Vaca no brejo
Uma derrota dessas não acontece por uma única razão. Perder em casa, com um dos seus jogadores sendo “o melhor da história” e o segundo sendo, na pior das hipóteses, o parceiro do primeiro na conquista da medalha olímpica em duplas, é um fracasso de difícil digestão. Ainda mais de forma tão contundente que não exija um terceiro dia de jogos.
Mas, como disse, nunca é uma só razão. Uma delas é que os adversários não se dobraram – o que não é uma característica de um time americano, mesmo sendo zebras fora de seu habitat. Sim, porque esta ultima é mais uma razão do fracasso.
Quando um time escolhe as condições; piso, altitude, cidade, bolas etc, tem, por vezes uma decisão a fazer. Ou jogar nas suas condições favoritas ou tentar tirar o adversário da sua zona de conforto. E com a escolha que fizeram – e suspeito que isso tenha obrigatoriamente passado por Federer, já que o técnico é seu escudeiro – os suíços mandaram uma mensagem que o técnico adversário, Jim Courier deve ter lido e utilizado para motivar seus atletas.
Ao escolher o saibro, os suíços mandaram a mensagem que respeitavam e temiam os adversários. Para quem tem “o melhor da história” e a dupla campeã olímpica e um segundo tenista que é #28 do mundo eu tenho minhas duvidas se essa é a estratégia e escolha correta. Até porque Federer não pode temer ninguém em um piso duro ou um carpete.
No fim das contas, as contingências que poderiam contar contra os americanos trabalharam contra os suíços. Roddick decidiu não jogar, pele falta de confiança e motivação, entrou Isner, um tenista que, já disse isso recentemente, melhorou muito. Assim como Bob Brian decidiu ficar em casa, por conta do nascimento da filha, e abrir a duplas dos irmãos.
A derrota começou a se desenhar com a vitória de Fish, que tinha algumas derrotas atravessadas na garganta em momentos importantes quando defendendo seu país, e ficou pior ainda quando Roger deu mais atenção ao topete do que à tática de como derrotar o gigante John Isner no saibro.
Não é que o americano seja cego na terra – não o é – mas ficar quatro set jogando bola alta paro cara atacar de direita e se recusar em investir nas bolas rasas do slice e manter aquele arzinho blasée, enquanto o circo pega fogo, não é a melhor atitude para se ganhar em uma competição tão visceral como a Copa Davis. Para quem não lembra, é a primeira vez em oito anos que o suíço de dignou a defender seu país na 1ª rodada da Davis.
A vaca suíça, com sino e tudo, foi pro brejo quando os donos da casa tentaram se reagrupar nas duplas, sua trincheira final, e bateram de frente com uma dupla tremenda motivada, e preparada, para fechar a porta na cara de oponentes que não mostraram a garra necessária para vencer uma partida daquelas.
Os suíços, como não poderia deixar de ser, mantiveram a postura magnânima após a derrota, afirmando que a derrota não era nada demais. Sei, eles falam e a gente finge acreditar. Mas para se ter ideia de quanto uma derrota dessas mexe com a cabeça e o coração de alguém é só os leitores que assistiram a partida final lembrarem de dois detalhes.
O sorrisinho sem vergonha do Fish para seu parceiro, e de costas para os adversários, após Wawrinka cometer a segunda dupla falta do game no break point e abrir aporta para a virada americana. Fora o que ele cochichou enquanto ria que, com certeza, tinha algo a ver em como Wawrinka se sentia naquele momento tenso da partida.
E, por ultimo, no game decisivo, com os americanos enfrentando as dificuldades de fechar a partida, e Federer errou duas bolas tão cruciais quanto fáceis. Sendo que uma delas foi das coisas mais surpreendentes e embaraçosas que o suíço já fez em quadra, furando totalmente ao tentar bater um revés no centro da quadra, o que deixou claro o quanto é importante, difícil e constrangedor perder em casa, na frente de 10 mil conterrâneos, um confronto em que se é favorito. Hoje sim eu entenderia o seu choro – mas eu não sou suíço.
