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segunda-feira, 6 de junho de 2011 Tênis Masculino | 01:52

Atitude

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Devo ter me excedido nos comentários durante a transmissão da vitória de Rafael Nadal sobre Roger Federer. Às vezes jogo a caução pela janela e me deixo levar pela emoção do que testemunho. Não importa se é o esperado ou não, é o que acontece. É raro, mas acontece.

A teimosia de Roger Federer me tirou do sério. Nem a incapacidade de parte dos fãs em entender a língua falada e/ou escrita tem o mesmo impacto em mim. Sou acusado de ser parcial ao Federer na mesma proporção de o ser a favor do Nadal. No fundo, para minha frustração, mas não mais decepção, as pessoas não ouvem, ou lêem, e assimilam. Sei lá qual é essa incapacidade de ler e ouvir sem manchar ambos com as próprias emoções e preconceitos. Mas, como escrevi acima, o que me tirou do sério mesmo hoje foi o Federer.

Fico imaginando se a mudança das bolinhas foi uma conspiração da FFT para acabar com a hegemonia de Nadal em Paris ou só um esforço para acabar com a chatice que estava se tornando o jogo sobre o saibro. Se houve a primeira intenção, naufragou. Quanto à segunda, um sucesso muito bem vindo. Afinal, a mesma chatice que causou a troca anterior – a hegemonia dos sacadores – imperava no saibro atual. Mas nem assim Federer conseguiu mudar o riscado.

No entanto, me arrisco a dizer que, mais do que em qualquer outra oportunidade, ele teve o cenário e as chances para tal. Voltara a jogar bem e confiante. Contratara um técnico e não mais dependia das estratégias de um valet, que é o verdadeiro cargo do Severin Luthi. E não que o Anaconne tenha lhe dado alguma estratégia inovadora e brilhante. Era só o caso de fazer o óbvio, considerando o tênis de ambos.

Ver um talento desse calibre ser limitado por uma atitude que beira a soberba é sempre frustrante. Aquilo não pode ser só uma miopia tática. Federer parece ter algum pacto com os deuses que deixou o Nadal de fora. Tem alguma coisa que lhe entra na cabeça que o impede de praticar um tênis, do começo ao fim, e lhe possibilite bater tal valoroso adversário. Quem assistiu a partida pela ESPN sabe aos detalhes que me refiro. A sua falta de disciplina tática está quase à altura de sua facilidade para bater nas bolinhas. Como Nadal ensina, todos os dias, o casamento de ambas qualidades faz o maior campeão.

Nas entrevistas disponíveis no site de Roland Garros – que aliás é a partir deste ano censurado por exigência de jornalistas, algo bizarro – essas posturas ficam evidentes para quem procurar nas entrelinhas.

Federer fala, fala e não diz nada. Repete a mesma ladainha de sempre, como se a vitória ou a derrota fosse por algum capricho do destino em uma ou outra bola e um ou outro game.

Nadal é mais sal da terra. “Eu tento o meu melhor a todo momento e com a atitude correta. E assim eu consegui jogar o meu melhor quando eu precisei do meu melhor. E por isso eu estou aqui com o troféu de campeão”. Pode parecer simples ou mesmo simplório para explicar suas constantes vitórias e sua dominância sobre os outros tenistas, incluindo o por muitos considerado o melhor da história. Para mim diz tudo sobre a sua dominância sobre Federer.

Federer se acostumou, mal, em vencer sem precisar de uma mais rígida disciplina tática. É um tenista intuitivo na mais alta percepção desse valor e alcançou seu enorme sucesso nas quadras por conta de suas habilidades que são enormes e sem par. Às vezes, dentro de uma partida, apresenta um tênis indescritível, soberbo e vencedor. Porem, se permite, por vezes, a apresentar um tênis bonito e não vencedor. Para se bater um grande adversário há que se utilizar das táticas corretas também. E nisso o suíço peca. Contra muitas ele impera só com seu estilo, técnica e intuição. Contra Nadal, não.

Ao enfrentar um adversário do valor de um Rafael Nadal que, não se enganem, traz também às quadras um arsenal considerável, ajudado por uma aliança de dote físico e poderio mental nunca dantes visto em quadras de tênis e, tenho cá minhas certezas, em qualquer outro esporte, algo que seu amigo, e por vezes rival, Carlos Moya, cobriu muito bem, no Bola da Vez desta semana na ESPN-BRASIL.

