O Aberto do Brasil | Paulo Cleto

Publicidade

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010 Porque o Tênis., Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:19

O Aberto do Brasil

Compartilhe: Twitter

Antes que esfrie, assumo uma das pautas prometidas. De vez em quando leio algumas críticas ao Aberto do Brasil, a maior parte sobre o local, distante das capitais tradicionais para esse tipo de evento.

Se vale a crítica acima, vale também a crítica de que a visita de um fã do tênis ao complexo da Costa do Sauípe também seria um programão que a muitos prefere ignorar.

Afinal, e isso é um fato, é um belo programa passar uns dias na Bahia, misturando tênis – jogando e assistindo partidas que por aqui só mesmo na TV – praia e mar, ótimo clima, bons passeios, golfe, pessoas com interesses comuns etc. Se o pessoal prefere ignorar o evento, fica um pouco mais difícil de entender a crítica, afinal essa é a realidade de boa parte dos eventos mundo afora.

Tenho certeza que os organizadores, no caso a Koch Tavares Promoções, realizariam o evento em São Paulo, ou mesmo no Rio, se houvesse condições necessárias. São precárias e, quando existentes, não cobrem todos os requisitos.

Como acontece na maior parte dos casos, o público só conhece uma ínfima parte do necessário para se realizar um projeto desses, e não tem lá muita curiosidade em saber os detalhes. Quer a comodidade e quem não oferece da maneira esperada é criticado. Bem, não dá para dizer que não tenham razão, já que o conforto, o atendimento e a qualidade do espetáculo oferecido devem ser a prioridade de qualquer evento. Mas, tirando a distância das capitais do sudeste, não dá para dizer que as outras prioridades não estejam presentes. Se existe o custo da viagem/estadia, atualmente não dá para dizer que a Costa do Sauípe seja uma viagem cara, considerando os benefícios.

Só que alguém tem que pagar a conta, que não é pequena. Quem a pagava antes era o Banco do Brasil, que foi parceiro do tênis por alguns anos – no auge da era Kuerten. Este ano o BB decidiu ficar fora do evento e isso de última hora.

O resultado é que os organizadores ficaram com uma conta de cerca de 3 a 4 milhões de reais na mão. Após algum estresse e muita correria – e assumindo a realização do torneio, mesmo não sabendo de onde viria o dinheiro – encontraram na Gillete um parceiro. E um dos fatores decisivos para a empresa entrar como patrocinador principal foi a possibilidade de realizar o seu congresso anual no hotel durante a semana do torneio.

Para ilustrar, só um pouco, as necessidades de um torneio destes, mostro alguns números abaixo:

442.500,00 de dólares americanos foi a premiação -
71 jogadores (quali, simples e dupla) participaram
3.500 pessoas era a capacidade da arena
6.300 bolas foram usadas para treinos e jogos
900 toalhas brancas foram usadas pelos tenistas
14.220 litros de água em 57,6 mil copinhos (200ml) e 5,4 mil garrafas (500ml)
2.100 garrafas de 500ml de isotônicos bebidos pelos jogadores
55h de transmissão de TV para o Brasil – 30h para o exterior
46 pessoas para a equipe de arbitragem
12 pessoas para a equipe de quadra
25 pessoas para a equipe de manutenção de quadra
15,2 toneladas de pó de telha jogadas sobre a quadra durante a semana.
Fora um sem número de pessoas e de outras necessidades de infra estrutura, obrigatórias e necessárias, para receber tenistas, público, imprensa e patrocinadores.

costa


Praia na Costa do Sauípe – alternativas.

Notas relacionadas:

  1. Holanda, Califórnia ou Bahia
  2. Durante a chuva
  3. O sono dos justos
Autor: paulocleto Tags:

50 comentários | Comentar

  1. 50 joana c 23/02/2010 20:14

    Já comentei isso num post anterior e váriosoutros já disseram isso também Infelizmente, acredito que o problema não é o local (porque se fosse era até mais fácil de resolver). Ele influencia mas não é determinante.
    Digo infelizmente porque acho que a principal dificuldade do torneio é a falta de interesse pelo esporte, situação mais difícil de reverter.

