A relva | Paulo Cleto

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quarta-feira, 8 de junho de 2011 Tênis Masculino | 12:02

A relva

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A temporada de tênis sobre a grama é uma idiossincrasia instalada no circuito de tênis profissional que ninguém, além dos ingleses, sabe bem como lidar.
 
Foi sobre a grama que o esporte foi originalmente inventado, um argumento poderoso que ela e seus defensores têm. Por sorte, dela pelo menos, foi inventada pelos ingleses, um povo extremamente apegado às suas tradições. Outro povo talvez já tivesse aberto mão do piso há um longo tempo.

Os próprios ingleses deram sua vacilada no início dos anos oitenta, muito por conta da pressão da imprensa local e dos próprios tenistas que não queriam o hiato da temporada grama. Ambos insistiam que não havia o menos cabimento jogar sobre um piso que os tenistas não gostavam em um clube que tratava mal os tenistas e por estes era odiado.
 
O piso só sobreviveu graças à teimosia dos velhinhos do All England Club, que não queria saber de mudar as quadras, por conta de alguns tenistas que imperavam na época e que tinhas suas características convenientemente acentuadas e as ações de Mark McComark fundador da empresa IMG, que assumiu o marketing do torneio. Vale lembrar que tenistas que se davam bem na grama de então, eram tenistas que também se davam bem nos pisos rápidos indoors, um piso que dominava o outono e o inverno no hemisfério norte e constituía mais de 1/3 do circuito, assim como as quadras duras rápidas, que dominavam o circuito do verão americano, após o breve flerte com a terra no final dos anos setenta.

Hoje, o breve circuito sobre a grama é algo como aquele tio maluco e milionário que todos tentam conviver e, quando possível, se aproveitar. Todo mundo mete o pau, mas todos comparecem para jogar e fazer a festa. Além disso, o inquestionável charme da quadra de grama segue sendo um enorme diferencial, especialmente para o público. Não há duvida que acompanhar uma partida sobre a relva verde, mesmo pela TV, segue sendo uma experiência única e inesquecível. Assim como jogar sobre ela – para o bem ou para o mal.

Notas relacionadas:

  1. Shaw
  2. O primeiro telefonema
  3. Domingo do Meio
Autor: paulocleto Tags: ,

70 comentários | Comentar

  1. 50 Marcos Vieira 08/06/2011 16:04

    Isto que é vitória sofrida !!!!

    Torcer para o Sid, não é, definitivamente, bom para cardíaco !!!!

    Responder
    • Chris 08/06/2011 16:19

      e ainda é pior prá quem só vê o placar e não sabe realmente o que tá acontecendo.

  2. 49 Henrique 08/06/2011 16:05

    Segundo jogo nesse torneio que o Sid ganha um jogo bem complicado. Amadurecimento e/ou respeito dos adversários?

    Responder
    • Rafael Pimenta 08/06/2011 16:05

      Fico feliz que ele, ao menos, tenha aprendido a lutar!

  3. 48 Felipe B 08/06/2011 16:05

    VVVVVVVVVVVVAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Responder
    • Felipe B 08/06/2011 16:09

      Putz, ele deve ter jogado mal esse jogo, mas de todo jeito saiu do buraco e ganhou. Muito importante essa vitória pq permite ele jogar com Cilic q vai ser uma experiência muito boa pro jogo dele ir crescendo na grama. Mais um passo dado. Muito bom!!!

  4. 47 Damon Andrade 08/06/2011 16:06

    Aeeeeeeeeeeeeeeeee! 7 5 no tie do último set! ^^

    Responder
    • Gustavo dos Anjos 08/06/2011 16:28

      Contra fatos não há argumentos Eu mesmo pensava q ele tinha uma desvantagem.

    • Felipe B 08/06/2011 16:12

      Pois é, ele já ganhou mais tie-brakes do q perdeu nesse torneio. Qdo eu digo q é implicância do pessoal falar q ele não joga bem os desempates, mesmo qdo eu mostrei as estatísticas da ATP q ele tinha percentual acima de 50%, o pessoal não acredita.