Fico a imaginar, só me resta imaginar, se Federer tivesse uma rigidez mental desse porte e, consequentemente, uma capacidade para a disciplina tática no mesmo padrão de Nadal. O quanto majestoso seria. Ou, se preferem, o inverso, se o espanhol tivesse as habilidades do suíço. De qualquer maneira, são só conjeturas.

O fato é que Rafa Nadal se impôs, mais uma vez, porque suas qualidades falaram mais alto do que as de Federer, mesmo com a sutil ajuda dos organizadores franceses. Nadal recém completou 25 anos e igualou o recorde de Borg de seis títulos em Paris – algo inimaginável, perguntem ao Kuerten. Quantos outros recordes esse fabuloso atleta irá igualar e destruir em sua carreira? A sua frase acima nos diz que, por enquanto, não há limites. Enquanto que para Federer seus limites são, cada vez mais, encurtados pelos de Nadal, e agora Djokovic, e, mais do que nada, pela sua insistência em não adotar uma postura que faria dele um dos maiores atletas da história.

Nadal – e este é seu ponto frágil…

Notas relacionadas:

  1. Recordes e estratégias
  2. A raposa
  3. Presente.
Autor: paulocleto Tags: ,

124 comentários | Comentar

  1. 84 Felipe A. 06/06/2011 11:54

    Paulo Cleto,me emocionei lendo isso,mesmo.

    Eu gosto de Federer,porque o tênis dele é transcendental,nos faz sonhar,é quase uma coisa de fábula,que não existe.

    Eu tinha birra com o Nadal,porque embora ele tenha um arsenal(seu forehand,por exemplo),ele é muuito pé no chão,tático,disciplinado,enfim é o despertador que nos acorda de manhã.

    Mas,enfim,não mais ficarei triste se o espanhol bater os recordes do suiço.Ele merece.Ele tem um coração enorme, monstruoso e isso é a verdadeira genialidade dele.Porque essa raça que ele tem não se aprende.Pode se inspirar nela,aprender um pouquinho,mas na sua totalidade,nunca.

    Alguém aí em cima citou samurais,eu assisti algum tempo atrás um animê que eu não lembro o nome,ele tinha dois samurais.O herói,e o vilão.O vilão era conhecido como A-Mão-de-Deus,devido a sua perfeição e sua invencibilidade.Mas o coração do héroi o derrotou,para isso sacrificando seu próprio corpo.Enfim,o suiço é a Mão de Deus,mas nunca vai ter o coração de Nadal.Mas não crucifico Federer,todos tem defeitos e ele tem os seus.

    Enfim,ninguém é perfeito,e se Nadal,vier a ser o maior da história,merece,assim como mereceu cada uma de suas conquistas.

    Responder
  2. 83 Yglesias 06/06/2011 11:56

    Paulo parabéns pelo blog e para a transmissão da ESPN, realmente vocês são os melhores. Gostaria de sugerir que assistam a Bola da Vez na ESPN Brasil na terça(07) às 19h com Carlos Moya e terão uma pequena noção do que é Nadal. Fiquei feliz por ele ter igualado o recorde do meu idolo Borg, e provavelmente supera-lo no próximo ano. Gostaria também que Federer assumisse o nº 1 esse ano, por duas semanas no máximo para bater o recorde de Sampras. Assiste todo a carreira de Sampras e não gostava de seu jogo. Alem do mais Federer merece esse recorde. Acredito que será o único que Nadal não conseguirá igualar, porque os outros passará tranquilamente. Um abraço a todos e viva o tênis.

    Responder
    • silvio macedo 06/06/2011 12:22

      Gostei, curto, direto.
      Tb penso assim, os dois (ou três) são ótimos!

      Um abraço

  3. 82 Maria Carolina 06/06/2011 12:03

    Brilhanteo texto, Cleto.

    Assim como brilhante foi a transmissão: leve, divertida, com a leitura clara do jogo e com comentários técnicos precisos (mas tenho que dizer que pra mim o melhor nas transmissões são as falas que você atribui aos tenistas. Hahahaha…. morro…hahaha).

    Quanto ao jogo é tudo isso mesmo que já foi dito, um pouco mais do mesmo que costumeiramente acontece entre eles. Mas ao contrário do que alguns comentam das bolas chaves do jogo (a que saiu por centímetros no 1o set e a perda do break no início do 4o set) destaco algumas defesas feitas pelo espanhol que acabaram por reiniciar a disputa do ponto e que ele acabou levando. Nadal estava ontem mais brilhante do que nunca na defesa e com uma transição tão rápida ao contra-ataque que era de assustar. Juntando isso com o bom serviço, que há tempos havia sumido do jogo do espanhol, o resultado não poderia ser outro.