    Estive pensando nesse tema algumas vezes e cheguei a essa conclusão depois de algumas observações:
    - Local: as pessoas que trabalham (maior parte da população brasileira, acreditem, embora muitos façam parecer o contrário) realmente não tem como assistir o evento durante a semana, pela distância. Mas se distância fosse um impedimento como explicar porque o John McEnroe esteve no Rio (um grande centro) para participar de um torneio de veteranos e o público nem foi tão expressivo? Cai o mito do local.

    - Custo: A hospedagem em Sauípe não é barata. É fato (fiz as contas e é mais barato se hospedar bem em Buenos Aires, He,He). Mas levando-se em conta que a estrutura de hotéis é muito boa. Vamos ser bonzinhos e considerar que está se pagando pelo conforto. E se considerar que alguns hotéis fazem o tal sistema “all inclusive” fome você não passa. Sem contar que você tem praia, piscina, academia e às vezes uma programação diária de eventos com shows, boate, bar, etc. Logo, sejamos razoáveis: é o tipo de programa que vale a pena pagar mesmo que não estivesse acontecendo o torneio. Se programando pode até investir numa viagem de férias. Os ingressos ninguém pode reclamar, estavam baratos. Eu mesma já paguei mais caro para assistir jogos de vôlei e de futebol, por exemplo.

    Logo, local e custo não podem ser apontados como empecilhos. Piso e “elenco” talvez mas vejam as considerações sobre esses dois aspectos:
    - Existem dois torneios importantes em piso duro (Indian Wells e Miami) logo no início do ano. É natural que os cachorrões queiram ficar treinando e jogando nesse piso o que dificulta a escolha pelos torneios de saibro. Qual o Top 10 que está jogando saibro? Que eu lembre, só o Verdasco (que até semana passada estava fora….). Trocar piso atrairia jogadores? Talvez. Mas desconheço o custo dessa troca e manutenção. Existe na economia a chamada “ Lei dos rendimentos decrescentes”. Explicando de um modo grosseiro essa “lei” diz que quanto mais você tem de um determinado bem ele te oferece menos prazer a cada unidade adicional. Exemplo: quando o Nadal era 50 do ranking, não tinha nenhum GS no currículo e a conta bancária não era tão gorda ele cruzava o atlântico para jogar torneios em seu piso preferido (e veio ao Brasil em 2005). Como hoje ele tem muito dinheiro começa a observar outros aspectos que vão além da premiação. Ele é um top 10, já foi número 1, tem alguns GS’s no currículo por isso ele pensa duas vezes antes de entrar num avião com destino a América do Sul. Pra que jogar na Bahia se pode jogar Roterdã que é mais perto de casa em piso duro? (se a Shakira morasse na Bahia talvez ele viesse… :) .
    Piso e elenco talvez sejam empecilhos… Será? Quem gosta de tênis sabe que jogadores TOP 100 apresentam bom nível. TOP 30 então nem se fala. E no torneio do Brasil sempre tem jogadores TOP 30 e poucos jogadores fora do TOP 100 o que já justificaria assistir o evento.

    Logo, o problema é o interesse pelo esporte. Pelo menos no meu ponto de vista. O que é uma pena. Enquanto não se criar a cultura de “gostar de tênis” em vez de torcer por um jogador é difícil um torneio fazer sucesso no Brasil.
    E se o problema é o interesse pelo esporte acho que a confederação tem uma parcela de culpa nisso? Não seria papel da confederação promover o esporte? E não me venham com essa história de que só gosta de tênis se tiver dinheiro. Eu não tenho e gosto muito! Prefiro dizer que pessoas inteligentes gostam de tênis (he,he..). –
    Ou seja, sinceramente, mesmo que colocassem o Federer e o Nadal para jogarem em Sauipe acho que corria o risco da quadra não lotar…

    Obs.: Desculpem pelo comentário enorme. Acabei me empolgando.

    Responder
    • ferchafon 24/02/2010 0:01

      Concordo. O brasileiro em geral gosta de torcer para o atleta brasileiro, mas não é fã do esporte… pois se fosse fã de tênis iria lotar a arquibancada mesmo sem brasileiro em quadra… basta lembrar do pouco público presente para assistir ao McEnroe jogando no Rio de Janeiro em 2009 (eu estava lá e fiquei decepcionado).