A vaca, o sino e o brejo suíço lá embaixo.
Notas relacionadas:
77 comentários | Comentar
- Primeira
- 1
- 2
- 3
- 4
- Última
- ver todos os comentários
Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

77 Marcelo Barros 13/02/2012 10:18
A gente tá acostumado às madeiradas que o Fed dá de vez em qdo na bola, mas essa furada no 30/30 do último game (isso sim é vacilar no big point!) foi bisonha, ainda mais que parecia que ele ia tentar (corretamente) furar os dois americanos que tavam colados na rede…
Agora, se tem jogador típico de Copa Davis (Nalba, Hewitt) tem uns que parecem que nunca vão ser, como esse Bogomolov, que castiga a bolinha, mas joga com uma má vontade e desiste do jogo facinho, facinho… Que diferença dele pro Melzer (q às vezes exagera nas ziquiziras, mas joga muito), dava pra ver qm ia ganhar o jogo logo no início, parecia q tava 4X0 pra Áustria já, não q era um jogo decisivo…
76 Bet@ 13/02/2012 10:20
Bom post, bastante material para nos divertirmos! Quanto aos pitacos e opiniões, vou acompanhar o Renato Z., que além de jogar um belo tênis também conhece bastante do esporte, dentro e fora das quadras.
Se eu fosse técnico de um time que iria enfrentar uma equipe dirigida pelo Courier, teria bastante cuidado nas escolhas que um anfitrião da Davis tem direito. Jim jogou muito e sempre me passou a sensação de entender bastante do riscado.
Falar depois é mais fácil, mas mesmo tendo um Stan no time, arriscaria uma quadra rápida e coberta baseado no óbvio: dois pontos do Federer quase garantidos, mesmo jogando contra dois bons sacadores! Se nas duplas o time americano é muito forte, do lado suíço teria a dupla campeã olímpica (tudo bem, já faz um tempo), numa quadra onde Roger costuma fazer a diferença.
Nesse quadro, creio os americanos ficariam “um pouco mais intimidados” e pressionados a ganhar a dupla de qualquer jeito, após um primeiro dia onde provavelmente estaria 1×1. São hipóteses, mas eu arriscaria por aí.
Outro ponto para não ir de saibro é o mesmo que o Renato apontou: os suíços estavam fora de forma nesse piso, então a suposta vantagem de quadra prejudicial aos ianques ficava meio prejudicada. Além do que, Federer no ano passado foi desastroso no saibro, exceção à Madri e RG (semi e final).
Do pouco que vi, Federer estava longe de praticar um bom tênis e, quando isso acontece, sua boa e velha teimosia fala mais alto que qualquer neurônio pensante que ele tenha. A prova maior disso foi a falta de bolas baixas contra Isner.
Seja como for, os americanos ganharam mais por seus méritos, jogaram boas partidas e cacifaram os momentos decisivos.
Um último pitaco, sobre a “aposentadoria” do Federico: já não é de hoje que ele fecha o ano com tudo, vai até as semis do AO e começa o saibro jogando mal. Aí, o pessoal pede pra fechar a tampa do caixão, ele começa a melhorar a partir de RG, vai relativamente bem na grama e joga muito no segundo semestre. Em suma: qual a novidade? Só faltaria ficar espantado com Nadal capenga nas duras do segundo semestre e Murray faturando torneios nessa mesma época!
Cada um deles têm seus altos e baixos nos pontos de sempre da temporada, talvez somente o sérvio venha mantendo uma constância maior ao longo do ano, tanto que é o líder da manada atualmente.
Sawyer 13/02/2012 16:31
Brilhante…..E Nadal, de fato, não consegue jogar bem em Toronto e Cincinatti(perdeu para Dodig e Fish)….e em Shanghai (onde o Murray , faz a festa), o Nadal levou um baile do desengonçado Alemão Florian Mayer………
75 Bet@ 13/02/2012 10:21
Para ir mapeando o vírus moderandis: sábado de manhã ele atua, segunda de manhã também …
74 Sid 13/02/2012 10:50
Bellucci’s approach.