    Abraços, e parabéns novamente pelo trabalho durante todo o torneio.

    Responder
  4. 81 Daniel 06/06/2011 12:07

    “Enquanto que para Federer seus limites são, cada vez mais, encurtados pelos de Nadal, e agora Djokovic, e, mais do que nada, pela sua insistência em não adotar uma postura que FARIA dele um dos maiores jogadores da história.”

    Quer dizer que o Federer ainda nāo é um dos maiores da história? Você é maluco, Paulo? Se você não queria dizer isso, trate de se corrigir para o seu próprio bem. Agora se foi realmente isso que você quis dizer, chame o pessoal de branco para te levar!

    Responder
  5. 80 Ronaldo 06/06/2011 12:11

    Não desmereço a vitória do Nadal que é sensacional. Mas a preguiça do Federer me dá nos nervos. O talento que possui o torna burocrata. Não é possível o cara ganhar, como ganhou, do Djokovic e não demonstrar a mesma vontade contra Nadal. Se ele jogar todo o seu potencial, a gente vai ver o Nadal jogar no máximo do máximo. Antes do jogo contra Djokovic, achei que Federer se contentaria com a semifinal. E Federer voltou a dar o ar da graça. Espero ver Federe com gana. Não precisa ser a mesma que a do grande Nadal. Uns 50% já basta.

    Responder
  6. 79 George 06/06/2011 12:13

    Acho rsrsrs que o que mata o Federer é aquela mulher…ela deve querer muuuuito até na vespera do jogo e cá pra nós….é provado que na vespera arreia…… de resto concordo com o Paulo… tem hora que dá raiva da falta de “vontade” de concentração de garra… é muito “blasé”

    Responder
  7. 78 Frederico 06/06/2011 12:18

    Deixe me ver: como se denomina: explorar a fraqueza do outro: medo de perder = inteligência = covardia = espírito escravo = seguir ordens de outro.

    Agora classificações para: afrontar a força de alguém: nobreza = burrice = coragem = seguir instintos.

    Responder
    • Frederico 07/06/2011 17:35

      alguém: eu sou sempre cordial, distinto, prestativo, incapaz de grosserias….

      outro: porque está sem o braço??

      alguém: encontrei um Tigre agora ha pouco….

  8. 77 Victor 06/06/2011 12:35

    Daniel,

    o Federer é óbviamente um dos maiores da história e, discutivelmente, o melhor. Mas creio que se ele não conseguir superar Djokovic e Nadal no melhor momento de suas respectivas carreiras, não vai conseguir tirar esse “discutivelmente” e se tornar tornar hors concours, assim como Pele é no futebol, na discussão de quem é o melhor da história.

    A grande oportunidade do suíço é agora em Wimbledon, onde ele sempre foi soberano. Eu particularmente acho ele favorito para esse título e vou torcer para ele ganhar.

    Responder
    • Dani 06/06/2011 13:38

      Da mesma forma, se o Nadal não conseguir uma grande vitória sobre o Djoko vai ser questionado como o numero um. Foi batido 4 vezes e conseguiu evitar o confronto desta vez. Cehga de só bater o Federer. Agora o Nadal tem que mostrar que supera os adversários novos.

  9. 76 Marcio 06/06/2011 12:48

    Paulo , parabéns pela excelente transmissão , voce e o Maraucci formam uma excelente dupla . Os comentários técnicos são excelentes e servem como dicas para quem joga tênis , são uma aula teórica “de grátis” ; as piadas e “sacadas” durante o jogo são maravilhosas , como a da esposa do Federer olhando as unhas antes do Match Point do Nadal e voces disseram o que supostamente ela estava a pensar : …” é , preciso marcar a manicure que aqui a coisa já era….”

    Abs

    Responder
  10. 75 césar cambuí 06/06/2011 12:53

    O resultado do Bolão já saiu?