    • ignacio 08/06/2011 16:08

      aeeeeeeeeeee
      vamu lá bellucci
      ganhou no “grito”
      ou seria na “experiência”?
      pena que não televisionou o jogo, pois deve ter sido um jogo para “assistir de pé na beira do sofá”

  5. 46 Daniel Lira 08/06/2011 16:07

    Aí, Vieira!!!!

    Jujuba neles!!!!!!

    Amanhã o Bellucci vai “almoçar” o Cilic.

    KKK Just Wait H2H

    Torceremos.

    Responder
  6. 45 Damon Andrade 08/06/2011 16:11

    Vencendo é o que importa! Mostrou força mental! Bom demais! uhu!!!!

    Responder
  7. 44 Felipe B 08/06/2011 16:13

    Bom, até amanhã pessoal!!! Tomara q seja na quadra central! Abração!!!!

    Responder
  8. 43 Gustavo dos Anjos 08/06/2011 16:22

    Será contra o Cilic??? Jogo ganhavel esse. Bellucci pegou uma chave boa, sem dúvida. E vamos ganhado confiança.

    Responder
  9. 42 Daniel Toledo 08/06/2011 16:47

    Só curiosidade mesmo. Pq eu ja afirmei 10000 X que não tenho um jogador fixo pra quem torço, tudo depende do contexto, de quem acho que merece mais ganhar, etc….Entre Federer, Nadal, Djoko, Murray, jogando entre eles, ja torci pra todos. Ja torci pra Guga, pra muitos outros.

    Aqui percebo que a maioria tem fixação quase religiosa por um só tenista, seja Nadal, Federer, etc….definitivamente não é meu caso.

    Como percebo que o Matts conhece bastante tênis, e é um fanático pelo Nadal, minha curiosidade é se antes de Nadal ele tinha um tenista único pelo qual torcia, e quem era, ou se variava a torcida conforme as cirscunstâncias?….
    e se algum dia chegou a apreciar um tênis mais clássico, a la Federer, ou saque e voleio, a la Sampras, Rafter, Henman ou Navratilova, ou se sempre sua preferência foi por fundista e/ou caras que privilegiam a raça, físico, vontade, gana, força mental, e tem um pouco menos de talento que os virtuosos.

    só curiosidade mesmo.

    eu como falei vario a torcida, mas prefiro os virtuosos, os artistas, como Federer, ou Sampras (artista do saque e voleio), Borg, Graff, Navratilova, etc, em detrimento aos menos talentosos e habilidosos mas que compensam com força mental, raça, físico, etc etc…
    Não acho Federer fraco mentalmente jamais, basta ver sua carreira, talvez seja só contra Nadal.
    E caras que aliam a habilidade e talento, à força mental e atlética, como Pelé e Jordan, são os que chegam perto da perfeição.

    Responder
    • Paula 08/06/2011 21:58

      Se o jogo saque e voleio atraisse tanto qnto vcs colocam, não teriam mudado bola, quatra e tudo mais para dar mais graça ao jogo!
      Acho tanto Fereder qnto Nadal super talentosos. Mas como sempre digo, adoro o jogo de Nadal, ficou esperando cada passada. Acho aquele forrhand cruzado dele perfeito, e vibro qndo ele desafia a física e dá aquela curva brilhante na bola.
      Enfim, cada um tem suas preferências… O problema é que a torcida de Federer criou um mito de que talento é apenas saque e voleio. O que era um saco no tempo de Rafter, apesar de eu gostar muito dele, e já ter torcido muito pra ele.

    • Chris 08/06/2011 17:23

      Agora eu só não entendo a sua fixação pelo Matts. A resposta dele vai mudar em alguma coisa a sua decisão de não torcer por ninguém? Ou só quando é favoravel?

    • Chris 08/06/2011 17:19

      eu acho que nessa época a que vc se refere o Matts não era nem nascido, por isso essa “fixação” no REI!

    • Gustavo dos Anjos 08/06/2011 16:58

      Isso é natural. Acontece em TODO esporte. Torcemos para alguem. Faz parte da graça de acompanhar esporte. Gostamos também de apreciar o esporte por ele mesmo. Mas é completamente diferente quando se acompanha torcendo para alguem. Os dois são legais. Existe espaço para ambos.

