Ambíguo
Imagino que uma pauta condizente neste momento seria o Bipolar Murray. No entanto, acredito que a somatória dos meus escritos fala o que há a se falar sobre o rapaz. Mas, considerando o gritante resultado de ontem, quando foi eliminado na 1ª rodada de um torneio onde venceu as duas ultimas edições, em seu piso favorito, alguma coisa há que se colocar. Compreendam, são dias de ambiguidade que vivemos e considerem o protagonista!
Primeiro a “desculpa”, algo que pessoalmente odeio, em qualquer área da vida. Porém, um cronista deve apresentar pontos de vista que talvez passem despercebidos a outros. Enfrentar um tenista como Kevin Anderson – o protótipo do “corta-físico” – na 1ª rodada de um torneio onde você deve defender o título e seus pontos, após um hiato de torneios e a conseqüente ausência de ritmo, após dois Grand Slams seguidos, onde não se fez nada do que se esperava, traz um pressão a mais em uma rodada onde os favoritos odeiam enfrentar um tenista com as características de Anderson.
Com isso colocado, apresento o outro lado. Um ponto de vista que me fica cada dia mais claro é o de que enquanto Murray não fizer certos ajustes emocionais, sua carreira não atingirá os limites que seus talentos e habilidades possibilitam.
Não basta o tenista possuir um arsenal da qualidade que o escocês possui e não ter a mentalidade para lidar com as agruras, pressões, variáveis e adversários que o circuito apresenta. É só dar uma olhadinha na entrevista ontem publicada com Federer para vermos diferenças gritantes de personalidade. Federer não seria o campeão que é se tivesse o perfil psicológico de Murray. Provavelmente estaria quebrando raquetes e se desesperando no circuito Challenger ou dando aulinhas na Basiléia. Cansei de ver grandes talentos desperdiçados por mentes menores.
É óbvio que Murray possui características de um grande jogador além de suas cantadas habilidades. É um dos melhores estrategistas no circuito atual, um ser pensante em quadra, ao contrário da maioria, além de um ótimo competidor, quando não escorrega para seus domínios mais escuros.
O fato de ainda estar sem um bom técnico ao seu lado e deixar a figura dominante de sua mãe exercer um papel forte na sua carreira, são tanto sinais como razões para o seu ainda não amadurecimento. O rapaz já foi #2 do mundo, é o atual #4, tem tênis para ser #1, mas ainda não conseguiu brilhar na hora da onça beber água e isso, a cada GS que passa, faz um estrago ainda maior na sua psique. Pelas habilidades e talento, sofrimento e ambiguidade deveria ser um dos tenistas com mais fãs no circuito. Mas nem isso ele consegue cacifar.
Andy Murray – um bipolar talentoso.
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106 comentários | Comentar
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106 Fabio Teotonio 10/08/2011 23:59
Nadal fez semi ano passado?
105 Thiago 11/08/2011 0:02
Cidadão foi visto tentando se jogar na Pampulha agora há pouco. Dizem que seu nome era Marcos e dava risadas assim: KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Mr Marco 11/08/2011 0:08
kkkkkkkkk (ops!)
104 Sônia 11/08/2011 0:21
Sensacional.
LuA Linhares 11/08/2011 0:40
Soninha, presente para ti. Bjim.
http://esporte.uol.com.br/album/110808federer30anos_album.jhtm#fotoNav=4
103 Sônia 11/08/2011 1:00
Adorei o presente, interessante ver o tempo passando através de fotos, muito legal. Voce notou a mudança nos cabelos e a mudança do visual? Muito engraçado. Confesso que estava triste mas sua luz iluminou meu astral, brigadão amiga.
Beijos e boa noite.
102 Fernando B. 11/08/2011 1:00
Alguém pode me lembrar quantos pts o Federer defende nesse torneio. Sei que o Murray foi campeão, então se ferrou, Nadal e Djoko defendem semi 360 pts se não me engano, mas e o Federer. Sei não, se ganhar o torneio encosta no número 2.
Fernando B. 11/08/2011 2:32
Obrigado
Cris_Djokovic 11/08/2011 2:17
Defende final, ou seja, 600 pts!
Cris_Djokovic 11/08/2011 2:16
Federer defende final, ou seja, 600 pts!