    • Flávio B. 23/02/2010 20:45

      Joana

      Com comentários desse naipe, você pode se alongar à vontade … rssss

      Em escala reduzida, nos primeiros coments do post, falei algo em linha similar: nós, que gostamos muito de tênis, temos a tendência de achar que esse gosto está bem difundido entre os demais brasileiros, mas na realidade isso não ocorre.

      E quanto ao local, você só vai ter público à tarde se tiver pessoas com horário disponível nesse período, como estudantes ou profissionais sem carga horária fixa. O resto, só poderia ir mesmo à noite.

      Mas acho que falta mesmo é essa coisa de gostar de tênis, a ponto da pessoa se dispor a ir até a quadra e sentir aquele prazer de um jogo ao vivo.

      E se não tiver massificação nesse gosto e bons incentivos, o pessoal vai gastar seu troco em algo mais próximo e, aparentemente, mais em conta. Daí a importância de patrocinadores fortes e cujo retorno não dependa tanto de bilheteria, mas sim de exposição e alcance de sua marca.

  2. 49 Edvaldo Reis - Salvador 23/02/2010 20:48

    Gosto muito de tenis , mas reconheco que o comentario anterior (Joana ) eh procedente. O tenis ainda nao faz parte do dia a dia da maioria dos brasileiros. Eh lamentavel que seja assim, pois eh um esporte muito prazeroso de praticar. Penso tambem que nao eh devidamente difundido, tanto eh verdade nao sao ttansmitidos jogos nos canais abertos. Contribuindo para caracteriza-lo como um esporte de elite, so acessivel a populacao de maior poder aquisitivo.
    Assisto torneios realizados em outros paises e mim da uma inveja danada quando vejo torneios sendo realizados em grandes estadios, lotados, bonitos, inclusive na nossa vizinha Argentina e o mesmo nao acontecer em nosso Pais.
    Mesmo assim nao quero deixar de acreditar que um dia tambem possamos chegar la e esse esporte se torne mais popular.

    Responder
  3. 48 Rodrigo P. 23/02/2010 20:57

    Gostaria de ressaltar, me perdoem por estar sendo franco… mas é um disparate comparar Buenos Aires com Sauípe. Pois se formos fazer isso, não vamos a lugar algum. Tanto isso é certo, que Miami é o mesmo preço. UsOpen não fica muito longe. Mas se for querer ir pro usOpen, coloca um pouco mais e vai pra Roland Garros. Bem, ja que vai até Paris, porque não trocar por Wimbledon?

    Sauípe é uma viagem completamente diferente da de Buenos Aires. Ambas oferecem muita coisa além do torneio. Depende do que se quer. Não é porque Buenos Aires é uma capital com uma considerável oferta gastronômica de qualidade que se torne uma opção melhor que a Bahia, ou que Miami ou que qualquer outro lugar. Tudo depende da expectativa e do que se procura em determinado momento.

    No entanto, se você quer é descansar sob um guarda sol, jogar um golfe, não ver uma nuvem no céu(se bem que nesse choveu pacas) tomar uma cerveja gelada e ver tênis também, Sauípe não se compara a Buenos Aires, certo?

    Se você quer ir para uma cidade charmosa, ver tênis e ter opções de entretenimento e gastronômicas a bons preços, Buenos Aires também não se compara com Sauípe, certo?

    Então, falar que prefere vinho do que cerveja é completamente irrelevante, se não for levado em conta a comida, o clima e a expectativa.

    Todo torneio de tênis tem seu charme e seu atrativo. As vezes nós é que somos preguiçosos e arranjamos desculpa pra tudo.

    Responder
    • Rogério 23/02/2010 23:27

      EU concordo com você. Mas, se você quer ver tênis… o BROpen está muuuuito longe, mas muito mesmo, de ter melhor custo benefício.

      E, levando-se em conta que o BROpen é um torneio de tênis, eu acho isso preocupante…

    • paulocleto 23/02/2010 23:10

      Falou, com objetividade e clareza de raciocínio.