  10. 41 Felipe Rabello 08/06/2011 17:29

    Pelo menos na grama não temos que aturar os insuportáveis passadores de bola. Se bem que o jogo nesta superfície está ficando tão lento que até baloeiros conseguem vencer Wimbledon.

    Responder
  11. 40 JHONNY.DJOKOVIC 08/06/2011 17:30

    Bem mais uma vitoria do Bellucci em Que´ens, e as Oitavas de finais no torneio, como um torneio deste é so ATP 250, não da para entender, para ser um Master 1000 como ja falaram algumas vezes, so se entre Roland Garros e Winbledon a diferenças de datas fossem maiores, amanha é contra o Cilic, que não vem numa boa fase, porem o croata e favorito disparado, acho que este jogo deve ser televisionado vamos torcer.

    Responder
  12. 39 JHONNY.DJOKOVIC 08/06/2011 17:45

    Felipe B fui procurar as estatisticas do Bellucci desde 2008 quando começou a jogar
    Atps, Master e Grand Slans e veja, como é seu historico em Tiebreaks.

    2008

    5 Vitorias
    5 Derrotas

    2009

    11 Vitorias
    06 Derrotas

    2010

    11 Vitorias
    13 Derrotas

    2011

    7 Vitorias
    9 Derrotas

    Total de Tiebreaks desde 2008

    34 Vitorias
    33 Derrotas

    Realmente a gente lembra mais das derrotas do que vitorias, mas da pra ver que neste quesito
    Ele tem um equilibrio.

    Responder
    • leo borges 09/06/2011 7:00

      Se analisarmos os mais recentes a ingressar o top30, temos :

      Bellucci _ 77v/72d em jogos atp; 36/33 em ties
      F Mayer _ 139v/138d em jogos; 48/47 ties
      M Raonic _ 27/18; 19/9
      A Dolgopolov _ 43/42; 17/14
      V Troicki _ 121/100; 35/38
      S Querrey _ 141/119; 54/64

      Vejam que, por exemplo, Mayer e Dolgopolov tem pior desempenho que o Bellucci em jogos de atp e o Troicki e até o Querrey têm retrospecto negativo em tiebreaks. O desempenho do brasileiro é normal pra quem entrou no top 30 há pouco tempo.

    • Martin A 08/06/2011 20:22

      Johnny:
      Sendo Bellucci um top 30 as vitorias em tie breaks deveriam ser bem maiores que as derrotas assim como bem mais jogos vencidos que perdidos.

  13. 38 Daniel Toledo 08/06/2011 17:53

    Chris, só to brincando e curioso. não to com fixação nenhuma, só curioso pra saber se sempre torceu como um maluco pra alguém antes de Nadal, e se além do tênis físico mental tb aprecia o tênis arte.

    a maioria aqui é fã de um só cara, eu torço pelo tênis bem jogado, cada torneio pra um jogador que julgo merecer mais, e prefiro o tênis arte ao tênis força, físico, etc etc…

    Responder
  14. 37 Juliano Fabrício de Souza 08/06/2011 18:05

    Caro Cleto,

    eu adoro assistir jogos na grama, até por gostar de dar minhas voleadas e já ter brincado numa quadra verdinha que existia no quintal de um tenista de Chapada dos Guimarães.

    A evolução dos golpes de fundo dos jogadores atuais e a velocidade menos das bolas usadas nas quadras de grama contribuiu em muito para ficarem bem melhores os jogos da grama, ainda que mais rápidos não deixam de ter o seu charme quando você assiste voleios perfeitos de um Lodra ou Federer e devoluções precisas e incisivas de um Murray.

    Aliás, para mim, é na quadra de grama que o jogo do Murray mais se sobressai e pelo que ele fez em RG e no restante da temporada de saibro, não é tolice achar que desta vez os Britâicos possam sair da fila no All England.

    Abraço, pena que não passou ao vivo o jogo do Bello fora da HD.

    Que mancada da ESPN, reprise de um jogo que já tinha passado pela manhã no mesmo horário em que o Sid jogava, não dá pra entender, sinceramente.