101 Maurício 11/08/2011 3:34
Subida importante a da tenista Rebeca Marino(Canadá). Quanto ao Murray ele não e
bipolar, apenas talentoso. Uma versão anos 2000 de McEnroe. Não alcançou os
mesmos resultados do Mc, na maioria das vezes por falta de poder mental.
100 Glads 11/08/2011 5:54
Pois é!
A minha humilde opinião está sempre por aqui afirmando que o tenis molezinha acabou.
Navegar no circuito com a raquetinha emplumada já não existe mais, faz muito…!
As aguas estão revoltas….
.
Tomara que o Sérvio cochiche no ouvidinho da raquete:
http://www.youtube.com/watch?v=mLbOBoa8vD8
paulocleto 11/08/2011 10:44
Glads – pô, 5:54 am!??!
Giuliano 11/08/2011 8:13
Pois é Glads!
O circuito sempre foi muito equilibrado, mas penso se atualmente não está sendo a época de maior equilíbrio entre os tenistas na história…
Abs!
99 césar cambuí 11/08/2011 6:45
Quando o infortúnio é pessoal ou de um pequeno grupo, a dor é mais doída. Quando ele é coletivo, a dor é mais fácil de ser tratada.
A derota do Nadal transformou a infortúnio da Raça Escocesa em dor coletiva.
Bet@ 11/08/2011 9:16
Cambs
Será que há alguma versão que faz contraponto àquela música que diz “tá dominado, tá tudo dominado!”?
césar cambuí 11/08/2011 8:48
Ah! Os suiços e sérvios do Blog parecem que estão com barbas e unhas(as mulheres) no molho.
Afinal, quem tem barba e quem tem unhas tem medo.
césar cambuí 11/08/2011 8:41
Flávio, você um Legítimo Presidente da Raça. rsrs
É muito bom lê-lo quando você puxa coisas da memória.
Bet@ 11/08/2011 7:30
Cambs
A diferença é que para nós, sempre será infortúnio, para as demais hostes, pura dor!
A única coisa boa de tanta “desgraça” é que os falsos mitos vão caindo e ficam apenas as realidades consolidadas.
Meu amigo, definitivamente estou ficando velho e um tanto ranzinza com algumas coisas, tais como essas frases torcedoras do tipo “Nadal tem mental inabalável”, “o jogo do Djoko não tem ponto fraco” e “Federer ganha de qualquer um quando quer”.
Por isso que é bom torcer para o Murray, ele me parece mais mortal, parece ter nascido nesse planeta mesmo. Não me lembro com muita precisão, pois já faz tempo, mas acho que os outros três aí de cima estavam naquele quadro dos alienígenas infiltrados entre os humanos que aparecia no QG do filme Homens de Preto …
98 joana c 11/08/2011 8:03
o cleto pode até aproveitar o mesmo post!
97 Chris 11/08/2011 8:39
Eita lasqueiraaaaaaaa!
96 Matheus 11/08/2011 8:52
Larri camarada…. manda esse Moleque Perdedor andar……… e vai cuidar da tua academia que é melhor que tu faz !!!!!!!!!!!!!!!!!!!
95 césar cambuí 11/08/2011 8:56
Adaptando uma piada futebolística para desanuviar a atmosfera pesada:
Jãosinho entrega a redação solicitada pela professora e ela imediatamente o aborda:
- Jãosinho, a sua redação está sem título.
- É assim mesmo fessora. A redação é sobre o Murray e os GS.
Luciano Silveira 11/08/2011 10:20
Olha, sobre a seleção, eu acho que Neymar é craque sim. Ganso idem. E eu era RADICALMENTE contrário a essa denominação aos dois. Mas depois que Neymar ganhou objetividade, não existe como comparar ele com Robinho. O gol que ele fez ontem é prova disso: poderia ter tentado firula, mas puxou pro lado e bateu seco.
.
Sobre o Mano, quero ele fora da Seleção o mais rápido possível. Ralf, Fernandinho, etc!?!?!?!? Faça-me o favor… Enquanto isso, Ganso no banco, R. Gaúcho nem é convocado (falem o que quiser, mas tá jogando DEMAIS), Kaká não sei o que se passou…. Fred na seleção? Não né.
.