  4. 47 Marcos Pereira 23/02/2010 21:07

    O que acontece? Os textos postados, inclusive o do Cleto estão todos com palavras embaralhadas e em lugares errados.
    Flávio eu juro que ainda não bebi nada hoje!!! rs rsrs!

    Responder
    • Flávio B. 23/02/2010 22:17

      MArquinhos

      Tem algumas coisas meio doídas por aí, mas em geral, parece que não tá tão embaralhado assim …

      Não deve ser o excesso, deve ser a falta da birita … rssss

    • Marcos Pereira 23/02/2010 21:08

      Nossa!!!! até o meu coment!!!

    • Rodrigo P. 23/02/2010 20:59

      Primo, aqui ta redondo!

  5. 46 Adolpho 23/02/2010 21:19

    Num vou meter a mão nessa cumbuca Sauípe/Buenos Aires. Meu assunto é outro.

    Embora fora da pauta, Outro dia estava lendo algo sobre os vencedores de Wimbledon.

    Atentei para final de 96, em que o Krajicek foi campeão.

    Dei uma pesquisada na folha corrida do holandês e confesso que fiquei um tanto surpreso.

    Para os aficcionados em H2H ele é um prato cheio.

    Leva vantagem sobre a maioria dos nº 01 que enfrentou:

    - contra o Sampras 6 a 4
    - contra o McEnroe 2 a 1
    - contra o Ferrero é de goleada – 5 a 0
    - contra o Safin – 1 a 0
    - contra o Edberg – 4 a 3
    - contra o Chang – 7 a 3
    - contra o Lendl- 2 a 1

    Dos mais famosos ele só leva desvantagem em relação ao Federer, Agassi, Courier e o nosso Guga, assim mesmo – com exceção do Courier – todos os demais scores são apertados.

    Uma pergunta: o Krajicek jogava muito mesmo ou apenas se agigantava quando enfrentava os top?

    Abraço

    Responder
    • Rafael Pimenta 24/02/2010 0:05

      aff, aí vai o link:
      http://www.youtube.com/watch?v=5T6ikGxgOeY

    • Rafael Pimenta 24/02/2010 0:05

      Eu gostava muito do estilo dele, e não achava que ele tinha só saque… acho que ninguém ganha um GS se não jogar muito…

      Mas que ele foi um dos melhores, se não o melhor sacador que eu já vi isso foi…

      Vale a pena ver de novo:
      ZamBoR 2|eMule FX|DI-Emule V.2.0|L33cher Team|HyperMule|picshare|SpeedShare|Ultra2|p2p 2008

  6. 45 Marco Ferrao 23/02/2010 21:42

    Não vejo problema algum em ter um ATP no Sauípe perto do carnaval.

    Poderiam fazer melhores preços de pacote e promoção junto a agências e proganda em geral.

    O ideal mesmo é termos mais um no Sudeste, quem sabe no Rio com a estrutura que está para ser construída…

    Responder
  7. 44 Thiago FA 23/02/2010 21:59

    Off-topic:

    Alguém tem alguma explicação para o que acontece com o Marcos Daniel? Morreu a confiatrix do cara?

    Responder
    • Jefferson Guimarães - Sampa 23/02/2010 23:44

      Talvez a ansiedade, por conta do nascimento da filhota Maria Fernanda

  8. 43 Flávio B. 23/02/2010 22:15

    Rodrigo P.

    Faltam apenas 13 minutos para o primeiro vídeo do encontro do blog ficar cadastrado. Daqui a pouco eu coloco o endereço.

    Responder
    • Rodrigo P. 24/02/2010 11:03

      Sócio!!! Cadê!?!

  9. 42 Alexandre Rodrigues 24/02/2010 0:03

    Alguém aqui do blog vai no Rio Champions ? Eu devo ir no Sábado e pretendo comprar um ingresso de fundo de quadra.
    Abraços.

    Responder
    • Fernando 24/02/2010 11:30

      Eu vou todos os dias.

    • Alexandre Rodrigues 24/02/2010 9:22

      Olá Flavio B,
      tudo bem com o homem sorriso hehe. Entao, depois conto como foi o evento.
      Osvjor,
      na semana do evento a gente se fala por aqui.
      Abs.