Prezado Paulo, meu abraço fraterno desse seu admirador.
O Brasil Open se inicia…
Bom, sou um torcedor do tênis. É verdade que jogo menos que eu quero ou preciso; e comecei tarde. Mas amo o esporte e sua complexidade. Cada golpe é quase um big bang, aquela conjugação inusitada de fatores, de que resulta a criação de um universo de possibilidades.
Forehand, backhand, o ponto de contato, alta, baixa, longa, curta, com top spin, com slice, chapada, no centro, na esquerda, na direita… Faça a análise combinatória desses fatores, e some a isso um jogador em movimento que tem 3 segundos para fazer uma escolha, com uma bolinha minúscula, a 200 km/h.
Aí a bola volta e começa tudo de novo. É um esporte para poucos.
Já disse em outro post que o Bellucci é um vitorioso. Mas ninguém se lança nessa empreitada profissional e vai se contentar em estagnar no top 30, para iniciar a amarga escalada ao contrário, não é mesmo? (que é o que está batendo à porta).
Daí que é razoável supor que ele queira mudar este cenário das coisas muito mais que eu, que sou só um torcedor, dele e do tênis.
Como diria o Brad Gilbert, é ele quem coloca a marmitinha embaixo do braço e entra em quadra todas as semanas. Se não vencer não tem almoço, nem o fundo de previdência.
Então me permito uma opinião, ouso uma avaliação. Afinal, gostaria muito de vê-lo dar o intangível salto de qualidade.
Se virmos um top 10 e um top 200 batendo bola durante um treino, sem conhecer ambos os jogadores, dificilmente conseguiremos dizer quem está aonde no ranking tenístico. Quem disse isso não fui eu, foi o Rafa Nadal. A diferença não está no treino, ou nos golpes do treino, mas sim no jogo (clichês, à parte). O vencedor precisa ter mais que os golpes. Precisa de um componente humano, quase espiritual, que é a habilidade de entender o outro.
Então vai uma metáfora. O tênis é uma guerra civilizada. Os europeus inventaram o esporte; e há até bem pouco tempo atrás, eles ainda se matavam uns aos outros. A idéia do combate, dos guerreiros, a percepção da derrota como a morte, ronda o imaginário daquele povo cujas batalhas sangrentas foram travadas nos quintais de suas casas. É cultural. E esse esporte traduz muito bem esse componente simbólico, o quase-bélico, os homens e suas espadas (as raquetes), duelando cinco horas até a vitória, que só pertence a um. Não tem empate. Isso explica, em parte, a rivalidade que faz o jogador sentir o gosto de sangue antes de entrar na quadra.
Tem que olhar feito, no olho. Tem que fazer o adversário acreditar que em alguns instantes prestará contas com o Criador.
Com o Bellucci, às vezes acho que acontece justamente o contrário: ele entra na quadra com uma cara de “não acredito que vou perder mais uma!”. Então ao invés de convencer o adversário de que ele (o adversário) vai perder, ele precisa convencer a si mesmo que não vai perder. Já perdeu.
E é esse estado de espírito que condiciona os golpes, as escolhas. E de tanto acreditar, não é que ele perde mesmo?
Outro dia ouvi uma entrevista do Guga, em que ele dizia: “houve um tempo em que eu entrava na quadra sabendo que ia vencer e o adversário sabia que ia perder”. É um estado de espírito.
É um momento de transformação interior, que só o jogador pode fazer. É aquele estado de compreensão em que o sujeito vê tudo em câmera lenta e passa a entender as coisas ao seu redor. Como Neo, em Matrix.
Daí que se o time está perdendo, tem que mudar rápido.
Faz um brainstorming e escreve uma centena de absurdos. Bota o Steven Segal na equipe. Se ajudou o Anderson Silva, vai que ajuda o Thomas? (Calma, é só um brainstorming). Vejo as entrevistas, os depoimentos, e o foco da equipe está sempre em “encaixar o jogo”, “acertar essa ou aquela jogada”. Isso é importante.