Tá na hora de sair o Mano e colocarem o cara que devia estar lá desde o início: Muricy.
césar cambuí 11/08/2011 10:02
Driblando sem firula à moderação
Giuliano,
Concordo com tudo e acrescento que muita gente está confundindo craque com firuleiro.
A imprensa e boa parte do povo brasileiro não admitem a possibilidade de não termos craques, e aí qualquer driblador mais talentoso já é etiquetado como craque.
E o pior é que sempre que ocorre esta disp*ta entre Futebol-Moleque e Futebol-Força, a seleção brasileira fica muito vulnerável. Ou joga com muito firuleiro ou joga com muito brucutu. Parece que não existe mais nada do que esta duas alternativas.
Abs
césar cambuí 11/08/2011 9:49
Giuliano,
Concordo com tudo e acrescento que muita gente está confundindo craque com firuleiro.
A imprensa e boa parte do povo brasileiro não admitem a possibilidade de não termos craques, e aí qualquer driblador mais talentoso já é etiquetado como craque.
E o pior é que sempre que ocorre esta disputa entre Futebol-Moleque e Futebol-Força, a seleção brasileira fica muito vulnerável. Ou joga com muito firuleiro ou joga com muito brucutu. Parece que não existe mais nada do que esta duas alternativas.
Abs
Giuliano 11/08/2011 9:26
KKK! Boa…
E falando nisto, ouvi o tal do Mano justificar que perdeu, ou melhor, tomou um VAREIO da Alemanha ontem, por erros individuais, e que no nível deles, estes erros não podem ocorrer e causam as derrotas…
Ou seja, ele já está tirando as suas próprias responsabilidades e jogando nas costas dos jogadores, mas só que não é ele mesmo que convoca este bando de firulentos?!
E o time inoperante, sem postura tática definida e cheio de deficiências, é culpa de quem?
Também não é dele não…
Este tal de Mano nunca me enganou, típico marketeiro, santo do pau oco e zero conteúdo…
Desde uma vez, quando ainda no Grêmio, numa discussão com jogador do time adversário, ele covardemante acusou o cara de assassino, por ele estar envolvido num processo de um acidente automobilístico…Gosto de prestar atenção nos detalhes que dizem muito mais sobre a pessoa do que as entrevistas bonitinhas editadas na m…da Globo.
Já começo a ficar com meda…
Daqui a pouco vão querer levar o Felipão para salvar, de novo, a pátria de chuteiras e daí o meu Verdão passa de brigar pela Libertadores, para brigar para não cair!
E depois de levar fumo de todas as seleções de primeira linha que jogou, a CBF muda o calendário e os adversários, vai enfrentar: Egito, Costa Rica, Mexico e Gabão, fugindo da Italia e Espanha que eram os adversários planejados…
E já que o Mano mencionou que os erros individuais perdem jogos “no nível deles”…
Acho bem melhor mesmo enfrentar adversários que estejam no mesmo nível desta B*O*S*T*A de seleção dele aí!
Mas cuidado com o México, outra naba à caminho…
Neymar e Ganso = Robinho e Diego, ou seja, jogadores de clube, supervalorizados, que fazem firula pra cima de times pequenos e só…
Já o Bellucci também culpou os excessivos erros pela péssima partida que fez contra o Gasquet, se ele sempre tem enormes dificuldades para jogar e ganhar dos mais bem rankeados, poem fogo na lenha dos sofasistas, que questionam se o nível dele é mesmo M1000 e GS ou ATP 250…
césar cambuí 11/08/2011 8:56
Joãosinho
94 Fabio Teotonio 11/08/2011 9:05
Será que o tio se enganou e avisou para o Touro que o cara de ontem era sérvio, e não croata? rs
Na chave de baixo temos a partir de agora: Fish x Gulbis, Wawrinka x Anderson, Berdych x Karlovic, Tipsarevic x Dodig. Um destes estará na final, provavelmente contra Federer ou Djokovic.
Pelo visto, o jogo mais importante não será a final mas sim a semi, claro, se ela for Federer x Djokovic. Só o mestre ganhou do sérvio este ano.
93 Bet@ 11/08/2011 9:14
Provavelmente vai ter umas coisas repetidas do que já foi escrito aqui, mas para atender a um pedido do amigo Olavo, vou copiar para cá um texto que mandei pro pessoal da ATPanga e que ele solicitou que fosse transcrito aqui também.