    • Flávio B. 24/02/2010 6:49

      GRaaaaaaande Alexandre

      E aí, rapaz, tudo em ordem com o homem sorriso? Esse ano eu só vou conseguir ir a algum lugar fora de Sampa nas férias, se elas não forem canceladas … rssss

      Aproveita aí a oportunidade e conta pra gente depois como é que foi.

      .

      Osv

      Já tá treinando pra revanche com a Grande Dama?

    • osvjor 24/02/2010 0:09

      Alexandre, eu talvez vá. Mas ainda não sei se estarei trabalhando, então vou deixar pra ver isso mais em cima da data. se for, também vou querer ficar no fundo.

  10. 41 osvjor 24/02/2010 0:04

    Já estive na Costa do Sauípe, numa época de baixa. O lugar é simplesmente maravilhoso, tanto em termos de belezas naturais como de conforto material. Joguei um pouco de tênis nas quadras duras de lá, fui espiar o local da quadra central, com as arquibancadas desmontadas, e fiquei imaginando como seria bacana ter a chance de ver um bom jogo ali. De dia, piscina, banho de mar, peixinho frito, abará, tênis panga, sono na rede, ler um livro à sombra dos coqueiros. À noite, jogo de tênis profissional. Alguém precisa de mais alguma coisa pra ser feliz? (tô sonhando alto, claro, mas não é preciso ser modesto na hora de sonhar). Sauípe não é um lugar barato, claro, mas o cliente paga pela estrutura disponível, afinal o que existe ali é um complexo de resorts, não meia dúzia de hoteizinhos de beira de estrada pra pernoite. Se eu pudesse NÃO trabalhar no MALDITO carnaval e tivesse a grana e a chance de viajar pra lá, pagaria com prazer uma semana naquele PARAÍSO. Falaram em falta de público. É preciso ver como fica a ocupação dos hotéis na época do Brasil Open. Quando eu fui, funcionários dos hotéis contaram que a ocupação estava abaixo da média e que os resorts não estavam tendo o desempenho esperado. Ou seja, o empreendimento ainda não decolara e já havia empresas prontas pra repassar a propriedade dos hotéis de lá. Não sei até que ponto isso é verdade. Se for, é uma pena. Até porque o complexo de resorts, pelo que me disse uma vez um líder de agricultores da área, é um importante polo gerador de renda pra população mais pobre daquela região.

    Essa história de ser na cidade da gente pode não ser garantia mesmo de público. O McEnroe e aqueles outros feras vieram aqui no Rio e eu não me animei a ir. Sou fã de tênis, mas tenho minhas coisas pra fazer. Ou eu estava trabalhando, ou estava cansado, ou de saco cheio, ou querendo ficar em casa tomando picolé, sei lá. Não importa. Se com isso eu não tô ajudando a formar um público pro jogo e influenciando uma futura decisão sobre se vale a pena ou não ter evento no Rio, paciência. Não vou ser escravo disso. Por isso, talvez faça sentido realmente fazer um evento numa época em que as pessoas (pelo menos as normais, diferentemente de MIM) não trabalham, estão mais disponíveis pra se programar pro lazer, e sediar esse evento num éden baiano. Pode ser. Vai saber.

    Responder
    • osvjor 24/02/2010 8:51

      acho que você tem razão, Flávio. também adoro Buenos Aires, só pra ficar no exemplo que vc citou. mas são coisas bem diferentes. talvez o problema seja essa tal de cultura tenística mesmo. eu jamais me deslocaria pruma outra cidade, estado ou se bobear até mesmo bairro pra ver um jogo de futebol. mas as pessoas fazem isso direto, né? chegam a brigar e a se matar por causa dessa porcaria. tenho um amigo, por exemplo, que marcou as férias dele este ano pro período da Copa do Mundo, só pra ficar em casa vendo os jogos. eu jamais faria isso. então é tudo questão de se priorizar o que é seu interesse e adequar, evidentemente, ao bolso.

    • Flávio B. 24/02/2010 6:56

      Osv

      Eu, que não fui em muitos resorts até hoje mas já frequentei alguns, acho esses lugares fantásticos! Não são baratos, em geral, mas você tem oportunidade de fazer valer cada centavo gasto ali.