Mas a virada não vai acontecer até o cara aprender a pegar na espada e fazer cara feia, de verdade. É preciso acreditar. Só assim vencerá as batalhas que estão por vir.
Jefferson Guimarães - Sampa 13/02/2012 15:11
Gostei desse raciocínio.
Sobre o Guga…. eu também já vi uma entrevista em que ele fala:
- O tênis é um esporte das trevas!
E dava risada.. rsrs
Sobre entrar na quadra já sabendo que ia ganhar…. isso devia acontecer muito com o peRFect, há alguns anos.
Os caras apanharam tanto dele que devem tê-lo estudado a exaustão. Os resultados todos já sabem.
Ferracini 13/02/2012 14:31
Muito bom!!! Parabéns pelo texto.
paulocleto 13/02/2012 13:23
Interessante, e verdadeiro.
Marcos Vieira 13/02/2012 12:06
Foi a melhor coisa que o “Sid” já disse, desde que aprendeu a falar !!!!
Muito bom !!!!
E por falta deste componente, a tal confiança e saber jogar, um já botou 10 GS no bolso, e o outro, com arsenal técnico tão bom quanto (cabe recurso), “só” amealhou 2 honrosos ATP250 e vai trombando pelo ranking ….
73 Alexandre 13/02/2012 13:56
Oi Paulo. Primeiramente parabéns pelo texto e gostaria de ser solidário. Quanta besteira se escreve neste fórum hein? Claro que tem gente que entende, mas tem “torcedores e sofasistas” que emitem opinião baseados nas suas preferências, vontades e ídolos. Loucura. Sou fã do Federer. Mas achei muito estranho quando soube que o time suiço escolheu o saibro. O Federer deve temer alguém no carpete? Estão de brincadeira. No final do ano o cara ganhou de todo mundo nos masters num piso rápido e indor. E concordo que ele não estava preparado. Nas duplas ficou claro que eles não haviam treinado juntos. Errando bolas no meio, indo os 2 nas mesmas bolas, um deixando para o outro e assim vai. Acho que é questão de prioridade…Neste caso, ficou claro que o Federer não está disposto a sacrificar o seu corpo e mente pela Davis. Notem como ele joga o grand slam, os masters 1000 e a davis. Os níveis vão de muito focado, focado, e “whatever”.
Abraço
Sawyer 13/02/2012 14:29
Concordo inteiramente……Na Davis, Põe, Whatever nisso
72 Marcelo S. 13/02/2012 14:07
Numa boa, falar agora que o saibro não era uma boa opção é uma verdadeira piada! Os americanos nunca jogaram nada no saibro, nunca ganharam nada lá! E o Federer sempre foi o segundo ou terceiro melhor no saibro, sempre chegando na final de RG, inclusive ganhando do Djoko no ano passado…
Quer dizer que antes do jogo alguém achava que era melhor enfrentar o Isner ou Fish em uma quadra dura?
Me mostrem o post antigo, de alguém criticando a escolha do saibro, por favor!!!
paulocleto 13/02/2012 16:54
5×0!!
71 Sawyer 13/02/2012 15:33
Feliciano Lopez, já deu Adeus ao ATP 500 Rotterdam….o Tal do Marti(Espanhol), vai sapecando o Frederico Gil(esse portuga é um fracasso)…..Agora o público no Ibirapuera, nesse momento é bem fraco(normal, Segunda-feira, horário também)….agora com recorte redondo da quadra, juntando-se ao Saibro, o Ibirapuera, parece um estádio de Touradas
70 Sawyer 13/02/2012 16:27
Só voltando a Falar do Federer…Flávio, disse, mutio bem, que o Suíço, costuma cair de rendimento, após o Australian Open…e é verdade…..e só volta a ser FEDERER em Wimbledon(nos últimos dois anos porém, ficou devendo) em diante…..Embora, acho que ele tem grandes chances de pelo menos jogar bem e vencer Rotterdam….primeiro, pela superfície, segundo pela chance de ser o primeiro caneco do ano, lá é cabeça de chave número um, e não existe nenhum fantasma que assuste ele por lá(embora o João Grandão, não era e foi em Fribourg, na Davis, mas na Davis, o Suíço, tira o pé, legal)….