Se a banca virar, a gente faz o repeteco do repeteco e clama por um pouco de paciência dos demais colegas.
Segue o texto:
Bom dia a todos!
Finalmente, o mundo está tomando seu rumo normal e as pérolas, lindas que são, estão ficando apenas nas ostras ou nos colares!
Estava fazendo minha leitura pré-matinal do blog e tomando ciência do que rolou no Canadá. E não é que, depois da Fórmula 1 de Montreal, o tênis de Montreal resolveu se tornar imprevisível? Quer dizer, imprevisível nada, pois o Cleto já tinha cantado a bola que ia ter muito neguinho fora de forma enfrentando jogadores que poderiam fazer a festa num piso rápido.
E lá se foram Del Pata e o Rafa para o limbo, mostrando que o circuito fica muito mais interessante quando se tem quadras lentas, rápidas, médias, dando chance a vários jogadores de predominar ao menos em alguma delas.
E eu fui lá (no blog) dar pitaco num coment do nosso bom baiano Cambs, feito na pré-pré-matina (o Cambs deve ser vampiro, nunca vi baiano acordar tão cedo … rsss), pra realçar um dos dotes que vêm junto com o passar da idade: a ranzinzice!
Gente, diplomacia e suavidade são boas e me agradam, mas se a gente não ranhetar com algumas coisas vai acabar virando robozinho. Fora isso, aquela coisa de “com o passar do tempo, as prioridades e valores mudam” parece ser verdadeira e tanto.
Outro dia um amigo meu, assistindo a um jogo de futebol comigo, perguntou porque eu não vibrava mais com o meu time. Nada contra o time, até que joga bola de vez em quando, mas às vezes a câmera foca a torcida com aquele monte de caras pulando pra lá e pra cá, cantando hinos e palavrões, coisa que já fiz por muitos anos no século passado, e percebo que não vejo mais graça alguma naquilo. Sei lá, acho que além de velho tô ficando cerebral demais para certas coisas … rsss
Aliás, essa coisa de torcer anda me dando nos nervos há tempos. Gente, que desgraça é ser torcedor, haja impotência! Você tá lá, vendo o cara ou o time fazer lambança, e não pode fazer nada a não ser questionar o comportamento moral da progenitora do sujeito! Muito cruel com a gente isso!
Ontem escrevi, no final da noite, um email aqui para o grupo, falando de mais um dia universal do tênis. O meu amigo japa, companheiro de muitas peludas, quando estava se alongando ao final dos jogos de ontem (somos em quatro no treino de quarta), virou pra mim e disse: melhor jogar simples, aí é só você, inclusive para se xingar! Nas duplas é complicado.
Voltando para o caso da torcida, é a mesma coisa: dá vontade de ir lá e fazer o que o cara está lambaçando! Tudo bem que provavelmente a gente faria bem pior que eles, mas ao menos somos nós fazendo, temos o poder nas mãos. Quando estamos na torcida, apenas, é martírio puro.
Como já disse por aqui (no grupo) e por lá, eu gosto mesmo é de ver o Federer jogar, simplesmente porque o jogo dele, na minha opinião, é a coisa mais fantástica para se assistir em termos de jogos de tênis. Não tem a ver com ser melhor ou pior, mas é simplesmente fantástico. E de tanto gostar, você acaba torcendo pro cara, pois é garantia de mais um jogo e mais um deleite.
Agora, torcer por preferência, vou de Murray. Como disse lá (aqui) no blog, o escocês nasceu e vive na Terra, tem falhas, tem problemas, tem dramas, parece gente. Ele não flutua na quadra, ele pragueja o tempo todo e parece possuir uma tempestade cósmica dentro da sua cabeça, como se abrissem uma caixa de Pandora lá dentro mas não deixassem nenhum demônio fugir de lá. Fora que é uma delícia ver o cara cozinhar os outros, só colocaria um pouco mais de finalização na hora certa, ao invés da famosa uma bola a mais que ele tanto adora.
Se eu fosse profissa, seria como ele, com algumas pequenas adaptações de cunho mental, para sofrer menos. Como eu não sou profissa, então jogo como ele, pois aí tá perfeito: quer coisa mais panga do que jogar como o Murray?
acosta 11/08/2011 11:02
Belo texto, mas ao contrário de vc não curto o lance de uma bola a mais, gosto mesmo é de ver o adversário correndo atrás da bola e não chegando, kkkk, e se chegar mandar mamão de volta pra eu fazer outra winner, kkk, kkkk.