    Responder
  11. 74 Paulo 06/06/2011 12:57

    Creio que o maior acerto da carreira do Nadal (quanto a derrotar o Federer), foi ter escolhido jogar como canhoto em vez de destro (uma vez que ele é ambidestro).
    Todo jogo dos 2 é a mesma… o Nadal sempre ganha com seu super drive spin no revés do Federer…é sempre assim…até mesmo nas vitórias do Federer o nº de erros de revés são muuuuito altos.
    Se o Nadal jogasse o drive com a mão direita, ele ainda assim seria um top do circuito, mas o nº de sucessos sobre o suiço seriam bem menores.
    Nem vou entrar na disussão sobre como o Federer deve fazer para anular isso (mais slices, curtinhas, sei lá…), o fato é que a base de todas vitórias do Nadal sobre o Federer, são nos erros do suiço. Receita de bolo : top spin na esquerda, top spin na esquerda, top spin na esquerda… qdo ele ficar mais pra esquerda, pau na direita pra matar o ponto.

    Responder
  12. 73 Diego 06/06/2011 13:02

    Cleto,

    Discordo do texto.

    Geralmente concordo contigo, mas não é o caso.

    Federer foi relativamente disciplinado taticamente ontem. Sacou a grande maioria das vezes no revés de Nadal. Cansou de mudar a direção do ponto quando Nadal buscava sua esquerda com paralelas, fazendo Nadal jogar com o backhand dele. Foi à rede, tentou curtinhas, etc. Geralmente ia para o forehand do espanhol quando tentava definir o ponto, após ter aberto a quadra, ou quando não conseguia fazer nada melhor que cruzar a esquerda.

    Claro que ele não tem a mesma disciplina tática de Nadal. Afinal, ele é Roger Federer, tenista admirado pelo seu jogo de talento e intuição. Mas ontem, ao meu ver, ele tentou.

    E para mim, perdeu mais do que nunca, por erros ou por méritos do espanhol em pontos decisivos. Poderia ter ganho o primeiro set se sua curtinha tivesse entrado no set point. O drop shot que todos acham que ele tem de usar contra Nadal. Usou e a bola saiu por milímetros.

    Levantou o segundo set, após a tradicional viajada inicial e perdeu no tiebreak. Chamo atenção para a bola na rede, do quadradinho, que ele errou para o espanhol abrir 4×1.

    Levantou também o terceiro set, saindo com quebra atrás. E venceu o set.

    No quarto, Nadal deu a viajada e viu um 0×40 para o suíço. Mais uma vez perdido com o espanhol se defendendo bem e sacando um ace para voltar ao jogo. A partir daí, Nadal não cometeu mais quase nenhum erro e definiu o jogo como campeão que é.

    Não acho que Federer foi soberbo e ignorou táticas ontem. Foi um jogo extremamente equilibrado, onde os três primeiros sets poderiam ter ido para qualquer lado. Se dois foram para o espanhol, foi por detalhes, não por desleixo e soberba.

    Abraço a todos

    Responder
  13. 72 Matteoni 06/06/2011 13:05

    Gustavo Querubim,
    .
    Os vencedores comemoram e os perdedores choram.
    .
    Simples assim, já dizia Túlio Maravilha!
    .
    .
    Por falar em chororô, este diluvio por aquela deixadinha do Federer que saiu no set point do 1o set quando o Nadal sacava em 2 x 5 chega a dar pena. Comovente mesmo.
    .
    O BelluSid disse a mesma coisa, em ponto semelhante, na semi de Madrid contra Djokovic.
    .
    Eu, como não acredito em obra do acaso, digo apenas que o Federer tremeu na hora de fechar o set, assim como o Sid tremeu quando pensou que ganharia do Djoko.
    .
    Basta lembrar que após perder aquele set point, o Federer sacou em 5 x 3 para fechar o set, e fracassou.
    .
    E mesmo assim Nadal ainda teve que confirmar seu saque mais 2 vezes e quebrar mais uma vez o mestre para fechar o 1o set.
    .
    Basta lembrar também que quando sacava em 5 x 4 para fechar o 2 set, Nadal teve set point e veio aquele espirro celestial. Perdeu o set point e na volta da paralisação perdeu o saque e depois Federer virou o 2 set.
    .
    E aí, será que Nadal entregou o set ao acaso? Ou ganhou o 2o set no tie- break por acaso?
    .
    O fato é que o jogo, ao contrário do que possa parecer, não foi fácil. Exceção feita ao 4 set.
    .
    Se o jogo tivesse terminado 3 x 0 pro Federer não seria nada de mais. Uma realidade factível, que não se concretizou.
    .
    Ou terá sido mesmo obra do acaso?
    .
    O fato é que o anunciado ocaso do Federer está calando a boca de muita gente!
    .
    Este é o caso.
    .
    Abçs

    Responder
    • C.A. 06/06/2011 13:47

      Comentário de torcedor .