Sawyer 13/02/2012 19:54
Talvez seja a pressa….Mas, de qualquer forma, Valeu pelo toque
Marcelo Baptista 13/02/2012 19:38
Sawyer, você é um cara legal, apresentando, vez ou outra, bons argumentos.
Gosto de ler seus posts.
Mas, não me entenda mal, por favor: que pontuação é essa?
É pressa?
Você não considera a colocação das vírgulas? Se sim, por quê?
Um abraço.
Sawyer 13/02/2012 18:24
Dá pra vencer do Delpo e do Berdych, tbm….o Federer, só enfrentaria , um dos dois em uma final…Cá entre nós, um dos dois, o Federer em dia normal, vence tranquilamente
Marcelo dos Santos 13/02/2012 18:08
Não tem o Isner..mas e o João Grandão de Tandil?
69 leo borges 13/02/2012 17:19
bom, eu discordo da maioria em relacao a escolha do piso. Acho que foi acertada pelo seguinte. Qual o piso, em tese, o Wawrinka derrotaria mais facilmente qualquer americano ? No saibro. Entao, pela otica Suica (isto e’ , do Federer) o Stan ganha facil do Fish. Era obrigacao (e teve um 15-40 no 4o set pra matar o jogo). O Federer ganha do Isner em qualquer piso. Era obrigacao. O Federer nem precisaria se desgastar nas duplas, deixa uns outros suicos la’ brincando. E ele passearia contra o Fish no domingo. Ve-se o quanto o primeiro ponto era vital no confronto, ate’ pra motivacao. Maaaassssss, na pratica a teoria e’ outra.
Marcos Vieira 13/02/2012 18:11
Continuando com a “vaca ’suíça’ já fria”, o problema todo não foi o piso …
Foi que o principal jogador não jogou nada do que se esperava dele !!!!!
Em qualquer piso, jogando daquele jeito, desinteressado e errático, o mestre sairia com o rabinho entre as pernas. E o Wawrinka acompanhou …
Tal como as nossas disput@s na Davis, quando, e se, encontramos a delegação do Azerbaijão, apostando em boa atuação do Bellucci, e nossa principal estrela dá uma de Sid.
Não há Melos e Tiagos que segurem a peteca !!!!
68 elson 13/02/2012 17:52
Cleto, gostaria de saber sua opinião sobre a mudança no estatuto da cbt. O atual presidente Jorge Lacerda ficará no cargo até 2017, o antigo estatuto permitia somente 1 reeleição. O Lacerda se elegeu em 2005, se reelegeu em 2009 e ficaria no cargo portanto até 2013. Acho que é isso se não estiver enganado. Me parece que o atual presidente da cbt vem fazendo sim um bom trabalho, ainda mais se comparando a gestão anterior que era um fracasso absoluto. Mas, não acho nada correto rasgar as leis assim como esses caras fazem, e quem me garante que o estatuto não será alterado outra vez no futuro para que se possibilite mais uma reeleição?
67 Bruxo 13/02/2012 18:01
Pessoal, acho que foi o seguinte, e meio que resumo tudo o que já foi dito:
1. O primeiro jogo era a decisão do confronto. Se o Wawrinka ganha, o Isner não teria tanta liberdade pra jogar marretando como ele jogou contra o Federer. Os americanos, como o resto do mundo, já contavam dois pontos no bolso dos suíços. Uma vitória do Wawrinka faria o moral dos americanos ir pra cucuia e facilitaria ao Federer se impor em qualquer um dos jogos que viesse a fazer. Como o Fish ganhou, uma derrota do Isner deixaria de ter o status de fatal para ter o status de normal. Isso tirou a pressão do gigante e permitiu que ele fizesse, sem medo, a única coisa que ele poderia fazer pra ganhar do Federer: arriscar tudo o que pudesse.