    Responder
  15. 36 ferchafon 08/06/2011 19:02

    “Pessoal, todas as quadras em todos os pisos tem que ter a mesma dimensão?”
    .
    Oi Chris, incluindo o espaço entre a grade e a quadra propriamente dita tem que ter, NO MÍNIMO, 120 pés de comprimento por 60 pés de largura. Existem muitas quadras por aí que não respeitam os 60 pés de largura – isto é ruim – e os 120 pés de comprimento – isto é ainda pior.
    .
    Já a quadra propriamente dita tem 78 pés de comprimento e 36 pés de largura (duplas) / 27 pés de largura (simples).
    .
    Obs: 1 pé = 30,48 cm

    Responder
  16. 35 LuA Linhares 08/06/2011 20:51

    Juno: o vinho de Omar Kháyyám

    Ao findar-se Roland-Garros e ao desabrochar-se Wimbledon, para mim, torna-se intrínseco reverberar o poeta: “As muito feias que me perdoem/ Mas beleza é fundamental”.

    Sublime ver os tenistas adentrarem a quadra vestidos de branco, em deferência aos que acreditam no tênis como ser superior e não naquele que pratica o tênis. A rigor e em rigor apenas a fascinação, o hábito de exaltar o desporto, a memória daqueles que conseguiram de geração em geração tornar eternas e intactas a beleza, a poesia, “A relva”.

    Curioso o fato de Wimbledon iniciar-se em Junho. Mês com nome derivado da deusa romana Juno, mulher do deus Júpiter.

    Sabiamente Juno era representada pelo pavão, conhecido por sua exuberância de cores, por seu despertar da vaidade e por sua calda que se abre como um leque de fantasias e sensualidade.

    A escolha da cor branca não poderia ser mais prudente e sensata. A cor branca é a confluência de todas as outras existentes no espectro de cores. Cor única, capaz de refletir os raios luminosos, sem absorvê-los. Restando a impressão da luz em si, nua, crua.

    Juno e Júpiter tiveram quatro filhos: Hebe, deusa da juventude; Itília, deusa dos partos e gestantes; Marte, deus da guerra e Vulcano, o deus do fogo, artista celestial e coxo.

    Creio que se o tênis pudesse crer, em Paris, intercederia por Itília e Vulcano; em Londres, por Hebe e Marte. Algo como despedir-se da leitura de Grande Sertão: Veredas e enredar-se por Rubáiyát.

    Hora de degustar o bom, velho e prestigiado vinho.

    Hora da esperança do enraizamento das espadas, de vê-las se aventurarem por confrontos mais abertos, aproximando os corajosos defensores da batalha franca. Ou não?!

    “Esquece
    que ontem
    não lograste a recompensa
    que merecias.

    Sê feliz.

    Não lamentes nada.

    Não esperes nada.

    Tudo que deve acontecer
    está escrito no Livro
    que o vento da Eternidade
    folheia ao acaso”

    “Ouço dizer
    que os amantes
    do vinho serão danados
    no Inferno.

    Não há verdades, mas há mentiras evidentes.

    Se os que amam o vinho
    e o amor vão para o Inferno,
    o Paraíso deve estar vazio.”

    Responder
    • Ignacio 08/06/2011 21:37

      lindo texto

  17. 34 Deli 08/06/2011 23:41

    Domingo, assim que acabei de assistir a gravação da final de RG (não pude assistir ao vivo), desliguei a TV e fiquei me perguntando: Quem inventou o comentarista de esportes. Isso porque no meio do jogo eu abaixei o volume da TV, pois já estava nervosa com o jogo e seria demais ficar ouvindo tantos comentários desconexos. Primeiro, se o tenista faz uma jogada sem muita técnica ou meio no susto, ele é preguiçoso, descuidado, inconsequente. Mas se ele tenta fazer um pouquinho mais é um exibicionista. Um comentarista insiste em que ele deveria estar a tacando o revés, o outro diz que deveria ir para o corpo. Cada um insistindo na sua teoria. Fiquei me perguntando se quando jogam os comentaristas fazem tudo aquilo que ^receitam^ para que está em quadra. Nem sei se chegaram a competir um Grand Sland!! Eu aprendi muito sobre o tenis assitindo os torneios na ESPN. Na verdade, uma das coisas que me hamou a atenção para esse esporte foi justamente essas transmissões. Portanto, não se percam! Calma! Empatia faz bem e não engorda. E nunca se esqueçam do velho ditado indígena: De longe todo mundo é valente!
    Um abraço.