      E eu prefiro tranquilamente um resort desses do que ir a Buenos Aires ver o ATP de lá, exatamente porque curto mais aquilo que você descreveu ser possível fazer durante o dia.

      É claro que ir a Buenos Aires tem suas atrações também, mas acho que é comparar banana com pepino, são características muito distintas entre ambos os locais.

      Pra quem gosta de uma cidade gastronômica e com vida noturna e não curte tanto os prazeres diários de um resort, a capital argentina passa a ser mais atraente.

      Volto ao ponto que a Joana C. já mencionou aqui mais de uma vez: nós não temos essa “cultura do tênis” enraizada nos nossos costumes, por isso qualquer lugar por aqui vai ter dificuldades em lotar arquibancadas, principalmente nas partidas iniciais.

      O resto, creio eu, é o que cabe no bolso e se molda melhor ao gosto pessoal de cada um.

  11. 40 eduardo barillari 24/02/2010 0:07

    Alguém conhece um site para assistir os jogos do torneio de Acapulco?

    Obrigado.

    Responder
    • Paulinho 24/02/2010 20:07

      Olá amigo, acesse o atdhe.net e assista a vários jogos de tennis e outros esportes.

      abraço

    • Paulinho 24/02/2010 20:05

      Conheço sim amigo, acesse o http://www.atdhe.net e assista direto esse torneio e outros mais.
      abraço

  12. 39 Martin A 24/02/2010 6:44

    “La Copa Davis cotiza a la baja”
    http://www.elpais.com/articulo/deportes/Copa/Davis/cotiza/baja/elpepudep/20100224elpepidep_8/Tes
    Tambem na Espanha opinan sobre o assunto. Eles contra Suiça apresentarão apenas a: Ferrero, Ferrer, Robredo e Granollers.

    Responder
    • Martin A 24/02/2010 8:10

      Bernardão já sabemos por quem vai jogar, Horacito ou Horacinho deverá decidir ele.rsrsrs

    • Martin A 24/02/2010 7:13

      Suiça: Stan Wawrinka, Chhudinnelli, Lammer e Allegro.
      6 dos top 10 não estarão na primeira rodada.

    • Flávio B. 24/02/2010 7:02

      Dom Martin A.

      Não se preocupe, que em 2030 teremos Brasil e Argentina na Davis, com Horacito x Bernardão Lins, os futuros finalistas de RG 2030!

      Será o retorno dos Tops. Quanto à Espanha e Suíça, teremos as Twins Airs contra a dupla Xisquita e Shakirita Nadal …

  13. 38 Ferracini 24/02/2010 7:15

    Betão, cadê o endereço do video do encontro??

    Responder
    • Flávio B. 24/02/2010 7:48

      Dom Ferracini

      A gravação do arquivo no Utube terminou bem tarde e só consegui colocar o primeiro vídeo.

      O segundo, que mostra um game com o Cleto sacando, vou tentar colocar hoje à noite e aí posto os dois endereços.

      Aqui no trabalho não tenho como acessar o Utube, senão até poderia adiantar o endereço do primeiro vídeo. Se quiser tentar, naquela janela de “pesquisar”, tente escrever “encontro blog paulo cleto” que é capaz de aparecer o vídeo.

  14. 37 Robson Lacerda 24/02/2010 7:27

    É exatamente isso que preocupa. Num pais continental como o Brtasil, há a necescidade de que se façam eventos em todos os estados para que possam despertar interesse e aparecer novos jogadores. Ou o Brasil é só o sul-sudeste?

    Responder
  15. 36 ferchafon 24/02/2010 7:57

    “Se existe o custo da viagem/estadia, atualmente não dá para dizer que a Costa do Sauípe seja uma viagem cara, considerando os benefícios.”

    Cleto, desta vez vou discordar de você. Para você e para mim a Costa do Sauípe não é uma viagem cara, mas para a média dos brasileiros é. Se o custo da viagem/estadia não for ridículo para a classe A, barato para a classe B e acessível para a classe C, jamais teremos o evento lotado de brasileiros.

