcet.

    Parece que já autorizaram o caminhão a entrar na Chatrier para levar embora as toneladas de erro da Kvitova, que errou o que podia e não podia. Ao menos nesse ponto, a Maria teve todos os méritos, mantendo o nível do seu jogo ao longo da partida e cacifando com os devidos parabéns.

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    • Bet@ 07/06/2012 14:45

      Patrão

      Lembra da música da Katia Flavia, Godiva do Irajá, um exocet que passava por cima de todo mundo?

      Tudo bem que o nível da Maria pessoa é outro, mas o tênis dela é isso aí: um exocet, passando por cima de todo mundo … rsss

    • paulocleto 07/06/2012 14:18

      Bet@ – loiraça belzebu do fausto fawcet?!! Essa levou todas!

  2. 6 Sawyer 07/06/2012 14:24

    Agora se Errani de 1.65 usar seu Extreme High Top Spin contra Sharapova de 1.88…a bola vai cair na linha da cintura da Russa- justamente a zona de conforto de Masha….

    Bem , a conferir no sábado…a encardidinha, não irá deixar por menos

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    • Sawyer 07/06/2012 15:44

      Lembrou bem, Errani, chegou a ter 11% de aproveitamento de segundo serviço…

      É exatamente enfadonha, porque a Errani, joga neste estilo, de bolas com Extreme High Top Spin..e vai colar bolas no revés da Maria…só que 23 cm de altura faz a diferença, e Maria não tem problemas, nem no réves, nem no Forehand….agora se a Errani, angular mais as bolas, colocando a Shata pra correr pro lados, aí sim é uma boa estratégia..outra boa ideía é a Errani, jogar bolas curtinhas, pra tira-la do Fundo e matar o ponto na rede….

      Mas se ficar no fundo distribuindo essas bolas de Extreme High Top Spin….Sharapova conquista o Career Slam

    • Gavio 07/06/2012 15:24

      Mas que previsão enfadonha…

      Até parece que a Errani chegará na final pra suspender bolinha onde a Maria estiver, as bolas altas chegarão sempre onde a maria estiver looooonge, e de preferencia no reves da russa.

      Quando a Errani tiver de bater uma bola onde a maria estiver, será uma bola pesada e com profundidade, bem no tenis nike da loira.

      O maior desafio da Errani será o seu proprio saque.

  3. 5 Bet@ 07/06/2012 15:24

    Muito legal a final de duplas mistas. Aliás, muito mais divertida e interessante que a semi das Ovas.

    Buphathi deu umas vaciladas no meio do set, principalmente quando errou três bolas que poderiam devolver a quebra no saque da polaca, mas depois mostrou porque é um dos caras do circuito de duplas.

    E a Mirza, que parecia ser a âncora da dupla (aquele artefato pesado que o parceiro tem que carregar), jogou muito bem da metade do set em diante e praticamente não errou nada.

    Na hora da onça, tiebreak, o mexicano errou um voleio inerrável na rede e isso praticamente definiu o set para os indianos.

    Pena que não vai dar pra ver o resto, mas já valeu pelo set …

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  4. 4 Glads 07/06/2012 16:06

    Boa sorte na ilha, Irmão Matts!
    .
    Vivemos otimos dias nos seus relatos.
    .
    Abraçasso.

    Responder
    • Glads 07/06/2012 16:07

      E o Fred manda lembranças.

  5. 3 Matteoni 07/06/2012 16:45

    Falou Beta e Ditone!
    .
    E a Errani errou menos!?
    .
    Eu hein…
    .
    .
    E-Clético,
    .
    Au rain voir!!?
    .
    Sensacional!!!

    Responder
  6. 2 Fernando Pereira Lima 07/06/2012 16:51

    Paulo Cleto,

    Sou fã de tênis, de seus escritos e comentários pela ESPN (fizeram falta este ano em RG). Dentre as falas e escritos, “a hora da onça beber água” sempre me chamou a atenção. Jogo tênis e sei o quanto essa tal hora existe e define um jogo de tênis, mas recentemente, para ser mais exato na noite do dia 21 para o dia 22 de maio passei por uma experiência quase que literal dessa tal hora. Estávamos eu e mais 5 pessoas acampando em uma praia nas margens do rio Araguaia (faz divisa entre os estados de Goiás e Tocantins) em um lugar ermo e rico em recursos naturais. Fomos dormir às 22hs, cada um em sua barraca e por volta de 1h da manhã acordei de sobressalto com a impressão de um barulho de um animal. Eu não tinha certeza se eu tivera um pesadelo ou se era um barulho real, mas meu coração batia como que indicando um perigo iminente. Esperei um tempo, com os olhos bem abertos e o coração ainda acelerado em um longo silêncio, quando escutei um esturro de uma onça (dêem uma escutada no quão aterrador é aqui:http://www.youtube.com/watch?v=5rwrBl8rRKQ). Fiquei gélido, meu coração batia tão forte que sentia em minha cabeça e meu pescoço a pulsação como se houvesse um orgão cardíaco nessas regiões. Não sabia o que fazer ou qual decisão tomar, além de me encolher na frágil barraca. Decidi chamar pelos outros, o animal parecia estar muito perto. Depois que chamei, uns dez minutos mais tarde a onça esturrou mais quatro vezes, agora mais distante. provavelmente assustada com a nossa conversa. Não dormi mais. No dia seguinte constatamos o rastro do bicho nas proximidades do acampamento. Vale ressaltar, eu fui o único que escutou o esturro quando ela estava próxima, provavelmente na hora da onça beber água, na praia. Os outros só acordaram quando eu os chamei e acabaram por dormir depois de um tempo. Um deles, meu tranquilo irmão, nem mesmo chegou a acordar.

    Fernando Pereira Lima

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  7. 1 João Carlos 07/06/2012 19:09

    Cleto, descobri que temos uma coisa em comum. Também assisto as partidas de tênis ao lado de minha esposa.

    Diferente foi o sentimento no jogo Stosur X Errani. Torcemos claramente para a Errani. A Stosur, que já foi uma de minhas favoritas, perdeu esse posto no US Open do ano passado, por ter sido a única tenista que se recusou a dar atenção aos fâs no final de seu treino.

    Lembro que, à época, minha esposa ainda tentou defendê-la dizendo que provavelmente estava tão focada no torneio que não queria distrações.

    Pode ser, tanto que levou o título, mas não acredito que atenção aos fãs (principalmente crianças) seria algo que poderia lhe tirar o título.

    Levou o torneio (algo que tem importância) e perdeu um fã (algo que não significa nada).

    Abraços

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