Até acho tb que ele é muito talentoso, mas falta sangue nos olhos pra matar os pontos quando ele pode e tem chance em vez de passar mais uma pro outro lado.
92 Antonio Jose 11/08/2011 9:41
Bom dia a todos,
Já passei essa dica por aqui… Mas pela indignação de muitos com a B@sta da sportv… Vai novamente:
Falem com o instalador de antenas de vcs e coloquem outra antena + decoder, apontada para o satelite amazonas… Lá vcs vão sintonizar 4 canais ESPN latinos.
Ontem assisti pelo canal da Argentina: Federer, Baghdatis, Isner, Delpo etc… Eles interromperam o M1000 somente para mostrar a b@sta do jogo do Brasil, retornando a transmitir após o fiasco.
Fica a dica.
Abç
AJ
91 M. Linke 11/08/2011 9:44
Bom, o Nadal já andou flertando com essa derrota em primeira rodada. Basta lembrar do Isner e do Lorenzi (sim, o Lorenzi!!!). O Touro realmente tem uma certa dificuldade em “entrar” no torneio, mas depois que passa a primeira partida embala e vai embora, atropelando todo mundo, menos o Djoko, que o atropela.
Interessante lembrar que nas duas outras “quase” derrotas em primeira rodada, vinha o Nadal de um atropelamento Sérvio. Talvez o atropelamento o deixasse meio atordoado e sem confiança e daí a razão pelas dificuldades encontradas. Dessa vez, no entanto, ele PERDEU na primeira rodada e isso está acumulado com a derrota na final de WB para o Djoko…
Será que esses dois fatores vão abalar a confiança do Touro?
Mr Marco 11/08/2011 11:55
Luciano, enquanto eu tava escrevendo sua msg entrou… e falamos a mesma coisa: o obvio! Mas o que é simples Às vezes é de difícil alcance, “ou não!” como diz o outro baiano que não é o cambs
Mr Marco 11/08/2011 11:54
Mas é o que a gente sempre fala; não é que ele jogou mal, o lance é que não tem top100 bobo. simples assim. Top 50 bobo então, nem sinal… os caras do top 50 têm que matar um leão por dia.. o top 5 tem que provar que é gênio todo dia senão dizem que o cara tá acabado e coisas que tais.
Os caras perdem mesmo e só os “torcedores” de carteirinha ficam sofrendo. Na argentina, vão sofrer pela derrota do Potro de ontem; na Espanha, pelo Nadal; na Grã-Bretanha, pelo munrá e por aí vai. Aqui nas nossas terras o cara virá até pangaré abaixo de idiota (loser e coisa pior) se perder para 13o (ex-top 7 do ranking) . E a caravana vai passando….
Luciano Silveira 11/08/2011 10:24
E isso é incrível: Sid perde pro 13 do mundo, chovem críticas. Nadal perde pra um Zé ninguém, e ocorre um discurso moderado.
.
Sou a favor do discurso moderado, sem exageros. Mas nesse caso, se alguém merece um discurso ríspido, é o Nadal, que é 2 do mundo.
.
O Sid perder pro 13 do mundo é o normal. Ele poderia ganhar? Sim, se tivesse muito inspirado e o Gasquet um pouco fora de jogo. Mas em condições normais, o normal ocorreu. Existe um motivo porque o Gasquet é o 13 do mundo e o Bellucci o 30 e poucos…
.
(Linke, usei sua caixa pois foi o último comentário sobre o tema. Não vi se tu ‘metralhou’ o Bellucci ou não, o meu comentário, apesar de estar na sua caixinha, não é direcionado especificamente para você).
90 Michele 11/08/2011 11:13
Fiquei em estado de choque com a derrota do Nadal. O pior é que ele tinha vantagem no segundo e no terceiro set e chegou a servir para o jogo e foi quebrado. Inacreditável! Acho que o Dodig deve ter jogado a partida da vida e só falta agora perder de lavada. Com as eliminações do Nadal e do Murray, a chave deles ficou aberta. Só falta haver estragos também no outro lado da chave… Os patrocinadores vão adorar…
Quanto ao Murray, acho que ele é “bipolar” em vários pontos. Em entrevistas, ele costuma ser simpático, sincero e até engraçado, diferente da imagem que tem em quadra, de carisma zero e quase zumbi (maldade!). E em entrevista ele até parece ser “ajeitadinho”, já em quadra…
89 Edson (no Limbo) 11/08/2011 11:14
Uma pausa.