    Mantendo-se a Costa do Sauípe como local do evento, talvez uma boa saída para lotar as arquibancadas seja a sugestão que li em outro comentário aqui no blog: fazer a propaganda focando na maravilhosa viagem para a Costa do Sauípe e colocando o torneio de tênis como o diferencial, a cereja do bolo. E trabalhar duro para vender esta viagem para muitos estrangeiros (além dos brasileiros da classe A e, talvez, da classe B).

    Abraço,
    Fernando

    Responder
  16. 35 Rafael Pimenta 24/02/2010 9:12

    Pessoal,

    Em momento algum o Cleto disse que a viagem era barata, e sim que não era cara se pensarmos em tudo que a costa do sauípe proporciona…

    Com certeza se o seu interesse é somente assistir bons jogos de tênis, indubitavelmente São Paulo seria um programa mias barato, mas devemos enxergar o Sauípe como uma excelente oportunidade de se unir o útil ao agradável…

    Responder
    • Fernando 24/02/2010 11:27

      Ué, e quem não estiver interessado nas outras coisas que o Sauípe proporciona e quiser só assistir tênis?

    • Edelson 24/02/2010 11:10

      Po, mas a questão é o Tennis, e não o turismo.
      Se quiserem alavancar o ATP Brasil tem que mudar sim para um grande centro, pois é mais acessível.
      Se o cara não tem dinheiro para ir ao Sauípe, mas tem para pagar o ingresso, ele vai assistir aos jogos.
      Se o cara tem dinheiro para ir ao Sauípe, mas não tem tempo por motivos profissionais, ele vai assistir aos jogos pelo menos a noite (não sei se voces sabem, mas diferente de muitos aqui, a maioria não tem tempo para ficarem viajando atrás de torneios, pois não são empresários, e nem comentaristas).
      Abraços.

    • paulocleto 24/02/2010 10:54

      Obrigado por “traduzir” o que escrevi. As vezes parece necessário.

    • Flávio B. 24/02/2010 9:26

      Também entendi que foi isso que ele quis dizer.

  17. 34 silvio macedo 24/02/2010 9:44

    Olá Paulo e pessoal!
    Não deu prá ler todos os comentários mas vou dar minha opinião.
    Nem sempre o interesse dos organizadores é o público na quadra. Apesar de montarem aquelas arquibancadas enormes, talvez seja só um pretexto para aumentar custos ( já que muitos vivem de %).
    Quase sempre os patrocinadores se preocupam com a TV e em receber clientes e fornecedores para agradá-los.
    Isso pode ser no tenis, golfe e outros esportes.
    Minha experiencia foi muito pequena comparada com um BR Open, mas quando organizamos etapas do satélite no Hotel do meu pai (inicio dos anos 80 e quando eu e o Paulo tínhamos cabelos prêtos!), o retorno de mídia durou anos e o Hotel ficou um pouco conhecido pelas transmissões da Band e artigos em jornais e revistas.
    Além disso, o retorno em termos de relacionamentos também valeu a pena.
    O público? era pequeno, mas isso não era levado muito em conta. Triste para o tenis, mas é a realidade!
    Abraço a todos

    Responder
    • osvjor 24/02/2010 17:49

      Ótimo depoimento, Silvio. Você chamou a atenção prum aspecto a que nós, leigos, não atentamos. Parabéns

  18. 33 José Estelita 24/02/2010 10:09

    Sauípe é fenomenal.

    Agora estou sentindo falta de muita gente boa aqui.

    Onde andará Matteoni, Glads, César Cambuí, Martin Suiço, Rafaela, Maysa, dentre outros?

    Será que fui eu que perdi alguma coisa?

    Abraços

    Responder
    • MOITA 24/02/2010 17:30

      ainda em costa do sauipe, estirado numa rede estendida na moita duplex, com vista prum mar azul brilhante, entre coqueiros, degustando camarões fritos e caipirinha, acompanho os posts e comentários do blog no laptop.

      me emociono com os textos, do rodrigo aprendendo com a filha (17/2/10-20:32), do poema do glads em “diálogo” com rimbaud, e, do maravilhoso texto do pai do bernardo, que ficou feliz e nos repassou. (21/2/10-23:43).