    • Alberto Santos Dumont 06/06/2011 13:28

      Muito honesto seu comentário, Matteoni.

      Daqui a pouco, diante destas obras do acaso citadas, podemos mudar o nome do Federer para Botafogo…

      Tem coisas que só acontecem com o Federer…

      Percebo recalque, empáfia e desmerecimento ao adversário nisso tudo também.

      A realidade é essa mesmo: Perdeu e pronto!

      Ah, e o Federer por estas e outras ainda carrega o chororô dos torcedores…

      Mas ele é o Glorioso.

      Abs.

  14. 71 Dani 06/06/2011 13:19

    É claro que o feito de Nadal em ganhar 6 RG é impressionante. Mas o Federer já tem 6 em Wimbledon e 5 em USO. Duas superfícies diferentes. Os comentaristas esquecem disto. Como se o Federer já não fosse um dos maiores atletas da história. Independentemente dos recordes do Nadal Federer já está no Olimpo. Os comentaristas brasileiros falam o que querem porque não repercute fora do Brasil.
    `É claro que tem uma pitada de inveja do Federer, que eu já tive a oportunidade de ver pessoalmente e além de tudo é lindo e gostoso. Aiiiii

    Responder
  15. 70 césar cambuí 06/06/2011 13:23

    Não sei o que dizer quando o Blog se transforma neste rio de lágrimas.
    Se “qualquer beijo de novela me faz chorar”, imaginem ver feridas sangrando e lágrimas pululando de olhos sofridos.
    “Vou chorar, juro que eu vou chorar”. Com licença.

    Responder
    • césar cambuí 06/06/2011 13:39

      Ah! Acho que minha filha de 8, escondida de mim, anda lendo muitos comentaristas daqui.
      Ontem, durante o jogo, ela saiu com a seguite pérola:
      - Pai, Nadal é mais força e Federer é mais técnica.
      Vou chorar, juro que eu vou chorar.

  16. 69 Marcelo S. 06/06/2011 13:23

    E o Murray, também foi taticamente indiscplinado?

    Pergunto isso sem nenhum sarcasmo, é realmente uma dúvida que tenho.

    Pois a minha impressão é que se o sujeito não tiver uma paralela de backhand afinadíssima, ele fica sem muita opção com o Nadal. Pois me parece que, no final das contas, o maior trunfo do Djokovic era esse – qualquer bola mais ou menos no backhand ele mandava uma paralela incrível.

    E, claro, de vez em quando ia para a cruzada. Mas era efetivo porque tinha desestabilizado o Nadal. O Federer, mesmo com uma cruzadas incríveis, não conseguia o mesmo efeito do Djoko, Acho que tem muito a ver com as paralelas…

    Responder
  17. 68 Suzana 06/06/2011 13:31

    Gostaria de saber se, em qualquer esporte, não existe o fato de um jogador ou clube ter um bloqueio quando joga com um determinado adversário?.
    O que pode explicar o início do jogo de ontem (3×0) e os 5×2 para Fedrer, e ele vir a perder o set por 7X5?
    Foi somente preguiça de Federer e raça de Nadal? Acho que não. Se se ele tivesse ganho esse set, será que Nadal não teria perdido a confiança e o jogo?
    É um absurdo alguém ainda não conhecer um pouco da personalidade de Federer e dizer que a mononucleose foi um recurso dele, após onze anos de carreira, sem nunca “apelar”!!!!
    Não entendo como no jogo contra Djoco (o melhor tenista da temporada), os comentaristas diziam que o jogo era para ser visto de joelho, devido às magníficas jogadas de Federer e a sua determinação. Até aí, ele só tinha perdido um set. Fez um torneio como nenhum outro jogador, jogando com raça e ATITUDE.
    E contra o Nadal, ele parecia estático e aí o chamam de preguiçoso!! Como é possível ?
    Parem e pensem um pouco, antes de criticar!!
    Não é sem mérito que, segundo a revista Forbes, ele está entre as dez ou quinze pessoas mais influentes do mundo!!!!!