O Nadal perdeu. Obrigado Dodig.
“Atribuir as causas da derrota de forma mais precisa possível ajuda a preparar a pessoa para corrigir erros e conseguir vitória futura” (Eu Mesmo).
Já em relação às constantes cobranças e execrações públicas do Bellucci, por parte dos fariseus, há que se explicar as mentes às mentes:
O esporte se apresenta para a sociedade contemporânea como um fenômeno de grande abrangência social tanto do ponto de vista do espetáculo como também como atividade profissional e comercial. Manifestação capaz de provocar grande emoção e comoção, o esporte se diferencia de outros espetáculos por levar protagonistas e espectadores a se posicionarem.
Ardoino e Brohm (1995) afirmam que assim como a pena de morte ou o aborto, o esporte afeta e divide profundamente opiniões porque provoca a polarização emocional e ideológica, e que diante de um objeto investido de tanta libido e afetividade é difícil permanecer neutro ou indiferente.
Uma das justificativas possíveis para tamanha mobilização afetiva está no fato de que vários são os valores vinculados ao esporte contemporâneo que remontam a sua origem. Um deles é a agonística, representada na busca e superação de limites, assim como a perseverança observada na construção e busca da melhor forma atlética. Essas qualidades talhavam parte da moral do homem grego antigo, momento de gênese do esporte, e fundamentavam a busca da transcendência da finitude e da perfeição (Rubio, 2001, 2004a).
Para os praticantes do esporte de então a superação de tempos, distâncias, pesos ou pontos eram decorrência de uma atividade que se ritualizou nos Jogos Olímpicos Helênicos, mas cuja prática tinha por finalidade primeira desenvolver o físico e a moral. Na Antigüidade o atleta competia, porém, sua busca pela vitória não estava fundamentada na derrota do adversário e sim na superação dos próprios limites, ou seja, ao alcançar o seu máximo na competição havia a experimentação de uma condição divina, a afirmação da permanência. A vitória sobre o adversário era uma decorrência desse processo. Para a sociedade grega helênica os vitoriosos seriam todos aqueles que superassem seus limites, físicos e morais. No esporte moderno a melhor performance passou a se associar à conquista da primeira colocação, ou ainda ao recorde, distinguindo seu executor dos demais participantes da competição. A busca pelos melhores resultados deixou de ser superação do próprio limite para se tornar a superação do resultado do adversário. Colaboram para esse estado de coisas o desenvolvimento tecnológico que permite a mensuração do tempo e do espaço em índices sempre menores, capazes de registro apenas aos instrumentos mais aprimorados.
Conforme Mandell (1986) o esporte como se conhece na sociedade contemporânea surgiu em um momento histórico marcado por condições particulares e foi modelado conforme princípios de uma sociedade regida pelo sistema liberal. Nessa condição, a vitória, e não a participação, é o valor supremo da competição esportiva, isso porque à vitória estão associados o reconhecimento social, o dinheiro e o desejo da permanência, levando ao menosprezo de qualquer outro resultado.
O objetivo do esporte contemporâneo é VENCER.
88 Daniel Lira 11/08/2011 11:20
O quê???????
Estou vendo agora que o Nadal perdeu o seu jogo de estréia para o Dodig.
Foi de virada e em 2 tie-breaks!!!!
Agora sim eu diria que Nadal e Bellucci se parecem…
Eu, hein…
Mr Marco 11/08/2011 11:59
e em cada tie, por 7×5. Se não me engano em cada tie estava 5×5 e o Dodig fez 6×5 e confirmou em seguida
87 ferchafon 11/08/2011 11:39
Oi Cleto, gostei do “um cronista deve apresentar pontos de vista que talvez passem despercebidos a outros”.
Por isso, pergunto:
Existe alguma explicação para tantas “zebras” nesse ATP 1000 de Montreal?
Ou é mera obra do acaso?
paulocleto 11/08/2011 11:41
Está lá no Post!!