2. O saibro ajudou o Isner. Todo cara muito grande precisa de mais tempo pra chegar em cada bola. A lentidão do piso colocou o Isner em condições de atacar muita bola que, numa quadra rápida, ele não poderia atacar.
3. O Federer ajudou o Isner: Ele repetiu um erro comum de jogadores que não foram criados majoritariamente no saibro. Jogou erguendo bolas. Sem contar com o fato de que as bolas altas dos outros ficam na cintura do Isner… No saibro você precisa de pernas e de peso de bola. Não de um joguinho de Conchita Martinez, que foi o que o Federer fez. O Paulo abordou perfeitamente essa questão no texto.
4. O Isner é um jogador muito subestimado: Um cara que ganha um jogo de três dias, chega em Roland Garros e dá um calorão no Nadal merece mais respeito. Ele se mexe muito bem e troca bolas melhor do que o esperado para um cara do tamanho dele. Talvez ele não chegue aos resultados que o tênis dele permite pela questão física (deve ser duro para um cara de 110kg correr 2 semanas e jogar 5 sets nos Grand-Slams), mas nessas situações de Davis e jogos mais curtos ele ganhará a vida com bastante dignidade.
5. Todo mundo sabia, já no sábado, que os americanos ganhariam o confronto. Principalmente o Wawrinka, que, mesmo que levasse a dupla, não seria capaz de conter o Isner. Isso refletiu em muito do que o Wawrinka fez nas duplas…
Adoro essas situações em que os azarões superam as probabilidades. Por isso gostei muito do que aconteceu na Suíça. O Fish, jogador que sabe fazer tudo numa quadra de tênis, mas é taticamente cego, confessa na direita, e engasga muito para fechar jogos importantes, abriu uma cratera na excepcional esquerda do Wawrinka com o saque twist e em cima disso garantiu seus games, ficando livre para ameaçar o Wawrinka nos games dele. O Isner talvez agora faça o mundo entender o valor que ele tem como jogador de tênis, pois até esse final de semana os três dias com o Mahut e o jogo contra o Nadal em RG não tinham sido suficientes. Ao Wawrinka faltou um pouco mais de observação do jogo (leia-se: 1. fazer o Fish confessar na direita, e 2. evitar o estrago na esquerda, ou avançando para pegar a devolução na subida, ou recuando para pegar a bola depois do efeito), e ao Federer caberá repensar seu jogo no saibro. Bolinha pra cima não resolve nada na terra.
De qualquer forma, uma bela lição de tênis
Bet@ 14/02/2012 8:17
Dos mares para o caldeirão e a categoria do texto do cara só aumenta …
Adolpho 13/02/2012 23:07
Assino onde?
Matteoni 13/02/2012 22:03
“Bolinha pra cima não resolve nada na terra.”
.
Depois dizem que o Rei do Saibro é baloeiro…
Sawyer 13/02/2012 19:19
Fez valer o Nick…..
Agora, gostei quando você falou a respeito do Isner…é um bom jogador, não é só sacador, não…tem uma direita pesada….não é um jogador fabuloso…mas é bom jogador, e as pessoas realmente podiam ter mais respeito com ele…um jogador que consegue levar a partida no quinto set contra o Nadal e em Roland Garros….jogou 3 dias pra vencer um jogo….
Sobre o Fish, também é um bom jogador….só acho que seu nível, está um pouco abaixo de ser um Top 10
paulocleto 13/02/2012 18:39
Este nao é do sofá…
66 Maria bonita 13/02/2012 18:20
e enquanto tecemos alguns comentário, criticas ao Bellucci e ele diz:
” no Brasil a maioria não tem base prá me criticar”!
Isso pq ele nunca viu um atpanga!
E com entrevistas assim ele consegue reunir ainda mais fãs.