    Responder
    • Bet@ 06/06/2011 14:27

      Suzana

      Quanto ao placar do primeiro set, 3×0 e 5×2 indicam apenas uma quebra, mesmo sendo 3 games de vantagem, ou seja, basta o adversário devolver a quebra e confirmar seu serviço que o jogo já está empatado.

      Federer sacou muito bem no início desse set, mas já vinha tendo mais dificuldades para fechar o serviço que lhe deu o quarto e quinto games. Na hora de fechar o sexto, que lhe daria o set, foi quando sacou pior e ainda errou um voleio relativamente simples (acho que ele demorou a ler aonde viria a devolução, se atrasou um pouco e teve que se esticar mais que o normal, fazendo com que a bola não passasse a fita).

      Após perder esse game de saque, aí sim ele baixou bastante o nível do seu jogo, perdendo o set e vários games em seguida.

      A diferença em relação ao jogo com o Nole é que lá ele manteve a intensidade praticamente o jogo todo, com pequena queda apenas no terceiro set, além de jogar melhor os pontos decisivos, tanto que ganhou a semi e perdeu a final.

  18. 67 daniFX 06/06/2011 13:34

    Cleto,

    Há de se compreender que Federer não seria Roger Federer se ele possuísse a disciplina de Nadal, e este não seria Rafael Nadal se ele possuísse o talento nato de Federer. As características naturais de cada um deles foi o que moldou e desenvolveu estes dois gênios do tênis, e cada um deles é especial dentro de suas respectivas particularidades.
    Eu concordo que o suiço poderia evoluir na questão “obediência tática” assim como o espanhol poderia evoluir no aperfeiçoamento dos “fundamentos técnicos, posturais e plásticos”, mas esta é uma ação que depende exclusivamente da decisão deles próprios.
    Ontem a tática venceu o puro talento, mas há ocasiões em que o talento venceu a disciplina tática. E, sinceramente, grandes campeões como eles não devem estar muito preocupados com H2H desfavoráveis…

    Além disso, honestamente falando, eu me divirto bastante e aprendo com os seus comentários durante as transmissões. Este é o Paulo Cleto que admiramos.
    Sabemos que você tem preferência por determinado jogador, o que é perfeitamente normal. Só não é muito normal quando este espaço do Blog ou as transmissões televisivas do experiente profissional Cleto são dominadas pelas emoções do torcedor Cleto, defendendo tal tenista.

    Enfim… como eu disse: este é o Paulo Cleto que admiramos.
    No final das contas, somos todos seres humanos com qualidades e defeitos…

    Abraços!

    Responder
  19. 66 Guilherme Moerbeck 06/06/2011 13:35

    Olha Paulo,

    Concordo com você em quase tudo, acerca de sua análise da partida. É certo, no entanto, que o Federer é um dos maiores atletas da História. De qualquer maneira, o Federer que possui técnica e uma incrível habilidade (eu aqui chovendo no molhado), parece não se render a certas táticas que o colocariam com a mão na taça. Fiquei muito irritado com o Federer ontem (se era para perder daquele jeito, por que jogar tão bem contra o Djokovic?!). Deixasse o sérvio nos proporcionar um domingo eletrizante e não irritante, como o foi.

    Caso o Federer tivesse vencido o primeiro set o jogo poderia ter sido distinto, mas aí racairíamos no fantástico universo do “e se”! O suíço ainda tem bola para bater “os dois números um”: Nadal e Djoko, mas vai ter que se render à disciplina tática para fazê-lo. Por fim, quando o Nadal for encontrar com o Federer, eu acho que vou desligar a tv e assistir um filme que já vi umas vinte e tantas vezes…parece que é sempre a mesma coisa. Por falar em irritar…e o Murray? Vai tomando maracujina aí Paulo.

    abraços e parabéns pela transmissão

    Responder
  20. 65 Adolpho 06/06/2011 13:36

    Quem em sã consciência achava que o Federer ganharia?

    Os golpes do suiço, todos chapados, não incomodam o Nadal, ainda mais contando com a desaceleração do saibro.

    O Djoko incomoda porque manda no rev~es, mas alta, veloz e com spin. Isto sim incomoda o espanhol.

    Que papelão do Federer. Escrevi aqui e foi dito e feito. Tirou o Nole e entregaria de bandeja o título e o yop 01 pro Nadal.

    Abraço

    Responder
    • Daniel Lira 06/06/2011 13:38

      Adolpho,

      É o tal “presente” de aniversário que deu para o espanhol.

      O suíço perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado.

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