      TÊNIS???…só uma dupla pela manhã, que termina sempre empate, pra ninguém ficar triste e estragar essa “vida-dura”.

      abraços em todos.

    • Martin H. 24/02/2010 11:15

      Estelita, voltei a estar imerso em estudos, e procuro nem entrar nas páginas de tênis que é para não desviar o foco.
      Mas, quando bate as crises de abstinência, dou umas olhadelas no que está acontecendo, especialmente no blog. Apenas tenho ficado sem comentar.
      Abraço!

    • Rodrigo P. 24/02/2010 10:59

      Pois é Estelita. Uns talvez não voltem tão cedo, ou quem sabe, para nossa imensa tristeza, nem voltem mais. O Martin Suiço as vezes some mesmo mas sempre acaba voltando. Glads ta com o Moita tomando umas, acredito eu. Cambuí ainda ta pulando carnaval, afinal lá não acaba tão cedo. As meninas não sei, Maysa sempre da o ar da graça, mas Rafaela sumiu mesmo!

      Que os bons tempos voltem!

      Abraço

    • Ferracini 24/02/2010 10:46

      Pois é Estelita, também tenho sentido a falta. Abçs

  19. 32 Martin H. 24/02/2010 11:21

    Aproveitando minha reaparecida por aqui, faço uma pergunta ao Cleto, e aos demais que se interessarem.
    A ATP anunciou novo contrato de patrocinador principal (antigamente era a Mercedes-Benz), fechando, para os próximos 5 anos, com a cerveja Corona Extra.
    Achei interessante a seguinte “polêmica”:
    - o Dalcim, no blog dele, disse ser desfavorável, argumentando, em síntese, que o esporte não poderia ser associado com uma bebida alcóolica – e relacionando o fato de ter visto muitos jovens tenistas com o hábito de beber cerveja;
    - já o Pete Bodo, na coluna dele, louvou o novo patrocinador, sob o argumento de que isto poderia refletir uma popularização do esporte e, também, atrair a juventude. Ele fala que o patrocínio por carros de luxo lhe dava a ideia “fria” de um esporte ligado a baby boomers e finaliza dizendo que a diferença entre uma Corona e um Lexus é que aquela todo mundo pode comprar.
    Eu, como bom consumidor de cerveja e sem um Lexus na garagm, fico com a opinião do Bodo.
    E tu Cleto?
    E vocês?
    Abraço,
    Mártin

    Responder
    • Sergio Lins 24/02/2010 14:44

      Que coisa incrível.
      Pela primeira vez vou discordar do prezado Martin H.
      Não consigo enxergar a relação entre patrocinador X disseminação do esporte.
      A estrela da Mercedez estava há tanto tempo nas laterais da rede que a grande maioria nem reparava. Parecia fazer parte.
      Além do mais, Mercedez é carro “normal” para europeus e norte-americanos, principais públicos do esporte. Em vários torneios na Ásia eu vi patrocínio da Kia.
      A popularização do tênis, se é que ela é necessária, não vai mudar uma vírgula por causa da troca do patrocinador.
      Não que vá incentivar os jovens a beber, mas é uma relação inapropriada de esporte de alto desempenho com bebida alcoolica.
      Quando eu era presidente da AIESEC em Curitiba tivemos esse mesmo dilema de aceitar ou não patrocínio da Phillip Morris. Decidimos que não. E olha que dinheiro faria muuuita diferença no nosso caso.
      Imagem é tudo, dinheiro menos.
      Na verdade, não é bem imagem a palavra que eu quero usar, acho um pouco de “ideologia”, idealismo e menos pragmatismo faria bem ao mundo.

    • silvio macedo 24/02/2010 11:33

      Caramba! essa pergunat é uma sinuca de bico!

    • Fernando 24/02/2010 11:30

      É, também concordo com o Bodo, um patrocínio de uma Mercedez-Benz da vida realçava a ideia de que o esporte é elitizado.

  20. 31 Ronaldo 24/02/2010 13:18

    Não conheço a Corona, já os ônibus da Mercedes conheço desde criancinha.

    Responder
  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última
  6. ver todos os comentários
 

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

* Campos obrigatórios


 

Responder comentário


* Campos obrigatórios