    Responder
  18. 33 Marcos Vieira 08/06/2011 23:47

    Voltando um pouquinho ao pó, belo resumo da ópera :

    http://www.rafanadalpartidoapartido.com/index.php?tit=1122

    Não havia visto o jogo todo, especialmente o primeiro e quarto sets, e no calor da emoção, muita coisa se perde.

    Vendo o vídeo, fica claro que não foi uma bolinha ou outra por obra do acaso, a verdade é que Federer jogou contra o melhor jogador de saibro da história, e para não mudar o enredo, tomou um pau de novo. Achou ali o terceiro set, em bobeiras do Nadal que estava na frente. O primeiro set, depois que Nadal encontrou o jogo, foi um baile do espanhol.

    Nada de jogadinhas de efeito, nada de surpresas, nada de firulas. A receitinha vencedora e dá-lhe pau no suíço.

    O set que Federer ganhou foi é muito lucro para ele …

    Título passado é troféu na prateleira, e agora …

    Agora vamos pro próximo, que faltam só mais 6 …

    Responder
  19. 32 Matteoni 08/06/2011 23:56

    Pezão,
    .
    Acho que o Ditone ganhou!

    Responder
  20. 31 joana c 08/06/2011 23:56

    Não é sobre o tema do post mas desde ontem, quando eu li a notícia de que a Ivanovic estava procurando um novo técnico, fiquei com vontade de fazer uma pergunta ao blogueiro mesmo achando que ele não vai emitir opinião sobre o assunto. Fiquei curiosa em saber quais são os critérios que um profissional usa (além do financeiro, lógico) para aceitar um convite para ser treinador?
    Fiquei pensando, será que o Paulo Cleto aceitaria ser técnico da Ana Ivanovic (esquecendo obviamente que ela é uma mulher bonita porque se for pensar nisso qualquer marmanjo aceitaria)?

    Assim como um jogador escolhe um técnico este também escolhe o seu pupilo.

    Eu imagino, já que nunca fui atleta, que a busca por um técnico funciona de maneira similar a qualquer outra relação de trabalho numa economia de mercado.
    Ou seja, quando um jogador procura um técnico faz uma lista de requisitos e tenta escolher aquele profissional que atende da melhor forma possível suas necessidades, tal qual um patrão faz quando procura um empregado.
    Da mesma forma eu imagino que os técnicos, por sua vez, agem como qualquer outro trabalhador a procura de emprego, e ao tentar uma colocação busca a “empresa” que lhe oferece os melhores benefícios.

    Ana Ivanovic trocou muito de técnico nos últimos 2 anos. Não lembro de outro(a) jogador(a) que tenha mudado tantas vezes de treinador nesse intervalo de tempo.

    Não sei se é problema na tradução mas já li mais de uma vez declarações onde a sérvia se queixa que não existem bons técnicos disponíveis (O Bellucci um dia desses também reclamou disso, lembram?!). Disse ainda que é muito difícil encontrar um treinador flexível, que explore o lado mental e ofereça ao atleta liberdade e espaço para sua vida particular.

    Seguindo a lógica de mercado Ana Ivanovic estaria reclamando não há mão de obra especializada disponível. Contudo, seguindo ainda a lógica de mercado, não sei se a Ana Ivanovic pode ser considerada uma “boa empresa” para trabalhar. Não é muito normal uma boa empresa admitir e demitir empregados tão rapidamente (se eu não me engano nessa lista dela já teve o ex-treinador da Steffi Graf, ex-treinador das irmãs Willians, ex treinador da Azarenka . Acho que nenhum deles seja um profissional desqualificado).

    Sei que com essa observação pode parecer que eu não goste da Ivanovic. Pelo contrário. Quando comecei a assistir jogos de tênis em 2008 era uma das minhas jogadoras prediletas. Sempre torci para que ela voltasse a boa forma (eu pensei que ela ia engrenar depois de voltar a ganhar títulos, mesmo de pouca expressão, no fim de 2010). Mas parece que ela continua perdidinha…

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