65 Sawyer 13/02/2012 18:39
Depois do Feliciano Lopez(Amigo do Nadal) perder, foi a vez do Ljubicic perder pro Huta Galung(um Holandês, um leão de Challengers e Futures), em Rotterdam…..Curioso, ambos os dois Sacadores,(o Croata ainda bate uma bolinha boa, o Espanhol, sempre foi instavel), em uma quadra rápida Indoor………
Agora é a vez do Dolgopolov,enfrentar outro velho Sacador: O Kubot
Sawyer 13/02/2012 21:31
Olha a banca diz a respeito de decisões erradas: Pois é…o Dolgopolov ao invés de defender seu vice campeonato, ou tentar vencer no Brasil, e jogar no Saibro, que é a sua superficie favorita, se deu mal….Perdeu Para o Polonês Lukasz Kubot em Rotterdam, por 2-1(6-7,6-4,6-2), que é um jogado bem mediano…a forma como o Dolgopolov perdeu, lembrou vagamente o Federer…Muito talento….mas uma displicência….Uma indiferença, uma apatia de dar raiva…..Pelo menos em Rotterdam, a zebra tá galopando….Só o Gasquet se salvou por enquanto
64 wilians ferreira 13/02/2012 20:11
essa derrota para o fregues e gigantesco lsner mostra realmente o quanto federer da valor no
torneio, é por isso que ele ha muito tempo não defendia sua patria no torneio.
ele bem poderia continuar em casa cuidando das crinças e da sra federer.
63 Daniel Lira 13/02/2012 21:41
Cleto,
Que tal essas declarações do Federer???
http://tenisbrasil.uol.com.br/noticias/11214/Federer-critica-condicoes-da-quadra-e-Wawrinka/
É óbvio que precisa-se apurar se foram verdadeiramente essas palavras. O que tem de imprensa sensacionalista por aí….
Mas pela arrogância do Federer, não seria muita surpresa.
Abs.
paulocleto 14/02/2012 10:17
É bom apurar mesmo. Só na tradução já estão fazendo lambança.
62 Matteoni 13/02/2012 22:14
By Bellucci:
.
“No Brasil só é bom quem é o Nº 1″
.
.
Isso não é verdade.
.
Nº 2 também é bom, basta ver a torcida que tem o Nadal no Brasil.
.
Nº 3 também é bom, basta ver a torcida que tem o Federer no Brasil.
.
.
Já à partir do Nº 4 acho que ele tem razão, basta ver a torcida que não tem o Murray no Brasil…
Matteoni 13/02/2012 22:18
Por falar no Sid métrico…
.
Melo x BelluSid
.
Façam suas apostas…
61 Sawyer 13/02/2012 22:17
Mello venceu….que legal…Mas pode enfrentar o Bellucci, logo nas Oitavas-de-final…..
O Marti , o Espanhol, convidado de última hora, venceu o Português Gil, pelo menos, já justificou o Wild Card
Matteoni 13/02/2012 22:19
Já?
60 Felipe B 13/02/2012 22:21
Mello jogou MUITO!!! Pena (para o perdedor, que não arrisco quem será, e pra torcida) ele enfrentar o Thomaz já na segunda rodada.
59 Mr Marco 14/02/2012 0:34
Não vi o jogo do Mello . Mas sei que o seu jogo encaixa com o do Bellucci.
58 Patrick Salgado 14/02/2012 7:39
Decepcionadíssimo.
Desculpem-me pelo desabafo, mas ainda não consegui digerir o vexame que a Lenda Viva nos propiciou nesse fim de semana. Uma vergonha! Se era pra fazer aquela brincadeirinha de pular a bolinha e passá-la por baixo das pernas, quando a derrota era praticamente certa ao Winner Isner, era melhor ter inventado uma lesão, dor de barriga ou qualquer outra coisa…
Tudo bem que a Lenda Viva há muito jogou a tática pra debaixo do tapete (de saibro), está jogando só pra se divertir, mas… Copa Davis é Copa Davis, pelo menos pros fãs, amadores e que respeitam suas origens, sua pátria.
Decepcionadíssimo.